Cuidado com os pilantras do e-commerce

Viu a lista negra do Buscapé?









São dezenas de facilidades que pode-se listar ao decidir-se por uma compra pela iternet. Compras online é um avanço de modernidade extraordinário. Porém, é fundamental saber identificar quem são os golpistas do e-commerce, certo?

O Buscapé divulga uma lista de empresas não recomendadas, atualmente com 98 nomes. A lista pode existir há um tempão – só vi agora, porque não fica exatamente gritando na página.

Há desde nomes-problemas manjados, como 1stLine e Nikishop, quanto vários outros desconhecidos. Quem toma as precauções básicas nem precisa olhar os nomes – nunca compraria nada mesmo dessa turma. Mas a lista pode ser uma boa ajuda para aquela tia bem-intencionada que não sabe nada dos perigos na web. Confira os piratas cibernéticos aqui.

Imigração: "não é bem assim!", esclarecem líderes europeus

Imigração
União Européia lança ofensiva na América Latina para “esclarecer mal-entendidos” sobre nova lei que prevê detenção de ilegais por até 18 meses. Lula volta a exigir que brasileiros “sejam tratados com respeito”

A União Européia (UE) continua seu esforço de relações públicas para esclarecer o que considera “um grande mal-entendido” na rejeição da América Latina à nova política definida pelo bloco para tratar os imigrantes ilegais. A “diretiva de retorno”, aprovada no mês passado pelo Parlamento Europeu, define que os estrangeiros em situação irregular fiquem detidos por até seis meses — ou 18, “em casos excepcionais” — e que sejam asseguradas a eles assistência jurídica e “condições humanas” de alojamento. A diretiva, que precisa ser incorporada à legislação dos 27 países membros e prevê prazo até 2010 para que sejam feitas as adaptações necessárias, foi recebida como “xenófoba” pelos governos latino-americanos e duramente criticada na recente cúpula do Mercosul, na Argentina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que dias atrás condenou o “vento frio da xenofobia e do preconceito” na Europa, voltou à carga ontem de manhã. Comentando as discussões que manteve com líderes europeus na semana passada, no Japão, durante a cúpula do G-8, Lula afirmou que “fez questão” de pedir para os brasileiros tratamento similar ao dispensado pelo país aos imigrantes europeus, ao longo da história. “Que sejam tratados com respeito, levando em conta os direitos humanos, e não como se fossem delinqüentes”, afirmou.

“A Europa não é uma fortaleza e não quer se tornar uma fortaleza — ao contrário, necessitamos da mão-de-obra dos imigrantes e queremos ser um território aberto”, disse à tarde, em videoconferência com jornalistas de quatro países sul-americanos, o vice-presidente da Comissão Européia (CE) Jacques Barrot, encarregado de Justiça e Proteção das Liberdades no braço executivo da UE. Barrot enfrentou uma barragem de questões sobre as condições severas impostas aos ilegais em vários países — inclusive na recente crise de deportações entre Brasil e Espanha —, e reiterou que a diretiva pretende “harmonizar os procedimentos” nos países membros. “Hoje, em sete deles, não existe prazo-limite para a detenção”, exemplificou. “E, com a diretiva, desde já visitarei os centros para alojamento de estrangeiros para verificar as condições, e poderei controlar de perto como a política comum é aplicada.”

Barrot evitou prudentemente, no entanto, responder a questões sobre a sensação comum, na América Latina, de que a Europa está endurecendo o tratamento aos imigrantes. Não comentou, por exemplo, o projeto de legislação enviado ao Parlamento italiano pelo novo governo de direita, cujo texto classifica a imigração ilegal como crime. De acordo com o vice-presidente da CE, a diretiva do retorno “não obriga nenhum país a deportar todos os ilegais, nem a estender os prazos-limite para detenção”, se forem menores que os 18 meses previstos na diretiva. “A prioridade continuará a ser estimular o retorno voluntário (dos irregulares)”, afirmou o vice-presidente da CE. “E a norma é que a detenção seja por até seis meses, ou 18 meses apenas em casos excepcionais.”

