O Regimento Interno assegura a todo deputado o direito de participar de pelo menos uma comissão permanente, mesmo estando sem partido, o parlamentar filiado a um partido sem direito a funcionamento parlamentar poderá participar de uma comissão permanente, mas sem direito de escolha. Ou seja, ficará com as vagas que sobrarem nas comissões menos disputadas, depois da distribuição proporcional entre os partidos.
Já os partidos menores, chamados "nanicos" (com menos de 5 deputados) já têm seu funcionamento parlamentar restrito. Por exemplo: não têm direito a líder e participam de comissões temporárias na forma de rodízio.
Em reuniões desde a terça-feira, 27, os partidos conversam internamente e depois em bloco - se form o caso - para o acolhimento de cada um de seus membros na Comissões.
Deputados movimentam-se e definem trabalho em novas comissões
Acompanho fatos relevantes a partir de abordagem jornalística, isenta e independente
Bloquinho define pesidências em Comissões Permanenetes na Câmara dos Deputados
O blquinho formado por PSB, PDT e PCdoB decidiu há pouco a sua distribuição de presidências de comissões permanentes da Câmara. O PSB presidirá duas comissões: da Amazônia (Janete Capiberibe, AP) e de Relações Exteriores (Marcondes Gadelha, PB). Já o PDT deverá presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (Pompeo de Mattos, RS).
O líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PE), disse que poderá haver, ainda nesta tarde, a troca da Comissão de Direitos Humanos pela de Defesa do Consumidor, que está com o PMDB. As eleições para as mesas das comissões serão realizadas amanhã.
Fortalecimento do bloco
Renildo Calheiros disse que o seu partido decidiu não reivindicar a presidência de nenhuma comissão para fortalecer o bloco. Ele lembrou que há um acordo de alternância entre PSB e PCdoB na Comissão da Amazônia e que o PSB tem uma bancada maior (30 deputados, contra 13 do PCdoB).
No início da legislatura, o bloco era formado por PSB, PDT, PCdoB, PMN e PAN. Atualmente, não existe mais o PAN e foi incluído o PRB. (AG. Câmara)
O líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PE), disse que poderá haver, ainda nesta tarde, a troca da Comissão de Direitos Humanos pela de Defesa do Consumidor, que está com o PMDB. As eleições para as mesas das comissões serão realizadas amanhã.
Fortalecimento do bloco
Renildo Calheiros disse que o seu partido decidiu não reivindicar a presidência de nenhuma comissão para fortalecer o bloco. Ele lembrou que há um acordo de alternância entre PSB e PCdoB na Comissão da Amazônia e que o PSB tem uma bancada maior (30 deputados, contra 13 do PCdoB).
No início da legislatura, o bloco era formado por PSB, PDT, PCdoB, PMN e PAN. Atualmente, não existe mais o PAN e foi incluído o PRB. (AG. Câmara)
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Permanece o impasse sobre o Orçamento
Na semana decisiva para a Comissão Mista de Orçamento tentar avançar na votação da proposta orçamentária de 2008, há dificuldades impostas por parlamentares da própria base do governo.
O texto poderá ser votado diretamente pelo Plenário ameaçou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. "Se não votar, [o projeto] será trazido para o Plenário. Há um espaço de mediação, mas todos sabem que esse espaço não é infinito", disse.
O texto poderá ser votado diretamente pelo Plenário ameaçou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. "Se não votar, [o projeto] será trazido para o Plenário. Há um espaço de mediação, mas todos sabem que esse espaço não é infinito", disse.
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Orçamento Geral da União
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O jogo sujo de Hillary
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Falta de Escrúpulos
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O Pará não pode ser o bode expiatório do desmatamento
A governadora do Pará, Ana Julia Carepa (PT), diz que seu estado não pode pagar sozinho o preço do combate ao desmatamento no Pará, que chega, segundo ela, a R$ 2 bilhões ao ano, o equivalente a 7% do PIB estadual. Carepa pretende pedir ajuda ao governo federal e espera se reunir com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para apresentar a ela quanto custa proteger a floresta. Segundo a governadora, só em ações de fiscalização e retirada de madeira, iguais a que está ocorrendo em Tailândia, são gastos R$ 50 milhões por ano. “Não queremos destruir a economia do estado. Por isso, alguém tem que pagar a conta”, diz.
Outra preocupação do governo paraense é a criação de alternativas econômicas para a população das cidades que hoje vivem da extração da madeira. Carepa diz que pretende levar a esses municípios ações sociais de capacitação profissional, incentivo à agricultura familiar e cursos de formação de fiscais ambientais. A idéia é apresentar às pessoas uma alternativa à ilegalidade.
Carepa sabe que a estratégia é fundamental para que o combate ao desmatamento seja bem sucedido. Dependente do trabalho da extração, a população pode ser facilmente manipulada. “A reação das pessoas em Tailândia (terça-feira passada) foi incentivada por madeireiros inescrupulosos. Foi distribuída cachaça na cidade. Tratou-se de uma tentativa de intimidar o Estado, mas não vamos nos deixar intimidar. É questão de honra”, avisa. (Correio Braziliense)
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'Não é justo que só nós paguemos'
Governadora do Pará diz que conta do combate ao desmatamento ilegal precisa ser dividida
A senhora pretende pedir ajuda do governo federal no combate ao desmatamento?
ANA JULIA CAREPA: Terei reunião com a ministra Marina (Silva) para apresentar o custo do combate ao desmatamento, porque a atividade madeireira ilegal representa R$2 bilhões ao ano, 7% do PIB do Pará. A conta não é pequena. O Brasil precisa conhecer o tamanho da conta. Temos que fazer valer a floresta em pé mais do que vale a floresta derrubada. Propostas de incentivo fiscal federal, o ICMS verde, precisam ser levadas a sério com urgência. A conta não pode ficar só com o povo do Pará porque o benefício é para o Brasil e o mundo. Não é justo que só nós paguemos a conta.
Quanto custa?
ANA JULIA: Só as ações de fiscalização e retirada de madeira, iguais a esta que estamos fazendo em Tailândia, são uns R$50 milhões por ano. Além disso, há custo para a economia. Não posso perder R$2 bilhões (o orçamento do estado para 2008 é de R$9 bilhões). Não queremos destruir a economia do estado. Sou a governadora. Imagine se quero destruir a economia do meu estado! Alguém tem que pagar a conta. Assim como o Brasil cobra do mundo (na questão da emissão de gases), o país tem que entender que é preciso ajudar a pagar a conta do combate ao desmatamento ilegal.
