Água: o desperdício pode ser evitado, sem jogar recursos pelo ralo

Hoje no Semirário Direito de Propriedade e Desenvolvimento Econômico, patrocinado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, ficou ressaltado a importância da preservação e utilização racional dos recursos naturais do país sob pena do Brasil entrar numa curva de declínio em sua produção de alimentos.
"A água será uma comodity tão valorizada como é atualmente o petróleo. A falta da água terá consequências catrastóficas para as regiões onde esse recurso é a garantia para a produção de alimentos na agricultura", destacaram os conferencistas.

Vejam que a questão não está assim tão longe de preocupações imediatas. Leia artigo abaixo.

No início deste mês de novembro, foi noticiada pela imprensa a megacampanha que o governador do Estado de São Paulo, José Serra, quer lançar para evitar o risco de racionamento de água. Essa intenção, se levada à prática, vai promover na realidade um grande desperdício de recursos. E por quê o governo estadual paulista estará na verdade "jogando dinheiro pelo ralo"? A explicação está na série de equívocos conceituais que caracterizam a proposta. Em entrevista recente a uma rádio paulistana, o superintendente de Comunicação da Sabesp, Raul Cristiano, sugeriu aos ouvintes que "colocassem um tijolo dentro da caixa em sistemas de caixa acoplada". Nada mais ilustrativo da falta de rumo e de propostas mais sérias e de efeito permanente em relação à economia de água pelos responsáveis por essa área na concessionária paulista de saneamento.

O desperdício de água em São Paulo ultrapassa os 40% do volume tratado, de acordo com especialistas - parte desse montante, ou cerca de 10% dele, trata-se de perda de receita por desvios ilegais (os famosos "gatos", ou seja, roubo de água pura e simplesmente), mas a maioria é por problemas nas redes de distribuição da Sabesp. Estas estão, especialmente nas áreas mais antigas, como a capital paulista, por exemplo, deterioradas, com canos enferrujados, gerando vazamento e desperdício considerável. Somente para comparar: metrópoles como Tóquio, no Japão, reduziram as perdas físicas a cerca de 3% do total de água tratado. Essa é uma boa área para começar a investir recursos, com ganhos para todos: contribuintes, governo e o meio ambiente, prejudicado pela sempre crescente necessidade de novos reservatórios de água, que acabam promovendo o desmatamento de florestas.

Além dessa ação, é necessário implementar, em todos os níveis de governo (municipais, estaduais e federal), programas de uso racional da água, que geram economia permanente no consumo do líquido cada vez mais escasso.

Lição de casa

Para Paulo Costa, consultor e especialista em programas de uso racional da água, as prefeituras e os governos estaduais e federal deveriam dar o exemplo. "Se os prédios públicos, as escolas, hospitais adotassem medidas racionalizadoras, seria - além de um belo exemplo para a sociedade- uma economia gigantesca no gasto da água. Além disso, com o dinheiro economizado, essas autarquias poderiam investir em campanhas de conscientização através de ações educativas junto à comunidade, esclarecendo sobre as maneiras de evitar o desperdício, as formas de economizar e as fontes alternativas para a captação de água, bem como a diferenciação dos usos da mesma, ou seja: para algumas atividades não há necessidade de utilização de água tratada".

Medidores individuais

Outra forma é a criação de uma lei que obrigue as novos edifícios a instalarem medidores individualizados. Na maior parte dos condomínios brasileiros a cobrança da conta de água é feita em conjunto, e não condômino por condômino. Isso significa que o custo é rateado por todos os moradores, e aqueles que gastam menos acabam pagando o mesmo que aqueles que gastam mais. "Sabemos que o brasileiro gasta , em média, cinco vezes mais água do que o volume indicado como suficiente pela Organização Mundial da Saúde e somente com a medição individualizada é que as pessoas mudarão seus hábitos". Alguns exemplos bem-sucedidos também podem ser copiados. Veja os exemplos:

México - Em 1991, o governo mexicano criou o " reposition cost", substituindo três milhões e meio de válvulas por vasos sanitários com caixa acoplada, de 6 litros de descarga, obtendo uma redução de consumo de 5 mil litros de água por segundo." Reposition cost" era o preço que cada proprietário de edificação, dos mais variados usos, havia pago pala reposição das bacias, trocadas em locais autorizados para tanto, e que era devolvida pelo governo.

Nova York - Conseguiu instalar mais de um milhão de bacias sanitárias economizadoras, entre 1994 e 1996. A prefeitura reembolsava as despesas dos moradores e empresários locais com a troca de bacias. A iniciativa poupou 216 milhões de litros de água por dia e o investimento se pagou em quatro meses.

Los Angeles - O governo da Califórnia ofereceu redução de impostos para toda a troca de bacias com consumo superior a 6 litros. Também utilizou uma intensiva campanha publicitária nos meios de comunicação, mostrando as vantagens e a economia provenientes da troca de bacias.

Japão - Lá foram mudadas as regras da construção civil e os condomínios, hotéis e hospitais passaram a ser construídos com sistemas particulares de reaproveitamento de águas servidas. Nos mesmos, a água sai pelo ralo do box ou da banheira, segue por canos independentes até um pequeno reservatório que abastece os vasos sanitários da edificação. Só então vira esgoto que, em algumas cidades é tratado e reutilizado em processos industriais.

É importante lembrar que, das águas da Terra, apenas 2,5% são doces e, destas, mais de dois terços estão inacessíveis para consumo humano. O Brasil detém cerca de 12% da água doce disponível no mundo, mas mais da metade (54%) desse total localiza-se na Amazônia e na bacia do rio Tocantins, onde está a menor população por quilômetro quadrado do país.

Essa situação faz com que metrópoles dos estados do Sul/Sudeste e Nordeste brasileiros sejam obrigadas a buscar água em mananciais cada vez mais distantes, devido à poluição das águas por dejetos humanos e industriais e ao assoreamento de rios, lagos e represas, a um custo que aumenta exponencialmente e com danos ao meio ambiente. Cada nova represa e reservatório de água provoca desmatamento e, assim, contribui para diminuir o ciclo das chuvas e a quantidade de água doce disponível nessas regiões. É dever do poder público implantar medidas que racionalizem o uso dos recursos naturais, visando à boa gestão de recursos públicos, preservando o meio ambiente.

Paulo Costa
Consultor e especialista em programas de racionalização de consumo de água.

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Asdrubal defende governadora no caso da menor presa em cela com homens

Foto: Ag. Câmara












O deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB-PA) defendeu a governadora Ana Julia Carepa de responsabilidade direta sobre o caso da prisão de uma jovem menor de idade em Abaetetuba, nordeste do Pará, fato que repercutiu nas manchetes da mídia nacional e internacional trazendo de volta o Pará para o cenário daqueles Estados denominados sem lei.

"Não é verdade que o Estado do Pará seja um Estado sem lei, o fato ocorrido, deplorável, detestável, revoltante, repugnante merece o repúdio de todos nós", disse Bentes.

Para o parlamentar é necessário que se faça uma reflexão: seria esse um fato isolado ou seria apenas aquele que mais repercutiu diante de outros que já ocorreram? Estaria o nosso sistema penitenciário à altura de atender a nossa população com dignidade, com honradez, ou esse fato é apenas um de tantos outros que demostram a falência do sistema penitenciário brasileiro? Volta e meia, o que se vê por aí são fugas, motins, mortes e violência nos presídios, enfim, a falência do sistema penitenciário, destacou o parlamentar.

Na avaliação do deputado "tentar transformar esse lamentável episódio em fato político para atribuir-se exclusivamente à Governadora Ana Júlia Carepa a responsabilidade pelo crime ocorrido em Abaetetuba é ato de mesquinhez inaceitável."

"A Governadora Ana Júlia é mãe, é mulher, tem uma filha basicamente da mesma idade da jovem violentada, estuprada no presídio em Abaetetuba."

