A Poltrona Escura, com Cacá Diegues em Brasília












A POLTRONA ESCURA É A PRÓXIMA ATRAÇÃO DO ENCENA

O ator paraense Cacá Carvalho interpreta três contos do dramaturgo italiano Luigi Pirandello, em apresentação única, nesta sexta-feira (23 de março), no Teatro Oi Brasília

O projeto EnCena, do Teatro Oi Brasília (Complexo Royal Tulip Brasília Alvorada, SHTN Trecho 1, vizinho ao Palácio da Alvorada), apresenta nesta sexta-feira (23 de março), às 21h, o oitavo espetáculo da temporada 2011/2012: trata-se de A Poltrona Escura (ver sinopse abaixo), baseado em três contos do dramaturgo italiano Luigi Pirandello (1867-1936), interpretados pelo paraense Cacá Carvalho, ator que se destacou na TV com o personagem Jamanta nas novelas Torre de Babel (1998/1999) e Belíssima (2005/2006), ambas pela Rede Globo.

Os ingressos podem ser adquiridos, nos valores de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), na bilheteria do teatro (de terça-feira a sábado, das 13h às 19h - mais informações: 3424-7121), pelo site www.teatrooibrasilia.com.br ou no Rayuela Bistrô (412 Sul, telefone: 3346-9006).

Desde outubro de 2011 que o Teatro Oi Brasília vem desenvolvendo o projeto EnCena, totalmente voltado para as artes cênicas, tendo apresentado os espetáculos Mary Stuart e Vozes Dissonantes (em outubro, ambos com Denise Stoklos), As Olívias Palitam (em novembro, com o quarteto cômico As Olívias), O Homem que Amava Caixas (em janeiro, com a Cia Artesanal de Teatro), O Grande Inquisidor e Sonho de um Homem Ridículo (no início de fevereiro, ambos com o ator Celso Frateschi) e A Casa Amarela (24 de fevereiro, com o ator Gero Camilo)

Sobre o espetáculo

Em A Poltrona Escura, o paraense Cacá Carvalho interpreta três contos do dramaturgo Luigi Pirandello (1867-1936), Prêmio Nobel de Literatura em 1934: Os pés na grama, O carrinho de mão e O sopro. O espetáculo, com direção de Roberto Bacci, trata do olhar inquietante e divertido, lúcido e cruel do autor italiano sobre a condição humana. A atuação rendeu a Cacá o Prêmio Shell de "Melhor ator" em 2003. A montagem foi considerada também um dos cinco melhores espetáculos daquele ano pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA).

No conto Os Pés na grama, o ator mostra a solidão e a perplexidade de um pai que ficou viúvo e nos leva a compreender a cruel sucessão das gerações e o isolamento progressivo dos que vivem a última fase da vida. Em O Carrinho de mão, um grande e famoso advogado desmascara a miséria da condição humana com a revelação de um inconfessável prazer. Por fim, O Sopro apresenta um homem comum que descobre ter o poder de matar o próximo juntando o polegar com o indicador da mão direita e soprando neles. O absurdo chega ao ponto de tornar-se uma epidemia, que acabará por destruir até o próprio protagonista.

Sobre Cacá Carvalho

Nascido em Belém (Pará), o ator e diretor Carlos Augusto Carvalho Pereira, o Cacá Carvalho, 58 anos, ficou nacionalmente conhecido graças ao doce mecânico portador de deficiência mental Jamanta da novela Torre de Babel (1998/1999). Com o sucesso, o personagem retornou em outro folhetim da TV Globo, Belíssima (2005/2006), ambos escritos por Sílvio de Abreu. Cacá participou também de outras novelas e minisséries na telinha, tais como Renascer (1993), A Muralha (2000), A Pedra do Reino (2007), Mandrake (2007) e O Cego e o Louco (2007). No cinema, atuou em filmes como Jogo Duro (1985), Exu-Piá, Coração de Macunaíma (1987), Lendas Amazônicas (1998) e Outras Estórias (1999).