A senhora vai pedir ajuda da Força Nacional de Segurança?
ANA JULIA: Todo mundo sabe que o governo federal está preparando uma ação. Se necessário, vamos pedir ajuda. Há quatro meses solicitei ao ministro Tarso Genro que estudasse a possibilidade de a Força Nacional ajudar a combater o desmatamento ilegal. Ele disse que iria estudar. Por enquanto, avaliamos que este reforço que virá nas operações do governo federal é suficiente.
Como atenuar o impacto para a população?
ANA JULIA: Não queremos causar impacto econômico. Vamos entrar lá com ações sociais, com mecanismos como a criação de fiscais ambientais que poderão receber até R$250, fazer cursos de capacitação profissional e incentivar a agricultura familiar. Não queremos custo para a população, mas sabemos que deve haver uma transição.
Como será esta transição?
ANA JULIA:A transição é para pessoas que querem vir para a legalidade. Tem uma uma parte que quer isso e outra que não quer. As que não querem se legalizar não vão sobreviver. Estamos dando chance para quem quer vir para a legalidade.
É suficiente para aliviar o impacto de perder R$2 bilhões?
ANA JULIA: Precisamos valorizar as atividades legais, fazer com que tenham valor econômico no mundo todo. Precisa haver outra atividade econômica, senão as pessoas vão fazer o que é mais fácil. Existe o instinto de sobrevivência. A maioria das pessoas são trabalhadores que querem viver com dignidade.
Os madeireiros criticam a demora na liberação dos planos de manejo da floresta.
ANA JULIA: A partir de segunda-feira, entram mais funcionários. Estamos avaliando os projetos de forma criteriosa. Mas mesmo com este mutirão não há como (aliviar a situação em curto prazo). Esbarramos na questão fundiária, pois boa parte das terras é pública, e só no final do ano poderemos fazer licitações para a exploração delas.
A senhora esperava a reação da população em Tailândia?
ANA JULIA: Esta reação foi incentivada pelos madeireiros inescrupulosos. Foi distribuída cachaça em Tailândia. Foi uma tentativa de intimidar o Estado, mas não vamos nos deixar intimidar. É questão de honra. Vou tirar aquela madeira nem que demore 20, 30, 50 dias. (O Globo)
Outra preocupação do governo paraense é a criação de alternativas econômicas para a população das cidades que hoje vivem da extração da madeira. Carepa diz que pretende levar a esses municípios ações sociais de capacitação profissional, incentivo à agricultura familiar e cursos de formação de fiscais ambientais. A idéia é apresentar às pessoas uma alternativa à ilegalidade.
Carepa sabe que a estratégia é fundamental para que o combate ao desmatamento seja bem sucedido. Dependente do trabalho da extração, a população pode ser facilmente manipulada. “A reação das pessoas em Tailândia (terça-feira passada) foi incentivada por madeireiros inescrupulosos. Foi distribuída cachaça na cidade. Tratou-se de uma tentativa de intimidar o Estado, mas não vamos nos deixar intimidar. É questão de honra”, avisa. (Correio Braziliense)
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'Não é justo que só nós paguemos'
Governadora do Pará diz que conta do combate ao desmatamento ilegal precisa ser dividida
A senhora pretende pedir ajuda do governo federal no combate ao desmatamento?
ANA JULIA CAREPA: Terei reunião com a ministra Marina (Silva) para apresentar o custo do combate ao desmatamento, porque a atividade madeireira ilegal representa R$2 bilhões ao ano, 7% do PIB do Pará. A conta não é pequena. O Brasil precisa conhecer o tamanho da conta. Temos que fazer valer a floresta em pé mais do que vale a floresta derrubada. Propostas de incentivo fiscal federal, o ICMS verde, precisam ser levadas a sério com urgência. A conta não pode ficar só com o povo do Pará porque o benefício é para o Brasil e o mundo. Não é justo que só nós paguemos a conta.
Quanto custa?
ANA JULIA: Só as ações de fiscalização e retirada de madeira, iguais a esta que estamos fazendo em Tailândia, são uns R$50 milhões por ano. Além disso, há custo para a economia. Não posso perder R$2 bilhões (o orçamento do estado para 2008 é de R$9 bilhões). Não queremos destruir a economia do estado. Sou a governadora. Imagine se quero destruir a economia do meu estado! Alguém tem que pagar a conta. Assim como o Brasil cobra do mundo (na questão da emissão de gases), o país tem que entender que é preciso ajudar a pagar a conta do combate ao desmatamento ilegal.
A senhora vai pedir ajuda da Força Nacional de Segurança?
ANA JULIA: Todo mundo sabe que o governo federal está preparando uma ação. Se necessário, vamos pedir ajuda. Há quatro meses solicitei ao ministro Tarso Genro que estudasse a possibilidade de a Força Nacional ajudar a combater o desmatamento ilegal. Ele disse que iria estudar. Por enquanto, avaliamos que este reforço que virá nas operações do governo federal é suficiente.
Como atenuar o impacto para a população?
ANA JULIA: Não queremos causar impacto econômico. Vamos entrar lá com ações sociais, com mecanismos como a criação de fiscais ambientais que poderão receber até R$250, fazer cursos de capacitação profissional e incentivar a agricultura familiar. Não queremos custo para a população, mas sabemos que deve haver uma transição.
Como será esta transição?
ANA JULIA:A transição é para pessoas que querem vir para a legalidade. Tem uma uma parte que quer isso e outra que não quer. As que não querem se legalizar não vão sobreviver. Estamos dando chance para quem quer vir para a legalidade.
É suficiente para aliviar o impacto de perder R$2 bilhões?
ANA JULIA: Precisamos valorizar as atividades legais, fazer com que tenham valor econômico no mundo todo. Precisa haver outra atividade econômica, senão as pessoas vão fazer o que é mais fácil. Existe o instinto de sobrevivência. A maioria das pessoas são trabalhadores que querem viver com dignidade.
Os madeireiros criticam a demora na liberação dos planos de manejo da floresta.
ANA JULIA: A partir de segunda-feira, entram mais funcionários. Estamos avaliando os projetos de forma criteriosa. Mas mesmo com este mutirão não há como (aliviar a situação em curto prazo). Esbarramos na questão fundiária, pois boa parte das terras é pública, e só no final do ano poderemos fazer licitações para a exploração delas.
