Disco!


Disco Fever


Bee Gees

A segunda metade da década foi dominada por dois cenários diferentes. Na Inglaterra, surge o movimento punk, das roupas de couro preto e dos cabelos quase raspados, que contestava, com violência, os valores da sociedade do país. Destaque para a banda Sex Pistols. Nos EUA, pop vira sinônimo de disco music. Feita para as pistas de dança das discotecas, celebra o amor e a alegria, utilizando-se da eletrônica com maior intensidade e por vezes até ousando. Ganham espaço nomes como Donna Summer, ABBA, Gloria Gaynor e Bee Gees, estes últimos num come back arrebatador que mudaria sua carreira para sempre, graças à explosão da disco.

O curioso é que apesar de alguns artistas e grupos terem estado fazendo muito sucesso com essa música dançante, a disco music corria sério risco de cair no esquecimento como mais um mero modismo dos anos 70. Só que, de cult dos clubes noturnos, a disco music virou mania mundial a partir de 1977, quando a história de um garotão do Brooklyn que queria subir na vida dançando chegou às telas: "Os Embalos de Sábado à Noite" (Saturday Night Fever), marco absoluto da época. Pronto, era o empurrão que faltava. Este clássico filme (hoje já podemos chamar assim!) serviu para resgatar o desejo pela dança.

Chic

No Brasil, o maior símbolo do fenômeno disco fever apareceu em 1978, com a novela Dancin' Days (exibida pela Rede Globo), de Gilberto Braga, onde Sônia Braga encarnava a versão feminina tupiniquim de John Travolta nas pistas de dança. Festas clássicas com big bands e discothèques do momento regaram o horário das oito nesse marco da TV brasileira, até hoje lembrado como um dos maiores sucessos de audiência da Globo.

Village People

Os roqueiros odiavam e os músicos sérios torciam o nariz. Mas o fato é que a disco music foi em frente e teve uma grande influência sobre a música pop dos anos 70, a ponto de se tornar parte da cultura de massa e conseqüentemente da memória afetiva das pessoas. Mesmo com as eventuais críticas negativas (por parte dos próprios críticos, obviamente), a disco conseguiu fazer a cabeça até dos ditos "músicos sérios". Exemplos típicos? David Bowie e seu "Station To Station", de 1976 (com Golden Years), Rod Stewart e seu álbum de 1978, "Blondes Have More Fun", com o hit Da Ya Think I'm Sexy? (inspirado em Jorge Benjor!) e até o Blondie com "Parallel Lines" (que originou seu maior sucesso, Heart Of Glass), também de 1978. (Definitivamente, esse foi o ano de ouro das discotecas). Ainda em 78, pegando carona no sucesso dos "Embalos", foi a vez de "Até Que Enfim é Sexta-Feira" (Thank God It's Friday), com ninguém menos que a diva Donna Summer, além de outros conjuntos do momento. Se o filme não fez o sucesso esperado, uma de suas canções, Last Dance (de Donna Summer), levou o Oscar de Melhor Canção daquele ano e é hit até hoje. É inegável, todos que fizeram música naquela época tiveram um pé na disco, ou pelo menos aventuraram-se uma vez por esse terreno dançante, mesmo que não tenha obtido grande sucesso. Todos queriam estar na moda, todos queriam ser disco. Quem não aderisse à moda disco, ficava para trás.

Derivada da música dançante dos anos 60, com um pé na black music e em busca de uma identidade própria, a disco music foi buscar seu nome na denominação francesa discothèque, um clube em que se podia dançar ao som de músicas tiradas de discos.

Aí, nascem mil discotecas pelo mundo, com luzes em pisca-pisca constantes, pares que não se abraçavam e apenas curtiam a harmonia e o ritmo alucinante das guitarras e sintetizadores. Teclados explodiram em cores e fumaças coloridas. Era um novo tempo jovem que se refletia na música. E assim estourava o movimento disco – forma que os americanos inventaram para abreviar 'discothèque'.

Grupo disco

Em 1978 foi inaugurada a Meca das discotecas nos EUA, o Studio 54.

Em 1979 foi lançado o álbum que marca mais ou menos o fim da era disco, Off The Wall, a bem sucedida estréia solo de Michael Jackson. Apesar do virtual declínio do movimento, 1979 foi um ano em que as discotecas ainda predominaram (e muito) ao redor do mundo. Mas as previsões estavam certas e em 1980 a disco já cheirava à nostalgia.

Lamentavelmente, a grande maioria dos artistas disco se tornaram anônimos assim que a coisa toda foi decaindo, por volta de 1980/81. Grupos e cantores que cantaram estrondosos hits dançantes de sucesso internacional, como Roberta Kelly (Zodiacs, I’m Sagitarius), Gloria Gaynor (I Will Survive, Never Can Say Goodbye), Chic (Everybody Dance, Le Freak), K.C. & The Sunshine Band (Shake Your Booty, That’s The Way I Like It), Village People (Y.M.C.A., Macho Man), Santa Esmeralda (Don’t Let Me Be Misunderstood, The House Of Rising Sun), Boney M. (Ma Baker, Rivers Of Babylon), Kool & The Gang (Celebration, Ladie’s Night), Sister Sledge (We Are Family, He’s The Greatest Dancer), Tina Charles (I Love To Love, Dance Little Lady Dance), Peaches & Herb (Shake Your Groove Thing, Reunited), Silver Convention (Save Me, Fly Robin Fly) e uma infinidade de outros não passam hoje de incógnitas para as novas gerações. Alguns ainda são lembrados e conseguem manter certo prestígio junto ao mundo da música, como os Bee Gees (Stayin’ Alive, Night Fever), Donna Summer (I Feel Love, Hot Stuff), e o ABBA (Dancing Queen, Voulez-Vous, embora o ABBA não seja um grupo propriamente disco). Outros são lembrados por hits indefectíveis, como o Village People (Y.M.C.A. continua sendo obrigatoriamente tocada nas mais diversas ocasiões ao redor do mundo).

Boney M.

A verdade é que todo mundo já ouviu uma música de discoteca daquela época, mesmo que não saiba o nome ou qual grupo/cantor a cante. Muitos ouvem disco music e não sabem nem o que estão ouvindo, principalmente os jovens, que bóiam na alienação da geração de hoje. Pode-se ouvir samples de várias canções disco nas músicas de Gabriel O Pensador, Lulu Santos, Maurício Manieri, Fat Family e vários outros grupos e cantores brasileiros. [Para os desinformados de plantão, samples são trechos instrumentais ou melódicos retirados de uma música e colocados em outra, remixada ou não, com letra diferente e arranjos modificados. Coisa muito comum hoje em dia, diga-se de passagem.]

Ao contrário do que muita gente atualmente pensa, disco music não é só aquele tipo de música que faz a alegria de drag queens e afins (sem preconceito). Aliás, essa referência se tornou meio "pejorativa" para um movimento que marcou toda uma época. (Tudo por causa do filme "Priscilla, A Rainha do Deserto"...). O "pejorativa" nem se deve às drag queens, mas sim ao tom limitado com que alguns (críticos em especial) enxergam a disco hoje.

Morava em Macapá, a capital do então Território Federal do Amapá, desmembrado do Pará.

Paralelamente as Tertúlias do Círculo Militar e de uma Discoteca onde havia funcionado uma Churrascaria que não mais me recordo o nome, apenas que ficava próximo à belíssima Orla banhada pelo Rio Amazonas, rolava um outro tipo de som, igualmente arrebatador: Um tal de rock progressivo [chegou às lojas praticamente com a Trilha Sonora do filme "Os Embalos de Sábado à Noite", o insuperável "Dark Side of The Moon", do Pink Floyd]. Minha vida mudou.

Em 1979 retornei à Belém do Pará. Peguei no auge a Signo's clube, na esquina da Doca de Souza Franco. O hoje professor, bailarino e coreógrafo e querido amigo Maurício Quintairos arrematava todos os concursos de dança. Dom Floriano, Albertinho Pinheiro e Tarrika eram os excepcionais Dj's.

E vocês sabem quem foi o responsável por tudo isso?

Valmyr Matos Pereira Júnior, meu irmão.

Aproveitei ainda, nesta mesma época o auge do Gato & Sapato, sob o comando de Janjo Proença. Quanta saudade!

Portanto, admita, você já se pegou cantarolando uma canção disco enquanto acompanhava o flashback do rádio, o som do seu vizinho ou até mesmo no som da sua própria casa!