Mas foi no teatro que Cacá mais se desenvolveu como artista. Começou entre 1968 e 1969 na Universidade de Belém participando dos grupos Teatro Experiência e Barca da Cultura da Amazônia. Em São Paulo, fez dois anos de formação no Piccolo Teatro. Novamente na capital paraense, ao lado do autor Aderbal Freire-Filho, participou de um espetáculo com textos de Qorpo-Santo. Em 1976, já radicado na capital paulista, participou de uma produção de Morte e Vida Severina, no Teatro Popular do Sesi, até integrar o grupo de pesquisa (selecionado por Antunes Filho) para encenar Macunaíma, em 1978. Reconhecido como "brilhante revelação de intérprete", manteve-se no papel-título até desligar-se do grupo e mudar-se para Nuremberg (Alemanha), em 1980, onde estagiou com a diretora francesa Arianne Mnouchkine, fundadora do Théâtre du Soleil, em Paris.

De volta ao Brasil, decidiu abandonar o teatro e se tornar artesão. Em 1982, porém, voltou aos palcos sob a direção de Paulo Yutaka para a realização de Teatro Maluco de Zé Fidelis, baseado em crônicas do humorista paulistano. No mesmo ano, com direção de Juca de Oliveira, atuou em Otelo, de William Shakespeare. Participou de A Ley de Linch, de Walter Quaglia, e integrou o elenco de Hamlet, também de Shakespeare, sob direção de Marcio Aurelio, ambas em 1984.

Em 1986, protagonizou Meu Tio, o Iauaretê, espetáculo dirigido por Roberto Lage, inspirado no conto de Guimarães Rosa, que projetou o trabalho de Cacá Carvalho como intérprete. O sucesso da realização levou o ator a se apresentar no Centro per la Sperimentazioni e la Ricerca Teatrale, em Pontedera, Itália. A partir de então, tornou-se colaborador do Centro como ator, pedagogo ou assistente de direção. Em 1988, apresentou-se no Festival de Volterra com a peça Inútil Canto, Inutil Pranto pelos Anjos Caídos, de Plínio Marcos, rebatizado como 25 Homens, sob a direção de François Kanh.

Cacá também realizou duas direções para a Escola Livre de Santo André (SP): O Alienista, de Machado Assis (em 1991), e Grande Sertão, adaptação de Luís Alberto de Abreu do romance de Guimarães Rosa, no ano seguinte. Com direção de Roberto Bacci, ele atuou em O Homem de Flor na Boca, de Luigi Pirandello, em 1994, com o qual realizou uma excursão internacional. Em 1996, sob a direção de Moacir Chaves, interpretou o Sganarello de Don Juan, ao lado de Edson Celulari. Alternou, a partir de então, atividades ligadas à formação de atores, cursos e espetáculos de formatura, no Brasil e na Itália.

Em 1999, novamente ao lado de Edson Celulari, alternou os papéis principais em Fim de Jogo, de Samuel Beckett, numa concepção de Francisco Medeiros. No mesmo ano, dirigiu Partido, baseado em texto de Ítalo Calvino para o Grupo Galpão, de Belo Horizonte, com quem atuou no espetáculo seguinte, Um Trem Chamado Desejo, de Luís Alberto de Abreu, com direção de Chico Pelúcio. Em 2003, voltou a chamar atenção com outro monólogo de Pirandello, A Poltrona Escura, novamente dirigido por Roberto Bacci. Seu mais recente espetáculo é O Homem Provisório (2007), inspirado na obra de Guimarães Rosa.

SERVIÇO:

A Poltrona Escura

Dia 23 de março (sexta-feira), às 21h

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Direção: Roberto Bacci

Texto: Luigi Pirandello

Interpretação: Cacá Carvalho

Duração: 90 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Teatro Oi Brasília

Complexo Golden Tulip Brasília Alvorada

SHTN Trecho 1, Conj. 1B, Bloco C

Vizinho ao Palácio da Alvorada

(61) 3424-7121

www.teatrooibrasilia.com.br

Os ingressos podem ser comprados na bilheteria do Teatro Oi Brasília (de terça a sábado, das 13h às 19h) ou pelo site www.teatrooibrasilia.com.br

Nenhum comentário: