Em tempos de "apagão aéreo" o caos permanece em compasso de espera em Macapá
É lá, na fronteira Norte, que começa o Brasil na ponta do Oiapoque.
Transformado em Estado junto com seus congêneres: Rondônia, Roraima e Acre na promulgação da Constituinte de 1988, os investimentos despencaram em razão dos cortes de recursos através de transferência direta da União que eram o modelo de então.
Cortes que atingiram em cheio a estrutura aeroportuária do novo Estado. Pior, revelaram péssimos políticos na gestão da coisa pública e eleitos através das urnas.
O aeroporto de Macapá em tempos da metade do século passado, sempre foi o principal elo de ligação do que restou do cordão umbilical que liga o antigo Território ao seu Estado-Mãe: O Pará. A outra são os rios e uma interminável rede de balsas que inviabiliza o incremento dos negócios entres os dois Estados, tornando, portanto, o Amapá, um refém do modal aéreo.
Os jornais e blog's de Macapá destacam que: “as obras do aeroporto de Macapá estão paradas porque o TCU constatou irregularidades na construção com suspeita muito forte de desvio de cerca de 50 milhões de reais e mandou suspender os pagamentos para a empresa, a Gautama, declarada inidônea”. Se pegar esses 50 milhões dá para continuar a construção. Já o superintendente da Infraero no Amapá, Júlio Kenzo afirmou que “a Infraero é uma empresa muito séria”. Então a Gautama também é, e todo mundo está levantando “aleive” - falso testemunho, calúnia, no linguajar amazônico - sobre duas empresas seriíssimas, a pública e a privada. Em tempo: a Infraero está sendo apontada como uma das maiores fontes da corrupção nacional e a Gautama é aquilo que todo mundo está vendo todo dia.
Aguardamos todos, se o Paladino empossado ontem resolverá esse imbróglio que cheira muito mal.
Mais: aguardamos todos se o Estado tem o dinheiro destinado e aprovado no Orçamento Geral da União para a conclusão dessas obras que permite a ponte de Macapá com o restante do país.
- Aliás. Cadê o Sarney heim?
Arrisco um palpite: Muito abalado pela morte do amigão ACM, o senador turista deve está em profunda reflexão, pois que será o próximo da lista para mudar de plano.
- E que seja feita a nossa vontade. Basta!
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Nelson Jobim: O fraudador
O perfil técnico
Não tenho motivo para acreditar num ministro que se confessou fraudador da Constituição, mas me agrada uma coisa que ele falou ontem: “para conduzir o processo (da aviação civil) os nomeados devem ter perfil técnico”. Pronto, descobriram a pólvora. Mesmo que seja Nelson Jobim, a torcida é para que resolva o problema, ainda que todos corramos o risco de acabar virando presidente da República, se der certo.
O perfil técnico II
E para que não fique a impressão de que tenho prevenção contra o Nelson Jobim, leiam o que o Hélio Fernandes escreveu na Tribuna da Imprensa sobre a mesma figura. “Há 48 horas se sabia que Nelson Jobim seria o ministro da Defesa. Tomou posse ontem. Quis ser vice de Lula, chefe da Casa Civil, presidente do PMDB. Perdeu tudo, agora saiu do ostracismo.
O que se pode esperar de um homem que fraudou a Constituição na Comissão de Redação? E depois se orgulhou do fato, revelando-o a todo o País? Redundância geral: "Jobim foi convidado e aceitou". Ha! Ha! Ha! O que é que pode fazer? Derrapar, como sempre”.
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Leiam o que escreveu o colunista Hélio Fernandes na Tribuna da Imprensa sobre a decisão do presidente em substituir Waldir Pires por Nelson Jobim.
Lula teve várias oportunidades para substituir Waldir Pires sem desgastá-lo, o que não queria fazer. Podia ter tido a idéia luminosa quando a embaixada do Brasil em Portugal ficou vaga com a saída de Paes de Andrade. Waldir seria grande embaixador, Lula não percebeu. Continuou desprestigiando o amigo, alimentando o caos, Waldir não era chefe ideal, não tinha comando, gosto ou autoridade.
Pressionado fortemente pela opinião pública, seqüestrado pela imobilidade, obrigado a mudar de qualquer maneira, o presidente Lula, anestesiado pelo tempo em que ficou apático e negligente, teve que resolver às pressas. E como um presidente não pode nem deve ser enjaulado pelos fatos, acabou se movimentando, escolhendo um novo ministro da Defesa.
Imprensado e apressado, indicou, nomeou e empossou um dos mais contraditórios, carreiristas e controversos personagens da vida pública brasileira, Nelson Jobim. Este encenou a farsa da não aceitação. Desde os rumores até à concretização, sabia que ia aceitar.
E curiosamente, de passado altamente duvidoso, derrotado e execrado em todos os cargos pelos quais passou e por todos que não conseguiu conquistar, é rigorosamente O HOMEM CERTO PARA O MOMENTO INCERTO.
1 - Traiu a constituinte e a Constituição, "introduzindo" um princípio que não existia nem foi votado.
2 - Deslumbrado pelos holofotes, mais tarde confessaria a fraude.
3 - Mas já estava no Supremo Tribunal Federal, depois de uma passagem pífia e inútil pelo Ministério da Justiça.
4 - Pelo sistema de rodízio chegou a presidente do Supremo, com atuação desgastante, delirante e decadente.
5 - Agiu sempre diferente de um ministro do Supremo, desagradou a todos.
6 - O movimento de magistrados do seu Estado, o Rio Grande do Sul, liderado perante o Supremo pelo grande advogado Ivan Nunes Ferreira, obrigou Nelson Jobim a se aposentar precocemente do Supremo 11 anos antes do obrigatório.
7 - Ficou vagando pelo espaço (aéreo?), derrotado em todas as ambições (e sua vida é cheia de ambições), não conseguiu ser vice de Lula, chefe da Casa Civil, presidente do PMDB, fortemente apoiado e sustentado por Renan Calheiros. Essa é a sua vida. Vejamos o outro lado.
