Eleições 2008 ― contagem regressiva
Acompanho fatos relevantes a partir de abordagem jornalística, isenta e independente
UTI neonatal da Santa Casa suspende serviços
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A "intocável" se aborrece com a "concorrente"
A Globo não gostou da irritação do ministro da Justiça com a "exclusividade" teve ao filmar, sozinha, todas as diligências que prenderam os tubarões Dantas, Nahas, Pitta & Quadrilha.
Antes da repercussão do caso. O blogger fez um comentário em primeira mão na caixinha de comentários do blog 5.a Emenda achando a exclusividade da Vênus Platinada muito estranho.
Começa a cair a máscara dos maiorais.
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Juiz manda prender novamente Daniel Dantas
O banqueiro Daniel Dantas voltou a ser preso. O juiz decidiu pela prisão depois de analisar novas provas que, segundo ele, incriminam Dantas. A Polícia Federal de São Paulo foi encarregada de cumprir a ordem de prisão. Dantas havia deixado a carceragem da PF às 5h35 desta madrugada e até agora não retornou.
Dantas, sua irmã Verônica e outros nove funcionários do banco Opportunity foram beneficiados por um habeas corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, no final da noite desta quarta-feira (9). Todos tinham prisão decretada e foram procurados durante a Operação Satiagraha da PF, que investiga desvio de verbas públicas e crimes financeiros. Dois deles não chegaram a ser detidos. Os demais deixaram a carceragem da PF nesta madrugada. Leia mais em: PF prende Daniel Dantas novamente
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257 candidatos analfabetos vão disputar uma vaga nas eleiçoes de 2008
Aprender a ler e escrever por que? Se eu posso ser vereador ou prefeito?
Estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que, dos 290.118 candidatos registrados nos 26 estados até esta terça-feira (8), quase 40% estão na faixa etária dos 45 aos 59 anos e 257 (0,09%) são analfabetos (inelegíveis, de acordo com a Constituição Federal).
De acordo com o desembargador Cláudio Santos, presidente do Colégio de Presidentes dos TREs e do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, comprovado o analfabetismo, o candidato terá o registro indeferido e não poderá concorrer.
Segundo o TSE, 114.016 dos 290.118 candidatos informaram que têm entre 45 e 59 anos. Depois, aparece a faixa dos 35 aos 44 anos, na qual estão 95.009 candidatos (32,7%). Outros 48.286 (16,6%) estão na faixa dos 25 aos 34 anos.
Os dados do TSE também mostram que há 2.212 candidatos na faixa dos 18 aos 20 anos; 7.188, na dos 21 aos 24 anos; 19.366, na dos 60 aos 69 anos; e 3.378, na dos 70 aos 79 anos; e 340, tem mais de 79 anos. Já 323 não informaram a idade.
O número de registros divulgados pelo TSE representa 72,5% das 400 mil candidaturas estimadas pela Justiça Eleitoral para as eleições deste ano. Segundo o tribunal, os cartórios eleitorais ainda estão alimentando o sistema com os registros das candidaturas. (G1)
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Vale recebe multa milionária do Ibama
Segundo o coordenador da operação, Paulo Maués, além dessas infrações a empresa não apresentou registro no Cadastro Técnico Federal (CTF) do Ibama, o que custou à mineradora R$ 9 mil em multas. A companhia também foi autuada por não ter apresentado ao órgão ambiental responsável os relatórios do CTF referentes aos anos de 2006 e 2007.
Detalhes aqui.
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A UTI do colarinho branco
“A mesma precipitação do ministro Marco Aurélio de Mello [do STF] quando libertou o banqueiro Salvatore Cacciola. Foi um tratamento privilegiado. O ministro Gilmar Mendes transformou o STF em UTI para colarinho branco”, afirmou.
Maierovitch, que também é professor de pós-graduação em direito penal e processual penal, disse que o Supremo é um colegiado e a jurisprudência diz que no caso de habeas corpus liberatório, só se concede liminar em flagrante ilegalidade ou abuso de poder, o que não era o caso.
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Está passando da hora a formulação de um novo Código de Processo Penal
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Entenda porque os figurões estão encrencados
O banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, foi investigado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pela CPI dos Correios por suposto envolvimento no mensalão, mesada paga a políticos da base aliada do governo Lula. A partir de dados coletados nessas três frentes de apuração, a 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo determinou a abertura de inquérito para apurar crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
As autoridades policiais estimam que o Opportunity Fund, uma offshore no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, Caribe, tenha movimentado entre 1992 e 2004 US$ 3 bilhões. Além de Dantas, o megainvestidor Naji Nahas virou alvo da investigação, acusado de praticar os mesmo delitos atribuídos ao dono do Opportunity. Os dois, inclusive, agiriam em parceria.
O nome do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta passou a figurar no inquérito policial como suposto cliente do esquema para trazer dinheiro de paraísos fiscais para o Brasil, recursos que a PF acredita ser fruto de verbas desviadas dos cofres públicos da prefeitura paulistana. Após quatro anos de apuração, a PF realizou na última terça-feira a Operação Satiagraha. (MR)
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A receita para o país perder credibilidade
Vejam o caso dos senhores Daniel Dantas e seus asseclas, Naji Nahas e seu bando e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, especializado em roubar recursos públicos.
Alguns jornais dizem que o caso tem alta sensibilidade do ponto de vista político, pois toda vez que se menciona o nome de Dantas vem a reboque um leque de supostas conexões do banqueiro com gente graúda do governo, mas que nunca foram confirmadas. Ontem, o ministro da Justiça, Tarso Genro, convocou a imprensa para falar sobre o caso. Ele sustentou desconhecer os detalhes do inquérito policial para dizer se há envolvimento de figuras políticas, caso do ex-chefe da Casa Civil, o operador do mensalão, Senhor Zé Dirceu. “As pessoas que forem envolvidas lateralmente será uma situação que será avaliada posteriormente pelas autoridades competentes”, afirmou Tarso.
