Em tempos de "apagão aéreo" o caos permanece em compasso de espera em Macapá

Viví no Amapá três anos (1976-79). Eram tempos de Território Federal, qualidade de vida espetacular, índices do IDH em patamares acima da média nacional.

É lá, na fronteira Norte, que começa o Brasil na ponta do Oiapoque.

Transformado em Estado junto com seus congêneres: Rondônia, Roraima e Acre na promulgação da Constituinte de 1988, os investimentos despencaram em razão dos cortes de recursos através de transferência direta da União que eram o modelo de então.

Cortes que atingiram em cheio a estrutura aeroportuária do novo Estado. Pior, revelaram péssimos políticos na gestão da coisa pública e eleitos através das urnas.

O aeroporto de Macapá em tempos da metade do século passado, sempre foi o principal elo de ligação do que restou do cordão umbilical que liga o antigo Território ao seu Estado-Mãe: O Pará. A outra são os rios e uma interminável rede de balsas que inviabiliza o incremento dos negócios entres os dois Estados, tornando, portanto, o Amapá, um refém do modal aéreo.

Os jornais e blog's de Macapá destacam que: “as obras do aeroporto de Macapá estão paradas porque o TCU constatou irregularidades na construção com suspeita muito forte de desvio de cerca de 50 milhões de reais e mandou suspender os pagamentos para a empresa, a Gautama, declarada inidônea”. Se pegar esses 50 milhões dá para continuar a construção. Já o superintendente da Infraero no Amapá, Júlio Kenzo afirmou que “a Infraero é uma empresa muito séria”. Então a Gautama também é, e todo mundo está levantando “aleive” - falso testemunho, calúnia, no linguajar amazônico - sobre duas empresas seriíssimas, a pública e a privada. Em tempo: a Infraero está sendo apontada como uma das maiores fontes da corrupção nacional e a Gautama é aquilo que todo mundo está vendo todo dia.

Aguardamos todos, se o Paladino empossado ontem resolverá esse imbróglio que cheira muito mal.

Mais: aguardamos todos se o Estado tem o dinheiro destinado e aprovado no Orçamento Geral da União para a conclusão dessas obras que permite a ponte de Macapá com o restante do país.

- Aliás. Cadê o Sarney heim?

Arrisco um palpite: Muito abalado pela morte do amigão ACM, o senador turista deve está em profunda reflexão, pois que será o próximo da lista para mudar de plano.

- E que seja feita a nossa vontade. Basta!

2 comentários:

Roberto Limeira de Castro disse...

Caro Val

Precisas voltar à Macapá urgente!

O Aeroporto que está em construção é de primeiro mundo e está quase pronto. A suspensão da fase final de acabamento foi uma grande sacanagem.

A BR-156 que liga Macapá ao Oiapoque está nos últimos quilômetros, entre Calçoene e o final.A ponte internacional entre Brasil e a Guiana em fase de licitação. A cidade está fervilhando de automóveis e edifícios do boom imobiliário.

O comércio exterior ultrapassa os US$ 100 milhões e um comércio local super dinâmico.

O PIB passa esse ano de R$ 5 bi e o orçamento estadual de 2 bi.Quase metade do PIB dos Estados do nordeste (PB-RN-AL-SE) que têm cinco séculos. A BR Sul em fase final de implantação ligando Macapá ao sul do Estado e a ponte sobre o Rio Jari quase pronta.

A Universidade Estadual do Amapá emplacando o seu primeiro ano com sucesso.Uma justiça e um polícia que são modelo para o país e uma cultura em explosão. O meio ambiente super preservado.

Uma bancada federal de 11 políticos da maior envergadura defendendo o Estado com a maior dignidade.

O Linhão de Tucuruí acaba de ser anunciado e o Estádio Olímpico em construção. Venha ver uma outra cidade que você ainda não conhece.

Um exemplo do que podem fazer um Estado autônomo, um bom governo e um povo em menos de 15 anos.

Feliz é o Estado que pode ter um ex-presidente e estadista completo com o Presidente Sarney como Senador.

Modelo para Carajás e Tapajós.

Quanto à política: Estou fora!

Val-André Mutran disse...

É o único senão do Amapá. A política lá, Roberto, vai de mal a pior.
Abs