A senhora esperava a reação da população em Tailândia?
ANA JULIA: Esta reação foi incentivada pelos madeireiros inescrupulosos. Foi distribuída cachaça em Tailândia. Foi uma tentativa de intimidar o Estado, mas não vamos nos deixar intimidar. É questão de honra. Vou tirar aquela madeira nem que demore 20, 30, 50 dias. (O Globo)
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Desmatamento
Acompanho fatos relevantes a partir de abordagem jornalística, isenta e independente
Flamengo derrota Botafogo de virada e é Bi-campeão da Taça Guanabara

Para ficar com a taça, rubro-negros derrotaram de virada os alvinegros rompendo o equilíbrio que marca a história recente dos confrontos. Nos últimos cinco jogos, só deu empate.
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Não há gás para atender a demanda
Despacho das agências de notícias dão conta que Brasil, Bolívia e Argentina não chegam a acordo sobre gás.
Elementar: não houve acordo proque não há gás para atender a demanda.
Elementar: não houve acordo proque não há gás para atender a demanda.
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Combustíveis Alternativos,
Desenvolvimento
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Saia justa da propaganda fácil
Cada vez mais bombado, o blog do jornalista e publicitário Hiroshi Bogea deixa roendo unhas a militância do Pê Tê em Marabá.
Ex-superintendente da SR-27 do Incra. Bernadete ten Caten foi eleita com uma votação que a credenciou para vôos de águia. A amável deputada está colecionando um portfólio respeitável na Justiça. Nada recomendável, diga-se.
Junta-se à coleção, uma condenação em primeira instância, e agora mais uma ação, desta feita por crime eleitoral.
Sem querer querendo, a deputada, repleta de boas intenções, armou uma armadilha que a governadora cairia como patinha se não fosse a providencial interferência de um assessor.
Ver detalhes no blog do Hiroshi.
A propaganda fácil atingiu outro estrelado deputado de Marabá.
Revelação da necessária renovação política de quadros afeitos à pecanomizades extravagâncias da carne, do desejo incontrolável e da volúpia desmedida pelo poder. JS capitulou e soltou uma série de out-doors para promoção pessoal extemporânea e isso é crime.
João Salame (PPS) não conteve-se e seguiu na mesma linha da propaganda pessoal antecipadade sua colega Bernadete , aproveitando-se da data de seu aniversário. Sempre um aniversário atravessa o decoro dos parlamentares de matizes as mais diversas. Impressionante.
JS não precisa disso. É um deputado da melhor qualidade. Portador do melhor preparo entre seus pares e forjado nas lutas contra o império da má imprensa. Será? Fica a questão.
Sou aluno de João Salame. Tenho-o como um jornalista acima da média, mas, assim não dá.
Pelo visto faltou avaliação de danos ao cair de maneira, mesmo que brejeira, no maior dos pecados que hoje cercam os poderosos: a falta de uma boa assessoria.
Assessor de verdade. Que diz na lata: não publique por isso e por aquilo!
Espero e torço que esses deslizes amadores não perdurem. É vital uma bancada expressiva, atuante e compromotida com a região para o baldrame do Carajás. Seja a bancada constituída pelo partido que for. Essa decisão é sobretudo, soberana do povo que vai às urnas.
Marabá e região forjam com muito suor e luta o sonho da criação do Estado. Não há espaço para vale-votos.
Acredito que Bernadete e seu principal aliado politico, deputado federal Zé Geraldo não tenham qualquer compromisso com a criação do novo Estado. É uma questão do quintal do Pê Tê. E a retórica da deputada está jogada na descrença facilmente revelada.
Quanto ao seu parceiro na empreitada. As urnas dirão.
Fora disso, o deputado estadual João Salame é reconhecido como um dos ícones na defesa e trabalhador incansável para a criação do novo Estado, como homem de visão de longo alcance que tem e sempre demonstrou.
- Deputado João Salame. Deputada Bernadete ten Caten. O espaço está aberto para o debate.
Ex-superintendente da SR-27 do Incra. Bernadete ten Caten foi eleita com uma votação que a credenciou para vôos de águia. A amável deputada está colecionando um portfólio respeitável na Justiça. Nada recomendável, diga-se.
Junta-se à coleção, uma condenação em primeira instância, e agora mais uma ação, desta feita por crime eleitoral.
Sem querer querendo, a deputada, repleta de boas intenções, armou uma armadilha que a governadora cairia como patinha se não fosse a providencial interferência de um assessor.
Ver detalhes no blog do Hiroshi.
A propaganda fácil atingiu outro estrelado deputado de Marabá.
Revelação da necessária renovação política de quadros afeitos à pecanomizades extravagâncias da carne, do desejo incontrolável e da volúpia desmedida pelo poder. JS capitulou e soltou uma série de out-doors para promoção pessoal extemporânea e isso é crime.
João Salame (PPS) não conteve-se e seguiu na mesma linha da propaganda pessoal antecipadade sua colega Bernadete , aproveitando-se da data de seu aniversário. Sempre um aniversário atravessa o decoro dos parlamentares de matizes as mais diversas. Impressionante.
JS não precisa disso. É um deputado da melhor qualidade. Portador do melhor preparo entre seus pares e forjado nas lutas contra o império da má imprensa. Será? Fica a questão.
Sou aluno de João Salame. Tenho-o como um jornalista acima da média, mas, assim não dá.
Pelo visto faltou avaliação de danos ao cair de maneira, mesmo que brejeira, no maior dos pecados que hoje cercam os poderosos: a falta de uma boa assessoria.
Assessor de verdade. Que diz na lata: não publique por isso e por aquilo!
Espero e torço que esses deslizes amadores não perdurem. É vital uma bancada expressiva, atuante e compromotida com a região para o baldrame do Carajás. Seja a bancada constituída pelo partido que for. Essa decisão é sobretudo, soberana do povo que vai às urnas.
Marabá e região forjam com muito suor e luta o sonho da criação do Estado. Não há espaço para vale-votos.
Acredito que Bernadete e seu principal aliado politico, deputado federal Zé Geraldo não tenham qualquer compromisso com a criação do novo Estado. É uma questão do quintal do Pê Tê. E a retórica da deputada está jogada na descrença facilmente revelada.
Quanto ao seu parceiro na empreitada. As urnas dirão.
