Qual o seu conceito de segurança?
Luis, Fernando, Márcia, Josélia e Ricardo, foram passear.
Saíram de suas respectivas casas e encontraram-se no Plano Piloto, mais especificamente no Bar Monumental -- um dos mais tradicionais de Brasília --, no início da Asa Sul, próximo demais até do centro do Poder.
Ao ouvir o relato desses amigos, jamais poderia imaginar que, num ponto tradicional da saída do não menos tradicional "Bloco Pacotão", uma sociedade que vai muito além de poetas mortos da incipiente tentativa de agitação da Quadra Momesca em Brasília, pudesse passar tão apertado, como passou, o que seria o derradeiro "grito'" de convocação para o desfile final que haveria logo, logo mais, depois, na descida tão logo se chegasse à pista que dá acesso ao Eixo Monumental, na altura da Catedral de Brasília. E o Pacotão na rota, simplesmente, diferente do tradicionalmente acertado, pegou foi muita porrada da PM.
Da PM não! Do Bope.
As vítimas, em sua maioria, eram foliões do galinho de Brasília (não pernambucanos de Olinda, porém, apaixonados pelo Frêvo) agitando enquanto a hora não atropelasse a animação e a alegria; interrompida por balas de borracha, bombas de efeito moral e distribuição gratuíta de supapos, sprays de pimenta e mostarda, acompanhadas num farto cardápio de bombas de efeito moral e muita porrada com cassetete pelo Bope (lá, como no filme Tropa de Elite, também apareceu um zinho à modo do capitão Guimarães).
É Brasília. A Capital do Brasil.
O governador José Roberto Arruda quer o fígado dos indigitados após ser informado da tertúlia e seus estragos, logo após chegar de uma viagem de trabalho a Washington (USA).
E os brincantes do Pacotão estão conferindo até agora os danos, pontos e perfis arroxeados com a ação de verdadeiros brucutus das cavernas.
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A Vale e a dívida
Se for confirmada a incorporação da mineradora suíça Xstrata pela Vale, nos termos divulgados, não poderá ser ignorado o impacto do negócio sobre a dívida externa.
O projeto inicial, sujeito ainda a voltas e reviravoltas, prevê não apenas o pagamento de cerca de US$ 35 bilhões em ações preferenciais da própria Vale, mas, também, o de uma parcela de aproximadamente US$ 50 bilhões em dinheiro vivo a ser providenciada por empréstimo concedido por um pool de bancos.
Hoje a dívida externa brasileira bruta alcança cerca de US$ 200 bilhões. Como mostra a tabela, o último dado divulgado pelo Banco Central é de dezembro, que aponta um saldo de US$ 197,7 bilhões. Desse total, apenas US$ 70,1 bilhões constituem passivo do setor público, a parcela que o mercado denomina dívida soberana. Os demais US$ 127,6 bilhões são compromissos do setor privado brasileiro (empresas e instituições), incluídas aí as obrigações de curto prazo.
Como as reservas externas alcançam US$ 189 bilhões, a dívida externa brasileira líquida, que inclui o passivo do setor privado, é irrelevante; não é superior a US$ 11 bilhões. Mas, se a Vale brasileira tomar um empréstimo de US$ 50 bilhões, a dívida externa bruta dará um salto de 25%.
Se, por exemplo, a operação viesse a ser fechada pela canadense Inco, incorporada pela Vale em outubro de 2006, a dívida externa brasileira não aumentaria. Mas a Inco não parece ter patrimônio suficiente para assumir um passivo dessas proporções.
A questão não é apenas teórica. As agências de classificação de risco têm argumentado que uma das razões pelas quais ainda não foi conferido o grau de investimento aos títulos de dívida do Brasil é a de que a dívida externa total ainda é maior do que as reservas externas em poder do Banco Central. É um argumento capenga porque a classificação de risco alcança apenas a dívida soberana (dívida pública); não se estende à dívida privada. Em todo o caso, ele vem sendo usado para justificar essas demoras, sob o argumento de que, no Brasil, o monopólio do câmbio deixa as empresas dependentes do Banco Central no suprimento de moeda estrangeira para pagamento de compromissos no exterior. E se a dívida der um salto assim, esse argumento poderia, em princípio, ser usado para justificar novos adiamentos para o reconhecimento do grau de investimento.