"Não aceitamos o ato ocorrido", reagiu Asdrubal Bentes que exigiu apuração do crime e punição dos responsáveis sob os rigores da lei, dizendo não concordar e não aceitar que se queiram auferir dividendos políticos à custa da imagem da Governadora.

"A reflexão deve ser feita. E o que devemos fazer, na bancada paraense, Deputados e Senadores, é unir-nos todos para irmos ao Ministro da Justiça e ao Presidente da República buscar recursos para instalar, em todas as delegacias dos municípios celas femininas", sugeriu Asdrubal.

Bentes destacou que a Governadora tem 10 meses de governo e recebeu a segurança pública em estado caótico, em menos de 10% dos municípios as delegacias têm celas femininas. Atribuir-se a ela essa responsabilidade é querer transformar um episódio deplorável, triste, lamentável, em um fato político que não se justifica a não ser por um ato de extrema mesquinhez.

O deputado apresentou e encaminhou à Mesa a indicação ao ministro da Justiça, sugerindo medidas emergenciais que possibilitem ao Estado do Pará dotar suas delegacias de Polícia de celas exclusivas para atendimento às mulheres.

6º caso de mulher encarcerada junto com homens no Pará

Foi em Bragança o 6º registro de um mulher sendo obrigada a dividir a cela com presos homens.

Teria 23 anos e não foi molestada, segundo a imprensa.

Ontem, o ministro da Justiça, Tarso Genro, do Rio de Janeiro, criticou duramente o Governo do Estado do Pará.

Às favas o sul e oeste do Pará

Editor do blog Sul do Pará e titular da Coluna Coisas da Política publicada no Jornal Opinião, o jornalista João Carlos Rodrigues dá o tom da visita da governadora Ana Júlia Carepa a Marabá, com direito à esticada ao município de Nova Ipixuna, onde faz campanha para seu candidato a Prefeitura.

Decepção

Na coluna do sempre bem informado jornalista Hiroshi Bogéa, edição de hoje do jornal Diário do Pará:

"Sem Carajás
Abordada pelo presidente da Câmara Municipal, Miguelito Gomes (PP), para fazer uma breve visita às obras do prédio do legislativo de Marabá, Ana Júlia não perdeu a oportunidade. “Vereador, se essa construção tiver alguma coisa a ver com o Estado de Carajás, nem piso lá”. Pessoas próximas caíram na gargalhada. Educadamente, no entanto, a governadora aceitou o convite, dirigindo-se ao local da construção."

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TRADUÇÕES DA DECLARAÇÃO DA GOVERNADORA ANA JÚLIA, NA AVALIAÇÃO DO BLOG:

1 - Às favas o povo do sul e sudeste do Pará, e por extensão o povo do oeste do Estado, que também busca sua emancipação;
2 - Às favas o compromisso com a democracia, já que o governo se posicionou contra a realização do plebiscito, através do seu porta-voz André Farias, em reunião na sede da ACP, há poucos meses;
3 - Às favas a história de lutas da própria governadora, tão identificada com as causas populares, antes de chegar ao cobiçado cargo de governadora do Estado do Pará, é claro;
4 - Às favas os deputados que dão sustentação ao Governo Ana Júlia na Assembléia Legislativa e que são favoráveis ao plebiscito que, democraticamente dê voz às populações historicamente abandonadas pelo governo do Estado.
5 - Às favas os líderes e membros dos partidos que apóiam o governo de Ana Júlia, como os deputados Giovanni Queiroz (PDT), Asdrúbal Bentes (PMDB), Bel Mesquita (PMDB), Zequinha Marinho (PMDB), Parsifal Pontes (PMDB) e tantos outros.

RESUMO DA ÓPERA: Que vão todos pentear macacos os que acreditavam na possibilidade de um governo democrático e popular.

Comentário deste blog: Quem semeia chuva, colhe tempestade.

Seminário discute direito de propriedade e desenvolvimento

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realiza nesta terça-feira (27) seminário sobre o tema "Direito de propriedade e desenvolvimento econômico".

Deverão participar da abertura o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chináglia; o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, deputado Marcos Montes; o presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, senador Neuto de Couto; o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, deputado Moacir Micheletto; o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fábio Salles Meirelles; e o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

Durante o seminário, serão proferidas as seguintes palestras: "Agronegócio e a questão fundiária", pelo ex-ministro da Agricultura Alysson Paulinelli; "Legislação e a questão indígena", pelo procurador do Estado de Santa Catarina Loreno Weissheimer; "Critérios para a criação de Unidades Nacionais de ConservaçãoConvidado", pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ilmar Galvão; "Faixa de Fronteira", pelo assessor Jurídico da Federação da Agricultura e da Pecuária de Mato Grosso (Famato/MT), Luis Alseu Moojen Ramos.

O seminário será realizado às 14 horas, no auditório Nereu Ramos.

Uma visão de gestão ambiental por Tony Rosa

PASSANDO A LIMPO

Por: Antonio Rosa

Sociólogo, Esp. Gestão Ambiental

O Estado do Pará passa hoje por período muito similar ao da guerra fria entre, as então, superpotências bélicas URSS e EUA e seus respectivos blocos políticos e econômicos, na década de 80. De um lado figura como ator principal, o principal agente de regulação ambiental de nosso Estado: a SEMA – Secretaria de Estado de Meio Ambiente tendo como adversários os destruidores do meio ambiente, isto é, as atividades que fazem uso dos recursos naturais ainda abundantes no Pará e/ou aquelas que emitem alguma forma de poluente, sem qualquer compromisso com a legalidade, com a recuperação ambiental e com a sustentabilidade do desenvolvimento do Estado, pra ser mais claro, os aventureiros, os empresários sem compromisso.

Na Guerra Fria todo o mundo observava atônito e preocupado o jogo, e esperava nervoso o resultado final da contenda "fria", isto é: A declaração clara de guerra entre os dois blocos, para que cada país fizesse sua opção política; ou entendimento entre os blocos para que todos juntos celebrassem a paz mundial e o fim da discórdia.

No Pará a "coisa" não é tão diferente. Quem observa atônito e preocupado o fim da crise e a celebração da "paz", ou melhor, do TAC que a celebrará, são as empresas que ao longo da história procuraram proceder dentro dos limites aceitáveis e/ou dentro da regularidade ambiental, o que pressupõe: Empresas devidamente licenciadas, com seus pedidos de renovação em dia, com os seus planos e projetos ambientais seguidos integralmente.

É justamente nesta relação que está o problema maior da crise que esta prejudicando o desenvolvimento do Estado, e que de forma efetiva, está comprometendo o funcionamento das empresas: a Falta de discernimento, ou melhor, critérios para separar "o joio do trigo"; pra ser mais claro: Os bons, dos Maus; o que interessa e o que não interessa; o que é política e socialmente aceitável pela comunidade paraense e o que não é; o que segue o trilho do desenvolvimento que, nós paraenses queremos do que não queremos (o ambientalmente correto já está claro e definido).

No entendimento, deste humilde servo do povo, existem caminhos que, de uma forma clara e prática poderiam apontar o final da crise interna (mais de 7.000 processos tramitando, alguns com mais de 2 anos), para depois, pensarmos e efetivarmos as medidas de ajuste, que vão de forma técnica e sem segredo, reduzir os problemas que realmente estão comprometendo a qualidade ambiental de nosso estado. (A crise exterior).

Assim:



  1. O Principal mecanismo da Gestão Ambiental é o Licenciamento, que representa o controle exercido pelo Órgão sobre as atividades impactantes/poluidoras, isto implica em, saber quais são, como estão funcionando e como estão distribuídas no estado (acredito que o Estado não possui o conhecimento total destas atividades). Para chegarmos a esse conhecimento podemos agir de duas formas: Podemos Cadastra-los através de censo (na fonte primaria, muito trabalhoso e demorado), podemos usar ainda, como fontes, os cadastros da SEFA, dos Municípios para atualizar o da SEMA; ou criamos mecanismos de incentivo para chamar todas as empresas a um licenciamento ambiental primário ou provisório, enfim, ao licenciamento. O que poderia ser feito através de instrumentos como AFs (Autorizações de Funcionamento) etc.