Está esperando o quê para clicar aí em baixo e cair na pista?
















A Maritime Pompeii

A Neewsweek, melhor revista semanal do mundo, destaca uma surpreendente e espetacular descoberta arqueológica: Uma frota de barcos e seus tripulantes nas cercanias de Pisa. A cidade notabilizada pela Torre cai-não-cai.

O estado de conservação da Esquadra Marítima é tão boa que os arqueólogos apelidaram-na de: Uma Pompéia [cidade que submergiu num 'mar' de larvas após um irritado e violento espirro do Vulcão Vezúvio] sub-aquática.

Por exemplo. O achado debaixo do peso de um navio emborcado, é tão espetacular que os cientistas divulgaram que a identidade do esqueleto humando teria pertencido a um infeliz marinheiro que morreu esmagado ao lado de seu cão de estimação.

A reportagem exclusiva marca a capacidade investigativa do semanário americano, dificilmente obtido pelos atônitos concorrentes.

ITALY

A Maritime Pompeii

Pisa is famous for its leaning tower, but archeologists

there are now uncovering an amazing fleet of ancient ships, some complete with crew and cargo.


Photos: Soprintendenza per i Bene Archeologici della Toscana










Watery Graves: This sailor and his canine companion (left) were crushed under the weight of a capsized ship. Archaeologists (right) carefully excavate one of the many ancient boats near San Rossore train station.

Leia a íntegra da matéria (em inglês) aqui>>

O Distrito Sustentável entrou numa das gavetas da inconcebível burocracia brasileira

A Companhia Vale do Rio Doce mantém na Província Mineral de Carajás suas maiss importantes plantas industriais. Lá entrou na era do cobre, avança para a era do níquel e cresce como um mastodonte faminto.

Após a privatização do conglomerado que atuava em áreas que, digamos, fugiam ao seu foco, a empresa cresce em proporção aritmética.

Já é a quarta maior mineradora do mundo e segue firme para assumir a dianteira nos próximos anos - antes do final da próxima década.

Pois bem, o goveno brasileiro, através do Ministério do Meio Ambiente, pressionado por protocolos internacionais de preservação ambiental e temeroso da fuga dos gigantescos recursos que entram no Brasil via Organizações Não Governamentais, atuou no sentido de mitigar os gravíssimos problemas que estão em curso na Amazônia, e, em especial, nas áreas de influência da BR-163 (Oeste do Pará) e do Distrito Mineral de Carajás (entre o sul e o sudoeste do Maranhão).

A idéia é criação de Distritos Florestais Sustentáveis é uma solução inteligente. Se não resolve de todo o problema, de certo é uma ação inadiável para o futuro da verticalização mineral em solo paraense. Leia as impressões iniciais que este blogger teceu sobre o assunto aqui e aqui.

O Dr. Marcílio Monteiro não pode deixar de pressionar o MMA para uma rápida implantação do Distrito Sustentável de Carajás, especialmente após a brilhante apresentação que fez, em nome do governo do estado na audiência pública sobre o projeto em Marabá.

Volto a bater na mesma tecla. O DSC é o mais importante projeto em curso na Amazônia e vital para o futuro de parte do Pará e parte do Maranhão.

As atividades de exploração dos recursos naturais sustentáveis dessas duas áreas precisam de uma rápida solução para o impasse que vivem, ou seria melhor afivelar a malas e cuidar da vida em outra região menos problemática.

Para onde vai o Pólo de Carajás?

Conheça a primeira escala da verticalização mineral de produção mineral de ferro gusa no Pólo Industrial do Carajás.

Essas empresas estão ganhando muito dinheiro, ao mesmo tempo que estão acabando com o meio ambiente de mais de dois milhões de pessoas que residem no Sul do Pará e noSudoeste do Maranhão.

Compram carvão produzido através de mão-de-obra irregular. Reflorestam apenas uma pequena parcela nas áreas acordadas ao momento da autorização legal de funcionamento de suas plantas industriais.

Demonstram enorme desprezo com o mercado local e tratam seus funcionários como gente desclassificada.

A produção de ferro gusa criminosa na Amazônia

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A mulher mais bela do mundo
















Belíssima... Monica Bellucci, atriz italiana, triunfal ao se dirigir aos palcos do Festival Internacional do Filme de Roma.

Veja-a na Trilogia Matrix.

Relendo

Poesia-da-madrugada-fria

Uma lembrança de Verão

Val-André Mutran (5/05/2007)

Se um dia pudesse voltar no tempo...
Ouviria que seja por encanto o sussurrar do vento. Leria muito mais Pablo e Spinoza à fórmulas de Kent.

Se um dia me fosse permitido olhar o tempo...
Repararia o corpo perfeito dos bem acabados ateus que não reparam santos, pois, movem-se como Deus.

Se um dia me fosse concedido ouvir o tempo...
Calaria, circunspecto Callas após o Ato final.

Assobiaria besteiras para espantar a sina.

Se alguma vez conhecesse o encanto...

Confraria um trato: o de adiar a fome, aviltar a vontade, esquecer a dor, levitar no agora; encantar-me com a noite: perder-me de amor pelo dia.

Se apesar de tudo e só peço haja não me for permitido...

Que a morte venha tântrica, semântica, pois é tempo de trabalho
Muitos me esperam
Poucos me verão...
...No Inverno.

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"Um pouco sobre tudo e alguma coisa de nada".

Ao meu amigo Eduardo Sobreira

Uma música para um amigo querido.

'Quem vai pagar é a classe média

Rico não paga imposto

CPMF sim, terceiro mandato não

Brasília. No calor das discussões sobre a CPMF até 2011, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, sugeriu que a contribuição provisória sobre movimentações financeiras se torne permanente. Durante audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ontem, o ministro explicou que essa mudança deveria ser feita na Reforma Tributária, a qual o governo comprometeu-se a enviar ao Congresso em 30 dias. A proposta do ministro é que o imposto tenha uma redução gradual de alíquota, até um valor capaz de arcar com as despesas sociais.

- Os gastos são permanentes, mas o imposto criado há 15 anos é provisório - argumentou Bernardo. - Durante a discussão da reforma tributária, defendo que a CPMF se torne um tributo permanente, mas com redução de alíquota.

O tucano Eduardo Azeredo (MG) concordou com o ministro.

- A CPMF, como provisória, já provou que é permanente. O governo tem que acabar com essa hipocrisia e deixá-la permanente mesmo, desde que a alíquota seja reduzida.

Paulo Bernardo disse, ainda, que se a CPMF não for aprovada no Senado, o governo será obrigado a criar um novo imposto para arcar com os gastos da saúde, que este ano foram de R$ 44 bilhões.

Mesmo contando com os votos da maioria dos senadores do PSDB para prorrogar o imposto, Paulo Bernardo e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Saúde, José Gomes Temporão, endureceram o discurso e lançaram ameaças caso a CPMF não seja prorrogada. O principal alvo da artilharia dos ministros na Comissão de Constituição e Justiça foi a relatora da Proposta de Emenda Constitucional da CPMF no Senado, Kátia Abreu (DEM-TO), que já se pronunciou contra a prorrogação do imposto. Mas insistiu em manter as audiências públicas e, assim, entregar com atraso o relatório. O prazo final para enviar o texto, caso não houvesse o debate na CCJ, era terça-feira, dia 30.

Mantega chegou a dizer que a taxa de juros pode voltar a crescer no país se a CPMF não for prorrogada. O ministro da Fazenda argumentou que a confiança dos investidores estrangeiros no Brasil seria abalada com o desequilíbrio fiscal provocado pelo fim dessa arrecadação. Debelada uma crise de confiança, o Banco Central seria obrigado a elevar a taxa básica de juros.

Apesar do embate com a relatora da CPMF, os ministros estão confiantes na prorrogação do tributo, depois de fechado com o PSDB o acordo de isentar do pagamento da CPMF quem ganha até R$ 1.640. Mantega disse, ontem, que com o aumento da faixa de isenção, 80% da população brasileira não vai mais pagar o imposto do cheque.

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, disse que ainda não sabe exatamente qual o impacto dessa isenção na arrecadação da CPMF. Nem qual o universo de contribuintes nessa faixa de renda. Mas um levantamento feito pela própria Receita Federal a pedido do JB, publicado na segunda-feira, mostrou que são três milhões de brasileiros que receberiam a isenção. São aqueles que não pagam o Imposto de Renda, mas ganham mais que três salários mínimos.

