A hora e a vez do "enrolês"

Falar o "enrolês" está na moda no Brasil. Do alto andar à novela das sete e das oito, certos personagem da vida real e da ficção exercitam-se, freneticamente, nos neologismos e invencionices de palavras que simplesmente não existem. O novo idioma assassina, diariamente, o português e enrola o ouvinte desavisado e provido de parcos conhecimentos. Algo como seguidores fanáticos de Odorico Paraguassú, imortal personagem do novelista Dias Gomes e protagonista da novela global O Bem Amado.
Artigo publicado em Veja do último final de semana define magistralmente a presepada, confira.


Falando difícil

J.R. Guzzo

"A escritora Doris Lessing diz que,
quando se corrompe a linguagem, logo
se corrompe o pensamento"

Quando começam a ser ouvidas quase todo dia palavras que ninguém ouvia antes, é bom prestar atenção – estão criando confusão na língua portuguesa e raramente isso resulta em alguma coisa boa. No mundo dos três poderes e da política em geral, por exemplo, fala-se cada vez mais um idioma que tem cada vez menos semelhança com a linguagem de utilização corrente pelo público. As preferências, aí, variam de acordo com quem está falando. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, colocou no mapa a palavra "escandalização", à qual acrescentou um "do nada", para descrever o noticiário sobre o dossiê (ou banco de dados, como ela prefere) feito na Casa Civil com informações incômodas para o governo anterior. Mais recentemente, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, contribuiu com o seu "espetacularização"; foi a palavra, vinda de uma língua desconhecida, que selecionou para manifestar seu desagrado quanto à colocação de algemas no banqueiro Daniel Dantas, durante as operações da Polícia Federal que lhe valeram o desconforto de algumas horas na prisão. "Obstaculização", "fulanização" ou "desconstitucionalização" são outras das preferidas do momento – sendo certo que existe, por algum motivo, uma atração especial por palavras que acabam em "zação".

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O jornalista Armênio Guedes será o entrevistado do Roda Viva

Aos 90 anos de idade e cinqüenta de militância política, Armênio Guedes influenciou muitos e tornou-se referência de pensamento democrático na formação política da esquerda no país.

Ele esteve durante décadas na linha de frente do Partido Comunista Brasileiro e a história dele se confunde e se mescla com a própria história do comunismo no Brasil.

Discreto e anônimo para o público, Armênio Guedes morou na então União Soviética nos anos cinqüenta e se exilou no Chile e na França durante o regime militar. Nesse período, assumiu um papel marcante dentro do PCB com a responsabilidade de pensar, questionar e apontar rumos para o país.

Participam como convidados entrevistadores:
João Batista Natali, repórter especial do jornal Folha de S. Paulo; Gildo Marçal Brandão,m professor do departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo e autor do livro "A Esquerda Positiva: As Duas Almas do Partido Comunista'; Maria Inês Nassif, editora de opini ão e colunista do jornal Valor Econômico; Milton Coelho da Graça, jornalista do portal Comunique-se e professor da Unicarioca.

Perguntas dos telespectadores: Carmen Amorim.
Cobertura do Roda Viva na Internet com usuários do comunicador Twitter no estúdio: Renato Targa, jornalista (twitter/renatotarga); Sérgio Amadeu, sociólogo e professor de pós-graduação da Cásper Líbero (twitter.com/samadeu); Jeff Paiva, analista de mídia social (twitter.com/jeffpaiva).

Apresentação: Lillian Witte Fibe

O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h40.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www.tvcultura.com.br/rodaviva

A fabulosa abertura dos jogos de Pequim

Hoje, 08/08/2008 o mundo ficou maravilhado com a abertura dos jogos olímpicos de Pequim, na China, ao custo de aproximadamente US$ 100 milhões e investimentos que totalizaram US$ 40 bi para montar e adaptar toda a infra-estrutura necessária ao bom andamento da maior competição de esportes do planeta. Uma festa absolutamente fabulosa. Veja as fotos.
















