E por que não?

Custou aos cofres da União alimentados pelo nosso suado dinheiro algo como R$ 200 mil o turismo processual que brindou como passageiro um tal Fernandinho Beira-Mar, notório traficante do conturbado Rio de Janeiro. Sabem por que?


Interrogatório on-line: Justiça virtual e insegurança processual

Flávio Augusto Maretti Siqueira e Rafael Damaceno de Assis

Introdução

No mundo, podemos notar a influência da informática em todas as atividades humanas, que atua como método que facilita a comunicação humana e dá celeridade no fluxo das informações.

O direito não pode ficar alheio às transformações cibernéticas que ocorrem diariamente, para tal, deve acompanhar os passos da evolução dos bits, com vistas a conseguir regular as condutas e dar celeridade aos procedimentos.

Em sede de direito processual, há sério embate doutrinário para se permitir a realização de interrogatórios virtuais, ou seja, sem a presença física do magistrado, da promotoria de Justiça, do querelante e do advogado do querelado.

Alguns consideram esse passo do direito processual penal, com face cibernética importante, revelando celeridade e forma de evitar o constrangimento de comparecer em juízo face a face com o magistrado. Outros, entendem que o contato do juiz da causa com o réu importante, pois, as circunstâncias judiciais da pena (artigo 59, Código Penal) ficam mais evidentes no contato pessoal entre as partes, e da mesma forma, a verdade real pode ser esclarecida e evidente por causa da presença física do juiz.

A razão de ser do interrogatório

O interrogatório advém de um processo penal muito rústico que era pautado pelo método inquisitivo, com vistas somente a formular provas para consubstanciar a acusação com armas para fundamentar um édito condenatório.

Com a evolução política, a democracia ganhou vida e assim floresceu a República, sedimentando o devido processo legal e a ampla defesa, como corolários angulares do processo penal. Ainda, ganhou força o princípio da paridade das armas entre acusação e defesa, o que concedeu um impulso forte na produção bilateral dos conteúdos probatórios desvinculando o processo de ser uma mera formalidade condenatória, com tribunais declinados a condenar, para a um novo processo onde se busca a verdade real.

O interrogatório hoje é um meio de prova/defesa, que serve para o réu fazer sua defesa pessoal e ir tentando consolidar no magistrado a inocência da imputação que lhe pesa ou argumentando com vistas a facilitar sua defesa técnica a ser realizada no tríduo legal.

Este interrogatório é um ato exclusivo do Estado-juiz, onde ele irá seguir as orientações do artigo 188 e parágrafos, Código de Processo Penal, ato este, que representa o marco inicial da instrução probatória, com vistas a apuração da veracidade dos termos apresentados ao magistrado por via da inicial penal.

As perguntas do juiz recairão sobre os fatos narrados na denúncia/queixa, com o fito de esclarecer os pontos ali aduzidos, bem como serve para o réu apresentar sua versão do ocorrido e a razão da imputação penal recair sobre ele.

O embate doutrinário recai sobre ele ser um meio de prova ou de defesa, que ao nosso ver não leva a ponto algum, justamente por nítido ser ele uma fusão, pois, funciona como demonstração da defesa da imputação, bem como funciona como forma de prova da imputação realizada na exordial, como lembra Heráclito Antônio Mossin:

“Que o interrogatório protege o acusado enquanto apresenta sua defesa, mas ao mesmo tempo oferece elementos ao juiz para que esse decida o processo, principalmente nos casos de confissão, portanto, esse embate ao nosso ver é desnecessário e não merece ser objeto de maior esclarecimento neste trabalho” (MOSSIN, Heráclito Antônio, Curso de Processo Penal, Atlas, São Paulo, 1998).

O procedimento virtual

Acerca de sua realização, o ideal formulado diz respeito ao magistrado ficar no Fórum defronte a tela do computador que estará ligado via Internet com o presídio, casa de detenção provisória, ou um outro local que ficará conectado com o magistrado, pondo o réu face a um outro computador, afastando o contato direto entre o réu e o juiz da causa.

Essa conexão se dará no mesmo instante em que seria a audiência somente afastando o contato físico entre o julgador e o imputado.

Os prós e contras do interrogatório on-line

Iniciemos pelos prós, pois, são mais fáceis de serem explicados. A desburocratização da Justiça criminal pode ser alcançada com o procedimento via Internet, isso porque, muito papel é gasto na realização dos termos de interrogatório, fora ainda, o principal que é o gasto e o risco com o transporte de presos até a presença do magistrado.

Durante esse ínterim, podem ocorrer tentativas de resgate de presos, furto de armas de policiais que fazem a escolta e sem contar no despendido com combustível, tempo e efetivo da corporação policial para fazer a guarda e transporte destes para serem ouvidos em sede judicial.