O levantamento mostrou também que 27 milhões de pessoas pagam a CPMF no país, ou seja, 85% da população já está isenta. Isso porque os trabalhadores que ganham até três salários-mínimos e os aposentados recebem do governo uma compensação pelo que pagam do imposto do cheque.

Fonte: JB

Um esparadrapo no bico tucano

Empresários pressionam os tucanos

Brasília. A gritaria do empresariado contra mudanças na arrecadação do "Sistema S" calou o bico dos tucanos e melou a proposta do governo ontem. Um dia depois do ministro da Fazenda, Guido Mantega, incluir a redução da alíquota de 2,5% sobre a folha de pagamentos no pacote de "bondades" na negociação com os senadores tucanos, acreditando que estaria abrindo caminho para aprovar a CPMF, os políticos negaram qualquer mudança desse tipo. Até então os senadores comemoravam. Mudaram o tom depois do recado público do presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, que rejeitou veementemente qualquer modificação no Sistema.

A medida sugerida pelo governo foi dada como provocação pelo empresariado que pede o fim da CPMF. O repasse desse índice da folha de pagamento às 11 entidades do "Sistema S" está estimado em R$ 13 bilhões só este ano. O Sistema inclui o Sesi, o Senai, o Senac, o Sebrae, entre outros, que garantem a qualificação profissional de trabalhadores, consultorias, serviços sociais etc. A Constituição permite às entidades a receita de contribuições compulsórias dos empregadores. São as chamadas contribuições parafiscais - os recursos são públicos, embora as entidades beneficiadas sejam privadas. Os empresários não abrem mão desse repasse - que, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), nem sempre são fiscalizados. É o caso de 65% dos recursos que as empresas passam ao Senai e Sesi, informa o TCU.

Ontem, os tucanos do Senado - muitos deles afinados com a CNI e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) - também rejeitaram esse ponto na negociação. E justificaram com termos regimentais. Por se tratar de alteração na Constituição, deveria ser feita por meio de Proposta de Emenda Constitucional (PEC), cuja tramitação é demorada.

- É complicado. Há uma proteção constitucional - argumentou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). - Queremos algo imediato. Não quero brigar por uma PEC durante três ou quatro anos.

O PSDB tratou de afinar a fala para não desagradar ao empresariado. O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) corroborou o líder.

- Isso não foi discutido na bancada. Na audiência pública (na Comissão de Constituição e Justiça) foi colocado que é assunto de longo prazo - justificou Azeredo. - É para uma reforma tributária, mas não agora.

O volume de recursos do "Sistema S" é tão importante para o setor produtivo no que concerne a investimentos que, para efeito comparativo, supera o Orçamento do Bolsa Família, de R$ 8,3 bilhões anuais, o carro-chefe do governo federal no setor social. Isso é um dos motivos de crítica do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

- Não sabemos o que é feito dos R$ 13 bilhões arrecadados. A sede da Fiesp na avenida paulista é mais luxuosa que a dos bancos - ironizou ontem, durante audiência na CCJ.

Os empresários rebateram. A Fiesp informou que esse dinheiro banca investimentos na saúde e na cultura, entre outros. Em sua defesa, os empresários mostram em números que não querem ficar atrás numa disputa paralela com a União pelo bem-estar dos trabalhadores. Segundo a CNI, em 2006, o Senai - que recebe 1% da folha salarial das indústrias - aplicou R$ 1,5 bilhão. O Sesi - que tira 1,5% da folha - investiu R$ 1,7 bilhão em serviços. Mexer nesses índices é desqualificar o setor, acusou o presidente da CNI.

- Não tem o menor sentido discutir os recursos como forma de barganha. O debate é possível e saudável, mas não desta maneira.

Armando Monteiro Neto ainda vê "descompasso dentro do próprio governo". Segundo o empresário, na última segunda-feira, o presidente Lula elogiou a eficiência do Sistema na inauguração de uma unidade do Senai na Bahia.

Colaboraram Cláudia Dianni, Karla Correia e Juliana Rocha

Fonte: JB

Um trono para Lula?

Por um acaso mudou o sistema de governo no Brasil?

O monstro existe e é preciso encará-lo

As últimas manifestações de petistas mostram que é forte a articulação de bastidores visando um terceiro mandato para o presidente Lula, embora o beneficiário da tese golpista siga negando que a apóia (alguém acredita?). "Sou favorável que se faça um plebiscito até 2009, não apenas sobre esse tema (3º mandato), mas sobre todos os da reforma política", afirmou o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE). Outro deputado federal, Devanir Ribeiro (PT-SP) fala no plebiscito como "uma chance, uma oportunidade para que o presidente Lula ouça a população". Ouvir a população sobre temas como dívida externa e Vale do Rio Doce nem pensar!

Ao considerar a idéia 'inoportuna' um terceiro deputado federal do PT, José Eduardo Cardozo (SP) admitiu que os petistas articulam neste sentido e explica: "Mas há uma diferença muito grande entre o que essas pessoas querem e isso ser considerado política partidária". É verdade, há muita diferença. E os petistas no governo que o digam, fazem tudo para macular a esquerda e decepcionar o povo, mostram-se mestres em uso e abuso da máquina pública fechando os olhos à corrupção.

Fonte: Trabalhismo na Rede

Sucesso absoluto na Espanha...conquistando a Europa

O multi-tecladista espanhol Alan Alvarez, com a música "Looking for hope", está invadindo todas as rádios européias. Ouçam em primeira mão.



Curta a música na íntegra

Comunhão d'almas



Eu sei!



Navegando


Reticências ao sabôr da vida
Agudo cortante...

Porto da paixão medida.

És Portugal.

Sou Brasil!

Acabou-se a solidão

Sou o lá...Cantas o Mí

Pinto o Quadro, teces a trama

Distantes terras navegastes

Uma terra...duras terras.

Junto só a terra.

Prova a comida que preparei prá tí

Duas línguas

Uma paixão.

Val-André - Brasília - 2/11/2007

Notícias do outro lado do Estado: Faltou perguntar. Quem vai vacinar o gado retido nas fazendas invadidas?

No governo da Festa, novos modelos e Hangar, afinal vive-se dias do mundo das mudanças de Lua. Uma pergunta ao despacho da notícia publicada no blog do jornalista Paulo Leandro Leal. Quem vai vacinar o gado retido nas fazendas invadidas? São + ou – 105 mil doses contra a aftosa. Quem se apresentará para a tarefa? E se uma dessas cabeças de boi seqüestrada vier a adquirir o vírus? Quem pagará?

Pará quer vacinar 98% do rebanho contra aftosa

Site do Paulo Leandro Leal

Foi lançada oficialmente na manhã desta quinta-feira, 1º de novembro, a 2ª etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Pará. O local escolhido foi o município de Redenção, no sul do Pará, por pertencer à denominada área 1, zona livre de febre aftosa com vacinação. A meta é vacinar 98% do rebanho bovino pareaense contra a doença.

O Pará possui o 5º maior rebanho do país, com aproximadamente 18,5 milhões de cabeças de bovídeos, e é dividido em três áreas, classificadas de acordo com o risco que apresentam para a aftosa. A área 1 compreende 44 municípios do sul e sudeste, o equivalente a 53% da área total do Estado, concentrando 63% das propriedades pecuárias e 75% do rebanho paraense.

Com o reconhecimento internacional da área 1 como livre de febre aftosa com vacinação, homologado em maio de 2007, o Estado busca a elevação da condição sanitária das áreas 2 e 3. A área 2, nordeste paraense, é considerada de médio risco para a febre aftosa e a área 3, Baixo Amazonas e Marajó, de alto risco.

O secretário de Estado de Agricultura, Cássio Pereira, representando a governadora no evento, falou sobre a importância do agronegócio para o Pará, visto que o setor gera 7,5 bilhões de reais por ano, representando aproximadamente 22% da economia do Estado. "Só a pecuária movimenta algo em torno 4,2 milhões de reais na economia paraense. Precisamos avançar nas áreas 2 e 3 para que nossa pecuária seja cada vez mais competitiva no mercado externo", observou o secretário.

O evento contou com palestras sobre os Programas Estaduais de Erradicação da Febre Aftosa e Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal, ministradas pelas médicas veterinárias da Adepará, Cleane Pessoa e Andréa Negrão, respectivamente. Elas traçaram um panorama dessas doenças no Estado, os principais sintomas e esclareceram sobre quais os procedimentos a serem seguidos pelos produtores no caso de suspeita das enfermidades, assim como a prevenção. Para encerrar o evento houve um ato simbólico de vacinação, que já passou a fazer parte do calendário.