Jogo político
O discurso oficial da UE ressalta o progresso representado pela diretiva em relação à situação atual, mas funcionários admitem que, de maneira inversa, se abre a possibilidade de que países com normas mais brandas, como Espanha e França, possam vir a adotar medidas mais severas. “Isso é do jogo político de cada país”, disse um deles. O exemplo italiano é considerado extremo, e o próprio governo espanhol criticou publicamente o projeto de criminalizar a imigração irregular.

“Se um país membro da UE tratar mal os irregulares, se as condições de detenção e processo não forem respeitadas, esse governo poderá ser acionado nos tribunais europeus”, explicou Barrot. Ele apontou três riscos principais representados pela ausência de normas claras sobre o tema no âmbito do bloco: “Primeiro, o aumento da xenofobia; segundo, mais dificuldades para a integração dos imigrantes legais; terceiro, os estrangeiros que preenchem as condições para imigrar não conseguem”. O vice-presidente da CE lembrou que, em 2007, cerca de 2 mil ilegais se afogaram na tentativa de chegar à Europa, e apontou o tráfico de pessoas como um dos alvos da nova política. Barrot lamentou que a diretiva tenha sido aprovada antes que os chefes de Estado e governo do bloco discutam, em outubro, “o pacote completo” sobre o tema, prevendo estímulo à imigração legal e assistência ao desenvolvimento nos países de origem dos migrantes”.

Não podemos aceitar que criminosos explorem a miséria dos que tentam ingressar na Europa

Jacques Barrot, vice-presidente da Comissão Européia

O número
2.000
estrangeiros se afogaram em 2007 viajando clandestinamente para a costa européia, segundo Barrot

Mas o que é a Diretiva de retorno?

O que é a diretiva de retorno?
É a primeira de três diretivas para harmonizar as legislações nacionais dos países da União Européia a uma política comum de imigração. Estabelece o regresso de nacionais de terceiros países em situação irregular.

Quando passa a valer?
Os países membros terão 24 meses após publicação no Jornal Oficial da UE para transpô-la para o direito nacional. Por isso, ela não entrará em vigor antes de 2010.

Quem aprovou essa diretiva?
O Parlamento Europeu. A diretiva foi votada em 18 de junho de 2008 e aprovada com 369 votos a favor, 197 contra e 106 abstenções.

Como vai funcionar?
Em duas fases: na primeira, uma decisão de regresso voluntário (entre 7 e 30 dias) e, numa segunda fase, se o imigrante ilegal não regressar de forma voluntária, uma medida de afastamento.

Os imigrantes ilegais podem ser presos?
A prisão preventiva só será utilizada se não for suficiente a aplicação de medidas coercivas menos severas, como a decisão de regresso voluntário. Os ilegais não ficarão em prisões comuns, mas em centros de imigrantes.

Quanto tempo pode durar a detenção?
O período de detenção não poderá exceder seis meses. Em casos específicos, esse período poderá ser prorrogado por mais 12 meses. Hoje, o prazo varia de 32 dias na França a 20 meses na Letônia, com duração ilimitada em sete países-membros.

O imigrante ficará proibido de visitar novamente a União Européia?
A interdição de readmissão na UE não deverá exceder cinco anos, exceto se a pessoa em questão representar uma ameaça grave à segurança pública ou à segurança nacional.

Brasileiros são os "reis" da cerveja mundial

Talento exportado

Preço e estilo de gestão determinaram a venda da Anheuser-Busch à Inbev, tocada por brasileiros

A oferta de compra da cervejaria Anheuser-Busch, a terceira maior do mundo, pela segunda do ranking, a belgo-brasileira Inbev, não é um negócio trivial. Ela sacudiu o ambiente global dos negócios que se imaginava entorpecido pela crise de Wall Street com implicações sobre a inflação e o rimo de crescimento da economia mundial.

