Cultura & Variedades

O outro blog que este post assina já está com o link aí ao lado. Chama-se "Conversa de Caboclo" e têm Cultura & Variedades. Espero que gostem. Para vê-lo clique aqui.

Especulações até nas hostes petistas

Virgílio Guimarães: "Os brasileiros decidiram que o PMDB tem de comandar tanto a Câmara quanto o Senado"


VG: "Há muitos peemedebistas com experiência suficientes para presidir a Câmara"

por Luís Costa Pinto

O deputado mineiro Virgílio Guimarães é uma das raras lideranças do PT remanescentes dos tempos pré-mensalão que conservaram incólume a autoridade, os votos e o trânsito nas demais legendas do Congresso depois da eleição de 1º de outubro. Reconduzido ao Parlamento nas asas de 140 mil votos, mantém-se como uma liderança independente dentro da legenda e segue como um raro amigo de convívio pessoal com o presidente da República. Durante a Constitutinte Virgílio e Lula dividiram um apartamento funcional em Brasília.
Em janeiro de 2005, depois de se recusar a ser enquadrado em uma decisão partidária, Virgílio Guimarães manteve sua candidatura à Presidência da Câmara a despeito de uma decisão da bancada do partido e foi responsabilizado pela derrota petista no pleito que terminou por eleger Severino Cavalcanti. Culpar o parlamentar mineiro por aquele desastre foi um exagero esperto cometido pelo comando petista que terminou por ser decapitado na esteira das denúncias do mensalão: o razoável sucesso da candidatura de Virgílio foi decorrência da atabalhoada e difusa política de alianças políticas do governo Lula no Congresso, e daí saiu o Frankestein institutcional chamado Severino Cavalcanti, eleito com os votos do PSDB, do PFL e de boa parte da base parlamentar governista abrigada no PTB, no PL e, claro, no PP que era a sigla "severinista".

Lúcido depois do turbilhão, escolado depois da derrota daquele fevereiro de 2005 e na seqüência de ondas amargas que ela trouxe para o PT e para o governo Lula, Virgílio é o primeiro expoente do Partido dos Trabalhadores a sair em defesa da mais pragmática solução para o cenário de um Parlamento que está às vésperas de se defrontar com a reeleição de um Presidente da República que deverá receber mais de 60 milhões de votos e corre o risco de ter de enfrentar um processo de impeachment.

"O PMDB saiu das urnas com a maior bancada na Câmara e já tinha a maior bancada no Senado. Então, os eleitores brasileiros deixaram claro que é o PMDB quem tem de comandar tanto a Câmara quanto o Senado", diz Virgílio. E continua: "O PT, caso Lula seja mesmo reeleito e tudo leva a crer que será, vencerá a disputa e comandará o Poder Executivo. Os cidadãos brasileiros decidiram que cabe ao PMDB comandar o Poder Legislativo. Há muitos peemedebistas com liderança e experiência suficientes para presidir a Câmara. É só procurar nas bancadas do Rio Grande do Sul, da Bahia, do Ceará, de Minas, do Rio de Janeiro, de São Paulo."
O petista mineiro está pronto para defender a sua tese na primeira reunião da nova bancada do PT eleita em outubro. E fará isso na tranqüila condição de um dos mais diletos amigos do atual presidente da Câmara, Aldo Rebelo. "Aldo é um grande presidente da Câmara, mas não podemos cair no mesmo erro de 2005. O PMDB é o parceiro institutcional mais lógico e mais forte que o PT precisa atrair para que Lula consiga governar sem grandes atropelos", explica. Virgílio Guimarães não vê obstáculos intransponíveis no fato de o PMDB já comandar o Senado e o presidente da Casa, o senador alagoano Renan Calheiros, desejar a própria reeleição. "Senado é Senado; Câmara é Câmara é Câmara. O veredito das urnas tem de prevalecer", diz.

Um palpite: Virgílio não está lançando nenhuma idéia maluca e destinada ao esquecimento. A tendência no PT, hoje, é fechar em torno dessa proposta e é muito provável que depois de domingo petistas cinco estrelas como Jacques Wagner, Marcelo Déda, Jorge Viana, Fernando Pimentel e mesmo Tarso Genro comecem a fazer eco àquilo que já prega Virgílio Guimarães.

Processada por mais de cem deputados. Maria Lino cai no choro

Luiz Alves
(E/D) Testemunha de acusação na máfia das ambulâncias, Maria da Penha Lino (ex-funcionária do Ministério da Saúde) e Ricardo Izar (PTB-SP, pres. Conselho de Ética).

Ex-servidora da Saúde chora e nega ter acusado deputados


A ex-funcionária do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino negou há pouco, em depoimento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, ter acusado 171 parlamentares de participar do esquema de compra superfaturada de ambulâncias. Chorando, ela disse não saber por que está sendo investigada e responsabilizou o delegado da Polícia Federal Tardelli Boaventura pela afirmação. Segundo a ex-funcionária, o número se referia à quantidade de emendas aprovadas para a área.

Maria da Penha também foi funcionária da empresa Planam, acusada de coordenar o esquema. Ela negou ter pago ou mesmo testemunhado o pagamento de propina a deputados. No entanto, disse que ouviu os motoristas da Planam falarem sobre malas de dinheiro encaminhadas para a Câmara.

Negociação - Segundo a ex-funcionária, o sócio da Planam Darci Vedoin permanecia o tempo inteiro na Câmara e não ficava no escritório da empresa em Brasília. Ela também afirmou que Vedoin e seu filho, Luiz Antônio, iam às prefeituras para negociar a aquisição de ambulâncias.
O trabalho de Maria da Penha na Planam, segundo contou, era emitir pareceres técnicos sobre projetos. Ela disse que nunca viu parlamentares na empresa.


Maria da Penha confirmou que foi indicada para o cargo no gabinete do então ministro da Saúde Saraiva Felipe pelo líder do PMDB Wilson Santiago (PB). Ela nega que tivesse a senha de parlamentares para consultar a execução de emendas no Ministério da Saúde. "Se isso ocorreu, foi com os donos da Planam", acusou.

Maria da Penha ainda lembrou que foi secretária de Saúde em Barra do Garças (MT) e já participou do Conselho Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS).

O depoimento continua no plenário 11.

PFL reorganiza-se após derrota

Num jantar, ontem, em Brasília, o senador Jorge Bornhausen iniciou consultas no partido, reunindo-se à noite com um grupo de deputados e senadores para estabelecer os termos da manifestação pefelista.

A legenda foi a que mais perdeu espaço nestas eleições elegendo apenas um governador, o do Distrito Federal.

Foi discutido a elaboração de uma nota a ser distribuída à militância do partido. “A nota será ao mesmo tempo uma análise da situação pós-eleitoral – anunciou Bornhausen [presidente nacional do PFL] – e uma reafirmação dos princípios partidários, além, naturalmente, de uma demonstração de confiança no regime democrático. A sociedade verá que a luta não foi em vão e a derrota não nos desanimou, pelo contrário, será estimulante”.

Especula-se que o PFL lutará com todas as forças para conseguir a presidência do Senado em contra ponto aos planos do PMDB que pretende além do Senado, que já o preside, a presiência da Câmara dos Deputados.

Governadores eleitos preparam reivindicações ao Planalto

Cabral defende apoio do PMDB a Lula

MÁRIO MAGALHÃES
Folha de S. Paulo

O peemedebista, que foi eleito com 68% dos votos válidos, declara que o partido deve se manter aliado ao presidente
Governador eleito irá se reunir na tarde de hoje com o petista para falar sobre os Jogos Pan-Americanos, que ocorrerão em julho próximo
O mais importante governador dos sete eleitos pelo PMDB, a considerar o número de eleitores do Estado do Rio e Janeiro, Sérgio Cabral Filho defendeu ontem o apoio do partido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Cabral venceu o pleito com 68% dos votos válidos (5.129.064), mais que o dobro dos 32% obtidos por Denise Frossard, do PPS (2.413.546). Lula, a quem Cabral se associou no segundo turno, alcançou 70% no Estado.
Hoje à tarde o futuro governador deve se encontrar com o presidente no Planalto. Falará dos Jogos Pan-Americanos, que ocorrerão no Rio em julho. A União é um dos principais financiadores do evento.
Cabral afirmou à Folha que cumprirá o compromisso assinado na campanha com o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), seu adversário político.
Entre as medidas estão entregar a Linha Vermelha (via expressa de acesso à capital) e a gestão do esgoto na zona oeste. A Guarda Municipal assumirá a administração do trânsito -mas não necessariamente ficará com a receita das multas.
Cabral, 43, foi dormir pouco depois da meia-noite de domingo. Com o fim da campanha, planeja voltar a assistir aos jogos do seu time, o Vasco.
Hoje toma o café da manhã com a governadora Rosinha Matheus, sua correligionária do PMDB, mas anti-Lula.
Cabral destacou quatro nomes para sua equipe de transição. Um deles, o procurador do Estado Régis Fichtner, está confirmado como o secretário mais forte do próximo governo, no Gabinete Civil. Suplente de Cabral no Senado, Fichtner assumirá a vaga por semanas e depois a cederá para o segundo suplente, Paulo Duque.
Sede e pote
O governador eleito disse que a sua relação com Lula será a melhor possível. "Do ponto de vista pessoal, muito fraterna. Do ponto de vista da agenda pública, com grandes resultados para a população".
No encontro de hoje, Cabral pretende tratar "do Pan e das ações do governo federal com o Estado, numa relação mais ágil, mais ampla, em saúde, educação e infra-estrutura".
"Vamos falar mais no apoio, de forma mais geral. A gente não pode ir com muita sede ao pote, vamos com calma, com relação positiva, permanente e duradoura. Assim se tratam os aliados." Rosinha e Lula têm relação conflituosa.
Ao contrário do que defende a governadora, seu sucessor quer o apoio decidido do PMDB a Lula no segundo mandato. É o que ele pregou ontem ao presidente nacional do partido, Michel Temer, que o visitou ontem à tarde.
"O partido tem que dar apoio ao governo federal", disse. "Tem que estar junto porque é importante para o país. Cargo não é prioridade. O PMDB tem sete governadores eleitos. Eles têm que estar preocupados em levar uma agenda positiva para o presidente", afirmou o governador eleito.

