Índios do Xingú reclamam de hidrelétrica à Aldo

Foto: Luiz Cruvinel













Conforme o blog noticiou em primeira mão, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, recebeu ontem representantes dos índios Ikpeng, e destacou que eles devem ter representação parlamentar, escolas de boa qualidade e apoio por parte da sociedade.
Antes de serem recebidos por Aldo, cerca de 130 ikpeng, do Parque Nacional do Xingu, fizeram uma manifestação em frente ao anexo IV da Câmara.
Segundo o porta-voz do grupo, Napiku Txicão, eles reivindicam a paralisação das obras da hidrelétrica de Paranatinga 2, no município de Campinópolis (MT).
A construção da barragem, afirmou, está secando o rio na parte abaixo da obra e, na parte de cima, o lago que será formado vai tomar parte Índios protestam contra construção de hidrelétrica de Paranatinga das terras indígenas e inviabilizar o primeiro Quarup a ser sediado pela tribo (Quarup é a festa anual em que os índios do Xingu homenageiam seus mortos).
O deputado Eduardo Valverde (PT-RO) recebeu os manifestantes e disse que estuda a possibilidade de pedir liminar à Justiça para interromper as obras da barragem até que seja feito um novo estudo de impacto ambiental na área.
Prejuízos – A Paranatinga Energia S/A, empresa concessionária da construção da central hidrelétrica
Paranatinga II, distribuiu nota na qual afirma que dará
continuidade às obras somente depois que revisar o Termo de Compromisso com os índios do Parque Indígena do Xingu, com o referendo da Fundação Nacional do Índio (Funai). "O canteiro de obras da empresa foi invadido, depredado e saqueado na semana passada por cerca de 130 índios, mesmo ficando a aproximadamente 100 quilômetros do Parque", diz a nota. A Paranatinga adiantou que os prejuízos devem atingir aproximadamente R$ 300 mil.
De acordo com o diretor de Operações da empresa, Manuel Martins, a decisão de retomar as obras após um entendimento definitivo com os índios busca evitar novos conflitos. "Estamos cumprindo toda a legislação ambiental e do setor elétrico, além de desenvolver estudos científicos completos para mitigar os impactos ambientais e culturais", disse Martins.
(Jornal da Câmara)

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