Governo rejeita operação da Vale para comprar a Xstrata





Governo é contra a aquisição da Xstrata

Claudia Safatle, Cristiano Romero e Vera Saavedra Durão

O governo não vê com bons olhos a compra da mineradora anglo-suíça Xstrata pela Companhia Vale do Rio Doce. A cúpula do governo, segundo apurou o Valor, considera o negócio "caro", "complicado" e prejudicial aos interesses do país. Por isso, o Palácio do Planalto deverá orientar os representantes do Conselho de Administração da Vale que têm vínculo com a União - BNDESPar e Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) - a rejeitar a operação, que depende de aprovação do conselho.

A oposição do governo ao negócio começa pelo preço - US$ 90 bilhões, quando a própria Vale é avaliada hoje em torno de US$ 120 bilhões. Na avaliação de um ministro, este não é um momento apropriado para aquisições, uma vez que os preços das mineradoras no mercado mundo estão muito elevados.

O governo tem resistência também a uma das formas de pagamento que a Vale pretende usar na operação: a troca de ações, com a oferta de US$ 30 bilhões em ações preferenciais (sem direito a voto). Isso transferiria para estrangeiros um bom pedaço do capital da companhia, que o Palácio do Planalto encara como "estratégica" para o desenvolvimento do país.

Na opinião de auxiliares do presidente, pelo menos um outro acionista da Vale com assento no Conselho de Administração deverá rejeitar a compra da Xstrata. "Vocês acham que o Bradesco concordará com esse negócio?", indagou um ministro. Segundo um outro ministro, o governo tem, além de "golden share" (12 ações com poder de veto em algumas decisões da Vale, como a mudança de sede para outro país ou a venda do controle para estrangeiros), um acordo de acionistas que assegura aos entes públicos (BNDESPar e Previ) a possibilidade de reprovar a operação.

A posição da cúpula do governo de rejeitar a potencial compra da Xstrata pela Vale surpreendeu tanto fontes próximas dos fundos de pensão envolvidos na negociação, como a diretoria executiva da empresa. Por meio de sua assessoria de imprensa, a direção da Vale considerou "prematuro" emitir opinião neste momento "porque ninguém tem informações do negócio, nem mesmo o conselho de administração da companhia". Mas, afirmou respeitar "a opinião de todos, mesmo sem informação". E conclui: "Vamos fazer o que for melhor para o acionista da Vale."


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A oposição do governo começa pelo valor do negócio, estimado em US$ 90 bi, a Vale é avaliada em US$ 120 bi
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Os temores dos assessores do Planalto em relação a situação atual do mercado e a possibilidade de uma diluição do controle da companhia face a uma emissão de ações preferenciais para pagar a Xstrata são compartilhados pela Previ e por outros fundos que detêm ações da Vale, conforme apurou o Valor, mas os acionistas controladores estão ainda no início de uma análise técnica e estratégia sobre a aquisição da mineradora anglo-suiça, estimada preliminarmente em US$ 90 bilhões. "A operação faz sentido, mas o mercado assusta", confessa um interlocutor.

A atitude do governo de conversar com o presidente da Previ, Sérgio Rosa e com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a respeito do andamento de negócios em empresas privadas onde integram o bloco de controle, é corriqueira, segundo ex-conselheiros da Vale. Rosa, que preside o conselho de administração da Vale, tem conversado com o governo e com outros acionistas que participam indiretamente do bloco de controle da Valepar, como Petros, Funcef e Funcesp. Ele não tem escondido sua preocupação com a operação Xstrata nos encontros com representantes destes fundos, como admitiram fontes. Mas, no seu discurso até agora não há posição fechada sobre a operação de compra da Xstrata. O dirigente da Previ, procurado para falar sobre a operação, não foi encontrado.

Se o governo quiser mesmo "orientar" Previ e BNDES a reprovar a compra da Xstrata , como declararam os ministros ao Valor, eles têm total chance de barrar a operação porque os dois representam 60,5% do capital votante. Já que para as grandes decisões , conforme cláusula V, do acordo de acionistas, referente a reuniões prévias do conselho, é exigido o voto favorável de 67% das ações ordinárias em poder dos acionistas. Os demais acionistas, Bradesco e Mitsui, não têm peso para aprovar a operação: juntos somam 40%. Além disto, a Previ (com 49,5%) é o único acionista do bloco com direito de veto nas decisões do conselho, já que sua fatia de ordinárias na Valepar supera 25%. O acordo de acionistas foi assinado em 1997 e tem vigência por 20 anos.

A ação "golden share" da Vale é perpétua, mas não tem direito de veto nestas operações. Entretanto, através desta ação, o governo pode se pronunciar sobre qualquer modificação dos direitos atribuídos às espécies e classes das ações de emissão da Vale, ou qualquer modificação de quaisquer dos direitos atribuídos pelo Estatuto Social à ação preferencial de classe especial (PNA). Um advogado de direito societário disse ao Valor, que, em princípio, uma emissão de preferenciais de classe especial, como é o caso da PNA da Vale, não embute o risco de ampliar a internacionalização societária da companhia. "A quantidade de ordinárias não foi mexida. Mas, mesmo assim, defendo que os acionistas controladores olhem com muito esta operação, pois depois de feita não tem jeito de voltar atrás".

A questão é polêmica, apesar do capital em ações ser usado pelos grandes grupos internacionais nestas operações. Para um acionista controlador ouvido pelo Valor, é preciso debater muito a questão envolvendo a estrutura de controle acionário da Vale antes de aprovar qualquer aquisição, mesmo que seja positiva para a empresa. "A empresa não é dos executivos, eles têm que prestar contas aos controladores", disparou a fonte.

Só no Brasil





Esdrúxulo

O CRIATIVO departamento jurídico do INSS, certamente aparelhado por companheiros, achou por bem reconhecer, para efeito de aposentadoria, o trabalho em terra invadida.
ALÉM DE ir contra o direito constitucional à propriedade privada, essa exótica jurisprudência dá margem a situações também esdrúxulas.
POR QUE não terá o mesmo direito, por exemplo, o ladrão que trabalhe como taxista no veículo que surrupiou?

Amazônia: cupins à solta





Desmatamento na Amazônia dispara e põe governo em alerta

João Domingos e Nelson Francisco

Foram derrubados 3.233 km2 de floresta de agosto a dezembro; total pode chegar a 15 mil km2 em doze meses

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião de emergência hoje para tratar do aumento da área desmatada na Amazônia nos últimos cinco meses de 2007. Pelos cálculos da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), o desmatamento pode ter atingido cerca de 7 mil quilômetros quadrados no período - o equivalente a cerca de 700 campos de futebol.

Confira a evolução do desmatamento na Amazônia

Um levantamento do Inpe mostrou que, de agosto a dezembro, foram derrubados 3.233 quilômetros quadrados de floresta, dos quais 1.922 quilômetros quadrados em novembro e dezembro, quando normalmente não há desmate por causa das chuvas. É o governo que afirma que pode ser, no entanto, muito maior.

O Estado campeão de desmatamento no período analisado é Mato Grosso, com 1.786 quilômetros derrubados. O governador Blairo Maggi (PR) não quis se pronunciar sobre os números. O secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Luiz Henrique Daldegan, disse que os dados preliminares,que apontam o Estado como um dos vilões do desmatamento na região amazônica, refletem a realidade. “Estamos trabalhando em parceria com o Ibama e identificando e punido os responsáveis pelos desmatamentos”, afirmou.

“Até hoje o Inpe não tinha detectado desmatamentos dessa magnitude”, disse Gilberto Câmara, diretor-geral do Inpe. “É extremamente preocupante”, emendou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

“O sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que detectou a área de desmatamento de pouco mais de 3.200 quilômetros quadrados, é de prevenção e não tem resolução suficiente para pegar as pequenas áreas. Sempre trabalhamos com uma diferença entre 40% e 60%, o que tem sido confirmado pelo outro sistema, o Prodes (Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia), que faz os registros definitivos”, disse Capobianco.

SOJA, GADO E FERRO-GUSA

Marina afirmou que já é possível dizer que o aumento do preço da soja, o avanço do gado na Amazônia e a derrubada de árvores para as siderúrgicas de ferro-gusa são as causas principais do desmatamento. Seus assessores lembraram que a derrubada da floresta aconteceu principalmente em Mato Grosso, Rondônia e no Pará, Estados onde esses setores da economia têm avançado muito nos últimos anos. “Os que trabalham com o ferro-gusa ficam mais no Pará”, disse Gilberto Câmara.

Os cinco municípios campeões de derrubada na Amazônia são São Félix do Xingu e Cumaru do Norte, no Pará, e Colniza, Marcelância e Querência, em Mato Grosso. Entre agosto de 2006 e julho de 2007, a área desmatada na Amazônia foi de 11.224 quilômetros quadrados, conforme o estudo final do sistema Prodes.

Se o ritmo continuar como o detectado nos cinco últimos meses do ano passado, e levando-se em conta a projeção de 7 mil quilômetros quadrados no período, a área derrubada poderá chegar, em um ano, aos 15 mil quilômetros quadrados, superando 2005/2006. “Representará um aumento em relação a 2006 e isso não pode acontecer”, disse Marina.

Segundo Gilberto Câmara, por causa das nuvens que pairaram sobre a Amazônia nos meses de novembro e dezembro de 2005 e 2006, não há registro sobre o desmatamento naqueles meses. Em 2004 foi possível verificar o abate de árvores em 419 quilômetros quadrados em novembro e 140 em dezembro. Como em 2007 o período foi de seca, o satélite pôde fotografar o aumento do desmate nos dois últimos meses.

“Não dá para saber se a derrubada ocorreu como uma antecipação do período da seca, de maio a julho, ou se foi isolada e, no período seco, haverá outras. Aí, será uma tragédia”, afirmou Marina.