Sem nenhuma contradição, tendo mostrado o herói sem nenhum caráter, a conclusão seguinte: se alguém tem condições para controlar o caos e o apagão aéreo, não há dúvida que é Nelson Jobim. Por tudo o que representa, pelo comando que tem o ex-ministro da Justiça e ministro aposentado do Supremo, pode colocar ordem no espaço. Se o seu comando tiver que chegar à truculência, na certa que o fará sem qualquer constrangimento.
PS - Como digo no título, Jobim é Nelson sem a importância do almirante que derrotou o gênio Napoleão. Jobim é um Nelson que nem de longe se junta a Mandela, que preso durante 27 anos destruiu o apartheid e o preconceito.
PS 2 - Sendo apenas Jobim, disse que não vai "partidarizar", que seu partido não foi consultado. Mas sabe que ele, pessoalmente, se inseriu no mapa geográfico do futuro. Gagarin disse "a Terra é azul". É o sentimento de Jobim, no momento em que volta ao palco. Se obtiver sucesso de crítica e de público, o Brasil ficará satisfeito.
P.S. do Blog: Não esqueçamos que Nelson Jobim foi nomeado para Ministro, chegando a presidência do Supremo Tribunal Federal pelo imperador Fernando Henrique Cardoso.
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Diário do Pará censura deputado aliado
Você tem toda a razão. Esta baixaria da Ana e do Barata está acabando com os dois.
Isto pobreza de espirito. Por falar nisto, soube de fonte confiável, quando perguntei porque os artigos do Parsifal Pontes não sairam mais no Diario do Pará, que o Jader Filho mandou nao publicar mais o Parsifal porque ele fez um artigo, otimo por sinal, metendo o pau na Vale do Rio Doce e a Vale é a maior anunciante do Diário.
Isto tambem é baixaria e pobreza de espirito do Jader Filho.
Gostaria de ouvir a confirmação do deputado Parsifal sobre o assunto, mesmo porque, até onde sei, o digno e preparadíssimo parlamentar é uma das mais respeitadas lideranças do PMDB paraense.
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Atualizando
Elegante e cortêz como é de seu feitio. O Deputado Estadual Parsifal Pontes envia ao blog os seguintes esclarecimentos:
Olá Val,
Agradeço-lhe as referências e a reprodução do artigo em seu blog: bondades suas a um caboclo de lamparinas que, como você, apenas conseguiu com que alguém enxergasse a chama do querosene.
Lendo o seu blog vi a nota da leitora de Parauapebas.
Não imagino de quem a leitora pode ter recebido esta informação.
É fato que, ao ver publicado no Diário do Pará o meu artigo Riqueza econômica e pobreza social, o Jader Filho comentou comigo que a Vale do Rio Doce o fez saber que achou o artigo injusto. Foi apenas este o comentário sobre o assunto.
Um grande abraço e disponha do amigo.
Parsifal Pontes
O blog agradece e a atenção do deputado.
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A quem interessa o embate entre Barata e Ana Célia?
Aproveitei o tempo de meu pequeno recesso para ler tudo, inclusive o triste embate, que, após demorada e necessária distância do let motiv que alimentou o desande do nível até então mantido pelos dois jornalistas, chegar a alguma opinião.
Penso que cheguei a um ponto aceitável sobre a rusga: é uma aula de como não se pode perder o controle de um blog.
Afinal, a quem interessa o embate entre Barata e Ana Célia?
Em várias passagens do imbóglio, ambos rastejam na vala comum do ódio pessoal, das ofenças gratuítas de contendores que agridem aos leitores que nada têm a haver com tal lamentável disputa.
Nessa disputa que ambos alimentam, sujam a ficha de dois brilhantes profissionais. Dois dos melhores e mais competentes jornalistas do Pará.
O primeiro post desse humilde espaço foi divulgar que Augusto Barata estava novamente na blogosfera. Foi um recado ao mestre Juvêncio de Arruda, solitário editor do 5ª Emenda (conheça-o aqui).
Já Ana Célia Pinheiro, minha relação é, digamos, mais próxima. Participei, sob sua coordenação, da campanha derrotada ao governo do Estado, do ex-vice-governador Hildegardo Nunes.
Por uma série de fatores que não vem ao caso, perdemos a campanha. Fomos derrotados por adversários rasteiros e não éticos. Isso me marcou.
Falta aos dois, portanto, ética, para ter paciência e ponto final.
Um blog é um fenômeno que os dois, talvez, ainda não tenham tido tempo, pois, dilaceram suas reputações e deixam deserdados o que interessa aos seus leitores a razão de nossa profissão: a notícia, a opinião de fontes privilegiadas e checadas. Uma pena tudo isso.
P.S. Tardio.: A propósito Ana. Acabei de linká-la no Corredores.
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Governo do Pará não divulga preços do Festival de Ópera no Teatro que administra
Para completar, diz Florenzano: Abre hoje a bilheteria do Theatro da Paz para o Festival de Ópera. A divulgação é sofrível. Nem no site do Governo do Estado tem alguma informação, sequer o preço dos ingressos. Quem quiser que vá para a fila e descubra lá quanto terá que desembolsar.
Nota do blog: Essa é a (Des) Comunicação do governo Pê Tê no Pará. Não convida aliados políticos para inaugurações nos seus redutos, não responde ofícios, não atende telefones para tratar de assuntos do Estado. Uma belezura esse governo da mudança.
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Lúcio Flávio Pinto pode dirigir Rede TV em Belém
Se o convite for aceito são outros quinhentos. O que interessa é que se for aceito, teremos uma revolução na TV paraense por uma simples razão: Os Miranda têm muito dinheiro e inteligência para dar muito, mas muito trabalho para a concorrência.
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Maraluar: A melhor festa do Pará

