Titularização de assentamentos em áreas de vázea

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, fará daqui a pouco no Plenário 14, audiência pública sobre a titularização de assentamentos de trabalhadores na área de várzeas.

O requerimento é dos deputados Asdrubal Bentes (PMDB) e Lira Maia (DEM).

Foram convidados Alexandra Rreschke - secretária do Patrimônio da União e Rolf Hackbart, presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

Asia pode ser do leite

Polícia prende 27 que adulteravam leite longa vida com soda cáustica

Itamar Mayrink e Ricardo Galhardo

Produção de duas cooperativas mineiras era imprópria para consumo

BELO HORIZONTE e SÃO PAULO. Vinte e sete pessoas foram presas ontem pela Polícia Federal (PF), por adulteração de leite do tipo longa vida, sendo 19 em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e oito em Passos, no Sul de Minas. Entre os presos na Operação Ouro Branco estão os diretores de duas cooperativas de produtores de leite - Coopervale (do Vale do Rio Grande) e Casmil (Sudoeste Mineiro) - e funcionários do Ministério da Agricultura. As cooperativas são acusadas de adicionar substâncias proibidas ao leite, tornando o produto impróprio para o consumo humano.

Nota do Blog: A Polícia Federal quer saber quantas empresas envazavam o produto adulterado. Há empresas que distibuem esse leite em embalagem longa vida - que estão mais para "curta" vida - em todo o território nacional.

Se você tomou leite e passou mal, deve ser mais uma vítima dessa quadrilha.

Fonte: Jornal O Globo

A disputa pela CDP

Área em litígio

O ministro da Secretaria de Portos, Pedro Britto, está sentindo na pele a pressão dos partidos. Dia desses, foi o PT paraense que brigou — e conseguiu — para tirar o presidente da Companhia Docas do Pará, o engenheiro Luiz Fernando de Pádua Fonseca. Luís Fernando foi nomeado no dia 18 de setembro. Ficou pouco mais de duas semanas no cargo. Saiu no dia 4 de outubro. “Antes de ele ir para lá nós já tínhamos dito que o PT não apoiava”, disse à coluna o deputado Paulo Rocha (PT-PA), que retornou à Câmara reeleito depois de ter renunciado ao mandato em 2005 por conta do escândalo do mensalão.

Os petistas alegam que Luiz Fernando não era da área. Na conta da queda de Luiz Fernando, no entanto, há quem veja o dedo do ex-ministro-chefe do Gabinete Civil, José Dirceu, e o antigo Campo Majoritário do Partido dos Trabalhadores. Por enquanto, a Docas do Pará está sob o comando de Maria Socorro Pirâmides Soares, diretora de Gestão Portuária. E a briga corre solta para ver quem será o novo presidente.

Fonte: Correio Braziliense

Dois prédios para a Justiça e quase um bi de despesas

Os contrários à criação do Estado do Carajás alegam que seria "alta" (quanto?) a despesa para a criação da nova unidade federativa a partir do desmembramento do Pará. Benefício: 1,4 milhão de pessoas.

O Tribunal Superior Eleitoral tornou disponível em seu site (www.tse.gov.br) detalhes dos contratos, pagamentos e documentos sobre a construção da nova sede do Tribunal, em Brasília, cujo valor é de R$ 336,7 milhões. A obra tem gerado polêmica por causa do custo. O TSE diz que a licitação atendeu aos requisitos e que respondeu às indagações do Tribunal de Contas da União.

No mesmo caminho, O Tribunal Regional Federal da 1a Região, também sediado em Brasília, construirá uma nova sede, orçada em cerca de meio bilhão.

Tudo bem se os órgãos da Justiça já não tivessem ótimas instalações.

Não se asfalta a BR-163. Não se asfalta a BR-153. Não se termina as eclusas de Tucuruí. Não se constrói a Hidrelétrica de Belo Monte enfim...O Brasil e suas contradições.