RIGOR PARA COIBIR

Da reunião de hoje no Palácio do Planalto vão participar, além do presidente Lula, a ministra Marina, Dilma Rousseff (Casa Civil), Reinhold Stephanes (Agricultura), Tarso Genro (Justiça), Nelson Jobim (Defesa) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), além do diretor-geral do Inpe.

Marina disse que o governo agirá com rigor para impedir que o desmatamento cresça. “É importante a presença do ministro da Agricultura. Ele tem consciência de que a economia só crescerá se ajudar na preservação, no controle da origem e produção de produtos que não agridem o ambiente.”

Ela lembrou que o governo tem instrumentos de repressão. Desde 22 de dezembro, decreto assinado pelo presidente identificou 32 municípios responsáveis por 45% do desmatamento em 2006. Nesses locais, os imóveis rurais terão de ser recadastrados. Caso contrário, os proprietários não terão acesso a crédito bancário, não poderão vender o imóvel nem oferecê-lo em garantia.

A ministra lembrou que o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) e seus aviões serão usados para vigiar fazendas que desmatam. Exército e Polícia Federal também estão prontos para agir.

Mal uso de cartões: ministra vai ter que se explicar





Senador quer obrigar Matilde a explicar gastos


Rosa Costa

Heráclito apresentará convocação para ministra detalhar despesas de R$ 171,5 mil com o cartão corporativo


Recordista nos gastos com o cartão corporativo do governo, a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, será convocada pelo Senado para explicar o porquê do uso de dinheiro público para custear despesas no ano passado de R$ 171,5 mil. Autor da convocação, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) quer que Matilde seja ouvida na Comissão de Fiscalização e Controle, a qual - segundo ele - compete adotar providências no caso de irregularidade no uso de recursos do Orçamento.


Os gastos da ministra com aluguéis de carros responderam pela fatia mais pesada da fatura: R$ 121,9 mil. Em 2006, suas despesas no cartão somaram R$ 55,5 mil. Ela recebeu o cartão em julho. As despesas de Matilde em 2007 foram quase sete vezes mais elevadas do que as do segundo colocado da lista, o secretário especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, que gastou no ano passado R$ 22,6 mil.


Na justificativa, o senador alega que, apesar de o uso desses cartões se restringir a gastos emergenciais, a ministra o utilizou para pagar aluguel de carros, hospedagem em hotéis e resorts, padarias, bares e restaurantes de luxo, conforme mostrou reportagem do Estado no dia 13. A reportagem revelou ainda que o governo federal gastou R$ 75,6 milhões por intermédio dos cartões. Cerca de 75% desse gasto foi feito a partir de saques em dinheiro.


No caso da ministra, Heráclito cita ainda o emprego do cartão num free-shop, em outubro, no pagamento de compras no valor de R$ 461,16. Segundo ele, a alegação de que este mês ela teria devolvido este valor ao Tesouro não a exime da responsabilidade pelo "péssimo uso" do cartão.
O requerimento será lido em plenário, no retorno dos trabalhos da Casa, dia 6 de fevereiro, antes de ser votado na comissão. Como se trata de convocação, Matilde é obrigada a comparecer. A não ser que ela consiga mobilizar senadores da base aliada para derrubar o pedido.


A assessoria de Matilde informou que no ano passado houve necessidade de intensificar a relação com os novos governos estaduais e rediscutir políticas de promoção de igualdade racial. Por isso ela foi obrigada a viajar mais. Também diz que todas as suas despesas de viagem são feitas no cartão e que, por não ter estrutura nos Estados, como escritórios, os custos se elevam.

Roberto Requião o aluno nº 1 de Chávez

Matéria publicada hoje no jornal o Estado de S. Paulo, revela o grande "espírito democrático" do governador do Paraná Roberto Requião: um boquirroto da escola chavista.

TV degradada no Paraná

De há muito se sabe que o governador paranaense Roberto Requião é um político autoritário e, como costumam ser os seus similares, truculento. Essa nefasta combinação acaba de desencadear naquele Estado uma crise provocada pela apropriação, para seus fins pessoais, de uma instituição destinada a servir à coletividade - a Rádio e TV Educativa (RTVE). O desvirtuamento deu origem a uma decisão judicial equivocada e desembocou numa atitude provavelmente sem precedentes num governo estadual: a humilhação pública infligida por seu titular a ninguém menos do que a autoridade incumbida de defender os interesses da administração na chefia da Procuradoria-Geral do Estado (a professora Jozélia Nogueira Broliani, que renunciou em seguida).

Transformando a TV Educativa em patrimônio próprio, e ainda em janela de oportunidade para investir contra os seus desafetos, Requião se vale do programa semanal Escola de Governo. Nele, à maneira do coronel Hugo Chávez, de quem decerto é a versão nativa mais próxima do original, se põe diante dos refletores para dar vazão ao seu gosto pela demagogia. No cenário emoldurado por secretários estaduais e prefeitos convidados, anuncia o que apresenta como iniciativas em benefício da população paranaense, entre uma e outra agressão àqueles que não se submetem aos seus propósitos ou denunciam o seu populismo primário. Tantas aprontou que, em 11 de dezembro, o Ministério Público o acionou na Justiça (bem como a emissora, União e Anatel) a fim de "impedir o uso indevido" da RTVE para "promoção pessoal, ataques à imprensa, adversários e instituições públicas".

No último dia 9, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região proibiu-o de aproveitar a TV para as suas "críticas ácidas" aos que toma por inimigos. Deliberadamente alheio ao dever dos ocupantes de cargos na esfera estatal de respeitar o princípio democrático da separação entre o público e o privado, Requião reagiu com a mão pesada de sempre. "Voltamos ao AI-5 e à obscuridade da ditadura", disse, sem se preocupar com o ridículo. Além disso, mandou levar ao ar, sobrepondo-se à sua imagem, de microfone em punho, a tarja "Censurado" - com o complemento "pelo desembargador Edgard Lippmann Jr., Tribunal Regional Federal". A partir daí, o confronto esquentou. Quatro dias depois, o magistrado multou o governador em R$ 50 mil por ofensa à Justiça. Requião retrucou com uma manifestação do presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo, em seu favor.

Estavam criadas as condições para degradar um meio de comunicação educativo, que, aliás, transmite programas da TV Cultura de São Paulo, em ringue para o pugilato entre o governador e o magistrado. Este, tendo recebido a solidariedade dos seus pares da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), resolveu exigir da emissora que divulgasse a nota de desagravo da entidade corporativa a cada 15 minutos, o que interromperia a programação durante toda a terça-feira, dia do show chavista de Requião. Ele cumpriu, a seu modo, a decisão descomedida: ordenou a suspensão de todas as emissões, incluindo a da Escola de Governo, mantendo no ar, entre uma inserção e outra, apenas a logomarca da RTVE; a cada repetição do texto, iam ao ar em seguida as gravações da réplica do governador e do pronunciamento do presidente da ABI.

Se dependesse da procuradora-geral, preocupada em deter a escalada do conflito, a programação seria mantida e a nota da Ajufe seria divulgada a seco. "Fiquei com receio de que o desembargador interpretasse (os acréscimos) como nova provocação", explicaria Jozélia mais tarde. Informado de que ela orientara a emissora nesse sentido, Requião perdeu as estribeiras, como é do seu feitio. Em palácio, na frente de auxiliares, políticos e jornalistas, se pôs a acusá-la, aos berros, de desautorizá-lo. "Nunca mais faça isso", destratou-a. À procuradora, única protagonista do imbróglio que não fez nada de errado, só restou se demitir. Por sinal, a OAB paranaense, ao condenar o comportamento do governador, também deplorou o ato do desembargador que obrigou a TV Educativa a divulgar o desagravo a ele. "A OAB considera necessário o resgate do equilíbrio, da serenidade e do respeito."

O problema é que Requião não considera.

Windsurf de luto: acidente mata a tri-campeã Dora Bria












Morreu na tarde da última terça-feira, em um acidente de carro no Estado de Minas Gerais, a ex-campeã de windsurf Dora Bria. A informação só foi divulgada nesta quarta.

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Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Dora estava sozinha em uma caminhonete L200 com placa do Rio de Janeiro e bateu de frente com uma carreta de Diadema, São Paulo. A colisão foi no km 256 da BR 040, perto de São Gonçalo do Abaeté (MG).

Ainda de acordo com a PRF, o acidente aconteceu por volta das 17h50 (de Brasília) de terça-feira. Dora Bria morreu na hora. O motorista da carreta nada sofreu.

O corpo da esportista foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Patos de Minas. Chovia bastante na hora do acidente. Dora não conseguiu controlar o seu carro, que rodou na pista e bateu na carreta. O enterro será realizado na quinta-feira, dia 24, no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro, às 11h (de Brasília).

Dora foi seis vezes campeã brasileira e tri sul-americana. Longe das ondas, ela posou nua para duas revistas masculinas. Primeiro em 1993, para a Playboy. Sete anos depois estampou as páginas da Sexy.

(Portal Terra)

Cerâmicas radioativas












Pesquisadores do Ipen, USP e UFPA estudam propriedades físicas e químicas de cerâmicas marajoaras por meio da análise nuclear de seus fragmentos (foto: Casimiro Munita)

Por Thiago Romero

Agência FAPESP – Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Pará (UFPA) estão estudando a composição de cerâmicas originais da ilha de Marajó, no Pará, por meio da análise nuclear de seus fragmentos.

A técnica utilizada, chamada análise por ativação com nêutrons, permite desvendar aspectos como as tecnologias envolvidas na produção das peças, rotas de comércio e interações entre os povos, além de diferenciar peças verdadeiras e falsas para combater o comércio ilegal desses objetos do patrimônio histórico.

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Ministra devolve dinheiro à União só após 3 meses





A ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), que nominalmente foi a funcionária do primeiro escalão que mais gastou com cartão corporativo em 2007, só devolveu à União o valor de uma compra em um free-shop, no dia 29 de outubro, quase três meses depois, em janeiro.