É praticamente certa a aprovação da proposta pelos acionistas da Anheuser-Busch, já que a investida da Inbev passou de hostil, isto é, não-solicitada, a consensual, ao elevar de US$ 5 por ação, para US$ 70, o preço de compra, num total de US$ 52 bilhões.

O resultado factual é a criação do maior grupo cervejeiro global, com presença destacada também no setor de bebidas não-alcoólicas. Sai do topo do pedestal a SAB Miller, grupo baseado na Inglaterra e nascido na África do Sul, de onde migrou para Londres para fugir do embargo internacional contra o então regime racista no país.

Meio assim como a Inbev, resultado da fusão da brasileira Ambev com a belga Interbrew, mas por razões estritamente empresariais. O aspecto pouco citado é que os sócios brasileiros da Inbev dominam a sua administração e decisões estratégicas, embora a matriz tenha sido mantida em Leuven, pequena cidade da Bélgica. Lá, brasileiros são influentes não só no Conselho de Administração, onde sentam os acionistas, mas na diretoria executiva, liderada por Carlos Brito.

Ele fez carreira na Ambev e foi alçado à direção da Inbev, onde também são brasileiros, entre outros, os diretores de finanças e de recursos humanos, pelos três antigos controladores do grupo no Brasil: os empresários Jorge Paulo Lemann — suíço de nascimento e fundador do antigo Banco Garantia, vendido ao Credit Suisse, e da empresa de investimentos GP, da qual se desligou —, além de Carlos Alberto Sicupira, o executor das operações estratégicas do trio, e Marcel Telles Hermann, mais focado nas concepções administrativas, de marketing e logística. Os perfis de cada um os complementam.

Lemann armou sólidos relacionamentos internacionais desde a época do Garantia à frente do qual foi pioneiro na captação de recursos externos para investimentos no país por meio de fundos, cuja idéia propagou a partir de um seminário realizado no Rio, em 1994, que atraiu mais de uma centena de dirigentes de bancos, outros fundos, seguradoras e investidores da Europa e EUA.

Os então candidatos presidenciais Fernando Henrique e Lula foram palestrantes do evento. Ali, no auge do Plano Real, o mundo voltou a se interessar pelo Brasil, e o Garantia se oferecia a apresentar o país aos capitais ávidos por novos mercados para investir.

Sacudida de respeito
Tais relações e a experiência adquirida na gestão de negócios da economia real marcam o início das operações ousadas dessa trinca de investidores, que veio bater na oferta pela Anheuser-Busch — um ícone da indústria dos EUA, com quase 150 anos de história. Aliás, não foi nem será uma transição tranqüila, já que a maior oposição ao negócio está no chamado estilo brasileiro de gestão. Focado em eficiência e extremo rigor com os custos, como lembrou a imprensa americana e protestaram sindicalistas e políticos de Saint Louis, no Missouri, QG da Anheuser-Busch (mais conhecida pela Budweiser, sinônimo de cerveja nos EUA, e pelo parque temático Bush Gardens, em Tampa, Flórida), aguarda-se uma sacudida de respeito no grupo.

Tecnologia de gestão
A capacidade de Lemann-Sicupira-Marcel de extrair resultados de negócios potencialmente lucrativos, mas estacionados por direções acomodadas, se tornou uma espécie de “tecnologia de gestão” muito apreciada por grandes investidores. O megainvestidor Warren Buffet é um deles. Virou amigo de Lemann há anos, como o fundador do Wall Mart, Sam Walton. Lemann participa de conselhos de empresas dos EUA, como Gillette, e da Universidade de Harvard, com Buffet, que se reveza há anos no topo da lista das maiores fortunas do mundo.

Fábricas de lucros
Na hora certa a relação foi fundamental: Buffet, grande acionista da Anheuser-Busch e contrariado com seus resultados pífios, foi o patrono da oferta da Inbev. Da Brahma à Antarctica, com a qual se fundiu surgindo a Ambev, das Lojas Americanas à Interbrew, sempre houve o mesmo diagnóstico: grandes empresas, com grandes marcas, e operações abaixo de seu potencial. O trio do ex-Garantia fez delas fábricas de lucros. É o que se prevê com a dona da Budweiser.