A polêmica da mudança no Código Florestal

O Correio Braziliense de hoje estampa reportagem sobre o projeto em tramitação na Câmara que incrementa a exploração comercial de florestas em áreas privadas, permitindo o cultivo de espécies exóticas. As ONG´s já mostraram-se contra as mudanças propostas acusando a bancada ruralista de estar tramando a redução de áreas de Reserva Florestal obrigatórias que, na Amazônia, é de 80%.

O projeto de lei que tramita no Congresso Nacional transformou-se na mais nova polêmica entre produtores rurais e ambientalistas. A proposta altera o antigo Código Florestal Brasileiro para permitir o cultivo de espécies exóticas em 30% das áreas degradadas e que deverão ser recompostas obrigatoriamente pelos fazendeiros. A idéia é que, tanto nas fazendas da Amazônia Legal quanto nas localizadas no que resta da Mata Atlântica, os produtores possam regularizar sua situação fundiária replantando palmáceas como o dendê, o babaçu e outras oleaginosas. Tudo para viabilizar o empreendimento rural.

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Invasões, ameaças e morte no sul do Pará

Grupos armados invadem fazendas e assustam população

Diário do Congresso

Encapuzados invadem fazendas no sul do Pará e deixam proprietários inseguros. Moradores temem perder suas terras e sofrer violência.

O Pará vive momentos de tensão. Grupos armados estão invadindo fazendas no sul do estado, expulsando os proprietários e impondo medo e insegurança aos moradores da região. A denúncia foi feita pelo Sindicato Rural de Redenção (PA) que relata, entre outros fatos, casos de invasões de terras principalmente nos municípios de Redenção, Santa Maria das Barreiras e Cumaru do Norte.

A presidente do Sindicato, Rosângela Hanneman, afirmou em entrevista exclusiva ao Diário do Congresso que a situação é alarmante, onde ninguém mais se sente seguro em suas propriedades. “Nos sentimos órfãos do estado, sem proteção alguma e sem condições de crescimento. Somos vítimas de violência rural e urbana. Grupos fortemente armados rendem funcionários e quem mais estiver na propriedade. Depois usam da violência para expulsá-los. Após a ocupação da terra, são recrutados idosos, mulheres e crianças para sensibilizar a opinião pública. Estamos todos em um clima de tensão e insegurança”, relata.

Segundo Rosângela, estas milícias são organizadas com rádio e armamento pesado, o que produz mais medo aos moradores. “Constituem-se em verdadeiras organizações criminosas e espalham a insegurança não só aos proprietários rurais, mas a todos que trabalham e produzem na região”, afirma. Os invasores também praticam extorsão. “Na Fazenda Mirim, o proprietário pagou R$ 7 mil e mais o transporte para a retirada dos invasores, alegando a falta de apoio das autoridades competentes”, conta.

A ação do governo no combate às invasões é o pedido que a presidente do sindicato faz. Ela ressalta ainda a importância de uma atitude mais firme. “É urgente a intervenção do Governo Federal de forma mais enérgica em nossa região, pois não podemos mais ficar à mercê destes elementos que se passam por associações, federações e movimentos em prol da defesa dos sem terra, ou mesmo os chamados movimentos sociais pacíficos. As autoridades não podem ficar tímidas, receosas ou omissas em sua aplicação. A melhor coisa a se fazer é criar ações que promovam o crescimento do estado para gerar empregos e oferecer educação de qualidade”, argumenta Rosângela.

A Delegacia de Redenção emitiu um relatório de missão detalhando a ação dos invasores nas fazendas. Segundo este relatório, datado do último dia 18, policiais contam que estavam próximos à entrada da Fazenda Colorado, a 70 km da cidade de Redenção, quando foram recebidos por um grupo de oito homens armados e encapuzados. O grupo questionou a presença dos policias e pediu para que se retirassem. Os policiais saíram sem dar ordem de prisão em flagrante delito justificando-se pela desvantagem numérica.