Matilde afirmou à Folha, por meio de sua assessoria, que devolveu a quantia de R$ 461,16 neste mês, quando voltou das férias.


A Folha pediu ao Tesouro Nacional a confirmação da devolução e o valor da quantia, mas não obteve resposta do órgão até o fechamento desta edição. Sobre o gasto no free-shop, a ministra disse ter ocorrido "por engano".


A pasta comandada por Matilde, em 2007, apresentou despesas com o cartão corporativo de R$ 182,12 mil, dos quais R$ 171,5 mil estão registrados no nome da ministra. Matilde disse, via assessoria, que as despesas foram "geradas por motivação de agenda de trabalho em diferentes cidades e Estados", e que alto valor é conseqüência da falta de "estrutura regionalizada" da secretaria, que não dispõe de "órgãos de cooperação direta, o que impossibilita apoio logístico".

Ministérios negam que haja irregularidades





Ministros e órgãos do governo ouvidos pela Folha negaram irregularidades no uso dos cartões.
O Ministério do Planejamento justificou os gastos com o Censo do IBGE. Já a Abin culpou as operação realizadas nos Jogos Pan-Americanos, no Rio.


O ministro da Pesca, Altemir Gregolin, disse que os valores dizem respeito "exclusivamente aos gastos com alimentação". Segundo a assessoria, Gregolin foi à região de Ribeirão Preto participar de seminários sobre a criação de peixes em hidrelétricas: "Ele [Gregolin] não bebe em evento que envolve sua atividade como ministro".


O ministro dos Esportes, Orlando Silva, disse que, em algumas ocasiões, retribuiu a "autoridades o pagamento de despesas com alimentação", já que por vezes ocorre o inverso. O elevado valor é justificado, afirmou a assessoria, pelas viagens ao Rio devido aos Jogos Pan-Americanos ocorridos no ano passado.


O ministério justificou a agenda incompleta do ministro na internet: "Isso às vezes ocorre porque a funcionária responsável está em viagem". A assessoria de imprensa disse que os gastos ocorreram em dias diferentes, quando o ministro cumpria agenda em São Paulo.


O Ministério do Trabalho disse que os R$ 480 em uma joalheria referem-se ao conserto de um relógio importado dado ao então ministro Ricardo Berzoini, que foi incorporado ao patrimônio da pasta.


O chefe-de-gabinete do Sipam em Brasília, Francisco Mesquita, disse que a despesa na loja de instrumentos musicais foi para comprar fitas VHS para o sistema interno de segurança do centro de operações em Porto Velho (RO).


A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre justificou os gastos: segundo o diretor financeiro Ernani Fagundes, o valor na ótica foi destinado à compra de óculos especiais a trabalhadores da área de manutenção de máquinas; o gasto com a floricultura foi para a manutenção do jardim da sede; o da veterinária, para comprar creolina usada na limpeza; já a despesa na loja de eletrodomésticos foi para o conserto de fornos elétricos usados pelos funcionários para esquentar comida.

A imoralidade com o mal uso de cartões corporativos

Num país sério e com o mínimo de decência ética os políticos, ministros e servidores dos altos escalões em Brasília utilizariam os malfadados cartões corporativos com regras bem claras e definidas e somente em caso emergencial. Não é o que acontece no Brasil.

Virou escândalo a revelação de como e com que os ministros e funcionários mais graduados do primeiro escalão do governo federal utilizam esses cartões.

O campeão disparado é o Executivo.

Os cartões de crédito corporativo do governo federal, indicados para gastos "emergenciais", como a compra de material, prestação de serviços e diárias de servidores em viagens, foram usados em 2007 para pagar despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e em free shop, conforme dados do Portal da Transparência, site do próprio governo.

Os responsáveis pelas compras afirmaram que a prática é legal e todas as compras eram necessárias. Não foi o que aconteceu com a ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), que pagou despesa de R$ 461,16 em um free-shop em outubro do ano passado. Alertada pelo ministério, ela reconheceu o "engano" e afirmou ter ressarcido o valor à União só neste mês.

Os gastos nesses estabelecimentos, alguns irrisórios, foram feitos por funcionários e pelos próprios ministros. No ano passado, toda a máquina federal gastou R$ 75,6 milhões com o cartão de crédito corporativo, aumento de 129% em relação aos gastos de 2006. A elevação se deve pelo fato de ter aumentado o uso do cartão que, segundo a CGU (Controladoria Geral da União), é mais transparente e fácil de fiscalizar.

Apesar de os gastos serem "emergenciais", o Ministério do Trabalho pagou R$ 480 para consertar um relógio importado numa joalheria de Brasília.


O ministro dos Esportes, Orlando Silva, gastou R$ 468,05 no restaurante Bela Cintra, nos Jardins. O valor médio da refeição lá é de R$ 150 por pessoa. Não consta da agenda do ministro na internet nenhuma atividade na data (25 de setembro). Sua assessoria, contudo, enviou à Folha agenda que assegura ser a do dia, quando Silva estaria em São Paulo. Disse que a ausência da programação no site do ministério se deve a "problemas de atualização".

Orlando Silva usou o cartão em outros restaurantes: R$ 198,22 em uma churrascaria na capital paulista, em 22 de outubro, quando também não havia nenhuma atividade em sua agenda na internet. No mesmo dia, segundo o portal da Transparência, há o registro de outro gasto com restaurante: R$ 217,80 no francês Le Vin Bistro, também no Jardins. A assessoria informou que os gastos ocorreram em dias diferentes, quando o ministro cumpria agenda em São Paulo.
No dia 29 de junho de 2007, quando a agenda de Orlando Silva informa que ele iria "despachar internamente", o extrato de seu cartão mostra gasto de R$ 196,23 em uma churrascaria na capital fluminense.

Já o ministro Altemir Gregolin (Pesca) gastou em julho passado R$ 70 na choperia Pingüim, em Ribeirão Preto (SP). Ele, contudo, justifica que foi ao local jantar, e que não consumiu bebidas alcóolicas. Os dados disponíveis na internet não descrevem os itens consumidos. O ministro tinha uma agenda oficial na cidade.

O Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), órgão ligado à Presidência, pagou compra de R$ 80 em uma loja de instrumentos musicais no centro de Porto Velho (RO). Em Porto Alegre, funcionários da Empresa de Trens Urbanos, que tem a União como acionista majoritária, gastaram R$ 209,99 em uma veterinária, R$ 630 em uma loja de eletrodomésticos, R$ 1.178 em duas óticas e R$ 695 em uma floricultura.

As despesas com cartões corporativos vêm aumentando desde sua criação, em 2001. Eles substituem as contas "tipo B", quando um servidor recebe o dinheiro e depois presta contas. Essas contas ainda são usadas -em 2007, os gastos com elas chegaram a R$ 101,3 milhões, valor superior ao dos cartões (R$ 75,6 milhões).

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CONTROLE: MINISTÉRIOS, TCU E CGU REALIZAM A FISCALIZAÇÃO
Cada ministério e órgão do governo é responsável por fiscalizar os gastos de seus funcionários com o cartão corporativo. Além disso, eles podem sofrer auditorias e serem fiscalizados pela CGU (Controladoria Geral da União) e pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Fontes: Folha de S. Paulo e Tranparência Brasil

Orçamento 2008





Só o corte de emendas não fecha o Orçamento

Lúcio Vaz

Tributos

Valor total chega a R$ 12,1 bilhões, mas as individuais — cerca de R$ 4,8 bilhões — são consideradas intocáveis pelos parlamentares
Crise internacional não repercutirá na economia brasileira e nem na elaboração da proposta orçamentária de 2008, avalia José Pimentel

Não será das emendas dos parlamentares que sairá a solução para compensar o corte de R$ 20 bilhões no Orçamento da União provocado pela derrubada da Contribuição sobre Movimentação Financeira (CPMF). O relator-geral da lei orçamentária, deputado José Pimentel (PT-CE), afirmou ontem que o valor total das emendas chega a R$ 12,1 bilhões, mas as emendas individuais, no valor total de R$ 4,8 bilhões, são consideradas intocáveis pelos parlamentares. As emendas coletivas (de bancada e de comissões) somam R$ 7,3 bilhões, mas os líderes dos partidos governistas, ouvidos pelo relator, admitem um corte de 50%, no máximo. Seriam R$ 3,65 bilhões.

No primeiro ato do debate sobre cortes para compensar o fim da CPMF, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, sugeriu a glosa integral das emendas coletivas, que destinam recursos para grandes obras de infra-estrutura e afirmou que a economia seria de R$ 12 bilhões. Bernardo ressaltou que não queria "melindrar" o Congresso, mas a reação do PSDB e do DEM foi imediata. As emendas coletivas são de grande interesse dos governadores e prefeitos de capitais, porque injetam recursos em obras de grande porte.

A maior expectativa da cúpula do Congresso recai agora sobre a reestimativa de receitas, trabalho que está sendo coordenado pelo relator de receitas, senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Ele teve uma rápida reunião ontem à tarde com o relator-geral, mas preferiram bater o martelo em reunião com o presidente da comissão mista, senador José Maranhão (PMDB-PB), hoje à tarde. Técnicos da comissão avaliam que o total de cortes pode cair de R$ 20 bilhões para R$ 17 bilhões, mas esses números não foram confirmados ontem por Pimentel nem por Dornelles.
Cálculos
Pelos número da Comissão de Orçamento, o valor líquido da reestimativa (deduzidos os repasses para estados e municípios), será de R$ 15,267 bilhões. Só as emendas individuais consumirão R$ 4,8 bilhões. Mas, desse valor, R$ 3,9 bilhões já estavam previstos no projeto de lei orçamentária enviado pelo governo ao Congresso, na rubrica de reserva de contingência.

