Acossados pelos partidos , TSE volta atrás e envergonha a Nação

Foto: Ascom/TSE

Do Blog do Noblat

Depois do que acabam de fazer, como os doutos ministros do Tribunal Superior Eleitoral querem que as pessoas aqui de fora encarem doravante as decisões da Justiça em geral - e as deles em particular?
Elas continuarão encarando como sempre o fizeram: Justiça é a favor de quem tem dinheiro ou poder. Ou as duas coisas.
"A verticalização é uma instituição que está indo para o túmulo. Mudar agora seria alterar as regras do jogo". (Do voto do ministro Ayres Brito, do Tribunal Superior Eleitoral, justificando o recuo no caso do novo entendimento sobre a regra da verticalização adotado pelo tribunal na última terça-feira e abandonado há pouco.)
Cinco dos sete juízes voltaram atrás nos votos que haviam proferido há 48 horas. Faltam votar dois.
Por que Ayres Brito não concluiu na terça-feira que a verticalização estava indo para o túmulo e que mudá-la seria alterar as regras do jogo a poucos meses das eleições?
Somente hoje foi que ele e seus pares se deram conta disso? Foram iluminados de repente pelo Espírito Santo?
"Não posso me substituir ao Congresso Nacional e insistir na verticalização pura".
(Do voto que acaba de ler o ministro Marco Aurélio Mello, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.)

Quer dizer: o tribunal desfará agora o que fez há 48 horas.
Marco Aurélio disse também: "A última decisão (a da terça-feira) é passível de falha".
Argumentou que o Congresso Nacional acabou com a verticalização. E que ela não valerá mais para as eleições de 2004 em diante. Daí por que não fazia sentido arrochar a regra agora.
Ora, e fazia sentido tê-la arrochado anteontem?
Estamos assistindo à desmoralização de ministros incapazes de sustentar por mais de dois dias uma decisão que se imaginava que havia sido tomada com consistência e seriedade jurídicas.

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