Nas últimas semanas, setores nacionalistas vêm criticando a proposta de compra de empresas lá fora por grandes corporações brasileiras. Na base dessas críticas está a idéia de que um país em desenvolvimento como o Brasil não deveria exportar investimentos, especialmente se os recursos provêm de endividamento externo. Deveria, argumentam, aplicá-los no País, onde as necessidades de capital são maiores.
Esse raciocínio está viciado porque não leva em conta dois fatores. O primeiro deles é o de que não fechar negócios assim é deixar a oportunidade para os chineses e fundos soberanos de outros países. O segundo é o de que o investimento no exterior hoje é garantia de entrada futura de lucros e, portanto, de maior capacidade de investimentos, dentro ou fora do País. E aumenta a capacidade de pagamento da dívida externa brasileira.
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Dirigentes do PT usam cartão corporativo
Chega agora ao conhecimento público que dirigentes regionais do PT estão entre os usuários de cartões corporativos do governo federal, incluindo três tesoureiros de diretórios estaduais.
Pelo menos mais sete integrantes de executivas ou diretórios petistas, além de um ex-prefeito e de três candidatos a deputado estadual em 2006, estão entre os encarregados por diversos ministérios de fazer saques e comprarem com os cartões. Um deles, candidato em Alagoas, sacou 41% do total do ano nas três semanas que antecederam a campanha, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo.
Com a revelação de mais esses absurdos, a sensação que se tem é que essa gente não tem limite, critério e até mesmo qualquer decência com o trato da coisa pública. Público pelo visto, para esses personagens, não é o coletivo, é o privado.
Esse dinheiro entesourado com o recolhimento de um conjunto perverso – um dos maiores do mundo – de impostos que o povo brasileiro é obrigado a pagar, é torrado sem qualquer cerimônia para fins particulares ou de interesses puramente partidário.
Até quando? Podia-se perguntar. Até quando Deus quiser deveras, visto que a pizza já está sendo preparada por pizzaiolos experientes numa CPI que sequer foi aberta é que já gera uma disputa de vida ou morte para os nomes a serem ocupados para presidí-la e relatá-la.
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Governo quer repactuar prazos de aumentos dos servidores
Os servidores aguardam ansiosos pela próxima quinta-feira, quando voltam a se reunir com o Ministério do Planejamento para discutir reajustes e plano de cargos e salários. Na semana passada, um encontro com o ministro Paulo Bernardo foi cancelado, o que aumentou a insatisfação dos servidores e motivou um discurso mais duro por parte dos sindicatos. “Tudo o que o governo menos quer agora é uma greve geral. Mas se não tivermos uma posição oficial, pode ser difícil controlar os servidores”, afirma Josemilton Costa, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal. Ele classifica como “estratégia lógica” a decisão do governo de protelar novas contratações para não gerar mais desgaste com o funcionalismo.
Em janeiro, o ministro assegurou que os concursos com edital publicado estavam assegurados. Sendo assim, pelo menos 12.661 vagas em 10 concursos estão a salvo das medidas de contenção de gastos. “Alguns casos de concursos que já foram autorizados ou pactuados com o Ministério Público não temos por onde interromper”, anunciou o ministro no início do ano. O número de concursos autorizados é pequeno — 22,5% — diante da previsão do governo federal de se ocupar mais 56 mil vagas em 2008. De acordo com a estratégia revelada pelo deputado Gilmar Machado, o governo pode até realizar as seleções, mas deve protelar as contratações.