Lemann-Sicupira-Marcel falam uma espécie de esperanto no mundo de negócios, associando as técnicas de engenharia financeira, vindas da época em que eram mais gestores de recursos que banqueiros, com um modelo gerencial que alia agressividade no mercado consumidor à disciplina férrea do caixa e dos custos, além de logística precisa e marketing intensivo. Na Bélgica, a gerência brasileira fechou fábricas ultrapassadas e as reabriu em países do Leste Europeu com mercados novos a explorar e mão-de-obra preparada e menos custosa.

O presidente da Inbev, Carlos Brito, foi a face pública da oferta pela Anheuser-Bush, sinal de que será brasileira sua direção. Como no Canadá, onde a maior cervejaria, a Labatt, também da Inbev, é tocada pelo ex-presidente da Ambev, Bernardo Paiva. Talentos não faltam à Ambev. Ela os recruta direto nas universidades, envia os melhores para especialização nos EUA e depois os treina no Brasil. (CB)

Diminuição “modesta” do desmatamento

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem que os dados sobre desmatamento na Amazônia referentes a maio apresentam uma pequena queda em relação a abril. As taxas, medidas pelo sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), serão apresentadas hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Há uma queda modesta em relação ao mês anterior e ao mesmo mês do ano passado. Isso não é motivo de alegria, porque o desmatamento ainda está muito grande”, disse o ministro, durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas (SP). Para ele, a devastação deve diminuir de forma mais acentuada nos próximos meses. A queda seria reflexo da medida adotada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de suspender o crédito para os produtores que não estão legalizados do ponto de vista fundiário ambiental.

Depois de terem sua divulgação adiada por quase três semanas, os dados do Inpe serão apresentados pela primeira vez de forma desagregada — separando o chamado corte raso e a degradação progressiva. “Isso é importante sobretudo para as 20 regiões que respondem por mais da metade do desmatamento. Importante para nós, que usamos esses dados como instrumento de trabalho para prevenção e combate, e também para diminuir a tensão dos governadores que reclamavam que os números vinham de forma agregada, somando num mesmo dado duas coisas diferentes”, disse o ministro.

Madeira
Carlos Minc anunciou também que o governo pretende oferecer R$ 136 milhões para apoiar o extrativismo e R$ 1 bilhão para recomposição de reservas legais na Amazônia, além de terminar o zoneamento econômico e ecológico da região até 2009. Minc ainda afirmou que pretende participar pessoalmente de operações de grande porte do Exército Brasileiro no combate ao desmatamento na floresta.

Os anúncios foram feitos no mesmo dia em que a Organização das Nações Unidas (ONU) criticou o governo brasileiro por não adotar medidas suficientes para barrar a exportação ilegal de mogno.

Segundo a ONU, a moratória imposta pelo Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não está funcionando. A Convenção sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas (conhecida pela sigla em inglês Cites) vai propor um debate sobre a exportação de mogno na Amazônia.

“Ninguém sabe exatamente hoje quanto é exportado da região nem se as vendas saem de regiões certificadas”, afirmou o porta-voz da convenção, Juan Carlos Vazques.

Segundo a entidade, ligada à ONU, a moratória imposta pelo Brasil na exportação da madeira está sendo violada graças a autorizações dadas pela Justiça. Além disso, há falsificação de certificados sobre a origem da madeira e a mudança de empresas que antes atuavam no país para o Peru, de onde continuam a comercialização ilegal das toras.

Comissões discutem agenda ambiental com Minc

As comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realizam na quarta-feira (16) audiência pública com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para discutir a agenda ambiental do governo e as políticas do ministério para a região amazônica. A reunião foi sugerida pelos deputados Edson Duarte (PV-BA), Paulo Teixeira (PT-SP), Gervásio Silva (PSDB-SC), Giovanni Queiroz (PDT-PA), autor do requerimento de convocação e Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA), autor do requerimento anterior que convidava o ministro.

