Coluna Direto de Brasília - Ed. 01, junho de 2018

Coluna Direto de Brasília – Por Val-André Mutran

Uma coletânea do que os parlamentares paraenses produziram durante a semana em Brasília
Esta coluna é semanal e escrita especialmente para o Blog do Ze Dudu.
Corte Regional
Alertado por empresários do Oeste do Estado, na manhã da última terça-feira, 19, apreensivos com a notícia do fechamento das agências da Receita Federal de Itaituba, Novo Progresso e Oriximiná, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) já oficiou o Secretário-Geral da Receita Federal, Jorge Antonio Deher Rachid, para uma audiência onde vai trabalhar para reverter a decisão.
Corte Nacional
A Coluna ouviu a opinião de pelo menos quatro deputados federais e um senador paraense. Todos foram unânimes: é um grande erro do governo federal. A decisão do Ministério da Fazenda determinou à Receita Federal um plano de redução de custos que engloba o fechamento de 58 agências da Classe “D” em todo o Brasil. A estrutura da Receita mantém unidades que variam de classes que vão de “A” a “D”, conforme seu potencial de demanda. A classificação mais alta implica em estrutura organizacional mais reforçada. O corte foi de “baixo para cima”.
Corte de Cima para Baixo 
Entretanto, a decisão unilateral do Governo Federal que irritou os parlamentares paraenses, que sequer foram comunicados, foi considerada uma atitude equivocada. O senador Flexa Ribeiro foi taxativo: “As grandes distâncias entre os municípios do Pará e as condições precárias das estradas federais que ligam a região são fatores que dificultam o deslocamento para acessar outras unidades da Receita Federal na mesma região.”
Sensação de impunidade no “ar”
A ausência de fiscalização federal em Itaituba – que produz uma tonelada de ouro por mês – vai facilitar o contrabando e descaminho do metal mais precioso da Terra, alertou Flexa Ribeiro. “Os sonegadores terão uma menor sensação de risco, podendo resultar numa arrecadação mais baixa de tributos, gerando um impacto negativo aos municípios, que passarão a contar com repasses menores”, explicou o contador Antônio Chagas, que tem um escritório de contabilidade em Itaituba.
Prestígio inabalado
Já está decidido, o vice-Governador do Pará, Zequinha Marinho, líder do PSC, recebeu as bençãos do pastores e do Presidente da Convenção Estadual da Assembléia de Deus no Estado do Pará (COMIEADEP), pastor Gilberto Marques, para a pré-candidatura ao Senado. Da mesma forma, após avaliação do partido e da mais poderosa denominação evangélica do Pará, a deputada federal Julia Marinho e o deputado Dr. Jaques Neves foram os ungidos.
Mantendo a palavra
No entanto, o apoio da COMIEADEP à sucessão do governador Simão Jatene será para o deputado estadual e pré-candidato Marcio Miranda (DEM-PA), mantendo o acordo firmado anteriormente com o chefe do executivo estadual. A parceria entre o governo Simão Jatene e a COMIEADEP no âmbito do convênio que viabiliza o apoio ao imprescindível trabalho do Hospital Galileu, destaque entre as centenas de obras sociais da Assembléia de Deus, falou mais alto. “É uma grande obra em favor dos menos favorecidos”, destacou Edilson Brandão, secretário-geral do PSC, cuja legenda já fechou questão e apoiará Helder Barbalho (MDB) como futuro inquilino do Palácio dos Despachos.
Um paraense com lugar garantido na Galeria de notáveis do Parlamento 
Presidente da única Comissão Permanente do Parlamento brasileiro considerada de Estado e não de Governo. As impressionantes credenciais acadêmicas do deputado federal Nilson Pinto (PSDB-PA) são festejadas no andar de cima do Itamaraty, da chancelaria brasileira e da diplomacia internacional. Tudo por obra e graça da competência e brilhantismo, há décadas não vista, desde Fernando Henrique Cardoso, na condução dos trabalhos estratégicos da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), sob o comando do parlamentar paraense.
Medida contra decisão de Trump
O presidente da CREDN nem precisou enviar a manifestação dos membros da Comissão ao governo americano, somando-se aos protestos da comunidade internacional que aumentaria os níveis da pressão contra o presidente estadunidense Donal Trump, na polêmica decisão de separar pais de filhos de levas imigrantes tentando ingressar ilegalmente nos Estados Unidos através da fronteira do México. Cinco famílias brasileiras foram presas pelas autoridades americanas nessa condição, mas o presidente americano revogou a medida.
Peça chave na água
O trabalho de altíssimo nível do deputado Nilson Pinto é, para quem não sabe, estratégico à frente da CREDN. Ao lado do Itamaraty, da Defesa Nacional e como um dos representantes do Legislativo Federal, Nilson Pinto tem, dentre suas atribuições, contribuir para a finalização da construção do 1º Submarino Nuclear brasileiro.
No ar…
Também cabe a Nilson Pinto ser um dos protagonistas do esforço nacional para tornar o cargueiro bijato KC-390, da Embraer, o substituto tecnológico mais adequado no mercado internacional do lendário Lockheed C-130 Hercules, que apesar da vida longa na categoria de avião de carga de médio porte, longe de gigantes como o Boeing C-17 ou o Airbus A400M Atlas, não atende mais as novas exigências do mundo moderno. Recém-lançado, o cargueiro bijato KC-390 da Embraer é muito mais moderno e o principal concorrente do Hércules – ainda que este esteja novamente se reinventado, com o modelo C-130J Super Hércules.
Asdrúbal convocado novamente
Recentemente desincompatibilizado da direção da maior Superintendência Nacional do Incra, a SR-27, o ex-deputado federal Asdrúbal Bentes foi novamente convocado pela direção do MDB paraense para concorrer ao cargo de Deputado Estadual. O advogado, ex-presidente do Paysandu, ex-prefeito de Salinópolis, e cinco vezes deputado federal, entregou, quando estava à frente da SR-27, nada menos que 1.500 títulos definitivos de terras que há 20 anos não eram concedidos no Pará. Asdrúbal disse à coluna que está pronto para o novo desafio.
MP 823
O deputado federal José Priante (MDB-PA) entregou ontem (21) relatório favorável à Medida Provisória 823, que visa destinar 190 milhões de Reais para prestar assistência humanitária aos 25 mil refugiados da Venezuela em Boa Vista (RR). Os venezuelanos já representam 7,5% dos moradores da capital de Roraima.
Beto Salame
Preocupado com a educação superior no Pará, o deputado federal Beto Salame (PP-PA) destinou, em emendas de bancada, R$2.843.000,00 para as Universidades no Estado do Pará localizadas em Cametá, Santarém e Paragominas, entre outros. Dentro desse pacote, no sul e sudeste paraense, Salame destinou R$400 mil para o Campus da UFRA em Parauapebas; R$400 para a Unifesspa em Marabá; e R$250 mil para a Unifesspa de Santana do Araguaia. As emendas são carimbadas para custeio e/ou aquisição de equipamentos.
Por Val-André Mutran – correspondente do Blog em Brasília