Luís Flávio Borges D’Urso em interessante texto diz:

“Segundo o próprio magistrado Luiz Flávio Gomes, a iniciativa teve por móvel a situação desumana do sistema penal que protela burocraticamente o ato do interrogatório, até, por vezes, para apreciar pedido de liberdade provisória, mantendo no cárcere quem poderia estar em liberdade. Dessa forma, com apoio da empresa Taisei-Consultoria e Informática, realizou-se a experiência, bem sucedida pelo enfoque tecnológico. Essa empresa já anuncia que no futuro próximo terá condições de realizar o ato do interrogatório judicial, valendo-se dos recursos da tele-conferência, trazendo imagem e som para esse ato, advogando inclusive prolongar o alcance da medida para oitiva de testemunhas e vítima” (D’URSO, Luís Flávio Borges, O Interrogatório On-line: Uma Desagradável Justiça Virtual)

Os que não partilham dessa idéia sustentam que o contato físico entre o réu e o juiz pode ser revelador, isso porque, o jeito, a entonação de voz, os trejeitos do réu podem revelar mais intensamente se este está mentindo ou falando a verdade, sendo importante fase para o magistrado captar a personalidade do réu, além de outras circunstâncias judiciais (artigo 59, Código Penal), que irão influir para o cálculo da pena, captando o psicológico do agente no caso de condenação.

Em uma opinião lúcida Ana Sophia de Oliveira, esclarece que durante o interrogatório, “há troca de algo além de palavras. Os gestos, a entonação da voz, a postura do corpo, a emoção do olhar, dizem por vezes mais que palavras. Mensagens subliminares são transmitidas e recebidas. Importa o olhar. Imposta olhar para a pessoa e não para o papel. Os muros das prisões são frios demais e não é bom que estejam entre quem julga e quem é julgado” (OLIVEIRA, Ana Sophia de, Apud, D’URSO, Luís Flávio Borges, O Interrogatório On-line: Uma Desagradável Justiça Virtual).

Mas também para absolver esse contato é importante, uma vez que a percepção da verdade, da realidade, torna-se mais apta no contato, pois verifica pela movimentação do imputado no seu interrogatório se ele falta com a verdade ou não.

Isso ainda facilitaria a fraude a lei penal, pois a tela do computador abrange um determinado espaço, deixando margem a uma coação que poderá alterar substancialmente a verdade real dos fatos, dando azo a crimes como coação no curso do processo, fraude processual, ameaça, constrangimento ilegal, dentre outros.

Conclusão

A idéia do interrogatório exploratório on-line, ao nosso ver, é uma experiência que está fadada ao insucesso porque peca por ignorar a malícia humana que se apresenta das mais diversas formas, visando sempre obter as vantagens e escusas para suas condutas erradas, que por estarem sem a presença física do juiz, abertas estarão as oportunidades a deturpação da verdade.

Entendemos, ainda, que facilmente poderá ser burlada a ampla defesa e o contraditório, com a violação da Constituição pela insegurança na transmissão dos dados que poderão ser alterados por crackers hábeis na arte de destruir e manipular a realidade virtual.

Pelo menos, por ora, entendemos inviável a criação dos interrogatórios virtuais, pela insegurança jurídica que revestiria o ato, pela falta de proteção eficaz nas transmissões de dados on-line.

Referências bibliográficas

D’URSO, Luís Flávio Borges, O Interrogatório On-line: Uma Desagradável Justiça Virtual

MOSSIN, Heráclito Antônio, Curso de Processo Penal, Atlas, São Paulo, 1998.

Só falta o Estatuto

Para que o presidente Luis Inácio Lula da Silva vá à Serra Pelada e faça a festa da garimpeirada, falta apenas a Câmara e o Senado fazerem a sua parte: aprovarem o Estatuto dos Garimpeiros que já está aprovado pela categoria.

Educação pode votar projeto sobre Estatuto do Garimpeiro
A comissão de Educação e Cultura pode votar na quarta-feira (07) o Projeto de Lei 7505/06, do Executivo, que institui o Estatuto do Garimpeiro. A proposta reconhece como trabalhador de garimpo apenas aqueles que atuam em áreas tituladas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Pela proposta, o garimpeiro poderá trabalhar de forma autônoma, em regime de economia familiar, como empregado, em parceria com o titular do direito de exploração ou em cooperativa. Em todos os casos, os trabalhadores ficam obrigados a recuperar as áreas em que causarem prejuízos ambientais, e passa a ser proibido que menores de 18 anos trabalhem no garimpo. O relator, deputado Gilmar Machado (PT-MG), apresentou parecer favorável.

