Uma luz sobre desaparecidos na época da didatura

Palavra de especialista



Vasconcelo Quadros

A decisão do juiz Giancarlo Capaldo em pedir a extradição de 13 autoridades brasileiras, a maioria delas já falecida, acusados de participar da Operação Condor, trouxe à tona a história do único estrangeiro que participou efetivamente da Guerrilha do Araguaia, o italiano Líbero Giancarlo Castiglia, o Joca, que figura entre os 58 ativistas do PC do B desaparecidos na região entre 1972 e 1975, cuja naturalidade foi escondida pelos órgãos de informação das Forças Armadas em informes e relatórios produzidos à época.

- Há indícios de que Joca era visado pela Operação Condor e que por essa razão tenham escondido sua condição de cidadão italiano. A presença de agentes estrangeiros entre os militares que atuaram no Araguaia são sintomas de que a guerrilha do PC do B também era alvo da Condor - disse a jornalista Myrian Alves, que trabalha numa biografia sobre Castiglia.

Torneiro mecânico, militante do PC do B, morador no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, Castiglia foi o único estrangeiro a se incorporar no grupo que seguiu para o Araguaia. Na guerrilha, foi comandante de um dos destacamentos, o A, e depois integrou o comando militar, ao lado dos dois principais líderes do movimento, o ex-deputado Maurício Grabóis e de Ângelo Arroyo. Era muito amigo do filho de Grabóis, André, que também é desaparecido.

Os relatórios militares não cravam uma data sobre o sumiço do ativista italiano. Ele é citado pela última vez no único documento oficial sobre a guerrilha, o Relatório Ângelo Arroyo, como o militante que estava ao lado de Sueli Yomiko Kanaiama, outra guerrilheira desaparecida, em dezembro de 1973, numa área da Serra das Andorinhas, próxima ao local onde os militares realizaram o mais conhecido ataque contra a guerrilha, no Natal do mesmo ano.

Myrian Alves diz que há referências sobre a presença dele em reuniões posteriores e acha que sua execução teria ocorrido na ofensiva final militar, em outubro de 1974. Castiglia estava entre os militantes que o PC do B enviou para a China. De volta ao Brasil, chegou ao Araguaia em 1970. Foi morar num lugarejo conhecido por Faveira, município de São João do Araguaia, na mesma casa onde estavam Elza Monnerat e João Amazonas, que participaram apenas da fase preparativa da guerrilha.

Amostras do sangue

A família de Castiglia retornou para a Itália depois que este desapareceu e há anos busca informações sobre seu paradeiro. Ativista comunista, sua mãe, Elena, pediu à justiça italiana que investigue o paradeiros dos restos mortais do filho e, no ano passado, entregou ao ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanosn (SEDH), Paulo Vannuchi, que esteve pessoalmente na Calábria, amostras do próprio sangue para tentar identificá-lo através do DNA de ossos que eventualmente sejam encontrados no Brasil. O pai, Luigi, antes de mudar-se para o Rio, havia sido preso na Itália, durante a 2ª Guerra Mundial, por ser militante socialista.

Na lista dos 13 brasileiros com pedido de extradição pela justiça italiana está o militar que liga a Guerrilha do Araguaia a eventuais interesses da Operação Condor. É o general Antônio Bandeira, ex-comandante do 3º Exército e o militar que organizou a repressão aos guerrilheiros do PC do B. Bandeira comandou pessoalmente as operações no Araguaia e produziu fartura de documentos em que se confirmaria que a repressão à Guerrilha do Araguaia fazia parte de uma campanha militar organizada e autorizada pelo Comando Militar do Planalto com o crivo do governo militar. Num dos documentos, Bandeira faz um detalhado relatório sobre a guerrilha e seus integrantes, mas também omite a cidania italiana de Castiglia.

2 comentários:

Alcilene Cavalcante disse...

Pois é, Val. Tudo o que o Brasil ficou escondendo embaixo do tapete e nunca teve coragem de limpar.

bitanca disse...