Fora disso, o deputado estadual João Salame é reconhecido como um dos ícones na defesa e trabalhador incansável para a criação do novo Estado, como homem de visão de longo alcance que tem e sempre demonstrou.
- Deputado João Salame. Deputada Bernadete ten Caten. O espaço está aberto para o debate.
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Ética,
Propaganda Extemporânea
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O fenômeno de Harvard
Prá dar risada. Pensar um pouco e mandar a corja prá roça com cangalha no costado.
Transposição da AlOPRA, seus derivativos e muita cara-de-pau de um autêntico cabra de pêia.
Republicando
Após retornar do cursinho de seis meses em Harvard – à moda Ciro Gomes de se mostrar --, Geraldo Alckmin deve voltar tentando evitar o sotaque bostoniano que acabou fazendo algum sucesso nos meios políticos do Brasil graças as proezas e malabarismos do professor harvardiano Mangabeira Unger, uma mistura de mestre de Direito, politicólogo e financista disfarçado.
Como se sabe, Mr. Mangabeira acaba de dar um salto mortal triplo, sem rede de proteção, tentando passar de empregado do Daniel Dantas a ministro do governo Lula. Espatifou-se antes de assumir. Ou melhor, antes de subir.
Por falar em Harvard, uma das maiores frustrações das pessoas inteligentes brasileiras é não poder freqüentar essa tradicional instituição.
Não que exista algum obstáculo, digamos, preconceituoso que impeça as pessoas inteligentes brasileiras de chegarem lá.
É apenas uma questão de distância.
Harvard, mesmo fiel aos princípios aristocráticos da velha Boston, sempre abriu suas portas para pessoas inteligentes do mundo todo.
É famosa em Harvard a história de Caleb Cheeshahteaumuck, um
pele-vermelha que entrou para a universidade em 1660 (sim, 1660) e bacharelou-se em 1665.
Quando voltou para sua tribo, Caleb impressionou as jovens índias não só pelo seu sotaque marcadamente bostoniano como pelas suas gravatas e os paletós de veludo verde, tão comuns na época entre os garotões de Harvard.
Caleb colocou na sua tenda um cartaz com um dos 'slogans' da universidade: “Nós produzimos os melhores frutos da Nova Inglaterra”.
Durante anos Caleb funcionou como formulador de projetos políticos alternativos para a tribo.
Essas reminiscências sobre o velho e bom Caleb sempre nos vêm à memória a propósito do interesse das pessoas inteligentes do Brasil pela tradicional escola.
Lembro-me, como se tivesse acontecido ontem, da reunião das mais proeminentes cabeças do antigo MDB com o então recém-chegado de Harvard, o professor, jurista e sociólogo Roberto Mangabeira Unger, um dos responsáveis pela popularização da universidade nos meios políticos tupiniquins.
As eminências do velho MDB convidaram Mr. Unger para que ele ajudasse o partido.
O velho MDB necesitava urgente de encontrar propostas objetivas para o exercício de uma oposição mais eficaz pois estava sentindo que era chegado o momento da transição do regime autoritário para um regime semi-autoritário.
Quando eu cruzei com o professor Mangabeira nos saguões do Hotel Nacional, percebi logo que ali estava um dos melhores frutos da Nova Inglaterra.
O professor não usava paletó de veludo verde (devia ter caído de moda em Harvard), mas o sotaque era impecável.
Isso sem falar na pasta de couro que o professor arrastava pelo saguão. Devia pesar uns 20 ou 30 quilos. “É o peso da sabedoria de Harvard”, conjecturei.
À noite, ainda meio vergado pelo peso da pasta e dos seus profundos conhecimentos, o professor Mangabeira apareceu na casa do senador Roberto Saturnino para uma palestra a um seleto lote de oposicionistas das mais variadas tendências.
O auditório estava ávido para ouvir o que de mais moderno existe em matéria de projeto político alternativo (as teses do índio Caleb também haviam caído de moda, creio).
E, convenhamos, o professor, como acontecia com Caleb, foi um sucesso.
Segundo ele, o MDB, naquele momento crucial da sua existência, teria três possibilidades:
1) continuar sendo o mesmo MDB velho de guerra que a gente conhecia fazia tempo;
2) o MDB podia reciclar-se, tentando aproximar-se intimamente da classe trabalhadora;
3) o MDB podia acabar.
Quando alguém do auditório perguntou qual das três hipóteses ele
achava a mais indicada, o professor foi de uma objetividade digna dos melhores homens que passaram por Harvard: “I came to hear”, disse.
Muitos não captaram, no primeiro momento, toda a sabedoria embutida nessa assertiva.
Até que um dos senadores emedebistas presentes – parece que foi o senador Leite Chaves – venceu a timidez que a figura imponente do professor impunha aos ouvintes e traduziu para que os demais compreendessem: “Ele está dizendo que veio para ouvir”.
Houve um instante de perplexidade, até que espocassem palmas discretas, palmas de jogo de tênis no Country Club.
Naquele final de semana, a frase do professor Mangabeira correu de boca em boca nos gabinetes emedebistas do Congresso.
As melhores cabeças do partido explicavam para as piores cabeças o significado da expressão “eu vim para ouvir”.
Como Caleb Cheeshahteaumuck, Mangabeira Unger impressionara
vivamente o auditório.
Muitos emedebistas não hesitavam mesmo em definir a noitada na casa do senador Saturnino como o momento mais importante vivido pelas oposições brasileiras nos últimos anos.
De fato, não se podia esperar menos de uma aproximação Harvard-MDB. Nem se poderia duvidar da capacidade profissional do professor.
Afinal Mangabeira Unger, entre tantos títulos, tinha um realmente insuperável: ele era o único 'brazilianist' brasileiro.
Agora, o tempo passou, tudo mudou, caimos na mais deslavada democracia e Mangabeira Unger acabaria sendo convidado por Lula para o cargo de ministro da nova Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, com o sugestivo nome de SEALOPRA.
No entanto, parece que o presidente, depois do convite, quando pôs a cabeça no travesseiro pensou melhor.
Antes de embarcar para a India (com conexões),onde deve permanecer nove longos dias, mandou um recado via ministro Mares Guia para que Mangabeira recusasse o convite.
O presidente pode ser até generoso com alguns amigos. Dizem que quem pediu por Mr. Mangabeira Unger foi o vice-presidente José Alencar, a quem Lula sempre foi muito grato.