A melhor festa caribenha de todo o Estado do Pará realiza-se ininterruptamente há 13 anos. Trata-se do Maraluar, que resume um grande encontro na Praia do Tucunaré, reunindo 20 mil pessoas em toda a extensão do balneário e outras 6 mil na festa em sí.
Filmei tudo com meu irmão e após a edição vou publicar aqui.

É construída todos os anos uma arena de mais ou menos 10 mil metros quadrados, toda cercada e decorada, dotada de um grupo gerador capaz de iluminar uma cidade de 10 mil habitantes.
Este ano o tema foi o glamour dos cabarés marabaenses.

Minha Lúcia Helena Pinheiro (E) e eu, na travessia para a farra.
Algo como 1000 mesas foram vendidas ao preço de R$ 350,00, sendo que uma pequena parcela é distribuída aos veículos de comunicação, autoridades e convidados especiais da líder do Grupo Só da Terra, capitaneado pela vereadora Vanda Américo.

Nosso grupo atravessando em direção à praia

Meu irmão (E) Markus Mutran, diretor-geral da TV Eldorado (SBT-Marabá) e meu sobrinho Caio Leite Pereira (D), estudante de música em Belém
Chegamos à festa às 2 da manhã, após jantar de longo curso no Galego's, na Orla do Rio Tocantins, em Marabá.

Minha querida sogra, Maria Adelaide Pinheiro, from Belém, na travessia rumo ao Maraluar 2007

Minha cunhada Selma Leite Morbach, pronta prá desembarcar no Maraluar 2007

De namorada a tiracolo, Daniel Morbach na travessia
No embarque do barco (foto abaixo) que nos conduziu à Praia, fomos recebidos pela Secretária Municipal de Educação, Kátia Garcia Américo, Vânia Américo, irmãs da organizadora da festa e amigos.