Nero

Gente fina

O ECO

Na sexta-feira, durante a apresentação de um trabalho sobre desmatamento na Amazônia na sede do Banco Mundial em Brasília, um grupo presente na platéia chamou a atenção. Eram quatro pessoas ligadas à Confederação Nacional de Agricultura (CNA), entre eles Antonio da Justa Feijão, ex-garimpeiro e ex-deputado federal pelo PSDB. Ao fim dos debates, Feijão se aproximou de Paulo Adario, coordenador da Campanha Amazônia do Greenpeace, apresentou-se como consultor da CNA e prometeu que da próxima vez que algum navio da Ong aportar na Amazônia, vai tacar fogo nele.

Salve-se quem puder

Carajás a todo vapor

O ECO

Paralelamente à Operação Ananias, o Ibama iniciou nesta sexta-feira uma grande intervenção no pólo siderúrgico de Carajás, no leste do Pará. À porta de uma das empresas em Marabá foram apreendidos 100 caminhões carregando carvão extraído de mata nativa. Ninguém foi preso, pois todos os motoristas fugiram quando souberam que havia uma fiscalização em curso. Calcula-se que a carga seja de cinco mil metros cúbicos de carvão. De acordo com o diretor de Fiscalização do Ibama, Flávio Montiel, essa foi apenas uma primeira ação para coibir a carvoagem ilegal no leste da Amazônia.

Aparência

Os recentes anúncios da Associação das Empresas Siderúrgicas de Carajás de que irão entrar na linha e investir em reflorestamento para produzir carvão não comoveram técnicos do Ministério do Meio Ambiente. O setor afirmou esta semana que estava lançando um fundo para financiar o plantio de árvores. O que não contaram é que o tal fundo já existe há quatro anos. Foi uma jogada de marketing, pois no fundo o carvão ilegal continua queimando em Carajás.

Falsas entidades

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, visita o Brasil oficialmente na próxima semana. Será uma visita que pode resultar em bons acordos comerciais entre os dois países, sobretudo no setor de energia alternativa no qual o Brasil tem uma excelente tecnologia no desenvolvimento de motores movidos a etanol, extraído da cana-de-açúcar.

Entretanto, UNE e CUT, duas entidades que pouco têm contribuído para a defesa dos direitos dos estudantes e dos trabalhadores ultimamente, anunciaram que farão protestos contra a visita do principal mandatário americano, “por causa de sua política mundial”.

Embora o governo de Bush e de seus neocons não seja mesmo merecedor de elogios e aplausos - sobretudo em função desta insensata Guerra do Iraque, da qual nem ele mesmo sabe como sair -, é inegável que ele está à frente da nação mais poderosa do planeta e do principal parceiro comercial do Brasil, tanto como mercado importante para exportação dos produtos brasileiros, como para importação de tecnologia americana e também com a presença de várias companhias americanas que atuam no Brasil e geram empregos para milhares de brasileiros.

Até daria para aceitar manifestações orquestradas por UNE e CUT, se elas fossem coerentes. Senão vejamos: no primeiro mandato do governo Lula, elas se calaram convenientemente quando do escândalo do mensalão. Algo que, como toda a imprensa divulgou, foi um dos piores esquemas de corrupção já vistos no país.

O certo seria que entidades que se dizem representantes de segmentos importantes da sociedade brasileira saíssem às ruas para exigir explicações e, se fosse o caso, até mesmo o impeachment do atual ocupante do Palácio do Planalto. Mas, por se tratar de um governo de “esquerda” - alcunha que o próprio Lula faz questão de rejeitar -, elas preferiram ignorar o óbvio e enfiaram as cabeças no buraco tal qual avestruzes para não serem cobradas.

Aliás, é de se estranhar não haver greves no setor público e em setores essenciais, como, se num passe de mágica, a situação dos trabalhadores brasileiros tenha ficado um mar de rosas. E Lula aproveita o momento para sapatear, ao dizer que o governo de ex-sindicalista tem moral para proibir greves em setores essenciais do setor público, antecipando-se ao envio para o Congresso do projeto de lei do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, proibindo paralisações no serviço público. Quem te viu e quem te vê...

A CUT e a UNE também não souberam mobilizar-se quando da visita oficial do presidente Evo Morales, da Bolívia, a Brasília, no mês passado. O visitante foi o mesmo que enviou tropas do exército boliviano para ocupar as refinarias da Petrobras em seu país, por discordar dos contratos assinados pela multinacional brasileira e pelos antigos dirigentes da Bolívia. E, depois de muito bater o pé, ainda foi contemplado com um reajuste portentoso no preço do gás boliviano enviado ao Brasil. Com um detalhe: toda a tecnologia de refino e envio foi desenvolvida pela Petrobras.