  2. A partir desse chamamento seria possível ajustar sem penalidade, sem ônus criminal, sem tratar os empresários que o atenderam como criminosos, as atividades impactantes. Esse compromisso de ajustamento poderia ser firmado com o aval do Ministério Publico Estadual, através de TACs ou mesmo de Acordos Administrativos etc. Bom, aqueles que não atenderem ao chamado serão tratados com o rigor da Lei.

  3. Para desonerar a SEMA deste volume gigantesco de processos, o caminho é a Descentralização, isto é, repassar aos municípios que tem condições de assumir e/ou possibilitar que os municípios assumam a gestão das atividades de impacto local. Estas atividades em suma, representam boa parte dos processos encalhados na SEMA, por falta de pessoal, por falta infra-estrutura etc.

  4. Zonear o Estado usando como matriz primaria as mesorregiões pré-definidas ou o próprio PAC do Governo Estadual, com a finalidade de organizar e distribuir os processos para o licenciamento ambiental e definir equipes técnicas de fiscalização e licenciamento para cada uma das mesmas;

  5. Para resolver o problema imediato, vou usar uma Frase várias vezes utilizada pelo nosso atual governo do estado, com relação a postura dos governos anteriores no trato ambiental: "Dada a Omissão", aí eu acrescento, ambiental anterior (eu prefiro e acredito que foi mesmo pela falta de condições operacionais dos gestores da SECTAM) muitos processos estão "parados" pelo não cumprimento de condicionantes e notificações que pouco, ou nenhuma vez foram cobradas, muitas vezes, elas dizem respeito a ajustes simples que passam despercebidas pelo empreendedor, por que ficam nas mãos das empresas de assistência técnica e contábil, que são representantes do empreendimento junto a SEMA (como acontece isso!!!). Se há o entendimento que o não cumprimento destes itens não vão causar um impacto realmente comprometedor, se a lei ampara, TAC ou ACORDO ADMINISTRATIVO neles, um novo prazo pra adequação do Empreendimento, pra que esta exigência seja realmente cobrada. Ouvi de uma das pessoas que mais respeito no campo Ambiental, uma frase mais ou menos assim: - " Devemos sempre partir do principio que todos são inocentes, até que se prove o contrario". Neste sentido, eu entendo que, se no passado o órgão, por um motivo ou por outro-, não foi capaz de cobrar ou fiscalizar o que estava exigindo, de verificar o cumprimento do ajuste e mesmo assim renovou o licenciamento da atividade, ele foi conivente com o erro do empreendimento (como isto aconteceu!!!!!!!).

  6. Outra coisa importante: Devemos priorizar o atendimento e a análise dos projetos realmente importantes, que resolvem problemas de segmentos empresariais, de classes sociais, que podem, dada a morosidade, comprometer o desenvolvimento do Estado.
    É inconcebível, por exemplo, que pela falta de um CPF, de uma publicação simples no diário oficial e em jornal de circulação um processo fique parado por meses, (muitas vezes o empreendimento é da zona rural de São Felix do Xingu e as correspondências chegam lá com uma facilidade de dar inveja, né?) tem coisas que no momento da entrega da licença podem ser resolvidas.

  7. Por que não se instala um box do Diário Oficial do Estado no Protocolo da SEMA, pra facilitar a publicação?

  8. Valorizar os funcionários do quadro, da Semma, efetivados ou temporários que com muita garra e força de vontade desenvolvem um bom trabalho.

É importante lembrar que a Guerra, a crise à que me refiro não está necessariamente ligada a corrupção como muitos propagam, é claro que existem desvios de conduta como bem a Polícia Federal sabe, mas há de valorizar a ética moral da gestão atual que possui a integridade necessária para a condução do órgão (este elogio e pessoal ao quadro confiável e ao Ortega).


Enquanto isso, nós aguardamos as reformas administrativas, as mudanças de conceitos, a criação de manuais, a contratação de funcionários, a criação e ampliação das forças tarefas - e por falar em força tarefa no começo do ano houve uma para a gestão florestal, cadê os resultados na região sudeste? – e o cumprimento dos compromissos político-partidários (depois que definirem a que tendência cabe o quê.) para minimizarmos os impactos da guerra (desemprego, degradação, descontrole ambiental, corrupção etc.) e vivermos em paz.


Eu acho realmente que o governo do ponto de vista ambiental, deve definir que linha pretende seguir e que política de desenvolvimento pretende instaurar para o usuário do sistema de licenciamento ambiental poder se ajustar ou buscar outro estado para implantar sua atividade. Mas antes de definir a linha seria importante ouvir o que o povo realmente quer para o desenvolvimento do Estado.

Esse mesmo povo que pediu a mudança através do voto, merece a mesma consideração neste momento de crise.

FHC: O mal amado

Leiam o novo artigo do deputado estadual Parsifal Pontes em que, magistralmente, disseca a inveja que FHC nutre por Lula.

Aqui>>

A bravata tucana

FHC foi o principal beneficiado do esquema montado pelo "carequinha" Marcos Valério, até então, desconhecido publicitário de BH.

Lula foi o principal beneficiado do mesmo esquema.

Caiu a máscara. Ficou a vergonha. Preservou-se os dois presidentes.

Encontro nacional e Convenção dos tucanos.

FHC disse que o país não merece a máquina xerox, referindo-se de maneira deselegante e despeitada ao ineguável esforço do governo do presidente Lula ao ampliar os programas sociais que teria inventado.

FHC saiu-se com essa: O Brasil não merece alguém que sequer sabe falar o português direito!

FHC muito atrás já tinha manchado sua biografia. Agora tem um adversário nesse espaço.

Fora FHC!

Reaberta investigação sobre sumiço do sangue

TRF manda reabrir caso do sangue de índio

Desembargadora Selene de Almeida diz que esse caso viola o princípio da dignidade da pessoa humana.
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karitiana1.jpg BRASÍLIA — O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília, determinou o retorno imediato à Justiça Federal em Rondônia dos autos do processo 2002.41.00.004037-0. A ação foi impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF) naquele Estado e pede R$ 500 mil de indenização de dois pesquisadores pela coleta ilegal de sangue de índios da etnia Karitiana. A continuidade do processo foi decidida por unanimidade pela 5ª Turma do TRF.

A ação do MPF cobra dos pesquisadores indenização por danos morais porque eles teriam feito a coleta de sangue sem autorização expressa dos indígenas e da Fundação Nacional do Índio (Funai). Também pede o ressarcimento por possíveis prejuízos causados aos indígenas pela suposta destinação que deram ao material colhido (o sangue).

A empresa norte-americana Coriel Cell Repositories comercializa em seu site amostras de DNA e células de sangue dos índios Karitiana, de Rondônia. Cada amostra custa US$ 85. O MPF quer saber se o sangue é o mesmo retirado pelos dois pesquisadores. Para comprar as amostras, basta clicar aqui.

O interesse pelo sangue dos Karitiana se dá porque ele é resistente a doenças como hepatite, malária e até Aids. O New York Times, o jornal mais influente dos Estados Unidos, publicou dia 20 de junho reportagem de capa assinada por Larry Rohter sobre a coleta de sangue dos Karitiana. Segundo o NY Times, os índios estão revoltados com o caso e cobram providências das autoridades brasileiras. Leia aqui a reportagem.

A ação do Ministério Público relata que os pesquisadores se valeram de autorização concedida pela Funai para entrada e permanência de integrantes da Yorkshire Television Limited na comunidade Karitiana. Ali, eles tiveram contado direto com os indígenas, coletaram sangue, aferiram suas medidas e peso, sem autorização e conhecimento da Funai.