Quando adentramos à Arena, o agito era total. A própria Vanda Américo não esperava o público que compareceu, muito superior ao de anos anteriores. Faltou comida e cerveja suficientes para tanta gente.
Outro senão é que no intervalo entre uma banda e outra deveria rolar um bom DJ. Vanda acatou a sugestão na hora e no próximo ano não haverá intervalos.

Muita gente foi responsável pelo maior público já registrado desde a realização da 1.a edição há treze anos
Quatro bandas se apresentaram e, a que mais me agradou foi a Making Off. Vanda Américo, do grupo Só da Terra, também teve de intervir ao microfone solicitando que um grupo de pessoas parasse de subir nas cadeiras e mesas.
- Era muita energia!

Markus Mutran (E), Vanda Américo, eu e Lúcia Pinheiro

Minha filha, Leitícia Botelho Pereira (E) e Vanda Américo (D)

Meu cunhado, Paulo Pinheiro (E), aposentado da Justiça Federal, from Belém e sua irmã Lúcia Pinheiro

Bala, ex-integrante da Banda Stress, sucesso total do heavy metal nacional na década de 80 e eu.
Esquecí de perguntar em qual das quatro bandas que se apresentaram ele tocou

Bala e Markus Mutran após o show do primeiro

A caráter minha linda cunhada, Moca Leite Pereira, Bala e Markus Mutran

Uma policial da briosa PM, meu amigo de longa data, major Furtado, Markus Mutran e eu. A PM garantiu a segurança de toda a praia. Não houve nenhuma ocorrência fora da rotina. Parabéns ao povo de Marabá e aos turistas

Nos intervalos das filmagens, dançei um pouco para desenferrujar

Adelaide Pinheiro e eu. Ah se todos tivessem, uma sogra maravilhosa, uma segunda mãe, como tenho

Muitos preferem ir para o tablado para dançar em solo firme e abandonam, momentâneamente suas mesas

A tradicional empresa Mansur, de Belém, foi a responsável pelo palco, som e iluminação. Impecável

As amigas Lucia Helena Pinheiro, Receita Federal do Brasil em Brasília e Lilian Pereira, Chefa da Agência do INSS de Marabá

Desde a travessia, tudo foi só alegria

Minhas amigas de Marabá

Gente bonita prá todo lado

Mônika, Lúcia, eu e o médico e capitão Walter, grande amigo. Dia claro e ninguém arredava o pé
A fina flôr do empresariado e políticos de toda a região do Carajás, turistas de outros estados e até estrangeiros se divertiram até o dia raiar.

Do lado de fora da Arena a galera não deixa espaço na areia da praia. Uns ligados na festa, lá dentro, outros faturando alto com o comércio de bebidas, comidas e transportes
Meu grupo só arredou o pé às 8h30 da manhã.
Por várias razões achei a festa memorável.
Estava em família e reencontrei velhos amigos, queridos amigos e amigas.
Será muito difícil não comparecer ao Maraluar 2008.
P.S.: Gostaria de registrar o apreço e cortezia de Vanda Américo com nosso grupo.
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Brilhante carta sobre uma tragédia anunciada
Em seu arrazoado brilhante, Fred emoldura a indignação que se abate naqueles que tem um mínimo de vergonha na cara de cobrar uma solução para o desastre que se abateu, há mais de 11 meses, sobre a aviação comercial brasileira.
Elegante, Fred cita esse humilde espaço. Leiam. Vale a pena.