A Itália como defensora dos direitos humanos











Acima: Foto da dupla Hitler- Mussolini



Interessante notar a atitude de determinados paises Europeus , que perpetraram crimes de inigualável vileza contra seus cidadãos e cidadãos de outros paises, civis , homens , mulheres, e crianças , em números que atingem milhões , ao arvorarem-se como defensores de direitos humanos .



Segundo a Wikipedia ( http://en.wikipedia.org/wiki/Italian_war_crimes) ,







"No Italian war criminal was put to court for crimes in Africa, France, the Balkans and on the Eastern Front, though more than 1,200 Italian officials were indicted to the relevant authorities."



Vejam as referências ,



References ( wikipedia)
Lidia Santarelli: "Muted violence: Italian war crimes in occupied Greece", Journal of Modern Italian Studies, September 2004, vol. 9, no. 3, pp. 280-299(20); Routledge, part of the Taylor & Francis Group [1]
Effie G.H. Pedaliu: Britain and the ‘Hand-Over’ of Italian War Criminals to Yugoslavia, 1945–48,Journal of Contemporary History, Vol. 39, No. 4, 503-529 (2004)[2]
Pietro Brignoli: Santa messa per i miei fucilati, Longanesi & C., Milano, 1973 [3]
H James Burgwyn: General Roatta's war against the partisans in Yugoslavia: 1942, Journal of Modern Italian Studies, September 2004, vol. 9, no. 3, pp. 314-329(16) [4]
Gianni Oliva: 'Si ammazza troppo poco'. I crimini di guerra italiani 1940-43. ('There are to few killings'. Italian war crimes 1940-43, Mondadori, 2006, ISBN 88-04-55129-1




É típico dos Italianos as atitudes teatrais ( como a do promotor Capaldo ), ridículas, risíveis , exploradas no cinema da década de 60 ( e mais recentemente como simpático “Capitão Corelli” jogando futebol com os Gregos para gerar uma atitude de tolerante simpatia , por este palhaços da Europa, cujos crimes foram relevados com a ajuda da chamada sétima arte , assim como foi feito para França , passando uma idéia de que todo Francês estava na "resistance". Balela . A maioria dos Franceses venerava os Nazistas e odiava os Judeus. Foram colaboracionistas e covardes - com exceções sim. Entendo que a aviação Francesa ficou no chão , e não era fraca, enquanto os Alemães passeavam pela França a dentro , vindo a desfrutar de sua champanhe e de suas prostitutas, por um bom tempo. As ambições a Imperio, do Italianos, foram abandonadas ,e eles voltaram a sua vocação , seu destiniomanifesto, de fazer macarrão, bolsas e sapatos com muito mais sucesso, do que em suas ações genocidas , por exemplo, na Etiópia-pela squais nunca foram punidos. Os Ingleses , um dos povos mais cruéis que jamais existiram, jamais foram punidos pelas guerras do ópio, ou por seus masacres na Índia.



Sobrou para os derrotados Alemães, que acabaram tendo que sustentar um bem sucedida indústria de indenizações, que só parou com a denúncia de um corajoso Judeu ( Autor do livro "The holocaust industry ") , sobre o esquema , que muitas vezes em vez de "reparar" casos autênticos de assassinatos e confinamento em campos de concentração , se isto é possível de reparar com moeda, sustentava espertalhões.



Não há País ou região do planeta que não repouse sobre crimes odientos e de vasta amplitude, em números.



Segundo do Livro Negro do Comunismo, estes são os números para as vítimas do comunismo, que inspirou a filosofia e ação de inúmeras organizações terroristas :







“| USSR[1] | 20 million |
| China | 65 million |
| Vietnam | 1 million |
| North Korea | 2 million |
| Cambodia | 2 million |
| Eastern Europe | 1 million |
| Latin America | 150,000 |
| Africa | 1.7 million |
| Afghanistan | 1.5 million |
| Other | 10,000 |




| Total | ~100 million “



fonte: http://distributedrepublic.net/archives/2004/05/01/the-tally



Segundo o artigo “Italy's bloody secrets”



“They ( Os Italianos ) were always portrayed as victims of fascism, but Mussolini's soldiers committed atrocities which for 60 years have gone unpunished. Now the conspiracy of silence is at last starting to unravel. Rory Carroll reports.