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Atualizando às 01h10.

"Sonho meu... sonho meu
Vai buscar quem mora longe. Sonho meu!"

Canta: Maria Bethânia.

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Atualizado às 01h12

"Vou chorar lágrimas de sangue..."

Zeca Baleiro.

São tempos de festa e harmonia. Vai tudo bem no Pará...

...E que Deus nos salve do caos.

Cidades ficarão à margem da violência generalizada

Com a ocorrência de um único caso de febre aftosa na Zona 1 (sul/sudeste do Pará), que ostenta o status de "Livre de Aftosa com Vacinação", a cadeia produtiva de carne e seus derivados poderá ir rapidamente à bancarrota econômica e social.

Com a intervenção federal para o saneamento do rebanho, a Zona 1 será isolada, o preço da arroba despencará, os frigoríficos não terão matéria-prima para abater, haverá desabastecimento, a carne subirá de preço nos açougues e supermercados, quebra de contratos internacionais de exportação, a imagem do Pará vai para a lama e arrastará o Brasil.

As demissões virão como um flagelo e a massa de desempregados invadirão as cidades. A violência que já está fora de controle atingirá níveis insuportáveis.

Será que ninguém de nossas autoridades não quer fazer essa análise situacional? Ou ninguém teme uma intervenção federal no Pará?

É difícil não concondar com Karl Raimund Popper, um filósofo da ciência austríaco naturalizado britânico (in "O Realismo e o objetivo da ciência"), quando afirma que "só há um caminho para a ciência [e as demais coisas da vida] - ou para a filosofia: encontrar um problema, ver sua beleza e apaixonarmo-nos por ele; casarmo-nos com ele, até que a morte nos separe - a não ser que obtenhamos uma solução".

O grifo é deste editor.

E agora? Quem vacinará o rebanho sequestrado?

Estimativa apurada junto à produtores rurais do Sul do Pará garante que hoje ultrapassa a marca de 100 mil reses o plantel que se encontra refém dos invasores de terras.

Sem contar com outros prejuízos, igualmente de vulto. Cita-se esse "mundo" de gado retido por uma razão muito mais séria: a possibilidade de ocorrência de febre aftosa num rebanho tão expressivo e sem qualquer controle.

Na esteira das invasões. Notadamente as que ocorrem com o emprego de extrema violência, o que representa a maioria hoje naquela região. Funcionários e proprietários são expulsos na "marra" e a pêso de bala de suas propriedades. Deixam tudo para trás e cuidam de salvar suas vidas.

Há décadas uma parceria entre governo e produtores rurais viabilizou a constituição de um fundo - O Fundepec (Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Pará), cada Estado possue o seu Fundepec.

O Fundepec é uma associação civil sem fins lucrativos, com duração por tempo indeterminado, constituído em 24 de agosto de 1996 [no caso paraense], através do Convênio nº 023/96 pela Federação de Agricultura do Estado do Pará – FAEPA, pelo Sindicato da Indústria da Carne e Derivados do Estado do Pará – SINDICARNE, pelo Sindicato Nacional das Empresas Leiloeiras e pela Secretaria Executiva de Agricultura do Estado do Pará - SAGRI para garantir investimentos sólidos e permanentes para a produção pecuária do nosso Estado.

Um dos objetivos principais do Fundepec foi viabilizar recursos destinados à assistência técnica e à defesa sanitária da pecuária bovina e bubalina, especialmente o combate e erradicação da febre aftosa; sugerir em harmonia com as autoridades públicas, programas de defesa sanitária animal, colaborando efetivamente na respectiva implementação;divulgar e promover campanhas voltada à profilaxia e ao desenvolvimento técnico da pecuária; dar apoio técnico e operacional aos órgãos oficiais incumbidos da defesa sanitária animal; proceder a vacinação de animais de parte de seus associados mediante reembolso de custo; dentre outras inúmeras e essenciais tarefas para o desenvolvimento da atividade.

ALERTA -
Ocorre que hoje começou a campanha de combate à febre aftosa na Zona 1, no Estado do Pará.

Vamos voltar um pouco no tempo. No dia 24 de maio deste ano, uma felicíssima governadora posava para fotos orgulhosa da conquista.

O secretário de Estado de Agricultura, Cássio Pereira, recebeu, em Paris (França), durante a 75ª Sessão Geral do Comitê Internacional da OIE, o certificado que atesta a Zona 1 como livre da febre aftosa com vacinação. No dia seguinte uma festa de arromba comemorou na capital paraense o feito.

A produção do Estado já é a quarta colocada no ranking brasileiro. O reconhecimento da Zona 1 como livre da febre aftosa com vacinação foi uma oportunidade de aumentar a competitividade da pecuária paraense no contexto internacional e nacional. O rebanho atingiu 18 milhões de cabeças e há duas reses para cada habitante do Pará.

A pergunta que não quer calar é: a partir de hoje como será vacinado o rebanho que se encontra refem dos grupos armados que invadiram as fazendas?

Quem será responsabilizado se nesse universo de 100 mil reses roubadas por bandoleiros armados for detectado um único animal com febre aftosa?

Está cada vez mais difícil sustentar uma das principais atividadess da pauta econômica e de exportação do Estado. Igualmente difícil é a geração de empregos no campo, sabendo que a agropecuária é a segunda atividade que mais emprega no Estado.

Quem posará sorridente para calamidade que se aproxima?

Produtividade melhora com o emprego de novas técnicas de manejo

Retiro de uma fazenda invadida antes da "onda de invasões" que varreu o Sul do Pará.




































































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O que adianta milhares e milhares de reais investidos se após uma invasão não sobra pedra sobre pedra?

Retiro da Fazenda após a invasão criminosa. Observem as datas em que as fotos foram tiradas. Em apenas dois meses, o que restou foi destruição, morte e um rosário de crimes sem que o proprietário saiba ao menos que estáa frente de tanta desordem.

Polícia começa a agir contra invasões criminosas

Todas fotos são exclusividade do blog e foram tiradas no lugar dos acontecimentos

















As barracas no entorno da sede de uma das Fazendas do Complexo Forkilha foram montadas pelos invasores que adentraram a propriedade fortemente armados e encapuzados.
Em seguida expulsaram os funcionários ameaçando-os de morte.
















Após a invasão o gado foi morto à tiros de grosso calibre e o pasto incendiado. A aAção criminosa não tem limite e sempre se dá da mesma forma: invadem-no-a pelos fundos ou pela reserva florestal.

Mesmo após o Incra expedir certidões atestando que as fazendas são produtivas, o fato não impediu a série de invasões que se alastrou para outros municípios do Sul do Pará.
















"Investimentos de toda uma vida viraram cinzas após as invasões. Quem vai pagar?", pergunta um dos proprietários.

















Um faixa na entrada da Fazenda, supostamente da Comissão Pastoral da Terra exige a Reforma Agrária. Em terras produtivas, claro.
















O roubo de madeira da Reserva Legal da fazenda é feito à luz do dia.
















Invasores roubam, desmatam e comercializam o produto do roubo sem serem incomodados.
Numa recente batida da Polícia Federal e do Ibama, as equipes foram recebidas à bala.
















A Reserva Legal da fazenda é derrubada a partir do miolo. Se fosse o fazendeiro que a fizesse seria crime federal contra o meio ambiente.
















Governo garante que ordens judiciais serão cumpridas nas fazendas

A Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) tem conhecimento das denúncias formuladas por proprietários de terras das regiões sul e sudeste do Estado. A Segup determinou o levantamento das ocupações, que já está sendo realizado nas fazendas Forkilha, Manain, Colorado, Belavista e Soledade. A secretaria garante que 'a determinação do Governo do Pará é para o cumprimento de ordem judicial nas fazendas do complexo Forkilha'.

A Segup não só investiga a ação de grupos armados como tem prendido várias quadrilhas no sul e sudeste do Estado. Mas desconhece e não há registro de que esses grupos permaneçam dentro das propriedades invadidas. Desde o primeiro semestre a Segup mantém operações integradas pelas polícias Militar e Civil em todo o Pará, especialmente nessas duas regiões, onde realizou várias operações e continua mantendo um pelotão do Comando de Missões Especiais (CME) de Belém e do Grupo de Pronto Emprego, que reforçam as ações no sul e sudeste do Estado, inclusive com o uso de helicóptero', diz nota da secretaria.

