Sinecura

Uma sexta-feira, 13 do perú!

A volta do incorrigível

Revista Veja

13/04/2007

Jader, o dos desvios na Sudam, tinha uma TV atolada
em dívidas. Agora ele tem a TV, mas não as dívidas

Otávio Cabral

Sergio Lima/Folha Imagem

O incorrigível Jader Barbalho, que já chegou a passar onze horas na prisão: histórico de calotes


Um dos expoentes do PMDB, partido que anda em lua-de-mel com o governo, o incorrigível deputado Jader Barbalho, recebeu o que pode ser um presentaço de 80 milhões de reais do governo. Em sua fachada, tudo parece se resumir a uma simples rearrumação societária, seguida de uma prosaica transferência de uma concessão de televisão de uma empresa para outra, de modo a adequar tudo à legislação. Examinado nos detalhes, o negócio é uma forte sugestão de que o governo deixou-se sucumbir a expedientes marotos com o objetivo de favorecer o novo aliado.

O desfecho se deu no dia 21 de dezembro passado, quando o presidente Lula assinou um decreto autorizando que Jader transferisse sua concessão da Rede Bandeirantes no Pará. A concessão pertencia a uma empresa atolada em dívidas com o Erário, a RBA. Pois bem, ela foi transferida a uma empresa devidamente saneada, a Sistema Clube do Pará. A RBA tem uma dívida monumental com a União. Deve 82,4 milhões de reais à Receita Federal, ao INSS e ao fundo de garantia. Mesmo assim, conseguiu autorização oficial para livrar-se de uma concessão de TV, seu principal patrimônio, que foi parar no aconchego de uma empresa saneada. A RBA, agora sem televisão, vai certamente ser cobrada por suas dívidas junto à União, mas, como não tem capital para saldá-las, a conta vai ficar dependurada. Com a palavra o procurador Rômulo Moreira Conrado, da Procuradoria da República no Distrito Federal, que examina o caso: "Com certeza, tudo foi feito para que a emissora continue operando sem pagar suas dívidas".

O primeiro passo da operação "Presentaço para Jader" começou em julho do ano passado, quando o ministro das Comunicações, o também peemedebista Hélio Costa, solicitou à Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados que devolvesse ao governo todas as 225 concessões de rádio e TV que estavam sob sua análise. Entre elas estava a concessão da RBA de Jader. Enquanto isso ocorria, o deputado incorrigível cuidou de associar-se à Sistema Clube. Em outubro passado Jader passou a figurar como um dos donos da nova e saneada empresa, juntamente com sua ex-mulher, a deputada Elcione Barbalho, e seus filhos Helder e Jader. Em novembro, com Lula na Nigéria, coube ao vice José Alencar assinar o despacho autorizando a alteração societária da Sistema Clube. O segundo passo estava dado. Agora, faltava dar um jeito no cardápio monumental de dívidas da RBA.

A RBA pagou algumas dívidas e, para as demais, aderiu a um parcelamento especial junto à Receita Federal. Com isso, obteve o atestado de bom comportamento necessário para que a transferência da TV fosse efetivada. Para todos os efeitos, tratava-se, portanto, de uma empresa idônea e interessada em regularizar sua situação perante o Fisco. Até aqui nada a reparar e, sem que isso constituisse qualquer ilegalidade, no dia 21 de dezembro Lula assinou o decreto autorizando a transferência da TV da RBA para a Sistema Clube. O que ocorreu depois é espantoso.

Na semana passada, VEJA teve acesso aos dados cadastrais da RBA junto à União. Até março, a dívida da empresa era superior a 80 milhões de reais. Só na Receita, chegava a 59,5 milhões de reais em imposto de renda, PIS, Cofins, IPI e taxas de importação. "Quando autorizamos a transferência, a empresa apresentou todos os documentos necessários. Se ela deixou de pagar depois, não posso fazer nada", diz Marcelo Bechara, consultor jurídico do Ministério das Comunicações. É verdade. O que Jader conseguiu, aparentemente, foi abrir uma pequena janela orbital de legalidade e enquanto ela não se fechava habilitou-se a receber os favores. Logo, porém, essa janela se fecharia.

Em menos de seis meses – de julho a dezembro –, Jader conseguiu uma transferência que, em casos comuns, levaria pelo menos três anos. Na operação, o deputado só ganhou. Terá a concessão até 2017. Como retransmissora da Bandeirantes, dona da terceira maior audiência de televisão no Pará, a RBA era avaliada em 30 milhões de reais e faturava 550.000 reais mensais em publicidade – faturamento agora transferido para a Sistema Clube, que não tem cobrador no seu encalço. Os cofres públicos, por seu turno, só perderam no negócio. A dívida de 80 milhões de reais da RBA existe e provavelmente será cobrada. Será paga? Pela lei, não é impossível cobrá-la, mas o caminho ficou tortuoso. O histórico da RBA não recomenda muito otimismo. A biografia de seu deputado-proprietário e a silenciosa rapidez com que o negócio foi concretizado também são sinais desanimadores.

Há quase duas décadas a RBA vem construindo um reincidente currículo de calotes. Em 2002, chegou a aderir ao Refis, programa de parcelamento de débitos da Receita, mas não cumpriu o acordo e foi excluída do programa. Exatamente como fez agora... de novo. Além disso, desde agosto do ano passado, as empresas de Jader – incluindo a RBA – estão com bens bloqueados por ordem judicial. O bloqueio é preventivo. Afinal, Jader é acusado de promover um desvio milionário na Sudam, a velha autarquia do desenvolvimento na Amazônia. Se for condenado a devolver os recursos surrupiados, o bloqueio de bens de suas empresas garantirá que o pagamento será feito. A clara facilidade que o deputado-empresário teve de resolver seus problemas societários, mesmo sob o peso de dívidas não pagas com a União e mesmo com seus bens judicialmente bloqueados, é de difícil explicação. Pela lei, bloqueio de bens, por si só, pode constituir um impedimento à transferência da concessão de TV.

Há seis anos, Jader Barbalho teve de renunciar ao seu mandato de senador para fugir da cassação e chegou a ficar onze horas na prisão, investigado por desvios na Sudam. No afã de ter o PMDB sob suas asas, o governo ignorou esse passado. Lula chegou a beijar a mão de Jader Barbalho em um comício em Belém em setembro último. Num jantar com 200 peemedebistas, realizado na quarta-feira passada, ao qual Lula chegou tropeçando nos degraus, o presidente fez elogios públicos ao deputado. "Qual era o progressista deste país que, em 1978, não votava em Jader Barbalho para deputado federal no estado do Pará?", exaltou o presidente. Em nome do outro passado de Jader – o financeiro –, o procurador Rômulo Conrado, do Distrito Federal, vai ajuizar uma ação civil pública contra a União e as empresas do deputado com o objetivo de anular o decreto presidencial que autorizou a transferência da TV. Apoios de incorrigíveis custam caro, presidente. Muito caro.

Otavio Cardoso

Sede da RBA, em Belém: a empresa deve 80 milhões, mas agora não tem mais televisão

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In debts. Now he has the TV, but not the debts

One of the exponents of PMDB, party that walks in honeymoon with the government, the incorrigible deputy Jader Barbalho, it received what it can be a presentaço of 80 million government's reals. In its facade, everything seems if summarize to a simple rearrumação partner, followed by a prosaic transfer of a television concession of a company for another, so as to adapt everything to the legislation. Examined in the details, the business is a strong suggestion that the government it let succumb for files scamps with the goal of favoring the new ally.

The outcome gave on the 21st Last December, when president Lula signed a decree authorizing that Jader transferred its Net concession Bandeirantes in Pará. The concession belonged to a company bogged in debts with the Treasury, RBA. Very well, she was transferred to a properly improved company, for Pará's System Club. RBA has a monumental debt with the Union. It owes 82,4 million reals to the Federal Revenue, to INSS and to the warranty fund. Even so, it got official authorization to liberate itself of a TV concession, your main patrimony, that was to stop in the comfort of an improved company. RBA, now without television, goes be certainly charged by their debts close to the Union, but, as does not have capital to liquidate them, the account is going to be hanging. With the word the attorney Rômulo Moreira Conrado, of the Republic Procuracy in Distrito Federal, who examines the case: "Certainly, everything was done so that the radio station continues operating without paying her debts".

The first operation step "Presentaço for Jader" it started in July last year, when the Communications minister, the also peemedebista Costa Hélio, it asked to the Chamber of deputies Science and Technology Commission that returned to the government all the 225 radio and TV concessions that were under its analysis. Among them it was RBA de Jader's Concession. Meanwhile it occurred, the incorrigible deputy cared for of associating itself to the System Club. Last October Jader proceeded representing as one of the owners of the new and improved company, together with its former-woman, deputy Elcione Barbalho, and your children Helder and Jader. In November, with Lula in Nigeria, fit to the vice José Alencar sign the dispatch authorizing the System Club alteration partner. The second step was given. Now, it lacked find a way in the monumental menu of debts of RBA.

RBA paid some debts and, for the other, adhered to a parcelamento special close to the Federal Revenue. With that, it obtained the certificate of good necessary behavior so that the TV transfer was effected. For all the effects, it treated-if, therefore, of a suitable company and interested in regularize its situation before the Public treasury. Hitherto anything to repair and, without this constituted any illegality, December on the 21st Lula signed the decree authorizing the TV transfer of RBA for for System Club. What occurred then it is awful.

Last week, SEE it had access to RBA's cadastral data close to the Union. By March, the company debt was superior to 80 million reals. Only in the Revenue, it reached 59,5 million reals in income tax, PIS, Cofins, Ipi and import rates. "When we authorize the transfer, the company presented all the necessary documents. If she stopped paying after, cannot do anything", tells Marcelo Bechara, juridical consultant of the Communications Department. It is true. What Jader got, apparently, was to open a small orbital window of legality and while she did not close enabled to receive the favors. Soon, however, this window would close.

In less than six months – of july by July –, Jader got a transfer that, in common cases, would carry at least three years. In the operation, the deputy only won. It will have the concession up to 2017. Like Bandeirantes' Retransmitter, lady of the third largest television audience in Pará, RBA was evaluated in 30 million reals and made money 550.000 monthly reals in publicity – revenue now transferred for for System Club, that does not have collector in his pursuit. The public chests, for your turn, only lost in the business. The debt of 80 million RBA's Reals exists and probably will be charged. Will it be paid? By the law, is not impossible snake her, but the way was tortuous. The historical of RBA does not recommend much optimism. Your deputy-owner's biography and the silent rapidity with which the business was also formalized are discouraging signals.

