Dividir para somar

Vejam essas premissas:
1- Se os números apresentados pelo IPEA sobre a viabilidade da criação de três novos Estados, dão folgada margem para investimentos num novo Pará remanescente;
2- Se a apartir da análise de diversos indicadores socieconômicos e fiscais, tais como: PIB - total e per capita, renda domiciliar per capita, educação, saúde, da infra-estrutura social e das finanças municipais depois de se fazer o desmembramento. O novo estado do Pará, não seria uma retórica de palanque ou um nome pomposo criado por um marqueteiro da vez.

Comparado com os outros dois novos estados, o novo Pará teria alguns indicadores dignos de registro, ficando muito melhor do que atualmente ao pagar um preço muito alto para preservar seu território. Vejam alguns desses números:

>Maior população: 4,6 milhões;
>Maior PIB em 2004: R$ 19,4 bilhões;
>PIB per capita em 2004: R$ 4,3 mil;
>Menor taxa anual de crescimento do PIB per capita (2000-2003): -01,%;
>Maior renda domiciliar per capita; R$ 178;
>Menor desigualdade interpessoal de renda;
> Melhores indicadores educacionais;
>Maior percentual de domicílios com acesso a água encanada: 51%;
> Maior percentual de domicílios com acesso a energia elétrica: 80%;
>Menor taxa de mortalidade infantil: 31 por mil

Comentários

Ricardo Rayol disse…
Meu amigo, com o novo PIB turbinado tudo é possível.
E melhor para todos Ricardo.
Yúdice Andrade disse…
Caro Val-André, não compreendo como alguém possa ficar satisfeito com esses dados. Em primeiro lugar, maior população não ajuda em nada; pode até atrapalhar. "Maior renda domiciliar per capita" de R$ 178 é um horror. Quem vive com isso? Apenas 51% de domicílios com água encanada? Isso não seria um índice africano?
Meu amigo, sei de tua convicção pela criação de novos Estados, mas não creio que a socialização da miséria possa ajudar a qualquer dos lados. E, com esses dados, mesmo que haja algo de promissor em um ou outro, acho que não temos muito além de miséria para dividir.

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