Embora a redação DC tenha procurado falar com a Assessoria de Comunicação do Gabinete da Governadora e com o delegado responsável pela região onde aconteceram os fatos, não obteve retorno de nenhuma das fontes procuradas. A redação do DC vai tentar novamente fazer contato com as fontes e ainda com o Movimento dos Sem Terra (MST), apesar de os grupos autarem encapuzados e não se auto-intitularem de nenhum movimento.

Redação DC

Emenda 29

Sessão extraordinária amanhã terá como principal item da pauta do plenário a regulamentação da Emenda 29, que obriga os estados a aplicar em saúde 12% da arrecadação de impostos, e os municípios 15%. Antes de votar essa matéria (PLP 1/03), porém, será necessário limpar a pauta, trancada por seis medidas provisórias. Três delas retornam do Senado com alterações no texto aprovado pela Câmara (381/07, 383/07 e 384/07). As duas primeiras liberam créditos extraordinários para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e para diversos ministérios, e a última institui o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

Fonte: Ag. Câmara

Proteção ao sigilo de fontes de blogueiros e jornalistas

A Casa dos Representantes dos EUA aprovou, por 398 votos a 21, o projeto de lei federal conhecido como “Ato de Livre Circulação de Informação” [Free Flow of Information Act, FFIA]. Esse é apenas um dos passos para a aprovação da lei (que, na fase final, precisará ainda ser aceita pelo presidente Bush, bastante resistente ao Ato). Mas a esmagadora diferença na votação traz indícios de que a preocupação com a liberdade de informação não é de poucos.


O FFIA estabelece, dentre outras coisas, que os jornalistas têm direito a preservar suas fontes, e, por isso, não devem ser obrigados a revelá-las sem que haja um motivo relevante [e após um devido processo legal, que assegure contraditório e ampla defesa]. Mas o interessante do documento é que ele traz uma definição bastante ampla de jornalismo, o que permite até mesmo estender a proteção a blogueiros profissionais.

O documento protege quem exerce atividades de jornalismo de forma remunerada. Jornalismo, de acordo com o documento, significa reunir, preparar, coletar, fotografar, gravar, editar, publicar, reportar, ou publicar notícias ou informação de interesse local, nacional ou internacional, ou outro assunto de interesse público. Com essa redação, a atividade de probloggers que se utilizam de fontes para produzir a informação poderia ser enquadrada como ‘jornalismo’.

O assunto abre precedentes para discussões interessantes – faz repensar o que é o jornalismo (processo ou produto? atividade meio ou atividade fim?), e até que ponto o que fazem [uma parte dos] blogueiros e jornalistas se assemelha. Um blogueiro pode exercer jornalismo, assim como um jornalista não precisa necessariamente exercer a atividade jornalística. Um blogueiro que se utiliza de técnicas de jornalismo para produzir sua informação [ou então: um ‘cidadão jornalista’ que escreve uma matéria para um site colaborativo] é, efetivamente, apenas um blogueiro? Ou estaria mais para o lado de um jornalista? Jornalista é apenas quem possui o registro, mesmo que não produza nada, ou também quem exerce a atividade jornalística, mesmo sem ter registro? Para essas questões, toda e qualquer tentativa de definição legal se mostra insuficiente...

É o que informa o ius communicatio

Felipe Massa será o campeão em 2008

Show da Ferrari

As melhores capas de disco de Rock

Julgando o som pela qualidade das capas. Isso é possível? As Melhores Capas de Disco de Rock
Foi ao ar dia: 09/10/2007 (ao vivo pela Interferência 91,5 FM)

01 – Sabotage (1975) – Black Sabbath
Música: "Sympthon of Universe"

02 – Os Mutantes e seus Cometas no País dos Baurets (1971) – Os Mutantes
Música: "Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe Desde Que Eu Tenha O Rock and Roll"

03– Disraeli Gears (1967) – Cream
Música: "Strange Brew"


04 – Eletric Ladyland (1968) – Jimi Hendrix
Música: "Crosstown Traffic"

05 - A Night at the Opera (1975) - Queen
Música: "Death on Two Legs (Dedicated to...)"

