Fusão no Brasil cria 3.a maior Bolsa de Valores do Mundo

Agência Brasil


Fusão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) pode transformar o mercado brasileiro de ações num dos maiores do mundo.
A nova Bolsa será a 3.a maior do mundo.

A matança continua em Rondônia



Matança impune


Após reportagem de ISTOÉ, três militantes da LCP são mortos e o governador de Rondônia pede ajuda federal para combater a guerrilha


ALAN RODRIGUES


CONFLITO AGRÁRIO


Senador quer convocar ministro da Defesa para explicar por que o Estado não combate os guerrilheiros encapuzados



Anhanga, na língua da tribo indígena uru-eu-wau-wau, que habita boa parte do Estado de Rondônia, significa inferno. Ireroa quer dizer guerra. Os dois substantivos traduzem de forma literal o clima que tomou conta dessa parte do País por causa das ações da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), uma organização de extrema-esquerda que treina homens armados em busca de uma “Revolução Agrária” e que já tem nove vezes mais combatentes que o PCdoB na Guerrilha do Araguaia. No sábado 21, mais três bárbaros assassinatos na área dominada pelos insurgentes elevou para 25 a trágica contabilidade do conflito nos últimos 12 meses.


Mas nessa última batalha, que aconteceu próxima à base da guerrilha, no distrito de Jacinópolis, a 450 quilômetros de Porto Velho, os três corpos que tombaram eram de militantes da organização clandestina: Aparecido Mendes de Oliveira (dois tiros calibre 12 na cabeça e no peito), Francisco Pereira do Nascimento (três tiros de 12, na cabeça, no rosto e no peito) e Otiniel Sampaio Souza (cinco tiros calibre 38 no corpo).


A gravidade da situação, denunciada por ISTOÉ na última semana, fez com que o governador Ivo Cassol (sem partido) solicitasse o desembarque da Força Nacional de Segurança para ajudar a combater esse grupo bandoleiro. “A reportagem de ISTOÉ serviu para mostrar ao Brasil o que nós já sabemos há muito tempo. Várias vezes pedimos providências para o governo federal e nada foi feito. Em vez de multar madeireiros, por que eles não vão combater esses criminosos? Quantas mortes inocentes ainda serão necessárias para que se tome uma atitude?”, questiona Cassol. “Cabe às Forças Armadas lidar com este tipo de conflito. Eles estão numa área federal e o governo do Estado fará o que for possível para ajudar no combate a esses guerrilheiros.”

No Congresso Nacional, deputados e senadores dos mais variados partidos foram à tribuna ou enviaram ofícios aos órgãos federais revelando a mesma indignação com o descaso. “Não entendo o porquê da conivência com esse estado de barbárie”, diz o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA). “Não podemos mais conviver com a situação de medo, pavor e a insegurança que domina nosso Estado”, emenda o deputado federal Ernandes Amorim (PTB). “Estamos vivendo a desobediência civil, uma verdadeira anarquia.”


Na Esplanada dos Ministérios, optou-se pelo silêncio.

A autoridade encarregada de acompanhar conflitos no campo, o ouvidor agrário nacional, Gersino José da Silva Filho, que desde 14 de dezembro do ano passado possui um dossiê sobre as ilegalidades da LCP, resume a inépcia oficial: “Nossos relatórios apontam que todas as classes, sem-terra e fazendeiros, estão altamente armados”, explica ele, informando que repassa aos ministérios da Justiça e da Defesa tudo que sabe sobre o conflito em Rondônia. “Não sei dizer onde estão parando os documentos.”

Seu superior, o ministro da Reforma Agrária, Guilherme Cassel, avisou pela assessoria que “não comenta sobre movimentos sociais”. Se o ministro da Reforma Agrária acha que assassinatos são coisa de “movimentos sociais”, então é o caso de saber o que pensa o ministro da Justiça, Tarso Genro. Mas ele nem sequer retornou as quatro ligações da reportagem. O responsável pela Defesa, Nélson Jobim, informou que não vai falar sobre o caso – mas haverá de chegar um dia em que ele terá de se explicar no Senado. Na quinta-feira 27 de março, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) apresentou um pedido de convocação do ministro Jobim para que ele dê explicações públicas sobre a guerrilha.