Segundo relato do cacique Cizino Dantas Morais Karitiana os índios consentiram com a coleta de sangue porque havia a promessa da realização de exames e fornecimento de medicamentos. Mas os resultados dos exames não foram apresentados, nem foram enviados os medicamentos prometidos. O caso foi parar no Ministério Público, que ingressou com uma ação na Justiça Federal uma vez que o sangue dos índios Karitiana foi colocado à venda no site da Coriel Cell, o que tem gerado descontentamento e revolta na comunidade indígena.

Sumiço de sangue

Além da coleta ilegal, o Ministério Público questiona na ação o sumiço de parte do sangue coletado. Segundo a ação, a Universidade Federal do Pará (UFPA) devolveu 54 frascos contendo sangue supostamente pertecentes aos índios Karitiana, mas integrantes da comunidade asseguram que o pesquisador teria coletado mais de 100 amostras, “tento depositado outro tanto em lâminas, material esse cujo paradeiro e utilização, até o presente, são totalmente ignorados.

O cacique Cizino Karitiana revela em seu depoimento ao MPF: “... a coleta do sangue foi feita de todo Povo Karitiana, inclusive, retirada de sangue dos índios que se encontravam na Casa do Índio, em Porto Velho.. .” Ao depor, um dos acusados afirmou que, ao coletar o sangue, a sua intenção era no sentido de ajudar a melhorar a qualidade de vida e reduzir as enfermidades daquela comunidade indígena. Explicou que enviara todo o material coletado à Universidade Federal do Pará. Á época, a UFPA abriu sindicância para apurar o armazenamento do sangue em seus laboratórios. O MPF foi informado que o pesquisador não pertenceria aos quadros da universidade.

Sem mérito

A ação tramitava na Justiça Federal de Rondônia desde 2002. Lá, o juiz federal (de primeiro grau), ao examinar o pedido, extinguiu o processo, sem julgamento do mérito. O juiz tomou como fundamento a prescrição qüinqüenal — o Ministério Público Federal tomou conhecimento dos supostos fatos ilícitos em 19 de setembro de 1996, mas somente ajuizou ação no dia 29 de outubro de 2002, seis anos depois.

Dono da ação, o MPF recorreu ao TRF contra a sentença do juiz federal de Rondônia. Argumentou que só os direitos patrimoniais é que estão sujeitos à prescrição, e ressaltou que, no caso da ação contra os pesquisadores, ela não busca somente o pagamento de danos morais. Ela busca também reparar a prática de qualquer ato de violação dos direitos de personalidade de comunidade indígena.

O caso foi parar nas mãos da desembargadora federal Selene Maria de Almeida, do TRF da 1ª Região. A desembargadora afastou a prescrição e determinou a continuidade do processamento do feito no âmbito da Justiça Federal de Rondônia. A medida tem a finalidade de verificar a ocorrência do dano alegado (prejuízos aos índios Karitiana).

“Estamos diante de possível violação do princípio da dignidade da pessoa humana, porquanto, ainda que se desconsidere a tese jurídica de que o consentimento dos índios deu-se eivado de vícios, atenta contra os mais comezinhos direitos da personalidade comercializar material genético de um determinado povo sem a sua autorização expressa, bem como das autoridades competentes”, diz, em seu voto, a desembargadora Selene de Almeida.

(*) Com informações da Assessoria de Comunicação Social do
TRF.

Um baita desgaste internacional para a governadora do Pará

Não pára de repercutir da pior maneira possível nas côrtes internacionais de Direitos Humanos o caso da adolescente de 15 anos de idade presa numa cela com 20 homens durante 30 dias na delegacia de Abaetetuba-PA.

Pior, três policiais civis; um delegado de polícia, um escrivão e uma investigadora foram à casa do pai da menor para pressioná-lo à assinar um certidão de nascimento falsificada em que a menor, por milagre, seria alçada à condição de maior, como se isso afetasse a violência sofrida.

É realmente um show de incompetência o que o governo da mudança está nos brindando.

A Rede Record de Televisão veiculou hoje pela manhã outro caso ocorrido na carceragem da Delegacia de Polícia de Tucuruí, nos mesmos moldes do ocorrido em Abaetetuba.

Segue abaixo a NOTA OFICIAL da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, referente ao caso da adolescente do Estado do Pará.

Nota Oficial

COMISSÃO EXIGE PROVIDÊNCIAS SOBRE CASO DA

ADOLESCENTE PRESA ENTRE HOMENS NO PARÁ

A manutenção da adolescente de 15 anos de idade numa cela com 20 homens por 30 dias na delegacia de Abaetetuba-PA foi um dos casos de violação de direitos humanos perpetrada por agentes do Estado mais aberrantes de que se tem notícia e que mais chocaram o País. Esse episódio evidencia a necessidade de efetivo compromisso do poder público para com os direitos humanos, a necessidade de educar e monitorar a ação dos agentes responsáveis pela segurança pública e pela justiça.

Num só episódio, somaram-se o crime de deter uma adolescente entre dezenas de homens, propiciando as violências sexuais que se seguiram; o encarceramento da vítima numa prisão para adultos; agravado pelo fato de que, para alimentar-se, ela foi obrigada a se submeter sexualmente aos homens detidos. A arbitrariedade foi a marca da atuação policial e judicial desde a detenção, pois a mera suspeita de furto não justificava a detenção. A soltura irregular, segundo a OAB-PA, ocorreu quando o caso foi denunciado, tendo a polícia abandonado a adolescente no porto da cidade, ameaçando matá-la se ela falasse e exigindo que ela desaparecesse.

Logo que tomou conhecimento dos fatos, esta Comissão de Direitos Humanos e Minorias entrou em contato com as autoridades públicas de Segurança do Estado do Pará, em busca de informações e providências imediatas. Da mesma forma, este colegiado parlamentar continuará a acompanhar todos os desdobramentos, para assegurar que a adolescente não continue a ser vitimizada, seja por ameaças, retaliações ou abandono. Nesse sentido, requeremos às autoridades do Pará a inclusão da adolescente no Programa de Proteção à Vítima e Testemunha.

O afastamento dos envolvidos no caso não nos parece suficiente para sanar os múltiplos danos causados. É urgente que sejam investigados outros casos semelhantes - já denunciados pela imprensa - para se diagnosticar a extensão no Estado do Pará dessa prática aviltante, providenciando a construção de instalações adequadas para mulheres e estrutura de atendimento aos jovens em conflito com a lei de forma compatível com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Outros casos de prisão de mulheres em celas com vários homens demonstra que a violência contra a mulher é uma prática que precisa ser combatida com rigor.

Brasília, 22 de novembro de 2007


Deputado Luiz Couto (PT-PB)

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

O blog vai contar...

...Com todos os detalhes como foi a audiência na Comissão da Agricultura hoje, que, num dia -- considerado -- histórico pelos deputados, promoveu um dos mais saudáveis exercícios democráticos na presença do homem que representa a Justiça da Nação, o ministro da Justiça Tarso Genro.

A audiência durou 5 horas, portanto, o blogger postará somente no sábado o material. Vai valer a pena, pois vou transcrever quase na íntegra a fala de todos os deputados e do ministro nessa audiência histórica que discutiu a paz no campo. Aguardem!

Deputado sugere envio de Força Nacional ao sul do Pará

Ag. Câmara





















Brasília –
O deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA) sugeriu há pouco que o governo federal envie a Força Nacional de Segurança para pacificar conflitos agrários no sul do Pará. Segundo ele, os conflitos no estado precisam receber o mesmo tratamento conferido às favelas do Rio de Janeiro. A reivindicação do parlamentar foi feita na audiência promovida pela Comissão de Agricultura para discutir o combate às invasões de terra.