06 - Physical Graffiti (1975) – Led Zeppelin
Música: "The Rover"

04 – Abbey Road (1969) – The Beatles
Músicas: "Golden Slumbers" e "Carry The Weight"

03 – Dark Side of The Moon (1973) – Pink Floyd
Música: "Breathe"

02 - Deep Purple in Rock (1969) – Deep Purple
Música: "Living Wreck"

01 – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) – The Beatles
Música: "Getting Better"

Qual é a sua predileta?

Comente no lugar apropriado no rodapé deste post onde se lê:

Dom Evaristo Arns em entrevista para a Plenarium

“Meus amigos, a teologia da libertação me fez sofrer, mas eu ainda acredito nela, e acho que ela é que vai salvar a América Latina e – quem sabe? – também a Europa dessa crise terrível em que está entrando”.


Com tiragem limitada, portanto, desde já rara. A revista Plenarium deve ser lida por todos que gostam de políticas e quetais...
O blog publica com absoluta exclusividade, o seu conteúdo completo. A primeira entrevista da Plenarium não podia ser melhor pautada.

Um homem santo ou um santo homem? Afinal, Dom Paulo Evaristo Arns é um dos poucos homens que o Brasil admira. Penso que o admirará, muito mais, após essa leitura. Fiquem com deus e tirem as suas próprias conclusões.

BAixe o conteúdo na íntegra da revista aqui>>

Volto com a primeira entrevista da revista Plenarium

Aguardem!

Para aqueles com incompatiblidade de gênios

Sou mortal!

Vou sair para almoçar. Afinal essa coisa chamada blog, dá trabalho!

Enquanto encho a pança, tomo umas e outras. Deixo com vocês João Bosco e Banda.

Numa palinha do melhor músico do Brasil. O árabe mais preto do Brasil: Como eu, claro!

No contrabaixo: A genialidade compatível do músico paraense Ney Conceição. Arrasador!



Ney Conceição conhece Nei Messias. Não confundam os nomes.

Músico autodidata, contrabaixista, arranjador e compositor. Toca munda afora.

Iniciou sua carreira em Belém do Pará, sua terra natal, tocando com vários artistas locais, inclusive com expoentes do folclore regional. Em 1996 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde deixa escrito seu nome entre os grandes instrumentista do país.
Tendo participado de inúmeras gravações, e tocado com grandes nomes do cenário musical brasileiro e internacional, como: Airto Moreira, Arthur Lipner - com quem gravou em NY, Carlos Malta, Cláudio Daeulsberg - com quem excursionou pelo Brasil e Europa, incluindo participação no festival de jazz de Montreaux, quando gravaram CD ao vivo, Cláudio Nucci, Danilo Caymmi - fazendo turnês pelo Brasil e Europa, Daniel Gonzaga, Dário Galante, Fátima Guedes, Gilson Peranzetta, Gonzalo Rubalcaba, Jane Duboc, João Donato, João Nogueira, Luíz Avellar, Márcio Montarroyos, Maurício Heinhorn, Marco Rezende, Marcos Amorim, Moraes Moreira, Naná Vasconcelos, Pascoal Meirelles, Paulinho Trumpete, Paulo Moura, Roberto Menescal, Sivuca, Sebastião Tapajós - excursionando por inúmeras cidades brasileiras, turnês na Europa nos anos de 1997, 1998, 1999 e 2000, e América Latina, além da gravação da trilha sonora de um longa metragem, "Lendas Amazônicas", e sete cds de carreira do mesmo, Wanda Sá, Widor Santiago, Wilson Meirelles,Zé Keti e Zé Roberto Bertrami, entre outros.
Com Robertinho Silva gravou o cd, "JAQUEDU", no ano de 2000, com quem também viajou pelo Brasil, EUA e Europa. Em 2005 lançou seu primeiro disco solo e todo autoral intitulado "Ney Conceição".