Confirmado para dia 13 o evento da expansão 3 de Alunorte

Delegado Protógenes depõe sobre Operação Satiagraha

Imagens: TV Câmara
A CPI das Escutas Clandestinas ouviu, nesta quarta-feira (06/08), o delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Protógenes tentou adiar o depoimento, mas o Supremo Tribunal Federal negou um pedido de liminar e ele foi obrigado a comparecer à CPI.

Câmara aprova MP que renegocia 85% das dívidas rurais

clipped from www2.camara.gov.br

O Plenário aprovou nesta quarta-feira a renegociação de cerca de 85% das dívidas rurais por meio da Medida Provisória 432/08. A repactuação atingirá cerca de 2,8 milhões de contratos. A MP agora será analisada pelo Senado. Na votação mais polêmica do dia, os deputados substituíram a Taxa Selic (hoje fixada em 13%) pela Taxa de Juros de Longo Prazo (6,25%) como indexador da dívida ativa rural renegociada no âmbito da MP.
A mudança foi incluída no projeto de lei de conversão do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) por meio de uma emenda do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC). A alteração obteve o apoio de 264 parlamentares e os votos contrários de 128.
A emenda também acaba com exigências a serem cumpridas pelos mutuários, como a confissão irrevogável do total dos débitos e a desistência de todas as ações judiciais sobre a dívida renegociada. Foi mantida a autorização, à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, para suspender as ações de cobrança contra quem aderir à renegociação.

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Águia-PA 2 x 0 Paysandu-PA - Vitória no clássico e 100%!

Marabá, PA, 06 (AFI) - O Águia venceu o Paysandu mais uma vez nesta quarta-feira, agora por 2 a 0, pela segunda rodada da segunda fase do Campeonato Brasileiro da Série C. O triunfo deixa o Azulão na liderança isolada do Grupo 18, com seis pontos e 100% de aproveitamento.

Atlético-GO e Águia são os únicos times que venceram suas duas partidas nesta fase da competição. No outro jogo do grupo, o Sampaio Corrêa surpreendeu e derrotou o Picos-PI por 1 a 0, fora de casa.
O jogo
O primeiro gol do time de Marabá veio aos 26 minutos do primeiro tempo. Aleilson, livre de marcação, mandou uma bomba e acertou o ângulo superior do goleiro Everton. O gol acordou o Papão, que criou chances para empatar e não aproveitou.

Na segunda etapa, o bicolor veio disposto a empatar, mas quem marcou foi o Azulão, logo aos doze minutos. Após o cruzamento rasteiro para a área, o meia Soares só teve o trabalho de completar para o fundo das redes.

Próximos jogos
Fechando o primeiro turno da segunda fase, as duas equipes jogam no próximo domingo. O Águia enfrenta o Picos-PI, fora de casa, às 16 horas, enquanto que o Paysandu duela com o Sampaio Corrêa, em Belém, no mesmo horário.

Ficha Técnica

Águia-PA 2 x 0 Paysandu-PA

Local: Estádio Zinho Oliveira, em Marabá-PA
Árbitro: Domingos de Jesus Viana Filho-PA
Cartões amarelos: Edcléber e Angelo (Águia); Admílton, Capixaba e Jucemar (Paysandu)
Gols: Aleílson, aos 26'/1T e Soares, aos 12'/2T (Águia)

Águia
Ângelo; Gustavo, Edcleber, Adriano e Marcondes; Lê (Léo), Analdo, Ciro (João Pedro) e Soares (Balão); Aleílson e Peri.
Técnico: João Galvão

Paysandu
Everton; Boiadeiro, Tales, Admilton e Fernando Bahia (Aldivan); Hallax (Fernando), Paulo de Társio, Capixaba e Fabrício; Torrô e Douglas.
Técnico: Dário Lourenço.

Fonte: Futebol Interior.