Agora, quando da visita de Bush, voltam os velhos chavões anti-imperialistas. Algo que recende a anos 60, discurso velho e embolorado. E este anitamericanismo infantilóide vem sendo denunciado, com ênfase, pelo ex-embaixador do Brasil nos EUA, Roberto Abdenur. O diplomata, que se aposentou após 44 anos de carreira, confirmou as críticas ao Ministério das Relações Exteriores durante audiência pública no Senado, a quem acusa de estar contaminado por posições ideológicas.

Conforme notícia publicada no jornal Folha de S. Paulo, no dia 27 de fevereiro passado, Abdenur disse que a política externa brasileira vem agindo de forma equivocada ao impor uma postura de "aversão" aos Estados Unidos. "Não há lugar para posturas ideológicas de aversão ou distanciamento em relação aos EUA. A minha crítica maior é que há visão muito empobrecida do Brasil, de um país frágil e indefeso, ameaçado de ser engolido pela Alca [(Área de Livre Comércio das Américas) ou outras iniciativas que partam de Washington", afirmou.

Segundo o diplomata, o Itamaraty vem doutrinando os jovens aspirantes a embaixadores com leituras direcionadas que prejudicam as relações exteriores brasileiras. "Creio que as chefias do Itamaraty não têm o direito de impor suas preferências aos seus subordinados", criticou.

As conseqüências dessas atitudes serão sentidas no futuro, infelizmente...

Agora vai?

Matéria do Portal Congresso em Foco sugere que o presidente Lula anunciará na quarta-feira, 7, as modificações que fará em sua equipe ministerial. Auxiliares de Lula dizem que ele pode anunciar nesta semana o ministério que mais tempo levou para ser confirmado na história da República

Sylvio Costa

Nesta segunda-feira, 5, Lula completa 130 dias desde sua reeleição e 66 a partir da posse para o segundo mandato. E até agora, como se sabe, nada de anúncio de ministério, fato absolutamente inédito na história do Brasil republicano. Mas, acreditem, a novela está perto de terminar.

Assessores do presidente sopram aos jornalistas que o anúncio poderia ocorrer talvez nesta quarta-feira, e certamente antes ainda da convenção nacional do PMDB, a se realizar no domingo, dia 11. O Palácio do Planalto nada confirma oficialmente. Extra-oficialmente, porém, é geral o sentimento de que o assunto está próximo de se decidir, mesmo que o desfecho fique pra semana que vem.

Se a demora e a expectativa de que os principais ministros permaneçam em seus cargos geraram algum anticlímax em relação à confirmação do ministério, o estilo Lula mantém viva a possibilidade de surpresas.

O presidente evita comentar suas escolhas até com os auxiliares e correligionários mais próximos. Por isso mesmo, qualquer informação que ele adianta, em conversas reservadas, rapidamente ganha o mundo. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), por exemplo, ficou tão feliz ao conseguir emplacar o técnico José Gomes Temporão para o Ministério da Saúde que alardeou aos quatro ventos sua vitória.

Dá-se como certa a permanência dos quatro principais assessores atuais de Lula: a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; o ministro da Fazenda, Guido Mantega; o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles; e o ministro da Articulação Política, Tarso Genro, que deve ser transferido para a Justiça. Onde, por sinal, o atual titular, Márcio Thomaz Bastos anunciou sua saída há mais de dois meses e ainda aguarda a nomeação do substituto.

Com um número recorde de 34 ministros (incluindo o presidente do BC, que tem esse status), Lula tem hoje em seu primeiro escalão 17 petistas, oito sem filiação partidária e o restante distribuído por seis partidos: PMDB, PSB, PP, PTB, PCdoB e PV. No novo ministério, o PR (ex-PL) deve recuperar o Ministério dos Transportes e é preciso encontrar espaço para mais uma legenda, o PDT, que agora integra a base governista. Nesse grupo, há dez paulistas, cinco mineiros, cinco baianos, três representantes do Rio de Janeiro, três do Rio Grande do Sul e outros seis estados representados (AC, CE, GO, MA, PR e SC).