Ainda de acordo com a Segup, o trabalho tem reduzido a criminalidade tanto nas áreas urbanas como na zona rural, afirmação que tem como base não somente as estatísticas de redução da violência na região, como também o número de prisões efetuadas no Pará até agora, que já somam cerca de 9 mil presos, 60% no interior. As ações resultaram na apreensão de quase 2 mil armas de janeiro até agora, mais da metade nos municípios também do interior.

A Segup lembra ainda que as primeiras reintegrações de posse realizadas pela Justiça, no primeiro semestre deste ano, foram feitas exatamente nas regiões sul e sudeste do Pará. Com o apoio de cerca de 140 policiais militares e civis, de forma pacífica e usando o serviço integrado de inteligência da Segurança Pública, foram desocupadas 12 áreas em seis municípios dessas regiões, cujos proprietários estavam há mais de cinco anos esperando pelo cumprimento dos mandados. A Segup lembra que nenhuma ação será realizada de forma violenta ou ilegal e nem em terras sob suspeita de irregularidades ou em situação sub judice.

Fonte: O Liberal – 31/10/2007

Câmara punirá mau uso da Caixa Postal Eletrônica

Cenin alerta contra mau uso do e-mail

O Centro de Informática alerta os usuários sobre o MAU USO do Correio eletrônico da Câmara dos Deputados. O alerta tem o objetivo de evitar que o mau uso do serviço de correio eletrônico venha a provocar, entre outras medidas cabíveis, o bloqueio da caixa postal do usuário.

Uma das formas de mau uso do correio eletrônico é o repasse de listas de endereços dos usuários do serviço de correio eletrônico da Câmara para usuários externos. Essa prática, por ser proibida pela Portaria 96/2004, pode causar o bloqueio da caixa postal e até mesmo um processo administrativo.

Segundo a Portaria 96/2004, que disciplina o uso do correio eletrônico no âmbito da Câmara dos Deputados, é proibido o envio e armazenamento de mensagens contendo oferta de produtos ou serviços, material obsceno, anúncios publicitários, listas de endereços eletrônicos dos usuários do serviço de correio eletrônico, mensagens enganosas (correntes), entre outras.

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) esclarece que o SPAM (envio de mensagens não solicitadas para um grande número de usuários) é uma prática ruim, pois lota as caixas postais de mensagens indesejadas, demanda precioso tempo e reduz a produtividade das pessoas. O CGI classifica os principais tipos de SPAM em:

Correntes: O texto pede para o usuário repassar a mensagem um determinado número de vezes ou para todos os amigos. O texto utiliza métodos de engenharia social para convencer o usuário a não quebrar a corrente.

Propagandas: As mensagens com publicidade podem envolver produtos, serviços, pessoas, sites, etc. Algumas mensagens oferecem produtos que não existem e serviços que nunca serão entregues. Esse tipo de propaganda não é aceitável, uma vez que é perfeitamente possível fazer marketing na Internet sem fazer SPAM.

Boatos (hoaxes): São parecidos com as correntes. A diferença entre correntes e boatos está no conteúdo. Os boatos geralmente contam histórias alarmantes e falsas, sensibilizando o usuário a repassar a mensagem. Os mais comuns são os difamatórios (denigrem empresas ou produtos, prometem brindes ou falam dos riscos que determinado componente da fórmula do produto causa à saúde e os filantrópicos (contam histórias de crianças doentes, usando as tragédias e as catástrofes naturais como argumentos para pedir ajuda em dinheiro, que não será repassada às reais vítimas. Um boato famoso é o que fala sobre o Roubo da Amazônia (http://www.quatrocantos.com/lendas/27_amazonia.htm).

Lendas urbanas: São as histórias disseminadas na Internet, sejam elas tristes, alegres, assustadoras ou misteriosas. Podem ser confundidas com os boatos, mas, diferem, principalmente, pelas justificativas utilizadas para atrair a atenção do usuário, conferindo veracidade aos relatos. Alguns exemplos são: "Aconteceu com o primo do amigo do meu pai...", "Quem está no hospital é o sobrinho do primo da esposa do meu amigo". Um exemplo de lenda urbana é o caso da cobra encontrada na piscina de bolinhas de uma lanchonete (http://www.quatrocantos.com/lendas/192a_cobra_na_piscina.htm).

Fonte: antispam.br (site mantido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil)

Fonte: Centro de Informática - Cenin
Câmara dos Deputados

PSDB e DEM são os fiéis da balança

Nem tanto o DEM que já fechou questão contra a aprovação da CPMF e vai demonstrar o seu descontentamento com o adiamento da contribuição que tinha caráter provisório, com o Relatório que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) prometeu apresentar até o dia 9 de novembro.

Pelo o que a parlamentar vem declarando à imprensa o documento será um dissabor para o governo.

O PSDB está dividido. Quatro senadores não querem nem ouvir falar em prorrogar a CPMF, outros sete aceitam negociar, mas carimbando uma negociação cujos resultados não possam ser revertidos como méritos ao governo.

Trocando em miúdos: DEM e PSDB decidirão o futuro da CPMF e nos Corredores já se fala que a aprovação ontem, na Câmara, da Emenda 29, é o "Plano B" do governo, apesar de Lula falar ontem em alto e bom som que não existe "Plano B, pois o Plano A será aprovado".

Intensificado negociações para aprovação da CPMF

O jornal O Globo publica hoje que o governo agora propõe deduzir a CPMF do IR. A proposta visa atender "exigências" do tucanato que "jura" pela fé da mucura que desta vez sucederá Lula no comando geral da República das Bananas.

Além de apresentar o trunfo de garantir mais R$ 24 bilhões para a Saúde com recursos da CPMF, escalonados em quatro anos, aprovada ontem por esmagadora maioria na Câmara dos Deputados, o governo apresentou ontem ao PSDB a proposta de dedução do Imposto de Renda da Pessoa Física dos gastos com o pagamento do tributo. Pela proposta, ficariam isentos da CPMF quem tem renda de até R$1.642. Acima desse valor, haverá um abatimento no Imposto de Renda, mas o governo não informou como se daria essa dedução e de quanto seria o benefício para o contribuinte. A previsão é de que a renúncia fiscal com o abatimento no Imposto de Renda chegue a R$2 bilhões em 2008.

Gastos da saúde vinculados ao PIB

Vai agora à votação a subemenda do deputado Guilherme Menezes (PT-BA) para o Projeto de Lei Complementar 1/03, que regulamenta a Emenda Constitucional 29 quanto à aplicação de recursos mínimos em saúde.

A subemenda contém a proposta do governo federal para vincular o aumento anual dos gastos com o setor à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB). Ela também concede uma espécie de bônus ao longo de quatro anos: em 2008 serão 10,178% da CPMF a mais; em 2009, o percentual é de 11,619%; em 2010, 12,707% da contribuição. Em 2011, o percentual será de 17,372%.

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Acaba de ser encerrada a votação. Chinaglia acaba de avisar aos deputados que outras seis emendas estão na Mesa. Todas serão no esquema de "morte súbita".

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A subemenda do deputado Guilherme Menezes (PT-BA) foi aprovada.

Troll: Começam os processos no Brasil

Troll, a polêmica praga dos insultos na Web

Observatório da Imprensa



Até agora os responsáveis por páginas web institucionais e pessoais tentavam administrar por conta própria o delicado problema dos comentários anti-sociais e antiéticos postados por anônimos ou pessoas com identidade falsa.

Mas desde a metade do ano, a questão começou a entulhar a pauta dos tribunais na Europa e nos Estados Unidos, quando instituições, empresas e pessoas atingidas pelos insultos e difamações começaram mover ações judiciais contra os provedores de acesso à Web que hospedam os sites onde foram postados os comentários sob suspeita.

Começa os debates para a votação da Emenda 29

O presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinalglia após conduzir os debates entre governo e oposição. Estabeleceu um prazo de mais 5 minutos para encerrar a votação do Projeto de Lei Complementar 1/03, que regulamenta a Emenda 29 para estabelecer os gastos mínimos com saúde por parte da União, dos estados e dos municípios.

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Relator acata 4 emendas e o Plenário depois de encaminhada, encerra a votação.