Os valores aprovados para emendas coletivas nos últimos três anos mostram que deverá haver uma perda expressiva neste ano. Em 2005, foram R$ 7,7 bilhões (R$ 6,1 para bancadas e R$ 1,6 bilhão para comissões). Em 2006, o valor foi mantido, sendo R$ 5,7 bilhões para bancadas. No ano passado, subiu para R$ 11,5 bilhões, com R$ 8,6 bilhões para bancadas.

Pimentel lembrou ontem que R$ 10 bilhões já foram compensados com as medidas anunciadas pelo governo na área de tributos. Além disso, o fim da CPMF teria um impacto positivo sobre a economia, porque reduz o custo de produção. Mas acrescentou que qualquer cálculo nesse sentido seria "aleatório". Em 11 de fevereiro, o relator da comissão que analisa as obras com indícios de irregularidades graves também vai apresentar as suas conclusões. Mas o relator salienta que nem todas essas obras sofrerão cortes de dotações orçamentárias. Isso só acontecerá com aquelas consideradas irrecuperáveis. No total, essas obras somam R$ 1 bilhão.
Sem crise
O relator-geral assegurou que a crise internacional não repercutirá na economia brasileira e muito menos na elaboração do Orçamento. Um dos motivos é a elevação das reservas cambiais do país de US$ 15 bilhões, em 2003, para US$ 187 bilhões hoje. Outro é o alongamento do perfil das dívidas interna e externa, além do resgate da dívida com o Banco Mundial.
Pimentel disse que a votação dos três relatórios setoriais restantes acontecerá no dia 12 de fevereiro. Em seguida, serão analisadas as reestimativas de receitas e o relatório de obras irregulares. "Até o dia 29, já que estamos em ano bissexto, o Orçamento estará aprovado pelo plenário", previu Pimentel.

Na ponta do lápis
Os líderes dos partidos admitem cortar a metade dos
R$ 7,3 bilhões
destinados a emendas coletivas
A dotação das emendas de bancada cairiam de
R$ 11,5 bilhões
para
R$ 3,65 bilhões
Os
R$ 4,8 bilhões
previstos para as emendas individuais são intocáveis
Cada deputados e senador tem
R$ 8 milhões
para suas emendas individuais

Hum milhão contra a assinatura básica


1 milhão de pessoas pedem fim da tarifa básica de telefone

O projeto de lei 5476/01, que acaba com a cobrança da tarifa básica de telefone, foi o principal alvo de ligações para o serviço 0800 da Câmara. De acordo com a chefe da Central de Comunicação Interativa da Câmara, Fátima Novais de Sousa, desde 2004 houve 1.177.345 (66% do total) telefonemas de apoio ao projeto, sendo que 257.729 só no ano passado.

Em 2007, o serviço Disque-Câmara realizou 539.136 atendimentos, tanto pela linha gratuita (0800.619619) como por mensagem eletrônica (link no portal www.camara.gov.br).

Segundo Fátima Novais, do total dos atendimentos diretos, cerca de 70% referem-se a opiniões de cidadãos favoráveis ou contrárias a proposições que tramitam na Casa. Ela explica que os principais assuntos tratados refletem os debates no Congresso e o noticiário político.

Em 2007, foram 986 ligações contrárias ao aumento salarial dos deputados; 702 reclamações de envolvimento de políticos com corrupção; 346 sobre o caso Renan Calheiros; 453 sobre a crise aérea; 306 sobre o desabamento na obra do metrô de São Paulo; 153 manifestações e consultas sobre fidelidade partidária; e 90 contrárias à reforma dos apartamentos funcionais da Câmara.

O debate sobre o reajuste dos deputados fez com que o número de mensagens encaminhadas via e-mail saltasse de 3.810, registrado em novembro de 2006, para 17.155 em dezembro daquele ano.

Fonte: Ag. Câmara

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Brizola em documentário inédito






















Assista o documentário inédito de Tabajara Ruas sobre a vida de Leonel Brizola



Brizola: Tempos de Luta

O laranjal do Lobinho


Guerrilha do Araguaia: assassinato e ocultação de cadáver




Ex-soldado quer colaborar

Vasconcelo Quadros (Brasília)

O relato inédito do ex-soldado Lourivan Rodrigues de Carvalho ao JB apontando as circunstâncias da morte e o local onde foi enterrado, entre o final de agosto e início de setembro de 1974, o advogado Demerval da Silva Pereira, o João Araguaia, é uma evidência de que sobram informações e falta vontade política ao governo para dar uma satisfação ao drama das famílias dos 58 ativistas do PC do B desaparecidos durante a Guerrilha do Araguaia. Lourivan disse que nunca foi procurado por qualquer representante do governo, embora há 35 anos trabalhe a 300 metros da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), à qual está vinculada a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, encarregada das buscas sobre desaparecidos.

- Não vejo problemas em esclarecer - disse ele, ao admitir que, se procurado, prestará depoimento explicando as circunstâncias em que Demerval foi fuzilado.

Lourivan trabalha como auxiliar de portaria no prédio do Ministério da Saúde, separado dos blocos do Ministério da Justiça e da SEDH apenas pelo extenso gramado da Esplanada dos Ministérios. Afirma que desde que mudou de Marabá para Brasília, em 1975, traumatizado com a experiência de repressão à guerrilha, havia deixado de se interessar pelo tema. O ex-soldado admitiu ser o militar em quem João Araguaia, num gesto desesperado, jogou uma caneca com água.

Centro de tortura

Segundo seu relato, outro militar, que ele conheceu por soldado Bastos, disparou uma rajada de Fuzil Automático Leve (FAL), matando na hora o guerrilheiro que, logo em seguida, foi enterrado a 60 metros do local, no pé de um ingazeiro, às margens do Rio Itacaiúnas, no mesmo terreno onde hoje está instalado o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Denit). Antiga sede do DNER o local abrigava um centro de tortura conhecido como Casa Azul, onde teriam sido executados vários outros guerrilheiros.

Representante dos parentes na Comissão de Mortos e Desaparecidos da SEDH, a ativista Diva Santana - irmã de uma guerrilheira morta na região, Dinaelza Santana Coqueiro, desaparecida junto com o marido, Vandick Reidner Coqueiro - disse que o relato do soldado, se confirmado, esclareceria um dos mais intrincados casos ainda pendentes. Ela disse que as revelações poderão ajudar nas buscas que a comissão fará a partir de março no Araguaia, assim que terminar o período das chuvas na região.

- O que a gente sabia era que o Demerval havia sido preso e que muitos moradores o viram ferido. Mas não se sabia como foi morto ou onde foi enterrado - disse Diva.
Na entrevista ao JB, o ex-soldado afirmou que, apesar do tempo, conseguiria identificar o local exato onde ele e outros recrutas enterraram o corpo do guerrilheiro.

Vale estuda compra da Xstrata

A Vale estuda a compra da mineradora anglo-suíça Xstrata numa transação que pode chegar a US$ 90 bilhões.

O bilionário negócio depende de financiamento de um pool de bancos; ontem suas ações caíram mais de 10% na Bovespa, parte em razão da crise americana que contaminou as bolsas em todo o planeta, parte porque a Vale, apesar de ter suas contas em dia após a compra no ano passado por US$ 38 bilhões da canadense Inco, ficaria altamente endividada, o que em tempos de crise, pode ser visto pela agências de risco como um negócio temerário.

Em nota, a Vale informou que, "no contexto do processo de consolidação global da indústria de mineração, tem mantido entendimentos com a Xstrata". Ressalvou, porém, que as negociações não "chegaram, até o momento, a nenhum resultado concreto".

Ou seja, a companhia brasileira não fez ainda uma oferta formal pela rival Xstrata, a sexta maior mineradora do mundo, com forte atuação nas áreas de cobre, níquel e carvão.

Mesmo assim, a empresa já estrutura uma operação para financiar a aquisição. "A Vale também tem discutido com instituições financeiras formas de apoio na eventualidade de se concretizar alguma das opções que estão sendo avaliadas."

Na nota, a Vale diz que considera outras possibilidades de aquisições e que não negocia apenas com a Xstrata.

Segundo reportagem do jornal "Valor Econômico", a Vale planeja fazer uma emissão de ações preferenciais para pagar parte da aquisição da Xstrata. Do valor total de até US$ 90 bilhões, US$ 30 bilhões poderiam vir do lançamento dos papéis.

O restante seria financiado por um empréstimo de um "pool" de bancos estrangeiros, como Merrill Lynch, Lehman Brothers, HSBC, Credit Suisse, Citigroup e Santander. Procurada, a Vale não confirmou o valor do negócio nem o modelo de financiamento em estudo.

Se o negócio prosperar e a Vale emitir ações preferenciais, a empresa não correrá o risco de mudar de mãos -a mineradora é controlada por Previ, Bradesco, BNDES e a trading japonesa Mitsui. É que esses papéis não dão direito a voto.

Hoje, as ações preferenciais representam 40% do capital total da Vale, contra 60% de ordinárias. Com a possível emissão, a participação das preferenciais subiria para cerca de 50%.

A própria Vale enxerga, porém, um obstáculo ao negócio: a crise nos mercados mundiais com a provável recessão norte-americana. Em nota, a mineradora afirmou que "as condições do mercado internacional de capitais representam um grande desafio no contexto de qualquer movimento estratégico [aquisição] de porte". Segundo a Vale, a empresa manterá uma "postura de prudência".

Para o analista Rodrigo Ferraz, do banco Brascan, o cenário "pessimista" pode atrapalhar os planos da Vale, já que a demanda mundial por minério de ferro e outros metais pode ser afetada numa eventual recessão nos EUA.

Ontem, em meio às perdas generalizadas que afetaram o mercado acionário brasileiro, as ações da Vale tiveram baixas expressivas. A ação preferencial "A" caiu 11,35%, e a ordinária perdeu 10,40%.