Atualmente, junto com Kiko Freitas e Nelson Faria, faz parte do trio que acompanha o cantor e compositor João Bosco.

Com João Bosco gravou o cd "Malabarista do Sinal Vermelho" e o primeiro DVD do artista, "Obrigado Gente!", e excusionam pelo mundo. Incluindo shows no "Blue Note" de Tókio e New York, e toda a Europa.

Com vocês: O primeiro número da revista Plenarium


















Esse blog é para gente que gosta de ler.

Eis o Editorial da Plenarium.

EDITORIAL

Dotar a Secretaria de Comunicação da Câmara dos Deputados de uma publicação periódica de referência. De forma objetiva, foi essa a tarefa que o Diretor da SECOM, Márcio Araújo, me confiou ao convidar-me para integrar sua equipe, no início de 2003.

Para definir e conceber esse projeto editorial, considerando as especificidades da nossa instituição, trabalhou com o seguinte conceito: PLENARIUM terá como objetivo central divulgar, documentar e estimular a reflexão sobre os desafios contemporâneos que a sociedade brasileira remete ao Poder Legislativo. Dessa forma, a nova publicação abrigaria textos e ensaios, não apenas dos parlamentares, dos técnicos e consultores do Poder Legislativo, mas, sobretudo, dos pesquisadores da academia e dos centros de excelências de todo o País.

Diante da profusão de assuntos que integram a pauta do Congresso Nacional, prevaleceu o entendimento de que cada edição abordaria um tema dominante, que se buscaria aprofundar com os textos e reflexões de vários especialistas. Nesse primeiro número tratamos, em dez ensaios, do Poder Legislativo na Democracia Contemporânea. Além da reforma política que está sendo discutida no Congresso Nacional, a globalização e a criação dos blocos regionais estão impondo uma redefinição do papel dos estados nacionais, com grande repercussão nas atribuições e funções dos legislativos em todo o mundo.

A definição desse conceito nos remeteu a outra reflexão: PLENARIUM precisava ter uma singularidade, uma identidade própria, algo que fosse a marca da sua origem. Seria insuficiente, ainda que plenamente justificável, uma publicação apenas temática. A reprodução difusa das experiências – muitas, extraordinárias –, das publicações regulares existentes em vários departamentos universitários, não acolheria a dimensão que um periódico de referência, editado pela Câmara dos Deputados, necessariamente deve ter.

Assim, além do tema principal, acrescentamos uma série de seções com o objetivo de construir a identidade que buscamos. A primeira seção constará de uma entrevista. Mas não a entrevista clássica, jornalística e conjuntural. Inspiramo-nos na experiência da Documentation Française, que sempre convida uma figura importante da história da França para uma reunião com jornalistas e estudiosos da vida e/ou da época do entrevistado, para juntos fazerem uma reflexão sobre o personagem e sua obra. Esse primeiro número da PLENARIUM traz a figura extraordinária de Dom Paulo Evaristo Arns.

Com o objetivo de não engessar o espaço editorial da revista, subordinando todos os ensaios ao tema central, percebemos que seria importante outra seção que acolhesse também textos com temas livres. O relator de um projeto importante, o líder de uma bancada, O presidente de uma Comissão, um pesquisador, um servidor do Congresso, enfim, qualquer personalidade que se interesse em dividir com a Casa a complexidade de determinado tema será plenamente atendido nesse espaço de expressão, ainda que seu texto não se enquadre no tema central da edição. Nesse primeiro número publicamos ensaios dos deputados Delfim Neto e Ariosto Holanda.

