Um artigo de meu professor

Recomendo a leitura da série de artigos que o blog publicará de autoria do jornalista e meu professor João Batista Silva. Segue abaixo o primeiro.


Pesquisa


Felicidade de uns, desconfiança de outros


*JB Silva


No domingo, 27, os candidatos a prefeito de Belém viram como andam seus desempenhos. Daqui a três dias, os postulantes ao mesmo cargo em Marabá têm oportunidade de rever os caminhos a trilhar para melhorar a subida ao pódio. Nem sempre é assim, muitos vêem as pesquisas com desconfiança, ainda mais quando esta não lhe é favorável. Outros, mais otimistas, preferem vangloriar-se diante da situação confortável que o estudo oferece naquele momento.


Seria natural que os leitores em geral, e principalmente os candidatos objeto da pesquisa de opinião pública, observassem a expressão “se a eleição fosse hoje”, para que não desanimem ou tenham vitória como certa antes do tempo. Como a eleição ainda está distante, tudo pode acontecer. Uma reviravolta não está descartada. Fatos políticos negativos de um lado ou de outro podem alterar sobremaneira o desempenho dos pleiteantes ao cargo, assim como as propostas de governo e a postura dos contendores durante o horário gratuito de rádio e televisão, a partir de meados de agosto.


Não se deve, no entanto, brigar com os números. Quem faz pesquisa de opinião, séria, quer vê seus números validados. O estudo geralmente é antecedido de metodologia que garante confiabilidade. Mas, aquele que está em desvantagem, sempre fica com um pé atrás, mesmo que não demonstre seu descontentamento. Ao contrário, quem aparece na frente, não duvida do que lhe está favorável e nem sempre imagina na possibilidade de uma reversão do quadro positivo.


É óbvio que candidatos que iniciam a corrida com altos índices de popularidade tendem a polarizar com um ou outro que está abaixo e pode até perder o pleito. Porém, está em grande vantagem no começo é inegavelmente melhor do que está no rabo da fila. O momento, no entanto, não é de desanimar. Todos têm chance de vencer, até que as urnas definam o vitorioso em 5 de outubro.


*O autor é jornalista



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