Governo sugere vincular reajuste de inativo e PIB

BRASÍLIA – O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, relatou ontem que o governo não fez uma proposta concreta de reajuste real a ser concedido às aposentadorias e pensões do INSS superiores ao salário mínimo. Ele contou, no entanto, que foi feita uma sondagem sobre a hipótese de se vincular o reajuste ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País, sem especificar quanto do PIB poderia ser repassado aos beneficiários. “Foi perguntado se poderia ser uma parcela do PIB e nós dissemos que aceitaríamos”, afirmou o presidente da CUT.
Segundo ele, no entanto, não houve uma definição sobre isso e nem qual seria essa parcela. Há quatro anos, essa é a política que tem servido de base para o reajuste do salário mínimo.

A fórmula de reajuste considera a inflação acumulada no ano anterior pelo INPC e o crescimento do PIB de dois anos anteriores.

No caso do salário mínimo, é repassado o PIB cheio e não uma parcela.

As centrais sindicais e as entidades de aposentados reivindicaram que o reajuste real que vier a ser concedido para 2010 seja também estendido a 2011. “Isso seria uma sinalização importante de que se quer implantar uma política permanente de recuperação das aposentadorias”, comentou Artur Henrique.

Os sindicalistas querem ainda a criação de uma comissão permanente para implantação dessa política de longo prazo.

O assunto voltará a ser debatido hoje, às 18h, em nova reunião entre governo, centrais e aposentados no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória do governo.

Fonte: Jornal do Comércio.

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