There are almost two decades RBA comes building a swindles recurrent curriculum. In 2002, it ended up to adhering to Refills, debits parcelamento program of the Revenue, but did not accomplish the agreement and was excluded from the program. Exactly as it did now... Again. Moreover, since August last year, Jader's Companies – including RBA – are with goods blocked by judicial order. The blockade is preventive. After all, Jader is accused of promoting a millionaire deviation in Sudam, the development old autarchy in Amazônia. If you are convicted to return the pilfered resources, the goods blockade of their companies will guarantee that the payment will be done. The clear easiness that the deputy-business man had to solve his problems partners, even under the debts weight not paid with the Union and same with your judicially blocked goods, is of difficult explanation. By the law, goods blockade, by itself, can constitute an impediment to the TV concession transfer.

Six years ago, Jader Barbalho had to renounce from his senator's mandate to run away from the ban and ended up to staying eleven hours in prison, investigated by deviations in Sudam. In the anxiety of having PMDB under his wings, the government ignored that past. Lula ended up to kissing the hand of Jader Barbalho in an assembly in Belém in last September. In a dinner with 200 peemedebistas, accomplished Last Wednesday, to which Lula arrived stumbling in the steps, the president did public praises to the deputy. "What was the progressist of this country that, in 1978, did not it vote in Jader Barbalho for federal deputy in Pará's State?", It exhilarated the president. On behalf of other Jader's Past – the financier –, the attorney Rômulo Conrado, of Distrito Federal, is going to judge a public civil action against the Union and deputy's companies with the goal of annuling the presidential decree that authorized the TV transfer. Supports from incorrigible cost expensive, president. Very expensive.

Amizade! Sincera...

...Será?

Nunca se esqueçam disto: para Lula, Jader e Quercia são homens honrados

Blog do Reinaldo Azevedo













































O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não só deu esperanças ao PMDB de que poderá indicar o candidato à sua sucessão, como fez afagos nos principais nomes do partido durante o jantar de anteontem com 183 peemedebistas. Lula disse que o deputado Jader Barbalho (PA) e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), “são exemplos de pessoas progressistas que foram injustiçadas no processo político”.

Jader chegou a ser preso pela Polícia Federal, acusado de desvio de dinheiro público; Jucá responde a processo sob acusação de oferecer fazendas fantasmas como garantia para empréstimo. “Jader, por exemplo, é um injustiçado. Todo mundo sabe que foi um dos mais destacados parlamentares do PMDB autêntico, o quanto foi importante para a conquista da democracia”, disse Lula. “Quem no Pará não votou em Jader em 1974?” Voltando-se para Jucá, afirmou: “Passei por momentos muito difíceis no primeiro mandato. Por isso sei, Romero, o que você passou. Meus adversários foram implacáveis, cruéis.” O senador José Sarney (AP) recebeu carinho especial. “Sarney me apóia desde a campanha de 2002. É o único ex-presidente que se comporta como ex-presidente.” A administração de Orestes Quércia no governo de São Paulo foi qualificada de “altamente desenvolvimentista”.

Para ler todo o poster, clique aqui>>

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Friendship! Sincere...

...Will it be?

Never we forget about of this: For Lula, Jader and Quercia are honest men

Blog do Reinaldo Azevedo

President Luiz Inácio Lula da Silva not only gave hope to PMDB that it will be able to indicate the candidate to his succession, as it did caress in the party main names during dinner of the day before yesterday with 183 peemedebistas. Lula said that deputy Jader Barbalho (PA) and the government leader in the Senate, Romero Jucá (RR), “are people's progressive examples that were injustice victims in the political process”.

Jader ended up to being arrested by the Federal Police, accused of deviation of public money; Jucá answers for process under accusation of offering farms ghosts as warranty for loan. “Jader, for example, is an injustice victim. Everybody knows that it was one of the most PMDB's Parliamentary authentic Highlighted, the how much was important for the democracy conquest”, said Lula. “Who in the Pará did not vote in Jader in 1974?” Coming back itself for Jucá, stated: “I passed by very difficult moments in the first mandate. Because of this I know, Romero, what you passed. My opponents were implacable, cruel.” Senator José Sarney (AP) received special fondness. “Sarney have supported me since the campaign of 2002. It is the only former-president that if floodgate as former-president.” Orestes Quércia's Administration in the government of São Paulo was qualified of “highly desenvolvimentista”.

To read the whole poster, click here>>

Parlamentares contra os vetos à Sudam e Sudene

Acompanhe a articulação para derrubar os vetos presidencial aos projetos de recriação da Sudam e da Sudene. Leia aqui>>

Mais assim...!

Assim como uma rosa é uma rosa é uma rosa, um processo é um processo é um processo

Blog dos Blogs

O futuro diretor de Política Monetária do Banco Central, Mário Gomes Torós, já foi alvo de processo na Comissão de Valores Mobiliários. Como vice-presidente do banco Santander, foi acusado de manipulação de preços, junto com outro executivo da instituição. Torós e o colega foram absolvidos. Mas a CVM comprovou que houve a tal manipulação e o banco foi condenado a pagar multa. Confira mais detalhes >>aqui.

Por Tales Faria

100 dias de Governo. Governo?

- O quê o governo fez em cem dias no plano federal?
- O PAC.
- Que PAC?

O diálogo acima tive com um amigo que serve na embaixada de Portugal.

Receita

Se Ana Júlia Carepa, governadora do Pará tivesse a curiosidade de ler a bula da receita da também governadora Yeda Crucius, do Rio Grande do Sul, saberia que combate à marginalidade só se faz com política de Segurança Pública.

Crucius vai continuar mantendo as operações policiais que asseguraram, em três meses, a redução de 17 dos 21 indicadores de criminalidade aferidos pelo governo.

Detalhe. A tucana que governa os gaúchos recebeu o Estado em frangalhos financeiramente. Portanto, não se trata de uma sensação, mas de está disposto para garantir a segurança do povo - dever do Estado. Simples não?

O foco para a Câmara recuperar sua imagem

Reforma política e fim do nepotismo - Chinaglia quer retomar discussão sobre os temas

Jornal da Câmara

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anunciou que vai propor na reunião de líderes, marcada para amanhã, a retomada da discussão em torno da proposta de emenda à Constituição sobre a contratação de parentes no serviço público (PEC 334/96) e a reforma política. No mês passado, ele afirmou que a proposta contra o nepotismo ainda precisa de ajustes antes de ser votada pelo Plenário. O texto original proibia a contratação, para cargos em comissão ou de confiança, de familiares de autoridades até o segundo grau - filhos, pais, avós, netos, irmãos, cunhados, sogros, genros, noras e enteados.

Aprovado em 2005 pela comissão especial que analisou o assunto, o substitutivo do relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), estende a proibição para a contratação de familiares até o terceiro grau, conceito que inclui bisavós, bisnetos, tios e sobrinhos, inclusive sobrinhos dos cônjuges. Os primos, de acordo com a legislação brasileira, são parentes de quarto grau e, portanto, ficam fora da exigência. A PEC, que muda o artigo 37 da Constituição, atinge todas as esferas de governo (federal, estadual ou distrital e municipal) e coíbe também o nepotismo cruzado - nomeações de parentes de uma autoridade por outra, do mesmo Poder ou de outro, mediante reciprocidade.

Reforma política
No caso da reforma política, Chinaglia afirmou que ainda aguarda a apresentação de propostas pelas bancadas. Desde o início do ano, líderes de vários partidos têm discutido informalmente um acordo para permitir a votação da reforma. Uma das propostas é fatiar as mudanças previstas na proposta elaborada pela Comissão Especial da Reforma Política (PL 2679/03). Alguns deputados, no entanto, querem a elaboração de um novo projeto.

Safra recorde

Reportagem do Jornal do Comércio (RJ) aqui>> O Brasil produzirá um volume recorde de 131,1 milhões de toneladas de grãos na atual safra 2006/2007, de acordo com a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O volume será 8,6% superior às 120,77 milhões de toneladas colhidas na safra passada e 6,4% maior que o recorde anterior, de 123,2 milhões de toneladas, obtido em 2002/2003. A maior safra brasileira de grãos será obtida, no entanto, em uma área plantada 2,9% menor do que na safra passada - redução de 47,32 milhões de hectares para 45,97 milhões de hectares - o que indica aumento da produtividade.

Congresso Nacional e a Reforma Política

Não dá mais para esperar. A Reforma Política tem que ser focado pelo Congresso Nacional como sua principal prioridade.

Veja detalhes aqui.

Sem "Vara"

Advogada evangélica se recusa a entrar na vara

Do Biscoito Fino e a Massa


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Só cresce

120 mil novos blogs sao criados a cada dia, diz Technorati (15:00)

Em seu relatorio 'The State of the Live Web', divulgado hoje, o Technorati informa que está restreando 70 milhoes de blogs e vê 120 mil novos blogs sendo criados a cada dia em todo o mundo. Sao cerca de 1,4 blog por segundo por dia. Segundo o relatorio, embora haja tendência de piques de publicaçao durante momentos de crises mundiais importantes, o ritmo de postagem está crescendo mais devagar. Atualmente sao cerca de 1,5 milhao de posts por dia - ou 17 a cada segundo. Há 6 meses, o numero era de 1,3 milhao por dia ou 15 por segundo. O japonês lidera entre os idiomas com 37% dos posts. O inglês está em 2o com 36%. O portugues aparece com apenas 2%. Segundo a pesquisa, um numero signficativo de pessoas que estao blogando fazem isso em horario de trabalho. Leia a integra do relatorio >>aqui (em inglês). Outras sobre numeros da internet leia >> aqui (em português) .


muse - butterflies and hurricanes

A vida é isso. Borboletas e furacões. Aqueles que souberem equilibrar essas forças, serão eleitos no leito da paz interior.
Muse. Ótima banda, já apresentada aqui no Pelos Corredores do Planalto.

Governadora não atende repórter encrenqueiro

No auge da campanha política que alçou a até então senadora Ana Júlia Carepa ao mandato de Governadora do Estado do Pará. Este blog enviou reiterado pedido de reportagem.

Um dia antes havia entrevistado um Ministro de Estado e dois executivos de ponta do setor madeireiro para matéria que publiquei em jornais da Amazônia.

A pauta fora enviada. Nunca recebí resposta.

Assim operam, e essa história estou caduco de assistir, políticos que só atendem reporterezinhos puxa-sacos.

Contratação de cabeleireira e passeios de jatinhos foram duas das maiores realizações do Governo. Assim a Imprensa paraense tem noticiado. O que mais nos aguarda?

Tá mal o Pará.

Digo mais. O suplício só começou. Portanto, governadora, reze bastante nessa Páscoa para que seu governo decole. E se foi de seu mando a desumanidade com sua ex-colaborada, peça perdão, Cristo certamente à perdoará, pois, do contrário, a história é implacável com tiranos de qualquer quilate e a vida é curta demais, dando muitas dobras o Poder.

Uma boa Páscoa aos paraenses.

Restrospectiva: Um ano do "Pelos Corredores do Planalto"

Algumas das matérias mais lidas neste primeiro ano de vida. Clique nas frases sublinhadas e confira os textos na íntegra.