Cravada na Serra da Fortaleza, na divisa do Brasil com a Bolívia, a base de treinamento dos guerrilheiros é uma área de dificílimo acesso. Sob a bandeira da LCP, eles cantam hinos revolucionários e empunham armas orientados pela cartilha de Abimael Guzmán, o “presidente Gonzalo”, fundador e líder do grupo peruano Sendero Luminoso, capturado em 1992 e condenado à prisão perpétua. Guzmán foi o líder de uma sangrenta adaptação do maoísmo para a América Latina, em que os camponeses eram aterrorizados para depois serem arregimentados para a causa. No Peru, essa fórmula genocida causou a morte de 75 mil pessoas entre 1980 e 1992.


Na construção dessa estratégia, a LCP arregimenta para suas fileiras miseráveis sem terras, jovens de classe média do movimento estudantil, através do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e sindicalistas ligados à Liga Operária e Camponesa (LOC).
Internacionalmente, os guerrilheiros brasileiros são ligados à International League of Peoples Struggle (ILPS), uma organização marxista com tentáculos espalhados por vários países. Na verdade, a Liga dos Camponeses Pobres, constituída em 1999 e sem registros oficiais, é o braço armado no meio rural da LOC, um grupo rebelde que dirige os sindicatos da construção civil e dos rodoviários em Belo Horizonte.


Esse grupo é contrário às eleições democráticas, que chama de “farsa burguesa”, classifica o MST de conciliador e diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um “traidor da classe operária e vassalo do imperialismo”. Sua estratégia de tomada do poder inclui a criação de um “Partido Revolucionário do Proletariado”, segundo a cartilha copiada do Sendero: “Um Partido Comunista clandestino que desenvolva a estratégia de cercar a cidade desde o campo, através da guerra popular prolongada.” É assim, dizem os documentos da entidade obtidos por ISTOÉ, que a LCP vai “fazer a revolução”.
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Uribe assina decreto que permite acordo para libertação de Ingrid Betancourt

Agência Brasil


Presidente Álvaro Uribe assina decreto que possibilita acordo para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia libertarem a refém Ingrid Betancourt

Páginas amarelas: Garibaldi Alves

Confira os prinicipais trechos da entrevista com Garibaldi Alves nas páginas amarelas de Veja.
Foto: Antonio Cruz/ABr



Veja – O senhor assumiu a presidência de um Congresso desgastado pelo escândalo que culminou com a renúncia de Renan Calheiros e paralisado pelo excesso de medidas provisórias do governo. Qual é o seu diagnóstico?

Garibaldi – O Congresso deixou de votar, de legislar, de cumprir sua função. É uma agonia lenta que está chegando a um ponto culminante. Essa questão das medidas provisórias é emblemática da crise do Legislativo, que não é mais uma voz da sociedade, não é mais uma caixa de ressonância da opinião pública. Está meio sem função. O Congresso está na UTI, e ninguém do mundo político percebe que esse desapreço pelo Poder Legislativo é uma coisa que está minando as suas bases de sustentação e que a qualquer hora poderá haver um momento de maior tensão, de crise entre os poderes. À medida que o Legislativo abre mão de suas prerrogativas, o Executivo invade espaços. Precisamos inverter essa tendência.


Veja – Mas o desgaste do Congresso não decorre só da questão política. Nos últimos anos, os escândalos se sucederam e o Legislativo pouco fez para punir os envolvidos. Essa aparente leniência com a corrupção não ajuda a construir uma boa imagem do Congresso...
Garibaldi – Essa leniência tira a autoridade do Legislativo. Hoje, o Congresso só quer atuar na fiscalização de outros poderes, através das CPIs, mas esquece que precisa antes fazer uma faxina dentro de casa. Por exemplo: precisamos ter coragem de encarar a opinião pública na questão dos subsídios, dos vencimentos dos parlamentares.


Veja – O que o aumento do salário dos congressistas tem a ver com isso?
Garibaldi – Se eu fosse chamado agora para uma reunião, diria: vamos definir um salário justo para os parlamentares. Na hora, poderia me desgastar pela falta de credibilidade do Legislativo. Mas o parlamentar precisa de um salário maior, com menos penduricalhos, compatível com outros poderes. Não digo nem com o Executivo, que não é modelo para isso, já que um ministro ganha 8 000 reais líquidos. Hoje, o Legislativo está emparedado, intimidado, e ninguém quer enfrentar essa questão. Mas é uma questão justa.