Previsão de gastos
Recursos inicialmente previstos no Orçamento de 2008
Recomposição salarial
Judiciário R$ 221,64 milhões
Ministério Público R$ 104,32 milhões
Executivo R$ 3,7 bilhões
Total R$ 4 bilhões
Concursos
Legislativo R$ 106,83 milhões
Judiciário R$ 647,17 milhões
Ministério Público R$ 111,31 milhões
Executivo R$ 1,03 bilhão
Total R$ 1,89 bilhão
TOTAL GERAL R$ 5,9 BILHÕES
REDUÇÃO
R$ 12,26 bilhões
será o tamanho dos cortes nos Três Poderes
621
emendas coletivas têm reservados
R$ 10,15 bilhões
8.998
emendas individuais foram mantidas, sem cortes
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A dívida da Vale
Para quem duvidada da existência da dívida, basta conferir os dados sobre execução contra a mineradora:
Processo de cobrança nº 950.977/2007 - Valor R$ 460.344.776,08
Inscrição na dívida ativa: nº 171/2008
Execução fiscal nº: 2008.39.00.002067-8 - Justiça Federal - TRF1 – Belém (PA)
Em tempo. A Vale fez um acordo nos autos de cobrança idêntica na semana passada com os municípios mineiros no raio de influência de seus projetos.
E estamos conversados.
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O Vale dos Tribunais


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Para faraó nenhum botar defeito
Os prédios suntuosos erguidos pelo Judiciário em Brasília, ao custo de R$ 2,1 bilhões, são uma prova de como é possível cortar gastos no poder público
Isabel Clemente e Murilo Ramos
NA MIRA DOS PROMOTORES
Visto assim do alto, o setor de administração Federal Sul, em Brasília, mais parece o céu no chão. Nesse pedaço da capital, à direita da Praça dos Três Poderes, o Judiciário e o Ministério Público Federal vêm erguendo há dez anos um dos mais sofisticados e dispendiosos conjuntos de edifícios públicos do país. Os prédios do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), da Procuradoria-Geral da República e do anexo do Supremo Tribunal Federal (STF) compõem um monumento comparável às Pirâmides de Gizé, erguidas por escravos para sepultar os faraós do antigo Egito. No Vale dos Tribunais foi sepultado mais de R$ 1,3 bilhão de dinheiro oficial, a preços atualizados. Outros R$ 800 milhões serão gastos nas novas sedes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Federal (TRF-1), que ficarão prontas em três anos.
São pirâmides de aço, concreto e vidro que trazem a assinatura de Oscar Niemeyer e exibem números monumentais. Só na estrutura do prédio do STJ, com paredes de meio metro de espessura, foram consumidos 59.000 metros cúbicos de concreto especial, 20% mais do que se usou para erguer o estádio do Morumbi. Quando as novas sedes do TSE e do TRF-1 estiverem prontas, o Vale dos Tribunais terá acumulado mais de 150.000 metros quadrados de vidros especiais. É material suficiente para forrar de espelhos e vidros fumês a nova pista do aeroporto de Brasília, com seus 3,5 quilômetros de extensão e 40 metros de largura.
O concreto usado na sede do STJ daria para construir uma centena de edifícios comuns de dez andares. São 133.000 metros quadrados de área construída para 4.500 servidores. Na média, 30 metros quadrados por servidor. Não é preciso comparar com a taxa da iniciativa privada para constatar que o exagero também é monumental. A estatal Petrobras, maior empresa da América Latina, tem 25 mil empregados em dez edifícios no Rio de Janeiro. Somados, têm uma área construída de 420.000 metros quadrados: média de 16,8 metros quadrados por empregado. No novo TSE, a área por servidor será de 55 metros quadrados por servidor. No TRF-1, será de 80, segundo o cálculo do procurador da República Rômulo Conrado, que ajuizou ação pública para tentar embargar a obra.
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Valciney quer maior envolvimento da Amat na criação do Carajás
Valciney também quer mais envolvimento entre os prefeitos que integram a entidade para que as ações sejam não só debatidas, mas também efetivadas, uma vez que as conquistas da associação dependem dessa agregação. E é justamente a reunião de todos os prefeitos uma das dificuldades enfrentadas pela Amat.