Se bobear Almir perderá as eleições

Carajás: O Brasil quer este Estado no mapa

Recomendo: Como ele é atual

A volta

Aloprado do Pê Tê paraense é cassado

Não são só paulistas e matogrossenses que fazem escola como "aloprados " na política do "tudo prá nóis a qualquer custo".

O TRE-PA acaba de afastar um aplicado aluno do Pê Tê nesta arte vergonhosa da política nacional.

Leiam em matéria exclusiva do jornal Correiro do Tocantins, de Marabá (PA).

TSE cassa prefeito Zezão e presidente da Câmara assume

Paizim é o prefeito interino

Embora esteja ciente da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o prefeito de Nova Ipixuna, José Pereira de Almeida, o Zezão (PT), só vai repassar o cargo ao presidente da Câmara, Raimundo Lisboa da Silva, o Raimundo Paizim, depois de receber a notificação oficial. O TSE não tomou conhecimento de recurso (agravo de instrumento) impetrado pelos advogados de Zezão, confirmando procedente uma ação movida contra ele pelos adversários políticos, depois da eleição de 2004. A decisão foi divulgada ontem (3) no Diário Oficial da União.

Em 6 de julho do ano passado, o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por unanimidade (seis a zero), havia determinado a perda do mandato do prefeito de Nova Ipixuna, acusado de prática de conduta vedada pelo Art. 73 da lei 9.504/97 (uso de servidor público em campanha eleitoral), pela utilização de um servidor público em sua campanha: um secretário municipal chegou a assinar uma ata da Justiça Eleitoral, como representante da coligação, às 11 horas da manhã, ou seja, em pleno horário de expediente. Leia mais aqui>>

Documentário expõe fraude do aquecimento global

22/mar/07 (AER) - No último dia 8 de março, o Canal 4 da televisão britânica levou o documentário “A grande fraude do aquecimento global” (The Great Global Warming Swindle). Dirigido pelo Martin Durkin, o documentário é uma das mais devastadoras denúncias já feitas sobre a falta de base científica do catastrofismo que tem caracterizado as discussões sobre as mudanças climáticas e os temas ambientais em geral.

Contando com a participação de cientistas de escol, o filme deixa claro que as variações de temperatura observadas desde meados do século XIX são perfeitamente compatíveis com os ciclos naturais registrados ao longo da história do planeta. Durkin está satisfeito e otimista com a enorme repercussão do trabalho, que tem sido apontado como um poderoso contraponto ao documentário sensacionalista Uma verdade inconveniente, protagonizado pelo ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore (cuja versão em livro acaba de ser publicada no Brasil pela Editora Manole).

Segundo ele, “você pode ver os problemas com a ciência do aquecimento global, mas as pessoas simplesmente não acreditam em você – levou dez anos para conseguir realizar isso. Mas eu acho que ele irá passar à história como o primeiro capítulo de uma nova era do relacionamento entre os cientistas e a sociedade. Hoje, os cientistas legítimos – gente com qualificações – são os bandidos”.

Um dos cientistas entrevistados, o paleoclimatologista canadense Ian Clark, mostra que, ao contrário do que sugere a tese catastrofista, os períodos de aquecimento na história da Terra antecedem em cerca de oito séculos os aumentos da concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Embora os recentes aumentos no CO2 atmosférico sejam de origem antropogênica, ele afirma que não há qualquer evidência de que eles sejam responsáveis pelos aumentos de temperatura.

Outros cientistas ressaltaram que a maior parte do aquecimento recente ocorreu antes de 1940, antes da grande expansão econômica do pós-guerra, período em que as temperaturas estavam caindo, só voltando a subir na segunda metade da década de 1970.

O Prof. Paul Reiter, do Instituto Pasteur de Paris, uma das maiores autoridades mundiais em doenças transmitidas por insetos, faz uma grave acusação contra o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), afirmando que o último relatório do órgão não representava qualquer consenso entre os 2.500 cientistas listados pelo órgão e foi finalizado por representantes de governos que investiram bilhões de dólares para financiar as pesquisas favoráveis ao cenário catastrofista. Juntamente com vários outros cientistas, Reiter renunciou ao IPCC por conta das práticas questionáveis do órgão.

O documentário faz uma dura crítica aos esforços para reduzir as emissões de CO2 em países africanos, em que a queima de lenha dentro de casa está provocando cânceres e doenças pulmonares em milhões de pessoas, uma vez que os governos estão sendo incentivados a usar fontes energéticas “alternativas”, como cataventos e painéis solares, que são incapazes de fornecer eletricidade na escala proporcionada por usinas termelétricas a carvão ou óleo combustível.

O filme encerra com as palavras de Patrick Moore, que, ironicamente, foi um dos fundadores do Greenpeace, mas deixou o movimento ambientalista desgostoso com os seus rumos: “O movimento ambientalista se transformou na força mais poderosa existente para evitar o desenvolvimento nos países em desenvolvimento... Eu acho que posso chamá-los legitimamente de ‘anti-humanos’.”

“A grande fraude” já está circulando amplamente na Europa em formato DVD, mas, enquanto não chega ao Brasil, pode ser apreciado na Internet.

Comissão do Trabalho aprova escola técnica em Marabá

Trabalho aprova escolas técnicas em sete estados e no DF

Ag. Câmara

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, em 28 de março, o Projeto de Lei 7268/06, do Poder Executivo, que cria as escolas técnicas federais do Acre, do Amapá, do Mato Grosso do Sul e de Canoas (RS); e as escolas agrotécnicas de Brasília, de Marabá (PA), de Nova Andradina (MS) e de São Raimundo das Mangabeiras (MA). A proposta também modifica o nome da Escola Técnica Federal de Porto Velho, que passará a se chamar Escola Técnica Federal de Rondônia. As entidades serão autarquias vinculadas ao Ministério da Educação.


Para garantir o funcionamento dessas escolas, o projeto cria 450 cargos de professor nos ensinos fundamental e médio; 360 cargos de técnicos-administrativos em educação de nível intermediário e 225 de nível superior; além de 100 cargos de direção e de 135 funções gratificadas.

O relator, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), recomendou a aprovação do projeto. "A matéria corresponde ao esforço governamental no sentido de priorizar a educação. Apesar do relevante papel desempenhado pelos estados e municípios nessa área, não há dúvida de que a União também pode e deve atuar com desenvoltura no âmbito do ensino de nível médio, em especial no profissionalizante", afirmou.

O relator argumenta que as emendas que foram rejeitadas "não acrescentam à discussão da matéria argumentos suficientes para justificar a implantação das escolas que pretendem incluir no projeto". Além disso, segundo o parlamentar, exigem aumento de despesa, o que poderia levar à inconstitucionalidade na Comissão de Constituição e Justiça.

Outra alteração proposta pelo relator foi a mudança da denominação da escola técnica que deve ser instalada no Distrito Federal. O nome passa de Escola Agrotécnica Federal de Brasília para Escola Técnica Federal de Brasília. "A modificação faz parte da intenção do governo federal de instalar uma escola técnica em cada cidade pólo do País. Se fosse mantida a redação original, Brasília passaria a ser a única capital a não contar com uma Escola Técnica Federal".

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Estado ameaça fechar pólo siderúrgico de Marabá

Para deixar bem claro quem manda, o Governo do Pará acaba de dar um presente de grego à Marabá, com direito a Comando da PM e tudo, na véspera de seus 94 anos de emancipação político administrativa ao ameaça fechar todas as siderúrgicas de Marabá.

Dez empresas que produzem ferro gusa, em Marabá, estão ameaçadas de fechamendo pelo governo do Estado, outras duas ainda nem inauguraram.

O governo paraense alega que as empresas não têm como comprovar a origem da biomassa utilizada na produção de carvão vegetal que abastece seus alto-fornos. A irregualridade, segundo nota do governo, foi constatada na vistoria técnica realizada em 17 siderúrgicas, no período de 19 a 28 de março.

O resultado da operação foi divulgado nesta quarta-feira, 4, em entrevista coletiva, no município de Marabá, a 450 km de Belém. Participaram da coletiva os secretários da Fazenda, José Raimundo Nonato; do Meio Ambiente, Valmir Ortega; e da Indústria e Comércio, Maurílio Monteiro; o Chefe do Estado Maior da PM, Coronel Osmar; e o comandante da PM de Marabá, Coronel Cruz.

A vistoria técnica nas guseiras constatou que o número de empregos gerados pelo setor, e que foi informado aos técnicos do governo estadual, são conflitantes com os dados da Secretaria de Indústria e Comércio. "Foram solicitados das empresas novos documentos, vamos analisá-los e, a partir dos dados coletados nas vistorias e das informações complementares, serão elaborados laudos técnicos que embasarão decisões sobre eventuais sanções no que se refere à concessão de incentivos", disse o secretário Maurílio Monteiro.

A origem do carvão vegetal, matéria prima da indústria siderúrgica, também foi alvo da vistoria técnica. Segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, o setor não dispõe de reserva florestal para suprir a produção de carvão, o que contraria a lei ambiental. "Nós estamos revendo o licenciamento ambiental das indústrias. O que queremos é que haja oferta de carvão legal. Isso garante o trabalho das guseiras e respeito ao meio ambiente", declarou Valmir Ortega.

A ameaça é o que os técnicos do Ministério do Meio Ambiente, do setor de fiscalização do Ibama chamam de "freio de arrumação". O popular "ou vai, ou racha".

Giovanni convida deputados para conhecer o Carajás






















Deputado Federal Giovanni Queiroz parabeniza o aniversário de 94 anos de Marabá na Tribuna da Câmara dos Deputados.

Considere como lido pronunciamento sobre a cidade de Marabá, que faz 94 anos amanhã.

Não podemos deixar de homenagear os jovens, homens e mulheres, que lá vivem, mas não nos podemos esquecer dos pioneiros, que adentraram por aquela mata com o objetivo de construir suas vidas e verdadeiramente integrar a Amazônia ao Brasil.

Aproveito para convidar meus pares para conhecer Marabá, a cidade mais importante do sul-sudeste paraense, a quarta maior do Estado, com mais de 200 mil habitantes. Queremos transformar aquele que é o maior pólo mineral do mundo, por que não, no maior parque industrial do mundo? Depende dos Srs. Parlamentares, empresários e industriais nos ajudarem a construir e integrar aquela região ao mapa do Brasil.

A geopolítica da Amazônia precisa ser revista. Temos proposta que tramita na Casa que solicita autorização plebiscitária para criar o Estado de Carajás. O Pará tem 1,248 milhão quilômetros quadrados — 70 vezes maior que Sergipe e 40 vezes maior que Alagoas — é quase um continente.

Sr. Presidente, convido V.Exa. e todos os Deputados para conhecer Marabá e, quem sabe, nos ajudar a construir mais um pouco do Brasil.