Seminário "Internet Para Todos"

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COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA
Seminário: "Internet para Todos - uma estratégia focada nos municípios"
LOCAL:
Auditório Nereu Ramos - Anexo II da Câmara dos Deputados

DATA/HORÁRIO: 07.11.06 - 9h


APRESENTAÇÃO
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática promoverá, no próximo dia 7 de novembro, o seminário "Internet para Todos - uma estratégia focada nos municípios".


O efetivo acesso à internet por toda a população trará grandes benefícios à economia, à educação, à saúde e a toda a vida cultural e social do país.


Existe uma forte tendência, no Brasil e no mundo, para que a internet, ao menos em velocidade básica, seja fornecida a toda a população, gratuitamente. "Como não há almoço grátis", isso pressupõe a adoção de modelo de sustentabilidade diferente do adotado pelas telecomunicações até agora, baseado no pagamento pela conexão, pelo tráfego, ou por ambos. As experiências em curso no mundo mostram que a sustentabilidade de tal modelo será, em grande parte, baseada na venda, por quem explora o serviço, de publicidade, de conexões de maior capacidade e de conteúdo.


A evolução da tecnologia e a expressiva redução nos custos dos sistemas de telecomunicações, especialmente os sem fio (como WiFi e WiMax), tornam possível fazer a implantação de um sistema de internet a custos de cerca de um décimo dos dos sistemas tradicionais, via cabo.
O seminário "Internet para Todos" pretende debater as formas de levar o acesso à internet a toda a população. As experiências, nacionais e mundiais, apontam que o foco dessa ação deve ser local, centrado nos municípios. Cada um deles, mesmo quando de população igual à de outros, tem características únicas, as quais devem ser levadas em conta quando da implantação de um sistema de acesso à internet. Uma solução padronizada para todo o país não conseguiria considerar na justa medida essa variedade local. Além disso, uma alternativa via municípios permite soluções mais rápidas para as dificuldades que surgirem, quer na implantação, quer na manutenção do sistema. Isso não significa que a solução deva ser estatal, embora nas localidades menores haja a necessidade de subsídios públicos, especialmente para a implantação dos sistemas. Os recursos do Fust - Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, que já arrecadou mais de 4 bilhões de reais desde 2001, terão uma nobre utilização se empregados na implantação de uma "Internet para Todos".

O assunto ganha ainda mais importância se considerarmos que mais da metade das cidades-sedes dos municípios brasileiros não possuem banda larga à disposição de seus cidadãos.
E se uma "Internet para Todos" é possível, isso deve ser incansavelmente buscado, em função dos grandes benefícios que uma internet realmente universal e gratuita traz, considerando, ainda, no caso do Brasil, que cerca de 50% da população não pode pagar conta alguma. O seminário discutirá propostas, estratégias, planos e as alterações necessárias na Lei Geral de Telecomunicações e na Lei do Fust, tudo com o objetivo de propiciar a todos os brasileiros o acesso à internet em banda larga.

A deputada Luiza Erundina, autora da iniciativa do evento, como relatora do Projeto de Lei nº 3.839, de 2000, que está em discussão na Comissão de Ciência e Tecnologia, propõe o uso de recursos do Fust para financiar a implantação de sistemas de acesso à internet nos municípios, mediante projetos aprovados pelo Ministério das Comunicações. Propõe, também, a outorga gratuita aos municípios da licença e da freqüência necessárias para a implantação do serviço. A decisão sobre a forma de organização do serviço, se por exploração direta, indireta ou terceirizada, ficaria a cargo de cada município.

Em linhas gerais, esse modelo inspira-se em experiência pioneira da cidade de Sud Mennucci, no interior de São Paulo, que oferece de graça conexão de internet rápida e sem fio a todos os moradores, com grandes benefícios à comunidade, especialmente na área da educação. A parlamentar espera, com o seminário, receber, especialmente dos municípios, críticas e sugestões a respeito do assunto, que serão incorporadas no novo substitutivo que apresentará ao projeto de lei.

A programação do evento consta de três painéis de discussão e de uma mesa de apresentação, destinada a uma abordagem geral do assunto, imediatamente após a cerimônia de abertura. Participarão como palestrantes autoridades do governo federal, especialistas, pesquisadores, acadêmicos, consultores e dirigentes de entidades municipais, entre outros.

As inscrições poderão ser feitas, também, por meio do Disque-Câmara (0800-619619). A comissão concederá certificado aos participantes do seminário. Mais informações: (61) 3216-6454/6456.

Programação

LOCAL: Auditório Nereu Ramos, Anexo II da Câmara dos Deputados
HORÁRIO: 9h

PAUTA DE SEMINÁRIO
DIA 07/11/2006
A - Seminário:
"Internet para Todos - uma estratégia focada nos municípios"
Programação:
9h - 9h45 - Sessão de Abertura
Convidados:
Deputado Aldo Rebelo
Presidente da Câmara dos Deputados
Hélio Costa
Ministro das Comunicações
Paulo Bernardo
Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão
Dilma Rousseff
Ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República
Plínio de Aguiar Júnior
Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel
Deputado Vic Pires Franco
Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática
Deputada Luiza Erundina
Relatora do Projeto de Lei nº 3.839, de 2000
9h45 - 10h15 - Apresentação: "Por que e como universalizar a internet"
Palestrantes:
Rogério Santanna dos Santos
Secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão e membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br
Vilson Vedana
Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados
10h15 - Intervalo
10h30 - 12h - Painel I: "Modelos de implantação e de sustentabilidade de um sistema
de acesso à internet"
Mediador
: Deputado Jorge Bittar
Painelistas:
Cristiano Henrique Ferraz
Consultor da KBS Brasil
Juliano Castilho Dall´Antonia
Gerente de Planejamento e Análise do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em
Telecomunicações - CPqD
José do Carmo Garcia
Presidente da Associação Brasileira de Municípios - ABM
Rafael Lucchesi
Presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência,
Tecnologia e Inovação - Consecti e secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do
Estado da Bahia
14h - 15h45 - Painel II: "Experiências locais de implantação de sistemas de acesso à internet"
Mediador:
Deputado Vic Pires Franco
Painelistas:
Celso Torquato Junqueira Franco
Prefeito do município de Sud Mennucci - SP
Franklin Dias Coelho
Coordenador do projeto "Piraí Digital" e professor da Universidade Federal
Fluminense - UFF
Manoel Santana Sobrinho
Presidente da Associação Brasileira das Prestadoras do Serviço de Comunicação
Multimídia - Abramult
Cláudio Nazareno
Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados
Paulo Ziulkoski
Presidente da Confederação Nacional de Municípios - CNM
15h45 - Intervalo
16h - 17h45 - Painel III: "Adequações necessárias na legislação e na regulamentação
para uma internet para todos"
Mediadora:
Deputada Luiza Erundina
Painelistas:
Plínio de Aguiar Júnior
Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel
Roberto Pinto Martins
Secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações
Renato da Silveira Martini
Diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação - ITI
Augusto Cesar Gadelha Vieira
Coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br e secretário de Política
de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia
João Paulo Lima e Silva
Presidente da Frente Nacional de Prefeitos - FNP
18h - Encerramento

Não posso concordar com safadeza

Numa empresa privada, se um funcionário não corresponde às expectativas de produtividade, pontualidade, disciplina, criatividdade e outras dezenas de exigências mercadológicas, esse funcionário é comunicado de seu desligamento.
No governo deveria ser assim.
Quando um governo, como este que aí está, pratica o que praticou, ele deve ser demitido.
A oportunidade tivemos no último domingo, 29.
Mas, o povo, do alto de sua ignorância e desinformação, pactuou reelegendo Lula da Silva até 2010 para governar o país.
Tudo bem. Estamos numa democracia.
Agora, pensar que este blog vai se curvar e aceitar calado as bandalheiras que estão em curso e sendo investigadas, lêdo engano de quem por ventura o lê.
Doa a quem doer.
Mais uma vez voltarei a ladainha de que este espaço tem Nome e CPF. Seu titular recolhe impostos e trabalha 12 horas por dia para dar conta de sua vida.
Aos interessados em discordar das idéias aqui colocadas, desde que não haja ofensas pessoais - que convenhamos - é uma tremenda falta de educação, moderarei sem o menor problema.
Aos que queiram apresentar argumentos contrários para enriquecermos o debate. Os publicarei sem problema algum, mesmo que discorde deles.
São 7:12 da manhã e estou atrasado para mais uma jornada de 12 horas de trabalho.
Hoje, na Câmara, o Colégio de Líderes reúne-se para discutir a retomada dos trabalhos.
Os parlamentares têm 10 Medidas Provisórias trancando a pauta.
É isso mesmo, 10! E ainda há desinformados que acham que os deputados não trabalham.
Como podem trabalhar com um governo que governa sob a ditadura das MP's.
Esse governo, continuo a afirmar, não mudará nada!

