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Mostrando postagens com o rótulo Fidel Castro

PDT tem novo líder na Câmara dos Deputados

A bancada do PDT acaba de escolher o deputado Vieira da Cunha (RS) como seu novo líder na Câmara dos Deputados. Por acordo da bancada, o deputado Mário Heringer (PDT-MG) será o líder do bloquinho. Cunha substituirá o deputado Miro Teixeira (RJ).
Procurador de Justiça, o novo líder pedetista foi também radialista e está em seu primeiro mandato como deputado federal. Antes, cumpriu quatro mandatos como deputado estadual e dois como vereador de Porto Alegre, sempre pelo PDT - partido ao qual está filiado desde 1981.

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte XII: PERFIL / RAÚL CASTRO - Pragmático, boa-praça e linha-dura

Raúl Castro é um linha-dura. Um comunista empedernido, que organizou e manteve a solidez ideológica revolucionária nas forças armadas de Cuba.

Raúl Castro é um boa-praça, que gosta de jogar conversa fora com os amigos, fumar cigarros fortes (Marlboro, na intimidade, Populares, nas ruas), beber muitos drinques à base de rum e de falar sobre as façanhas dos filhos e netos.

Essas são duas das muitas facetas que o irmão de Fidel apresenta. Ele também é definido como um grande administrador, um chefe que prefere a dura realidade dos fatos e não se deixa engabelar por relatórios otimistas (e falsos) de seus subordinados. A bem da verdade, Cuba, hoje, é em boa parte produto do seu trabalho. Fidel era a ideologia. Raúl transformava em prática o sonho socialista. O paralelo mais próximo seria a dupla chinesa Mao Tse tung e Deng Xiaoping: um mental, outro pragmático.

O carisma de Fidel deixou o irmão na sombra, o que não diminui sua importância histórica. Foi, junto com Cienfuegos e Che Guevara, u…

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte XI: Começa luta pelo poder

Parlamento escolhe novo presidente no próximo domingo. Irmão de Fidel não está sozinho na disputa

O sucessor de Fidel Castro à frente do Estado cubano será designado no próximo domingo pelos 614 deputados da Assembléia Nacional do Poder Popular (Parlamento) — eleitos em 20 de janeiro —, em uma sessão histórica que abrirá um novo mandato presidencial de cinco anos. Raúl Castro, 76 anos, irmão mais novo de Fidel, surge como o candidato favorito. Número dois do regime, ministro das Forças Armadas desde 1959, desempenhou interinamente o cargo de presidente do Conselho de Estado (Executivo) desde 31 de julho de 2006. Mas não está sozinho na disputa.

Até lá, brotam especulações sobre quem será o futuro comandante da ilha. Nos circuitos diplomáticos em Cuba e entre líderes militares e civis do exílio cubano em Miami (Flórida), surgem comentários sobre uma luta pelo poder no seio do Partido Comunista Cubano (PCC). Nas últimas reuniões do secretariado do partido, haveria a convicção de que o pod…

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte X: Transformação silenciosa

Ao protagonizar o movimento que levou à queda da ditadura de Fulgêncio Batista em 1º de janeiro de 1959, Fidel Castro assumiu a liderança do país não apenas em uma, mas em várias revoluções que marcaram os cubanos ao longo dos 49 anos em que governou. Encontrou uma Cuba cheia de desigualdades sociais, as reduziu e agora deixa outras contradições para serem resolvidas por seu sucessor.

Quando tornou-se presidente, Cuba era praticamente um balneário dos Estados Unidos. Tinha a economia restrita à produção açucareira e aos cassinos. "Fidel pôs os cubanos em um lugar digno, com direito à educação e à seguridade social", diz o historiador Pedro Cosme Baños, diretor do Museu do Memorial Lenin, da cidade de Regla. Ao longo dos anos, no entanto, a tarefa de levar desenvolvimento à ilha foi se tornando árdua demais.

A tábua de salvação do país foi a entrada, em 1972, para o Conselho de Ajuda Econômica Mútua (Caem), órgão de integração dos países do bloco socialista. Em 1985, as relaçõe…

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte IX: Abertura econômica deve levar cinco anos

Avanço do capital privado e investimentos serão cruciais

A renúncia de Fidel Castro à presidência de Cuba não significará uma rápida abertura econômica daquele país. O processo de integração será lento e acontecerá aos poucos, devendo levar de três a cinco anos. É esse o consenso entre especialistas que se debruçam sobre os indicadores da economia latino-americana. "Por mais poder que Raúl Castro, irmão e sucessor de Fidel venha a ter, não haverá mudanças a curto prazo. A economia cubana permanecerá fechada por um bom período. A transição exigirá a construção de instituições sérias e confiáveis, que sigam preceitos importantes para que o capital veja Cuba como uma economia de mercado Entre esses preceitos está o direito à propriedade privada", diz Ítalo Lombardi, chefe do Departamento de Pesquisas para a América Latina da consultoria IDEAGlobal, com sede em Nova York.