Veja – Em sua avaliação, a absolvição do senador Renan Calheiros foi uma decisão correta dos senadores?
Garibaldi – A absolvição de Renan penalizou o Legislativo. Mas é uma questão difícil. Quero ter todo o cuidado de falar de uma pessoa que era colega. Quer dizer, é colega. Ele anda aparecendo menos, mas ainda está lá. Pelo coleguismo, todos têm cuidado, pensam muito antes de decidir. Eu até hoje não sei qual punição ele merecia. É difícil julgar um par, é um julgamento muito político. Eu tive duas posições. No primeiro julgamento, fui a favor da cassação. No segundo, fui contra. Esse tipo de julgamento é um dilema para o Legislativo. Mas, sem dúvida, prevaleceu mesmo a imagem da impunidade.


Veja – Analistas dizem que a imagem péssima do Legislativo, principalmente em razão dos casos de corrupção, tem atraído cada vez mais pessoas desqualificadas para a política. O senhor concorda com isso?
Garibaldi – A política hoje é o seguinte: quem já entrou sem dinheiro tenta sobreviver. Mas quem é liso não tem mais vez. Só vão entrar os endinheirados ou quem está atrás de mais dinheiro.


Veja – Como fazer para resgatar a imagem do Congresso?
Garibaldi – Não quero dourar a pílula. A situação está muito difícil. A discussão das medidas provisórias pode ser uma retomada de caminho. Câmara e Senado estavam funcionando como
duas entidades distintas e, agora, começam a se reunir, a tentar falar a mesma língua. Eu gostaria de ver até o fim do meu curto mandato, em fevereiro, sinais dessa reação. Há muita gente boa no Congresso, mas a maioria está desanimada. Muita gente está lá apenas para aprovar umas emendazinhas e conseguir uns cargos para se reeleger. A maioria dos parlamentares segue a lógica de votar com o governo, liberar as emendas, emplacar um cargo para um aliado e colher os dividendos nas eleições seguintes. Os políticos se contentam com isso e, sem saber, fazem um mal danado ao Legislativo. A Casa pode desmoronar do jeito que vai.


Veja – O Palácio do Planalto utilizou um dossiê com gastos secretos do presidente Fernando Henrique para tentar intimidar a oposição e inviabilizar a CPI dos Cartões. O senhor acha que a revelação do dossiê vai fazer com que a CPI ande?
Garibaldi – O episódio do dossiê foi bom para dar um alento a essa comissão, para a investigação pegar. Tem de investigar, tem de abrir tudo. Fernando Henrique fez uma carta para Arthur Virgílio pedindo para abrir todas as suas contas. Lula devia seguir o exemplo e fazer uma carta para o Romero Jucá (líder do governo no Senado) para abrir tudo isso aí. Não há nenhum problema de segurança nacional. Não vejo como essas despesas possam ameaçar um governo. Usar argumento de segurança nacional é coisa de ditadura, de regime autoritário. Essa tese não combina com a democracia. O lixo do presidente da República não é diferente do lixo de nenhum contribuinte. A mordomia faz parte do poder. Lula como presidente da República e eu aqui como presidente do Senado temos direito a uma certa mordomia. Mas isso deve ser totalmente transparente.


Veja – A maneira mais comum de o governo do PT tentar evitar uma investigação no Congresso é apelar para a tese de que o governo anterior fez o mesmo. Essa disputa para ver quem errou primeiro não provoca uma descrença na classe política?
Garibaldi – Ajuda muito a desmoralizar os políticos. Não quero dizer que não se deva comparar uma administração com a outra. Mas comparar seus feitos, não comparar para ver quem é pior, quem fez o errado antes. Há um nivelamento por baixo. O que a população espera é que se corrija o erro, não que se faça a exaltação do errado. Lá no Nordeste, há um dito popular assim: todo mundo calça 40. Significa que são todos iguais. Quando vejo essa troca de acusações entre PT e PSDB, lembro logo da frase. Todos eles calçam 40.


Veja – Mas o senhor é do PMDB, partido que esteve ao lado dos tucanos, hoje apóia os petistas e, assim, vai se perpetuando no poder, independentemente dos governos, há vinte anos. O seu partido também não calça 40?
Garibaldi – Dentro do PMDB há uma corrente que quer nadar contra essa maré. Mas essa prática do fisiologismo termina nivelando todo mundo por baixo. A imagem hoje é a de que quem é do PMDB não presta. É uma injustiça generalizar, todo partido tem gente fisiológica e gente séria, mas o meu partido deu motivos. Para enfrentar isso, o partido precisaria oferecer a outra face, a face boa. Mas qual será essa face boa, essa ilha de excelência?