O deputado Guilherme Menezes (PT-BA) terminou de apresentar, pela Comissão de Seguridade Social e Família, seu parecer às emendas de Plenário para o Projeto de Lei Complementar 1/03, que regulamenta a Emenda 29 sobre os gastos com saúde. Ele acatou, total ou parcialmente, quatro das 14 emendas com uma subemenda substitutiva.

Sim 126
Não 283
Abstenção 2

Total 412

Acaba de ser rejeitado o requerimento de substituição que alteraria o texto de interesse do governo.

Passa-se agora para a votação de requerimentos sobre a Mesa - a mioria - expedientes protelatórios da oposição.

Hoje promete-se uma longa noite de votação. Há várias emendas que, na melhor das hipóteses, aumentará em mais de R$ 21 bilhões os valores a mais para a Saúde.

Deputado valentão renuncia para não ser cassado

O Deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) acaba de renunciar ao cargo.

Às vésperas do julgamento no Supremo Tribunal Federal marcada para a próxima segunda-feira, o deputado "valentão" é acusado de balear Tarcísio Buriti, seu inimigo político e ex-governador da Paraíba, em 5 de dezembro de 1993, em um restaurante. Na época, Ronaldo era governador do Estado.

A carta de renúncia está sendo lida nesse exato momento pelo deputado Antonio Carlos Pannunzio, tucano de São Paulo.

Financial Times critica protecionismo ao biodiesel

Segurança de energia e mudança climática são dois dos desafios mais significativos enfrentados pela humanidade. Mas o que vemos em resposta é um quadro familiar de políticas de autoria de interesses especiais bem organizados. Um exemplo soberbo é a enxurrada de subsídios para os biocombustíveis. São programas agrícolas disfarçados como respostas para a insegurança de energia e mudança climática. Sem causar surpresa, eles têm as características deprimentes de tais programas: proteção elevada, apoio ilimitado aos produtores e indiferença à racionalidade econômica.

O apoio já custa aos membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico algo entre US$ 13 bilhões e US$ 15 bilhões por ano. Leia mais>>

Alerta de apagão

O presidente Lula ganhou mais um motivo para se preocupar com a hipótese de sofrer, como seu antecessor, os efeitos da insuficiência de energia elétrica. O Instituto Acende Brasil, formado por investidores do setor, acaba de divulgar uma nova previsão para a oferta de energia, indicando um sensível aumento do risco de racionamento ainda no atual governo.

Mais aqui>>

Um sumidouro de dinheiro público

Um fabuloso mundo para a CPI das ONGs
Entre 1999 e 2006, governo federal repassou R$ 13,13 bilhões para 9.258 entidades não-governamentais. Vinte delas ficaram com 30% dos recursos

R$ 13 bilhões. Esse é o valor total de repasses feitos pelo governo federal para 9.258 entidades do chamado terceiro setor entre 1999 e 2006. A soma, mais precisamente R$ 13.133.752.733,97, se refere às transferências de recursos registradas no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). O montante é praticamente 30% superior aos R$ 10,36 bilhões que o governo pretende aplicar em 2008 em seu principal programa social, o Bolsa Família, que atende a 11,1 milhões de famílias.

Os dados, que dizem respeito a organizações não-governamentais, entidades filantrópicas e assistenciais e diversas associações, servirão como base para as investigações da CPI das ONGs. Ao todo, 828 instituições receberam mais de R$ 2 milhões nesse mesmo período. Os valores são nominais, ou seja, não foram atualizados pela inflação.

Distribuição dos recursos









Clique para ver a relação completa: por ordem alfabéticapor valores recebidos

Fonte: Congresso em Foco

Mais promessas






















Leia o curioso discurso do deputado federal Zé Geraldo (PT-PA) reconhecendo que somente em 2008, e se for possível, haverá a construção das obras que ele mesmo, há três meses garantia que seriam realizadas.

Mais uma vez, toda a culpa é dos tucanos.

Senhores deputados, eu estava há pouco ao telefone conversando com a área ambiental do DNIT sobre o licenciamento da ponte sobre o Rio Araguaia, que liga Tocantins ao Pará, na BR-230, a Transamazônica.

O interessante, Sr. Presidente, é que esta ponte começou a ser construída no final do Governo Fernando Henrique, sem qualquer autorização legal para sua construção. Aliás, a própria obra da Transamazônicanaquele trecho, que vai de Marabá até o Araguaia, foi realizada sem o cumprimento de nenhum item da legislação ambiental. Agora, no Governo Lula, essa rodovia está sendo devidamente legalizada para que nem o Ministério Público Federal nem o Tribunal de Contas da União possam mandar parar a obra.

No próximo dia 5 de novembro, o Ministro dos Transportes lançará o asfaltamento de um trecho de 85 quilômetros, que vai de Altamira até o Município de Medicilândia
. É provável que, até o mês de maio de 2008, o trecho de Marabá até Altamira, de aproximadamente 500 quilômetros, esteja todo legalizado. Assim gastaremos os recursos do PAC, que são muitos para aquela região. Talvez, no próximo ano, tanto as rodovias Cuiabá/Santarém como a Transamazônica tenham suas obras deslanchadas, de uma região a outra, porque elas também foram incluídas no PAC e no Programa Piloto de Investimento. Portanto, já temos bastante dinheiro. Inclusive este ano vai sobrar dinheiro. Não vai dar tempo de gastá-lo todo, por falta de legalização ambiental e de contratos e por conta do calendário ambiental amazônico. No mês de dezembro, praticamente termina o período de sol. Depois, vamos ter um intenso período de chuva, de janeiro até junho. Portanto, é impossível trabalhar com construção de rodovias.

Quero comemorar (
o quê deputado?) aqui mais uma vitória: o licenciamento da ponte do Rio Araguaia, que já recebeu um investimento de 10 milhões. Provavelmente, ainda necessitará de mais uns 40, 50 milhões do PAC, para termos a travessia do Rio Araguaia. Isso facilitará ainda mais a interligação do Pará com o Estado de Tocantins e com o resto do Brasil.

Fifa confirma Copa de 2014 no Brasil













O anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 foi acompanhado por 12 governadores de estado, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros políticos brasileiros, como representante do Senado e dos Ministérios, em Zurique, Suiça.

Mesmo entre as cidades praticamente já definidas, existem 'brigas' isoladas. São Paulo e Rio de Janeiro querem abrigar o centro de mídia. Brasília promete tentar tirar a abertura da capital paulista. O único ponto de consenso é em relação ao jogo final da Copa: todos querem a decisão no Maracanã.

Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro saem na frente. Um indício disso, além da evidente melhor estruturação em relação à maioria das outras cidades, é que essas cinco foram visitadas in loco por uma comitiva da Fifa em agosto.

Fonte: Uol

Financial Times diz que Copa no Brasil será o "caos"

Uma reportagem do jornal inglês Financial Times aponta que a realização da Copa do Mundo no Brasil poderia ser um “caos”, por conta da corrupção e da falta de infra-estrutura do País. Em texto intitulado “Futebol poderia voltar para casa e para o caos”, o diário faz ressalvas ao desejo do Brasil de receber novamente, depois de 64 anos, o maior evento mundial do esporte. “Dezoito cidades em todo o Brasil se esforçam para estar entre as 12 que vão receber os jogos”, conta a reportagem que ocupa meia página. “Nenhuma delas tem um estádio que faça jus à tarefa.”

Fonte: O Estado de São Paulo

Iniciada rearticulação da Asscon

Reunião ontem no Congresso Nacional marcou a rearticulação da Asscom - Associação dos Assessores de Comunicação do Congresso Nacional.

Leia mais aqui>>

Agenda pesada

Compromissos profissionais impedem-me de atualizar o blog. Peço a compreensão dos leitores.

É uma guerra!

Entrevista: José Mariano Beltrame
Sem hipocrisia

O secretário de Segurança do Rio diz que a sociedade
também é responsável pela escalada da violência


Ronaldo Soares

Oscar Cabral

"Não existe mais o crime
famélico. Ninguém mais rouba
um celular para trocar por um
pedaço de pão. Rouba porque
o traficante manda"

A semana passada começou bem para o secretário José Mariano Beltrame. A prisão do chefe do tráfico na favela da Rocinha foi destaque nos jornais e no horário nobre da televisão. Menos de 24 horas depois, referindo-se à dificuldade de planejar as ações em favelas devido às diferenças físicas e demográficas entre as regiões da cidade, Beltrame disse que "é diferente um tiro em Copacabana e um na Favela da Coréia" (Zona Oeste do Rio). E voltou às manchetes, desta vez acusado de discriminar os moradores de favela. São ossos do ofício de quem ocupa o cargo de maior visibilidade entre os responsáveis pela segurança pública no Brasil e não tem medo das conseqüências da guerra contra a bandidagem. "Hoje morrem dez. Se não fizermos nada, no ano que vem vão morrer vinte", resume. Gaúcho de Santa Maria, 50 anos de idade e 27 de carreira na Polícia Federal, Beltrame tem uma rotina pesada. Acorda cedo, corre 5 quilômetros, trabalha pelo menos até as 21 horas. Em seu gabinete, no centro do Rio, Beltrame deu a seguinte entrevista a VEJA.