Muito obrigado.

(PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO GABINETE)
O SR. GIOVANNI QUEIROZ (Bloco/PDT-PA. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o meu pronunciamento é uma homenagem que faço aos 94 anos do Município de Marabá.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, como não teremos sessão no dia de amanhã, não poderia de deixar de registrar na Tribuna desta Casa o transcurso comemorativo de 94 anos de emancipação político-administrativa do Município de Marabá, a mais importante cidade do Sul do Pará.

De viva voz, gostaria de parabenizar o bravo povo marabaense, na pessoa do Prefeito Sebastião Miranda Filho, e seu Vice-Prefeito, o jovem e dinâmico empresário Ítalo Ipojucan, companheiro de lutas do nosso glorioso PDT.

Marabá começou a ser povoada em 1894, quando chegou à região o Coronel Carlos Leitão e fundou uma colônia agrícola próximo ao Rio Tocantins. Em 1898 seus habitantes construíram um Barracão Comercial que chamaram de Marabá.

Emancipada em 1913, Marabá passou por vários ciclos que sustentam sua economia até os dias de hoje. Começa com o ciclo da borracha, depois torna-se o maior exportador de castanha-do-pará do mundo até chegar ao ciclo mineral.

O desenvolvimento acelerado sempre se identificou com aquela rica região. Hoje, como principal pólo Siderúrgico do norte-nordeste brasileiro, Marabá tem a responsabilidade de dirigir com inexcedível espírito público, os desígnios e anseios populares que resultam em melhor qualidade de vida, emprego e renda.

Seu desafio maior será ser capaz de fazer da matéria bruta do minério de ferro e outros explorados na Província Mineral de Carajás o produto com maior valor agregado. A instalação de aciarias, montadoras, fábricas de autopeças se faz necessário, com a devida escala para que haja competitividade desses produtos no mercado globalizado.

Minha homenagem traduz a admiração e o respeito de que são merecedores todo os marabaenses que, com a riqueza do trabalho, da inteligência e a vontade obstinada de vencer, oferecem-nos quotidianamente o testemunho emocionante, a par desse inegável sucesso, e busca da cidadania plena a que todos os povos têm direito.

Recebam, pois, todos os marabaenses os parabéns desta Câmara dos Deputados, pelo dia em que lhes prestamos as homenagens de que são merecedores.

Muito obrigado.

Deputados homenageiam 94 anos de Marabá

Deputado Federal Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA)
Hoje é um dia muito importante para todos nós, paraenses, em especial para o povo do Município de Marabá, em que Marabá completa 94 anos de emancipação política e administrativa.

Marabá é referência não só no Estado do Pará, mas também em todo o Brasil, como um município pujante na sua economia, que tem uma característica toda especial na sua cultura e no seu dinamismo.

O nosso município abriga gente de todos os rincões do País. Aliás, poder-se-ia dizer que Marabá é a síntese do Brasil. Paranaenses, gaúchos, capixabas, nordestinos, mineiros, paulistas, goianos foram para nossa terra nos ajudar a crescer e a desenvolver nosso município.

Marabá sofreu uma enorme explosão demográfica. Foram criados vários bairros, aumentando, significativamente, sua população, tais como, Cidade Nova, São Félix, Nova Marabá e Marabá Pioneira, que se integraram aos outros bairros, como Morada Nova, Santa Rosa, Amapá e Cabelo Seco. Enfim, há tantos outros bairros pujantes, como o Novo Horizonte e Liberdade, que fazem de Marabá uma referência não apenas para o Pará, mas também para todo o Brasil.

Falo da Marabá das belezas naturais, da Marabá da Praia do Tucunaré, da Marabá do Rio Tocantins, da Marabá do Rio Itacaiúnas, da Marabá do saudoso Pirucaba, da Marabá da base econômica que começa a contribuir significativamente para a balança comercial do País, da Marabá do distrito industrial, da Marabá da verticalização mineral, da Marabá dos commodities minerais, da Marabá do ferrogusa, da Marabá dos minérios, enfim, da Marabá que passou vários ciclos contribuindo com esta Nação: ciclo da borracha, da castanha, da madeira, do ouro, dos diamantes.

Tudo isso faz de Marabá um município importante e significativo no contexto da Nação.
Mas Marabá, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, precisa ter, por parte do Poder Público, quer seja estadual, quer seja federal, uma contribuição e o reconhecimento da importância que tem no contexto desse desenvolvimento. É preciso que se olhe com bastante atenção as dificuldades de se implantarem projetos em áreas distantes da Capital brasileira e as diversidades regionais.

Marabá precisa, para o seu desenvolvimento, de projetos infra-estruturais, que alavanquem a cultura. Temos o Festival da Canção Marabaense, a Feira da Indústria e do Comércio, o Maraluar, que é uma beleza, um ícone dentro do projeto cultural do País, mas Marabá precisa, principalmente, de uma atenção para a educação. Sras. e Srs. Deputados, viemos à tribuna pedir a V.Exas., que representam vários Estados do País, que nos ajudem a aprovar um projeto,que seria um verdadeiro presente para aquela gente, para o nosso Estado e para a Nação: a criação da Universidade Federal do Carajás.

Sabemos, Deputado Paulo Piau, que o seu Estado, por exemplo, tem mais de 10 universidades, exatamente 12. Não mudaremos a situação de um povo, não mudaremos um projeto político, um projeto econômico, um projeto social se não estivermos fincados em um projeto educacional.

Marabá, que já contribuiu tanto e continua contribuindo com a Nação, precisa desse reconhecimento, para que possa cognominar-se Marabá, a cidade universitária do Norte do País. Marabá precisa, enfim, que se dê atenção à verticalização mineral e precisa de profissionais nessa área, como também, na área do agronegócio, uma pujança grande, na área da cultura, da educação, até para a formação de professores, na área das Ciências Exatas, da matemática, da química, da física, para justamente vir ao encontro do que prega o FUNDEB, para que possamos alavancar a cultura através da educação.

Portanto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, volto mais uma vez a pedir encarecidamente a cada uma das senhoras, a cada um dos senhores, que nos ajudem em um espaço de tempo bem curto, em urgência urgentíssima, a criar a Universidade Federal do Carajás. Estamos fincando ali a futura ponte, a futura pedra do Estado do Carajás, tendo Marabá como Capital. Não tenho dúvida alguma de que o povo haverá de reconhecer essa possibilidade política concreta de desenvolvimento do País.

Sempre repito que nós no Pará temos uma maneira de contribuir com o desenvolvimento do País, é desenvolvendo nosso próprio Estado. Só se desenvolve um Estado desenvolvendo seus municípios.Peço a V.Exa., Sr. Presidente, que insira nos Anais da Casa um documento trazido pela Secretaria de Cultura de Marabá que tem, no seu bojo, o Hino de Marabá. Precisamos realmente fazer-lhe referência, para mostrar que nós, da Amazônia, não somos problemas, somos soluções para o País.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Senador Mozarildo é o relator da criação do Carajás no Senado



O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) foi designado pelo presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, do Senado Federal, senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), como relator do PDS 00052/2007, de autoria do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) que autoriza a criação do Estado do Carajás

Porta-voz diplomata

Diplomata da missão do Brasil na ONU é o novo porta-voz da Presidência

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Antônio Cruz/ABr

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, no Palácio do Planalto, anuciou o novo porta-voz da Presidência da República, o diplomata Marcelo Baumbach, que substitui André Singer

Brasília - O diplomata Marcelo Baumbach, 40 anos, é o novo porta-voz da Presidência da República. Ele substitui André Singer, que solicitou saída do governo. O novo porta-voz foi anunciado na manhã de hoje (4) pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, no Palácio do Planalto.


Em uma breve declaração, o novo porta-voz disse que a tarefa será árdua, mas trabalhará com todo profissionalismo.


"Eu tenho a plena confiança que com colaboração de todos vocês [jornalistas] nós vamos poder desenvolver um bom trabalho e obter aquele que é o nosso objetivo, que é levar ao povo brasileiro uma informação fidedigna, informação de qualidade sobre aquilo que o governo está fazendo", afirmou Baumbach.


Nascido em Porto Alegre, Baumbach é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1990, ingressou no Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores, e começou a carreira de diplomata na Divisão das Nações Unidas do Itamaraty, em 1992. Três anos depois assumiu posto na Delegação Permanente do Brasil nas Nações Unidas, em Genebra.


Participou ainda da Delegação Permanente do Brasil na Associação Latino-Americana de Integração, em Montevidéu, no Uruguai. Desde 2004, integra a Missão Permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Fez parte da equipe brasileira no Conselho de Segurança da organização de 2004 a 2005.

Vejam o custo da gasolina

Circulando pela Internet achei essa pérola.

Beleza de país!

Composição do preço gasolina (reais):
» Gasolina ("A") 800ml (pura, vendida pela Petrobrás) = R$ 0,80
» Álcool Anidro 200 ml (20% misturado à gasolina) = R$ 0,24
TOTAL = R$ 1,04 / Litro
Acrescente:
» CIDE - PIS/COFINS (Imposto Federal) = R$ 0,44
» ICMS (Imposto Estadual) = R$ 0,64
TOTAL DE IMPOSTOS (104% do Preço Bruto) = R$ 1,08

Até aqui: CUSTO + IMPOSTOS = R$ 2,12
Falta ainda:
» LUCRO DA DISTRIBUIDORA (Média por Litro) = R$ 0,08
» FRETE (Média por Litro) = R$ 0,02
» LUCRO DO POSTO (Média por Litro) = R$ 0,25

Finalizando:
Valor do litro na bomba, COM IMPOSTOS = R$ 2,47
Valor do litro na bomba, SEM IMPOSTOS = R$ 1,39

Portanto, se você consome 200 litros de gasolina por mês, o bolo fica dividido assim:
» O dono do carro (otário 01) gasta R$ 494,00
» O dono do posto (otário 02) lucra R$ 50,00
» O dono do caminhão (otário 03) transporta por R$ 4,00
» A PETROBRÁS (ao menos trabalham...) lucra R$ 16,00
» O GOVERNO (nem um pouco otário...) fica com: R$ 216,00

Deveríamos comemorar a "auto-suficiência" em roubo também. Nós produzimos em casa nossos próprios corruptos...

BRASIL: UM PAÍS DE TOLOS!!!

Ineficiência logística causa prejuízo de R$ 3 bilhões por ano

Custo Brasil

Os números foram apresentados durante o Fórum de Logística, em mesa-redonda coordenada pelo presidente da Federação das Empresas de Transportes do Espírito Santo, Luiz Wagner Chieppe.

