XXIV Encontro Sobre o Corredor Centro-Norte destaca avanços da integração logística das regiões




Val-André Mutran (Brasília) – Aumento da produção de grãos e mineral. Avanço na das obras da Ferrovia Norte-Sul. Incremento do transporte de cargas pelas ferrovias administradas pela mineradora Vale, inclusive atendendo à terceiros. A conclusão das Eclusas da Hidrelétrica de Tucuruí, aliados à garantia de recursos do Orçamento Geral da União para investimentos nas obras de derrocagem do Pedral do Lourenço na Hidrovia Araguaia-Tocantins e ampliação de Portos e construção do Porto de Marabá, foram exibidos como ações que destacam os avanços da integração moltimodal, aliado a investimentos governamentais e privados, cada vez maiores na integração do Corredor Centro-Norte, foram debatidos por especialistas e autoridades no Auditório Nereu Ramos da Câmara Federal na durante o “XXIV Encontro Sobre o Corredor Multimodal Centro-Norte”, em mais uma promoção da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Corredor Centro Norte – ADECON com apoio da Câmara dos Deputados através do deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA).
 “Este corredor multimodal Centro-Norte cujo debate agora debatemos nessa Câmara dos Deputados, é de extraordinária importância para o desenvolvimento nacional. Ao mostrarmos a importância da integração da região Centro Oeste com o Norte do Brasil, através de hidrovias, a Ferrovia Norte-Sul praticamente implantada com os vagões chegando nos próximos 60 dias em Palmas (TO), resultará na efetiva integração dos sistemas rodoviário, ferroviário e hidroviário entre duas das mais ricas regiões do Brasil. Das que mais crescem no país.
 “Temos ali, um peso de destaque no que diz respeito à produção mineral no contexto nacional, com a siderurgia que começa a se implantar especialmente na região sul do Pará, precisamos que esses modais de transporte aliadas a uma logística condizente ao tamanho da produção, se consolidem para afirmarmos a nossa posição diante da produção nacional”, destacou o deputado Giovanni Queiroz na abertura do evento. 

Pedral do Lourenço – A derrocagem do Pedral do Lourenço é considerada uma das obras mais importantes para a garantia da navegabilidade da Hidrovia Araguaia-Tocantins, uma vez que as eclusas de Tucuruí já estão em plena operação. Segundo Adão Magnus Marcondes Proença, diretor de Infraestrutura Aquaviária do DNIT, até novembro de 2012 o Ministério dos Transportes terá um posicionamento final sobre o método mais adequado que será utilizado para a derrocagem do Pedral – um trecho de 70 quilômetros no rio Tocantins, a montante da Hidrelétrica de Tucuruí, quando deverá publicar o edital de concorrência para a execução das obras.
O deputado Giovanni Queiroz sugeriu que a bancada paraense em Brasília e na Assembléia Legislativa do Pará volte a visitar o ministro dos Transportes para agilizar esse processo, sem o qual será adiado o cronograma de obras da ALPA, uma siderúrgica da Vale, em Marabá, no Sul do Pará.

Norte Competitivo – Uma das mais importantes apresentações durante o encontro foi o projeto “Norte Competitivo”. Trata-se de planejamento estratégico da infraestrutura de transporte de cargas e logística da Amazônia Legal compreendida pelos estados do: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, cuja elaboração foi iniciativa das Federações das Indústrias da Região, apoiadas pela CNI, e oferecido em parceria ao Governo Federal.
            Ao detalhar o projeto, Renato Casali Pavan da Macrologística Consultoria Ltda, consultoria paulista que elaborou a proposta, disse que “o objetivo a ser perseguido é diminuir o custo do transporte de cargas e melhoria da logística da Amazônia Legal, tornando-a mais competitiva e produtiva, permitindo o seu desenvolvimento sustentado e a sua inserção na economia mundial. Para isso é necessário integrar física e economicamente os estados selecionando por Eixos de Transporte e Integração, por critérios econômicos, sociais e ambientais, voltados para o mercado interno e externo, formados pelas vias de transporte de menor custo, menor impacto social, ambiental e menos poluentes.”
            Ações complementares integram os Eixos de Transporte e Integração com energia, telemática e capital humano de forma a transformá-los em Eixos Integrados de Desenvolvimento; sendo necessário, ainda, o desenvolvimento com o Governo Federal de uma Parceria Público Privada (PPP) para a implantação dos Eixos priorizados. São apenas 73 Projetos, que formam 9 Eixos, cujo investimento é de R$ 14,0 bilhões sendo R$ 6,0 bilhões da iniciativa privada e R$ 8 bilhões do Governo Federal a serem bancados num prazo de até três anos, que proporcionaria uma diminuição de custo de R$ 3,8 bi/ano.
            Na apresentação foi revelado que o custo logístico atual da Amazônia Legal gira em torno de R$ 17,0 bilhões/ano que representa a soma de todos os custos logísticos de transporte de cargas gastos com os 50 produtos originados-destinados à Amazônia Legal para atender 95% do total que inclui custos de frete interno, transbordos, tarifas portuárias e frete marítimo transoceânico. Nesta conta somente são considerados os investimentos em infraestrutura de transporte de cargas que reduzem o custo atual.
            Com o modelo de otimização, foi possível calcular o custo logístico total da Amazônia Legal para a movimentação de todas as cargas com origem ou destino na região.
            Segundo Renato Casali Pavan esse projeto provém sustentabilidade (econômico + ambiental + social simultaneamente) para a Amazônia Legal.
Aspecto Econômico
Ø  Com investimento de R$ 14,0 bi, que retorna em 3,6 anos, diminui o custo em R$ 3,8 bi/ano;
Ø  Elimina 700.000 viagens de caminhão/ano em distância média de 500 Km;
Ø  Diminui o custo de manutenção das rodovias da Região;
Ø  Reduz o consumo de óleo diesel em 782 milhões de litros/ano, economizando R$ 1,6 bi/ano;
Ø  Deixa de utilizar 105.000 pneus/ano economizando R$ 120,0 mi/ano;
Ø  Gera 325.000 empregos diretos e indiretos sendo 40.000 permanentes;
Ø  Retorno econômico consolidado R$ 6,6 bi.