Incluímos, também, a publicação de um texto de um pesquisador estrangeiro, inédito ou não, cujo tema de alguma forma enriqueça o nosso debate. Esse espaço deve acolher, ainda, as reflexões dos brasileiros que estão no exterior, a estudo ou a trabalho. A experiência e o olhar dessas pessoas, nesse momento de grandes e rápidas transformações no cenário brasileiro, constitui-se numa importante contribuição aos que dele fazem parte. Nessa primeira edição, apresentamos um texto do professor americano Robert Pastor.

Como a Câmara dos Deputados é sobretudo a “Casa das Leis”, achamos ainda que fosse interessante a publicação comentada de uma lei, em cada edição da PLENARIUM. Dessa vez, trazemos o Estatuto do Idoso, com as observações do senador Paulo Paim, autor do projeto, e da ministra do STJ, Fátima Nancy Andrighi. Da mesma forma, pretendemos publicar e comentar o Estatuto do Desarmamento, a Lei de Falências, o novo Código das Águas, entre outros.

Como dispomos de um acervo extraordinário de documentos e imagens, onde estão guardadas todas as falas importantes da história do nosso Parlamento e, de certa forma, da história política do Brasil e, ainda, podemos e devemos estabelecer uma conexão com os demais acervos do País, percebemos aqui uma rica oportunidade de se contribuir para o resgate do papel de grandes atores e momentos específicos da construção da Nação brasileira. Com esse objetivo, foram criadas outras cinco seções na PLENARIUM.

A primeira delas resgatará os grandes pronunciamentos da nossa história, devidamente comentados por personalidades à altura do desafio. Nessa edição, publicamos o discurso do ex-deputado Ulysses Guimarães na solenidade de instalação da Assembléia Nacional Constituinte de 1987-88. A fala do emblemático parlamentar paulista é analisada pelo jornalista Luiz Gutemberg. Com o mesmo objetivo, traremos sempre o perfil de um personagem destacado da história brasileira. Nesse número, o historiador Ricardo Oriá nos fala da vida e da obra da primeira deputada da América Latina, Carlota Pereira de Queirós.

A seção Imagem e História trará sempre uma fotografia histórica, acompanhada de uma apresentação. Essa edição apresenta a foto do Largo do Paço Imperial no dia do casamento da princesa Isabel, com o texto do colecionador Pedro Karp Vasques. Nas duas seções seguintes, traremos sempre uma charge escolhida e comentada pelo Paulo Caruso e as saborosas histórias do jornalista Sebastião Nery, com seu Folclore Político.

Para terminar, teremos o espaço para as resenhas, onde nossos colaboradores poderão dar conta das últimas publicações, no Brasil e no mundo, que correspondam ao nosso universo de interesses. Dessa edição, consta um comentário do diplomata Paulo Roberto Almeida.

Não poderíamos encerrar esse editorial sem agradecer a todos aqueles que acreditaram no projeto enviando seus trabalhos e textos, ao apoio e confiança da administração da Câmara dos Deputados mas, sobretudo, àqueles que participaram da construção dessa publicação, com suas idéias, trabalho e sugestões, desde a elaboração do seu projeto editorial, até o encaminhamento para a gráfica.

São eles: os professores Carlos Henrique Cardim, Fabiano Santos, David Fleischer, Mauro Santayana, Wanderley Guilherme dos Santos, Costa Porto, Ricardo Oriá, Mônica Mulser Parada, Paulo Motta e Paulo Roberto Almeida. Os colegas da SECOM, Márcio Araújo, Tarcísio Holanda, Mauro Di Deus, Flávio Elias, Alexandre Rios, Frederico Campos, Sueli Navarro, Pedro Noleto, Ademir Malavazzi, Gentil Sbarddelloto, Raquel Mello, Heloísa Pinheiro, Thaís Alves Lima e Ely Borges.

O protocolar agradecimento à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, nesse projeto representada pelo presidente João Paulo Cunha, se reveste de uma satisfação toda especial. O entusiasmo e apoio do presidente João Paulo à revista Plenarium, desde o início da discussão do projeto, se fez acompanhar de uma notável elegância e percepção intelectual dignas de referência nesse momento.