Agora, botar para dentro do governo um personagem que goza do respeito e admiração (além de polpuda remuneração) do controvertido banqueiro sem banco Daniel Dantas era como alimentar uma cobra venenosa dentro do quarto de dormir.
Se o problema é não melindrar Harvard e o harvardianos, o melhor é convidar logo para o cargo o Geraldo Alckmin.
Além de estar desempregado, pelo menos combina com a infeliz sigla escolhida para designar a nova secretaria: SEALOPRA.
Transposição da AlOPRA, seus derivativos e muita cara-de-pau de um autêntico cabra de pêia.
Republicando
Após retornar do cursinho de seis meses em Harvard – à moda Ciro Gomes de se mostrar --, Geraldo Alckmin deve voltar tentando evitar o sotaque bostoniano que acabou fazendo algum sucesso nos meios políticos do Brasil graças as proezas e malabarismos do professor harvardiano Mangabeira Unger, uma mistura de mestre de Direito, politicólogo e financista disfarçado.
Como se sabe, Mr. Mangabeira acaba de dar um salto mortal triplo, sem rede de proteção, tentando passar de empregado do Daniel Dantas a ministro do governo Lula. Espatifou-se antes de assumir. Ou melhor, antes de subir.
Por falar em Harvard, uma das maiores frustrações das pessoas inteligentes brasileiras é não poder freqüentar essa tradicional instituição.
Não que exista algum obstáculo, digamos, preconceituoso que impeça as pessoas inteligentes brasileiras de chegarem lá.
É apenas uma questão de distância.
Harvard, mesmo fiel aos princípios aristocráticos da velha Boston, sempre abriu suas portas para pessoas inteligentes do mundo todo.
É famosa em Harvard a história de Caleb Cheeshahteaumuck, um
pele-vermelha que entrou para a universidade em 1660 (sim, 1660) e bacharelou-se em 1665.
Quando voltou para sua tribo, Caleb impressionou as jovens índias não só pelo seu sotaque marcadamente bostoniano como pelas suas gravatas e os paletós de veludo verde, tão comuns na época entre os garotões de Harvard.
Caleb colocou na sua tenda um cartaz com um dos 'slogans' da universidade: “Nós produzimos os melhores frutos da Nova Inglaterra”.
Durante anos Caleb funcionou como formulador de projetos políticos alternativos para a tribo.
Essas reminiscências sobre o velho e bom Caleb sempre nos vêm à memória a propósito do interesse das pessoas inteligentes do Brasil pela tradicional escola.
Lembro-me, como se tivesse acontecido ontem, da reunião das mais proeminentes cabeças do antigo MDB com o então recém-chegado de Harvard, o professor, jurista e sociólogo Roberto Mangabeira Unger, um dos responsáveis pela popularização da universidade nos meios políticos tupiniquins.
As eminências do velho MDB convidaram Mr. Unger para que ele ajudasse o partido.
O velho MDB necesitava urgente de encontrar propostas objetivas para o exercício de uma oposição mais eficaz pois estava sentindo que era chegado o momento da transição do regime autoritário para um regime semi-autoritário.
Quando eu cruzei com o professor Mangabeira nos saguões do Hotel Nacional, percebi logo que ali estava um dos melhores frutos da Nova Inglaterra.
O professor não usava paletó de veludo verde (devia ter caído de moda em Harvard), mas o sotaque era impecável.
Isso sem falar na pasta de couro que o professor arrastava pelo saguão. Devia pesar uns 20 ou 30 quilos. “É o peso da sabedoria de Harvard”, conjecturei.
À noite, ainda meio vergado pelo peso da pasta e dos seus profundos conhecimentos, o professor Mangabeira apareceu na casa do senador Roberto Saturnino para uma palestra a um seleto lote de oposicionistas das mais variadas tendências.
O auditório estava ávido para ouvir o que de mais moderno existe em matéria de projeto político alternativo (as teses do índio Caleb também haviam caído de moda, creio).
E, convenhamos, o professor, como acontecia com Caleb, foi um sucesso.
Segundo ele, o MDB, naquele momento crucial da sua existência, teria três possibilidades:
1) continuar sendo o mesmo MDB velho de guerra que a gente conhecia fazia tempo;
2) o MDB podia reciclar-se, tentando aproximar-se intimamente da classe trabalhadora;
3) o MDB podia acabar.
Quando alguém do auditório perguntou qual das três hipóteses ele
achava a mais indicada, o professor foi de uma objetividade digna dos melhores homens que passaram por Harvard: “I came to hear”, disse.
Muitos não captaram, no primeiro momento, toda a sabedoria embutida nessa assertiva.
Até que um dos senadores emedebistas presentes – parece que foi o senador Leite Chaves – venceu a timidez que a figura imponente do professor impunha aos ouvintes e traduziu para que os demais compreendessem: “Ele está dizendo que veio para ouvir”.
Houve um instante de perplexidade, até que espocassem palmas discretas, palmas de jogo de tênis no Country Club.
Naquele final de semana, a frase do professor Mangabeira correu de boca em boca nos gabinetes emedebistas do Congresso.
As melhores cabeças do partido explicavam para as piores cabeças o significado da expressão “eu vim para ouvir”.
Como Caleb Cheeshahteaumuck, Mangabeira Unger impressionara
vivamente o auditório.
Muitos emedebistas não hesitavam mesmo em definir a noitada na casa do senador Saturnino como o momento mais importante vivido pelas oposições brasileiras nos últimos anos.
De fato, não se podia esperar menos de uma aproximação Harvard-MDB. Nem se poderia duvidar da capacidade profissional do professor.
Afinal Mangabeira Unger, entre tantos títulos, tinha um realmente insuperável: ele era o único 'brazilianist' brasileiro.
Agora, o tempo passou, tudo mudou, caimos na mais deslavada democracia e Mangabeira Unger acabaria sendo convidado por Lula para o cargo de ministro da nova Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, com o sugestivo nome de SEALOPRA.
No entanto, parece que o presidente, depois do convite, quando pôs a cabeça no travesseiro pensou melhor.
Antes de embarcar para a India (com conexões),onde deve permanecer nove longos dias, mandou um recado via ministro Mares Guia para que Mangabeira recusasse o convite.
O presidente pode ser até generoso com alguns amigos. Dizem que quem pediu por Mr. Mangabeira Unger foi o vice-presidente José Alencar, a quem Lula sempre foi muito grato.