Segundo Ferraz, o negócio "faz sentido" dentro do atual movimento de concentração do mercado mundial de mineração. Outro interesse da Vale, diz, é ampliar seu leque de produtos, muito concentrado em minério de ferro. Na visão de uma analista que não quis se identificar, a aquisição é uma necessidade neste momento de forte concentração do setor. Ou seja, se não for às compras, a Vale corre o risco de ser engolida por alguma concorrente.

Lula assina decreto que proíbe venda de bebidas alcoólicas nas estradas federais

A partir de 1º de fevereiro, bebidas serão vetadas nos bares de estrada

O presidente Luiz Inácio Lula assinou ontem a medida provisória que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais. A partir do dia 1º de fevereiro, estabelecimentos comerciais às margens das estradas não poderão mais vender substâncias com concentração de álcool acima de 0,5º. Quem descumprir a lei terá de pagar R$ 1,5 mil. Se o comerciante for flagrado duas vezes burlando a nova regra, o valor será dobrado, e o estabelecimento, fechado por dois anos.

Os bares, restaurantes, postos de gasolina e quiosques deverão avisar os motoristas sobre a proibição em locais de ampla visibilidade. O descumprimento a essa determinação também poderá acabar em multa, de R$ 300. A data-limite para adequação às novas regras é o próximo dia 31, quando a Polícia Rodoviária Federal iniciará um trabalho de fiscalização na Operação Carnaval.

Fonte: Correio Braziliense

Isonomia na Caserna

Circula na caserna uma comparação dos soldos atuais com os salários dos policiais militares de Brasília, cujo aumento foi recentemente concedido pelo governo federal:

sargento da PMDF, R$ 5.500,00; sargento da Aeronáutica, R$ 1.800,00;
tenente da PMDF, R$ 7.900,00..; tenente da Marinha, R$ 3.500,00;
coronel da PMDF, R$ 14.000,00 e coronel do Exército, R$ 8.500,00.

A agitação fica por conta das mulheres e da turma de pijama, mas a insatisfação é geral.

Posse de Lobão sem a República do Maranhão

Prestigiada pela cúpula do PMDB, a posse do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, no Planalto e no ministério, foi marcada pela ausência da "República do Maranhão". Não estiveram presentes os integrantes da família Sarney, patrocinadora de sua indicação para o cargo, e muito menos a família Lobão. Além do senador José Sarney (PMDB-AP), a ausência mais notada, foi a do suplente de senador Edison Lobão Filho (PMDB-MA), alvo de uma enxurrada de denúncias.

A mulher do ministro, a deputada Nice Lobão (DEM-MA), voltou de viagem à Europa, mas não quis enfrentar os holofotes. Lobão Filho, o Edinho, foi aconselhado a ficar nos EUA, onde está de férias numa estação de esqui.

Fonte: O Globo

A Venezuela de Hugo Chávez

Está uma beleza morar na Venezuela.

Fila

Paraenses que vêm de Caracas, na Venezuela, não conseguem esquecer as enormes filas que viram se formar na porta de alguns supermercados. Curiosos para saber do que se tratava, procuram saber qual o produto anunciado, que os obrigava a esperar tanto para comprar. Surpresos, ouviram que havia racionamento de muitos produtos, mas aquele, em especial, andava sumido. Era papel higiênico.


Fiscalização


O susto dos paraenses, em visita a parentes no país de Chávez, não parou aí. O que quer que se compre por lá só sai da loja mediante apresentação de documento de identidade, para os venezuelanos, e de passaporte, para estrangeiros. Depois desse constrangimento, um outro aguarda os consumidores na porta das lojas: seguranças obrigam os consumidores a abrir as bolsas ou sacolas para uma revista final.

Fonte: O Liberal

GT x Mangaba da Amazônia: Tudo a ver




É mesmo!? (Link)
E o Mangaba?

Leiam.

Publicada em: 20/01/2008

MANHATTAN

Esta ilha que sempre foi uma espécie de embarcação ancorada nos EUA, pagando anualmente para poder manter-se flutuano aqui (acho que estou usando palavras de Susan Sontag), uma especie de pênis a meia bomba (depende como você segura o mapa), pendurada, presa entre os rios Hudson e o East. Odiada pelo resto do país e invejada pelo resto do mundo, é cruel e às vezes tremendamente conservadora. Conservadora? Sim, tremendamente conservadora.

Manna-hata, como está no livro de registros de Robert Juet de 1609, ela significaria “um lugar com muitas montanhazinhas”. Bosta. Nada disso. Na minha opinião os holandeses que conquistaram isso aqui num delírio entre Dutch e Deustch devem ter falado mann hat es, ou seja, A Gente A Tem, ou seja, Manhattan.

O que importa é que Manhattan, como centro da Vanguarda do mundo, não é nem um pouco generosa com os seus “filhos”, por assim dizer. Falo da arquitetura, uma das minhas “fissuras” na vida, assim como a música.

Vamos ver. Aqui não existe um único prédio de Frank Gehri, por exemplo. Se Bilbao tem a sua Guggenheim e Berlim está cheia de Gehris, NY não tem um único prédio assinado por ele. E nem por Peter Eisenman, esse desconstrutivista tem Berlim nas mãos, mas necas de NY. E mesmo o pai da arquitetura americana, Frank Lloyd Wright, só tem uma única construção erguida aqui, o Guggengeim Museum, na Quinta Avenida com 88. Loucura, não?

Esta cidade que nos deu a cultura da art decô é um cocktail de tudo e nada, é o espellho da própria emigração, desse melting pot que é Manhattan. Vejam o Chrysler Building (dark, gargóilico - metálico), ou o Empire State builiding ou o proprio Rockefeller Center, para não mencionar preciosidades como o Flatiron Building que termina numa quina, ou pequenos detalhes de prédios da Madison Avenue que tem verdadeiras esculturas decô, ou o Soho todo “esculpido” em ferro guza (cast iron) ou os prédios dos correios que Saul Steinberg adorava reproduzir em seus desenhos, os government buildings como os dos correios na Canal Street e na Oitava Avenida, em frente ao Madison Squarde Garden, com suas escadarias e colunas greco-romanas calypso ultra ante-pós do nada. A arquitetura era, digo, era isso (até que entrou o Donald Trump, esse cafona, e seus negócios com …deixa pra lá), um espelho da mistura daquilo que aportava em Ellis Island.

Olha só o prédio da Time Warner Cable (onde fica a CNN), em Columbus Circle, que não completa dois anos de idade!!! Uma homenagem à decepção ou melhor, uma homenagem ao “engenheiro”. Bye Bye artista, arquiteto: entra em cena o engenheiro. A poucos quarteirões (subindo a Broadway) fica o Lincoln Center, um símbolo do “modernismo” da década de sessenta. Gostando ou não, aquilo hoje (especialmente o Metropolitan Opera House e o Avery Fisher Hall) parecem prédios de Ryad, na Arabia Saudita. Ou o Dakota, em Central Park West com 72, onde Lennon morou e morreu, onde Leonard Bernstein, Nureyev, Lauren Bacall viveram, e o filme “Rosemary's Baby”, obra prima de Polanski, foi filmado. De onde vem aquilo? Da Transilvania? Os labirintos lá dentro ainda mantêm vivo o espirito de Bela Lugosi.

Mas de volta ao modernismo! Os prédios de Walter Gropius na Sexta Avenida (em frente a NBC), ou mesmo a ONU de Corbusier. Mas e os mestres americanos? Somente o insosso Phillip Johnson conseguiu plantar aqui suas sementes simpatizantes nazistas. Desde o AT&T Building (hoje chama outra coisa) com seu famoso hall vazio e amplo em baixo e o furo (sempre os furos nazistas, símbolos de Goebbles em seus diários, uma bola, um furo na página que o arquiteto do nazismo, Albert Speer se recusava a copiar….. ). Esses furos são visíveis no skyline de Manhattan em prédios de Johnson, no Financial District, como em Midtown, são pirâmides furadas no topo. Sim, tem seu “Lipstick building” (baton) que é um tremendo fracasso como prédio mas faz um lindo par com o retângulo (ou melhor quadrado) metálico do Citicorp bem em frente…..

Generosidade, né? Pagar um pouco mais para ter a arte como prédio, já que grande parte da receita dessa cidade vem de pessoas que olham pra cima, pros lados, e pasmam. Pasmam. Eu pasmo.

Chega. Estou irritado. É porque vejo daqui que Wiiliamsburg esta virando um prato cheio para esses incorporadores que erguem alguma bostinha de 40 andaeres em seis meses e tudo tem cara de nada. Alumínio e vidro, nada nem um pouco inventivo, nada nem um pouco pensado: somente sobe como se fosse um Viagra da arquitetura, sobe sem tesão. Ereção automática, sintomática dos tempos.

Revista Troppo

A casa da Dinda.

Think in this

Come in have an "opulent life" in society with a shameless.Thank you very much!

-I prefer to honest life with a legalista.

- It is much more joyful.

Thus can always, as my father educated me, talk the truth in the guy from whom wants be.

Bôa noite.

Good night.


If they have that privilege!!

Aos jovens e aos não tão jovens

Pensem nisso: Entre ter uma vida "opulenta" em sociedade com um safado.
Muito obrigado!
Prefiro a vida honesta com um legalista.
É muito mais prazerosa.
Desta forma posso sempre, como meu pai me educou, falar a verdade na cara de quem quer que seja.

Bôa noite.

Poste dá R$ 15 mil de prêmio para fotógrafo

Naturalmente gosto não se discute, mas essa foto vale R$ 15 mil?

Fotosite


O leitor que disse que não vale foi de encontro à decisão do júri do XIV Salão da Bahia.

Pela obra "Poste" fotógrafo receberá R$ 15 mil.

O trabalho "Poste", do fotógrafo paraense Luiz Braga ganhou um dos prêmios distribuídos pelo salão baiano, que aconteceu até o dia 17 de fevereiro. A imagem, ampliada em papel flex, no formato 70X15 cm, foi registrada na cidade de Salinas (PA), apresentando uma novidade na linha "amazônica" do artista, conhecido pelo seu trabalho de registro de flora e fauna.