A região que abrange os Estados do Espírito Santo, Goiás e Minas Gerais perde aproximadamente R$ 3 bilhões por ano em função da ineficiência logística causada pela falta de infra-estrutura. De acordo com o presidente da Federação das Empresas de Transportes do Espírito Santo (Fetransportes), Luiz Wagner Chieppe, esta informação é um dos resultados de um estudo realizado em parceria pela Companhia Vale do Rio Doce e pelos Governos dos três Estados. O dado foi revelado na manhã de hoje, durante debate coordenado por Chieppe, no Segundo Fórum Empresarial de Logística e Infra-Estrutura, que está sendo realizado no Centro de Convenções de Vitória, desde a manhã de hoje, e terminará amanhã.

Chieppe, também coordenador do Conselho de Logística da ONG Espírito Santo em Ação, destacou a importância do Eixo Logístico Centro-Leste para o desenvolvimento dos três Estados que o complexo abrange. Na sua avaliação, a adoção de medidas que promovam adequações às rodovias, às ferrovias e aos portos tornará a região muito competitiva nacional e internacionalmente.

“Para isso, está havendo a união entre os governos dos três Estados, que já assumiram compromisso público neste sentido, bem como das bancadas federais e das Federações de Transportes, da Agricultura e da Indústria, além de empresários dos três Estados”, afirmou. O presidente da Fetransportes ressaltou a contribuição das vocações de cada Estado neste processo: prestação de serviços de comércio exterior (ES), siderurgia (MG) e agronegócio (GO).

Portos

Em relação à questão portuária do Estado, Chieppe enfatizou que o Espírito Santo já é muito competitivo com a estrutura atual, apesar da escassez de investimento público nesta modalidade de transporte. “A atual administração estadual e o anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pelo Governo Federal criaram grande expectativa de aplicação de recursos para melhorar esta infra-estrutura”, afirmou.

Chieppe disse considerar essencial o planejamento de um porto adequado para a movimentação de contêineres no Estado. Ele também frisou a necessidade da realização de obras para atenderem às demandas de transporte relacionadas à produção de grãos do Cerrado e aos negócios do setor de petróleo.

Rodovias


O presidente da Fetransportes revelou expectativa quanto ao plano de investimentos para os próximos anos anunciado pelo Governo para as rodovias estaduais, e destacou também a urgência das obras de duplicação das BRs 101 e 262. “Este traçado está superado”, afirmou, enfatizando a necessidade de o Estado interiorizar seu desenvolvimento.

Na análise de Chieppe, a infra-estrutura logística é um fator decisivo para o crescimento de um País. “A realidade mundial nos mostra que só estão se desenvolvendo as nações que investem nesta área”, afirmou. Gestores do passado nos deixaram uma conta muito alta para pagar: problemas e falta de planejamento. Por isso, hoje precisamos realizar o presente e planejar o futuro ao mesmo tempo”.

A Cultura, o IBGE e o MinC

Publicado no jornal Correio Braziliense, o artigo intitulado "A Cultura, o IBGE e o MinC", denuncia os projetos de mediocrização da cultura brasileira que o MinC vem implantando com base em pesquisa do IBGE (que eu qualifico de estelionato estatístico).


A Cultura, o IBGE e o MinC

* Jorge Antunes (maestro, compositor, professor titular da UnB)

Quando o IBGE inventou nova metodologia para cálculo do PIB, lembrei-me do diferencial delta da Proconsult, que dava a derrota a Brizola nas eleições para governador do Rio em 1982. Presenciamos, recentemente, a abertura do espetáculo do crescimento brasileiro: da noite para o dia pulamos um ponto acima na classificação mundial da economia.

Já há algum tempo o IBGE vem aplicando passes de mágica em seus cálculos. O Ministério da Cultura tem feito uso de dados esdrúxulos do IBGE para implementação de sua política cultural nefasta. A análise das políticas culturais do MinC torna evidente seu objetivo: ampliação dos mercados com vistas à auto-sustentabilidade da prática cultural, para que o Estado abandone de vez o cumprimento ao preceito constitucional de apoio à Cultura.

Só podem ser auto-sustentáveis as práticas culturais de massa em que a cadeia produtiva se sucede num infindável círculo vicioso de exploração capitalista, com o império da mediocridade. A ignorância e a ingenuidade atraem o capital estrangeiro. É isso que interessa ao governo Lula.
Assim, é preciso que se extingam as orquestras sinfônicas, que não se combata o turismo sexual, que se acabem as temporadas de ópera e que se precarize o ensino superior gratuito.

Essa opção política é danosa para a diversificada cultura brasileira, porque os eventos artísticos de pequeno público são exatamente aqueles cujas inovacões estéticas são os alicerces da arte do futuro. A história mostra que obras de arte de pequeno público, feitas por artistas inovadores, tornaram-se rentáveis algumas décadas depois. A Villa-Lobos não bastaria o talento: foi preciso o apoio do governo estadonovista para que, hoje, sua obra pudesse vir a ser a que mais arrecada direitos autorais para o Brasil.

Para abalizar sua política, o MinC impõe nova palavra de ordem nos círculos de artistas: a economia da cultura. Na medida em que são escassos os grupos de artistas organizados, o Minc organiza-os, induzindo e apoiando a montagem de feiras, fóruns e câmaras setoriais onde, impositivamente, o tema é discutido.

Para vender seu peixe, o MinC se apoia em dados do IBGE dizendo que a cultura é o quarto item de consumo das famílias brasileiras e que as atividades culturais já movimentam 7,9% da receita líquida do país.

Quem se debruça nos documentos do IBGE e, em especial, no Sistema de Informações de Indicadores Culturais, se dá conta da grande farsa procosultiana que vem sendo montada para que, definitivamente, se mediocrize a cultura brasileira.

Segundo a mencionada pesquisa do IBGE "as famílias brasileiras gastam em média com cultura R$ 115,50 por mês, dos quais R$ 50,97 com telefonia, seguida pela aquisição de eletrodomésticos ligados à área cultural (R$ 17,25) e atividades de cultura, lazer e festas (R$ 13,82)".

O grande estelionato estatístico se revela ao estudarmos a metodologia do IBGE no trato do fenômeno cultural. As atividades econômicas direta e indiretamente relacionadas à cultura deveriam ser aquelas ligadas aos costumes, ao lazer e às artes. Assim, os itens deveriam estar ligados ao livro, ao rádio, ao vestuário, à televisão, ao teatro, à música, às artes visuais, ao espetáculo, às bibliotecas, aos arquivos, aos museus, ao patrimônio histórico, etc.

Os quadros do IBGE bem esclarecem as razões de tão surpreendentes conclusões. O telefone está lá presente, como item decisivo da economia da cultura. Só agora compreendo porque é difícil implantar-se a proibição de telefones celulares nos presídios. Isso certamente prejudicaria a economia da cultura.

Nas tabelas do IBGE existem outros itens estranhos, relacionados como atividades do setor cultural: computadores, telefones, artefatos para caça, reparação e aluguel de veículos automotores, pesquisa de ciências físicas e supervisão de joalheria.

Para a pesquisa de orçamentos familiares, o IBGE considerou itens também
curiosíssimos: datilografia, casamento, aluguel de cadeira de praia, curso de primeiros socorros, cópia xerox, taxa de instalação de interfone e curso de mecânica em refrigeração.

Estranhei a ausência de um item importante para a economia da cultura: a fabricação de vidro para janelas de automóveis. Somos inúmeros os cidadãos brasileiros que usamos a janela de vidro do carro para nos protegermos dos ataques sonoro-culturais de motoristas. Eu, pelo menos, aciono imediatamente o vidro de meu carro quando, ao lado, outro carro toca um som funkiano em último volume.

Politizou e saiu

RUTH VILELA DEIXA SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO

O GLOBO - 04/04/2007

Criadora da lista suja de exploradores de trabalho escravo, é contra indicações políticas no ministério

Evandro Éboli

BRASÍLIA. Responsável pela criação do Grupo de Fiscalização Móvel e pela lista suja com nomes de empresas e fazendeiros exploradores de trabalho escravo, a auditora fiscal Ruth Vilela pediu demissão do cargo de secretáriade Inspeção do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho. Ela saiu porcausa da nomeação do presidente do PDT, Carlos Lupi, para o ministério.

Insegura em relação à gestão de Lupi e preocupada com a declaração dele de que vai preencher os cargos com indicações políticas, Ruth decidiu deixar asecretaria. Com ela saem seus dois principais assessores: Edgar Brandão, chefe da Divisão de Apoio à Fiscalização Móvel), e Marcelo Gonçalvez.

Servidora do quadro permanente do ministério, no qual entrou por concurso, Ruth voltará para Minas Gerais. Ela ocupou a secretaria pela primeira vez no governo Fernando Henrique, mas deixou o cargo na segunda gestão do ex-presidente por não concordar com a política do ministério. Voltou no primeiro mandato do presidente Lula, quando ele anunciou o Plano Nacional de Erradicação do trabalho escravo, em 2003. Na ocasião, Ruth foi citada e elogiada por Lula. Ontem, ela não quis comentar sua saída.

Em 2005, o governo brasileiro foi citado como exemplo positivo no documento "Uma aliança global contra o trabalho escravo", da Organização Internacionaldo Trabalho (OIT). Entre os países que se destacaram na publicação, Lula foi o único presidente citado. O número de trabalhadores libertados saltou de 6mil, nos oito anos de governo Fernando Henrique, para 23 mil, até o iníciodeste ano.

A coordenadora nacional do Combate ao trabalho escravo da OIT no Brasil, Patricia Audi, elogiou o trabalho de Ruth: - Foi a precursora do grupo móvel e, sob sua gestão na secretaria, o Brasil
alcançou reconhecimento internacional no combate ao trabalho escravo.

A partir do cadastro da lista suja, divulgado a cada seis meses, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) fez descobriu que 70% dessas terras eram ocupadas irregularmente. Fazendeiros foram condenados e, em alguns casos, obrigados a pagar indenização.

O governo não obteve apoio do Congresso à proposta que destina à reforma agrária terras onde há trabalho escravo.

Nota do Blog: Essa senhora quer politizar de maneira irresponsável essa questão. O tempo dirá.
É de interesse dos empresários sérios do setor a erradicação, o mais breve possível do chamado trabalho escravo. Aliás, essa definição não existe na Constituição, é apenas um recurso de marketing para combater uma prática trabalhista absolutamente inaceitável.
A quem cabe definir o que é trabalho escravo é o Congresso Nacional e ele não o fez, simplesmente porque não existe esse ente jurídico.

Novos números da safra brasileira 2006/2007

Conab divulga novos números da safra
Daqui a pouco, às 11h00, sai o resultado atualizado do sétimo levantamento da safra de grãos 2006/07 que será anunciado pelo presidente da Conab, Jacinto Ferreira. A coletiva à imprensa será no edifício-sede da Companhia, aqui em Brasília.

Para atualizar os números da pesquisa, cerca de 70 técnicos estiveram em campo no período de 19 a 23 de março. Eles entrevistaram agricultores, representantes de cooperativas rurais e de órgãos públicos e privados das principais regiões produtoras. A safra atual está estimada em 127,7 milhões/t.