Imunização cognitiva

Republico essa jóia rara em forma de texto, redigido pelo meu amigo e brilhante médico Dr. Faure.
IMUNIZAÇÃO COGNITIVA
Entenda cientificamente como a neurociência explica isso!
Os estudiosos explicam com a imunização cognitiva.
Cognitiva vem de cognição, que é o processo de aquisição do conhecimento, incluindo o pensar, a reflexão, a imaginação, a atenção, raciocínio, memória, juízo, o discurso, a percepção visual e auditiva, a aprendizagem, a consciência, as emoções. Envolve os processos mentais que influenciam o comportamento de cada indivíduo.
A imunização cognitiva é um escudo que permite que as pessoas se agarrem a valores e credos, mesmo que fatos objetivos demonstrem que eles não correspondem à verdade. A pessoa cognitivamente imunizada está no terreno da fé, que dispensa o raciocínio lógico. Para ela, argumentos lógicos não têm relevância.
E então assistimos gente com estudo, inteligente, articulada, que sabemos que não está tirando nenhum proveito material, defendendo em público o indefensável. Como é que essas pessoas chegam a esse ponto?
Bem, existem ao menos cinco fases no processo de imunização cognitiva.
Primeira fase: isolamento de quem tem opiniões contrárias, protegendo suas ideias. A pessoa vai eliminando de seu convívio ou mesmo de sua atenção, quem pensa diferente.
Segunda fase: redução da exposição às ideias contrárias. Passa a ler e ouvir apenas as opiniões em linha com seus credos. Nos estados totalitários, é quando a liberdade de expressão passa a ser ameaçada, quando a imprensa perde a liberdade, quando vozes dissidentes são caladas. É quando os processos educacionais adotam opiniões selecionadas, com autores e textos cuidadosamente escolhidos para seguir apenas uma visão de mundo.
Terceira fase: conexão dos credos a emoções poderosas. Se você não seguir aquelas ideias, algo de ruim vai acontecer. Lembra do "se você pecar, vai para o inferno"? Se você não votar naquele candidato, sua vida, suas economias, seus benefícios estarão em perigo...
Quarta fase: associação a grupos que trabalham para combater as ideias dos grupos contrários. Isso acontece não só em política, mas até mesmo na ciência, quando métodos de investigação científica focam nas fraquezas das teorias adversárias, ignorando os pontos fortes.
Quinta fase: a repetição. Repetição, repetição, repetição. Cria-se um tema, um slogan que materializa um determinado credo ou visão, que passa a ser repetido como um mantra, numa técnica de aprendizado. O grito "não vai ter golpe", por exemplo, não é uma criação espontânea, obra do acaso. É pensado, calculado. Sua repetição imuniza cognitivamente as pessoas contra os argumentos a favor do impeachment.
Os especialistas em psicologia das massas sabem que nossas mentes evoluíram muito mais para proteger nossos credos que para avaliar o que é verdade e o que é mentira. E os especialistas em comunicação constroem retóricas fantásticas, com intenção de desviar o tema principal e, especialmente, imunizar cognitivamente os soldados da causa.
E aí, meu caro, minha cara, não adianta mostrar o vídeo, o recibo, o cheque, o testemunho do caseiro, a ordem da transportadora, o grampo telefônico... O imunizado cognitivo está vacinado contra fatos objetivos.
Naturalmente esse "torpor cognitivo" não se restringe ao campo politico, social, econômico ou religioso. Ele perpassa todas as áreas da vida humana e faz, por exemplo, que uma pessoa acredite, mesmo contra a razão, que o Brasil é o melhor lugar do mundo, que o capitalismo é o responsável por todos os males do mundo, que chá de boldo cura o câncer e por aí vai.