Produtores criam entidade para se defender da LCP, avisa Amorim na Câmara

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A criação da União das Vitimas da Reforma Agrária e do Meio Ambiente (Univram), uma contra-ofensiva à Liga Camponesa Pobre (LCP) e outras designações denominadas de “movimentos sociais” de supostos sem terra, foi anunciada nesta quarta-feira (6), pelo deputado Ernandes Amorim (PTB), durante discurso na tribuna da Câmara Federal.

A Univram, segundo o parlamentar, foi criada por um grupo de trabalhadores rurais, micros e pequenos produtores rurais de Rondônia, para defenderem seus legítimos interesses, cansados de serem expulsos de suas terras por esses denominados movimentos sociais.

A entidade, explicou Amorim em seu discurso, surge em decorrência de ação predatória do Incra e Ibama, órgãos governamentais que têm estimulado a invasão, criado áreas de conservação sem o menor critério técnico e social, e reconhecida incompetência quando se trata de regularização fundiária, gerando o caos e todos os vícios, como a corrupção e a violência no campo.

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Comissão de Agricultura é palco de críticas à política indigenista

BRASÍLIA – Mandioca, vitivinicultura e cana-de-açúcar foram bem lembrados na reunião desta quarta-feira da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, mas foi a situação indígena que ocupou boa parte do tempo dos parlamentares presentes ao Plenário 6 da Câmara dos Deputados, lotadíssimo. A Fundação Nacional do Índio recebeu duras críticas, uma vez mais. Todas elas, centradas sobre laudos antropológicos e contra “o excesso de terras para poucos índios”.

O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), agropecuarista e médico, desabafou: “Está havendo uma palhaçada contra o Brasil. É preciso convocar o presidente da Funai a esta comissão, mas convocar mesmo, porque senão eles vão enrolar do jeito que o (ministro) Minc fez”. Queiroz é defensor do plantio de cana-de-açúcar em terras agricultáveis paraenses. Ernandes Amorim (PTB-RO) disse que os índios de Rondônia estão abandonados. E seu colega Moreira Mendes desafiou: “É preciso mudar a Constituição. Se não tomarmos posição, vamos ficar reféns dessa gente para o resto da vida”.
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Herdeira de Farquhar habilita-se no espólio e pode receber R$ 5,5 bi devidos após privatização da Vale

Val-André Mutran (Brasília) – A privatização da Vale do Rio Doce deixou um rastro de suspeição e até hoje é discutida na justiça. O que quase ninguém sabia, porém, é que alguns do erros do processo remetem ao Decreto-Lei nº 4.352 de 1º de junho de 1942 e há credores que querem receber o seu dinheiro, dentre estes, Joana Farquhar.

Em seu artigo 1º, o governo federal incorporou ao patrimônio da União os bens pertencentes à Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia S.A que pertencia ao cidadão norte-americano Persival Farquhar. No seu lugar o mesmo dispositivo cria a Companhia Vale do Rio Doce e se compromete a indenizar não só Farquhar, como também todos os acionistas da dita mineradora, com a importância em dinheiro equivalente ao capital realizado da mencionada empresa, com recursos do Tesouro Nacional, que fica autorizado a transferir as quantias equivalentes para o pagamento das ações, conforme o disposto no parágrafo 1º do artigo 2º do decreto em questão.

O governo federal indenizou os antigos diretores da Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia S.A., entretanto, não realizou o pagamento dos valores correspondentes as 7.000 ações da Vale do Rio Doce, cujos valores corrigidos hoje somam R$ 5,5 bilhões. A principal credora é Joana Farquhar, ex-esposa de Donald Farquhar, um dos filhos do empresário americano. Ela é brasileira, atualmente com 43 anos, reside há mais de 20 anos nos EUA e para buscar os seus direitos reivindicou a sua reabilitação no espólio que movido contra a União, tendo como responsável solidária a Companhia Vale do Rio Doce.