Ajude a eleger o Cristo Redentor


O Cristo Redentor, magnífica estátua que embeleza o Rio de Janeiro, é uma das opções (única brasileira) que o internauta tem disponível para votar nas novas 7 Maravilhas do Mundo.

Para você ajudar a votar no "Cristo Redentor" clique aqui.

Comitê do Orçamento

Foto: Divulgação





















Designado pelo Líder do Bloco do PDT na Câmara dos Deputados, Deputado Miro Teixeira. O Deputado Giovanni Queiroz (foto acima) deve compor o Comitê de Avaliação da Receita do Orçamento Geral da União.

Queiroz é um dos maiores especialista na matéria no Congresso Nacional.

Projeções

Em 2009, estudos do Ministério da Agricultura prevêem que o Porto de Itaqui, em São Luis do Maranhão embarcará 5,6 milhões de toneladas de grãos.

O Governo investirá no PAC R$ 100 milhões naquele Porto.

A iniciativa privada já procurou o Governo Federal e, através de uma PPP, quer construir o Terminal de Grãos no Itaqui.

Amanhã, fiquem atentos, será divulgado pela Conab a nova previsão da safra deste ano. Adianto que em vez de 130 milhões de toneladas, a safra poderá atingir a cifra de 134 milhões de toneladas.

Em 2015, o Brasil produzirá, ainda segundo projeções do Ministério da Agricultura e Abastecimento, algo como 200 milhões de toneladas, sendo que 70 milhões de toneladas serão exportados.

No ano passado foram exportados 26 milhões de toneladas.

Temos 220 milhões de hectares de pastagens e outros cultivos. Se não derrubarmos nenhuma árvore e, em vez disso, investirmos pesado em tecnologia, produziremos 500 milhões de toneladas de grãos em uma década e meia.

O que falta? Vocês podem me responder?

Voltando aos grandes termas nacionais: Dinâmica espacial e rede urbana na Amazônia

Voltaremos a abordar os grandes temas nacionais neste espaço.

Selecionei o artigo "Dinâmica Espacial e Rede Urbana na Amazônia", de Cláudio Antônio G. Egler, professor de Departamento de Geografia da UFRJ. É também Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geografia e pesquisador do CNPq.
Trata-se e um artigo de peso, esclarecedor, informativo, técnico e que resulta aos que tiverem o cuidado de lê-lo, uma radiografia da expansão - em seus diversos matizes - do Centro em direção ao Norte. Imperdível.


Dinâmica espacial e rede urbana na Amazônia

A pavimentação da BR-163 deve ser vista quanto aos seus efeitos na reestruturação da rede urbana regional, na medida em que abre possibilidades de expansão da área de influência de Cuiabá, cujos fluxos de polarização tenderão a se intensificar em direção ao norte ...
A emergência de Cuiabá enquanto centro regional é parte do fortalecimento do papel do eixo
Brasília-Goiânia sobre a rede urbana nacional, projetando sua área de influência sobre o Centro-Oeste e o Norte, disputando diretamente com Belém e Manaus.

Claudio Antonio G. Egler

Dinâmica espacial e rede urbana na Amazônia

Apresentação

A recente concessão da licença prévia pelo IBAMA para as obras de pavimentação da Rodovia BR-163 manifesta uma nova posição do Governo Federal quanto às obras de infraestrutura na Amazônia, onde são explícitos os objetivos de promover o desenvolvimento regional, procurando controlar antecipadamente seus efeitos sobre o meio-ambiente. As obras de pavimentação estão orçadas em R$ 1,1 bilhão e serão realizadas ao longo de 873 quilômetros de extensão: da divisa MT/PA até Rurópolis/PA, perfazendo 784 quilômetros e da divisa MT/PA até Guaratã/MT, com aproximadamente 56 quilômetros; inclui também um trecho da rodovia BR 230/PA, entre o entroncamento da BR 163/PA e o município de Miritituba/PA.

A orientação adotada pelo Ministério da Integração Nacional é coerente com as propostas atuais de avaliação ambiental estratégica, instrumento de planificação adotado pela União Européia, que procura integrar políticas, programas e planos de desenvolvimento. Assim, as obras de pavimentação da Cuiabá-Santarém devem ser consideradas no contexto da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), do Plano Amazônia Sustentável (PAS) e do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável para a Área de Influência da Rodovia BR-163, que envolveu não apenas distintos ministérios, mas também é fruto de diversas audiências públicas com agentes públicos e privados, com vistas a inverter a tendência histórica de que a pavimentação de uma rodovia implantada na Amazônia seja responsável pela aceleração do desmatamento em seu entorno.

As cidades sempre desempenharam um papel importante no desenvolvimento regional, seja como núcleos de acumulação e beneficiamento do excedente agrícola, seja como centros de distribuição de bens e serviços para sua área de influência. Em suma, para a geografia regional são as cidades, através de suas ligações, que formam a armadura da região, que conferem coesão espacial como uma estrutura em rede. Recentemente, um novo aspecto vem sendo destacado quanto ao papel das cidades no desenvolvimento regional, o de "lócus" institucional, isto é, como o ambiente onde se desenvolvem os chamados ‘recursos intangíveis’, tais como capacidade inovativa, a crescente complexidade e sofisticação do trabalho, que forma o potencial social de uma comunidade, e as regras que garantem a confiança entre os agentes e as condições de negociação pactuada, chamadas genericamente de capital social. São esses elementos institucionais que respondem por boa parte da riqueza das nações e das regiões.

A Amazônia no Contexto Nacional

Em 2003, a Amazônia Legal representava 12,1 % da população e correspondia a 7,24 % do PIB nacional. Com um produto per capita de R$ 5.187,85, bastante inferior ao valor médio do Brasil (R$ 8.694,47), embora a economia regional tendesse a revelar um crescimento (80,6%) superior à média nacional (59,8%) entre 1999 e 2003, tanto devido à expansão da fronteira de recursos, como é o caso de Roraima (205,3), como ao adensamento em áreas consolidadas, como é o exemplo de Tocantins (198,9).
Para visualizar melhor os mapas clique em cima da figura.
A tabela 1 mostra que as disparidades nacionais de renda se reproduzem em escala regional, com uma variação bastante pronunciada no PIB per capita entre a porção maranhense (R$ 2.541,61), cujas características são típicas do Nordeste, até o Amazonas (R$ 9.100,31), cujos valores expressam os efeitos da concentração industrial na cidade de Manaus, em conseqüência da renúncia fiscal em sua Zona Franca.


A dinâmica espacial da Amazônia sintetiza tempos e espaços diferenciados e apresenta uma nova forma de mani- festação da questão regional no Brasil. Como apresentado no Plano Amazônia Sustentável, que ressalta a alteração do "padrão secular fundamentado na circulação fluvial e polarizado por Belém", cuja orientação foi modificada radicalmente a partir das "rodovias abertas a partir dos anos cinqüenta, atraindo o povoamento para a terra firme, abrindo grandes clareiras na floresta."

O padrão linear original vem sendo redesenhado por novos eixos de transporte e infra-estrutura ao longo dos quais se concentram os investimentos públicos e privados, os migrantes e os núcleos urbanos, gerando forte pressão sobre o meio ambiente em termos de desmatamentos, queimadas e conflitos fundiários, em faixas de cerca de 100 km de cada margem das estradas.

O adensamento da rede viária e urbana no leste do Pará, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Rondônia, no Arco do Povoamento Adensado, rompe o padrão linear ao longo da borda da floresta. Nesse território está concentrada a parcela mais expressiva da economia regional, à exceção de Belém e seu entorno e da Zona Franca de Manaus. Também concentra o maior número de focos de calor e vasta extensão de terras abandonadas. As novas frentes de expansão são pontas de lança que a partir do grande arco estendem o povoamento em direção ao interior da floresta. Sob o influxo da nova circulação, do mercado de terras e do uso extensivo da terra, a Amazônia se urbanizou, transferindo problemas sociais e ambientais para o meio urbano.

Os problemas urbanos expressam conflitos que tem origem na profunda clivagem nos níveis de renda existentes no território nacional. De um lado, migrantes originários do Rio Grande do Sul ou do Paraná, que adquirem terras para cultivos de soja, milho e arroz e conformam o novo empresariado regional; de outro, trabalhadores rurais provenientes do Nordeste, principalmente do Maranhão, com baixa qualificação profissional, recebem salários irrisórios e temporários para desentocar as terras destinadas aos cultivos com elevados níveis de tecnificação.

A extrema mobilidade da população pobre alimenta o círculo vicioso do desflorestamento, cujos principais vetores são a extração madeireira e a pecuária extensiva. Como mostra o Plano BR-163 Sustentável (pp. 28-29), a exploração florestal é uma atividade realizada de forma predatória e com baixos coeficientes técnicos, em grande parte controlada por capitais mercantis situados nos principais núcleos urbanos conectados à rede rodoviária que demanda ao Sudeste, o maior mercado consumidor mundial de madeiras tropicais. A ineficácia dos mecanismos de controle e o consumo de madeira sem certificação de origem pela indústria da construção civil são estímulos fortes ao corte indiscriminado e a resistência à adoção do manejo sustentável das florestas nativas.

A expansão acelerada da pecuária bovina foi a grande responsável pela abertura de novas terras para uso agropecuário na Amazônia. O Brasil, além de dispor de um grande mercado interno para carnes e derivados, aumentou rapidamente sua participação no mercado mundial, conquistando a liderança no setor. Entretanto, na medida em que conquista posições no competitivo mercado mundial de proteína animal, o Brasil expõe suas fragilidades internas, pois é o único país do mundo que dispõe em seu território de três áreas diferenciadas quanto ao controle da febre aftosa. Vastas extensões da Amazônia e do Nordeste estão incluídas em áreas sujeitas à aftosa, o Centro-Oeste, o Sudeste e boa parte do Sul são consideradas áreas livres da febre com vacinação obrigatória e o Estado de Santa Catarina é declarado como livre da febre sem vacinação.

Até recentemente, a criação de gado era considerada pelos proprietários de terra como um negócio de baixo risco e alta liquidez, além de demandar pouca mão de obra e parcos investimentos, exceto aqueles ligados à formação das pastagens. Hoje, no entanto, a situação está se modificando em função da necessidade de certificação de qualidade dos produtos destinados ao mercado externo, com o agravante de que a disseminação de zoonoses não respeita nem os limites políticos, nem as dimensões do plantel. Assim, um foco de febre aftosa em um pequeno estabelecimento na borda da floresta pode comprometer a produção do rebanho de todo o entorno.