Veja – Qual?
Garibaldi – Pensando em 2010, é difícil o partido tirar um candidato dessa massa sem lideranças. O PMDB não tem candidato. Ou vai de Aécio Neves, se ele vier para o partido, ou não tem ninguém. Poderia ser o Sérgio Cabral, mas ele está encontrando muitas dificuldades no governo do Rio.


Veja – Há alguma chance real de o governador de Minas, Aécio Neves, trocar o PSDB pelo PMDB?
Garibaldi – Eu não sou um dos articuladores desse projeto. Mas, se der certo, eu embarco nessa candidatura.


Veja – O presidente Lula aposta em Dilma Rousseff como sua candidata à sucessão e deu a ela o comando do PAC, para tentar fazê-la decolar. Lula e o PAC são suficientes para fazer de Dilma a próxima presidente?
Garibaldi – Se Dilma é a mãe do PAC, a candidatura dela vai depender dos filhos. Se esse PAC crescer mesmo, se esses filhos chegarem aos 16 anos e se tornarem eleitores, com o título no bolso, ela terá chance. Agora, se Dilma permanecer apenas com esse papel de coordenadora e o PAC não for esse canteiro lindo de obras, for só uma sigla, vai ser difícil demais emplacar.


Veja – O senhor acha que o PT, na hipótese de não encontrar um candidato ideal à sucessão, pode lançar uma ofensiva para dar um terceiro mandato a Lula?
Garibaldi – Pode, sim. Cada cidadão tem sua opinião, e eu vou dar a minha: eu não acredito que Lula vá topar essa parada. Ele está com uma imagem que não foi fácil conquistar, muito melhor do que quando ele iniciou essa luta para chegar à Presidência e ouvia gente dizendo que ia sair do país se ele ganhasse. Não houve debandada, não houve crise na economia. O presidente não vai querer jogar tudo isso fora por uma aventura do terceiro mandato. O que ele pode é querer voltar na eleição seguinte.


Veja – Qual o ponto forte do governo Lula?
Garibaldi – É uma coisa óbvia. Lula é um homem que foi fiel, pelo menos no imaginário popular, às suas origens. Chegou à Presidência, manteve a política econômica e voltou-se para a população mais pobre. Expandiu as bolsas e deu mais assistência aos pobres. Não sei se no futuro esses programas vão ser considerados bons, já que no interior do Nordeste muita gente não quer mais trabalhar porque está recebendo essa Bolsa Família. Prefere o dinheiro fácil a pegar no cabo da enxada. Agora, para a fome não há outra receita a não ser encher a barriga. Por isso o Lula é popular. Por isso não há quem possa hoje subir à tribuna do Senado e dizer que o Bolsa Família não é um bom programa.


Veja – E os pontos fracos?
Garibaldi – O problema é que Lula vê as coisas com um certo maniqueísmo. Tudo o que ele faz é bom. E quem fala mal dele, até quando é uma crítica bem-intencionada, é ruim. Então, ele passou a ser um divisor de águas, um dono da verdade. É lógico que existem falhas no governo dele. A reforma agrária dele não é boa. Ele não segura a exacerbação do MST. A política de Lula para o homem do campo é muito ruim. No Nordeste não tem mais ninguém vivendo direito da agricultura. Não existe grande produtor, não existe médio e o agricultor familiar só planta para subsistência. Outra falha é a falta de política de desenvolvimento regional, de investimento nas vocações econômicas das regiões.

Veja – O senhor foi relator da CPI dos Bingos, que desvendou uma série de escândalos no governo. Como o senhor avalia a corrupção no Executivo?
Garibaldi – O governo Lula foi muito frágil com a corrupção. Adotou uma política, para mim errada, de dizer que ninguém errou, que os corruptos foram vítimas de complôs, de circunstâncias. Sempre criando atenuantes. E se você cria atenuante cria impunidade. O próprio presidente adotou essa política muito compassiva com os auxiliares. Se o presidente não pune, não manda apurar, abre a porta para mais corrupção. Lula deveria ter cortado o mal pela raiz. Como não cortou, ficou sem condição de debelar a corrupção.


