Outra confusão no senado

Deu no Correio Braziliense

A crise parece não ter fim. Desta vez foi o senador Arthur Virgílio que atacou o diretor-geral da Casa, acusando-o de ser o braço de Agaciel Maia

REAÇÃO
“Se estão trocando as peças para não mudar, para no fundo manter pessoas que recebam ordens de Agaciel Maia, vou dizer ao presidente que vai continuar a roubalheira”

Senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB

O Senado está cada vez mais sem rumo. Da tribuna, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), disparou ontem ataques ao diretor-geral, José Alexandre Gazineo. Do outro lado da rua, a poderosa Secretaria de Telecomunicações não tem comando. Carlos Muniz, o Carlinhos, limpou as gavetas, despediu-se dos colegas e abandonou a diretoria do órgão antes mesmo de sair sua exoneração por causa de um dossiê com gastos de telefonia dos senadores. “Ele começou a adotar posturas esquisitas, fez uma reunião e foi embora. Deixou a secretaria acéfala”, reclama Gazineo.

Esquisito, porém, foi um outro episódio. Após criticar Gazineo e vinculá-lo ao ex-diretor-geral Agaciel Maia, Arthur Virgílio saiu do plenário e dirigiu-se ao terceiro andar, onde fica a Diretoria-Geral. Antes, destilou uma provocação. “Eu estou aqui há sete anos e não sei onde fica. Vou perguntar onde fica e vou lá agora perguntar ao dr. Gazineo se ele é um fantoche”, afirmou.

A quizumba começou depois da informação de que Agaciel teria ordenado a Gazineo, na quinta-feira, a demissão de cinco diretores que teriam sido nomeados a pedido do senador. “Vou inclusive pedir que ele discrimine os cinco, o dr. Gazineo, com peruca ou sem peruca, mas que diga os cinco, quais são”, disse. “Se estão trocando as peças para não mudar, para no fundo manter pessoas que recebam ordens de Agaciel Maia, vou dizer ao presidente que vai continuar a roubalheira no Senado.” Em nota, Gazineo desmentiu o contato com Agaciel. “O ex-diretor não mantém contato com o atual diretor, nem tem qualquer influência na atual gestão administrativa da Casa”, afirmou. Arthur Virgílio chegou a falar em investigação parlamentar sobre a gestão do ex-diretor-geral. “Eu chegaria ao ponto, que seria o extremo, de pedir a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.”

Defesa do Ex-Diretor
Nunca fui do grupo de Agaciel Maia. Eu sou funcionário concursado. Tenho pelo dr. Agaciel consideração de colega, mas jamais fui sequer amigo íntimo. Ingressei aqui (Senado) por concurso, desenvolvi minhas atividades como advogado e me tornei diretor-geral adjunto sempre numa perspectiva puramente técnica. O meu trabalho na Casa sempre foi técnico.

Irregularidades
Com a maior tranquilidade, de cabeça erguida, digo que não tenho participação nisso. Por quê? Raciocina comigo. Quando você faz uma contratação viciada, (a irregularidade) não se dá na execução (responsabilidade da Diretoria-Geral Adjunta, ocupada por Gazineo). Ela se dá na formação do contrato, quando ele é assinado. Nessa parte aqui, eu não tinha gestão nenhuma. Eu não participava.

Comentário do blog: Pelos corredores do senado, fala-se "cobras de lagartos" do esquemão montando, lá atrás pelo atual presidente da casa, senador José Sarney.

"Tudo o que se passa hoje é sim, culpa de José Sarney. Ele instrumentalizou os cargos e isso que está aparecendo é só a ponta do iceberg de um esquemão", disse uma fonte ao blog.

O esquema a que se refere a fonte seria uma rede de informações privilegiada que alguns poucos senadores têm acesso exclusivo.

A fofoca e maledicências imperam. Tudo que é relevante como informação de pressão de desafetos desse grupo vaza imediatamente e, algumas dessas informações, por sua vez, vazão à imprensa.

Versões a parte. O blog acredita que é necessário a regulamentação sobre a ocupação dos altos cargos não só do Senado, mas, de qualquer célula que compõe o corpo público.

O senador José Sarney ou qualquer outro dirigente de alto cargo público pode muito bem alegar que não está sob sua responsabilidade os atos de outrem. Ele tem razão. Contudo, o que não se pode admitir é um servidor de carreira perpetuar-se no cargo por longos 16 anos, e isso não resulte em todo tipo de tráfego de influência. Até um invertebrado sabe disso por uma simples razão: sobrevivência e manutenção de poder.

3 comentários:

luca75 disse...

Não emtemdo ,como esta palavra,o que esta ocorrendo suponho que seja disputa de poderes ,agora reclamar que um funcionãrio de carreira estar a anos no cargo ,isto é de estranhar pois isto acontece em todas as esferas seja Federal,estadual e municipal ,algo esta errado onde esta o plano de carreiras,Quer que eu digo não funciona ou funciona com deficiências devido funcionários de carreira se perpetua no cargo ,digamos o mais baixo,porque os cargos melhores são dos apadrimhados e cargos de confiança ,isto deveria acabar ,Pergunto tem qlgum parlamentar que ousaria fazer a lei extinção de cargos de confiaça e apadrinhados?

Val-André Mutran disse...

luca75
Boa pergunta.

Anônimo disse...

Esse senador, Artur Virgilio e os demais de sua linhagem,quando do mensalão,ficava com valentia,desafiando o Lula ,que êle não sabia de nada que acontecia ao seu redor. Êle,com toda essa podridão,roubalheira,atos indecorosos no seu ambiente de trabalho,e não viu o que acontecia ao seu redor? depois vem na maior cara dura se manifestar como nada soubece? Baixa a bola Senador!!!Vamos ao trabalho!!!No senado ,o que mais se vê é senador ocupando o microfone para se manifestar puxando o saco dos seus pares!!!!vamos ,mudem a pauta!!!