Prever com segurança qual será a nova geografia partidária do poder federal é puro exercício de adivinhação. “Quem acha que sabe está mal informado”, resume um alto dirigente petista. Mas os vazamentos ocorridos, assim como os recados dados pelo próprio Lula, permitem apontar o seguinte quadro em relação à composição do novo ministério:

Devem continuar no cargo

Celso Amorim (sem partido-SP) – Ministério das Relações Exteriores

Dilma Rousseff (PT-RS) – Casa Civil

Fernando Haddad (PT-SP) – Educação

Gilberto Gil (PV-BA) – Ministério da Cultura

Guido Mantega (PT-SP) – Ministério da Fazenda

Hélio Costa (PMDB-MG) – Ministério das Comunicações

Henrique Meirelles (sem partido-GO) – Presidente do Banco Central

General Jorge Armando Felix (sem partido-RJ) – Gabinete de Segurança Institucional

Jorge Hage Sobrinho (sem partido-BA) – Controladoria Geral da União (CGU)

Luiz Dulci (PT-MG) – Secretaria Geral da Presidência da República

Luiz Marinho (PT-SP) – Ministério do Trabalho

Marina Silva (PT-AC) – Ministério do Meio Ambiente

Matilde Ribeiro (PT-SP) – Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Patrus Ananias (PT-MG) – Ministério do Desenvolvimento Social

Paulo Bernardo (PT-PR) – Ministério do Planejamento

Silas Rondeau (PMDB-MA) – Ministério de Minas e Energia

Devem entrar

Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) – Integração Nacional

José Gomes Temporão (sem partido-RJ) – Saúde

Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) – Secretaria Especial de Direitos Humanos

Marta Suplicy (PT-SP) – Cidades ou outra pasta

Walter Pinheiro (PT-BA) – Ministério do Desenvolvimento Agrário

Deve mudar de lugar

Tarso Genro (PT-RS) – deixando a Articulação Política para assumir o Ministério da Justiça

Deve voltar

Alfredo Nascimento (PR-AM) – Ministério dos Transportes, do qual se licenciou ano passado para disputar (e ganhar) uma vaga no Senado

Devem sair

Agenor Álvares da Silva (sem partido-MG) – Saúde

Guilherme Cassel (PT-RS) – Desenvolvimento Agrário

Luís Carlos Guedes Pinto (PT-SP) – Agricultura

Márcio Thomaz Bastos (PT-SP) – Justiça

Nelson Machado (PT-SP) – Previdência Social

Paulo Sérgio Passos (sem partido-BA) – Transportes

Paulo Vannuchi (PT-SP) – Secretaria Especial dos Direitos Humanos

Pedro Brito (PSB-CE) – Integração Nacional

Incógnitas

Advocacia Geral da União (AGU) – Alvaro Ribeiro Costa (sem partido-CE). Especula-se que ele poderia ser substituído por José Antonio Dias Toffoli, ex-subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil e advogado eleitoral do PT.

Agricultura – fala-se que Lula pretende entregá-lo ao PP, até mesmo para o atual ministro das Cidades, Márcio Borges, mas o PTB e o PMDB também cobiçam a pasta.

Cidades – Márcio Fortes, do PP, briga para permanecer. O PT quer o cargo para Marta Suplicy, pré-candidata à prefeita de São Paulo em 2008 e, se as coisas saírem do jeito que ela sonha, a presidente da república em 2010.

Ciência e Tecnologia – Sérgio Rezende (PSB-RJ). Só não ficará no cargo se o PSB optar por outro nome, o que é dado como improvável.

Defesa – Lula procura um substituto para Waldir Pires (PT-BA), mas tudo leva a crer que ainda não encontrou.

Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – Luiz Fernando Furlan (sem partido-SP). Condicionou sua permanência ao poder de indicar o presidente do BNDES, condição não aceita por Lula. Mesmo assim, Furlan pode continuar.

Esporte – Orlando Silva de Jesus Júnior (PC do B-BA). O ex-deputado Agnelo Queiroz (PCdoB-DF), que deixou o cargo para disputar o Senado (e perdeu a eleição), quer a cadeira de volta.

Previdência – Tanto poderia ficar com o PDT quanto com outro partido aliado.

Secretaria de Relações Institucionais e Articulação Política – com a saída de Tarso Genro (PT-RS) para a Justiça, fala-se que a estratégica função passaria ao atual ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia (PTB-MG).

Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca – Altemir Gregolin (PT-SC) trabalha para permanecer.

Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – não é certa a permanência de Nilcéa Freire (sem partido-RJ)

Turismo – Walfrido Mares Guia (PTB-MG) pode sair para uma área mais importante, abrindo espaço para Lula entregar o ministério a algum partido da base governista.

Lula diz que não ao terceiro round

LULA DESCARTA UM TERCEIRO MANDATO

Gustavo Krieger
Correio Braziliense
2/3/2007

Presidente abre o jogo e diz que não se pode “brincar com a democracia”, mas quer eleger seu sucessor em 2010


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva jurou ontem que não pensa em mudar a Constituição para garantir um terceiro mandato. “Isso é inexeqüível e a gente não pode brincar com a democracia”, disse em um encontro com jornalistas no Palácio do Planalto. “Quero eleger um companheiro”, declarou o presidente. “Nada é pior para um político que acabar o mandato sem que o seu candidato o queira no palanque.” E brincou: “Quero terminar o governo tão bem que eu possa recusar convites para subir nos palanques.”

