''Risco de quebra''

Serra: governador tenta convencer aliados sobre eventual crise na gestão previdenciária do país com a aprovação do projeto

A costura do acordo político para a aprovação do reajuste dos aposentados será complexa. Na última semana, em reunião do Conselho Político, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi enfático ao tratar do tema. Disse que a crise não havia quebrado a economia brasileira, mas um reajuste com as proporções pregadas pelo senador Paulo Paim (PT-RS) certamente o faria.

Classificou os 8,8% de aumento como uma bomba relógio para o equilíbrio das contas públicas.

Deputados e senadores da base do governo ouviram o discurso do ministro. Abriram mais prazo para negociações, atendendo ao apelo de Mantega de não votar a matéria, por ora. No entanto, para dar o assunto como encerrado, pelo menos por este ano, o presidente Lula precisará entrar em campo. Espera-se que ele envie ao Congresso projeto de lei ou medida provisória garantindo os 6% de reajuste mais 50% da variação do PIB, que passaria a valer a partir de janeiro de 2010. O projeto contaria com o apoio da base aliada que, na Câmara, é numerosa o suficiente para garantir a aprovação da matéria.

Os parlamentares, no entanto, colocaram um porém nas negociações. Pediram que o governo faça a mesma combinação com o Senado, já que de nada adianta a Câmara aprovar um reajuste de 6% se, ao chegar na outra Casa do Legislativo, os 8,8% forem novamente inseridos na matéria. Explicaram à equipe econômica do governo que, para os deputados não é jogo ser leal a Lula enquanto o Senado fica com os louros por ter garantido reajuste superior, em ano eleitoral. O debate ainda se estenderá ao longo desta semana. (CB)

3 comentários:

Anônimo disse...

Não sei de onde sai tamanha ignorância. Serra prova que político faz o que é conveniente para ele e que os direitos alheios são coisas de brasleiro boboca. Vejam a que ponto chegamos, uma pessoa que não tem nenhum dado real, não fez nenhuma auditoria apoia um arrogante deslumbrado.
Serra acabou de perder o que ainda não tinha ganho. A insanidade ele já tinha.

Anônimo disse...

Acredito que nas próximas eleições o Serra vai ser o vice de Dilma ou vice versa. Alias eles estão trabalhando a muito tempo para usarem o dinheiro da Previdência, com tudo e para todos, desde que não seja para pagar os salários dos aposentados e pensionistas devidamente. O dinheiro da Previdência foi usado para construir Brasília, etc, etc, até Itaipú, e querem desviar o dinheiro dos velinhos para benefiar as empreiteiras, os banqueiros, os lobistas, os oportunistas, e todo tipo de bolsa "não fazer nada". Bolsa para todos os excluídos com atividade social, com responsabilidade social. Bolsa para todos os excluídos, entretanto não com o bolso do aposentado e do pensionista.
O dinheiro é nosso. Vocês não podem fazer dele o que voces querem. Cabelos brancos vamos sair às ruas. Fitas e bandeiras brancas.
Valerio Amichetti
vamichetti@uol.com.br

Anônimo disse...

O Sr. Guido Mantega, como sempre, esta equivocado.
Quem quebra as contas publicas são os maus gastos do governo, as mordomias, os cartões corporativos, as viajens do Sr. Lula e acompanhantes, a má administração publica, a corrupção, a compra de votos, a compra do Aerolula, o envio do astronauta brasileiro ao espaço para fazer turismo, o emprestimo ao FMI, o perdão das dividas de países, os 100 milhões gastos para o Brasil concorrer a sediar as Olimpiadas, os emprestimos a países
africanos, os gastos das tropas brasileiras no Haiti, as medidas provisórias trancando pautas gerando custos ao Legistativo, a farra dos ministérios (39), a criação do Pre Sal, quando ja temos a Petrobras, as obras do PAC superfaturas (vide trib.contas), o excesso de impostos, a doação da Petrobras para a Bolivia, a criação de cargos publicos para agradar os aliados e apadrinhados etc.,etc, etc...

Não é e nem sera os projetos do honrado Senador Paulo Paim a favor dos aposentados que podera quebrar as contas publicas, entendeu?

Sr. Mantega,
o problema não é ser pobre:
O duro é ser pobre e pensar que é rico, e, o mais duro ainda, é, quando se começa a falar dificil, pensando como se rico fosse, se esquecendo de que pobre é, tentando se fazer entender, o que nem mesmo por ele é entendido.

Resumindo: É duro entender quem sempre come mortadela e arrota peru.