A tendência, segundo Vitória Saddi, economista da consultoria RGE Monitor, também com sede em Nova York, é de …

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte VIII: Lula elogia ditador e condena ingerências

``Fidel é o único mito vivo na história da humanidade, e acho que ele construiu isso à custa de muita competência, muito caráter, de muita força de vontade e também de muita divergência, de muita polêmica´´

Do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita ao gasoduto Sudeste-Nordeste, na cidade capixaba de Serra

O governo brasileiro reagiu de forma cautelosa à renúncia do ditador cubano, Fidel Castro. Durante visita ao estado do Espírito Santo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que, até então, temia pela sucessão na ilha. O medo era de que "numa situação adversa, acontecesse um sistema turbulento". Lula desfiou um curto rosário de elogios ao ex-líder guerrilheiro. "Fidel é o único mito vivo na história da humanidade, e acho que ele construiu isso à custa de muita competência, muito caráter, de muita força de vontade e também de muita divergência, de muita polêmica", declarou, segundo despacho divulgado pela assessoria de imprensa do Palácio do Pla…

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte VII: EUA mantêm embargo

Retirada do bloqueio econômico é condicionada a eleições livres e libertação de presos políticos

A renúncia de Fidel Castro ao cargo de presidente do Conselho de Estado e de comandante-em-chefe das forças armadas do país, anunciada ontem, não vai suspender o embargo econômico imposto à ilha pelos Estados Unidos desde 1962, ano da consolidação da revolução socialista em Cuba. Em visita a Ruanda, o presidente dos EUA, George W. Bush, declarou que a saída de Fidel "deveria constituir o início de uma transição democrática para o povo cubano". Washington tinha prometido suspender o isolamento somente em caso de realização de eleições livres para todos os cargos públicos em Cuba.

Bush sugeriu que, após o afastamento de Castro, o governo cubano deveria dar o "primeiro passo para a democracia e libertar os prisioneiros políticos. O presidente americano pediu à comunidade internacional que contribua para instalar instituições democráticas em Cuba. "Os Estados Unidos vão ajuda…

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte VI: Transição será lenta

Para especialistas, reforma econômica de Raúl Castro deve adiar abertura política por meia década

Com a possível nomeação de Raúl Castro como presidente de Cuba no próximo domingo, o regime ganha fôlego para os próximos cinco anos. Até lá precisará resolver, ou pelo menos minimizar, o déficit de emprego e a escassez de alimentos na ilha caribenha, além de problemas crônicos, como a dupla monetarização. O "boom" do turismo, na década de 1990, deixou um rastro de mazelas, inclusive a desigualdade social. Especialistas consultados pelo Correio foram cautelosos em prever uma abertura política a curto prazo. Para uns, Raúl comandará uma transição lenta, focada na oferta controlada de novos negócios para os investidores estrangeiros. Para outros, é preciso que a comunidade internacional mantenha pressão no regime.

"Este é o começo do fim da ditadura de Castro", disse à reportagem o embaixador Roger Noriega, ex-subsecretário de Estado norte-americano para Assuntos Latino-Am…

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte V: Cubanos no DF não crêem em mudanças

Os cubanos que vivem em Brasília celebraram a renúncia de Fidel Castro com entusiasmo tão fugaz quanto uma brisa. A sensação de que nada mudará é mais forte. "Esse fato poderia ser o início de uma transição e isso é positivo. Mas não me iludo que, com a renúncia de Fidel, amanhã tenhamos eleições e liberdade", comentou o médico José Blanco Herrea, 58 anos. Ele e a mulher, a bioquímica Ileana Zorrilla, 55, vivem no Brasil há 15 anos.