Nas últimas semanas, surgiram em setores do PT propostas que poderiam aumentar a permanência de Lula e do partido no poder. Uma delas foi a possibilidade de o presidente convocar plebiscitos sem precisar de aprovação do Congresso, o que abriria espaço para uma eventual consulta popular que autorizasse o presidente a tentar uma segunda reeleição. A segunda seria a adoção do parlamentarismo, o que permitiria a ele continuar no poder como primeiro-ministro. Mas o presidente garante que não vai incluir nenhum artifício continuista na discussão da reforma política. “O Congresso pode discutir o que quiser na reforma. O presidente da República não vai se meter”.

Lula aproveitou a conversa em tom mais descontraído para reconhecer o radicalismo dos primeiros tempos do PT. “Nós chegamos na Constituinte com 16 dos 500 deputados e tínhamos um projeto fechado de Constituição”, lembra. “Se a gente tivesse aprovado aquela Constituição, hoje eu estaria reclamando dela”. Quando um repórter perguntou o que teria acontecido se ele tivesse sido eleito presidente em 1989 no auge do radicalismo, o presidente disse: “Acho que teríamos feito melhor do que o que fizeram (o governo Collor). Mas dou graças a Deus pelos 12 anos (entre a derrota de 1989 e a eleição em 2002). Foram a minha universidade. Cheguei ao poder mais preparado que em 89”.

Ministério
O presidente voltou a dizer que não tem pressa em fazer a reforma ministerial. “Vocês (jornalistas) escrevem todos os dias que algum ministério não está funcionando porque o ministro não sabe se vai ficar”, disse. “Ano passado, durante a campanha, quando eu não sabia se ia continuar, foi que eu mais trabalhei”. Ele se recusa até mesmo a confirmar a permanência de ministros que receberam encargos importantes, como Fernando Haddad, que está finalizando um pacote de medidas na área da educação. “Se algum ministro novo entrar, vai se adequar ao programa do governo e dar continuidade ao que está sendo feito”, afirma.

Apesar do nervosismo dos partidos aliados, que esperam por cargos na reforma ministerial, Lula jura que não está se sentindo pressionado. “Nunca tive uma situação tão favorável para formar um ministério como agora”, diz. “Todos sabem que eu tenho de contemplar os partidos, mas os partidos sabem que podem pedir tudo, mas a última palavra é a do presidente da República”.

Por enquanto, Lula continua a avaliar a força de cada um dos aliados. “Todos os dias leio na imprensa que algum deputado trocou de partido. Preciso esperar isso acabar. Não dá para fazer um acordo com um partido que tem tantos deputados e depois de nomear o ministro ver que o partido ficou com uma bancada menor”.

Emoção com A marcha dos pingüins

O presidente Lula chorou ao assistir o filme A marcha dos pingüins. Essa foi uma das confidências que ele fez no café da manhã com os jornalistas. “É muito difícil ser pingüim”, concluiu depois de ver o documentário. Brincando, disse que vai dar um beijo no diretor Luc Jacquet, vencedor do Oscar de 2006. Em tom entusiasmado, contou aos repórteres a odisséia dos animais pela sobrevivência. “O macho passa um tempão com o ovo em cima dos pés, para proteger. Quando finalmente nasce o filhote, vem os outros animais para comer”. A lembrança sobre os pingüins não veio do nada. Fez parte de um raciocínio mais longo do presidente sobre a desagregação da família, que para ele é o grande problema da sociedade brasileira hoje. O filme apareceu não só como um exemplo de animais que fazem tudo pelos filhotes, mas também como um raro exemplo de programação educativa dentro da indústria cultural. “Os meninos passam o dia na internet ou assistindo televisão”, disse. “O que eles aprendem de bom? Não há nada de educativo”.

Livre da pressão de uma entrevista formal, o presidente soltou-se mais. Contou aos jornalistas que quer reformar o Palácio do Planalto. “Se a gente passa dois dias fora, um fim se semana que seja, quando volta tem alguma torneira que não funciona”. Destacou que está procurando por um local para instalar os ministros e assessores palacianos enquanto a reforma durar, mas não resistiu a fazer duas brincadeiras.

Buriti
Na primeira, disse que “o problema, depois da reforma, é que não vai ter gabinete para todo mundo voltar. Vai ter gente que vai ficar sem sala”. Quando um jornalista sugeriu que ele ocupasse o Palácio do Buriti, já que o governador José Roberto Arruda transferiu a administração do Distrito Federal para Taguatinga, o presidente brincou: “É melhor não. Podem fazer uma manifestação lá na frente, achando que é o Arruda quem está lá”.