Pela conquista Braga receberá de R$ 15 mil. "A premiação, além do dinheiro, veio para referendar um caminho novo em minha obra. Esse caminho foi iniciado no final do ano passado e está no Panorama do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e irá para a Feira Internacional de Arte Contemporânea (ARCO), em Madri", diz o fotógrafo.

Achava que o único poste que dava dinheiro era o de energia elétrica e telefone!

É meus amigos estava errado. Vivendo e aprendendo.

Governo gasta muito e mal

NÍVEIS (O Estado de S. Paulo)

Toda vez que foram deslocados de seus postos os funcionários o fizeram com autorização de seus chefes imediatos. As diárias não fazem parte do contracheque do servidor e o valor depende de seu escalão. Elas são pagas de acordo com tabela do Ministério do Planejamento, regulamentada por decreto. Quanto mais bem posicionado na máquina for o servidor, melhor será seu pagamento. A menor diária está na casa de R$ 57, paga a um auxiliar em viagem pelo interior, e o valor máximo chega a R$ 187,83, geralmente, para diretores do Banco Central ou os chamados DAS6, que são as funções ocupadas por secretários-executivos, em viagens pelo Brasil.

Dentro do território nacional, os ministros de Estado não recebem diárias. Eles só são beneficiados com esse tipo de ajuda quando se encontram em missão oficial no exterior. Entre os ministros listados pelo Portal da Transparência, Marta Suplicy, do Turismo, lidera a lista dos que mais receberam diárias. A pasta reduziu em 19 % o pagamento das diárias, mas Marta continuou a líder entre os ministros, com R$ 34 mil.

Mas suas viagens, todas internacionais, teriam sido realizadas para promover o Brasil no exterior, fomentar o intercâmbio com os países visitados e atrair novos investimentos por meio de memorandos de entendimento, acordos e outras formas de cooperação. As ações estão previstas no Plano Aquarela de Marketing Internacional, desenvolvido por meio da Embratur - cuja presidente registrou gastos com diárias muito superiores aos da ministra. No ano passado, Jeanine Pires recebeu R$ 72, 5 mil em diárias e, em quatro anos, acumulou R$ 328 mil. Ela supera até o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, que em viagens e missões internacionais recebeu, no ano passado, R$ 27,2 mil.

Diárias para viagem superam qualquer limite

Talvez nem o presidente da Vale, Roger Agnelli, um dos maiores executivos do mundo e que tem que se deslocar pelo mundo não tenha gasto tanto em diárias de viagem como a senhora Jeanine Pires, presidente da Embratur, que recebeu a bagatela de R$ 328 mil para flanar pelo mundo, diga-se com parcos resultados para o país. Os valores não incluem passagens aéreas.

O governo gasta em média R$ 1,2 milhão por dia com diárias de funcionários e autoridades em viagem. Em quatro anos, somaram R$ 1,7 bilhão, informa o jornal O Estado de S. Paulo (para assinantes).

Uma desatada vergonha.

Sinobrás começa produção de aço em março em Marabá (PA)

Finalmente a tão sonhada verticalização mineral no Pará sai do papel à prática.

O play será dado em março pela Aços Cearense S/A através de sua controlada a Sinobrás, com foco exclusivo para abastecer o mercado interno.

A primeira etapa está em plena operação após a superação dos problemas ambientais relacionados com a origem do carvão na produção de ferro gusa e a ameaça de corte de fornacimento de minério de ferro pela Vale, caso a empresa não se adequasse às exigências legais.

A Aciaria inaugura sua linha em março, e o projeto prevê ainda Laminação e Trefilaria.

No rastro da Sinobrás, a Maragusa e a Daterra, partem para a produção de aço nos próximos cinco anos. Todas no Distrito Industrial de Marabá. Mesmo plano da Cosipar, só que com planta industrial em Barcarena.

Leia os detalhes no blog do jornalista Hiroshi Bogéa.

Verticalização à vista

Faltam 40 dias para a Sinobrás ativar a primeira fase de sua aciaria. A contagem regressiva exibida em placas por toda a área onde a siderúrgica implanta o maior projeto industrial do Norte-Nordeste, em Marabá, agendou 28 de fevereiro data de inauguração.

O poster conheceu todos os estágios do empreendimento, algo surpreendentemente super-dimensionado. A começar pelo valor do próprio projeto, que pulou de UR$ 250 milhões para UR$ 300 milhões.

Dia 1º de Março, finalmente o Pará estará produzindo aço.

Ineditismo
O perfil de siderurgia em fase de implantação em Marabá será o oitavo implantado no país. Conforme seu processo produtiv, as usinas siderúrgicas são classificadas como integradas, semi-integradas ou não integradas.
A Sinobrás é integrada. Ou seja, concebida para operar as quatro fases: produção de gusa, Aciaria, Laminação e Trefilaria.
A primeira siderúrgica do gênero do Norte-Nordeste.

Subestação
A subestação construída no parque industrial já foi ativada pela Celpa, com capacidade para abastecer uma cidade do porte de Marabá, com energia de sobra.

Empregos
O processo de produção será misto, com utilização de gusa e sucata, o que tornará a Sinobrás uma das maiores recicladoras do país.
Em fase de produção nos quatro níveis, empregará 2.000 pesssoas diretamente. Como na siderurgia, para cada emprego direto são gerados dez indiretos, conforme dados consolidados na região do Vale do Aço, a Sinobrás será responsável pelo sustento de 20 mil pessoas.

Mercado interno
Ian Corrêa, vice-presidente da siderúrgica, demonstra empolgação ao falar das riquezas a serem geradas pela verticalização. “Nossos produtos são destinados ao mercado interno, exclusivamente. Isso significa volumosa arrecadação de ICMs”.
E dá um exemplo: somente de energia, a Sinobrás calcula pagará à Celpa, mensalmente, algo em torno de R$ 5 milhões de consumo. “O ICMs, apenas na parte de energia, beira a R$ 1,5 milhão por mês”.

Mão-de-obra
O gargalo maior da siderúrgica é a carência de mão de obra. Na atual fase de construção do parque industrial, falta até pedreiro. Profissionais qualificados com experiência na construção do empreendimento, nem se fala. O poster foi levado a conhecer a Sala de Projetos da empresa, onde descobriu verdadeira babel.
Empapuçada de gente com sotaques regionais e línguas diversas, na sala trabalham profissionais originários de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Alemanha, Itália, Estados Unidos e Espanha.
Rapidamente, deu para contar 62 profissionais: engenheiros elétrico, mecatrônicos, laminação, industrial, e uma gama de outras especialidades.
Hoje, parte rumo a Alemanha dez pessoas contratadas em Marabá para serem submetidas a cursos e treinamento naquele país, fornecedor de grande parte dos equipamentos do parque industrial. O foco da empresa é valorizar a mão de obra local, por isso necessita urgentemente da presença na cidade do Sesi, Cefet e de universidades para a formação de profissionais.
Em Marabá, há oferta significativa de emprego no momento. Falta gente qualificada.

Reflorestamento
Para transformar o minério de ferro e sucatas em produtos acabados de aço para construção civil, a Sinobrás fechou o ano de 2007 com 11.000 hectares de áreas reflorestadas, em Tocantins e Pará.
Até o final de 2008, a meta é chegar a 20.000 hectares. E assim por diante.

Sealoprando





EDITORIAL

Baboseiras amazônicas

Depois do longo período de silêncio que se seguira à sua posse na Sealopra (sigla que consagrou o nome da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo) que selou sua reconciliação com o governo que classificara como “o mais corrupto da história da República”, o ministro Roberto Mangabeira Unger mostrou, finalmente, em que se concentravam seus profundos estudos, pesquisas e reflexões sobre o futuro do País. Convencido de que “transformando a Amazônia, o Brasil se transformará”, sem explicar no que deseja que o Brasil “se transforme”, o ministro do futuro organizou uma expedição à região, de 35 pessoas, entre assessores, parlamentares e empresários com a missão de, em quatro dias, convencer os governos locais da importância e da viabilidade do seu criativíssimo projeto de transposição de água da Amazônia para o Nordeste. É que os estudos e pesquisas do ministro levaram-no à surpreendente e inovadora conclusão de que “numa região sobra água inutilmente e na outra falta água calamitosamente”. Parece inacreditável que ninguém antes tenha feito tal raciocínio lapidar!

É verdade que na década de 1970 o futurólogo norte-americano Herman Khan, famoso por suas previsões e propostas, mais ambicioso do que Unger, já tinha sugerido a interligação das bacias hidrográficas da Amazônia e do Prata, por meio da criação de lagos na região do Xingu, que seriam abertos pela explosão de duas ou três bombas atômicas. Afinal de contas, o berço esplêndido brasileiro tem certos defeitos congênitos de distribuição da água dos rios – mas nada que a hodierna tecnologia não possa resolver... Mas o professor Unger é mais conservador. Vai buscar, para compatibilizar a abundância amazônica com a carência nordestina, o sistema preferencial de manipulação hídrica dos antigos romanos, ou seja, o velho aqueduto. Assim, propõe ele que seja construído um grande aqueduto entre a Amazônia e o Nordeste, para que se resolva, ad perpetuum, o problema da seca nordestina.

Talvez a “água que sobra inutilmente” na Amazônia, pelo seu excesso de volume, fosse melhor aproveitada, sem risco de drenagem daquela área, se o ministro Mangabeira Unger aceitasse o conselho da prefeita de Santarém, a quem expôs o seu plano. Para dona Maria do Carmo Lima, eleita pelo PT, “antes é necessário que se cuide bem da água da Amazônia para o povo amazônico. Vivemos às margens dos maiores rios e não temos água dentro de casa”. Em outras palavras, para quem conhece a Amazônia, lá o problema da inutilidade das águas abundantes se resolve com encanamentos e não com aquedutos.