Por que Lula ganhou!

AS RAZÕES
Por que Lula ganhou

O Povo

Um candidato que transita entre os escândalos e o recorde de votos. Numa tentativa de fugir da incompreensão do fenômeno Lula e do misto de preconceito e adesão que marca boa parte dos analistas e observadores políticos

Érico Firmo
da Redação

Para explicar o porquê de ter votado em Lula, o pedreiro Raimundo Alves Tereza, de 57 anos, remete ao ano de 1973. Naquela época, ele só conseguiu comprar uma televisão após uma viagem ao Rio de Janeiro, onde os preços de aparelhos eletrônicos eram mais baixos. Esta semana, 23 anos depois, ele se prepara para comprar um outro aparelho de TV. O preço de R$ 600,00 será dividido em três parcelas - uma entrada de R$ 500,00 e duas prestações de R$ 50,00. Raimundo já tem uma TV em casa. "Mas eu quero é da grandona, da melhor que tem do mercado". E arremata: "Qual pobre que comprava televisão nova? Hoje televisão tá que nem tijolo", brinca.

As razões que fazem de Lula o vitorioso nesta eleição não são isoladas. Como em qualquer pleito, há um mosaico complexo e multifacetado de motivos para o resultado. Algumas explicações são subjetivas e fazem parte do imaginário popular. Outras, contudo, são bem palpáveis. Como a simples explicação que Raimundo dá para o que os especialistas chamam de microeconomia.
Morador do bairro Santa Cecília, em Fortaleza, Marcelo da Costa, 25 anos, lembra da dificuldade em arranjar emprego antes da eleição de Lula. "Quando era no tempo do Fernando Henrique, toda porta que eu batia era fechada. De lá para cá, nunca mais fiquei desempregado".


No Cariri, as amigas Maria de Lourdes da Silva e Severina do Espírito Santo disseram que votaram ontem em Lula porque o presidente ajuda os pobres. "A vida do pobre melhorou com o Bolsa-Família. E mesmo que não tivesse melhorado. Ele nunca buliu com eu (sic), nunca mexeu no meu salário", afirma Maria de Lourdes. Para Severina, além do programa social que beneficia sua neta, Lula teria recebido seu voto porque é quase-conterrâneo. "Aqui no horto quase toda família recebe Bolsa-Família. Mesmo se não fosse isso, eu sempre fui Lula porque ele é de Pernambuco", diz.

A conversa com os eleitores ajuda a desfazer alguns mitos, como a percepção de que o voto em Lula parte de pessoas que estão desinformadas sobre os escândalos e problemas nacionais. Conversando com eles, fica claro que as pessoas sabem o que está acontecendo. Mas têm uma idéia própria sobre os escândalos.

José Flávio, que é pintor no bairro Dias Macêdo, em Fortaleza, afirma que as denúncias só dificultaram a vida para a oposição. "O ataque ao Lula piorou foi mais ainda. Sem prova não é ataque", disse. Emanuela Monteiro Carneiro, moradora do Conjunto Ceará, afirma que soube das denúncias contra o atual governo, mas que isso não afetou sua intenção de votar. As denúncias são consideradas por ela parte já convencional da disputa política. "Quando chega tempo de eleição, eles botam tudo contra os outros", avalia.

Já Cícera Augustino dos Santos, que mora em uma casa de taipa no município de Forquilha, sem rede elétrica e sem esgoto, está decidida a votar em Lula, embora reconheça que não sabe quase nada do que se passou nestes quatro anos de governo, já que as baterias da televisão e do rádio quebradas há anos. "O (candidato) da gente é ele, né? A ajuda que a gente tem não é só essa mesmo", disse ela, que recebe R$ 50,00 do Bolsa-Família. "A gente passa (sobrevive) é com essa miséria aí mesmo. É o que tem", diz.

Contrariando a idéia de que o eleitor dos bairros mais afastados da área nobre da cidade seriam fáceis de ser convencidos, a dona-de-casa Emanuela Monteiro Carneiro, de 24 anos, moradora do Conjunto Ceará, diz que fica com um pé atrás em relação a Alckmin por causa das próprias propostas do candidato tucano - um discurso que ela acha "bonita demais". "Num acho que essa Alckmin vá fazer alguma coisa pela gente não. Tá com uma história muito bonita. A gente é de desconfiar". (Colaboraram Clovis Holanda e Márcio Teles)

Primeiro discurso de Lula

Leia íntegra do primeiro discurso de Lula

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou o discurso da vitória prometendo fazer um segundo mandato "muito melhor" do que o primeiro. Ele entrou com sua mulher, Marisa Letícia, vestindo uma camiseta com a frase "a vitória é do Brasil".

Confira abaixo a íntegra do primeiro discurso de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente reeleito:

Meus amigos e minhas amigas aqui representados pelos companheiros dirigentes dos partidos que apoiaram a nossa campanha, nossos queridos companheiros representantes dos trabalhadores aqui representados pelos dirigentes sindicais, meus companheiros ministros, meus companheiros e companheiras coordenadores da nossa campanha. Eu não estou vendo aqui o governador Marcelo Miranda, do Tocantins. Ah, está aqui do meu lado aqui nosso querido governador Marcelo Miranda, do Estado do Tocantins; nosso querido companheiro Jacques Wagner, governador eleito da Bahia.

Queria dizer para vocês que eu penso que o Brasil está vivendo um momento mágico, de consolidação do processo democrático brasileiro. Acho que esse momento nós devemos ao povo brasileiro, sobretudo, ao povo que foi incluído no patamar daqueles que já tinham conquistado a cidadania. Acho que a inclusão social de milhões e milhões de brasileiros, o acerto das coisas que o governo fez e os erros que também o governo fez permitiram que nós pudéssemos chegar num processo eleitoral mais amadurecido, com mais consciência e consistência das dificuldades que o Brasil enfrenta para dar o salto de qualidade que o Brasil precisa dar.

Eu sou um homem convencido de que a lição que a democracia brasileira dá neste momento ao mundo, a começar da qualidade do processo de votação e apuração do nosso país. Em que países mais ricos do que o Brasil, mais poderosos do que o Brasil do ponto de vista econômico e tecnológico não tem. O Brasil fazer uma eleição que termina às 17 horas e às 20 horas a gente já saber o resultado de quase todo o território nacional é muita competência tecnológica e muita competência inclusive da Justiça eleitoral brasileira.

Eu sou grato nesse momento às pessoas que confiaram, às pessoas que acreditaram. Sou grato ao povo deste país. Ao povo brasileiro que em vários momentos foi instado a ter dúvida contra o governo. E o povo sabia fazer a diferença do que era verdade, o que não era verdade, o que estava acontecendo, o que não estava acontecendo no Brasil. E, sobretudo, o povo sentiu que ali tinha melhorado. E contra isso não há adversário, porque o povo sentiu na mesa, sentiu no prato e sentiu no bolso a melhora de sua vida. O mais importante ainda é que o povo sentiu isso no seu cotidiano. Ele sentiu isso na vida dos seus amigos, na vida das suas famílias.

Eu tenho consciência de que nós demos apenas o primeiro passo. Eu, durante a campanha, citava muito exemplos de que nós tínhamos construído um alicerce. A bases estão usadas para que o Brasil dê um salto de qualidade extraordinário nesse próximo mandato. Primeiro, porque todos nós aqui temos mais experiência, aprendemos muito. Segundo, porque nós conseguimos resolver o problema da macroeconomia brasileira, da instabilidade econômica.

Conseguimos consolidar nossas relações internacionais, conseguimos fazer ver que o Mercosul é uma condição importante para o desenvolvimento dos países que dele participam. Conseguimos consolidar comunidades sul-americanas de nações, conseguimos consolidar uma política internacional onde não temos adversários, mas construímos um leque de amizades em que o Brasil hoje transita com muita leveza em todos os continentes. E é ouvido porque nós aprendemos a respeitar e quando a gente respeita a gente pode exigir respeito. E eu penso que tudo isso, me dá segurança de dizer a vocês que vamos fazer um segundo mandato muito melhor do que fizemos no primeiro. Muito melhor.

Não tenho dúvida de que o Brasil vai crescer mais. Não tenho dúvida de que vai aumentar a distribuição de renda neste país. Não tenho dúvida de que vai aumentar a consolidação da política externa brasileira. Não tenho dúvida de que vai aumentar o combate a corrupção deste país. Não tenho dúvida de que vai continuar o fortalecimento das instituições no país. E não tenho dúvida, sobretudo, de que o Brasil irá atingir um padrão de desenvolvimento que será colocado entre os países desenvolvidos no mundo.

Nós cansamos de ser uma potência emergente, nós queremos crescer. As bases para um crescimento sustentado da economia estão dadas e agora a gente tem que trabalhar. Todo mundo. Todo povo brasileiro votou exatamente porque tem esperança de que as coisas podem andar ainda mais rápido e muito melhor do que andaram no primeiro mandato.

