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Produção de energia sustentável na Amazônia: Uma visão

Sobre o post Deputado Asdrubal Bentes expõe as dificuldades na Amazônia


Um Anônimo disse...

Jornalista Val André

O comentário que vou expressar não pode ser confundido com opinião contrária ao cultivo da cana-de-açúcar e ao etanol, que hoje se transformou num "boom" do agronegócio, fazendo renascer as práticas de indolência com a produção. Sou contra a cana na Amazônia. Não precisamos dela e dos seus efeitos colaterais para desenvolver e produzir riquezas.O negócio da CANA é monopolizador. Uma Usina comanda grandes extensões de terra onde os chamados produtores, donos destas terras arrendam-as às Usinas e ficam de pernas para o ar contando os bons lucros que este arrendamento proporciona, ou migram de atividade tendo a atividade rural como mera expeculativa. Imagina um assentado, como já conhecemos, com grana no bolso e sem fazer nada...só na cana gole abaixo...Não se produz nada. Arrenda terras.

Na nossa região,o Carajás, onde está fincado o maior número de famílias assentadas do mundo, com àreas entre 5 e 20 alqueires, sem respeito, sem regularização fundiária, sem produção nenhuma, sem governo, não é cabível que nossos políticos pensem em importar uma atividade monopolista, tutorial e de excessão de oportunidades, promovendo que estas pessoas hoje assentados, virem boias frias da cana, num processo por mim muito mal visto. Esta migração de alimentos para alcool que o agronegócio brasileiro esta se metendo é uma roubada da forma em que estamos fazendo. Gostaria de ressaltar que uma boa proposta e uma boa briga seria a instalação do imediato processo produtivo nestes assentamentos, com investimentos competentes, e pode crer se isto acontecer, transformando estas terras em grande produtora de alimentos.O Carajás já nascerá como o Estado mais rico do norte. Terras férteis sem produção e nem rumo, com a aquiescência dos nossos políticos e governantes é o que temos aí. Agora a solução é entregar para os usineiros o controle desta bagunça. Temos que cobrar de nossos políticos, que nunca nos houvem, pois como os conheço, sei que só ouvem aos seus ímpetos, nem sempre de boa fé e quase nunca de bons resultados, que façam com que consigamos atingir os objetivos de que nossa terra produza alimentos como hoje estamos a produzir carne, nestas quintas de 5 a 20 alq, que juntas formarão centenas de milhares de alqueires a produzirem o que é mais seguro e menos especulativos para o Brasil junto ao ao mundo....ALIMENTO!

Depois do Bush aqui, o etanol estourou. Antes vc viajava pelo interior de SP e via a diversificação da produção com vastas àreas de culturas das mais diversas. Café, laranja, hortaliça, milho, soja, frutas, etc, e hoje quando faz a mesma viajem, só cana, cana e cana....acabou a comida.

Já existem dados da ONU que o mundo perdeu mais de 4% real na produção de alimentos o ano passado por influência da ocupação da àrea de produção do etanol e este ano com certeza só o brasil terá uma queda considerável migrando suas terras no oeste e norte que antes produziam comida para o etanol. Precisamos de um projeto macro de utilização e posicionamento zonal da produção agrícola e animal. Tem que se definir e equilibrar a produção do campo, onde se produz o que e porque, sob pena de que quando estivermos produzindo muito álcool os EUA estarão produzindo muitos grãos (muito alimento)... É assim que entendo que eles (EUA) querem e é assim que entendo que será.

O dia em que O Japão quiser, a Indonésia esta lá esperando para produzir etanol, com grande produtividade. Isto é um fato. A China tem terra que não acaba mais agriculturável e boa. Assim que caírmos bem na produção de alimentos, eles vão puxar o tapete e os EUA na condição de hoje ser o maior produtor de etanol do mundo, a partir do milho, e já com experimentos comprovados da extração do etanol de folhas de àrvores, em uma Universidade de lá,

estaremos frágeis e teremos que importar alimentos de novo e até se estabelecer uma nova plataforma de produção com a migração dos produtos, sofreremos bastante.

Conseguimos ser o 1º em Soja, depois só caimos, e o povo com fome...

Produzir etanol sim, mas onde podemos produzir alimentos, não.

Abraços do amigo

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Sei de quem se trata o anônimo.
E vocês. O que acham do comentário?

Comentários

Ricardo Rayol disse…
Apoiadíssimo, talvez o diabo não seja tão ruim como pintam, mas que é muito estranho é.

Apesar que para quem bebe cachaça plantar cana garante a sobrevivência do vício.
Anônimo disse…
Amigo Val André...

Toda e qualquer forma de monocultura em solo amazônico é preocupante. Principalmente pra nós que estamos acostumados a tanta diversidade, a uma cobertura florestal tão densa e ecletica.
Acho que nós (amazonidas)deveriamos ser mais ouvidos nesses processos, nestas mudanças politicas de pautas desenvolvimento.
Ainda é possivel salvar a cobertura florestal amazonica, gerar desenvolvimento com qualidade ambiental e de vida, distribuição de renda etc. e tal.
Nós só precisamos dar valor e suporte técnico a tudo que nós construimos: Aos assentamentos que foram criados sem criterios ou melhor a partir de criterios politicos, as empresas que aqui estão atendendo ao chamado da ¨omissão do estado¨ da irresponsabilidade ambiental passada, dos insumo sem criterios etc... (para que as coisas não fiquem ao prazer dos aventureiros). O que precisamos é resgatar a dignidade, e tratar as coisas de forma correta. Esquecer de uma vez por todas o famoso Jeitinho Brasileiro que os politicos tanto usam como argumento.

Fiquei feliz com a qualidade de seu Blog.

Um Abração

TR
Gostaria de formar uma opinião com estudos científicos sobre esse tema, controverso, sem dúvida.

Tony obrigado por sua visita. Volte sempre.

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