"Não é muito fácil reunir os prefeitos em sua totalidade e esse é um ponto importante, pois a Amat funciona como um fórum para debater os problemas da região. Em 2006, por exemplo, nos mobilizamos em Brasília para discutir os repasses de recursos para a região sul/sudeste do Pará", lembra Valciney.
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Mulholland pressionado à deixar o cargo
Comissão pede saída de reitor da UnB
Demétrio Weber
"As universidades estatais foram apropriadas por sua comunidade", diz Cristovam
BRASÍLIA. O presidente da Comissão de Educação da Câmara, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), defendeu ontem que o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, deixe o cargo. Para Vieira, a divulgação de que a universidade gastou R$470 mil com móveis e artigos de luxo, inclusive uma lixeira de R$990, para mobiliar seu apartamento funcional inviabilizou a permanência de Mulholland à frente da instituição:
- Não há mais condição, perante a sociedade brasileira, de que o Timothy continue como reitor da UnB. Houve um abuso. É preocupante ver a autonomia universitária, que se quer cada vez maior, ser usada para estabelecer prioridades que nada tem a ver com a finalidade da instituição. Como reitor, deveria ter dito: "não aceito" (os móveis e artigos de luxo comprados para a residência oficial).
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB quer o afastamento temporário de Mulholland enquanto durar a investigação sobre os gastos. Na próxima quarta-feira, o DCE pretende protocolar representação no Ministério Público Federal pedindo a apuração do caso.
- Não queremos fazer prejulgamento, mas todos os mecanismos de auditoria de contas dentro da universidade passam pela chancela do reitor. Qualquer investigação fica prejudicada com a presença dele - disse o coordenador do DCE, Fábio Felix.
Conselho Universitário é presidido pelo próprio reitor
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que foi ministro da Educação e, de 1985 a 1989, reitor da UnB, classificou o episódio como um desastre. Ele lembrou que, ao assumir a reitoria, providenciou a venda do apartamento funcional da instituição e aplicou o dinheiro no campus. Cristovam disse que Mulholland deve um pedido de desculpas à sociedade, mas considerou prematuro falar em destituição do cargo.
- As universidades estatais foram apropriadas pela sua comunidade. Cada professor, funcionário e estudante acha que é dono, como se a universidade não pertencesse ao país. Houve uma apropriação do patrimônio estatal pelas corporações. O dinheiro deveria ir para os laboratórios de biologia, computação.
Internamente, o Conselho Universitário, que é presidido pelo reitor e reúne diretores de faculdades e estudantes, é a instância com poder para destituí-lo do cargo. Até ontem não havia reunião marcada. As aulas na UnB só começam em março.
O coordenador-geral do DCE cobrou investimentos nos cursos, afirmando que o custeio de nenhum deles em 2007 consumiu mais do que as despesas com o apartamento funcional, uma cobertura num prédio de luxo na Asa Norte, no Plano Piloto:
- Nos laboratórios falta reagente, na biblioteca falta acervo. Mais de 400 pessoas vivem na Casa do Estudante com falta de água, luz e goteiras.
Procurado pelo GLOBO, Mulholland não quis dar entrevista ontem, um dia após anunciar que deixou o apartamento. A reitoria confirma os gastos para mobiliar a cobertura, e sustenta que a despesa foi de R$350 mil. O Ministério Público do Distrito Federal vai acionar o Ministério Publico Federal para cobrar o ressarcimento aos cofres públicos.
Reitor deixa imóvel de luxo Erika Klingl - Da equipe do Correio
InvestigaçãoTimothy Mulholland toma decisão após repercussão sobre gastos com reforma e compra de mobília do apartamento de propriedade da UnB. Não satisfeito, Ministério Público quer devolução de dinheiro
O reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, deixou o luxuoso apartamento da 310 Norte, onde morava havia um ano, e que foi decorado com recursos repassados pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). A decisão de sair da cobertura do prédio da Fundação Universidade de Brasília (FUB) foi tomada após a divulgação das cifras gastas na decoração do imóvel. Ao todo, foram usados, de acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), R$ 470 mil em mobiliário e equipamentos, como uma cafeteira de R$ 499 e R$ 69 mil em cadeiras, poltronas, uma mesa de centro, uma cabeceira de cama e um banco (veja a lista).