Depois dos meses tensos do final de 2005 e da campanha de 2006, o presidente está de bem com a vida. Ancorado em bons índices de popularidade e embalado pela reeleição, decidiu melhorar as relações com a imprensa. Dessa vez, reclamou pouco das notícias publicadas nos jornais. Mas não deixou de fazer sua provocação. “O que me impressiona quando alguém fala com o presidente é a criatividade das pessoas”, contou. Ele disse que ao ler relatos sobre conversas dele com interlocutores na imprensa lembra de um curso de psicodrama que fez quando era sindicalista em São Bernardo do Campo (SP). “Num dos exercícios, em uma mesa redonda, cada um passava uma frase para o vizinho. Quando retornava ao primeiro, a frase era completamente diferente”.

Dia histórico para garimpeiros

Vale cede e garimpeiros voltarão à explorar Serra Pelada
Fotos: Pedro Paulo
A Companhia Vale do Rio Doce assinou ontem na presença do ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, uma carta de Compromisso devolvendo os cem hectares do Garimpo de Serra pelada à Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), num dia considerado histórico pelos garimpeiros.

A exploração daquele que já foi o maior garimpo de ouro à céu aberto do mundo, localizado no sudeste do Pará, estava inativo desde 1992. A Vale, de acordo com o documento cuja anuência foi referendada pela autoridade mineral federal, o Departamento de Nacional de Produção Mineral (DNPM), cedeu direitos minerários à Coomigasp, que reúne 45 mil garimpeiros em seus quadros.

"No acordo a Vale explorará apenas calcário em 49 hectares por prazo indeterminado. Caso haja a ocorrência de outros minérios, estes pertencerão à Coomigasp", disse ao blog Raimundo Benigno, presidente do Sindicato dos Garimpeiros de Serra Pelada.
A exploração não será manual, o novo projeto, apesar de mecanizado, deve atrair entre 60 e 70 mil garimpeiros para o antigo garimpo.
Empresas interessadas da China, Japão, Canadá e Estados Unidos já demonstraram interesse na exploração e emissários destas empresas já iniciaram conversações com diretores da Coomigasp.

James Cameron garante: achamos o túmulo de Jesus


BBC/Brasil

Diretor disse no entanto que não questiona a Ressurreição

Um documentário a ser exibido no Brasil em um canal de TV a cabo no dia 18 de março afirma ter identificado o túmulo onde foram enterrados Jesus Cristo, sua mãe Maria, e Maria Madalena.

Intitulado The Lost Tomb of Jesus (ou "O Túmulo Perdido de Jesus", em tradução livre), o documentário foi produzido pelo diretor do filme Titanic, James Cameron, para o canal de TV Discovery Channel.

As supostas revelações do documentário fazem referência a um túmulo encontrado em 1980 no subúrbio de Talpiot, em Jerusalém. Nele, os arqueólogos encontraram dez caixões – ou repositórios de ossos – e três crânios.

Seis deles portavam inscrições que foram traduzidas como Jesus, filho de José; Judá, filho de Jesus; Mariamne (apontado como o verdadeiro nome de Maria Madalena); Maria; José; e Mateus. Mas, à época, o achado não gerou grande interesse, porque os nomes eram comuns há dois mil anos.

Quinze anos depois, a equipe submeteu os resíduos de ossos a testes de DNA, e verificou que não havia parentesco entre os ossos que seriam de Jesus e Maria Madalena, levando-os a concluir que ambos só poderiam estar na mesma tumba se fossem casados.

Cheiro de queimado

"Prometida" para o ex-Deputado Federal José Priante como cota pela derrota de sua candidatura ao governo do Pará, a Eletrobrás está na alça de mira de uma investigação que apura desvios que chegam a R$ 1 bi. Leiam matéria do Jornal do Brasil abaixo, apurada pela repórter Lorenna Rodrigues:

Fraude de usinas do Norte chega a R$ 1 bilhão

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspeita que usinas da região Norte desviaram quase R$ 1 bilhão em óleo combustível comprado com dinheiro dos consumidores de energia, incluindo os residenciais. Os alvos da investigação são geradoras do grupo Eletrobrás. Dados preliminares da Aneel mostram que cerca de 400 milhões de litros desapareceram dos estoques das usinas entre 1995 e 1999. Reservados para consumo interno, podem ter sido vendidos irregularmente a autoprodutores ou a usinas clandestinas da região.

A Eletrobrás não se manifestou até o fechamento da edição.

- Se ficar provado o desvio do insumo, as empresas serão obrigadas a devolver o combustível desviado - diz uma fonte da agência.