Agora, botar para dentro do governo um personagem que goza do respeito e admiração (além de polpuda remuneração) do controvertido banqueiro sem banco Daniel Dantas era como alimentar uma cobra venenosa dentro do quarto de dormir.
Se o problema é não melindrar Harvard e o harvardianos, o melhor é convidar logo para o cargo o Geraldo Alckmin.
Além de estar desempregado, pelo menos combina com a infeliz sigla escolhida para designar a nova secretaria: SEALOPRA.
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O idiota aplaudido
Acompanho fatos relevantes a partir de abordagem jornalística, isenta e independente
Nem um centavo do Pará para o Memorial da Guerrilha do Araguaia
O governo do Pará, não demonstrou nenhum interessse no projeto de construção do Memorial da Guerrilha do Araguaia.
O Pê Tê paraense, sinalisa que não tem nada com isso.
Guerrilha? Araguaia? Tocantins? Afinal o que diabos é isso? Deve pensar algum dos doutos dirigentes que ora comandam os desígnios dos paraenses, que preferem, claro, insistir de maneira histriônica e dramática que o "goveno da mudança" não reconhece como processo lícito a criação do Estado do Carajás - parte do palco dos acontecimentos da guerilha e movimento natural criado após sentir o gôsto amargo da mão pesada dos milicos.
Belém nem sabe o que é isso. No entanto, os belemenses recrutados para a guerra sabem muito bem o que se passou.
Os belemenses, salvo raras e cada vez mais raras exceções não sabem nem o que é Carajás, Tapajós, Araguia, Tocantins ou Amazonas. Dirá Guerrilha.
Mudou quase nada de lá prá cá.
Continua a região como terra segregada.
Não se retorna nem um terço da arrecadação de 40 municípios que veêm como salvação de seus destinos a separação, e fica tudo por isso mesmo.
Pilantras de todos os matizes chegam a pé, de ônibus, de barco, de trem, de carro próprio, de avião, e lá percebem que o negócio que vale a pena é ser dar bem e as leis que danem-se.
A região é campeã para cima e para baixo em quesitos de arrepiar os mais recônditos pêlos.
O Memorial do Araguaia, no município de Xambioá (TO), projeto oferecido aos mandatários do "governo da mudança", está mais próximo de se tornar realidade no outro lado do Araguaia, no Tocantins. Afinal, o Pará não tem nada a ver com isso.
Já foi publicado, no Diário Oficial da União, a aprovação do projeto pelo Ministério da Cultura, no valor de R$ 2.194.164,25. Os dirigentes do Instituto de Apoio aos Povos do Araguaia (IAPA) comemoram a aprovação.
Além do atrativo de uma região belíssima. Há na área, inscrições ruprestes de civilizações que a milhares de anos desapareceram como por encanto, assim como apareceram.
Nas margensa direita e esquerda do Araguaia, na plotagem onde se deu o conflito armado, há sítios arqueológicos e vestígio da existência de uma civilização avançadíssima e cultora de naves espacias, baste olhar os registros nas pedras, por hora, ainda preservadas.
Houve dificuldades para a captação de recursos pela Lei Rouanet. Até agora não saiu um centavo do governo Lula, o inpirador de plantão do "governo da mudança".
A Lei Rouanet permite que os projetos aprovados pelo Ministério da Cultura recebam patrocínios e doações de pessoas, que poderão abater os benefícios concedidos no Imposto de Renda devido.
O presidente da entidade, Micheas Gomes de Ameida, Zezinho do Araguaia; e a tesoureira, Neuza Rodrigues Lins, primeira camponesa anistiada naquela região, comemoram a aprovação do projeto, mas sabem que ainda tem muita luta pela frente.
Eles são representantes da comunidade que lutam desde 2001 pela construção do memorial. A data coincide com o início das exumações dos guerrilheiros mortos pelos militares na época do regime militar, quando desenvolveram uma resistência armada à ditadura na região do rio Araguaia.
História da guerrilha
O Memorial do Araguaia, que pretende se transformar no cartão postal da cidade, tem por objetivo resgatar o acontecimento histórico brasileiro da Guerrilha do Araguaia, com um espaço adequado para a guarda do acervo histórico, tornando possível o acesso de estudantes, professores, pesquisadores e comunidade em geral a documentos que contam a história da Guerrilha.
O obelisco é de autoria de Oscar Niemeyer e o projeto arquitetônico é de Osvaldo Iamauti.
O projeto inclui também a construção de equipamentos para o desenvolvimento de atividades culturais e educativas para comunidade de Xambioá e cidades vizinhas, mostrando as riquezas da região. ''Será um centro cultural vivo, onde a população vai trabalhar a arte, cultura, ciência e tecnologia'', explica Zezinho, acrescentando que ''Xambioá significa, na língua indígena, pássaro preto veloz''. Segundo ele, existe uma curiosidade grande das pessoas com relação ao nome do município.
As obras, que estavam previstas para início de julho há dois anos atrás e conclusão em fevereiro de 2007, não poderam ser iniciada por falta de recursos. Zezinho garante que ''assim que o dinheiro estiver na conta do Instituto, o cronograma do projeto será cumprido''.
Para manutenção e funcionamento do Memorial, o Instituto pretende assinar convênios com as três esferas do poder público - município, estado e União (o governo do Pará está na pauta, mas nunca demonstrou qualquer interesse de apoio. Ana Júlia, na certa, nunca ouviu falar disso! Será?). O dirigente do IAPA lembra ainda que o memorial terá recursos próprios, advindo dos equipamentos culturais como cinema, teatro, venda de livros etc.
Ajuda no exterior
Para garantir os recursos para construção do Memorial, os integrantes do IAPA, que têm uma história de cinco anos de luta pela construção da obra, estão dispostos a buscar ajuda no exterior. ''Já temos em vistas contatos com o governo italiano, diz Zezinho, considerando a participação do italiano Gian Carlo Castiglia, o Joca, que participou da guerrilha e foi morto pelos militares na região. O italiano faz parte dos heróis da Guerrilha do Araguaia, que será homenageados pelo memorial.
Outro contato previsto é com o governo japonês, que, segundo Zezinho, tem concessão de exploração de minério da Serra de Carajás, região da guerrilha. Leia-se Mitsui, uma das acionistas da Vale. A concessão pelo prazo de 30 anos foi feita no governo José Sarney, na gestão de Shigeaki Ueki como Ministro das Minas e Energia.
