Lireranças contestam governadora sobre emancipação do Carajás

Site do Estado do Carajás

Numa iniciativa inédita no país, um dirigente público convida para um café da manhã os editores de blog's. Trata-se de iniciativa executada pela governadora do Pará Ana Júlia Carepa (PT) muito elogiada pela comunidade virtual, mas, como nem tudo é perfeito, ácidamente achincalhada pela oposição raivosa ao seu governo.

Carepa discorreu sobre vários assuntos questionados pelos blogueiros, contornando alguns casos que arranham a imagem de seu governo, mas, encarando de frente a questão da divisão territorial do Estado.

Segundo a jornalista Franssinete Florenzano em seu concorrido blog, a governadora disse que:

"Fui eleita por 143 municípios do Pará e deixarei o governo com 144 (Mojuí dos Campos deverá ser instalado em 2010). Sou contra a divisão - que não é apanágio para todos os males -. Querem que o governo federal banque grande parte da conta. E esse tema tem sido recorrentemente utilizado de forma politiqueira". (Reagindo a questionamento sobre a criação dos Estados do Tapajós e de Carajás).

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Reunidos semana passada em Brasília, lideranças políticas do Carajás (Sul/Sudeste do Pará) conseguiram as assinaturas dos líderes partidários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para colocar em votação no Plenários os dois projetos de decreto legislativo que autorizam a realização do plebiscito que consultará a população paraense se ele quer ou não a criação do novo Estado.

As razões "românticas" (como a governadora preferiu desconsidierar um mocimento que acontece abaixo de seu nariz) são essas que você pode conferir abaixo.

Porque criar o Estado
Uma economia dinâmica e forte. Um povo cheio de esperanças. Uma região que quer construir o seu próprio futuro. São um milhão e trezentos mil brasileiros que sofrem com deficiências nas áreas de educação, saúde, segurança pública, saneamento, transportes e energia elétrica.

A criação do Estado do Carajás é um projeto que une 39 municípios em busca de desenvolvimento social. Historicamente, a região Sul do Pará é abandonada há mais de um século, esquecida pela capital, distante 500 km em média. Uma distância que nunca permitiu a presença eficaz do poder público.

A população quer avanços em termos de qualidade de vida. Quer poder contar com um ensino superior, com um bom emprego, com estradas dignas, com espaços para cultura e lazer. Quer viver dignamente.

O sul do Pará quer ser uma nova estrela na bandeira do Brasil. Mas não é só isso, nossa gente quer também acreditar na palavra de ordem estampada no nosso símbolo: progresso!

E há bons exemplos para acreditar nesse progresso. Afinal, as últimas regiões a se emanciparem, como Tocantins e Mato Grosso do Sul, são as mais progressistas do ponto de vista sócio-econômico.

Novos estados passam a cuidar melhor das escolas, rede de saúde, infra-estrutura para atuação das empresas, serviços públicos para a população. Sem contar nas novas oportunidades de emprego, que irão ampliar as capacidades sociais e de condições de vida.

E por querer mudar de rumo e conquistar políticas públicas decentes, e resgatar a dignidade humana, há muito perdida, e o resultado disso tudo é que a população do sul e sudeste do Pará deseja, acima de tudo, criar o Estado do Carajás. Para que a comunidade possa ter uma nova vida, recuperando sua identidade e principalmente a sua auto-estima.

Para que a comunidade possa ter uma nova vida, criando sua própria, recuperando sua identidade e principalmente a sua auto-estima.

Mais informações sobre o assunto aqui.

Acho prudente a governadora preparar-se não para uma e sim para duas eleições.

8 comentários:

Anônimo disse...

Se a região é distante 500 kms e é abandonada, sem recursos públicos, saúde, segurança, educação, infra estrutura, e, a vontade do povo da região, é ter autonomia para se suprir de todas essas deficiências, que seja feita a vontade do Povo. Vamos brindar mais um Estado do Brasil.
A propósito, precisamos ter o sistema de governo parlamentarista, pois o Brasil todo sofre com essas deficiências e corrupções, e, não temos como afastar os maus dirigentes do poder,e,por consequencia temos que
ficar engolindo sapos por longos e longos anos.