A eleição, como vocês viram, é sempre um processo complicado. Mas ao sairmos dessa eleição e ao receber o telefonema do meu adversário, o candidato Geraldo Alckmin, eu saio com a convicção muito mais forte do que entrei na campanha de que o Brasil não pode temer, em nenhum momento, o fortalecimento da sua democracia.

As instituições estão sólidas, o povo brasileiro sabe reagir nos momentos adequados, com as atitudes adequadas. Os partidos políticos precisam se fortalecer e para isso nós vamos discutir, logo no começo do mandato, a reforma política de que o Brasil tanto necessita. E é importante que ela saia. E que ela saia por consenso de todos os partidos políticos. Porque o processo eleitoral mostrou também que quanto mais fortes forem as instituições políticas mais forte e mais consolidado será o processo democrático brasileiro.

De forma que eu estou feliz. Estou feliz pela participação da sociedade nesse processo eleitoral. Estou feliz porque a sociedade conseguiu compreender o momento histórico que nós estamos vivendo no país. Estou feliz pela eleição dos governadores em todos os Estados. Acho que nós poderemos construir algo muito mais forte do que nós tentamos construir em março e abril de 2003, quando nos reunimos com os governadores para fazer a reforma da Previdência e a reforma tributária.

Acho que os governadores eleitos têm o perfil de quem quer trabalhar no sentido de fazer com que haja uma compreensão de que o crescimento do Brasil precisa beneficiar o crescimento dos Estados. Continuaremos a governar o Brasil para todos, mas continuaremos a dar mais atenção aos mais necessitados. Os pobres terão preferência no nosso governo.

As regiões mais empobrecidas terão no nosso governo uma atenção ainda maior. Porque nós queremos tornar o Brasil mais equânime. Queremos tornar o Brasil dos seus 8,5 milhões de quilômetros quadrados mais justo do ponto de vista geopolítico, mas também do ponto de vista econômico e social. Portanto nós temos uma grande estrada a ser construída. As bases estão consolidadas, os projetos já estão consolidados. E, portanto, nós não temos tempo a perder. É trabalhar, trabalhar e trabalhar porque é isso que o povo brasileiro espera e é por isso que o povo brasileiro votou.

É por isso que hoje, na rua, todo mundo fala: deixa o homem trabalhar, porque o Brasil precisa de trabalho. E eu estou muito confiante. Como jamais estive na minha vida. Estou confiante no Brasil, estou confiante na compreensão dos partidos que perderam as eleições no estado e para o governo federal, a eleição acabou.

Agora não tem mais adversário.O adversário agora são as injustiças sociais que nós temos no Brasil e que precisamos combater. O adversário agora é a gente, todo mundo, se juntar para fazer o Brasil crescer. Fortalecer o Brasil não apenas internamente, mas fortalecer o Brasil no mundo. Nós queremos continuar fortalecendo o mercado interno, fortalecendo as exportações. E eu penso que contra esses argumentos nós não temos adversário.

Eu não tenho dúvida nenhuma que poderemos contar com a compreensão dos partidos que fizeram oposição a nós, e quero conversar com todos, sem distinção. Não haverá um único partido nesse País que eu não chame para conversar, para dizer o seguinte: agora o problema do Brasil é de todos nós. Eu tenho a Presidência, mas todos os brasileiros e brasileiras têm a responsabilidade de dar a sua contribuição para que o Brasil não perca mais uma oportunidade.

Eu disse a vocês que nós manteremos uma política fiscal dura. Porque eu aprendi não na faculdade de economia, como os meus companheiros aprenderam. Eu aprendi na vida cotidiana que a gente não pode gastar mais do que a gente ganha porque senão um dia a gente vai se endividar de tal ordem que a gente não pode pagar a dívida que contraiu.

Mas ao mesmo tempo que eu tenho a convicção de que a solução para os problemas brasileiros não é mais fazer o povo sofrer com ajustes pesados, que terminam caindo em cima do povo, mas que a solução está no crescimento da economia, no crescimento da distribuição de renda e nós provamos isso no primeiro mandato, quando nós dizíamos há muito tempo atrás que era preciso primeiro o Brasil crescer para distribuir e nós dizíamos: é preciso distribuir para o Brasil crescer, nós provamos que com o pouco de distribuição de renda que nós fizemos seja a política de transferência de renda através do Bolsa-Família, através do crédito consignado, através do salário mínimo.

Através das conquistas que os trabalhadores brasileiros tiveram fazendo acordos por reajuste maior do que a inflação, coisa que durante muitos anos nós não fazíamos, nós provamos que quando o povo tem um pouco de dinheiro ele começa a comprar, a loja começa a vender, a loja começa a comprar da fábrica, a fábrica começa a produzir, começa a gerar empregos, começa a gerar distribuição de renda, e é esse o País que nós queremos.

E é o País que eu tenho certeza que depois de quatro anos nós daremos ao Brasil aquilo que o Brasil merece e que durante tantas vezes o Brasil quase chegou lá, mas por interesses eminentemente políticos momentâneos, o Brasil jogou fora essa oportunidade. Eu não jogarei. Estão aqui meus companheiros sindicalistas. Eu quero dizer para vocês: reivindiquem tudo que vocês precisarem reivindicar. Nós daremos apenas aquilo que a responsabilidade permite que a gente dê. Reivindiquem. Porque o mais importante - esses meus amigos sabem disso, do movimento social, do movimento sindical, dos empresários - eles sabem perfeitamente bem que a coisa mais sagrada ao terminar o mandato de um presidente da República como legado é a relação que ele conseguiu estabelecer com a sociedade, consolidando a democracia, consolidando o papel do Estado e consolidando, sobretudo, o papel da participação da sociedade.

Isso nós fizemos com muita competência e vamos continuar fazendo porque afinal de contas o Brasil não é meu. Eu é que sou brasileiro e, portanto, o Brasil é de todos. Por isso eu estou com essa frase aqui na minha camiseta para vocês lerem. A vitória não é do Lula, não é do PT, não é do PC do B, não é do PTB, PRTB. Não é de nenhum partido político. A vitória é eminentemente da sabedoria do povo brasileiro.

Eu disse a vocês que eu ia mudar meu comportamento com a imprensa no segundo mandato. Vamos abrir para umas perguntas, para vocês não se sentirem. Abre aí para umas quatro ou cinco perguntas porque isso aqui não é ainda a coletiva que eu pretendo dar. Isso aqui é apenas uma fala inicial depois do resultado eleitoral.


Quero dizer para vocês mais uma coisa ainda. Quero, de público, daqui agradecer a participação jovial do meu vice-presidente da República. O Zé Alencar durante o processo eleitoral fez uma cirurgia. Os médicos não queriam que ele fizesse carreata e por onde andava o Zé Alencar já tinha participado como se fosse um menino de 18 anos. Eu agradeço a Deus de ter encontrado um parceiro de chapa como o companheiro Zé Alencar que além de ser um grande empresário ele é, sobretudo um grande brasileiro e um grande patriota. Ele não veio aqui porque eu pedi para ele ficar em Minas Gerais, afinal de contas Minas Gerais tem a sua importância, não é? Vocês viram o resultado eleitoral em Minas Gerais. Então eu quero aproveitar a imprensa para agradecer ao Zé Alencar. Já agradeci por telefone, mas quero agradecer também pela imprensa.

Fonte: Agência Estado

Lula diz que segundo governo será melhor

LULA PROMETE REFORMA POLÍTICA E CRESCIMENTO

O Estado de S. Paulo 30/10/2006

Petista recebeu mais de 58 milhões de votos e superou número obtido há 4 anos; Alckmin admitiu derrota às 20h e disse sair da campanha apaixonado pelo brasileiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 61 anos, foi reeleito para um novo mandato de quatro anos. Em sintonia com as últimas pesquisas de intenção de voto, o petista obteve mais de 58 milhões de votos (superando 60% dos válidos).

O número bate a votação de 2002, quando Lula foi escolhido por quase 53 milhões de eleitores, e representa a maior votação de um presidente no Ocidente - o recordista anterior era Ronald Reagan, com 54,5 milhões de votos em 1984.

Em suas primeiras declarações como presidente reeleito, Lula disse que pretende tocar a reforma política - agendada para o primeiro semestre de 2007, segundo o ministro Tarso Genro. O presidente também se propõe a mudar seu relacionamento com o Congresso. “Vou estabelecer uma relação mais profícua (com os parlamentares). Não haverá veto”, disse.

Na economia, Lula promete trabalhar de maneira eficiente para intensificar o crescimento. Ontem mesmo, ministros petistas afirmaram em coro que acabou a “era Palocci”, marcada por juros altos e baixo crescimento. “No primeiro ano, ele prestou bons serviços. Mas taxas baixas de crescimento e preocupação neurótica com a inflação, sem pensar em distribuição de renda, isso terminou”, disse Tarso, referindo-se ao ex-ministro Antonio Palocci.

É dado como certo que, no segundo mandato, o Banco Central deverá perder força. Seu presidente ficará novamente subordinado ao ministro da Fazenda, mudança que significará menor independência para decidir sobre a política monetária. Ele também não terá um canal direto com o presidente.