É possível um país ter credibilidade diante de tal tratamento à essa espécie a qual alguns ainda chamam de gente?
E a gente miúda? Pobre, negra e sem instrução?
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Quadrilha de Dantas está solta
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Relator inicia leitura do parecer da MP 431 que concede aumento ao funcionalismo público federal
O parecer do relator acaba de ser lido em Plenário, mas, por acordo a votação só se dará na terça-feira, 15, em sessão extraordinária.
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Plenário da Câmara tenta acordo para votação da MP que concede aumento ao funcionalismo federal
Val-André Mutran – Os líderes partidários tentam chegar a um acordo para a votação ainda hoje da Medida Provisória 431/08, que concede reajustes a 16 carreiras federais e aos militares das Forças Armadas, abrangendo cerca de 800 mil servidores.
A oposição não entrou em obstrução, porém, há uma preocupação em relação à garantia da paridade salarial de várias categorias do serviço público federal.
A paridade é garantida nas Emendas Constitucionais de nº 41 e 47 da Constituição Federal. Portanto, uma MP, ou uma Lei infraconstitucional não tem força para derrubá-la.
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TSE contra a modernidade...
ARTIGO - Ruy Fabiano
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estendeu sua jurisdição à internet. Proibiu que no espaço virtual, que não é concessão do Estado, circule material informativo sobre as eleições. Nessa rubrica constam não apenas propaganda, mas também material analítico e notícias.
Hoje, a internet — com seus milhares de sites, blogs, portais e comunidades — é a mais abundante fonte de consulta, jornalística ou não, acessada pelo público. Seu índice de leitura supera o dos jornais. Não por a caso, para lá migraram praticamente todos os jornais e revistas e alguns dos melhores jornalistas — e o fenômeno não é apenas nacional: é mundial.
Censurá-la, pois, é atentado à liberdade de informação, o que infringe a Constituição Federal. Coloca o Brasil no mesmo patamar de China e Cuba — ditaduras temerosas da liberdade de expressão —, que exercem implacável fiscalização sobre a rede mundial.
Configura, inclusive, retrocesso em relação ao próprio tribunal. Há dias, o TSE reviu decisão análoga da Justiça comum, relativa à mídia impressa. Três órgãos de imprensa — Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Veja — haviam sido punidos por cumprir o papel institucional de informar. O TSE, diante da insustentabilidade daqueles atos, reconheceu que jornalismo não é propaganda. E os revogou.
Entrevistar candidatos não significa vendê-los ao público. Propaganda é forma específica de comunicação, em que não atua o contraditório. Vendem-se as supostas excelências de um produto, sem menção aos seus eventuais efeitos colaterais. Propaganda eleitoral não é diferente.
Já informação jornalística é outra coisa: divulga fatos e acontecimentos. Quando o jornal faz opção por algum candidato, legítimo direito que tem, expõe seus argumentos. Acompanha-o e compra-o quem quiser. Nem por isso, deixa de expor o contraditório, ao noticiar a campanha dos adversários e seus respectivos argumentos. Se não o fizer, encalha.
Entrevista jornalística é diálogo, em que cabe ao entrevistador extrair o máximo do entrevistado, fazendo com que diga não apenas o que quer, mas também o que não quer. As melhores entrevistas são exatamente aquelas em que o entrevistado trai a si próprio, revelando o que não planejara dizer. O resultado de uma entrevista depende do talento de ambos, mas sobretudo de quem entrevista.
Caracterizar entrevista como propaganda é desconhecer seu significado e objetivo. E a Justiça havia punido a Folha de S.Paulo por entrevistar dois pré-candidatos — Marta Suplicy e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab —, por entender que, ao publicar suas respectivas plataformas, havia feito propaganda política.
Uma procuradora chegou a mencionar o que era possível em entrevistas com candidatos: mencionar preferências culinárias, hábitos domésticos e culturais etc. Mostrou-se aprendiz em culinária jurídica e um desastre em jornalismo. O jurista Saulo Ramos lamentou o despreparo técnico dos protagonistas daquele ato.
O TSE corrigiu isso. Mas sua Resolução n° 22.718, recém-publicada, reincide na falta. Equipara equivocadamente a internet ao rádio e à televisão, concessões públicas. Proíbe assim a mídia eletrônica de difundir opinião em relação a candidaturas e de dar tratamento diferenciado aos postulantes.
Jornais e revistas, empresas privadas — compreensão que a Justiça
só teve depois de forte reação da mídia —, continuam (felizmente) livres dessas restrições. Mas o precedente é perigoso.
A internet é um espaço democrático mundialmente respeitado como tal. Nela, o poder econômico não exerce (ainda) monopólio. Blogueiros avulsos obtêm grande repercussão e fazem o contraponto às informações e opiniões do establishment.
Tem-se ali um verdadeiro mercado da informação, em que prevalece quem melhor vende seu peixe. É o público que confere prestígio aos habitantes do espaço virtual. À exceção de ditaduras, ninguém se atreveu a mexer nisso.
Ingerência só em casos específicos, que configuram crime, como a pedofilia ou a incitação à violência. Mesmo assim, essa intervenção, indispensável, tem sido largamente discutida, exatamente para que não sirva de pretexto a restrições ilegítimas.
Pena que a maioria do TSE não tenha dado ouvidos ao ministro Carlos Ayres Britto, que em poucas palavras disse tudo: “O direito não tem como dar conta desse espaço. É um espaço que não nos cabe ocupar. Deixemos os internautas em paz”. Deixem mesmo.
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