Veja – O senhor deve ouvir falar de reformas tributária e política desde que entrou na vida pública. Por que elas nunca saem?
Garibaldi – O país precisa muito de reforma política, previdenciária e tributária, mas já desperdiçamos muitas oportunidades. Lula e Fernando Henrique foram eleitos e reeleitos com grandes votações, tinham condições de enfrentar as resistências, mas não se empenharam. Isso só se faz no começo do governo, quando a popularidade é alta. Eu culpo essa falta de coragem dos últimos governantes para enfrentar essas questões mais a fundo. Isso é coisa para estadista. E falta estadista em nosso país.


Veja – Há alguma chance de aprovar a reforma tributária que está no Congresso até o fim do governo Lula?
Garibaldi – Este ano parece ser péssimo no Congresso por causa da eleição. Aparentemente, ninguém aposta um real que a reforma tributária saia. Mas eu aposto que essa reforma tributária, que não é a ideal, pode sair se o governo se empenhar com ela, for tolerante e dialogar com todos os lados envolvidos.

Comendo pelas beiradas

O deputado federal Paulo Rocha (PT-PA), coordenador da Bancada do Pará no Congresso Nacional e um dos 40 denunciados pelo Procurador-Geral da República por envolvimento direto no escândalo do "mensalão" que custou-lhe a renúncia ao mandato. Dá provas que os tempos nublados parecem ter ficado para trás.

Reelegendo-se novamente deputado federal com expressiva votação, Rocha trava uma briga intestinal com a companheirada petista no Pará em busca do "Tempo Perdido".

O deputado é o próceres da facção Campo Majoritário, no Pará, e principal oposição à trotskysta Democracia Socialista comandada pela goverandora Ana Júlia Carepa. Uma lenda diz que os felinos possuem 7 vidas. Paulo Rocha acaba de relevar o fôlego de sete vidas!

Foi eleito por seus pares na última reunião, esta semana na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional o coordenador-geral da Bancada do Norte do Brasil.

E toma-te sete vidas para o senado em 2010, perdoado que está pelos eleitores paraenses.

Isso é Pará! Isso é Brasil!! Isso é política!!!

Pode Ronaldinho?

Inserida de imediato nos anais de um exemplo lamentável de incompetência na administração pública. A Secretaria Estadual de Educação, vejam só, determinou a publicação no Diário Oficial do Estado do Pará um comunicado tornado sem efeito errata anteriormente publicada.

Cá pra nós. Errar é humano, mas, a Errata da Errata publicada no jornal oficial poderíamos chamar de que?

Será que a Secretária de Educação assinou a autorização da publicação?

Se a resposta for sim. Danou-se mano! A educação foi pro brejo.

Fonte: Diário do Pará.

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Atualizada às 23:32

Ronaldinho acabou de ler a nota disse:

-- Poder pode... mas, não deve.

Revelado o segrêdo do sucesso das novelas da Globo
















Nova logomarca da Rede Globo de Televisão


Em singelo artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, o jornalista e deputado estadual João Mellão Neto (SP) mirou num e acertou outro.

Mellão Neto acaba revelando o segrêdo do sucesso das novelas da Rede Globo. Leiam.

Sou, mesmo, um pequeno burguês

* João Mellão Neto

Há pouco mais de dois anos, um renomado autor de novelas globais declarou em uma entrevista à revista Veja que, segundo as diversas pesquisas que tinha em mãos, podia afirmar que estava ocorrendo certo relaxamento moral na consciência do brasileiro médio. As pessoas, dizia ele, já não condenavam certas atitudes totalmente antiéticas, por parte dos personagens das suas tramas, desde que agir dessa forma fosse essencial para que atingissem os seus objetivos. Na época ninguém deu a atenção devida a esse abalizado sinal de alerta dado pelo noveleiro. Eu, pessoalmente, confesso que fiquei bastante preocupado.

A média das pessoas não sabe, mas uma das principais razões do sucesso das novelas globais é o fato de a emissora promover sistematicamente exaustivas pesquisas de profundidade, com pessoas representativas de cada um dos diversos segmentos sociais, para saber o que a opinião pública acha ou espera de cada personagem. Pode-se dizer que as novelas são, na prática, as “instituições” mais democráticas da Nação. Não existe enredo inflexível ou pré-elaborado. O que há, no máximo, é uma sinopse bastante vaga. As tramas evoluem de acordo com o que o público almeja; os personagens crescem ou, até mesmo, desaparecem, em razão da receptividade que logram obter junto aos telespectadores. A Globo não brinca em serviço. O custo de produção de um único capítulo de novela está entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. O milionário faturamento em comerciais varia de acordo com os pontos de audiência. Em outras palavras, a emissora não pode se dar ao luxo de errar. Esta é a razão pela qual as pesquisas são realizadas com tanta freqüência. Todos os personagens têm de se comportar de acordo com o que a sociedade espera deles. Um personagem que represente um jovem ambicioso da classe C, por exemplo, tem de agir de modo coerente com as expectativas que se tem em relação a uma pessoa com tais características. Caso o personagem tenha atitudes inautênticas, as pesquisas captam isso e o autor ajusta o seu comportamento.