Mas em sua expedição, acompanhado de comitiva de 35 pessoas – com a notória ausência da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que alegou razões de ordem pessoal para não ter de ouvir explanações tão relevantes sobre o “desenvolvimento sustentável” da região amazônica –, o ministro Unger também navegou por outras águas, anunciando outras idéias brotadas de sua Secretaria, tais como a tributação especial da mineração (no que se harmoniza com a diretriz governamental de aumentar impostos ) e a adoção do ensino de uma segunda língua para todos os índios (talvez por ter chegado à conclusão de que é a condição de monoglotas que tem dificultado sua sobrevivência).

Com essa expedição, o ministro confirmou que a Sealopra é um órgão do governo, custeado, é claro, com dinheiro dos contribuintes, em que se produzem idéias mirabolantes sem qualquer preocupação com sua utilidade, viabilidade e custo. Não foi sem razão que, comentando o Aqueduto Unger, o diretor da ONG Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, lembrou que falta água no deserto do Saara e sobra no Canadá – e indaga por que, em vez de levar água da Amazônia para o Nordeste, não se a capta direto da Antártida.

O problema é que inventar enormidades não custa nada a quem as inventa, mas custa ao contribuinte, que é quem paga as equipes alocadas para o estudo e a discussão de idéias ridículas (para dizer o mínimo), transformando-se em financiador de baboseiras. Baboseiras como essa e como as do subordinado de Unger, Marcio Pochmann, presidente do Ipea, que quer resolver o problema do desemprego propondo 3 horas por dia de trabalho.

Seria gozação, se não fosse desaforo.

Fidel Castro and Luis Inácio Lula Da Silva: there are controversies

Foto: Havana (Cuba) - Reprodução da foto do encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o líder cubano Fidel Castro, fornecida pelo governo cubano Foto: Valter Campanato/ABr


Fidel nos limites
Claudio Dantas Sequeira - Da equipe do Correio

Viagem a Cuba
Em artigo no Granma, Comandante admite que, aos 81 anos, não tem mais saúde para falar em público. Lula, depois do encontro da véspera, havia dito que o velho companheiro está “pronto para reassumir”

Um disse...
“Acredito que Fidel está pronto para assumir o papel político que tem em Cuba e o papel político que tem na história de um mundo globalizado e da humanidade Ele está com uma lucidez incrível e uma saúde impecável, como nos melhores momentos”
Lula, falando sobre o encontro com Fidel

AP

...O outro disse
“Não gozo de capacidade física suficiente para falar diretamente em público. Faço o que posso: escrevo Falar não é o mesmo que escrever”
Fidel Castro, em artigo publicado ontem no jornal Granma


Fidel Castro admitiu ontem que sua saúde é precária, desmentindo publicamente a versão de que estaria pronto para voltar ao poder, como deu a entender o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em artigo publicado na imprensa oficial, Fidel não lança mão de subterfúgios para falar de suas limitações. “Não gozo de capacidade física suficiente para falar diretamente em público”, afirmou, ao justificar por que não ainda compareceu ao município que o inscreveu como candidato às eleições legislativas do próximo domingo. “Faço o que posso: escrevo”, arrematou. Aos 81 anos, o líder cubano convalesce há 17 meses de uma grave doença no intestino. Mesmo assim, é candidato à própria sucessão, em eleição indireta no Parlamento cubano, no mais tardar em 45 dias.

A candidatura à Assembléia Nacional é indispensável para a renovação do mandato. Desde julho de 2006, os poderes foram provisoriamente confiados ao irmão Raúl. Para Fidel, orador nato, expressar-se apenas pela escrita se tornou “uma experiência nova”. “Falar não é o mesmo que escrever”, reflete no artigo, publicado no dia seguinte à visita de Lula. Depois da extensa agenda oficial, o presidente brasileiro foi recebido pelo cubano em local sigiloso. Antes de embarcar, Lula falou à imprensa sobre a “recuperação surpreendente” do anfitrião.

“Acredito que Fidel está pronto para assumir o papel político que tem em Cuba e o papel político que tem na história de um mundo globalizado e da humanidade”, declarou. Lula chegou a fazer piada, afirmando que, se um dia ficar doente, quer ter “a disposição que Fidel tem”. “Ele está com uma lucidez incrível e uma saúde impecável, como nos melhores momentos”, emendou o mandatário brasileiro. Para não restar dúvidas, a televisão cubana divulgou ontem um vídeo de quase dois minutos, com imagens em movimento e algumas das fotos do encontro. Fidel, que veste roupas esportivas, aparece magro como em imagens anteriores e tem a barba bem tratada.

Não é possível escutar o diálogo. O locutor diz que ambos reforçaram as relações de irmandade entre seus países, mas não especifica os temas discutidos. Segundo a imprensa cubana, Lula e Fidel também lembraram seus primeiros encontros no passado e a iniciativa de criar o Foro de São Paulo — articulação política entre movimentos e grupos de esquerda de toda a América Latina, inclusive a guerrilha das Farc. Fidel, sentado a cerca de 1m de Lula, parece falar de forma descontraída. Os fotógrafos oficiais registraram cada um dos dirigentes fotografando o outro. “Me sinto muito bem”, é possível escutar em um momento em que a câmera se aproxima de Fidel.

Entenda o que é a transposição do rio São Francisco

AG/Br




Adequação para exportação da carne para o MCE

A expectativa do setor agropecuário não é nada boa. As imposições e absurdas exigências do Mercado Comum Europeu colocaram barreiras quase instransponíveis para a exportação da carne brasileira - a melhor do mundo hoje disponível.

Pelas rígidas regras, não mais do que 300 propriedades no país teriam o status para exportar para aquele imenso mercado.

Mas, nem tudo está perdido.

Uma série de ações estão em curso para a adequação do setor para continuar mantendo o país como o maior exportador de proteína animal do planeta. Confira.

AG/BR

Amostras de suspeita de febre amarela são enviadas ao Evandro Chagas (PA)

Centro de referência na área de saúde, o Instituto Evandro Chagas é responsável pela análise de material suspeito de contaminação pelo vírus da febre amarela

AG/Br

CNI repudia a volta da CPMF

Foto: José Cruz/ABr

ARTIGO

CPMF: aumentar tributos não é a alternativa

Armando Monteiro Neto - Deputado federal e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Aumento de tributação e corte de despesas foram as duas alternativas cogitadas pelo governo para equacionar o Orçamento da União, em face do fim da CPMF. A elevação da tributação já é um fato, enquanto o corte de despesas irá se proceder na discussão legislativa da proposta orçamentária. Entretanto, a contenção do gasto público seria a alternativa mais adequada ao ajuste.

Não concordamos com o aumento de tributação, mesmo que parcialmente, como forma de compensar o fim da CPMF. O crescimento do gasto público acima do crescimento da economia tem sido uma constante desde a década passada, de modo que o gasto público federal em proporção do PIB elevou-se de 14% em 1997 para 17,8% em 2007. Esse crescimento determinou um aumento constante da carga tributária sobre a sociedade. A decisão do Senado Federal no caso da CPMF expressou uma clara mensagem da sociedade contra essa permanente elevação da carga tributária que ocorre no Brasil ano após ano. Aumentar tributos não é, portanto, o que a sociedade espera.

Além disso, do ponto de vista econômico, a alta das alíquotas dos dois tributos (IOF e CSLL) irá acentuar a cunha fiscal e o spread bancário, devendo se refletir em aumento das taxas de juros aos tomadores finais. Irá limitar a ampliação do crédito e com isso conteremos um dos principais fatores que explicam a forte expansão econômica recente. Elevar tributos é, assim, uma medida anticrescimento.

A não-renovação da CPMF é um dado novo que precisa ser assimilado. Com certeza, não pode se constituir em ameaça à responsabilidade fiscal e ao controle das contas públicas — as bases da estabilidade a longo prazo. Exige uma mudança de postura no equacionamento das questões fiscais.

Há lições a serem aproveitadas. Primeiro, é clara a percepção de que há limites ao ônus tributário da sociedade e que não podemos manter indefinidamente tributos provisórios e um sistema tributário anacrônico e sem racionalidade econômica. Nesse sentido, a discussão da reforma tributária pode — e deve — avançar de imediato. É necessário definir um modelo tributário permanente e funcional.

Segundo, a necessidade de detalhar o “corte de gastos” é também oportunidade única para tornar clara a necessidade de revisão do sistema de vinculações de receitas e de despesas obrigatórias e também da criação de mecanismos de controle do crescimento dos gastos. Apenas assim será possível melhorar a eficiência, eleger prioridades, monitorar objetivos e dar maior focalização ao gasto público. Em suma, promover um choque de gestão fiscal e tornar o Estado mais eficiente.

É possível promover um expressivo corte nas despesas na proposta orçamentária para 2008. É importante notar que, em termos globais, não há necessidade de corte efetivo de gastos, mas de redução no ritmo de crescimento das despesas. O desafio é ser seletivo e minimizar o impacto sobre o investimento.

A CNI estima que seria viável uma redução de despesas, mesmo preservando-se os programas sociais e o PAC, mediante um corte das despesas de pessoal e custeio. Para tanto, basta que, na revisão da proposta orçamentária, sejam mantidas as dotações existentes no mês de julho último para despesas em 2007. Com isso, os investimentos poderiam ser mantidos no mesmo patamar disponível para 2007, ou seja, cerca de R$ 26 bilhões, dos quais R$ 13,8 bilhões incluídos no PPI.

Com esse corte, e sem recorrer a aumento de tributação, seria necessário aceitar, excepcional e temporariamente, um menor superávit primário em 2008: cerca de R$ 46 bilhões. Com a utilização do mecanismo do PPI, a meta ajustada seria atingida e ainda assim a relação dívida/PIB manteria sua trajetória de queda.