A audiência será realizada no plenário 2, às 10 horas.

O lobby de Greenhalgh

TEMA DO DIA - OPERAÇÃO SATIAGRAHA
Por conta da ligação com Dantas, advogado pode depor na CPI dos Grampos

O ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, o Leg, como é chamado por seus companheiros da direção do PT, ou o “Gomes”, apelido que lhe foi dado pelo banqueiro Daniel Dantas nas conversas grampeadas pela Polícia Federal, virou uma espécie de fusível queimado no Palácio do Planalto. Para o presidente Luiz Inácio lula da Silva, o envolvimento do governo com o caso termina com a lacônica nota emitida ontem pelo seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, na qual Greenhalgh é tratado como um advogado em busca de informações sobre uma suposta perseguição de agentes de segurança da Presidência a um cliente em apuros, o ex-dirigente da Brasil Telecom Humberto Braz (leia mais abaixo).

No olho do furacão da Operação Satiagraha contra o banqueiro Daniel Dantas, o megaespeculador Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta, dentre outros, Greenhalgh é acusado de fazer lobby para uma “organização criminosa”, segundo o delegado federal Protógenes Queiroz, que comanda o inquérito. Sem endossar as acusações, o governo resolveu lavar as mãos e deixar a situação do petista por conta do destino. Hoje, por exemplo, se não houver uma reação petista, Greenhalgh deverá ser convocado a depor na CPI dos Grampos, por requerimento do deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR). O parlamentar pretende convocar também Daniel Dantas, Naji Nahas e o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken.

Para a PF, Greenhalgh supostamente seria responsável por “descobrir informações sigilosas” do governo de interesse de Dantas, que acabou de vender a Brasil Telecom para a Oi, operação considerada muito polêmica.

Greenhalgh se queixa aos amigos de que está sendo vítima de um “linchamento moral” por atividades que são inerentes ao exercício da sua profissão, pois foi contratado como advogado por Daniel Dantas. “Como já disse, fui contratado por Daniel Dantas para prestar serviços como advogado, profissão que exerço há mais de 30 anos. Minha atuação nesse caso, portanto, é a de advogado”, destacou em nota divulgada ontem. Segundo ele, foi nessa condição que procurou Gilberto Carvalho para obter informações sobre uma suposta operação da Abin, no Rio, contra Braz. Para Greenhalgh, a PF “grampeou” ilegalmente sua conversa com o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho.

Fonte: Correio Braziliense.

Eike financia Sarney e Roseana

Aperta o medo

Além do medo do que pode ser revelado na Operação Navalha, o senador José Sarney desde ontem não dorme com essa operação no Amapá e no Rio de Janeiro nas casas de Eike Batista e do seu mais próximo auxiliar Flávio Godinho. A PF investiga a licitação da concessão da ferrovia entre a região mineradora da Serra do Navio e o porto de Santana.

O pavor é que possam aparecer coisas muito comprometedoras lhe envolvendo. O empresário Eike Batista é o maior doador das campanhas de José Sarney no Amapá, doação de R$ 200 mil e de Roseana Sarney no Maranhão, doação de R$ 1 milhão, em doações oficiais.

Essa licitação que a PF diz que foi dirigida foi em 2006, ano de eleição. As coisas podem ficar incontroláveis para o cansado senador e pode mais uma vez chegar a Roseana Sarney. Eles estão em todas!!!!

Aperta o cerco

A operação da PF que prendeu e investiga o banqueiro Daniel Dantas também pode chegar a José Sarney. Existe uma ligação entre os dois através de José Roberto Neves, muito amigo de José Sarney e de Roseana e que trabalha para Daniel Dantas na área de portos. Pode feder! Estão em todas!!

Brava imprensa

Toda eleição, a mesma coisa. No Maranhão ou no Amapá, quando chegam as eleições, o senador Sarney, tão democrata nos discursos de ex-presidente, e nos artigos na “Folha”, fica com o diabo no corpo e quer eliminar quem o critica. Em 2006, processou dezenas de jornalistas (mais de 30) que lhe faziam oposição e tentou fechar jornais, rádios, “blogs” etc.