Na reunião, a deputada Bel Mesquita (PMDB-PA) também sugeriu a intervenção de uma força-tarefa na região. Essa intervenção é necessária, segundo ela, porque o governo do Pará proibiu a polícia de combater as invasões de terra no estado.

O deputado Beto Faro (PT-PA) afirmou, no entanto, que a decisão do governo estadual foi submeter as ordens judiciais de integração de posse ao comando da Polícia. Ele informou que a medida foi adotada porque as decisões, muitas vezes, se baseiam em títulos de propriedade falsos. Além disso, o deputado relatou que fazendeiros subornavam policiais para promover a integração de posse.Já o deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA) avaliou que a formação de forças-tarefa para atuar na região é uma medida paliativa. "Sai a força policial, volta a violência", disse.
Para o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) “a região sofre de um processo de contaminação.”

Médico-cirurgião que atua na região desde a década de 70, Queiroz explicou ao ministro Taso Genro que é inadiável uma rediscussão geopolítica da Amazônia. “A ausência do Estado é a razão de todos esses problemas. O aparato do estado não é suficiente para combatermos esse grave problema. Precisamos que o senhor interfira e reforce a atual operação que já está em curso na região”, destacou Giovanni Queiroz que defende ainda a criação do Estado do Carajás como solução para esse e os outros problemas sócio-econômicos da região.

Ministro garante atuação de força-tarefa para combater crime no Pará

Ag. Câmara
Brasília – O ministro da Justiça, Tarso Genro garantiu ao final da audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realizada hoje para discutir invasão de terras, violência rural, faixas de fronteiras e direito de propriedade, que já colocou em curso através da Polícia Federal em cooperação com as Polícias Civil e Militar do Pará uma ação de grande alcance para combater o crime organizado no Sul/Sudeste do Pará.














Genro afirmou que só vai agir na solução de conflitos agrários quando houver determinação da Justiça nesse sentido ou para combater a prática de crimes. "O Ministério da Justiça não vai ser instrumento de nenhuma parte da sociedade, sob pena de perder a capacidade de fazer operar a lei", argumentou. Genro disse, porém, que a instituição está montando uma força-tarefa com autoridades locais para desarticular o crime organizado, que, segundo ele, atua em várias regiões do Pará.

Vários deputados questionaram a invasão ou desapropriação de terras produtivas, inclusive de pequenos proprietários, por várias razões. Em razão da demarcação de Terras Indígenas, por exemplo, citou o deputado Waldemir Moka (PMDB-MS) que acusou o Estado de impor "nas costas de alguns" o resgate de uma dívida social que pertence à toda a sociedade.

Tarso Genro reconheceu que, pessoalmente, considera injusto o critério de que esses proprietários sejam indenizados apenas em razão das benfeitorias, e não pelo direito de posse alienado pela desapropriação. O ministro disse que vai mandar revisar os laudos antropológicos, que segundo ele devem detalhar de forma mais clara o reconhecimento de terras indígenas.

O debate foi proposto pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). Ele exibiu em vídeo e através de fotografias documentos do Sindicato Rural de Redenção (PA) que comprovam a existência de um movimento articulado de invasões de terras, que tem gerado um "verdadeiro clima de terror" no sul do Pará. Os prejuízos chegam a mais de R$ 100 milhões.

Segundo Caiado, há grupos de grileiros, extremamente bem organizados, que têm aliciado famílias com a promessa de terra fácil. "A ousadia dessas pessoas é tamanha que chegam, inclusive, a distribuir material publicitário conclamando as invasões, que, segundo eles, se estenderão por outras regiões", diz o parlamentar.

Caiado afirma que a ordem é que as pessoas acampem nas proximidades das fazendas para apoiar grupos armados que tomam a dianteira nessas ocupações, ameaçando e expulsando funcionários, depredando benfeitorias, abatendo animais e, em muitos casos, até mesmo extorquindo dinheiro dos proprietários.

Baterias voltadas contra a Vale do Rio Doce

É de preocupação e perplexidade, segundo as fontes do blog, o sentimento da diretoria da Companhia Vale do Rio Doce em relação ao avanço dos chamados movimentos sociais contra a mineradora.

O blog adianta que não está descartado a retação dos investimentos previstos pela CVRD no Pará em razão dos últimos acontecimentos.

No artigo abaixo, que transcede um pensamento hegemônico, deixa claro a linha ideológica dessas organizações.

Desnacionalização de áreas estratégicas

Quem controla a Vale do Rio Doce?

Adriano Benayon*

Anular a “privatização” de estatais como a Vale do Rio Doce (CVRD) não é apenas indispensável à segurança nacional. Exige-o a honra do País, pois estão cientes da vergonha que é essa alienação todos que a examinaram sem vendas nos olhos postas por egoísmo, ignorância ou submissão ideológica.

A negociata causou lesões impressionantes ao patrimônio nacional e ao Direito. Mas políticos repetem desculpas desinformadas ou desonestas deste tipo: 1) houve leilão, e o maior lance ganhou; 2) o contrato tem de ser respeitado; 3) o questionamento afasta investimentos estrangeiros.

Na “ordem” financeira mundial há hierarquia, e o leilão foi de cartas marcadas. Levaria a CVRD quem “atraísse” os fundos de pensão das estatais, através do Executivo federal e da corrupção. José Pio Borges foi do BNDES para o Nations Bank e depois Bank of America, que chegou a ter 20% da Valepar.

Conforme aponta Magno Mello, um dos escândalos marcantes da história da PREVI foi o investimento na privatização Vale Rio Doce, “quando a PREVI era gerida por uma diretoria meio petista e meio tucana1.”

Os fundos de pensão (39,3%) e o Investvale dos funcionários da CRVD (4,5%) entraram com 44% na Valepar, a controladora da CVRD comandada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que Steinbruch “ganhara” de FHC, sendo empregador do filho deste. A CSN pôs 25%: 10% vindos do exterior2 e 15% emprestados pelo Bradesco.

Do consórcio fizeram parte, além da CSN: Opportunity (Citibank) com 17%; Nations Bank, então 4º maior banco dos EUA, com 9%. Outro consórcio (Votorantim e Anglo-American) desistiu.


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Para Liga Operária governadora cometeu abitrariedade

Repúdio à prisão e criminalização de camponeses no Pará


A Liga Operária repudia as violências, prisões e arbitrariedades cometidas contra os camponeses pobres do Pará. A mando da governadora Ana Júlia Carepa – PT, foi deflagrada uma operação criminosa contra o povo da região denominada “Operação Paz no Campo”, verdadeira “Operação Violência no Campo”, desencadeada desde a última segunda-feira, dia 19, pelo governo do estado, polícia militar, com apoio do exército e policia rodoviária federal.

Cometário do blog: Como era de se esperar a reação da tal Liga Operária, que matém estreito vínculo com a bandidagem no sul do Pará enviou ao blog o texto acima que você pode ler na íntegra aqui>>


Armas, drogas, carros e motos roubados apreendidos

Os bandos eram divididos em células como nos melhores tempos da guerrilha do Araguaia, ocorrida na década de 70 na mesma região

Para os militares, os grupos criminosos estão agindo não só na área do complexo da Forkilha. Os policiais encontraram grande quantidade de objetos roubados que estão sendo avaliados para saber em qual situação de ilegalidade se enquadram. A operação vai continuar na região.

Fotos: Ag.Pará
Carlitão, acusado de pertencer ao grupo de comando

A cada instante chegavam mais posseiros para prestarem eslarecimento

Arsenal até agora apreendido surpreendeu até a Polícia


Esquemão – Como nos tempos da guerrilha do Araguaia que foi combatida pelo exército na década de 70, os suspeitos presos revelaram que agiam em células.

Na época da guerrilha essas células eram chamadas de destacamentos e abrangiam grandes áreas sob a responsabilidade de reduzido número de combatentes sob comando de um comandante.

As investigações prosseguem no sul do Pará. A Polícia já sabe após a tomada de depoimentos dos supostos líderes dos bandidos que o esquema era muito maior e com um alcance em toda a região.