O Estado do Pará é hoje uma síntese dos dilemas vividos pela pecuária bovina brasileira no que diz respeito à contradição entre as exigências de qualidade sanitária do rebanho e os baixos custos das pastagens abertas nas áreas recém desmatadas na Amazônia. Com o quarto plantel nacional, cerca de 20 milhões de cabeças, uma capacidade de processamento anual de cerca de 2 milhões de carcaças em 22 frigoríficos, sendo o quinto Estado que mais abate no Brasil, os produtores paraenses devem se contentar em atender apenas os mercados do Norte e Nordeste, tendo em vista as barreiras sanitárias que impedem a saída de boi em pé e carne com osso para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, onde estão os principais mercados consumidores do produto. Esse mecanismo faz com que a diferença no valor alcançado pela arroba de carne no vizinho Estado de Tocantins, livre de aftosa com vacinação, possa alcançar até o dobro do praticado no Estado do Pará.

A produção de grãos transformou-se em um dos principais vetores de expansão da agricultura brasileira no período recente. A tecnificação dos tratos culturais, com a utilização de sementes melhoradas, aplicação maciça de produtos químicos e mecanização das diversas fases do cultivo foi responsável por importantes ganhos nos rendimentos agrícolas, o que aparentemente permitiria inferir um arrefecimento na voracidade por novas terras, que foi a marca registrada da agropecuária no Brasil desde o final do século XIX. Entretanto, os indicadores da produção agrícola revelam um comportamento bastante diferenciado entre a soja, que se transformou no carro-chefe da agricultura brasileira, e o milho e o arroz, que a seguem na composição do produto do setor.
Os dados da tabela 2 mostram clara claramente que, entre 1995/96 e 2004, houve um expressivo ganho na rentabilidade da produção de milho e arroz, o que explica o aumento da quantidade produzida bem acima da expansão da área colhida. O mesmo não se deu com a soja, que aumentou vigorosamente sua produção graças a uma não menos voraz incorporação de novas terras. A rigidez no coeficiente técnico do cultivo da soja pode ser avaliada pela manutenção praticamente inalterada do rendimento por hectare no período considerado.

A expansão acelerada da área cultivada com soja incidiu diretamente sobre a Amazônia Legal, que hoje responde por cerca de um terço da produção nacional do grão, fortemente concentrada no Estado de Mato Grosso.Conforme aponta o Plano BR-163 Sustentável (pp. 16-17): "a marca dos anos noventa foi a expansão do agronegócio no Cerrado, com destaque para a soja, com grandes grupos econômicos explorando em grande escala esta leguminosa.
A implantação dos projetos agropecuários, a expansão do processo de colonização e a recente expansão da soja geraram uma nova configuração territorial que o Estado está consolidando. Rondonópolis, Sinop, Cáceres, Barra do Garças, Alta Floresta e Tangará da Serra tornaram-se cidades de segunda grandeza, comandadas pela capital Cuiabá, que rapidamente vai-se tornando uma metrópole regional."
Dados recentes sobre a dinâmica do cultivo da soja na Amazônia Legal (Tabela 3) mostram que a expansão da área colhida, embora ainda fortemente concentrada em Mato Grosso, que detém cerca de um quarto da superfície brasileira cultivada com a leguminosa, tende a avançar em outras unidades federativas da Amazônia Legal, espraiando-se a partir do Norte de Mato Grosso em direção aos estados do Pará, Tocantins e Rondônia, e já marcando presença em Roraima, com indicadores de crescimento bastante acelerados, embora com ainda restrita participação no conjunto da produção nacional.
Dinâmica da Estrutura Produtiva Regional

O PAS (pp. 29-33) aponta para a existência na Amazônia de dois principais sistemas de produção agropecuária bem diferenciados: patronal-monocultural e familiar-policultural. Estes sistemas de base agrária se diferenciam nas formas de tratamento do capital natural, na intensidade do uso de capital humano e social e nas proporções de uso do capital físico e do trabalho. O primeiro sistema está associado à gran- de propriedade, ao trabalho assalariado de baixa qualificação e à produção sucessiva, ao longo do tempo, de madeira e gado, muitas vezes seguida de abandono.

A atividade patronal-monocultural expande-se rapidamente. Os baixos preços das matas e as receitas provenientes da venda da madeira delas extraída reduzem o capital inicial necessário à implantação de novos pastos, permitindo rentabilidade atraente. Com o crescimento das áreas desmatadas, avança a plantação de grãos, sobretudo soja e milho. A trajetória de utilização da terra inicia-se com a madeira, prossegue com o gado e termina com pastos degradados ou com a soja. Segundo o PAS, p.29, "tanto no caso do gado, pelo extenso uso da terra, quanto dos grãos, pela utilização intensa de capital mecânico e químico, é baixa a capacidade de agregar renda diretamente e de criar capital humano, por qualificação do trabalhador, ou capital social, por indução à sua organização."

Um outro sistema de produção de base agrária articula a pequena propriedade, o trabalho familiar e a produção diversificada. A produção familiar-policultural na região Norte configura um amplo espectro de sistemas de produção.

A base familiar dessas estruturas, que procuram atender a critérios reprodutivos de segurança alimentar e diferenciação social, lhes propicia grande diversidade, tanto no plano interno aos estabelecimentos, quanto no plano das mesorregiões. Sua evolução tem seguido trajetórias distintas nas diversas regiões. Um esforço de intensificação e diversificação dos sistemas, aos quais foram se agregando diversas culturas permanentes, iniciou-se nos anos oitenta, quando a produção familiar passou a incorporar a pimenta-do-reino e a laranja no Nordeste Paraense, o cacau no Sudoeste Paraense e o café no Leste Rondoniense. Nos anos noventa, essa tendência se fortaleceu por duas trajetórias, uma que internaliza novas culturas exóticas como o maracujá, o coco, a acerola e o abacaxi, e outra que se baseia no adensamento e manejo de ocorrências naturais e em plantio de produtos nativos como o açaí e o cupuaçu. O Nordeste Paraense é importante palco dessa evolução, sendo hoje produtor destacado no cenário nacional de produtos como a pimenta-doreino, o açaí, o maracujá, a acerola e a laranja.
Ao longo da BR-163 novos centros urbanos estão se consolidando, principalmente a partir da área de maior concentração do cultivo de grãos no Estado de Mato Grosso, que corresponde aos municípios polarizados por Sorriso e Sinop, avançando até Guarantã do Norte, já nos limites com o Estado do Pará. Essa zona de transição, conhecida regionalmente como Portal da Amazônia, é palco hoje de conflitos ambientais e agrários que tendem a acentuar-se em médio prazo, considerando a valorização das terras em função da pavimentação da rodovia.
A pecuária extensiva, dominante no Portal da Amazônia, é também um vetor de conflito, pois o sul do Pará ainda é considerado como área contaminada com febre aftosa, podendo comprometer a sanidade do rebanho do estado vizinho. Pecuaristas mato-grossenses estão comprando terras no sul do Pará e procurando estabelecer mecanismos próprios de controle para garantir a qualidade do plantel, inclusive com rastreamento informatizado do rebanho.

A presença de garimpos e da extração predatória de madeiras é também um fator de tensão principalmente na Terra do Meio, uma área de cerca de 8,3 milhões de hectares entre os rios Xingu e Tapajós, no sul do Pará. A recente criação da Estação Ecológica da Terra do Meio é uma tenta tiva de garantir sua preservação, porém a confluência da BR-163 com a BR-230 (Transamazônica) em Itaituba (PA), porto fluvial no rio Tapajós, certamente sofrerá transformações com a pavimentação, apontando no sentido da consolidação dessa cidade como centro regional importante no sul do Pará.

A questão se resume em que a Área de Influência da BR-163 está sendo o cenário onde os dois sistemas produtivos estão entrando em contato direto. É o encontro da Amazônia das Águas com a Amazônia das Terras Firmes. Entretanto, não será no meio rural que esse embate se dará e sim através da dinâmica espacial da rede urbana regional, a figura 1 é bastante ilustrativa desse movimento de peças no intricado tabuleiro de xadrez da Amazônia Legal.

A pavimentação da BR-163 deve ser vista quanto aos seus efeitos na reestruturação da rede urbana regional, na medida em que abre possibilidades de expansão da área de influência de Cuiabá, cujos fluxos de polarização tenderão a se intensificar em direção ao norte, confirmando uma tendência que já foi apontada em diversos estudos anteriores. A emergência de Cuiabá enquanto centro regional é parte do fortalecimento do papel do eixo Brasília-Goiânia sobre a rede urbana nacional, projetando sua área de influência sobre o Centro-Oeste e o Norte, disputando diretamente com Belém e Manaus.

À guisa de conclusão

A Política Nacional de Desenvolvimento Regional é o instrumento principal para gerir o território em busca de maior eqüidade na distribuição dos frutos do desenvolvimento. A resposta aos desafios da gestão democrática do território na Amazônia Legal pode ser inspirada em que: "De certa forma, as políticas urbanas buscam responder igualmente a este campo de preocupações, articulando respostas desde a perspectiva da provisão dos serviços públicos essenciais e da acessibilidade das populações à sua oferta. Por outro lado, a desigual rede de cidades que organiza os sistemas urbanos regionais do Brasil é um dos mais evidentes sinais das enormes desigualdades regionais do país.

Política Urbana e Política Regional explícitas e valorizadas são indispensáveis num país que se quer menos desigual. Desta forma, os espaços não incorporados a contento pela dinâmica capitalista justificam a intervenção do Estado, que objetiva a redução das desigualdades socioeconômicas por meio de criação das condições necessárias ao desenvolvimento das atividades econômicas, inserção digna da população no mercado de trabalho, implantação de infra-estrutura e dos serviços básicos de saúde, educação, dentre outros. O fundamento da Política reside na oportunidade de que se articulem iniciativas de cunho territorial tendo em vista ampliar os níveis de coesão e integração das estruturas socioeconômicas espacialmente distribuídas". (PNDR pp.13 e 14).

Referências
Brasil, Ministério da Integração Nacional. Política Nacional de Desenvolvimento
Regional – PNDR. Brasília, agosto de 2005.
Brasil, Ministério da Integração Nacional, Ministério do Meio Ambiente.
Plano Amazônia Sustentável – PAS. Brasília, maio de 2006.
Brasil, Grupo de Trabalho Interministerial. Plano de Desenvolvimento
Regional Sustentável para a Área de Influência da Rodovia BR-163. 2ª.
Etapa de consultas à Sociedade. Brasília, março de 2005.

XV Encontro sobre o Corredor Centro Norte

Foto:Val-André Mutran















Foi aberto hoje em Brasília (DF), no Auditório Freitas Nobre, no Anexo IV da Câmara dos Deputados, o XV ENCONTRO SOBRE O CORREDOR CENTRO NORTE, promovido pela Agência Desenvolvimento Sustentável do Corredor Centro Norte.