Agora, voltou ao mesmo comportamento mussolínico: alem de cobrar uma “indenização moral” de R$220 mil (!), quer pôr na cadeia o bravo jornalista Lourival Bogea, do Jornal Pequeno, do Maranhão.

Fonte: Jornal Pequeno

Judiciário na berlinda

Esquenta o clima no Judiciário

Izabelle Torres e Alessandra Pereira

Tema do dia - OPERAÇÃO SATIAGRAHA
Caso Daniel Dantas provoca uma onda de discussões sobre a decisão de Gilmar Mendes de soltar o empresário


Setores do Judiciário deram início a uma verdadeira ofensiva contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Entre atos de protestos e declarações isoladas de críticas à decisão do ministro de soltar duas vezes o banqueiro Daniel Dantas, foi o da procuradoria da República em São Paulo que começou a surgir um movimento mais radical. A procuradora Ana Lúcia Amaral encaminhou um e-mail aos colegas no qual criticava a conduta do presidente do STF e falava sobre sua intenção de elaborar uma representação contra o ministro acusando-o de crime de responsabilidade. Se concretizada, a ação contra Mendes deverá ser apresentada ao Senado, a quem cabe processar e julgar os integrantes da Suprema Corte.

O presidente do Supremo disse que não teme a retaliação dos segmentos da Justiça porque as informações que constam na ação de habeas corpus representam o melhor argumento da sua defesa. “É natural que os procuradores fiquem contrariados com um eventual resultado de seu trabalho. Mas isso na verdade não justifica nenhuma outra medida. Não é natural que haja isso. Até porque temos uma estrutura hierarquizada de Justiça”, comentou o presidente.

Mendes também atacou o ministro da Justiça, Tarso Genro, devido às declarações de que há riscos de o banqueiro Daniel Dantas fugir do país. “Ele não tem competência para opinar sobre a atuação do tribunal”, concluiu. Depois das declarações do presidente do STF, Genro voltou atrás e disse que a polêmica em torno da prisão de Dantas é uma questão interna do Poder Judiciário. “A prisão preventiva do Dantas foi tão bem fundamentada quanto a ordem de soltura do ministro Gilmar Mendes”, ponderou Tarso Genro.

Instância
O principal foco de ataque dos procuradores, segundo Ana Lúcia Amaral, é o de que Gilmar Mendes teria incorrido em crime de responsabilidade ao julgar o habeas corpus que beneficiou Dantas antes de o banqueiro recorrer à Justiça de primeira instância e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para Ana Lúcia, o presidente do Supremo também errou ao criticar abertamente a postura do juiz federal Fausto de Sanctis de prender o banqueiro depois que a Corte concedeu o primeiro habeas corpus. Além disso, na avaliação dela, a situação se agravou quando Mendes decidiu encaminhar o texto da sua decisão aos órgãos de corregedoria, numa alusão à abertura de um processo de investigação da conduta do juiz de São Paulo.

As críticas e as observações de Ana Lúcia Amaral foram bem aceitas por grande parte dos procuradores da 3ª Região e começaram a ser discutidas também em outros estados. O Correio ouviu 10 colegas da procuradora dispostos a assinar o texto de representação. Todos eles, no entanto, ressalvaram que têm dúvidas a respeito do cometimento de crime de responsabilidade por Gilmar Mendes, mas disseram concordar com a ação como um sinal de protesto e uma declaração pública de que o presidente da Suprema Corte errou. “Somos a favor da representação. No entanto, sinceramente, não acredito que isso progrida muito. A discussão sobre o não-cumprimento das etapas previstas nas normas jurídicas pode ser discutida porque já havia um habeas corpus no Supremo apresentado pela defesa do réu meses antes. Mesmo assim, eu acho que nossa manifestação é válida e a discussão jurídica também”, comentou um dos procuradores.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB), também não acredita no sucesso da representação. Para ele, a lei que prevê a punição aos ministros do Supremo por crime de responsabilidade não se aplicaria em um caso em que se está discutindo uma decisão judicial, e não um delito cometido pelos magistrados. “A não ser que quando chegar o documento, ele traga alguma referência ou consistência em relação a um crime de responsabilidade. Se não for isso, não vejo como uma representação prosperar.