Segundo o técnico, se houver constatação de fraude, a Aneel vai alertar o Ministério Público e a Polícia Federal. Nesse caso, os gestores correm o risco de serem indiciados criminalmente. A investigação da Aneel tende a ser concluída até o fim de abril, quando acaba o prazo para as empresas se explicarem. O prejuízo com o desvio do óleo combustível pesa no bolso de todos os brasileiros que consomem energia elétrica. Afinal, o dinheiro usado para comprar o insumo que gera energia em termelétricas da região Norte tem origem na Conta Consumo de Combustíveis Fósseis.

A chamada CCC é custeada pelos consumidores e representa de 2% a 4% da conta de luz. Os recursos são administrados pela Eletrobrás, que é também responsável pela compra do combustível usado por suas geradoras - a maior parte das usinas que recebem o dinheiro.

- Há um conflito de interesses entre a Eletrobrás como gestora e empresa que utiliza o dinheiro - declarou o diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, no início do mês.

No ano passado, a agência descobriu um rombo de quase R$ 500 milhões causado pela má gestão do dinheiro da CCC. A Aneel notificou quase todas as usinas estatais da região Norte por usar o combustível subsidiado em máquinas ineficientes, o que é proibido por lei. Cerca de 200 milhões de litros foram usados irregularmente. A Aneel fez acordos com as empresas, que deixam de receber o dinheiro da CCC até que o valor devido seja ressarcido. Três empresas, porém, não concordaram com o acordo e foram multadas.

A Eletronorte terá que pagar multa de R$ 6 milhões, a Eletroacre, R$ 2,8 milhões e a Companhia Energética do Amazonas (Ceam), R$ 1,7 milhão. Todas recorreram à diretoria da agência, que ainda não se manifestou. Em agosto do ano passado, a Aneel multou a Eletrobrás em R$ 12 milhões por comprar combustível acima do preço de mercado. A empresa também recorreu dentro da própria agência. Desde 2001, a Aneel intensificou a fiscalização dos recursos da CCC. Até então, os gastos eram monitorados só pela Eletrobrás, que não exigia comprovação de como o combustível era usado.

A Aneel determinou que as empresas enviassem relatórios com quantidade de combustível comprado, quantidade recebida e energia gerada desde 1999. O cruzamento dos dados mostrou o desaparecimento dos milhões de litros de óleo. A fiscalização começa a dar resultados. No início do mês, a agência determinou uma redução de 36,6% no valor da CCC para este ano, o que vai representar, para o consumidor final, alívio de até 1,4% na conta de luz.

Até agosto, as usinas terão de instalar medidores eletrônicos de fluxo de combustível e da energia gerada, que mostrarão se o óleo subsidiado está sendo realmente utilizado para gerar energia.

Modelos de capitalismo

CAPITALISMO IDEAL:
Você tem duas vacas. Vende uma e compra um touro. Eles se multiplicam, e a
economia cresce. Você vende o rebanho e aposenta-se rico!

CAPITALISMO AMERICANO:
Você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro
vacas. Fica surpreso quando ela morre, mas até a morte você ficou rico.

CAPITALISMO FRANCÊS:
Você tem duas vacas. Entra em greve porque quer três.

CAPITALISMO CANADENSE:
Você tem duas vacas. Usa o modelo do Capitalismo americano. As vacas morrem.
Você acusa o protecionismo brasileiro e adota medidas protecionistas para
ter as três vacas do capitalismo francês.

CAPITALISMO JAPONÊS:
Você tem duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de
uma vaca normal e produza 20 vezes mais leite. Depois cria desenhinhos de
vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.

CAPITALISMO SUIÇO
Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos
outros.

CAPITALISMO CHINÊS
Você tem duas vacas toma emprestado um touro de um país desenvolvido, cujo
pagamento será um touro por ano deste capital emprestado, 300 pessoas tira o
leite delas em troca de 50 ml de leite cada um. Você se gaba de ter pleno
emprego e alta produtividade ser competitivo e de estar crescendo.

Essa foi enviada por um amigo e circula na Internet.

CAPITALISMO BRASILEIRO?
Você tem duas vacas. Uma delas é roubada. O governo cria o CCPV -
Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca. Um fiscal vem e te autua,
porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo
número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. A Receita Federal, por
meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de
couro, botões, presumia que você tivesse 200 vacas e para se livrar da
encrenca, você dá a vaca que realmente possui para o fiscal deixar por isso
mesmo e fica com a roubada produzindo muito pouco pois não pode produzir
muito leite senão aparece.

Nota do blog: Faltou o Capitalismo Italiano
O capitalismo italiano consiste no governo dar uma vaca para cada produtor. Naturalmente eles nunca ficarão ricos, mas, têm a esperança do Berlusconi passear com a nova namorada, de carro, para mostrar-lhes a beleza dos campos do interior da Itália. Para se mostrar ele compra todas as vacas e fica todo mundo bem.

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