Força tarefa para processar corruptos

Advogados da União devem ajuizar 500 ações

Réu em processo criminal por quadrilha, o procurador-geral da União, Jefferson Carlos Carús Guedes, acaba de instalar força-tarefa para propor ações civis públicas de combate à corrupção e à improbidade administrativa. Foram mobilizados 26 advogados da União para atuar em 1.174 casos, identificados em municípios de todos os Estados. Eles apontam a participação de agentes públicos em fraudes como licitações direcionadas e superfaturamento.

A previsão é de que pelo menos 500 ações sejam ajuizadas no início de dezembro - possivelmente no dia 9, quando será comemorado o Dia Internacional de Combate à Corrupção. De acordo com a Procuradoria-Geral da União a ofensiva resultará na maior ação coordenada de combate à corrupção da história da Advocacia-Geral da União.

Não serão propostas prisões de envolvidos, mas deles será pedida a suspensão dos direitos políticos, além da apreensão de bens e o ressarcimento dos valores desviados dos cofres públicos. Para o procurador-geral, a medida deve representar uma vitória da sociedade.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

3 comentários:

Anônimo disse...

Uma das formas de esconder a malvadeza administrativa é posar de ilibado. A fachada dos grandes gangsters é parecer impolutos. A aura da moralidade é o pano mais opaco para esconder as maracutaias. Torço para que este não seja o caso. Seria ofensa à nossa "intelijumência", porque este expediente é mais velho que a minha avó (que Deus a tenha). A essa altura nem a velhinha de taubaté acredita em mais nada. Alexandre Gavriloff

Anônimo disse...

O que me deixa totalmente desacreditado com estas investigações é que ninguém vai para a cadeia principalmente político no País, quando acontece um milagre ele é no máximo caçado o mandato.Tem que mudar as Leis para que os políticos possam ser presos até por um cidadão comum ou ser investigados por um policial comum civil.só se for em flagante mas é praticamente impossível pegar em flagante políticos ai eles tem julgamento privilegiado.Só o Supremo pode julgar isso é igualdade?.É ipocrisia.O artigo 5º da Constituição diz que somos todos iguais perante a Lei sem distinção de cor,raça,sexo ou classe social.

Val-André Mutran disse...

Sábias palavras professor. Que honra tê-lo aqui.
Pretendo virar o ano em São Paulo, gostaria de encontrá-lo. Grande abraço.