O plantio de drogas (maconha) já estava sendo planejado. As fazendas invadidas serviriam como esconderijos ideais para ocultação de armas e munição, motos e carros roubados, assim como, diversos produtos de furtos como moto-serras, implementos agrícolas, ferramental, baldes com pesticidas e defensivos agrícolas com elevados preços na lojas credenciadas, vacinas, tambores, e bolas de arame liso. Tudo era lucro para as quadrilhas, inclusive o gado abatido que era comercializado em açougues clandestinos nas periferias das cidades e vilas.


Mas, segundo os levantamentos iniciais, o que mais rendia dinheiro aos líderes dos bandidos eram os assaltos a banco, ônibus e carros particulares que inadvertidamente passavam na rota das barricadas montadas na beira das estradas sulparaenses.

Outra grande fonte de renda da quadrilha era o recrutamento das famílias para ocuparem os lotes nas fazendas invadidas. Era cobrado R$ 10,00 por pessoa/mês – uma espécie de mensalidade em forma de cadastramento. Outros R$ 50,00 eram cobrados para cada lote de 10 hectares e esse valor era proporcocional ao tamanho de cada lote que o "cliente " podia pagar. "Essa estratégia rendeu o capital inicial para as operações dos grupos que foram divididos em células em toda a região", disse uma fonte ao blog.



























O temor dos proprietários é que tão logo a operação seja concluída, a onda de invasões volte a acontecer. "A Polícia prende e a Justiça solta. Será que com todos esses flagrantes a justiça vai soltar esse pessoal?", pergunta uma das vítimas do grupo preso.

A Operação "Paz no Campo" em fotos

Polícia prende grileiros e ladrões de gado no sul do Pará

Local: Redenção

Data: 19/11/2007 23:00:00

Descrição: A operação Paz no Campo desencadeada na manhã desta segunda-feira (19), no município de Santa Maria das Barreiras, sul do Pará, cumpriu cinco mandados de prisão e prendeu 17 pessoas em flagrante delito, em uma área de 20 mil hectares de terras, conhecida como Complexo da Forkilha, que reúne várias fazendas. A Operação Paz no Campo está sendo desenvolvida por diversos órgãos de defesa Social e Segurança Pública do Estado e conta com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Centro Integrado de Operações (Ciop), Centro Estratégico Integrado (CEI), Ministério Público Estadual e Poder Judiciário e Exército.

FOTOS: CLÁUDIO SANTOS/AGPARÁ

Carimbó no Simpósio






















Brasília - Governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e vice-presidente da República, José Alencar, durante abertura do 1º Simpósio Amazônia e Desenvolvimento Nacional Foto: José Cruz/ABr

Veja: Polícia prende 130 invasores e armas de guerra

Pará

Polícia prende 130 invasores e armas de guerra

20 de Novembro de 2007 | 14:01

Divulgação
Milícias tinham fuzis M-16, Ruger e FAL, pistolas automáticas e doze escopetas

Duas operações no estado do Pará resultaram na prisão de 130 pessoas e na apreensão de um verdadeiro arsenal de guerra. Na Operação Constelação, realizada na cidade de Cumaru do Norte, no Sul do Pará, a Polícia Federal apreendeu várias armas em poder de uma milícia que fazia a proteção da fazenda Estrela de Maceió, invadida por sem-terra. Com os milicianos foram aprendidos um fuzil M-16 e um Ruger – ambos de fabricação americana – um fuzil FAL, de uso exclusivo do Exército; quatro pistolas automáticas e doze escopetas. Juntamente com o arsenal, foi apreendida farta munição.

Além do armamento, os policiais encontraram no interior da fazenda uniformes camuflados, capuzes, rádios transmissores e um aparelho de comunicação por satélite. Duas pessoas foram presas em flagrante acusadas de atuar na milícia.

Nos últimos anos, a fazenda sofreu várias invasões organizadas por movimentos de sem-terra da região. Segundo a Polícia Federal, os proprietários, Fernando Lyra de Carvalho e Jefferson de Lima Araújo Filho, mantinham o grupo armado que tinha como função expulsar os invasores. Os empresários alagoanos serão investigados e poderão responder pelos crimes de formação de quadrilha, porte ilegal de armas e contrabando, já que parte do armamento é de fabricação estrangeira e comercializado por traficantes de armas.

A polícia investigará, ainda, se a milícia vendia serviços de proteção para outros fazendeiros da região. O sul do Pará vive uma onda de invasões de terras e o grupo é suspeito de fazer patrulhas nas fazendas que estavam na mira de sem-terras e de outros grupos armados, especializados em invadir propriedades e depois cobrar pedágio para liberá-las. Duas pessoas foram presas, mas acredita-se que pelo menos vinte trabalhavam na milícia.

Bandos - Em outra ação, cerca 130 pessoas foram presas nesta segunda-feira em uma operação realizada pela Polícia Civil e Militar do Pará. Os detidos faziam parte de bandos armados que tomavam de assalto fazendas na região de Redenção, no Sul do estado, e cobravam dos fazendeiros para desocupar as áreas. Juntamente com eles foram apreendidas mais de 40 armas – incluindo arsenal de uso exclusivo das forças policiais –, além de farta munição. A chamada Operação Paz no Campo, contou com 350 homens e envolveu quarenta veículos e dois helicópteros.

A ação policial se concentrou na fazenda Forkilha, que foi invadida em setembro passado pelos integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP). Há duas semanas, VEJA publicou a reportagem Faroeste no Pará, que revelou os métodos usados pelos integrantes da LCP para arregimentar invasores e ameaçar os fazendeiros. E a origem do movimento, que foi criado a partir de organizações ligadas à remanescentes do grupo terrorista peruano Sendero Luminoso.

Na operação iniciada ontem, os policiais apreenderam ainda documentos que comprovam que a LCP fez um cadastro de invasores nas cidades da região – a maioria donos de casas nas cidades – e que eram cobradas mensalidades para que os interessados em terras pudessem permanecer na invasão, conforme revelado pela reportagem de VEJA.

Em nota, o governo paraense afirmou que a operação não tem data prevista para terminar e que os policiais só deixarão a área depois que os 22 mandados de prisão forem cumpridos. "O governo não vai tolerar tentativas de poder paralelo que desrespeitem o estado de direito, a tranqüilidade democrática", diz a nota distribuída pela assessoria de imprensa do governo do Pará.



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Bando usava fazendas invadidas como base para assaltos a Bancos




O delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassuly, um dos coordenadores da operação, disse que os líderes do bando estavam envolvido com roubo a banco e de cargas e também usavam as fazendas como base para as ações criminosas.

Em outubro, fazendeiros da região relataram à Polícia Civil de Redenção e à promotoria de Justiça invasões de propriedades por grupos armados e encapuzados que se diziam da LCP. Segundo a Polícia Civil, a ação do bando era investigada desde setembro.

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Nem Pará, nem Maranhão. Vale anuncia siderúrgica no Ceará

Nem Pará, muito menos o Maranhão. Quem se deu bem foi o Ceará.

Enquanto os investimentos da CVRD para a construção de um siderúrgica para produção de placas de aço estão congelados no Maranhão. O projeto seria em associação com os chineses da Bao Steel. O Ceará sai na frente e a Vale anuncia, em associação com os coreanos, investimentos de US$ 2 bi na primeira fase do projeto.






Presidente da Vale anuncia construção de siderúrgica

Brasília. Depois de uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, ontem, o presidente da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Roger Agnelli, disse que espera para o dia 20 de novembro o anúncio da construção da usina siderúrgica no Ceará, em parceria com a coreana Dongkuk. O projeto será executado sem o uso do gás, mas de carvão.

Segundo Agnelli, trata-se de um investimento superior a US$ 1 bilhão. A previsão é de que a usina fique pronta em até três anos e meio e produza 2,5 milhões de toneladas de aço, podendo atingir 5 milhões.

