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Pólo turístico Araguaia-Tocantins se prepara para o veraneio

Os 52 municípios paraenses que integram o pólo turístico Araguaia Tocantins se preparam para mais uma temporada de férias. Entre as opções que oferecem aos visitantes estão os encantos dos municípios de Conceição do Araguaia, Parauapebas, Marabá, Tucuruí, Itupiranga, Cametá, Abaetetuba e Barcarena.

O pólo é rico em recursos minerais e naturais, grandes rios, uma fauna e flora típicas da Amazônia e que agradam qualquer turista. Como explica a presidente do Fórum Regional de Turismo (FORUMTURAT), Isis Mourão, o pólo traz no desenho da regionalização do turismo 17 municípios prioritário que incluem cinco rotas turísticas: Rota do Açaí (Moju, Barcarena, Abaetetuba e Igarapé-Miri), Rota do Grande Lago (Tucuruí, Breu Branco, Jacundá e Itupiranga), Rota do Minério (Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás e São João do Araguaia), Rota do Agronegócio (Pau D'arco, Xinguara e Redenção), Rota das Águas (Conceição do Araguaia, Santana do Araguaia e Santa Maria das Barreiras).

Considerada cidade pólo do sudeste paraense, Marabá, que integra a Rota dos Minérios, está localizada a 527 km da capital Belém, no encontro dos rios Tocantins e Itacaiúnas. Tem um clima tropical quente e úmido e a partir de meados de junho, com a baixa do rio Tocantins, revela suas praias, a exemplo da praia do Tucunaré e do Geladinho, muito acessíveis e ideais para quem gosta de sol e água doce.

A cidade divide-se em núcleos: Marabá Pioneira, onde ainda encontramos casarões da época da formação do lugar, Nova Marabá e Cidade Nova. Uma boa dica para quem vai conhecer Marabá é uma visita à Fundação Casa da Cultura. Com um rico acervo sobre a cultura local, o espaço localizado na Nova Marabá é bem interativo, guarda a história dos índios da região, amostras das riquezas do lugar, como sementes de plantas e árvores nativas, animais empalhados, artefatos indígenas, pinturas e uma literatura seleta, obra dos principais escritores da terra ou de outras regiões.

Bem cuidada e em amplo processo de desenvolvimento urbano Marabá tem em sua orla um dos principais cartões postais. Suas praças foram projetadas não só para acolher mas para dar conforto, diversão e bem estar aos freqüentadores, a exemplo da Praça da Criança e Duque de Caxias.

Para quem gosta de contato com a natureza, existem muitas unidades de conservação. Área de Proteção Ambiental do Igarapé Gelado, Floresta Nacional dos Carajás, Floresta Nacional do Itacaiúnas, Reserva Biológica do Tapiragé, Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri e Reserva Particular do Patrimônio Natural da Fazenda Pioneira. Em termos de acesso, uma excelente opção é o parque da Fundação Zoobotânica de Marabá, onde espécies da flora e da fauna, como a raríssima arara azul e a onça pintada estão em processo de readaptação ao habitat natural.

O lugar é como um grande hospital, em plena floresta amazônica. Aberto para visitação pré-agendada, o parque é cadastrado no Conselho Nacional de Meio Ambiente e recebe grupos de turistas, pesquisadores, estudantes, entre outros. Papagaios, macacos de várias espécies, gavião real, raposa, araras, jaguatirica, preguiças e outros bichos habitam provisoriamente o parque, localizado no km 9 (sentido Marabá

–Carajás) da Rodovia PA-150.

Rota do Grande Lago - Ainda no pólo Araguaia Tocantins, Tucuruí (na língua tupi rio dos gafanhotos), localizado a 427 km de Belém, é um dos municípios paraenses que mais se destacam na mídia nacional e até internacional. Não por acaso, afinal, é guardião da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, 100% brasileira e a quarta maior do mundo, responsável pela geração de energia elétrica para boa parte do Brasil. Sinônimo de modernidade e desenvolvimento, avanços tecnológicos e ousadia do homem, a Usina foi construída em 1984 e é também sinônimo de atrativo turístico.

Como relata Mariana Bogea, uma parceria entre a prefeitura de Tucuruí, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, que ela dirige, e a administração da Usina, permite que a comunidade visite o projeto, conheça seu funcionamento e interaja com os diversos espaços. A ilha de Germoplasma é um desses lugares abertos à visitação. Um museu também guarda as amostras da fauna e da flora originais da região antes do alagamento da área para construção da hidrelétrica. Turistas e visitantes de outros estados e países também fazem as visitas monitoradas. Dona Elvira Moraes, 75 anos, mora em Tucuruí desde 1958, mas nunca tinha ido à Hidrelétrica. Em recente passeio, promovido pela Secretaria de Turismo, se emocionou com o que viu.

"Eu via os índios do lado de lá do rio, eles atravessavam de canoa pra buscar remédios e tinham muito medo da água naquela época. Eu não imaginava que aqui era tão grande e tão importante assim", diz a anciã, que vê o desenvolvimento de sua cidade a partir das janelas abertas pelo turismo.

O município é também um rico e promissor pólo de pesca esportiva, o que fez com que a prefeitura não só incentivasse torneios como também investisse na reprodução de espécies como forma de manter a psicultura como base econômica e de desenvolvimento sustentável das famílias. A meta do projeto é inserir 20 mil trabalhadores no mercado produtivo do pescado, que envolve a montagem de tanques de criação, fabricação de ração, frigorífico entre outras atividades, que já começam a ser desenvolvidas no município e em especial no lago de Tucuruí, que tem uma extensão de 2.430km2, tudo executado aos olhos dos turistas e dos adeptos da pesca esportiva.

Investimentos – Para dinamizar ainda mais o pólo Araguaia Tocantins dois projetos de desenvolvimento turístico estão sendo trabalhados pelo Fórum Regional de Turismo – FORUMTURAT. O Plano de Desenvolvimento Turístico da região Araguaia e o Plano de Desenvolvimento Turístico da região Tocantins. Ambos estão sendo debatidos amplamente, como alternativa de fortalecimento do pólo e suas rotas, que se preparam para receber grande fluxo neste período de veraneio.

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