Cinco anos de luta
'Quando foram iniciadas as exumações dos corpos dos guerrilheiros mortos no Araguaia, em 2001, a comunidade iniciou uma discussão sobre o desejo de construir um símbolo à vida que eles levavam antes dos militares chegarem na região', conta Zezinho. Ele lembra que foi realizada uma audiência pública na Câmara dos Vereadores de Xambioá, quando foi aprovada a construção do Memorial do Araguaia, que engloba todos os desejos da comunidade da região.
A partir de então, foi criada comissão para formar a entidade jurídica que levaria adiante a idéia. Em janeiro de 2004, foi instituído o IAPA. Antes disso, porém, a comissão encaminhou ao Presidente Lula, por meio do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), no dia 17 de janeiro de 2003, o pedido de construção do Memorial.
Nesses sete anos, Zezinho -- um dos sobreviventes da guerilha --, destaca que, em meio as questões burocráticas e políticas, a comunidade, por meio da comissão, conseguiu evitar a inundação de 14 municípios, inluindo Xambioá, para construção de uma hidrelétrica na região.
Em seguida, conseguiram a promessa de doação do terreno, pelo prefeito da cidade, Júnior Leite, em 2001. Zezinho lembra que, na época da morte do João Amazonas, as cinzas do líder comunista foram espalhadas nesse local.
No entanto, o memorial não pode ser construído no terreno doado pelo prefeito por que está em litígio. Para não perder o espaço privilegiado, na entrada da cidade, o povo reuniu-se, escolheu outro terreno e o IAPA comprou com recursos particulares do próprio dirigente da entidade.
E o Pará ó! Tá nem aí.
O Pê Tê paraense, sinalisa que não tem nada com isso.
Guerrilha? Araguaia? Tocantins? Afinal o que diabos é isso? Deve pensar algum dos doutos dirigentes que ora comandam os desígnios dos paraenses, que preferem, claro, insistir de maneira histriônica e dramática que o "goveno da mudança" não reconhece como processo lícito a criação do Estado do Carajás - parte do palco dos acontecimentos da guerilha e movimento natural criado após sentir o gôsto amargo da mão pesada dos milicos.
Belém nem sabe o que é isso. No entanto, os belemenses recrutados para a guerra sabem muito bem o que se passou.
Os belemenses, salvo raras e cada vez mais raras exceções não sabem nem o que é Carajás, Tapajós, Araguia, Tocantins ou Amazonas. Dirá Guerrilha.
Mudou quase nada de lá prá cá.
Continua a região como terra segregada.
Não se retorna nem um terço da arrecadação de 40 municípios que veêm como salvação de seus destinos a separação, e fica tudo por isso mesmo.
Pilantras de todos os matizes chegam a pé, de ônibus, de barco, de trem, de carro próprio, de avião, e lá percebem que o negócio que vale a pena é ser dar bem e as leis que danem-se.
A região é campeã para cima e para baixo em quesitos de arrepiar os mais recônditos pêlos.
O Memorial do Araguaia, no município de Xambioá (TO), projeto oferecido aos mandatários do "governo da mudança", está mais próximo de se tornar realidade no outro lado do Araguaia, no Tocantins. Afinal, o Pará não tem nada a ver com isso.
Já foi publicado, no Diário Oficial da União, a aprovação do projeto pelo Ministério da Cultura, no valor de R$ 2.194.164,25. Os dirigentes do Instituto de Apoio aos Povos do Araguaia (IAPA) comemoram a aprovação.
Além do atrativo de uma região belíssima. Há na área, inscrições ruprestes de civilizações que a milhares de anos desapareceram como por encanto, assim como apareceram.
Nas margensa direita e esquerda do Araguaia, na plotagem onde se deu o conflito armado, há sítios arqueológicos e vestígio da existência de uma civilização avançadíssima e cultora de naves espacias, baste olhar os registros nas pedras, por hora, ainda preservadas.
Houve dificuldades para a captação de recursos pela Lei Rouanet. Até agora não saiu um centavo do governo Lula, o inpirador de plantão do "governo da mudança".
A Lei Rouanet permite que os projetos aprovados pelo Ministério da Cultura recebam patrocínios e doações de pessoas, que poderão abater os benefícios concedidos no Imposto de Renda devido.
O presidente da entidade, Micheas Gomes de Ameida, Zezinho do Araguaia; e a tesoureira, Neuza Rodrigues Lins, primeira camponesa anistiada naquela região, comemoram a aprovação do projeto, mas sabem que ainda tem muita luta pela frente.
Eles são representantes da comunidade que lutam desde 2001 pela construção do memorial. A data coincide com o início das exumações dos guerrilheiros mortos pelos militares na época do regime militar, quando desenvolveram uma resistência armada à ditadura na região do rio Araguaia.
História da guerrilha
O Memorial do Araguaia, que pretende se transformar no cartão postal da cidade, tem por objetivo resgatar o acontecimento histórico brasileiro da Guerrilha do Araguaia, com um espaço adequado para a guarda do acervo histórico, tornando possível o acesso de estudantes, professores, pesquisadores e comunidade em geral a documentos que contam a história da Guerrilha.
O obelisco é de autoria de Oscar Niemeyer e o projeto arquitetônico é de Osvaldo Iamauti.
O projeto inclui também a construção de equipamentos para o desenvolvimento de atividades culturais e educativas para comunidade de Xambioá e cidades vizinhas, mostrando as riquezas da região. ''Será um centro cultural vivo, onde a população vai trabalhar a arte, cultura, ciência e tecnologia'', explica Zezinho, acrescentando que ''Xambioá significa, na língua indígena, pássaro preto veloz''. Segundo ele, existe uma curiosidade grande das pessoas com relação ao nome do município.
As obras, que estavam previstas para início de julho há dois anos atrás e conclusão em fevereiro de 2007, não poderam ser iniciada por falta de recursos. Zezinho garante que ''assim que o dinheiro estiver na conta do Instituto, o cronograma do projeto será cumprido''.
Para manutenção e funcionamento do Memorial, o Instituto pretende assinar convênios com as três esferas do poder público - município, estado e União (o governo do Pará está na pauta, mas nunca demonstrou qualquer interesse de apoio. Ana Júlia, na certa, nunca ouviu falar disso! Será?). O dirigente do IAPA lembra ainda que o memorial terá recursos próprios, advindo dos equipamentos culturais como cinema, teatro, venda de livros etc.