The footnotes of Italian history record Giovanni Ravalli waging war on criminals. He was a police prefect who kept the streets safe and pursued gangs such as the one which stole Caravaggio's The Nativity from a Palermo church in 1969. An adviser to the prime minister, a man of the establishment, he retired on a generous pension to his home at 179 Via Cristoforo Colombo, south Rome, to tend his plants and admire the view. He died on April 30 1998, aged 89”



E mais ( consultem as fontes ) ,



“The footnotes do not record a Greek policeman called Isaac Sinanoglu who was tortured to death over several days in 1941. His teeth were extracted with pliers and he was dragged by the tail of a galloping horse. Nor do they mention the rapes, or the order to pour boiling oil over 70 prisoners.

After the war Ravalli, a lieutenant in the Italian army's Pinerolo division, was caught by the Greeks and sentenced to death for these crimes. The Italian government saved him by threatening to withhold reparations unless he was released. Ravalli returned home to a meteoric career that was questioned only once: in 1992 an American historian, Michael Palumbo, exposed his atrocities in a book but Ravalli, backed by powerful friends, threatened to sue and it was never published”



“. General Pietro Badoglio's planes dropped 280kg-bombs of mustard gas over Ethiopian villages and strafed Red Cross camps. He died of old age in his bed, was buried with full military honours and had his home town named after him. General Rudolfo Graziani, aka the butcher of Libya, massacred entire communities; his crimes included an infamous assault on the sick and elderly of Addis Ababa. His men posed for photographs holding severed heads. General Mario Roatta, known to his men as the black beast, killed tens of thousands of Yugoslav civilians in reprisals and herded thousands more to their deaths in concentration camps lacking water, food and medicine. One of his soldiers wrote home on July 1 1942: "We have destroyed everything from top to bottom without sparing the innocent. We kill entire families every night, beating them to death or shooting them."



A reação dos simpáticos Italianos, as vezes denominados amigavelmente de “Carcamanos” não são nada simpáticas quando expostos à verdade :



“Ken Kirby's 1989 BBC Timewatch documentary, Fascist Legacy, detailing Italian crimes in Africa and the Balkans and the allies' involvement in the cover-up, provoked furious complaints from Italy's ambassador in London. The Italian state broadcaster, Rai, agreed to buy the two one-hour programmes, but executives got cold feet and for 11 years it has sat in a vault in Rome, too controversial to broadcast. "It's the only time I can remember a client shelving a programme after buying it," says a BBC executive. Kirby did manage to show it at a film festival in Florence. The reaction was toxic. "They put security on me. After the first reel the audience turned around and looked at me, thinking 'what a bastard'."



Fonte: http://www.derechos.org/nizkor/impu/itaimp1.html



Vale a pena visitar o sítio http://www.criminidiguerra.it/, em particular . parte que descreve a repressão aos terroristas que desafiavam o jugo de um povo que se destaca por sua habilidade em fazer sapatos , bolsas ,e pasta, bem como filmes onde são descritos como cômicos e simpáticos invasores ( a fugura do Capitão Corelli ).