Edição:Ano LXI nº 31.821 Belém, Quinta, 26/07/2007

A catástrofe do vôo 3054
Chegamos à apoteose aérea. A tragédia do vôo 3054 da TAM era algo mais do que previsível de acontecer. A cidade de São Paulo fez de Congonhas sua fagocitose e agora sofre os efeitos de sua indigestão alimentar. Pior que isso: centenas de vidas foi o preço pago para se chegar à conclusão cabal das leis da física, de que velocidade e espaço são grandezas diretamente proporcionais. Ou seja, aviões a jato precisam de espaço, de preferência com exagerada área plana extra para um pouso seguro em eventualidades.
Fazia anos que a tragédia de Congonhas vinha sendo anunciada como um trailer de filme de terror prestes a ganhar o cartaz de atração principal. Em 1996, a peça teatral governamental sobre o aeroporto ganhou seus ares de longa metragem e anunciou sua avant première, com um acidente da mesma empresa, no qual morreram 99 pessoas, incluindo aquelas que estavam em solo. Anos se passaram e vários foram os vôos que tiveram problemas naquela cabeceira de pista. Era um sinal. Um mau sinal. Da mesma forma, Airton Senna precisou morrer para que redesenhassem Ímola. Cumbica precisou de centenas de corpos carbonizados para chamar a atenção, um preço muitíssimo alto a ser pago pela falta de investimentos no setor. Há meses, o amigo Val André já havia cantado essa bola em seu blog ('Pelos Corredores do Planalto'): 'O caos nos aeroportos é apenas a ponta do iceberg'.
O inaceitável desastre, assim como a combinação de fatores intrínsecos que levam a um acidente aéreo, é também reflexo dos fatores extrínsecos, da falta de planejamento e investimentos do governo para o setor. No jogo do empurra-empurra, o passageiro não passa de um dente da engrenagem da ganância das companhias aéreas e da irresponsável política pública de infra-estrutura de transporte aéreo.
Nos próximos meses, as autoridades e a Imprensa se empenharão em eleger culpados para a tragédia e crucificá-los. Prevê-se com antecedência que serão os pilotos, os controladores de vôo, o avião, a água da chuva, uma ave noturna, Paladinos e Lepores, alguma rádio pirata ou, quem sabe, algum passageiro de Alah. Jamais será a absurda falta de investimentos governamentais e as ruins condições de trabalho dos profissionais da área. Corroborando a tese, o acidente do vôo 1907 da GOL foi o mais patético exemplo da desorientação por que passa o sistema de controle de vôo brasileiro. Talvez um walkie-talkie fosse mais eficiente.
No paradigma do 'relaxa e goza', quem deveria estar sendo resgatado dos escombros zomba da própria sorte de ter um avião particular. Aos passageiros, sobram a apreensão na hora do embarque e a tensão em voz trêmula no 'boa viagem!'
Frederico Maia Guerreiro dos Reis
fredguerreiro@oi.com.br Conjunto Médici I - Rua Irituia
Belém
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Atrasos na ida e na volta
A IDA
Embarquei na última sexta-feira, 20 para alguns dias de descanço em Marabá, minha terra natal.Embarquei não, tentei embarcar.

Chegamos as 20h00 para o check-in no vôo da Gol que deveria sair de Brasília às 9h30. Confusão, aborrecimento e um monumental atraso é o que me esperava na longa noite.

Às 3h40 da manhã, o saguão já estava tomado por policiais da tropa de choque da Polícia Militar de Brasília, que posicionou-se para evitar que passageiros com os nervos à flôr da pele quebrassem tudo por alí, dentre eles eu e minha Lúcia.
Com a legislação na mão, procurei a supervisora da Gol, pois, tinha uma reunião agendada no sábado às 8h00 com lideranças políticas do Comitê Pró-Carajás.
Valéria se chama o nome da tal supervisora que me tratou mal desde o início de minhas argüições.
Falei à mal educada senhora que após 4 horas de atraso a Gol tinha a obrigação de pagar aos seus passageiros daquele vôo pelo menos um lanche.
Claro que tinha dinheiro para tal, mas, fui conferir se em Brasília, no luxuoso Aeroproto JK, a coisa funcionava sem uma carteirada.
-Não funcionou.
Dirigi-me ao sub-solo onde está localizado o escritório da ANAC. Preenchi um formulário que me foi entregue pelo sargento Rodrigues.
Acompanhei o oficial da ANAC ao piso superior (embarque) e assistí a notificação de R$ 30 mil contra a Gol.
Isso pelo menos aliviou um pouco minha ira. Só sosseguei quando a Gol me pagou um lanche na Praça de Alimentação. O vôo partiu de Brasília às 4h45 da manhã e chegou às 6h17 em Marabá.
A VOLTA
Fui embarcar ontem de volta para Brasília e desta vez com bagagem grande, pois meu filho, Val-André voltaria conosco.
Tinha ainda o mais novo membro da casa, Apollo, um pit bull de três meses, neto de campões importados dos Estados Unidos pelo meu primo Bené Mutran. Um cachorro de revista e belíssimo, com lindos olhos azuis claríssimos.

Check-in as 6h00 sendo que o vôo da Gol só decolou de Marabá para Brasília às 10h20!
Chegamos somente às 12h36.
Uma vergonha a malha da aviação brasileira.
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Atualização
Quando acordei, agora a pouco, o Ministro da Defesa Waldir Pires tinha caído.
O blog pensa que tem que cair é toda a cúpula responsável pelo setor aéreo nacional.
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Pausa para rever os amigos...
Comer como um rei no Galego's e na casa de meu pai.
Dançar até o dia raiar no Maraluar.
Não assistir TV, não ouvir rádio, não acessar a internet. Enfim, descançar e curtir cinco dias de folga da pauleira que é Brasília. Afinal, acho que mereço.
Volto amanhã para a Capital da República e retomo a atualização normal do blog.
Muitas novidades e até lá.
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