O Deputado Federal Giovanni Queiroz apoiou a realização do evento e disse que:
- O evento que ora se inicia é da mais alta relevância para o incremento da utilização racional e economicamente viável do Intermodal de Transporte no eixo Centro-Oeste – Norte brasileiro.

O Programa de Aceleração do Crescimento, lançado pelo Governo Federal, só será viável com a participação da iniciativa privada, aqui, muito bem representada.

Ao examinarmos o PAC, somente a retomada das obras das Eclusas da Usina Hidrelétrica de Tucuruí foi contemplado. É pouco! Termos que incluir no PAC a conclusão da eclusa da Usina Hidrelétrica de Lageado, no Tocantins e garantirmos a inclusão das obras para a conclusão da hidrovia Teles-Pires-Tapajós.

A navegação dos rios-estradas no Eixo-Centro Norte, é fator de integração nacional e redutor do chamado "Custo Brasil". Apesar de estarmos separados pela Bacia do Xingu. A Teles-Pires é fundamental para o desenvolvimento do Oeste do Estado do Pará.

Essa Casa precisa aprovar o Projeto de Lei 3009/1997, do ex-senador Carlos Patrocínio que determina a construção de Eclusas em nova s Usinas Hidrelétricas e Barragens. Além de um fator econômico, é igualmente, correto do ponto de vista ambiental.

Temos ainda que trabalhar para construção de um Terminal Intermodal abrangendo a s três principais vias de transporte (hidrovia, ferrovia e rodovia) na cidade de Marabá, no sudeste do Pará. Obra estratégica para o desenvolvimento da região norte.

Na medida em que se abrir as possibilidades de expansão da área de influência de Cuiabá, cujos fluxos de polarização tenderão a se intensificar em direção ao norte. As áreas de cultivo de grãos na região já impactam positivamente na economia do país e o avanço das obras da Ferrovia Norte-Sul e sua provável interface com a Estrada de Ferro Carajás.

Certamente, senhoras e senhores, os produtos brasileiros terão competitividade frente a outros mercados.

Desenha-se a implantação efetiva de novos Centros Regionais, incluso o fortalecimento do eixo Goiânia-Brasília, por exemplo, projetando sua área de influência sobre o Centro-Oeste e o Norte, disputando diretamente com Belém-Manaus e Santarém-Macapá.

Portanto, esperamos que o Seminário cumpra seu papel de divulgar e debater o avanço do Corredor e suas vantagens logísticas para o transporte de produtos entre as regiões Centro-Oeste e Norte, com integração aos demais corredores de exportação de comércio internacional.

Parabenizamos a coordenação do evento que chega a sua 15ª edição, contribuindo para o desenvolvimento da última fronteira agrícola do país: a região Norte.

Era o que tinha a dizer e Muito obrigado.


TEMAS ABORDADOS NO SEMINÁRIO

Novos empreendimentos
ABC INCO
COSIPAR
Usinas de álcool e biodiesel
Nova reservas de minério de ferro

O estado da ARTE da infra-estrutura do Corredor
Ferrovia Norte Sul
Licitação da sub-concessão da operação do trecho de Açailândia(MA) a Palmas(TO)
Ramal de Açailândia(MA) a Belém(PA)
Transporte de grãos e o terminal de Araguaina
Hidrovia Tocantins e Araguaia
Eclusas de Tucuruí, Lageado e Estreito
Transporte de minério de ferro e gusa no Rio Tocantins


O PAC para o Corredor Centro Norte
Complexo Portuário de Itaqui
O projeto do Terminal de Grãos (TEGRAN)
Novos investimentos no porto
Porto de Vila do Conde
Investimento em novo píer e dragagem

Rodovias que alimentam o corredor
BR 230 no Maranhão e a 158 no Mato Grosso

Adalberto Tokarski, gerente de desenvolvimento e regulação da navegação interior da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), apresentou uma sinopse de recursos e evoluação do Cerredor Centro Norte.

"A hidrovia Tocantins-Araguaia e seus avanços" foi o tema abordado pelo superintendente da Administração das Hidrovias do Tocantins e Araguaia (Ahitar), Josenir Nascimento.

"Navegação no tocantins, trecho Pedro Afonso (TO) - Estreito (MA)", foi a abordagem do ex-senador Carlos Patrocínio, atualmente Secretário de Representação do Estado do Tocantins.

"Transporte de minério de ferro gusa no Tocantins", foi apresentado pelo superintendente da Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental (Ahimor), Michel Dib Tachy.

"Produção de Biocombustível e grãos no Corredor Centro Norte", foi apresentado por Biramar Nunes de Lima, diretor do Departamento de Infra-Estrutura e Logística do Ministério da Agricultura.

"Armazéns estratégicos no Corredor", por Pedro Beskow, diretor de Operaçãos da Conab.

Projetos de Ramais da Ferrovia Norte Sul", por Gregório Rabelo, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Muito obrigado aos meus amigos

Como expliquei anteriormente, o blog resolveu pregar uma peça comigo e no post em que informo um ano de atividades deste espaço, a caixinha de comentários simplesmente desapareceu.

Com a licença dos amigos, trago à página principal as mensagens de estímulo que "Pelos Corredores do Planalto" recebeu de seus amigos e leitores.
Publico-as pela ordem de chegada na caixa postal.

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Mestre, parabéns.
Pelo aniversário, pela linda homenagem que voce fez - ao seu blog e aos seus amigos - e pela pessoa que voce é. Longa vida a todos os homenageados...rs.
Abs
(Juvêncio de Arruda - 5ª Emenda - Economista e publicitário)

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Que festa é essa que vc fecha a porta? Já estive lá, quis deixar um comentário mas não está aceitando. Arruma lá que eu tô doida pra te parabenizar.
Ah, vc não gosta de doces, mas eu gosto, viu?
Vou sair agora, quando eu voltar (se vc já tiver arrumado a caixinha de comentários) deixo um comentário.
Beijos
(Alcinéa Cavalcanti - Blog da Alcinéa Cavalcanti - Jornalista)

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Parabéns amigo
Continue firme, você é um sucesso
Abraços do amigo e admirador
Luciano Guedes - (Médico Veterinário - Pecuarista e Líder Patronal)

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Caro:
Já vi o blog, a mensagem, o coração derramado. Tentei deixar um recado, uns parabéns pelo filho bonito, mas cadê o link de comentários? Deve ter ido por aí, comemorar. Jovem é assim mesmo.
Filho de Corredores do Planalto, Quaradouro manda os seus e os meus amplexos.

Ademir Braz (Quaradouro - Poeta, Jornalista e Advogado)

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Aniversário do blog "Pelos Corredores do Planalto", do Val-Mutran. Lá de Brasília, as notícias correm solta pela net.
Ele ainda nos brinda com elogios. Prá frente, parceiro!

Jubal Cabral Filho (Agonia ou Êxtase - Geólogo)

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Parabéns ao destemido blog Pelos Corredores do Planalto, referência da blogosfera amazônido-brasiliense. E quiça, carajaense, pois a luz no final do túnel do desmembramento tá lá, fosforecente e reluzente.
Parabéns, Val. Vida longa, Mutran.

Jeso Carneiro (Blog do Jeso - Jornalista e Blogueiro)

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Caro Val-André:
A exemplo das dezenas de leitores de seu blog, também tentei deixar comentário, mas não consegui.
Quero aqui parabenizar o confrade, que aliás me encorajou a criar um blog também e pela co-autoria na formatação do danado. Lembro que passávamos horas no msn e no telefone (no seu, de Brasília, e no meu, de Parauapebas), você me instruindo como construir o blog.
Parabéns, Pelos Corredores do Planalto. Continue nos informando através dele.
Um grande abraço:
Waldyr SilvaParauapebas (PA) [Blog do Waldyr Silva - Bacharel em Letras e Artes, Jornalista e Assessor de Comunicação Social]

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Parabés ao amigo Val Mutran:

O sempre bem informado jornalista Val Mutran merece os cumprimentos pelo fato de seu blog PELOS CORREDORES DO PLANALTO estar completando um ano no ar. Frequentador assíduo que sou desse espaço informativo, contenta-me que a gente possa dispor desse blog para interagir. Vida longa ao PELOS CORREDORES DO PLANALTO, amigo.
Jota Parente (Blog do Jota Parente - Publisher do Jornal do Comércio e Jornalista)

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Caro Val, meio atrasado (como sempre) venho te parabenizar pelo primeiro ano do teu rico blog. O meu completou o segundo ano de existência há dois dias, mas nem festejei. Na verdade minhas diversas ocupações não me deixem me dedicar à blogosfera como queria. Inda mais em época de muito trabalhos nos tribunais do júri, minha maior responsabilidade como Diretor de Secretaria da 6ª Vara Penal de Santarém.
Continue com este magnífico corredor, por onde de vez em quando passeio para fazer a ponte com este planalto.
Nós, da planície agradecemos.
Jota Ninos (Jota Ninos - Jornalista e Escrivão)

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O bem redigido e bem informado blog "Pelos Corredores do Planalto" do amigo Val-André Mutran (http://blogdovalmutran.blogspot.com/) completa hoje, 02 de abril, um ano de existência. São poucos os blogs que completam este tempo, as estatísticas mostram que a maioria dos blogs não duram tanto. Que o seu blog esteja cada vez melhor é prova da capacidade do poster em manter o interesse dos visitantes pelos assuntos que aborda, e pela competência e seriedade com que defende seus pontos de vista.O "batriça" Val-André é um daqueles casos interessantes. Pelos contatos na blogosfera nos tornamos amigos de infância, apesar de ele ser de Marabá e eu de Barcarena. Mas só nos encontramos uma vez, rsrsrsrs, e já faz tempo!Mas quando nos revermos, vai ter que me servir um pedaço do bolo da festa, aquele que ficou guardado...

Carlos Kaiath ( NEC PLUS - Advogado, professor e agroa blogueiro)

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Parabéns Val-Andre Mutran pelo excelente blog que mantém. Com ele vc nos deixa bem informado sobre o que acontece nos corredores do Poder.

Dayan Serique (Farol do Tapajós: Luz Sobre os Fatos... - Jornalista)

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Nós aqui, em nosso caótico mundo blogueiro, dispostos a falar sobre Medicina, Política, Cultura e Tecnologia, envoltos neste cipoal traiçoeiro, conseguimos um tempinho para parabenizar o especializado aí.
Um ano é fôlego pra não acabar mais.
Mas história é que não falta.
Abs e parabéns!

Carlos Barreto (Flanar - Médico e professor de new blog´s)

Sumiu!

Justamente no dia do aniversário do blog, o post (abaixo) dando conta em que comemoramos um ano de blogosfera, a caixinha de comentários simplesmente sumiu. Será que o gato comeu!?
Coisas da blogosfera. No entanto, vários amigos e leitores do blog enviaram seus comentários para o e-mail do poster. O que, agradeço comovido, já que há extrema dificuldade de mater os Corredores no "ar".
Obrigado à todos.

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