O dinheiro para equipar o apartamento veio do Fundo de Apoio Institucional (FAI), abastecido pela Finatec. A resolução nº 001/1998 do Conselho de Administração da UnB, de 30 de dezembro de 1996, determina que 10% de todos os recursos captados pela Fundação devem ir para o FAI. O destino desse dinheiro é sempre definido pelo Conselho da UnB. Em 6 de julho de 2006, o grupo determinou que parte desse valor deveria arcar com todos os gastos de moradia do cargo de reitor, incluindo o condomínio e estrutura do imóvel. Foi a partir daí que se decidiu pela ocupação e compra de mobiliário para a cobertura.
A direção da Finatec faz questão de deixar claro que o recurso usado no apartamento não saiu do orçamento para pesquisa e extensão científica. Também ressalta que a decisão de gastar o dinheiro do Fundo com o apartamento não tem relação com a Fundação. “Os recursos são da UnB. O Conselho Superior da instituição se reúne, delibera sobre as necessidades da instituição, requisita a compra para a Finatec, que cota os valores e, por fim, doa os itens comprados para a universidade”, explicou o advogado Francisco Queiroz Caputo Neto, que representa a Finatec. “No caso do apartamento, como as decisões eram muito subjetivas, a fundação já recebeu a indicação do que comprar e onde comprar.” No pedido havia até a loja e o código do item a ser adquirido. “O dinheiro gasto para o apartamento não é público, veio da Finatec, uma fundação privada. Ao repassar os recursos para a FAI, o destino deles é decidido, aí sim, exclusivamente pela UnB”, completa Caputo Neto.
Carta A decisão do reitor de deixar a cobertura foi anunciada por meio de uma carta pública à comunidade acadêmica. Pelo documento, Timothy informou que decidiu pela imediata desocupação do imóvel e pela destinação do local exclusivamente para atividades de representação da instituição federal de ensino superior. Ou seja, a partir de agora, o apartamento só poderá ser usado em recepções sociais e oficiais. Para o promotor Ricardo Antônio de Souza, da Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social, sair do apartamento não é suficiente. “Nesse caso, deve haver ressarcimento aos cofres públicos”, afirma.
Ontem, Timothy não estava mais no imóvel. “Sem qualquer apego pessoal, sensível às preocupações da comunidade universitária e para preservar a instituição, determinei que o imóvel seja reservado — exclusivamente — para atividades de representação da Universidade”, citou o reitor, por meio da carta. A estratégia da reitoria é desvincular a imagem de luxo e desperdício de dinheiro para equipar o apartamento da imagem do reitor e da UnB, que sofre com falta de recursos para pagar contas de consumo e melhorias na casa dos estudantes. A assessoria da instituição ressalta que o valor gasto na montagem do imóvel foi de R$ 350 mil e não R$ 470 mil.
Saída No início da tarde de hoje, representantes dos universitários, dos moradores da Casa dos Estudantes e dos docentes da instituição vão se reunir para redigir um manifesto conjunto de repúdio ao caso. “O reitor tem que se licenciar do cargo”, afirma Fábio Felix, coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB. De acordo com ele, todas as medidas jurídicas, políticas, institucionais e não institucionais estão sendo tomadas para pressionar o afastamento dos envolvidos, inclusive o reitor, e para agilizar o andamento das investigações feitas pelo MPDFT.
“O reitor é presidente do Conselho da UnB, que decidiu pela reforma do apartamento. Para nós, está muito claro o envolvimento dele. O afastamento é fundamental para que as investigações não sejam prejudicadas”, diz Felix. “A reforma do apartamento pode ser até legal, mas é imoral”, completa. Além do DCE, participarão da reunião representantes da Associação dos Docentes da UnB (AdUnB), do Sindicato dos Servidores da Fundação Universidade de Brasília (Sintifub) e da Associação dos Moradores da Casa dos Estudantes.