Lula fez um apelo à união nacional e disse que vai procurar os governadores para discutir o Brasil “com muito mais amor” a partir de novembro, na tentativa de aprovar os grandes projetos de que o País precisa. Num sinal de que deseja entendimento com seus adversários no segundo mandato, Lula disse que o Brasil é “indivisível”.

O tucano Geraldo Alckmin, candidato derrotado, telefonou às 20 horas ao presidente reeleito, a quem desejou um bom governo. Alckmin teve 37,5 milhões de votos (mais de 39% dos válidos). “Saio desta campanha com mais fé e confiança, absolutamente apaixonado pelo povo brasileiro”, disse mais tarde o tucano. “O trabalho continua com mais entusiasmo e ainda com mais aprendizado. A vida é feita de conquistas, dificuldades e alegrias. A democracia também.”

Dentro do PSDB, o fim da eleição marca também o início da corrida rumo a 2010. O governador eleito José Serra, por exemplo, pretende se credenciar como maior liderança da oposição sem abrir guerra política contra Lula. Mas a segunda derrota seguida do PSDB no segundo turno acena com um fantasma: cresce no partido o temor de que a falta de coesão se aprofunde com uma disputa fratricida entre Serra e Aécio Neves, reeleito como governador de Minas.

Maranhenses dizem não à Sarney

Acaba a era Sarney

Correio Braziliense

30/10/2006

Maranhão - Em eleição apertada, candidato do PDT derrota Roseana, encerrando quatro décadas de oligarquia no estado

Depois de 40 anos no comando do Maranhão, a família Sarney foi derrotada nas urnas pelo pedetista Jackson Lago, que conquistou 51,9% dos votos válidos dos quase 4 milhões de eleitores. A oligarquia Sarney é a segunda a perder poder nestas eleições: no primeiro turno, o petista Jacques Wagner ganhou o governo da Bahia, apeando o clã de Antonio Carlos Magalhães do controle do estado.

Nem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ajudou à candidata do PFL, Roseana Sarney. “A minha vitória representa a queda do último bastião do coronelismo no Brasil, representado pela família Sarney”, disse Lago. “Os segmentos sociais que lutaram contra as oligarquias e o coronelismo no Maranhão e na Bahia são os mesmos: sindicatos, intelectuais, trabalhadores e estudantes. O quadro é o mesmo na Bahia e no Maranhão”, completou.

Com a derrota no Maranhão, o ex-presidente da República e senador eleito pelo Amapá, José Sarney (PMDB), sai enfraquecido das urnas, mas ainda mantém um grande poder de fogo junto ao Palácio do Planalto. Afinal, Sarney controla quatro votos de senadores. São três de senadores pelo Maranhão (Roseana Sarney, Edison Lobão e o eleito Epitácio Cafeteira), além de Gilvam Borges (PMDB-AP).

“O Sarney sai desta eleição mais fraco. A turma do Sarney vai ter menos poder para pressionar o Lula no segundo mandato. Quanto mais força o Sarney tiver, mais chantagem o Lula vai sofrer no segundo mandato”, afirmou o presidente do PT do Maranhão, deputado federal eleito Domingos Dutra.

No segundo turno da campanha eleitoral, o presidente Lula contrariou o PT maranhense e apoiou explicitamente a candidatura de Roseana. Foi uma deferência ao senador Sarney. De olho na governabilidade em seu segundo mandato, Lula pediu votos para Roseana na expectativa de que Sarney lhe dê o apoio e votos para aprovação de projetos de interesse do governo federal no Senado. Apesar do apoio de Lula, Roseana não conseguiu se eleger com 48,15% dos votos válidos.

“A onda contra os Sarney é gigantesca”, anteviu o governador do Maranhão, José Reinaldo (PSB), que trabalhou arduamente pela derrota de Roseana Sarney. Abatida, Roseana assumiu o resultado. “Foi uma derrota digna. Tivemos quase a metade dos votos do eleitorado do Maranhão”, disse.

Respondendo a uma pergunta sobre se o resultado atinge também seu pai, o senador José Sarney (PMDB-AP), Roseana disse que a derrota foi dela. “Ele (o senador) não é candidato, não disputa uma eleição desde 1978 no Maranhão e saiu vitorioso nesta eleição ao eleger o governador do Amapá (Valdez Goes, do PDT). Quem saiu derrotada aqui fomos eu e meu grupo político”, declarou Roseana.

Ela disse ainda que não sabe de seu futuro no PFL, mas deixou claro que está magoada com o partido, que ameaça expulsá-la por ter feito aliança informal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por não ter apoiado totalmente a candidatura dela ao governo estadual. “O partido não foi meu aliado nestas eleições”, acusou.

Irritado com o apoio do presidente da República à candidatura da pefelista, o petista Domingos Dutra argumentou que agora “Sarney não poderá dizer que Lula foi ingrato, depois de o presidente ter pedido votos para sua filha. O Lula é nosso líder mas não é proprietário do nosso voto. Por isso apoiamos o Jackson Lago”, disse Dutra. “Se o presidente Lula quisesse efetivamente a vitória de Roseana, ele teria feito uma intervenção no PT do Maranhão. Ele teria pedido para nós votarmos nela. Mas ninguém nos pediu isso”, completou o petista.

Ao contrário das expectativas, a eleição no Maranhão transcorreu em clima de tranqüilidade. O momento mais tenso foi pela manhã, na seção eleitoral em que Roseana Sarney votou: houve empurra-empurra entre os cabos eleitorais dos dois candidatos, mas sem conseqüências.

Ana Júlia Carepa governadora do Pará

Governador - Pará
Atualizado às00h30 de 30/10/2006
Apurados1 4.157.570 100,00% dos eleitores
Abstenção2 1.003.609 24,14% dos apurados
Votos válidos3 3.047.037 73,29% dos apurados
Votos totais4 3.153.961 75,86% dos apurados
Candidato...............nº partido % votos totais % votos válidos
ANA JULIA...........13 PT..............53,06%..............54,93%
ALMIR GABRIEL...45 PSDB.........43,55%...............45,07%
Brancos 0,86%
Nulos 2,53%

Presidente - Pará
Atualizado às01h40 de 30/10/2006
Apurados1 4.157.570 100,00% dos eleitores
Abstenção2 1.003.609 24,14% dos apurados
Votos válidos3 3.060.634 73,62% dos apurados
Votos totais4 3.153.961 75,86% dos apurados
Brasil PA
Candidato nº % votos totais % votos válidos % votos válidos
LULA............13.............58,34%.........1,92%............60,12%
GERALDO ALCKMIN.45.............38,70%.........1,27%............39,88%
Brancos 0,71%
Nulos 2,25%

1 - Apurados - Número de votos apurados até o momento, incluindo abstenções, votos válidos, brancos, nulos e pendentes. O percentual é calculado em relação aos 4.157.735 eleitores
2 - Abstenções - Os eleitores que não votaram
3 - Votos válidos - Os votos que são dados a um candidato ou a uma legenda. Votos brancos e nulos são descartados
4 - Votos totais - Soma de todos os votos, incluindo brancos e nulos
Resultado parcial sujeito a alteração.

Jackson Lago matematicamente eleito no Maranhão

Maranhão
Atualizado: 20h05 - 29/10/2006
JACKSON LAGO51,99%
ROSEANA SARNEY48,01%
› Veja a apuração completa

Parabéns! Jáder Barbalho

Ana Júlia perto de se eleger governadora do Pará

Roseana SARNEY quase derrotada

Veja as parciais com os governadores matematicamente eleitos

Em vermelho os governadores eleitos no 2.o turno

Governador - Resumo nacional

Rio de Janeiro
Atualizado: 19h40 - 29/10/2006
SERGIO CABRAL67,96%
DENISE FROSSARD32,04%
› Veja a apuração completa
R. G. do Sul
Atualizado: 19h46 - 29/10/2006
YEDA CRUSIUS53,95%
OLÍVIO DUTRA46,05%
› Veja a apuração completa
Paraná
Atualizado: 19h45 - 29/10/2006
ROBERTO REQUIÃO50,09%
OSMAR DIAS49,91%
› Veja a apuração completa
Pernambuco
Atualizado: 19h32 - 29/10/2006
EDUARDO CAMPOS65,28%
MENDONÇA34,72%
› Veja a apuração completa
Santa Catarina
Atualizado: 19h45 - 29/10/2006
LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA52,71%
ESPERIDIÃO AMIN47,29%
› Veja a apuração completa
Goiás
Atualizado: 19h45 - 29/10/2006
ALCIDES RODRIGUES57,18%
MAGUITO42,82%
› Veja a apuração completa
Pará
Atualizado: 19h45 - 29/10/2006
ANA JULIA54,51%
ALMIR GABRIEL45,49%
› Veja a apuração completa
Maranhão
Atualizado: 19h45 - 29/10/2006
JACKSON LAGO52,29%
ROSEANA SARNEY47,71%
› Veja a apuração completa
Paraíba
Atualizado: 19h32 - 29/10/2006
CÁSSIO51,35%
ZÉ MARANHÃO48,65%
› Veja a apuração completa
R. N. do Norte
Atualizado: 19h40 - 29/10/2006
VILMA52,42%
GARIBALDI FILHO47,58%
› Veja a apuração completa

Faltam os resultados do Pará, Maranhão e Paraná.

Brasil é líder global em tecnologia eleitoral

Ag. Câmara














Tecnologia de ponta na maior eleição da América Latina. Brasil é referência mundial com sistema totalmente informatizado.