Ajuda no exterior
Para garantir os recursos para construção do Memorial, os integrantes do IAPA, que têm uma história de cinco anos de luta pela construção da obra, estão dispostos a buscar ajuda no exterior. ''Já temos em vistas contatos com o governo italiano, diz Zezinho, considerando a participação do italiano Gian Carlo Castiglia, o Joca, que participou da guerrilha e foi morto pelos militares na região. O italiano faz parte dos heróis da Guerrilha do Araguaia, que será homenageados pelo memorial.
Outro contato previsto é com o governo japonês, que, segundo Zezinho, tem concessão de exploração de minério da Serra de Carajás, região da guerrilha. Leia-se Mitsui, uma das acionistas da Vale. A concessão pelo prazo de 30 anos foi feita no governo José Sarney, na gestão de Shigeaki Ueki como Ministro das Minas e Energia.
Cinco anos de luta
'Quando foram iniciadas as exumações dos corpos dos guerrilheiros mortos no Araguaia, em 2001, a comunidade iniciou uma discussão sobre o desejo de construir um símbolo à vida que eles levavam antes dos militares chegarem na região', conta Zezinho. Ele lembra que foi realizada uma audiência pública na Câmara dos Vereadores de Xambioá, quando foi aprovada a construção do Memorial do Araguaia, que engloba todos os desejos da comunidade da região.
A partir de então, foi criada comissão para formar a entidade jurídica que levaria adiante a idéia. Em janeiro de 2004, foi instituído o IAPA. Antes disso, porém, a comissão encaminhou ao Presidente Lula, por meio do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), no dia 17 de janeiro de 2003, o pedido de construção do Memorial.
Nesses sete anos, Zezinho -- um dos sobreviventes da guerilha --, destaca que, em meio as questões burocráticas e políticas, a comunidade, por meio da comissão, conseguiu evitar a inundação de 14 municípios, inluindo Xambioá, para construção de uma hidrelétrica na região.
Em seguida, conseguiram a promessa de doação do terreno, pelo prefeito da cidade, Júnior Leite, em 2001. Zezinho lembra que, na época da morte do João Amazonas, as cinzas do líder comunista foram espalhadas nesse local.
No entanto, o memorial não pode ser construído no terreno doado pelo prefeito por que está em litígio. Para não perder o espaço privilegiado, na entrada da cidade, o povo reuniu-se, escolheu outro terreno e o IAPA comprou com recursos particulares do próprio dirigente da entidade.
E o Pará ó! Tá nem aí.
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Guerrilha do Araguaia,
Omissão,
Turismo
Acompanho fatos relevantes a partir de abordagem jornalística, isenta e independente
Nós já sabíamos. Cadê Gian Carlo Castiglia?
Há em Brasília e em outros Estados do Brasil um grupo de jornalistas que conhecem com profundidade a história, até então escamoteada pelas autoridades, sobre os acontecimentos da Guerrilha do Araguaia.
O que diferencia-nos de outros grupos é a discrição que a matéria requer.
Essa história publicada abaixo pelo repórter Alan Rodrigues, da IstoÉ, não tem qualquer novidade.
O grupo em questão, sabe dessas informações há anos.
O governo não lhes provém qualquer sinal de boa vontade para esclarecer o assunto, pautado há décadas na Comissão de Direitos Humandos da OEA e da ONU.
A safadeza é de tal monta que a minista Chefa da Cada Civil, torturada nos anos de chumbo, ajoêlha-se ao mandarinato off-line da Caserna, sob a justificativa do manto da Lei de Anistia.
Covardia pura.
O presidente nem se fala.
O Brasil não quer resgatar o seu passado.
Os dirigentes do Brasil acovardam-se ao lembrar da mão pesada de militares de facções ultranacionalistas bancadas pela Cia americana no ópio da luta contra o comunismo.
Argentina, Chile e Uruguai abrem os livros e passam a limpo o pantanoso passado recente dessa tragédia.
Foto: Paulo Amorim/AE

O Brasil brinca de Amarelinha. E premia a impunidade dos algozes de seus insepúlcros cidadãos. Um deles de dupla nacionalidade, Gian Carlo Castigliao, o Joca, cidadão italiano, que pensamos ser este aqui, ao lado, em soberba foto de Paulo Amorim.
Afinal, quem usava ceroulas em 72 no Bico do Papaguaio?
As ossadas estão guardadas para o môfo do IML do Distrito Federal. Num resgate mais para golpe de publicidade do ex-deputado federal, Luis Eduardo Grennhalg, à época presidente da Comissão de Direito Humanos da Câmara dos Deputados, assumindo a vaga como suplente.
Era FHC.
Era Lula e Guerrilha: Vergonha.
O que diferencia-nos de outros grupos é a discrição que a matéria requer.
Essa história publicada abaixo pelo repórter Alan Rodrigues, da IstoÉ, não tem qualquer novidade.
O grupo em questão, sabe dessas informações há anos.
O governo não lhes provém qualquer sinal de boa vontade para esclarecer o assunto, pautado há décadas na Comissão de Direitos Humandos da OEA e da ONU.
A safadeza é de tal monta que a minista Chefa da Cada Civil, torturada nos anos de chumbo, ajoêlha-se ao mandarinato off-line da Caserna, sob a justificativa do manto da Lei de Anistia.
Covardia pura.
O presidente nem se fala.
O Brasil não quer resgatar o seu passado.
Os dirigentes do Brasil acovardam-se ao lembrar da mão pesada de militares de facções ultranacionalistas bancadas pela Cia americana no ópio da luta contra o comunismo.
Argentina, Chile e Uruguai abrem os livros e passam a limpo o pantanoso passado recente dessa tragédia.
Foto: Paulo Amorim/AE

O Brasil brinca de Amarelinha. E premia a impunidade dos algozes de seus insepúlcros cidadãos. Um deles de dupla nacionalidade, Gian Carlo Castigliao, o Joca, cidadão italiano, que pensamos ser este aqui, ao lado, em soberba foto de Paulo Amorim.
Afinal, quem usava ceroulas em 72 no Bico do Papaguaio?
As ossadas estão guardadas para o môfo do IML do Distrito Federal. Num resgate mais para golpe de publicidade do ex-deputado federal, Luis Eduardo Grennhalg, à época presidente da Comissão de Direito Humanos da Câmara dos Deputados, assumindo a vaga como suplente.
Era FHC.
Era Lula e Guerrilha: Vergonha.
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