- O presidente havia me pedido para acelerar o entendimento com os coreanos no sentido de viabilizar definitivamente a usina no Ceará - disse o presidente da mineradora.

Roger Agnelli rebateu a declaração do presidente Lula de que a Vale do Rio Doce estaria dando prioridade a investimentos fora do Brasil. Segundo ele, dos US$ 11 bilhões em investimentos da Vale previstos para 2008, 80% serão executados no país.

- Pelo menos para mim ele nunca se queixou, não. Ele tem acompanhado todos os projetos da Vale, toda a execução dos investimentos - informou Agnelli. - Os grandes projetos estão aqui no Brasil, por isso que a gente está investindo tudo aqui.

Segundo o presidente da Vale, o único grande projeto da companhia fora do Brasil é o de níquel, na Nova Caledônia (Oceania): "Mas igual a este temos no Pará".

Roger Agnelli ressaltou que o Brasil deve acelerar as licitações para produção de energia. Criticou a demora nas concessões de licenças ambientais. Segundo ele, "prioridade é não faltar energia", base de qualquer crescimento.

Para o presidente da Vale, este é um desafio de todos os países em crescimento.

- Tem uma questão ambiental grave, mas, com o país crescendo, mais gente vai comprar refrigerador, mais gente vai andar de elevador. E, na hora que não tiver energia, quero ver quem vai dar conta disso.

Membros do MST promovem matança de gado em Parauapebas

Fotos: Fabiana Gomes
Denúncia acusa membros do MST de promover selvageria e matança de gado na Fazenda São Marcos em Parauapebas, sudeste do Pará.

O prejuízo é substancial e os proprietários não sabem mais a quem recorrer para evitar a matança de gado da fazenda.

São os mesmos membros que invadiram pela terceira vez trecho da Estada de Ferro Carajás, explorada pela Companhia Vale do Rio Doce, conforme relata o blog do Waldyr.

Jefferson Péres sobre articulação para salvar Renan

Ag. Senado
"Se esse ‘acordão’ estiver em marcha, e eu acho muito provável que esteja, será a desmoralização do Senado. Isso é espúrio e imoral."

Senador Jefferson Péres (PDT-AM). Sobre possível acordo dentro da base aliada para absolver Renan em troca da aprovação da CPMF

Exército participa de "Operação Paz no Campo"

Com apoio do Exército Brasileiro, prossegue em todo o sul do Pará "Operação Paz no Campo".

Conforme denúncia publicada com exclusividade neste blog, grupos armados que supostamente defendem a distribuição de terras sob o crontrole do que chamam latifúndio improdutivo, na verdade não passa de um grande e complexo esquema de agenciamento de famílias interessadas em comprar lotes de fazendas legalmente estabelecidas.

Quase 200 pessoas já foram presas e um arsenal, munição e documentos comprovam a extensão do problema.

Iniciado operação para prender invasores

Teve início nesta manhã a "Operação Paz no Campo". Sete bandidos foram capturados. Serão cumpridos trinta mandatos de prisão.

Mais detalhes no blog do jornalista Hiroshi Bogea.

Mercado aquecido

O mercado automotivo do sul Pará nunca esteve tão competitivo e aquecido como agora.

O Grupo Canopus consolida sua participação nesse mercado com a bandeira Toyota, chamando a atenção pela agressividade na venda de seus excepcionais produtos que, na opinião deste blogger, são os melhores veículos no quesito custo x benefício.

O Grupo Revemar está concluindo a megaestrutura de mais uma bandeira de seu portfólio: Honda Veículos.

O Grupo Zucatelli perdeu para a Marcovel, de Redenção, a consessão da Fiat em Paraupebas, mas, segue firme com a marca numa expansão ousada.

Já há mercado quantificado para outras marcas de luxo, como por exemplo, a Audi e não será surpresa a Macom, de Belém, sentar praça , a partir de Marabá com a Mitsubhi -- batendo de frente com a Zucavel -- trazendo na bagagem os veículos da poderosa BMW.

Outra bandeira disputada pelos grupos citados é a Mercedes-Bens Veículos.

Fontes privilegiadas do blog sinalizam a invasão das montadoras chinesas que estão com veículos, máquinas e caminhões com preços inacreditavelmente baixos e excelente custo x benefício.

Com a possibilidade da efetiva chegada da Peugot, a partir de Marabá, fecha-se o círculo das maiores e mais competitivas montadoras do mundo na região do Carajás.

Acredita-se que com algum incentivo, em pouco mais de uma década e meia, a partir da verticalização mineral, o Distrito Industrial de Marabá poderá anunciar a chegada de sua primeira montadora.

Acabocado...Aboçalado... Enfim: Os sem futuro

Nota de jornal de Belém do Pará.

Desespero e impunidade


É desesperadora a situação dos vizinhos do bar Kuarup, na Augusto Montenegro. Os clientes se divertem em meio a tiros, drogas e barulho que não deixam ninguém descansar nos fins de semana, diz moradora, com os nervos à flor da pele. Carros turbinados abrem as malas e torturam por horas quem é obrigado a ouvir ofensas sonoras como "quem vai querer minha periquita" e outras jóias do gênero por até 8 horas seguidas. Os muros e moitas viram sanitários públicos, como se tudo fosse natural.

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O inigualável João Carlos Pereira bem definiu

A caboquice da vez e a falta de educação

João Carlos Pereira

Cada tempo tem a caboquice que merece. Ou, com alguma generosidade, pode até não merecer, mas tem, o que vem a ser quase a mesma coisa. Nos anos 80, a moda eram aqueles relógios com pulseira de plástico e mostrador digital, que apitavam a cada hora. Ibrahin Sued tinha horror àqueles monstrengos de R$ 1,99, que viraram febre, neste país metido a besta. Numa terra cheia de 'rolex', com certificado de garantia ou com selo de legítima falsificação, um relógio ordinário não deveria ser páreo para suas excelências ou assemelhados. Pior que foi. Nunca o Brasil esteve tão caboclo como naquele tempo, em que os relógios quebravam a tranqüilidade das apresentações teatrais (era tanto apito quase ao mesmo tempo...) ou de qualquer lugar onde houvesse mais de cinco pessoas com relógio no pulso. Graças a Deus esse tempo acabou. E quando todo mundo achava que a paz havia voltado aos ambientes coletivos, eis que aparece o celular que, agora, passou a ter toques histéricos. A caboquice está de volta e trouxe com ela a falta de educação.

Os toques histéricos, alucinados, destrambelhados e tremendamente inconvenientes chegaram com as novas tecnologias. É possível baixar do computador os toques mais absurdos. Os piores são os que trazem músicas estridentes, que invadem qualquer ambiente, em altíssimo volume, eliminando a mínima possibilidade de paz. Quando um celular desses toca, tenho a sensação de que um ser totalmente descontrolado, tomado por uma fúria animalesca, enfiou o pé na porta e começou a berrar impropérios, colando uma frase na outra, desrespeitando quem quer que esteja presente com sua voz esganiçada. O dono do aparelho, satisfeito (só pode ser satisfeito) com a súbita notoriedade, ainda demora a atender a ligação, o que faz aumentar a sensação de que o barulho dessa aparelhagem de bolso não vai terminar jamais.

Esses toques medonhos são páreo-duro para uns que, no lugar da música, trazem algum mentecapto berrando repetidas vezes para que o telefone seja atendido. Ou, então, o telefone toca e uma criatura avisa que vai irritar o dono do aparelho. Talvez o recado de que isso iria acontecer tenha sido dado há algum tempo e ninguém pôde perceber, justamente por causa do barulho. Quando começaram a ser instalados nos carros potentes alto-falantes, desses que fazem a praia do Atalaia virar ante-sala do inferno, ficou no ar um sinal de alerta: boa coisa não estava para vir. Olha aí o que chegou...

