Aposentados: governo tentará evitar votação

Projeto estende reajuste do mínimo a todos os benefícios da Previdência, o que o Planalto considera inviável

BRASÍLIA. Surpreendidos e irritados com a decisão do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), de pôr em votação hoje o projeto do senador petista Paulo Paim (RS), que garante a todos os benefícios previdenciários o reajuste do salário mínimo, os líderes da base decidiram, para evitar a votação, manter a pauta trancada pela polêmica medida provisória 466, que trata do setor elétrico. Mesmo com maioria na Câmara, o governo corre risco de ver aprovado o projeto de Paim, pois a oposição não pretende facilitar a vida do Planalto e muitos aliados anteciparam que não votariam contra os aposentados. Os aposentados prometem lotar as galerias da Câmara.

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, confirmou o esforço para evitar a votação, mas não adiantou se, em caso de derrota, o presidente Lula vetará o projeto.

— Não está em discussão porque estamos procurando as centrais e os líderes para debater uma alternativa. Não concordamos com a emenda que eleva o aumento para todos os aposentados, é insustentável para o governo. Não é o momento para votar um tema como esse.

“Só um suicida votaria com o governo”, diz governista
A oposição — que no Senado aprovou o projeto de Paim — deu o tom de como vai se comportar.

Alguns governistas defenderam os aposentados.
— Só um suicida votaria com o governo — afirmou o deputado Márcio França (PSB-SP).

— Estão usando uma manobra para evitar que o projeto seja votado. É grave. O governo vai praticar o jogo sujo — disse Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).
O PT está decidido a impedir a votação, mas os líderes governistas não escondiam a preocupação com o desgaste.

— Acredito que o projeto não vai ser votado, porque a pauta está trancada — apostou o líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP) O projeto foi enviado pelo Executivo em 2007 e trata da valorização do mínimo. No Senado, foi incluída emenda que garante reajuste real a todos os aposentados. Segundo a Previdência, dos 18,2 milhões de benefícios pagos, 8,2 milhões são acima do salário mínimo.

Pelas regras atuais, quem ganha o piso previdenciário (R$ 415) recebe o reajuste do mínimo.

Quem ganha acima recebe a inflação do período. Ex-ministro da Previdência, o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) lembrou o acordo entre governo e as centrais sindicais, fechado em agosto, que previa reajuste real aos benefícios acima do mínimo a partir de 2010. O aumento real seria de 2,5 pontos percentuais e não o mesmo reajuste do mínimo, que costuma ser maior.
— A posição do PT é não votar.

Ou se tem um acordo que caiba no Orçamento ou é demagogia — afirmou Berzoini.

Fonte: O Globo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sr. Berzoine, o Sr. ja judiou de mais dos velhinhos no recadastramento dos aposentados, então não diga asneiras.

Se esta tão certo do que esta falando, aceite o desafio do honrado Senador Paulo Paim! Prove a ele que a previdencia é deficitaria?

Como é que para investir em copa do mundo e olimpiadas, perdoar divida da Bolivia, Pre sal, financiar o MST, emprestar dinheiro para o FMI, existe dinheiro????

Agora, para a Segurança (Vide Rio e demais Capitais e fronteiras), não tem. Para a Saúde nem se fala!
Vai bem a saúde???????? a educação???? A estrutura de estradas, pontes, aeroportos, portos vai bem???
E as miseras correções dos salarios dos aposentados e pensionistas???
Então Sr. Berzoine, fique na moita como presidente do PT e se resguarde para manter o partido vivo o ano que vem, pois, o troco pela trairagem e promessas não cumpridas vira.