Eventualmente, um recolhimento de tributos acima do projetado e execução de gastos inferior ao liberado — como tradicionalmente ocorre ao longo da execução orçamentária — poderiam aproximar o resultado final da meta sem ajuste do PPI (R$ 60,4 bilhões).

Essa é uma estratégia que preserva a intenção de reduzir a carga fiscal e mantém o crescimento. Mas exige a mudança de postura em relação ao gasto, com a imposição de limites ao seu crescimento não apenas neste ano, mas também nos anos seguintes. É essa a principal lição do episódio: temos que mudar a cultura e fazer o orçamento público dentro dos limites da tributação tolerada pela sociedade.

A tragicomédia de Arlindo Chinaglia

Luiz Cruvinel

É trágico se não fosse uma tremenda piada de mal gosto as declarações hoje do presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia sobre o pacote de aumento de impostos para compensar a extinção da malfadada CPMF.

Diz Chinaglia: "É razoável que o financiamento da sociedade seja feito por quem pode mais. Isso vai na linha de se fazer justiça social."

Na sua avaliação não será difícil aprovar na Casa a MP 413/08, que aumenta de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras e das pessoas jurídicas de seguros privados e capitalização. "A dimensão de arrecadar recursos de segmentos que têm lucros maiores tem de ser levada a sério pelo Congresso, pelos bancos, por toda a sociedade. Frente às circunstâncias do País, é razoável que o financiamento da sociedade seja feito por quem pode mais. Isso vai na linha de se fazer justiça social", disse Chinaglia.

Esquece-se ou se faz de leso o presidente de que, quem pagará a conta desse aumento não será os banqueiros e sim o conjunto da sociedade que vive com a faca no pescoço e precisa para fechar suas contas, submeter-se a entrar nos juros do cheque especial que devem passar de 12 a 15% (atualmente está na casa de 8,5%, uma taxa de agiotagem explícita), que precisa do cartão de crédito e de financiamentos para a compra de bens duráveis e até mesmo pagar o aluguel.

Tereza Salgueiro e a conquista de muitos corações

Divulgação

















Esta bela mulher portuguesa como seu sítio bem diz evoca: Alma e voz.

Boatos dizem-na fora de sua casa segura, o grupo Madredeus. Não acredito e ela mesmo nega.

Dentre as inúmeras parcerias que a vida além Mar propocionou-lhe, há esta em especial que compatilho com meus dois leitores: "Haja o Que Houver", executada com o tenor espanhol José Carreras.


Algumas dessas colaborações foram reunidas no álbum "Obrigado", o qual o blog recomenda com entusiasmo.

É o primeiro trabalho discográfico editado por Teresa fora do "ninho" Madredeus. O disco que viu a luz do dia em Portugal em Novembro de 2005 foi em poucos meses editado um pouco por todo o mundo...

No ano que passou, 2007, Teresa Salgueiro preparou a edição de um segundo trabalho em nome próprio que, ao que tudo indica, foi editado entre os meses de Março e Abril.

Já está nas lojas o exemplar importado.


O álbum é inteiramente dedicado à Bossa Nova e à MPB confirmando-se assim a grande afinidade que Teresa sempre afirmou ter pela música brasileira. Aproveitando uma espécie de ano sabático dos Madredeus, Teresa Salgueiro iniciou em Abril uma digressão mundial com base no repertório desse trabalho, no entanto, as primeiras apresentações ao vivo acontecem já em Janeiro na cidade de São Paulo, Brasil.



Esta página pretende ser um pequeno e sincero tributo a Teresa Salgueiro, um porto de chegada para todos aqueles que na alma e na voz de Teresa encontram a cada dia um novo porto de partida, uma fonte de renovada inspiração de onde brota o sonho, cresce a esperança e renasce a ilusão. Obrigado Teresa!


Texto: Val-André e Sérgio Freitas.


Amazônia poderia ser um Merconorte?

Como só o governador do Amazonas fala pelo lugar. Fica o dito pelo não dito!

Como Mangaba quer a água para o combate a sêca no nordeste, inserção dos índios como poliglotas e outras asneiras.

Ficam as reuniões que nunca têm fim para discutir o assunto.

Presença do governo o que é bom! Fica frio, vai ficar assim mesmo até que o pau cante.

Ouça o que já se dizia há anos. Essa é 2005 e foi veiculada pela Radiobrás.

Biopirataria

O que o governo faz para combatê-la? É mito ou realidade?

Ouça a segunda parte de uma série especial veiculada na Radiobrás, em 2005, sobre o tema.

Unfinished Shympathy

Later I am going to write something about Massive Attack!



For the time being, what about listening this band what was revealed in the original soundtrack of the film "Privacy Invasion", in the brazilian version.

O cabeça do Massive Attack além de colaborador da minha queridinha Björk, considero o projeto um marco da nova música britânica.

Resgato, já, já, portanto, a segunda dica da Coluna New Music.

Você acredita na defesa da Amazônia?

Ouça uma série veiculada em 2005 pela Radiobrás.



Você está convencido?

Zuuuuummmm


Ministro pode ser cassado

O senador e também ministro Alfredo Nascimento está em apuros, como conta hoje a Coluna do jornalista Cláudio Humberto.

Ministro ameaçado de cassação

O ministro Alfredo Nascimento (Transportes), que é senador do PR (ex-PL), corre mesmo o risco de perder o mandato: o desembargador Ari Moutinho, corregedor do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas e relator do caso, deu parecer favorável à sua cassação no processo em que é acusado de compra de votos. As provas são robustas. A representação é do Ministério Público Eleitoral e deve ser julgada no dia 24. O ministro não quis comentar.

Prova documental
Em Manacapuru (AM), o juiz eleitoral apreendeu 300 “vales-combustível”, no dia da votação, ilustrados com o “santinho” de Alfredo Nascimento.

Dura lex, sed lex
O ex-senador João Capiberibe (PSB-AP) foi cassado porque um eleitor afirmou em Juízo que recebera dinheiro da sua campanha em troca do voto.

Segundão
O ministro e senador Alfredo Nascimento responde a dois processos de cassação de mandato. O primeiro já subiu ao Tribunal Superior Eleitoral.

Ressabiada, Marina Silva vazou

Esparta que só ela, a ministra Marinha Silva tratou de tirar o corpo fora da visita.




Marina Silva evita participar da comitiva

Alan Gripp e Bernardo Mello Franco

Assessor diz que "essa agenda não é a dela"; propostas surpreendem ambientalistas


BELÉM e BRASÍLIA. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, trabalhava ontem normalmente em seu gabinete enquanto a comitiva de Mangabeira Unger informava, em Belém, que ela não acompanhava a visita à Amazônia por problemas de saúde. Segundo assessores, Marina, dedicou o dia a despachos internos com técnicos. O ministério não explicou oficialmente as razões de sua ausência no grupo governamental que começou ontem um périplo para expor propostas para a Amazônia. No entanto, uma pessoa ligada a Marina disse que ela recusou o convite por entender que as propostas de Mangabeira não são compatíveis com sua pasta.

- Essa agenda não é a dela, e a ministra não quer misturar suas políticas para a Amazônia com as de Mangabeira - disse o assessor.

Para não deixar as discordâncias transparecerem, Marina decidiu escalar três representantes para a comitiva: os diretores do Departamento de Articulação de Ações da Amazônia, André Lima; do Serviço Florestal Brasileiro, Tarso Azevedo; e da Agência Nacional de Águas (ANA), Bruno Pagnoccheschi.

ONGs ambientalistas ficam surpresas com idéias do ministro

O ineditismo das propostas de Mangabeira surpreendeu representantes de algumas das principais entidades ambientalistas do país, que não quiseram comentar as idéias. O superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Carlos Alberto Scaramuzza, disse que prefere esperar a publicação dos projetos para analisar sua viabilidade. O Greenpeace também não se pronunciou, mas um dirigente da ONG na Amazônia afirmou que idéias como a construção de aquedutos para levar água para o semi-árido nordestino são de execução pouco provável.

- Não há uma linha sobre isso no Plano Plurianual. O governo anunciou a transposição do Rio São Francisco como prioridade há cinco anos, e só agora começou as obras - disse André Muggiati, coordenador de áreas protegidas da Campanha de Proteção da Amazônia do Greenpeace.

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), um dos principais defensores da causa ambiental no Congresso, também se esquivou de opinar diretamente sobre as idéias de Mangabeira. Ele comentou apenas que, em vez de ensinar línguas estrangeiras aos índios, o governo deveria usar os computadores do Sivam para sistematizar as línguas já faladas na Amazônia.

- Como as propostas são de um ministro do futuro, acho que vai haver tempo para se avaliar uma a uma, e ver se são importantes ou não - ironizou o deputado.

"Não acredito em modelos impostos de cima para baixo"

Embora tenha se esquivado de comentar diretamente as propostas de Mangabeira, o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, fez ressalvas às idéias do ministro. Ele lembrou que iniciativas anteriores para a Amazônia já fracassaram por falta de sintonia entre as autoridades e os habitantes da região:


- Existe uma ineficácia muito grande. Um projeto de desenvolvimento sustentável só será feito por quem conhece realmente a Amazônia. Não acredito em modelos impostos de cima para baixo.

Empresários paraenses que ouviram o ministro reagiram com desconfiança às propostas, em especial à que prevê o aumento de taxas para a mineração no estado. No entanto, nenhum deles quis opinar sobre o projeto. O diretor de Articulação de Ações para a Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, também preferiu não comentar as idéias, mas se disse simpático à abertura de um novo debate sobre a região.

- Essa é uma agenda positiva, porque reforça a estratégia do governo de desenvolvimento da Amazônia como solução para o desenvolvimento do país. Independentemente de as propostas serem novas ou não, polêmicas ou não - disse.

A viagem da comitiva capitaneada por Mangabeira segue hoje em Santarém e amanhã chega a Manaus, onde deverá se juntar ao grupo o ministro da Cultura, Gilberto Gil.

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