Aspecto Ambiental
Ø  Reduz a emissão de CO2 em 905 mil ton/ano, gerando R$ 19,0 mi/ano de receita;
Ø  Essa redução equivale a queima de 5.300 Ha/ano de florestas;
Ø  A substituição da rodovia pela hidrovia e ferrovia, diminui o risco de desmatamento.

Aspecto Social
Ø  A diminuição das viagens de caminhão, diminui o número de acidentes fatais;



Ø  Os Governos dos Estados em conjunto com o Governo Federal elaborará os estudos calculando os investimentos necessários para evitar o impacto social dos Projetos, no local e no seu Entorno, preservando a cultura, e as condições sociais adequadas, para não ocorrer impactos como os de Parauapebas, e atualmente em SUAPE, Porto Velho e outros.
            As hidrovias transportarão as cargas de alto volume e baixo valor agregado.
            As ferrovias dependendo da distancia, também cargas com valor agregado.
             As rodovias operam nas pontas das hidrovias e ferrovias e para carga geral. Essa seria a configuração ideal a ser utilizada no transporte de cargas e riquezas na Amazônia Legal, prevê o estudo da Macrologística.

Principais obras na Amazônia Legal para melhoria da Infraestrutura de transportes

Objeto



01
Dragagem do Canal do Quiriri
Hidroviário
180,00
180,00
02
Construção da eclusa de Tucuruí (PA)
Hidroviário
815,00
40,75
03
Dragagem e derrocagem do rio Tocantins entre Marabá e Tucuruí (PA)
Hidroviário
74,00
74,00
04
Derrocagem no Pedral do Lourenço- Marabá (PA)
Hidroviário
577,00
577,00
05
Dragagem e derrocagem de Marabá (PA) a Imperatriz (MA
Hidroviário
49,00
49,00
06
Sinalização e Balizamento entre Estreito (MA) e Marabá
Hidroviário
2,67
2,67
07
Construção da Eclusa de Estreito (TO)
Hidroviário
600,00
600,00
08
Construção da Eclusa de Lajeado (TO)
Hidroviário
726,00
726,00
09
Melhoria da Navegabilidade/Sinalização e Adequação entre Estreito e Peixe (TO)
Hidroviário
214,32
214,32
10
Construção de porto fluvial e Terminal de grãos em Peixe(TO)
Hidroviário
55,00
55,00
11
Construção do Píer 401 e 402, e ampliação do 302
Porto
103,00
103,00
12
Construção do Tergran no porto de Vila do Conde (PA)
Porto
450,00
450,00
13
Construção do Terminal de  Múltiplo uso 2 em Vila do Conde
Porto
662,00
662,00
14
Terminal de Graneis Líquidos 2 em Vila do Conde
Porto
8,00
8,00
TOTAL
4.507,99


Programação apresentada no evento:

“Corredor Multimodal Centro Norte”
Deputado Giovanni Queiroz

“Operação das eclusas de Tucuruí, terminal público de
Marabá e navegação no Tocantins”.
Representante da ANTAQ

“Obras na Hidrovia Tocantins Araguaia ”.
Adão Magnus Marcondes Proença – Diretor de Infraestrutura Aquaviária - DNIT

“Política de Investimentos dos Portos Brasileiros, com destaque
Para os portos de Vila do Conde e Itaqui”.

Representante da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República - SEP

“Políticas de Investimentos para a Região

Marcelo Perrupato e Silva
Secretario de Politica Nacional de Transportes - MT

“Aumento de cargas transportadas pela Ferrovia Norte Sul”

Eduardo Calleia Junger – Gerente Geral de Fomento da VALE

“Produção agrícola da área de influencia do Corredor Centro Norte e a Qualificação dos processos de armazenagem no país”
Carlos Alberto Nunes Batista – Coordenador de Logistica - MAPA
“Norte Competitivo
Renato Pavan – Empresa Macrologistica

“Avanço da Ferrovia Norte Sul e ligações leste oeste”
José Eduardo Saboia Castello Branco, Presidente da VALEC

“Ampliações do Porto do Itaqui e o Terminal de Grãos TEGRAM”
Representante da EMAP
“Experiências Logísticas Internacionais”
Daniel Breda – Gerente da STC Brasil

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