Veja – O que é preciso fazer para derrotar os bandidos e restabelecer a ordem no Rio de Janeiro?
Beltrame – O Rio chegou a um ponto que infelizmente exige sacrifícios. Sei que isso é difícil de aceitar, mas, para acabarmos com o poder de fogo dos bandidos, vidas vão ser dizimadas. O quadro é esse. Ao longo do tempo, as quadrilhas se fortaleceram a tal ponto que hoje têm a audácia de abanar armas para a polícia. Quando 350 policiais entram numa favela, 25 bandidos resolvem encará-los e fazem um estrago terrível. Recentemente, morreram doze pessoas nos confrontos da Favela da Coréia, na Zona Oeste. Mas, se não tivéssemos agido agora, no ano que vem morreriam 24. E, se esperássemos mais dois anos, seriam 36, e assim sucessivamente. É uma guerra, e numa guerra há feridos e mortos.

Veja – Por que é tão difícil esse combate?
Beltrame –
Por causa de certas peculiaridades que temos aqui. A configuração geográfica da cidade faz com que a polícia tenha de atuar de maneira diferente em cada lugar. Era a isso que eu me referia quando disse que um tiro em Copacabana é diferente de um tiro na Coréia. A Zona Sul, com suas favelas em encostas, requer um tipo de planejamento. Já as favelas horizontais de outras regiões exigem outro tipo de operação. Esse fator, combinado com a concorrência feroz entre facções rivais, faz do Rio um lugar definitivamente singular no cenário mundial. Não temos nada a ver com o Haiti, muito menos com o Iraque. O crime aqui está na Zona Sul, na Baixada Fluminense, na Zona Norte. Quem mora em Copacabana não precisa ir à Rocinha para comprar drogas, pode buscar ali mesmo. Esses mercados usaram a geografia do Rio de Janeiro a seu favor. O resultado é que a violência aqui não é periférica, ela está no seio da sociedade.

Veja – Qual é a parcela da criminalidade que se pode atribuir hoje ao tráfico?
Beltrame – No Rio não existe mais o crime famélico. Ninguém mais rouba um celular aqui para trocar por um pedaço de pão. O menino rouba um celular porque a facção criminosa do lugar onde ele mora quer um ou dois aparelhos para usá-los em negócios ilícitos. Uma criança que rouba um celular na rua quer aquilo para quê? Não é para falar com a mãe ou o pai. O celular faz parte da logística do traficante, assim como o carro e o dinheiro obtido em assaltos na saída do banco. Os pobres não são responsáveis pela violência. Eles são, aliás, os que mais sofrem com a ação desses bandidos. É nas favelas que o tráfico impõe a lei do silêncio, exige que as pessoas durmam com os portões abertos, obriga moradores a esconder uma arma em casa ou a abrigar o próprio criminoso lá dentro. O pior é que a permanência dessa situação é favorecida, em parte, por cidadãos comuns, que às vezes nem se dão conta de que seus atos beneficiam os criminosos.

Veja – Que atos?
Beltrame – Vou dar um exemplo. Um cidadão está numa festa cheirando cocaína, chega à rua e vê que seu carro foi roubado. Ele vai à delegacia reclamar, mas não quer saber que roubaram o carro dele para vender as peças e comprar pó. Da mesma forma, não aceito o sujeito que paga propina a um policial. Mas ele prefere pagar 50 reais de propina porque o IPVA, que custa 800 reais, está atrasado. Ou então aquele empresário que se queixa do suborno pago ao agente público para não ser fiscalizado. Ele lucra com a sonegação. No Brasil, e no Rio de Janeiro em particular, a convivência promíscua entre o legal e o ilegal, o formal e o informal, provocou essa situação ambígua. Agora chegamos a um ponto em que precisamos decidir. A sociedade precisa escolher de que lado está. É fundamental acabar com a promiscuidade que torna aceitáveis práticas condenáveis.

Veja – Os críticos de seu trabalho dizem que o senhor não leva em conta os problemas sociais.
Beltrame –
Não podemos passar a mão na cabeça dos marginais, com a desculpa de que eles são excluídos sociais. Dentro desses conceitos vagos, as pessoas navegam sem rumo. Não fujo da discussão, mas não me apresentem discursos acadêmicos como se eles fossem solução. A meu ver, esse é um equívoco que as ONGs cometem, pois não conseguem enxergar nada além das ciências sociais. Não há dúvida de que a miséria e a falta de oportunidades para os jovens estão entre as causas da violência. Essa legião de jovens desempregados, sem opção, constitui um problema e um enorme desafio. Mas quando a polícia age desarmando o tráfico, combatendo as quadrilhas, está fazendo um trabalho de intervenção social. Está recuperando para a sociedade áreas tomadas pelos bandidos. Está contribuindo para acabar com o drama dos moradores de favelas onde, para enterrar o corpo de uma pessoa que morreu de causas naturais, é preciso colocar o cadáver num carrinho de mão e levá-lo até um local onde o rabecão possa pegá-lo. O estado tem de entrar lá e atuar. O que fazemos é abrir esse caminho. O traficante não pode ser referência para as crianças.

Veja – Como assim?
Beltrame – Numa missão da Polícia Federal em Roraima, vi uma criança que mal sabia caminhar brincando com suas bonecas e com uma pistola calibre 45 de verdade. Quando essa criança tiver 10 anos, aquilo ali vai ser a mesma coisa que um pirulito para ela. E assim são os jovens hoje no morro. Se não for apresentado a nenhuma outra opção, o jovem se espelhará no ídolo dele, que é o dono da boca-de-fumo: um sujeito com o corpo malhado, que tem correntinha de ouro, transa com qualquer menina e tem o carro que quer porque manda roubar, tem o celular bom porque manda roubar. É imprescindível que o estado, as políticas públicas, ataquem isso.

Veja – No caso das favelas, onde o estado não se faz presente, é possível uma entidade ou até serviços públicos atuarem sem autorização do tráfico?
Beltrame – Hoje, na maioria das favelas, não. No entanto, o estado não pode compactuar com bandidos de forma alguma. A polícia tem de ir lá e fazer o seu trabalho. Os moradores das favelas se tornaram reféns, e nosso trabalho é resgatá-los. Como um professor pode dar aulas às crianças se o colégio é monitorado 24 horas por marginais armados? Já houve caso de diretora de escola que encontrou armas com as crianças e tentou recolhê-las, mas os alunos disseram: "Tia, não faz isso, senão eu e minha família não chegamos em casa. Tenho de entregar isso mais tarde para uma pessoa". Que educação é essa que as crianças vão ter? Se o estado tiver de ir lá fazer algum tipo de intervenção, precisa entrar sem pedir licença a ninguém. Aquele território é público. Infelizmente, nem sempre se procedeu assim. E, conforme o tempo passa, pior vai ficando.

Veja – Por que a Colômbia, onde a segurança pública era mais caótica do que aqui, conseguiu avanços nessa área, enquanto nossa situação continuou ruim?
Beltrame – O que aconteceu na Colômbia foi que o país decidiu apoiar Bogotá e Medellín. Além da ajuda internacional vinda dos Estados Unidos, houve um investimento de 5% do PIB colombiano para arrumar Bogotá. Por causa desse investimento, a ação da polícia foi massificada, é vista em todos os lugares. Mas é preciso dizer que muitas mortes ocorreram nesse processo, porque lá também há uma concorrência entre grupos rivais. Nesse caso, os paramilitares, as Farc e o narcotráfico. No Brasil, seria necessário um reconhecimento de toda a nação de que o Rio de Janeiro é um lugar emblemático. Resolver o problema da criminalidade aqui é importante para o país.