Protesto
Ontem, enquanto a procuradora Ana Lúcia conversava com os colegas sobre o texto da representação, dezenas de juízes federais realizavam um ato de apoio ao juiz Fausto de Sanctis, responsável pelas duas prisões de Daniel Dantas. No manifesto lido durante o ato, os magistrados criticam mais uma vez a decisão de Gilmar Mendes de encaminhar cópias da sua decisão para os órgãos de corregedoria. “Deve ficar bem claro que não estamos discutindo o mérito de nenhuma decisão judicial, mas sim a determinação do presidente do STF de encaminhar cópias para órgãos correicionais ao final de decisão em habeas corpus. Não podemos concordar com o ataque desferido contra a independência funcional que representa a abertura de procedimento investigatório a partir do próprio conteúdo de uma decisão judicial”, diz o manifesto. No fim do texto, uma frase traduz as dimensões da ofensiva ao presidente da Corte: “Hoje, ele não é só o juiz Fausto, hoje ele é a magistratura”, conclui o manifesto.

Para o principal personagem das manifestações, Fausto de Sanctis, o movimento de indignação não surgiu apenas do fato isolado das discordâncias entre ele e o presidente do Supremo. “Esse fato representa, na verdade, a gota d`água. Acho que está na hora de colocar os pingos nos ‘is’. O respeito deve-se a todas as instâncias. Inclusive à primeira”, comentou.

Colaboraram Tiago Pariz e Lilian Tahan (Correio Braziliense)

Polícia do Rio mata mais um inocente

Não há paralelo no restante do mundo que possa fazer frente a incompetência e despreparo da Polícia do Rio de Janeiro. Mais uma vítima de assalto é morta durante perseguição da polícia, informa os jornais fluminenses.

Segundo a imprensa, um homem que era feito refém por um assaltante de carro morreu num tiroteio na noite de segunda-feira (14) na Zona Norte do Rio, durante perseguição da polícia. A informação foi confirmada pela delegada Suzi Miranda, da 17ª DP (São Cristóvão).

A delegada conta que a vítima falava com a esposa ao telefone quando foi rendida no cruzamento da Linha Amarela com a Avenida Leopoldo Bulhões, em Bonsucesso, subúrbio do Rio, por um homem armado. O suspeito assumiu a direção do carro, um Siena prata, e mandou a vítima passar para o banco do carona.

Após uma manobra estranha, o suspeito começou a ser perseguido até São Cristóvão por quatro policiais do 22º BPM (Maré) que faziam patrulhamento de rotina na região. Segundo a delegada, os PMs não viram a vítima ser rendida e disseram que o tiroteio começou após o suspeito atirar contra o carro da polícia.

A certeza da impunidade



Fala Daniel!

O abandono do Sul do Pará

Crédito: Paulo H. Carvalho/CB

O jornalista Lúcio Vaz, da equipe do Correio Braziliense, esteve a trabalho no Sul do Pará esta semana. Veja o que disse o repórter em seu concorrido blog.

Começo a dar razão àqueles que defendem a criação do estado de Carajás, num desmembramento do Pará. Sempre resisti a idéia, por achar que a criação de novas unidades da Federação acaba gerando novas despesas na sua implantação, além da manutenção de uma nova assembléia legislativa, uma nova sede de governo, um novo tribunal de Justiça. Enfim, tudo isso custa dinheiro. Em andanças pelo Sul do Pará, porém, percebi o abandono das estradas daquela região. E essa é uma das queixas dos, digamos assim, separatistas.

Continue lendo.

Acesse o blog do Lúcio Vaz aqui.

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