O concorrente nacional da Vale

Enquanto Eike Batista tenta vender minas de ferro para grupos chineses, seus adversários se movimentam para barrá-lo, em nome do interesse nacional

No Brasil, Congresso pode vir a rediscutir o controle do subsolo

Faça as contas. A cada ano, o Brasil exporta US$ 16 bilhões em minério de ferro. É o carro-chefe da balança comercial brasileira, que tem como principal cliente a China. E o maior comprador do Brasil está tentando obrigar a Vale, líder global em exportações, a reduzir em 40% o preço do produto. Numa matemática simples, o Brasil perderia US$ 6,4 bilhões se os chineses vencessem a queda-de-braço. Ao mesmo tempo, grupos asiáticos, em especial a Chinalco, estão avaliando a compra de uma mineradora criada pelo empresário Eike Batista.

A MMX, que pertence ao homem mais rico do Brasil, dono de um patrimônio já superior a R$ 25 bilhões, está sendo oferecida a empresas do outro lado do mundo. este movimento de Eike deflagrou uma guerra surda em torno da mineração, que pode até trazer de volta a discussão sobre o caráter estratégico do subsolo. empenhado em vender seus ativos, Eike falou com exclusividade à dinheiro. "estou vendendo um Fusca, algo que não é estratégico para o país", disse ele.

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2 comentários:

Anônimo disse...

Para ele é um fusca, para nós que nunca tivemos um rolimã é como se fosse um bitrem. Acho que a contragosto vou ter de aderir a turma dos pichadores "A Vale é nossa".

Irineu Queiroz dos Santos
Curitiba PR

Anônimo disse...

É uma forma de se enriquecer ainda mais as custas da desgraça dos outros que são os acionistas da Vale. É obvio que isto vai causar um dano irreparável ao Brasil e em especial a Vale. Porque ele não faz uma Joint-Ventury com a Vale?