Não sei mais o que falta ser inventado para aperrear uma pessoa como eu, que gosta do silêncio e despreza tanta tecnologia. Minha mulher tenta me explicar que isso é mais um modismo e que vai passar. Imagino que tenha razão, mas fico imaginando quanto tempo ainda terei que esperar para que os toques de celular, ou qualquer outra coisa que venha a aparecer em seu lugar, retornem ao equilíbrio. É sonho, eu sei, porque o mundo pegou o caminho sem volta da agonia, do estresse, da pressa e não tem interesse em retornar.

Tenho consciência de que é difícil viver sem celular, mas há pessoas que não querem nem saber desse aparelhinho. O Caetano Veloso é um. Acho que a gente passava muito bem sem ele, mas já que está aí, - e para ficar - paciência. O jeito vai ser conviver com a perturbação até o fim. Mas suportar os toques sinistros é pedir muito da vida, que poderia ser mais simples e mais silenciosa. O problema é que a gente descobre mil maneiras de enrolar a existência e depois fica reclamando. O ser humano é mesmo muito complicado. E com celular barulhento fica pior.

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O nobre professor foi atacado, mal interpretado, efim.. e devolveu com essa pérola de elegância que lhe é peculiar:

“Caboquice” não é coisa de caboclo!

Poucas vezes apanhei tanto, via e-mail, como, na semana passada, quando escrevi sobre a nova caboquice, temperada com falta de educação, que são os absurdos toques de celular. Me senti um Diogo Mainardi. Só faltou aparecer quem me ameaçasse com processo por haver ousado 'atacar' a etnia cabocla. Procurei explicar a quem me escreveu, reclamando por haver 'falado mal' dos caboclos amazônicos, o sentido da palavra 'caboquice'. Como ninguém voltou a brigar (houve até gente muito educada, que escreveu, agradecendo a explicação), imagino que tenham encerrado o assunto. Mas não posso deixar uma questão no ar, presa apenas pelo fio da intolerância e da incompreensão, que pode romper-se e espalhar ao vento palavras que não disse e idéias que não tenho.Quando escrevi 'caboquice', não liguei o sentido de uma palavra que não existe no dicionário - a não ser no Papa-Chibé, do querido comendador Raymundo Mario Sobral - ao termo 'caboclo'. Caboclo é filho de índio com branco ou, então, apenas índio de pele cor de bronze. Pode ser, também, o caipira, o roceiro ou o sertanejo bronzeado. Os garimpeiros sabem que o seixo tinto por óxido de ferro é chamado de caboclo. A palavra surgiu no Tupi Guarani e sua origem é caá + boc. Quando alguém quer falar algo a respeito, em respeito ou em defesa dos caboclos está usando caboclismos. Nunca caboquices.

Se tivesse existido, por menor que fosse, o propósito de dizer que caboquices são gestos dos caboclos, teria construído a ponte certa e escrito 'caboclices' e não caboquices. Portanto, nada a ver uma coisa com outra. Nossos caboclos não cometem coboquices, pelo único motivo de que são apenas caboclos, gente simples e natural, pessoas boas e espontâneas, criaturas que vivem sua vida e só se preocupam com os outros, quando o assunto é solidariedade. Caboclos são amigos, corretos, decentes e, sobretudo, autênticos. São desconfiados porque sabem que gente 'civilizada' não é de todo confiável. É sempre bom ter um pezinho atrás, com quem é chegado a uma caboquice. Caboquice significa breguice em último grau. Insinuar-se, oferecer-se, lançar mil indiretas para ser convidado para alguma festa de bacanas é caboquice das grandes. Exagerar no vestir, no portar-se e na maneira de falar (geralmente alto) é caboquice braba. Pessoas espaçosas, que gostam de aparentar o que não são e de exibir grandeza (podendo ou não) cometem caboquice da pior espécie. Caboclo de verdade não faz isso. Madame que compra bolsa 'falsificashion', em vez de ficar na sua, quietinha, sai por aí, com caras e bocas, jurando que adquiriu em Roma, ou, na pior das hipóteses, na Daslu, pode reivindicar o título de destaque da caboquice. Caboquice mesmo é a distinta dizer que adquiriu roupa, sapato, óculos e bolsa em Nova Iorque, doce paraíso das falsificações, certa de que ninguém conhece os endereços da pirataria. Logo aqui em Belém.... Nossos caboclos e nossas caboclas jamais fariam esse ridículo papel. São caboclos de verdade.

Espero, de coração, ter mostrado a diferença entre ser gente e ser projeto mal acabado de socialite. Caboclo possui, intrinsicamente, a grandeza da simplicidade e da verdade. Coboquices, que nada têm tem a ver com os gestos de nossa gente mais brasileira, são rascunhos grosseiros de quem não cultiva vida própria e quer, a qualquer custo, ser aquilo que a folhinha não marca, se achando, ainda por cima, o máximo. É o famoso 30 de fevereiro. Nossos caboclos autênticos estão muito além das caboquices urbanas.

Que Deus os conserve assim e nos livre das caboquices.

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O blogger ilustra as conexões motivado pelo que representa os fatos.

Represa em minh'alma o esforço da tentativa de entender o que se passa.

Avaliando todas as possibilidades... Respirei fundo. Retomei o ar puro de meu refúgio, --e: chorei.

Chorei ao constatar, desesperado, de não ver possibilidade da caboquice acabar.

Faça a sua parte para a criação do Estado do Carajás







Já está disponível no site do Estado do Carajás (clique no banner azul no canto direito superior da página) o abaixo assinado para reforçar a realização da consultar popular que permitirá ao povo paraense decidir democraticamente se quer, ou não, a criação da nova unidade federativa brasileira.

O Magnata

A Revista Set deu nota zero para o filme. Um comentarista disse que ficou ainda mais curioso em ver esta "pérola", ao saber que tem Tiririca no elenco!!!

Tem atores do mega "Tropa de Elite" também.

Já vi o filme e recomendo. Arrasador!

O cinema nacional nunca esteve melhor.

Os 15 anos da Lorena

(Brasília) - Uma beleza de festa os 15 anos da linda moça Lorena, a caçula do deputado federal Giovanni Queiroz e sua Waldomira.

Tudo perfeito e nos mínimos detalhes.

Giovanni e Waldomira receberam seus convidados no mais nobre endereço de Brasília: O Espaço da Corte.

Veja as fotos de Val-André pai e Val filho.

A entrada


















A monumental entrada de Lorena para a bailar a valsa com seu pai.


















O brinde com a família e os amigos.


















Giovanni, Waldomira e a família Moisés da Mundial.


















O casal mais animado da festa. Não pararam de dançar um minuto sequer.


















Os amigos e parentes depondo que carregaram Lorenna no colo e desejando uma vida repleta de felicidades e realizações à aniversariante.


















Elegantérrimos, Ricardo e Belisa distribuíram simpatias entabulando sempre um bom papo aos honoráveis convidados.


















A cúpula do PDT do Pará marcou presença. O deputado Luis Cunha (ausente da foto por descuido) e esposa, Raimundo Pinheiro, Fernando e sua Tereza. A política também rolou solto. Luciano Guedes e Luciana não poderam vir, e essa foto é para aperriar-lhes o juízo! Hehe!!!


















Val-André II. 1.92 mt de puro talento musical.
























O blogger e sua cara-metade: Lúcia. Irradiando simpatia, como sempre.


















Essa moça já nasceu elegante. Lúcia Helena Carvalho Pinheiro.























O blogger confraternizando com o enfant terrible Dr. Sérgio Corrêa -- assessor jurídico do gabinete do deputado Giovanni Queiroz --, representando a 3.a geração de brilhantes advogados à serviço da criação do Estado do Carajás em noite memorável à Lorenna.

Veja como foi a sessão solene em Homenagem à Nossa Senhora de Nazaré 2024, na Câmara dos Deputados

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