Anônimo disse...

é a bolsa da Viúva parece não ter fundo mesmo quando o assunto é torrar dinheiro público.Isso parece manobra de político local querendo legalizar seu "feudo eleitoral" com promessas pífias de desenvolvimento.Um estado como o Carajás,só se manteria em primeiro momento graças à mineração.Porém a falha no "grande plano" reside em como se manter um estado da federação após esse ciclo acabar.Parece que estão esquecendo que a mineração só deixa uma coisa de herança:um enorme buraco no chão....

Anônimo disse...

Rarara, "vontade do povo", nem foi feito um plesbicito para saber qual é a "vontade do povo" e os defensores de mais uma Assembléia Estadual, com todo o aparato nepótico decorrente, já se manifestam a favor. Aqui no meu estado tem muitas cidades a mais de mil (1 mil Km) de distância e nem por isto estão abandonadas, antes ao contrário, estão em franco desenvolvimento.
O que tem que ser feito é um governador/a comprometido com o desenvolvimento e não eleger mais um "coronel" com seu feudo eleitoral.
Balela, brindar mais um estado é sofismo. O que o povo quer realmente não é mais um estado, isto quem quer são aqueles que vão ser os secretários, os apadrinhados e parentes do parente. Para o povo dos estados pouco importa quem seja o governador, desde que leve progresso.

NÃO AO ESTADO DO CARAJÁS
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Anônimo II

Anônimo disse...

A Governadora Ana Júlia Carepa tem a fama de servir café da manhã para adoçar a boca de seus convidados, claro acompanhado com uma dose da cola super bonde para aqueles que insistem em divergir de sua gestão na frente do Governo do Estado do Pará, que por sinal está sendo um desastre.

Val-André Mutran disse...

Apenas 1,6 milhão de pessoas discordam de você Anônimo II.

Anônimo disse...

Como paraense legitimo (nascido e criado nesta terra abençoada) que sou, jamais, em hipotese alguma, concordo com a divisão do Estado do Pará.
Por trás deste discurso politiqueiro, o que há na verdade é o desejo de velhas raposas da politica de aumenter seu poder politico e financeiro. Os rios de dinheiro que virão para a construção de um novo Estado. O desejo maior é este. Usufruir dos bilhões a disposição de quem estiver no poder. Desde quando políticos se interessam pelo bem estar da "idiota" da população, que só serve os elegê-los. Depois de eleitos, adeus. Seus interesses são muito mais interessantes e prioritários. "O povo que se dane". Duvido que da população hoje residente no dito Sul do Pará seja constituinte de paraenses. Andei muito no Sul do Pará e conheci muitas pessoas que só estavam lá pela oportunidade de ganhar muito dinheiro. Até quando a esposa ficava gestante, na hora de parir, deslocavam-se aos seus Estados de origem, pois não queriam ter filhos nascidos neste Estado. Outros não escondiam de ninguém: Quando as coisas melhorarem, volto pra minha terra. A grande maioria são pessoas que ai vivem, não honram ou amam este Estado, no entanto, quem levar nossas riquesas definitivamente.
Paraense que ama este Estado não quer ver sua divisão. Os que querem não são desta terra. Tenho dito...

Anônimo disse...

Anonio II,
Em seu Estado não tem Ana Julia Carepa, quer pra voce, pode levar!
Val, somos 1.601, que seja feita a vontade do povo e vamos brindar, ra ra ra ra!

Quaresma disse...

É isso mesmo, Anônimo das 11:57. Mais um estado para se banquetear das benesses e mais canalhice à vista. De safadeza, já estamos entupidos. Façam o plesbiscito e verão no que vai dar?