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Artigo – Uma aventura na fronteira da Amazônia brasileira

Cadê os caras-pintadas, que não são índios?
Essa celeuma sobre os índios me fez lembrar anos passados, final de 1965. Eu servia no Recife, tenente do glorioso Exército Brasileiro, em plena "Revolução".

Naquela época na escala de valores dos puxa - sacos de plantão nos quartéis, um tenente valia mais que seis deputados e dois senadores. Viviam me convidando para festas em belas casas e apartamentos da doce burguesia pernambucana. Às vezes eu era centro de atração, queriam saber historias de presos políticos que há pouco tempo governavam o Estado e Capital.

Eu estudava à noite Engenharia, mas sobrava tempo para namoros e incursões nas boates, na boemia do Recife. Era uma vida gostosa para um jovem de 25 anos.

Certo dia foi publicada no Noticiário do Exército minha transferência para a fronteira da Amazônia, ainda hoje não sei se por castigo. Solteiro, não tive pressa, o jeito era relaxar e gozar, como diria a perua-mor da República, Marta Suplicy.

Preferi viajar de navio. Peguei u…