É por essa razão que as pesquisas globais têm de ser levadas muito a sério. Quando um autor de novelas afirma, como é o caso, que está ocorrendo um “relaxamento moral” na sociedade, longe de ser um mero palpite, ele sabe muito bem o que está dizendo. Pode-se esperar, porque as conseqüências disso não tardarão a surgir. E não se restringirão, infelizmente, ao terreno da ficção.

De fato, pouco tempo depois, ocorreu a série de escândalos políticos relacionada ao “mensalão”. Em épocas normais, o presidente da República seria impedido e os parlamentares envolvidos jamais lograriam passar novamente pelo teste das urnas. Não foi nada disso o que ocorreu. O presidente não só não foi impedido, como também conseguiu ser reeleito e a maioria dos parlamentares corruptos disputou e venceu as eleições de 2006.

Infelizmente, essa tolerância moral e ética da sociedade continua a existir. Os partidos de oposição se esforçam ao máximo para encontrar e denunciar novos escândalos e a sociedade, como que anestesiada, confere ao atual presidente um índice de popularidade raramente alcançado por qualquer um de seus antecessores.

Esse fenômeno é muito grave. Não há tecido social que não se esgarce quando os mais caros valores morais são “relativizados” e os mais condenáveis comportamentos são julgados com tamanha condescendência pela opinião pública. Já vivemos, no passado, em épocas com tais características. E o desfecho, no mais das vezes, foi trágico.

Uma sociedade que, qual a Sodoma bíblica, se descuida dos seus mais elementares valores, merece ser extinta. Como a extinção, a não ser em caso de guerra, é impossível, o que ocorre, quase sempre, é um retrocesso drástico no campo das relações sociais. Todos passam a desconfiar de todos, ninguém acredita mais em ninguém e todo mundo perde muito com isso. Uma sociedade, com tais características, demonstra que, simplesmente, perdeu a sua auto-estima. Quem perde a auto-estima, perde também a autoconfiança. E, sem autoconfiança, nenhum grupamento social ousa empreender ou mesmo assumir riscos. O resultado, a médio e longo prazos, é o atraso, a estagnação e a perda irrecuperável da virilidade cívica - algo fundamental e imprescindível para a evolução e o progresso de qualquer civilização.

É uma pena que seja assim. Ainda nos arrependeremos amargamente de nossa tolerância atual. Um povo que não acredita em si mesmo, não merece o crédito dos outros. Um povo que não se dá ao respeito, acaba não sendo mais respeitado por ninguém.

Ao que parece, o único santuário dos valores morais de nossa sociedade se situa no coração da classe média, aquele segmento social cheio de pruridos que a companheirada petista, desdenhosamente, chama de “pequena burguesia”. Eu sinto que faço parte dela. Eu ainda me escandalizo com cada nova falcatrua oficial, ainda espero que os corruptos sejam exemplarmente punidos, ainda não perdi a capacidade de me indignar. Felizmente, esta camada social, apesar de minoritária, é convicta de seus valores e jamais transige com relação à moral. A sociedade, como um todo, pode temporariamente se afastar do caminho correto. Mas ela sempre, quando se dá mal, volta a centrar-se e a ter como referência esse diminuto grupo de moralistas renitentes. Eu não me envergonho de ser um “pequeno burguês”. Resta-me, por consolo, ao menos o prazer de poder, sem culpa, repousar no meu travesseiro.

* João Mellão Neto, jornalista, deputado estadual, foi deputado federal, secretário e ministro de Estado.

Porque me ufano

1. Por que não se orgulhar em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que o Brasil tem o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que as agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não se fala que o Brasil é o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo a trabalhos voluntários?

5. Por que não dizer que o Brasil é hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não lembrar que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

8. Por que não se orgulhar de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando. Afinal, niguém é de ferro.

O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo que possui uma maneira de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!
Pois ela vai crescendo cada vez mais, até crermos que em 2008 o Brasil será outro.