Fatura
A mobília e os equipamentos do apartamento da reitoria da UnB chamam atenção pela ostentação
Cadeiras, poltronas, mesa de centro, cabeceira da cama e banco - R$ 69.566
Refrigerador, freezer, fogão, lava-louças, adega etc - R$ 31.150
Toldos - R$ 10.400
Dois faqueiros - R$ 3.998
Taças de vinho e copos de uísque - R$ 4.590
Home cinema - R$ 36.603
Tapetes, persianas e colchões - R$ 37.668
Telas artísticas - R$ 21.600
Palha para revestimento, xales de seda, tapetes e almofadas - R$ 20.562
Plantio de 16 vasos com plantas - R$ 7.264
Três lixeiras - R$ 2.738
Instalação de ar-condicionados nos quartos - R$ 11.470
Instalação de luminárias - R$ 9.845
Fonte: Notas fiscais obtidas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
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Dilma veta indicação de Jader Barbalho
A ministra chefe da Casa Civil, vetou a nomeação de Lívio de Assis para a presidência da Eletronorte. Ele é indicado pelo deputado Jader Barbalho, um importante aliado de Lula.
O engenheiro Lívio de Assis Rodrigues, tem problemas com a Fazenda Nacional e é réu em processos envolvendo precatórios. Mas prometeu mostrar certidões negativas e documentos para provar sua inocência.
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Transa bem calculada
Salim e Chafia chegam ao consultório de um terapeuta sexual.
O médico pergunta:- O que posso fazer por vocês?
O Salim responde:- O senior, pur vavor, pode ver nois transando?
O médico olha espantado, mas concorda.
Quando a transa termina, o médico diz:- Não há nada de errado na maneira como vocês fazem sexo. E então, cobra R$ 70,00 pela consulta.
Isto se repete por várias semanas! O casal marca horário, faz sexo sem nenhum problema, paga o médico e deixa o consultório.
Finalmente o médico resolve perguntar: - O que vocês estão tentando descobrir?
E Salim responde:- Nada.
A problema é que ela é casada e Salim não pode ir no casa dela.
Eu também sou casado e ela não pode ir em mi casa.
Na Play Love, um quarto custa R$ 140,00.
Na Fujiama custa R$ 120,00.
Aqui nós transa por R$ 70,00, com acompanhamento médico, tem um atestado, Salim reembolsa R$ 42,00 pela UNIMED e ainda tem uma restituição da IR de R$ 19,20.
Tudo calculado, eu só gasta R$ 8,80.
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Alunos pressionam por saída do reitor da UnB
Desde o último sábado, 8, foi organizado uma onda de protestos na frente do apartamento onde reside o reitor. Mulholland não retornou mais para o apartamento.
Segundo promotores, a Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), ligada à Universidade de Brasília, gastou R$ 470 mil na compra dos móveis do apartamento funcional do reitor, incluindo uma lixeira de R$ 990.
Rafael Ayan, um dos diretores do Diretório Central dos Estudantes, diz que apenas os institutos de química e medicina da UnB receberam mais do que isso em 2007: "Como pode um apartamento custar mais do que a verba direcionada a uma unidade acadêmica?".
Por ora a posição do DCE é que o afastamento de Mulholland seja pedido caso seu nome seja citado em denúncia do Ministério Público Federal, o que ainda não ocorreu.
A assessoria de imprensa da UnB informou que a hipótese de afastamento do reitor está fora de cogitação e que não irá se manifestar sobre a a reunião dos estudantes. O órgão reiterou ainda a posição de que os gastos no apartamento funcional estão dentro da legalidade.
Questionado sobre o caso, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que não cabe ao MEC tomar providências sobre o caso porque as universidades têm autonomia: "Não tenho elementos para avaliar, mas o papel dos órgãos de controle é investigar e o dos dirigentes é apresentar justificativas em sua defesa", disse.
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