O casal veio ao país a trabalho, a convite da Federação Amazonense de Natação. Quando eles decidiram continuar no Brasil, os três filhos foram impedidos de sair de Cuba por dois anos. Para ele, a grande mudança na ilha ocorrerá quando houver liberdade de expressão, de ir e vir e o pluripartidarismo. "Com a renúncia, a pressão internacional pode acelerar essas mudanças. Mas ainda não dá para festejar", acredita Ileana. O médico Carlos Rafael Jorge Jiminez, de 58 anos, concorda. "Não vai acontecer nada por enquanto. Enquanto não tiver…

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte IV: Brasileiras relatam clima na ilha

Era para ser um "matutino" rotineiro, ritual no qual estudantes da Universidade Orlando Gutiérrez, em Nueva Gerona — capital da Isla de La Juventud —, perfilam-se diante da bandeira e cantam o hino de Cuba. No entanto, a paulistana Estela Maria Mota Oleiro, de 23 anos, percebeu que havia algo de diferente. "Nossa diretora leu a carta de Fidel, em que ele prometia ser um homem de palavras a partir de agora. Ela ficou muito emocionada e colegas cubanos também ficaram muito tristes", relatou. Segundo a caloura da Faculdade de Medicina, o clima no país é muito tenso. "O povo daqui trata Fidel como se fosse Deus, é como se ele tivesse morrido", disse.

A publicitária goiana Claudia Melissa Neves dos Santos, de 28 anos, tinha um objetivo: conhecer a Cuba de Fidel antes que ele morresse e tudo mudasse. Depois de 17 dias na ilha e de muitas conversas com cubanos, ela retornou ao Brasil na sexta-feira passada. "Vejo que a situação na ilha não vai sofrer alteraç…

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte III: Tristeza em Cuba, alegria em Miami

Moradores da ilha caribenha destacam inteligência do líder. Exilados celebram "fim do reinado de terror"

O técnico em informática Brandys Roberto Cabrera Graverán nasceu em 1959, quando Fidel Castro e Camilo Cienfuegos forçaram a fuga do ditador Fulgêncio Batista e decretaram o início da Revolução Cubana. Talvez por isso esse morador de Havana de 49 anos demonstre serenidade ao falar do afastamento do Comandante. "Nós recebemos a notícia com naturalidade e senso comum", afirmou ao Correio. Na opinião dele, os últimos 50 anos têm sido de mudanças na ilha caribenha. "Fidel cometeu erros e acertos, mas sempre contava com o apoio da maioria da população", acrescentou. Ao ser questionado se o ex-presidente era um ditador, esse cidadão cubano adota a cautela. "Penso que Fidel é um homem de seu tempo, de uma grande visão revolucionária, um líder que cometeu erros que não destoaram de seus princípios", comentou. Para Graverán, o maior erro de Cuba foi te…

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte II: Carta emociona Oscar Niemeyer

O arquiteto Oscar Niemeyer (foto) emocionou-se ontem com a carta de renúncia do amigo Fidel Castro. Primeiro, por ter sido citado no trecho em que Fidel diz: "Penso como Niemeyer, que é preciso ser conseqüente até o final". Depois, porque um dos seus cinco netos, Carlos Eduardo, que está em Cuba há um mês, telefonou para dar a notícia de manhã cedo e contou detalhes da repercussão em Havana. "Meu neto ficou profundamente emocionado vendo a tristeza que cobre o povo cubano. Mas, ao mesmo tempo, disse que os cubanos permanecem unidos, de mãos dadas, prontos para enfrentar o grande inimigo, os Estados Unidos", relatou.

Aos 100 anos, comunista desde a juventude, Niemeyer disse que Fidel Castro é um grande líder e continuará "orientando o povo cubano". "Ele foi generoso em me citar. Concordo com a frase. O ser humano é tão insignificante. É preciso ser coerente até o final da vida", observou.

Niemeyer nunca foi a Cuba. Morre de medo de avião. Mas o pró…

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte I: Fidel sai de cena

Ditador cubano renuncia à presidência depois de 49 anos no poder, alegando que não tem condições físicas

A renúncia de Fidel Castro chegou ontem como o despertar de um sono leve. Cidadãos cubanos na ilha ou no exílio, lideranças mundiais e observadores em vários países já esperavam, mas não deixaram de se surpreender com o anúncio melancólico — feito em carta publicada no jornal Granma e no tablóide Juventud Rebelde, ambos órgãos oficiais do regime. Ao abrir mão do discurso público ou de declaração televisionada em rede nacional, o líder da Revolução Cubana comprovou as suspeitas de que seu estado de saúde sofre degradação acelerada. O último sinal emitido pelo próprio Fidel, de 81 anos, foi na recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fontes do Planalto confirmaram ao Correio que a viagem de Lula a Havana, há mais de um mês, teve como objetivo "o último encontro com Fidel ainda presidente", entrevendo a renúncia como certa. Frágil, apesar de lúcido, o mandatário…