Por quê demitiram Lina Vieira?

Versões para a dispensa

Divergências

Incompetência
Segundo a versão propagada pelos opositores da ex-secretária na Receita e vazada pelo Palácio do Planalto, Lina teria sido demitida porque o presidente Lula estaria insatisfeito com seu trabalho. Ele exigiria dela mais criatividade para combater a redução da arrecadação causada pela crise internacional. Lula também estaria preocupado com o volume de recursos obtidos pela fiscalização, que teria diminuído 11% no primeiro semestre
Grandes contribuintes

A ex-secretária insinuou que teria sido demitida justamente por ter aumentado a eficiência da fiscalização sobre os grandes contribuintes, tirando o foco dos trabalhadores e das pequenas empresas. A ênfase seria sobre bancos. Segundo Lina, insatisfeitas com o aperto na investigação de suas contas, algumas das maiores companhias do país fizeram pressão política pela sua queda. Fontes da Receita, porém, afirmam que o apurado com esse segmento caiu 37% no semestre

Petrobras
Técnicos ligados à ex-secretária dão a entender que ela foi defenestrada por ter mandado fiscalizar uma operação contábil feita pela Petrobras para pagar menos impostos. Ao ter abandonado o regime de caixa e adotado o de competência, a estatal deixou de recolher R$ 2,14 bilhões. Para os técnicos da Receita, a legislação em vigor não permitiria a mudança. Mantega defende a legalidade da ação da empresa. O silêncio de Lina teria inflado a polêmica, que resultou na criação de uma CPI

Sarney
O Planalto estaria contrariado com uma fiscalização da Receita contra a família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Lina teria sido convocada para uma conversa com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que teria pedido para que os fiscais “agilizassem” a apuração nas contas de Fernando Sarney, filho do senador, e suas empresas em decorrência da operação Boi Barrica da Polícia Federal. Lina interpretou o recado como um pedido para encerrar os trabalhos, mas o ignorou

O que ela já disse desde que deixou a Receita
“Ele não apresentou um motivo. Só disse que precisava substituir o comando da Receita” (sobre as razões de Mantega para tirá-lo do cargo)

“Não sei. É preciso perguntar ao ministro. Ele é que pode dizer” (sobre se sua demissão foi política)

“Descontentamos muitos porque tiramos o foco dos velhinhos, dos assalariados e nos concentramos nas grandes empresas” (sobre as polêmicas que criou)

“Não falo em nomes de contribuintes por causa do sigilo fiscal. Todas as grandes empresas passaram a ter um olhar mais atento do Fisco” (sobre se sua saída está relacionada ao caso Petrobras)

“Trata-se de uma opção do governo” (sobre a queda na arrecadação provocada pelo corte de impostos para incentivar o crescimento da economia)
“Se for convocada, irei” (sobre seu possível depoimento na CPI da Petrobras)
“Fui embora e não dei nenhum retorno” (sobre sua reunião com Dilma Rousseff)

5 comentários:

Anônimo disse...

ESSE GOVERNO QUER FORA TODO E QUALQUER QUE SE INTERESSE POR UM POUCO DE MORALIDADE

Val-André Mutran disse...

Faz sentido.

Anônimo disse...

A diferença desse para os outros casos é que dessa vez o presidente não vai dizer que não sabia de nada, mas que avisaram para ele muito tarde!!!!

Val-André Mutran disse...

Esse é uma estigma que persegue Lula anônimo das 6:05

Paulo Costa disse...

INDIGNADO:É assim que estou com a politicagem no Governo LULA, um Presidente que esqueceu sua origem. Mas o que é INDIGNAÇÃO para um ex-metalurgico, hoje presidente. Dizem que palavras se perdem no ar, mas, tenho certeza absoluta que muitos brasileiros em 2010 irão lembrar da interferencia do COMPANHEIRO, de forma vergonhosa no continuismo da impunidade em nosso pais.