Boa Leitura!

Jorge Henrique Cartaxo

Diretor da Plenarium

Plenarium: Uma aula de jornalismo em revista

Talvez o maior desafio de uma política de comunicação para a Câmara dos Deputados seja equacionar a dissintonia entre a crescente importância do Poder Legislativo brasileiro na estabilidade institucional e na legitimação de políticas públicas governamentais, e a não percepção desse valor, de forma explícita e contínua, pelo conjunto da sociedade brasileira.
Um olhar mais exigente poderá observar que esse problema, de certa forma, se dá na maioria dos países ocidentais, consideradas as nuances políticas, culturais, jurídicas e conjunturais de cada nação. Essa aparente ausência de identidade dos Parlamentos é, certamente, uma das conseqüências da crise do estado-nação contemporâneo, em que a globalização constitui sua expressão jornalística mais bem acabada.

Daí o conjunto de reformas estruturais que se verificam em todos os continentes, sugerindo, inclusive, uma releitura do papel dos legislativos nacionais. Instrumentos jurídicos consagrados no século XX são hoje revistos e readaptados aos desafios sociais, tecnológicos e econômicos contemporâneos. Se na Europa, existe o Parlamento Europeu, na América Latina, apesar das institucionalidades distintas, foram criados o Parlamento Latino-Americano (Parlatino), o Parlamento Centro-Americano (Parlandino), e já surgem algumas discussões em torno de um futuro Parlamento do Mercosul.

É com essa percepção que temos procurado estimular o trabalho dos nossos veículos de comunicação na Secom – televisão, rádio, jornal e agência - e foi com essa inspiração que percebemos a necessidade de se ter, na Casa, uma publicação de referência. A PLENARIUM, em boa hora, vem se somar aos nossos instrumentos de comunicação, agregando à nossa tarefa uma atribuição a mais: a de trazer, de forma sistemática e orgânica, a reflexão da academia, dos pesquisadores e da inteligência nacionais para os debates que a sociedade brasileira, por meio dos seus representantes, remete para a Câmara dos Deputados. E, claro, é importante sublinhar, PLENARIUM será, sobretudo, mais um espaço para os parlamentares e servidores da Casa contribuírem para esse instigante desafio do nosso tempo que é o debate para a construção do futuro.

Certamente, não será nessa publicação que iremos equacionar e documentar os desafios que nos despertam, a cada dia, esses tempos de grandes transformações. Mas estamos seguros de que oferecemos ao Poder Legislativo e ao País uma publicação que será uma referência no mercado editorial brasileiro, estimulando a participação e a presença dos centros de excelência brasileiros nos temas que animam as atribuições e responsabilidades institucionais e constitucionais da Câmara dos Deputados.

Márcio Marques de Araújo
Diretor da SECOM

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Márcio é um extraordinário jornalista. Inquieto, compentetíssimo e sobretudo audaz maestro que conduz a Seleção Brasileira da Comunicação na Câmara dos Deputados.

Conduzida, diga-se, com harmonia e presença de espírito.

O que direi sobre a precisão e genialismo de Sueli Navarro - Diretora da TV Câmara, do craque Humberto Martins - Comandante-em-Chefe da Rádio Câmara, do cabeça de área Paulo César Santos, que pilota a Agência Câmara; Cid Queiroz - nosso el Cid - Coordenador de Jornalismo, que passa a bola e arrasa as desfesas do adversário na ponta da cabeça de área: É Gooool!! De novo, de Roberto Seabra, do Jornal da Câmara.

Esses são homens e mulheres daqueles caras que foram talhados para conduzir a inovação naquele que é o mais premiado, reconhecido e referência internacional de jornalismo parlamentar.

Prova de que inteligência e preparo não está circunscrito ao inigualável curriculum. Não mesmo.

Com essa apresentação. Passo a seguir a apresentar um jóia da Corôa: A Revista Plenarium.


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