A Advocacia Geral da União fez de tudo para que ela não fosse habilitada no processo, mas as evidências eram tantas que a justiça acolheu o seu pleito e Joana, para garantir o recebimento do que o Estado lhe deve contratou o advogado Marcus André de Andrade, um consultor internacional que vive em Nova Iorque.

A ação já tramitou em todas as instâncias e foi favorável à Joana como determina o decreto Lei nº 4.352, assinado pelo presidente Getúlio Vargas. O governo aguarda a execução da sentença e terá que pagar e a Vale é solidária nesse pagamento. R$ 5,5 bilhões é uma boa grana e deve afetar sua cotação nas bolsas.

O linguarudo incorrigível

Por que no te callas, Meirelles?

Elio Gaspari

O presidente do Banco Central só deveria falar ao Congresso ou durante as reuniões da diretoria da instituição

A pancada de 0,75% do Banco Central no aumento na taxa de juros ainda não esfriou e seu presidente, doutor Henrique Meirelles, já está no circuito insinuando uma nova punição para a economia nacional. Comprou seu forno de microondas? Sua mulher não precisa mais voltar para o fogão para servir a janta? Visigodo ignóbil, você está aquecendo o consumo. Conseguiu um trabalho com a queda da taxa de desemprego? Ostrogodo inconseqüente, você ofende a racionalidade econômica, abrindo o caminho para um surto inflacionário. Contra esses bárbaros só há um remédio, subir a taxa de juros brasileira que é, há tempos, a maior do mundo.

Quando o doutor Meirelles retoma o circuito da quiromancia financeira para dizer que a queda do IPCA não é bem uma queda do Índice de Preços aos Consumidor, não está praticando um exercício didático. Se há um aumento de casos de febre amarela, e o ministro José Gomes Temporão determina o aumento da produção de vacinas, a decisão é neutra. Quem quer vai ao posto de saúde. Quem não precisa não vai. Ninguém ganha dinheiro com isso. No caso dos juros, Meirelles ameaça com a propagação de uma epidemia que faz a felicidade da turma do papelório que se remunera com a expansão da moléstia.

Admita-se que a alta dos juros seja uma necessidade. Ainda assim, ela é uma decisão de Estado. Compete ao presidente da República, não a um funcionário demissível ad nutum. (Ele e todos os çábios do Copom.) Admita-se ainda que Nosso Guia, emparedado pelo terrorismo financeiro, tenha terceirizado essa atribuição. Ainda assim, o delegado do apelatório não se pode investir no papel de ombudsman da administração pública, punindo a economia por conta de certezas e de dúvidas que são suas, mas que não são dos seus colegas de ministério.

O doutor Meirelles (como seus antecessores) investiu-se de um papel supraconstitucional, como se houvesse dois países, um governado pelos eleitos, outro sob regime de ocupação, disciplinado pelos sábios, com ele no papel de xamã. O presidente do Banco Central estimula essa bagunça saindo por aí a propagar platitudes. Por exemplo: "Achamos um pouco prematuro ainda fazer uma previsão da evolução dos preços das commodities nos próximos meses". Segundo seu horóscopo (ele é de Libra), nesta semana deve evitar mortadela e guaraná.

Assim como se deve desejar que os ministros do Supremo Tribunal só falem durante as sessões da corte, coisa que está em desuso desde que surgiram os juristas-celebridade, seria melhor para todo mundo se o presidente do Banco Central só falasse ao Congresso ou durante as sessões do Copom.

Em abril passado, ao conferir a posição dos parafusos de sua cadeira, Meirelles viu que alguns deles estavam frouxos. Coisa da vida para quem ocupa um cargo da confiança do presidente da República. Sua postura recente é a de quem acredita ter pista própria, sem combinar com a federação de atletismo. Ou, talvez, a de quem quer aproveitar o fim da pista para sair do estádio debaixo dos aplausos da turma do cercadinho VIP. Nos dois casos, prejudica o bom andamento dos negócios do Estado.

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