Yeda Crucius é a nova governadora do Rio Grande do Sul

Lula é reeleito presidente do Brasil com 60,56% dos votos válidos

Blog do Noblat












Luis Inácio Lula da Silva reeleito presidente do Brasil.
Viva a roubalheira!

Ave César!

Blog do Noblat

Parabéns! Delúbio Soares e Duda Mendonça

Blog do Noblat

Lula é reeleito com 62% dos votos válidos, diz pesquisa

Ag. Brasil
Com 62% dos votos válidos. Luis Inácio Lula da Silva é reeleito presidente do Brasil, diz pesquisa de "boca de urna".

Lula lidera com folga

Presidente - Resumo nacional

Atualizado às19h02 de 29/10/2006

Apurados103.603.73182,28% dos eleitores
Abstenção19.214.23718,55% dos apurados



Candidatopartidovotos% votos totais% votos válidos
LULA13PT47.783.28656,62%60,38%
GERALDO ALCKMIN45PSDB31.355.88237,16%39,62%
Brancos1.152.0721,37%
Nulos4.097.1924,86%

Sérgio Cabral é o primeiro governador eleito no 2.o turno

JB On Line. Leia mais aqui.

Lula lidera no DF

Blog do Noblat

No Distrito Federal: com 95% das urnas apuradas, Lula tem 57% dos votos válidos (menos brancos e nulos).

No primeiro turno, Alckmin teve no Distrito Federal cerca de 48% dos votos válidos contra pouco menos de 40% de Lula. Quer dizer: no segundo turno, Lula virou.

PT lidera em Marabá

Às 18:37, o PT lidera com folga em Marabá. Cabeças vão rodar!

Governador - Marabá - PA
Atualizado às18h30 de 29/10/2006
Apurados 12.726 11,42% dos eleitores
Abstenção 3.336 26,21% dos apurados
Votos válidos3 9.089 71,42% dos apurados
Votos totais4 9.390 73,79% dos apurados
PA Município
Candidato % votos totais % votos válidos % votos válidos
ANA JULIA............51,50%........53,30%..........63,38%
ALMIR GABRIEL....45,13%........46,70%..........36,62%
Brancos 0,82%
Nulos 2,39%

Começam as parciais no Pará. PT lidera para governo

Pará
Atualizado: 18h15 - 29/10/2006
ANA JULIA53,05%
ALMIR GABRIEL46,95%
› Veja a apuração completa

Confira a apuração on line

O site que saiu na frente é o do Jornal do Brasil. Confira as parciais.

Clique aqui e acompanhe a apuração

Vejam como é o jeito petista de ser honesto

Mais uma safadeza é revelada na reportagem-bomba publicada em O Liberal de hoje, que junta-se ao rol de banditismo praticado com o dinheiro público pelos controladores do Incra no Pará, ligados a quem? Ao Partido dos Trabalhadores, claro! Essa legenda que é caso e dor de cabeça para a Polícia.
Em países sérios essa escumalha já estaria na cadeia a muito tempo.

Incra gastou 800 mil para comprar voto em Maracanã

Apreensão

Dono de loja presta depoimento e entrega cópias de seis notas fiscais de mercadorias

Chegou a R$ 746.248,00 o custo da feira eleitoral montada pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para compra de votos no município de Maracanã. Esse, o total de gastos num único lote de compras, numa única loja e num único município. A informação veio à tona em depoimento prestado na sexta-feira pelo proprietário da 'Decon - Materiais de Construção Ltda', estabelecida no Conjunto Cidade Nova 2, Estrada da Providência, nº 15, no município de Ananindeua, perante o delegado Adelino Hilton Serra Sousa, titular da Delegacia de Polícia de Igarapé-Açu e no momento respondendo pela Delegacia de Maracanã.

O proprietário da Decon, João Francisco Pacheco Quaresma, forneceu à autoridade policial cópias das seis notas fiscais, todas elas emitidas em nome da Associação dos Usuários da Reserva Extrativista Marinha de Maracanã. Os valores a elas correspondentes, porém, foram apresentados ao Incra, que assumiu e realizou todos os pagamentos. As notas fiscais têm os números 1102, 1104, 1105, 1107, 1108 e 1113 e os valores respectivos de R$ 462.149, R$ 59.499, R$ 61.518, R$ 56.154, R$ 24.511 e R$ 82.417. Conforme revelou o próprio comerciante, o contrato de compra foi fechado em abril deste ano, mas a entrega do material foi retardada, vindo a coincidir, não por mera casualidade, com o período de campanha eleitoral.

Mas além dos valores - quase um milhão de reais, aplicados num único município -, outro fato que chama a atenção é a variedade de itens e a oferta de mercadorias tão díspares numa loja de material de construção. A Decon, segundo os documentos fiscais anexados à peça do inquérito que apura a compra de votos em Maracanã, pelo jeito só não vende avião e submarino. Sua lista de produtos, pelo menos para as vendas ao Incra, inclui de baterias a congeladores.

Só uma das notas fiscais, a de maior valor (R$ 462.149), abrange a venda de 198 freezers, seis motores do tipo rabeta para embarcação, três máquinas de depenar frango, 17 máquinas de bater açaí, 83 máquinas de costura, 152 bicicletas e 372 redes de pesca. Em outras notas, estão registradas ainda vendas de puçá para pesca de camarão, âncoras, caixas de isopor, caixas de anzol, baterias e arame farpado.

De acordo com os advogados que tiveram acesso a toda a documentação, e que ontem mesmo começaram a examiná-la, preparando terreno para futuras ações judiciais, está perfeitamente caracterizada a compra de votos. Eles estão também convencidos de que, neste caso específico de Maracanã - e repetido em dezenas de outros municípios do Pará -, houve mau uso de dinheiro público e desvirtuamento de função do Incra.

Um dia de "cão" no JK

Mais de 4 mil passageiros sofrem com atraso de vôos em Brasília

Pedro Henrique Freire
Do CorreioWeb


Brasília
- Mais de quatro mil pessoas foram prejudicadas –apenas no aeroporto de Brasília - com atrasos em 38 vôos durante todo o sábado. Alguns ainda continuam esperando para embarcar. Até 12h30, 30 aviões decolaram com atraso. À tarde, mais oito.

Durante todo o dia, pessoas sofreram com a falta de informação no Aeroporto. Alguns passageiros demonstram indignação com o argumento de que o problema nos vôos foi causado pelo pesado tráfego aéreo na região Centro Oeste do País. Ou seja, segundo a Aeronáutica, existem muitos aviões no ar, o que estaria causando a demora nas decolagens.

Mas informações de bastidores indicam outro problema: os atrasos foram causados porque os controladores de vôos decidiram cumprir à risca a legislação internacional que rege o trabalho da categoria. Ela exige que os profissionais comandem do solo, no máximo, 14 aeronaves. Mas, no Brasil, esse número chega a 20 aviões.

Depois do acidente com o avião da Gol (que matou 154 pessoas), a categoria decidiu reivindicar que as condições de trabalho sejam cumpridas e obedecer a legislação. Com isso, passou a monitorar ‘apenas’ 14 aeronaves e exigir a contratação de mais controladores. Isso teria causado um colapso no sistema aéreo, sobretudo em Brasília.

Neste sábado, os 38 vôos atrasados desencadearam atrasos em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e regiões do sul do país. Por lá, algumas rotas também foram prejudicadas pela demora. Na sexta-feira, o mesmo problema atrasou 49 vôos. Trinta e dois só pela manhã.

Sete horas de atraso
No saguão do Aeroporto, indignação. Alguns passageiros em trânsito em Brasília tiveram que adiar o desembarque na terra natal. É o caso do grupo de sete pernambucanos que vinham do Rio de Janeiro com conexão em Brasília. Eles chegaram às 9h da manhã e deveriam levantar vôo às 11h. Mas o vôo 3600 da TAM não tinha aberto o embarque até às 19h. “De uma em uma hora eles confirmaram o embarque. Mas era tudo mentira”, disse o estudante Davison Menezes Silva, 22 anos. Segundo ele, a sensação de estarem sendo enganados é irritante. “Como podem dizer que tem tráfego intenso? Os aviões estão no solo. Não tem nem passarinho no céu”, ironiza.

Ele e o grupo foram ao Rio para participar do debate entre os presidenciáveis promovido pela Rede Globo. Eles contam que acordaram de madrugada para pegar o vôo, chegaram a Brasília e passaram o dia com a roupa do corpo, aguardando o embarque. A todo momento pediam informação à companhia, mas ninguém sabia dar explicações claras. “Isso não é atraso, é abandono”, diz a fotógrafa Milene Soares de Souza. A dona de casa Ana Maria Miranda, também passageira, desistiu de voltar neste sábado para casa. “A gente não quer mais viajar hoje. É um vôo longo (3h), estamos cansados”, disse. “A gente não quer mais viajar hoje. É um vôo longo (3h), estamos cansados”, disse.

Institutos de Desserviço à Nação. Quem dá mais!?

Pelo visto Vox Populi e Ibope terão outra mancha em seus currículos de desserviço à Nação. Depois da Bahia e dos dois Rios: o do Sul e o do Norte. Serão banidos da credibilidade dos paraenses.