Um dos maiores empresários do mundo, timoneiro do Grupo mexicano Salinas, que entre outras empresas, controla o Banco Azteca, trazido para investir no Brasil por seu assessor Zé Dirceu, garante, em nota publicada ontem na coluna do jornalista Guilherme Augusto, do jornal Diário do Pará, a afirmação: "Viemos para ficar. Nossa aposta nas potencialidades do Brasil e no futuro dos brasileiros é a mais decidida e sincera (em se tratando de um banqueiro, desconfie). Nós vemos nesse país uma das potências mundiais que se levantam e o Grupo Salinas vai participar (ganhando rios de dinheiro) desse processo econômico e social, sendo um dos agentes desse processo irresistível e vitorioso de chegada do Brasil no primeiro mundo."

Se um dos homens mais ricos do mundo, banqueiro mexicano, diz isso. Eu tenho mais é que dizer que tenho orgulho de ser brasileiro. E você?

Brasil: o país mais empreendedor do mundo

A avacalhada conduta de grande parte do empresariado e dirigentes políticos do Brasil representam a corrente contrária do sucesso e seriedade de um povo alegre, acolhedor, sensível, extremamente trabalhador e criativo.

A música brasileira é uma das mais admiradas e sofisticadas de todo o planeta.

Convido o leitor que não conhece o Brasil para, se conseguir, esforçar-se um pouco que seja, para não sair por ai a falar asneiras.

Veja os dados compilados pela Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial;

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma;

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária;

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral(TRE)estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo (graciosamente parcela considerável da mídia americana não perde a chance de taxar-nos de corruptos e primitivos);

5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina;

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando enquanto alguns países vizinhos não possui nenhuma;

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando;

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês;

9. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas (apesar da execrável taxa mensal obrigatória);

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO 9000, maior número entre países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina;

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos do mundo.

Por que esse vício de só falar mal do Brasil?

Resquícios da colonização

Leiam alguns cometários de uma holandesa sobre o Brasil.

"Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil. E realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem os seus aspectos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos enquanto no Brasil se maximizam os negativos.

Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e (pasmem!) se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos - antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne. Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta. Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador. Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir para lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'. Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emocionados.

O Brasil tem uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vítimas de vários crimes contra sua pátria, crenças cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que têm muitas razões para resgatar as raízes culturais."

O Que falta para o Brasil?

É bem provável que boa parte da população mundial ainda não conheça o Brasil.

O Brasil para estrangeiros é a terra do futebol e de mulher seminua. Do samba e da sem-vergonhice. Da corrupção fácil que enriquece alguns e esses poucos não são incomodados pelas autoridades, pois, conseguiram uma montanha de dinheiro que é suficiente para comprar a liberdade de seus crimes.

Não me causa qualquer espanto ou indignação, quando da visita de um presidente de um outro país ao Brasil. Seja esse Chefe de Estado o todo poderoso presidente dos Estados Unidos ou um ilustre desconhecido que dirige uma Republiqueta qualquer. Não importa. Abrem a boca em solo nacional para protagonizar as mais pérfidas gafes.

E olha que não poucos.

Aos que ainda não conhecem o Brasil, inclusive, a maioria dos brasileiros, não custa destacar alguns tópicos:

1. O Brasil é o único país do mundo onde se pode abastecer simultaneamente um carro com Álcool, Gasolina e no próximo ano também com, GNV. Tudo isso, com tecnologia nacional;

2. O Brasil será o primeiro país do mundo a desenvolver o biodiesel, à base de mamona. Novamente tecnologia nacional. Será a redenção do Nordeste, pois a mamona é praga por lá e a Petrobrás já está começando a desenvolver o sistema produtivo em escala comercial;

3. As fábricas mais modernas de produção de automóvel (General Motors e Mercedes Benz, Fiat, Peagot, Ford, Volks Wagen, Toyota, Mitisubishi, Honda...), também estão aqui;

4. Entre outras coisas, a Petrobrás é a única empresa do mundo a deter a tecnologia completa de produção de petróleo em águas profundas;

5. As empresas produtoras de aço estão em sua capacidade máxima instalada;

6. Os Estados Unidos finalmente renderam-se à qualidade de nossos aviões (Embraer) e vão adquirir aviões altamente especializados para treinamento de sua força aeronáutica.

Esse é um Brasil que poucos conhecem.

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