Licença para invadir mais

Diogo Schelp
É o que o MST quer com a mudança dos índices de produtividade. Para isso, conta com o apoio do Incra

Não param de surgir evidências de que o Ministério do Desenvolvimento Agrário é uma extensão natural das vontades dos grupos de sem-terra. Há, por exemplo, o repasse de verbas públicas para entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o aparelhamento dos escritórios regionais do Instituto Nacional de Colonização e reforma agrária (Incra) com funcionários oriundos do movimento. A mais recente demonstração de submissão aos interesses dos sem-terra foi o esforço, nas últimas semanas, do ministro Guilherme Cassel em ver aprovada a alteração dos índices mínimos de produtividade rural – o principal critério usado para desapropriar terras para a reforma agrária. Se aprovada, a proposta terá como efeito o aumento das invasões de terra, porque propriedades hoje consideradas produtivas passariam para a lista negra do Incra. É exatamente do que o MST precisa: uma desculpa para invadir novas propriedades. Sob pressão do movimento, o presidente Lula prometeu, no mês passado, mudar os índices de produtividade. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, é contra a medida. Nos bastidores do governo, está quente o embate entre Agricultura e Desenvolvimento Agrário.

Não há sentido prático em tornar os critérios de produtividade mais rígidos. O setor agrícola brasileiro é um dos mais eficientes do mundo. Terras boas e ao mesmo tempo improdutivas são uma raridade. Quando existem, são resultado de circunstâncias eventuais – uma seca que causou queda de rendimento – ou de uma opção econômica do produtor: se o preço de determinado alimento não paga o investimento de produzi-lo, ele tem o direito, como qualquer empreendedor, de reduzir a produção por um período. Na outra ponta, a falta de acesso à terra já não é uma questão social relevante no país. Prova disso é que muitos militantes do MST são moradores das cidades. A maioria, e aí estão incluídos líderes como João Pedro Stedile, não sabe sequer manusear uma enxada. Além disso, se forem consideradas apenas as áreas cujo processo de desapropriação já foi iniciado pelo Incra, há terra suficiente para assentar todas as 30 000 famílias hoje amontoadas em acampamentos do MST e similares. Não está havendo racionalidade técnica nesse debate, diz o ministro Stephanes. Para que, então, criar novos índices? A única resposta plausível é: para o MST continuar produzindo invasões e disseminando sua ideologia amalucada.

5 comentários:

roberto eugenio disse...

Imagenemos que uma determinada gleba de terra fora retirada de seus devidos donos por uma produtividade que não tenha atingido o tal índice, será que depois de repassada para algum membro do MST, este conseguirá atingir este mesmo índice ou a regra para eles não vale?!!!

Val-André Mutran disse...

Eugenio o MST não existe, esqueceu dessa particularidade?
Portanto, o dito movimento social não deve nada a ninguém, não presta contas de nada e não é resposabilizado por coisa alguma. São fantasmas perante a Lei.
Só no Brasil uma situação absurda dessas prospera.
Aliás, a palavra prosperar é pouco para designar o aumento de patrimônio de Stédile & Cia.
Tudo debaixo dos olhos das autoridades sem que absolutamente nada se faça para dar um termo nessa vergonha.

Anônimo disse...

Enquanto as regras de produtividade e DEMAIS CONDIÇÔES não forem aplicadas e exigidas ao MST e MLST, teremos que admitir que o governo Lula tem algo(?) muito estranho com esses grupos. Há muito que a sociedade brasileira já percebeu que o governo Lula está comprometido(?).
Pobre Brasil!!

Anônimo disse...

É um absurdo! O governo continua atendendo as exigências deste grupo de guerrilha.Quero saber se esta gente paga impostos? trabalham? cumprem seus deveres de cidadões?Sei oque fazem quando invadem uma propriedade.Já vi.São vândalos,criminosos.Este é o Brasil!

Anônimo disse...

Em Barcarena/Pa,nas áreas invadidas pelos MST só tem a sigla.Os invasores são proprietários de veículos de luxo,e com o tempo vendem as áreas invadidaS para empresários fornecedores da ALBRAS/ALUNORTE ou para outros aventureiros, na realidade o MST só faz essas invasões para levantarem recursos dos Governos Federal e Estadual, com a desculpas de forçar uma reforma agrária. Queimadas, invasões e desvio de dinheiro público merecem serem investigadas, a Justiça não pode cruzar os braços, Barcarena e o Brasil estão sendo invadido por traficantes de terras disfarçados de MST.