Lula e Alckmin: visões diferentes do Estado

Propostas sociais revelam diferentes visões dos candidatos sobre papel do Estado, dizem especialistas

Juliana Cézar Nunes e Marcela Rebelo
Repórteres

Agência Brasil



Brasília - Na proximidade de eleições presidenciais passadas, os brasileiros indecisos sobre seu voto costumavam se perguntar sobre a política econômica proposta pelos candidatos. Este ano, porém, a discussão sobre políticas sociais tem sido uma das vedetes das campanhas.

Uma das questões mais debatidas pelos candidatos à Presidência da República neste segundo turno foram as políticas sociais. Ao apresentar propostas para o setor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT/PRB/PCdoB) e Geraldo Alckmin (PSDB/PFL) teriam deixado claras diferentes visões do Estado.

A avaliação é da diretora do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) Dulce Pandolfi. “Alckmin busca diminuir as interferência do Estado e Lula apresenta propostas no sentido contrário”, afirma a historiadora, que é professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

De acordo com ela, o candidato petista dá destaque aos programas de transferência de renda, sob uma perspectiva de combate à fome, processo no qual, segundo Lula, o Estado é o principal responsável.

Já o candidato tucano, apesar de também falar de medidas de transferência de renda, foca seu programa em propostas de capacitação profissional e geração de emprego, processo no qual o protagonista, segundo o programa de Alckmin, é a iniciativa privada, com o apoio do Estado.

Para o gestor de relações institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufleur, a capacitação profissional e a revisão de pelos menos 20% do cadastro do Bolsa Família serão desafios para o próximo governo. “Os dois candidatos apresentam visões diferentes do papel do Estado, mas com propostas que devem ser implementadas, independente do candidato eleito”, diz Boufleur.

“Eles devem compreender que todos os brasileiros na linha da pobreza devem ter o acesso a alimentação garantido", diz ele. "Em muitos casos, mesmo com condicionalidades e capacitação profissional, existe uma população que continuará dependendo dos programas de transferência de renda por não conseguir superar o histórico de vida sem oportunidades.”

Jornalista desaparece ao investigar "Máfia do Cacau"

Jornalista francês desapareceu por investigar setor do cacau

Paris, 28 out (EFE).- O jornalista francês Guy-André Kieffer - desaparecido desde 16 de abril de 2004 em Abidjan, a capital econômica da Costa do Marfim - foi seqüestrado por investigar ilegalidades no setor do cacau cometidas por pessoas vinculadas à Presidência, segundo denunciou o Repórteres Sem Fronteira (RSF).

A denúncia, que já tinha sido divulgada meses atrás, foi o centro de uma campanha iniciada hoje pelo RSF, que aproveitou a abertura do Salão do Chocolate em Paris, onde a Costa do Marfim montou um estande. O país é o maior produtor mundial de cacau.

Militantes da organização, acompanhados pela esposa de Kieffer, fizeram uma manifestação no evento, distribuíram panfletos e colocaram adesivos no estande marfinense.

Nos panfletos, o RSF afirma que "dois anos e meio de investigação após o covarde seqüestro organizado por pessoas próximas à Presidência permitiram esboçar um cenário terrível: Guy-André Kieffer sabia demais sobre as manobras do clã que detém o poder sobre o dinheiro do cacau".

"Os visitantes do Salão do Chocolate devem saber que atrás das aparências, o mercado de cacau marfinense esconde assuntos sórdidos", acrescenta em sua declaração.

A organização de defesa dos profissionais da imprensa acusa a "assessoria do presidente Laurent Gbagbo" do rapto do jornalista francês em um estacionamento de um supermercado de Abidjan em 16 de abril de 2004.

O RSF afirma que Kieffer, que trabalhava para a "RFI" (Radio France Internationale), "incomodava o poder" ao investigar sobre seu financiamento com "dinheiro sujo, o ponto central da guerra".

Um familiar do presidente Gbagbo, Michel Legré, foi acusado em outubro de 2004 de seqüestro por um juiz francês e está em prisão domiciliar em Abidjan, mas a justiça da Costa do Marfim não respondeu à reivindicação francesa para que ele possa ser interrogado na França.

Outro cidadão marfinense, que diz haver sido capitão do Exército e que é acusado por algumas testemunhas de haver supervisionado o seqüestro do jornalista, também foi processado em janeiro deste ano na França e está sob custódia da justiça.

G1 cria blog para o debate na Globo. Leia

O G1 agradece a presença dos convidados, que analisaram o desempenho dos candidatos à presidência da República no último debate deste segundo turno. Estiveram presente os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Álvaro Dias (PSDB-PR), os deputados José Eduardo Cardozo (PT-SP) e Mendes Thame (PSDB-SP), as psicólogas Leila Salomão Tardivo (USP) e Júnia Ferreira (Unifesp) e o estilista Lorenzo Merlino.
28/10/06 01:20 Considerações Finais
Júnia Ferreira (psicóloga da Unifesp) e Leila Salomão Tardivo (psicóloga da USP)

As duas psicólogas afirmaram que o formato do debate desta sexta-feira deixou os candidatos mais livres para se expressarem. "Nos outros debates eles estavam muito mais amarrados e estava mais difícil analisar o comportamento deles. Agora ficou mais fácil fazer essa análise", afirmou Leila.

Segundo as convidadas, os políticos foram mais espontâneos e não pareciam ter ensaiado tanto quanto das outras vezes em que se enfrentaram.

Júnia considerou a postura de Alckmin moderada e racional, e a de Lula, emotiva e agressiva. "A linguagem do Alckmin é mais adequada para um debate. No entanto, o jeito do Lula falar atinge mais o público. Esse é seu grande ponto forte", disse Júnia.
28/10/06 01:13 Considerações finais
Álvaro Dias (senador do PSDB):

"A oposição tem um grande candidato. Talvez seja uma questão de trocar os marqueteiros do Alckmin pelos do Lula."
28/10/06 01:10 Considerações finais
Álvaro Dias (senador do PSDB):

"A partir do primeiro debate do segundo turno, até esse, a oposição descobriu que tem um grande candidato."
28/10/06 01:06 Considerações finais
Álvaro Dias (senador do PSDB):

"O presidente Lula demonstrou muito mais irritação. É um contraste com a elegância de Geraldo Alckmin. Até quando critica, Alckmin é elegante. Ele se dirige aos eleitores, que é quem ele tem de convencer, quando critica o presidente Lula."
28/10/06 01:03 Considerações finais
Álvaro Dias (senador do PSDB):

"O discurso do presidente Lula agrada à pobreza, mas a ação dele agrada à elite. O governo do presidente Lula foi para a elite, apesar do discurso falar para os pobres."
28/10/06 01:00 Considerações finais
Álvaro Dias (senador do PSDB):

"Enfim, o discurso de Geraldo Alckmin é mais adequado para quem vai exercer a Presidência da República. Não há nisso qualquer desrespeito ao presidente Lula, mas é uma diferença essencial. Para mim parece, e é claro que eu sou suspeito, que o discurso e a prática de Geraldo Alckmin andam juntos."
28/10/06 00:50

FHC


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não foi esquecido pelos convidados do G1, que analisaram nesta sexta-feira o debate entre Lula e Alckmin. O deputado petista José Eduardo Cardozo, por exemplo, aproveitou para desenhar a "sigla" FHC em um papel.
28/10/06 00:40 Considerações finais
Álvaro Dias (senador do PSDB):

"Geraldo Alckmin demonstra uma postura que respeita a grandeza da função que pretende exercer. Foi duro e contundente quando precisava ser. Demonstrou autoridade e aptidão para a função. Embora não esteja exercendo a presidência da República, demonstra até mais familiaridade com assuntos da gestão publica. O que é até uma diferença de preparação. A verdade é que Geraldo Alckmin apresenta projetos, mais do que o atual presidente.”
28/10/06 00:38 Considerações finais
Álvaro Dias (senador do PSDB):

"Primeiramente, não é fácil inovar em debates e campanhas eleitorais, mas a Globo conseguiu. Proporcionou esse modelo, que certamente prendeu a atenção do telespectador e obrigou os candidatos a uma maior espontaneidade. Pudemos conhecer melhor os candidatos."
28/10/06 00:33 Considerações finais
Antônio Carlos Mendes Thame (deputado federal do PSDB):

No que esse debate deixou a desejar? Na questao ética, que ficou em segundo, terceiro plano."
28/10/06 00:30 Considerações Finais
José Eduardo Cardozo (deputado federal do PT)

O petista iniciou sua fala de maneira bastante direta: “nenhum de nós aqui dentro desta sala fará uma análise imparcial e eu também não farei”. Cardozo afirmou que o debate inovou bastante em termos de formato, mas acredita que o conteúdo da discussão foi igual aos demais enfrentamentos entre os dois candidatos. “Ambos tentaram falar sobre os pontos fracos de seu adversário”, analisou. Por conta dessa repetição, o deputado não acredita que o debate desta sexta vai mudar a intenção de votos dos eleitores.
28/10/06 00:27 Considerações Finais
Lorenzo Merlino (estilista)

“Vamos agora falar da minha alçada, que é mais superficial, mas não é menos importante”, disse o estilista. Merlino afirmou que os dois candidatos estavam bem-vestidos, mas nenhum deles ousou na hora de escolher suas roupas. “Eles foram conservadores, mas isso também é uma questão inerente à posição que ocupam. Parecem que compraram as roupas na mesma loja. Sinto que hoje em dia houve uma pasteurização.”
28/10/06 00:25 Considerações finais
Antônio Carlos Mendes Thame (deputado federal do PSDB):