Veja – E que lições podem ser aproveitadas para o Brasil a partir do que se viu no Rio até hoje?
Beltrame –
Olhar para a história do Rio talvez seja a melhor vacina para evitar a reprodução dessa tragédia. A situação atual de insegurança aqui foi construída ao longo de décadas de interferência política irresponsável e de ausência de políticas públicas. É importante tomar muito cuidado para que a comunidade não perca a confiança na polícia, porque isso inibe o cidadão que quer denunciar um crime. Deve-se levar em conta que, se a situação está ruim, sem a polícia seria pior. O melhor que os outros estados têm a fazer é se empenhar em mecanismos de prevenção, para evitar que se afoguem no trabalho incessante de repressão, como este que estamos fazendo.

Veja – Qual foi seu pior momento na secretaria?
Beltrame –
Foi no início do ano, depois dos ataques pela cidade, quando queimaram pessoas num ônibus. Ali, doze bandidos espalharam o pânico que contaminou 6 milhões de pessoas. É um absurdo, mas aconteceu. Tivemos de parar todo o planejamento para investigar isso. Não dava para fazer nenhum projeto sabendo que havia quadrilhas dizendo que iam tomar o Aeroporto Santos Dumont ou os shopping centers. Outro momento duro foi o caso do menino João Hélio (que morreu arrastado pelas ruas, preso pelo cinto de segurança do carro, num assalto). Acho que a sociedade não pode se esquecer do que aconteceu ali. É por isso que eu insisto em dizer que ela tem de optar, definir de que lado está nessa guerra.

Veja – No filme Tropa de Elite, a platéia chega a aplaudir cenas de tortura e excessos cometidos pelos policiais. A que o senhor atribui isso?
Beltrame – A duas coisas. Em primeiro lugar, acho que é o efeito de uma sociedade que apanhou muito. Ela não agüenta mais ser barbarizada nas ruas pelos bandidos. E, depois, porque a polícia aparece numa outra perspectiva, que até então não se via. Acho que, por um processo histórico, que começou décadas atrás, a polícia estava de mãos amarradas, não funcionava.

Veja – A corrupção não ajudou a desacreditar a polícia?
Beltrame – Historicamente, a polícia carrega essa pecha de envolvimento com o crime, com o jogo do bicho. Isso vem de muito tempo atrás, não é de agora. Realmente, esse fato faz com que a população perca a confiança na corporação. Mas, no momento em que oferecermos ao policial condições para trabalhar, com melhor salário e uma nova postura, vai dar muito certo. É o que estamos fazendo. Só neste ano, mais de 150 policiais foram excluídos, o que é um recorde. Precisamos de uma vigilância eficiente e, também, mostrar ao servidor que estamos do lado dele, tentando melhorar equipamentos, salários etc. O policial realmente era cooptado pelo crime, e isso acontece ainda hoje. Mas estamos trabalhando para mudar esse quadro.

Veja – Qual é sua opinião sobre o capitão Nascimento, protagonista do filme Tropa de Elite?
Beltrame – Sem dúvida alguma, um capitão do Bope está bem representado ali – tirando, é claro, alguns excessos do filme. Assim como a PM apresentada no cinema é a nossa PM. Hoje, a PM é melhor que a do filme, mas já foi quase como a mostrada em Tropa de Elite. Eu considero o capitão Nascimento um herói. Sei que vão pegar no meu pé, porque o Bope aparece ensacando e batendo nas pessoas, mas isso só ocorre na ficção. Digo que se trata de um herói porque o policial do Bope enfrenta picos de tensão, é uma pessoa muito disciplinada e bem preparada. E ainda tem de cuidar de seu lado pessoal e familiar, que muitas vezes fica em segundo plano.

Veja – Na semana passada, o senhor foi aplaudido de pé num evento público. Aliás, tem dividido aplausos com o capitão Nascimento. Como se sente?
Beltrame – Fico um pouco assustado. Mas o capitão Nascimento é um personagem de ficção. Eu sou secretário de Segurança. Os termômetros que levo em consideração mesmo para avaliar a secretaria são a manicure da minha esposa, o taxista, o cara do barzinho da esquina, o jornaleiro, o ascensorista. A leitura que conta para mim é essa, e não a dos teóricos. É uma leitura de quem sofre. Isso, sim, me sensibiliza muito.

Produção de energia sustentável na Amazônia: Uma visão

Sobre o post Deputado Asdrubal Bentes expõe as dificuldades na Amazônia


Um Anônimo disse...

Jornalista Val André

O comentário que vou expressar não pode ser confundido com opinião contrária ao cultivo da cana-de-açúcar e ao etanol, que hoje se transformou num "boom" do agronegócio, fazendo renascer as práticas de indolência com a produção. Sou contra a cana na Amazônia. Não precisamos dela e dos seus efeitos colaterais para desenvolver e produzir riquezas.O negócio da CANA é monopolizador. Uma Usina comanda grandes extensões de terra onde os chamados produtores, donos destas terras arrendam-as às Usinas e ficam de pernas para o ar contando os bons lucros que este arrendamento proporciona, ou migram de atividade tendo a atividade rural como mera expeculativa. Imagina um assentado, como já conhecemos, com grana no bolso e sem fazer nada...só na cana gole abaixo...Não se produz nada. Arrenda terras.

Na nossa região,o Carajás, onde está fincado o maior número de famílias assentadas do mundo, com àreas entre 5 e 20 alqueires, sem respeito, sem regularização fundiária, sem produção nenhuma, sem governo, não é cabível que nossos políticos pensem em importar uma atividade monopolista, tutorial e de excessão de oportunidades, promovendo que estas pessoas hoje assentados, virem boias frias da cana, num processo por mim muito mal visto. Esta migração de alimentos para alcool que o agronegócio brasileiro esta se metendo é uma roubada da forma em que estamos fazendo. Gostaria de ressaltar que uma boa proposta e uma boa briga seria a instalação do imediato processo produtivo nestes assentamentos, com investimentos competentes, e pode crer se isto acontecer, transformando estas terras em grande produtora de alimentos.O Carajás já nascerá como o Estado mais rico do norte. Terras férteis sem produção e nem rumo, com a aquiescência dos nossos políticos e governantes é o que temos aí. Agora a solução é entregar para os usineiros o controle desta bagunça. Temos que cobrar de nossos políticos, que nunca nos houvem, pois como os conheço, sei que só ouvem aos seus ímpetos, nem sempre de boa fé e quase nunca de bons resultados, que façam com que consigamos atingir os objetivos de que nossa terra produza alimentos como hoje estamos a produzir carne, nestas quintas de 5 a 20 alq, que juntas formarão centenas de milhares de alqueires a produzirem o que é mais seguro e menos especulativos para o Brasil junto ao ao mundo....ALIMENTO!

Depois do Bush aqui, o etanol estourou. Antes vc viajava pelo interior de SP e via a diversificação da produção com vastas àreas de culturas das mais diversas. Café, laranja, hortaliça, milho, soja, frutas, etc, e hoje quando faz a mesma viajem, só cana, cana e cana....acabou a comida.

Já existem dados da ONU que o mundo perdeu mais de 4% real na produção de alimentos o ano passado por influência da ocupação da àrea de produção do etanol e este ano com certeza só o brasil terá uma queda considerável migrando suas terras no oeste e norte que antes produziam comida para o etanol. Precisamos de um projeto macro de utilização e posicionamento zonal da produção agrícola e animal. Tem que se definir e equilibrar a produção do campo, onde se produz o que e porque, sob pena de que quando estivermos produzindo muito álcool os EUA estarão produzindo muitos grãos (muito alimento)... É assim que entendo que eles (EUA) querem e é assim que entendo que será.

O dia em que O Japão quiser, a Indonésia esta lá esperando para produzir etanol, com grande produtividade. Isto é um fato. A China tem terra que não acaba mais agriculturável e boa. Assim que caírmos bem na produção de alimentos, eles vão puxar o tapete e os EUA na condição de hoje ser o maior produtor de etanol do mundo, a partir do milho, e já com experimentos comprovados da extração do etanol de folhas de àrvores, em uma Universidade de lá,

estaremos frágeis e teremos que importar alimentos de novo e até se estabelecer uma nova plataforma de produção com a migração dos produtos, sofreremos bastante.

Conseguimos ser o 1º em Soja, depois só caimos, e o povo com fome...

Produzir etanol sim, mas onde podemos produzir alimentos, não.

Abraços do amigo

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Sei de quem se trata o anônimo.
E vocês. O que acham do comentário?

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