Eles sempre se entendem ou o conto da raposa


Eles sempre se entendem ou o conto da raposa
por *Val-André Mutran Pereira

Em tempos de radicalizações e rompimentos políticos, muitos neófitos que agora começam a experimentar as fortes emoções do mundo político, tem dificuldades para entender que nessa arte mais se esconde do que se mostra.

Uma das principais qualidades dos políticos que há décadas sustentam-se no poder é repetir o mantra: “Política não se faz com o fígado.”

Qual a imagem tradicional que temos do político?
O sujeito astuto, esperto, loquaz, que dá nó em pingo de água, diz uma coisa e faz outra.

Quando alguém o "aperta de jeito, garante que não mentiu. Apenas omitiu.

Qual animal associamos ao político? A raposa. 
Vemos o político como alguém sinuoso, escorregadio, que negaceia, negocia, escapole, se safa. Quase todos os partidos brasileiros se parecem e contam com raposas nos seus quadros. Alguns, contudo, se destacam mais que os outros e isso é diretamente proporcional a “qualidade” de seus quadros.

Os políticos que se perpetuam no poder é raposa velha, matreira, escolada, pelo liso e fofo.

Nunca fazem inimigos, eventualmente tem adversários.

Como uma raposa neutraliza um adversário?

––Acuando sua vítima. Quer seja com o oferecimento de vantagens, dinheiro, de preferência ou cargos, se for possível.

Muitos tolos afoitos, defendem o seu político predileto como a um Deus. “Quebra o pau”  quando alguém fala mal; “põem a mão no fogo” por sua lisura e honestidade. É deste tipo de tolice e ingenuidade que mais agrada a raposa.

O Raposão, malandro, nunca espanta ninguém, afinal a concorrência é dura para sobreviver nessa selva de profissionais. Enquanto os militantes adversários “matam-se”, a felpuda raposa se acerta “por debaixo dos panos” com seus opositores. Se não diretamente, através de “pombos correios”. Há um grande número de pombos correios próximos as raposas.

Governos
Há governos em nome de raposas mais ou menos peludas. Há novas e talentosas raposas despontando na área, outras, descendo a ladeira.
Há raposas de todos os tipos no Brasil: honestas, desonestas, ardilosas, sofisticadas, rústicas… A estratégia de uma raposa para chegar ao poder é pura "raposice". Esconde-se o programa de governo durante toda a campanha. Questionada a raposa, respondem com seu mantra: “Vamos dialogar”. 

O programa, porém, pode existir ou não. Na maioria das vezes, contrata-se alguém para escrevê-lo e o candidato passa os olhos por cima.

Raposas calejadas, dependendo da situação, tem um apetite especial para: privatizar, esquartejar o Estado, lipoaspirar o mamute, dentre outros planos obscuros. Se eleito, é posto a cabo a segunda parte da raposice": se receber o Estado em crise, culpa o governo anterior. Se a situação for péssima, deixa a crise se ampliar, hiperdimensionando-a, e em seguida, prepara o espírito da mídia e de boa parte da população para a necessidade do remédio amargo, caso contrário, o paciente morre. Depois, é só dar o bote. Transparência zero. E você, militante, pode ser a próxima vítima.

*Val-André Mutran Pereira - é jornalista, analista de sistemas e engenheiro de software. 

Música: Al Jarreau e magistral interpretação de "Your Song"


Jamais direi, para mim mesmo, que viver não vale a pena.
Entendo que viver é ser um filho de Deus, sobre todas as coisas.
Ter a chance de apaixonar-se, certamente é garantia de dias melhores na Terra. O Céu, sua existência, talvez seja algo demais. 
––E como ficamos, se o Céu não passa de uma mentira?
Basta, para mim, a oportunidade de viver e me sentir apaixonado.
––Isso realmente me torna um filho de Deus.
––Amo essa música, sua letra e quem está a interpretá-la.
Só, os filhos de Deus, podem fazer esse tipo de escolha, de modo a ouvir Al Jarreau, confirmando que amar é sobretudo: viver, ao interpretar "Your Song".

https://www.facebook.com/valandremutran/videos/10155890734674775/

RELATÓRIO FINAL DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO FUNAI-INCRA

Vejam aqui o Relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito Funai-Incra, criada por meio do Requerimento de Instituição de CPI nº 026/2016 – destinada a “INVESTIGAR FATOS RELATIVOS À FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO (FUNAI) E AO INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA (INCRA) NOS TERMOS QUE ESPECIFICA” – (CPI FUNAI-INCRA 2).