“De todos os debates, esse formato foi surpreendentemente eficiente. No início, eu achava que seria um formato pasteurizado e ele se provou exatamente o contrário. Foi muito dinâmico, além de obrigar os candidatos a responder sem saber o que o outro diria, sem ter o que consultar."
28/10/06 00:23 Considerações finais
Eduardo Suplicy (senador do PT):

"No debate de hoje, o presidente Lula não chegou a enfatizar uma vitória de seu governo, que é uma vitória de todos nós, que é o programa Bolsa Família. Nos outros, foi mais enfatizado do que neste. Poderiam ambos ter falado mais sobre isso. O Geraldo Alckmin reconhece isso, tanto que em seus programas tem tido a preocupação de mencionar que vai manter e expandir o Bolsa Família. Eu gostaria que isso tivesse sido mais desenvolvido. Mas isso vai ficar para mais tarde."
28/10/06 00:20 Considerações finais
Eduardo Suplicy (senador do PT):

"Houve um grau de respeito muito grande. Acho que isso é importante para o povo brasileiro, afinal um deles vai ser o eleito pelo povo e há uma vontade, de todos nós, de respeitar essa pessoa."
28/10/06 00:20 Considerações finais
Eduardo Suplicy (senador do PT):
"Este debate foi o mais equilibrado de todos os quatro. Acho que o presidente Lula se saiu bem. Acho que não será fácil para Geraldo Alckmin reverter a vantagem do presidente Lula. Mesmo porque não houve um fato de extrema importância para significar uma mudança nesta situação."
28/10/06 00:19 Considerações finais
Eduardo Suplicy (senador do PT):
"Para mim, o grande vencedor foi o povo brasileiro. É preciso recordar que há 20, 30 anos atrás, não tínhamos eleições diretas, nem a oportunidade de acompanhar quatro debates, como neste segundo turno. Eu, que fui um incentivador do presidente para ele ir a todos os debates desde o primeiro turno, fico muito feliz com isso."
28/10/06 00:17

G1


Enquanto o debate transcorria na TV Globo, convidados do G1 prestavam atenção para depois fazer suas análises sobre a performance dos dois candidatos.
28/10/06 00:02 Eduardo Suplicy (senador do PT)
No final do debate, os dois candidatos se cumprimentaram. “Eles também devem ter se cumprimentado antes [da veiculação na TV]”, disse o senador. No início do programa, Suplicy estranhou o fato de eles não terem feito qualquer saudação.
28/10/06 00:01

Fotos


As fotos publicadas no blog são de Paulo Giandália.
27/10/06 23:59 Leila Salomão Tardivo (psicóloga da USP)
“Em seu discurso final, o Alckmin mostrou muita segurança, tranquilidade, confiança. Esse tipo de atitude fica mais no nível da razão”, avaliou a psicóloga. “O tom do discurso do Lula pega mais pela emoção. No discurso final, a voz do Lula tremeu um pouco. Ele vai mais para a emoção e isso comove as pessoas.”
27/10/06 23:59 Lula faz suas considerações finais
O candidato também agradece aos eleitores, fala sobre realizações de seu governo e pede o apoio do eleitor para dar continudade a seu projeto.
27/10/06 23:56 Eduardo Suplicy (senador do PT) e José Eduardo Cardozo (deputado federal do PT):
Os dois petistas se manifestam abertamente, apontando e balançando afirmativamente a cabeça, enquanto Lula rebate as críticas de Alckmin sobre o dossiê. Mendes Thame e Álvaro Dias observam, sem se manifestar.
27/10/06 23:56 Alckmin faz suas considerações finais
O candidato agradece a boa receptividade dos eleitores, fala da sua trajetória política e diz que espera o apoio da população no domingo.
27/10/06 23:56 Álvaro Dias (senador do PSDB)
“Neste debate, ninguém dormiu.”
27/10/06 23:55 Mendes Thame (deputado federal do PSDB)
“O formato deste debate permitiu que ele fosse mais dinâmico.”
27/10/06 23:54 Júnia Ferreira (psicóloga da Unifesp):
Alckmin se mostra muito irritado ao ouvir as acusações de Lula de que ele se beneficiou mais com o dossiê, segundo ela. “Olhas as narinas, estão se movimentando mais. Isso é sinal de uma emoção forte. Não é ansiedade, é o contrário.”
27/10/06 23:54 Começam as considerações finais
27/10/06 23:54 Leila Salomão Tardivo (psicóloga da USP)
“Essa parte final está mais difícil, porque o tema do dossiê pega os dois. Ambos estão mais tensos”, disse.
27/10/06 23:53 Júnia Ferreira (psicóloga da Unifesp):
Segundo ela, os dois candidatos estão corretos ao se dirigir mais às câmeras neste último bloco. “Agora eles não estão mais respondendo os eleitores. Antes estava errado. O eleitor perguntava e eles falavam um olhando para o outro.”
27/10/06 23:52 Júnia Ferreira (psicóloga da Unifesp):
O hábito de Alckmin de mostrar a língua para umedecer os lábios, para a psicóloga é um sinal de ansiedade. “Ele bebe água e não passa.”
27/10/06 23:51 Lula pergunta
O candidato do PT questiona o adversário sobre a questão da segurança pública. Geraldo Alckmin pergunta sobre dinheiro do dossiê.
27/10/06 23:50 José Eduardo Cardozo (deputado federal do PT)
O deputado rabisca enquanto assiste ao debate. Até o último bloco foram três folhas com desenhos incompreensíveis para os demais convidados da sala.
27/10/06 23:48 Álvaro Dias (senador do PSDB):
Ao responder o deputado José Eduardo Cardozo, o senador ri: “isso não dá para saber, o voto é secreto.”
27/10/06 23:48 José Eduardo Cardozo (deputado federal do PT):
Em resposta a um comentário do senador Álvaro Dias, de que a ação do Lula é feita para as elites, o deputado questiona: “se o Lula tem ação para as elites por que todos os banqueiros votam no Alckmin?”
27/10/06 23:48 Alckmin comenta perguntas de eleitores
Neste bloco, os candidatos fazem perguntas entre si. Alckmin fala sobre os questionamentos feitos pelos eleitores. Lula comenta os assuntos abordados nos três primeiros blocos.
27/10/06 23:47 Álvaro Dias (senador do PSDB):
“A ação do Lula é para a elite.”
27/10/06 23:47 Álvaro Dias (senador do PSDB):
“Quando ele falou do afastamento do FMI, ele indiretamente elogiou o governo anterior. Isso não seria possível sem a estabilidade econômica conseguida pelo governo Fernando Henrique Cardoso.”
27/10/06 23:46 José Eduardo Cardozo (deputado federal do PT)
“O Brasil sempre foi governado pela mesma elite. Com a ascensão do Lula houve uma ruptura. É a primeira vez que um socialista governa o País.”
27/10/06 23:45 José Eduardo Cardozo (deputado federal do PT):
Comentando a afirmação de Suplicy, Cardozo afirma: “Não há dúvida nenhuma. Isso é um consenso, porque afeta o Congresso, e isso todo mundo quer.”
27/10/06 23:45 Começa o quarto e último bloco
27/10/06 23:45 Eduardo Suplicy (senador do PT)
“Se reparar bem, os dois candidatos estão de acordo em um ponto. Ambos mencionaram menos encargos sociais sobre os salários, e mais sobre o valor adicionado ou faturamento”, disse. “Qualquer um que seja eleito presidente, é importante reconhecer que há pontos em comum. Temos de ter bom senso, então, para aprovar projetos que sejam de interesse da nação.”
27/10/06 23:40 Álvaro Dias (senador do PSDB):
Comentando a afirmação de Lula, de que o Brasil sempre esteve preso em planos econômicos, o senador afirma: “Quem acabou com os planos foi o FHC.”
27/10/06 23:40 Termina o terceiro bloco
27/10/06 23:40 Mendes Thame (deputado federal do PSDB)
Em meio ao debate, o deputado tirou diversos recortes de uma pasta. Páginas de jornal com parágrafos destacados (caneta amarela) e outros tipos de papel com informações sobre o governo fazem parte do “kit debate”.
27/10/06 23:39 Antônio Carlos Mendes Thame (deputado federal do PSDB):
“Esse avanço do consumo se deve ao aumento do crédito consignado. É a pior forma de aumentar o consumo, porque aumenta o lucro dos bancos. A renda média do trabalhador caiu nesse período.”
27/10/06 23:37 Lorenzo Merlino (estilista):
Ainda sobre botões, o estilista comenta que Lula estaria errado, pelas regras adotadas pela maioria dos estilistas, porque está com todos os botões fechados. “Mas essa regra não faz sentido.”
27/10/06 23:36 Eduardo Suplicy (senador do PT):
Em resposta à Mendes Thame, o senador afirma: “o dinheiro não é dele, mas é responsabilidade dele administrar.”
27/10/06 23:35 Eleitor indeciso pergunta sobre legislação trabalhista
Um eleitor indeciso de São Paulo (SP) pergunta sobre legislação trabalhista. Diz que o vizinho recebe 13º salário e tem carteira assinada. Afirma que ele trabalha o mesmo tanto, mas não tem o benefício. Quis saber dos candidatos o que pode ser feito. Quem começa a responder é Lula.