Vejam , por exemplo, “ Disposizioni del Comando Supremo: repressione atti terroristici (16.4.1942) “ , na fonte acima citada



E mais, da mesma fonte:



La Tribuna di Ginevra - del 4 marzo 1947
Lettere da Roma

IL PROCESSO DEI CRIMINALI DI GUERRA IN ITALIA

“ L'Italia non ha conosciuto nulla di simile al processo di Norimberga. Sebbene essa sia stata con la Germania il principale socio dell'Asse - al principio dell'attuale tragedia - i suoi criminali di guerra sono stati liquidati quasi tutti dagli italiani stessi. L'esecuzione di Mussolini fu ordinata dal Comitato di Liberazione Nazionale dell'Alta Itália”



Devemos apontar que a Itália ,a Itália unida, é um País jovem e confuso , sua união deu-se apenas em 1861, com a ajuda do revolucionário Garibaldi , cuja experiência em conflitos armados ganhou destaque por sua participação nos embates do Rio Grande du Sul - Nota: Garibaldi era também cidadão americano (http://www.arcaini.com/ITALY/ItalyHistory/ItalianUnification.htm ) , tendo migrado para Staten Island ( New York) em 1848. A Itália meteu-se na primeira guerra mundial, na segunda , em aventuras imperialistas, para finalmenete desembocar numa cômica democracia , com uma cômica sucessão de governos e envolta em corrupção, sendo a sede de um das mais antigas e mais cruéis organizações criminosas do ocidente.



Mas não é verdade que até as nádegas da Europa, a Espanha , destruidora de civilizações da América, pátria da Inquisição, do Fascismo, de Guernica , onde ofereceu sua população civil como campo de provas paras bombas incendiárias dos Nazistas , arvorou-se em defensoras dos direitos humanos num processo contra Pinochet. Nem cem mil Pinochets somariam a crueldade e vocação genocida deste País atrasado . A Espanha supera a Itália em derramar o sangue de inocentes. Simplesmente 500 anos de massacres, assassinatos, pilhagens , genocídios , roubos. Um povo tecnologicamente atrasado , mas que ganhou de presente várias fatias do mercado Brasileiro entregues por apátridas. Neste caso ( Pinochet) , algusnIngkleses lembraram as ligações de suposta amizade como os Chilenos desde que o Almirante Cochrane “libertou” o Chile do jugo dos desprezíveis Espanhóis - http://www.guardian.co.uk/tory99/Story/0,,202256,00.html. O articulista descreve a dívida que os Igleses teriam com o Chile por seu apoio na Guerra das Falklands, semo que , argumenta, a perda de vidas teria sido bem maior que os 200 Ingleses que lá pereceram. Sumarizando , a partir da Europa é bandido contra bandido, criminoso de guerra contra criminosos de guerra, genocídio contra genocídio.



Eu poderia estender-me mais sobre as ligações do promotor Italiano como “Institute for policies Studies “ ( American Universtity , Washngton College of Law ) ,http://www.ips-dc.org/projects/legalscholars/index.htm, “The Pinochet precedent : Individual accountability ofr international crimes “ , de onde o advogado Peter Kornbluh, dispara contra Pinochet, contra os Estados Unidos e simpatiza com Fidel e Chavez , segundo o sitio , Peter “ directs the Cuba Documentation Project and the Chile Documentation Project at the National Security Archive (www.nsarchive.org), a public interest research center located at George Washington University (Washington, DC). He is co-author of The Iran-Contra Scandal: The Declassified History (New Press) and author of a new book, The Pinochet File: A Declassified Dossier on Atrocity and Accountability (New Press). “



Devemos notar que analisadas de forma isolada todas estas iniciativas contra violação direitos soam justas , não fosse imersas em hipocrisia e na na perpetuação do domínio do fortes contra os fracos , dos Ingleses contra Indianos e Chineses, dos Franceses contra Argelinos, dos Espanhóis contra os Incas, dos Americanos contra os Vietnamitas e as vítimas de Hiroshima e Nagasaki, dos Alemães e Espanhóis contra Guernica, da ditadura Cubana contra seus cidadãos , dos Italianos contra povos da Europa e contra a Líbia , dos japoneses contra os Chineses .



Eu sinceramente acho que o Brasil é dos paises que menos crimes tem nas costas , tendo conseguido sair da situação de um País primitivo para uma economia complexa e desenvolvida. E eu acho que boa paret disto devemos a moderação e patriotismo de nossos militares.



Edison Bittencourt













































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