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Os três novos "heróis" de Lula

As pastas de Saúde, Integração Nacional e Justiça têm novos comandantes. José Gomes Temporão, Geddel Vieira Lima e Tarso Genro, respectivamente, assumem os ministérios atendendo ao convite de Lula para trabalharem como "heróis da máquina pública"

17/03/2007 02:16


TARSO GENRO recebe adorno de liderança indígena durante cerimônia (Foto: Valter Campanato/ABr Três novos ministros tomaram posse ontem para trabalhar no segundo mandato do presidente Lula: José Gomes Temporão, no Ministério da Saúde; Geddel Vieira Lima, no Ministério da Integração Nacional; e Tarso Genro, no Ministério da Justiça. Os dois primeiros são indicações do PMDB, partido com a maior bancada no Congresso, de 90 deputados. Tarso Genro é do PT, o mesmo partido do presidente Lula.

Durante a cerimônia, Lula discursou e defendeu as mudanças no ministério como "um novo jeito de fazer política", em referência às negociações do governo de coalizão, que envolveram 11 partidos. "Não é apenas uma troca de um homem por outro homem. De uma mulher por outra mulher. De um partido por outro partido. O que estamos consagrando a cada ministro que eu nomeio é um novo jeito, nova forma de fazer política no nosso país. É um momento de aprendizado para todos, que é a construção de uma política de coalizão que envolve partidos, governadores e prefeitos".

Na apresentação dos ministros, Lula enfatizou que chefiar um ministério é uma "tarefa difícil", já que o salário é menor do que se paga na iniciativa privada. Por isso, segundo ele, o fato de alguém aceitar um ministério mostra que a "máquina pública é cheia de heróis". Na seqüência, fez uma brincadeira com sua posição de presidente da República: "sou o único que não pode reclamar do salário, sou o único torneiro mecânico que ganha R$ 8 mil".

O presidente disse que a nomeação do deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) para o Ministério da Integração é a consolidação da coalizão política. Lula falou sobre o trabalho do ex-ministro Pedro Brito, que comandou, após a saída de Ciro Gomes, o projeto de integração do Rio São Francisco. Segundo ele, Brito é uma figura técnica de que o Estado não pode prescindir. O presidente elogiou a política hídrica elaborada pelo ex-ministro e prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Se nós conseguirmos fazer tudo aquilo que nós colocamos no PAC, eu acho que o sertão vai virar mar sem o mar precisar virar sertão, disse.

Ao dar posse a José Gomes Temporão, filiado ao PMDB, como novo ministro da Saúde, Lula disse que o médico terá de assumir um pepino. Lula elogiou Temporão que, segundo ele, é quase uma unanimidade dentro da área da saúde, pois já teria ouvido boas recomendações sobre o médico de profissionais dos setores público e privado. "Se na teoria você parecia tudo isso, agora, vamos dar o pepino da Saúde para você administrar", brincou. Na cerimônia, Lula agradeceu e elogiou o trabalho desenvolvido pelo ex-ministro Agenor Álvares, que assumiu a pasta após a saída do também peemedebista Saraiva Felipe, que disputou as eleições do ano passado.

Lula também elogiou a atuação de Márcio Thomaz Bastos frente do Ministério da Justiça como "uma cabeça equilibrada". O presidente disse que Bastos deve continuar sendo seu advogado. "Quem já foi presidente, governador, prefeito, sabe que os processos contra a gente aparecem quando a gente não tem mais um mandato", disse. O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, passa a ser o novo ministro da Justiça. A ele, Lula desejou "toda a sorte do mundo" e avisou que "o jogo é duro".

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