Maraluar: A melhor festa do Pará

Fotos: Val-André Mutran/Paulo Sérgio Pinheiro/Markus Mutran/Correio do Tocantins

















A melhor festa caribenha de todo o Estado do Pará realiza-se ininterruptamente há 13 anos. Trata-se do Maraluar, que resume um grande encontro na Praia do Tucunaré, reunindo 20 mil pessoas em toda a extensão do balneário e outras 6 mil na festa em sí.

Filmei tudo com meu irmão e após a edição vou publicar aqui.















É construída todos os anos uma arena de mais ou menos 10 mil metros quadrados, toda cercada e decorada, dotada de um grupo gerador capaz de iluminar uma cidade de 10 mil habitantes.
Este ano o tema foi o glamour dos cabarés marabaenses.
















Minha Lúcia Helena Pinheiro (E) e eu, na travessia para a farra.


Algo como 1000 mesas foram vendidas ao preço de R$ 350,00, sendo que uma pequena parcela é distribuída aos veículos de comunicação, autoridades e convidados especiais da líder do Grupo Só da Terra, capitaneado pela vereadora Vanda Américo.


















Nosso grupo atravessando em direção à praia

















Meu irmão (E) Markus Mutran, diretor-geral da TV Eldorado (SBT-Marabá) e meu sobrinho Caio Leite Pereira (D), estudante de música em Belém

Chegamos à festa às 2 da manhã, após jantar de longo curso no Galego's, na Orla do Rio Tocantins, em Marabá.























Minha querida sogra, Maria Adelaide Pinheiro,
from Belém, na travessia rumo ao Maraluar 2007


















Minha cunhada Selma Leite Morbach, pronta prá
desembarcar no Maraluar 2007

















De namorada a tiracolo, Daniel Morbach na travessia

No embarque do barco (foto abaixo) que nos conduziu à Praia, fomos recebidos pela Secretária Municipal de Educação, Kátia Garcia Américo, Vânia Américo, irmãs da organizadora da festa e amigos.
















Quando adentramos à Arena, o agito era total. A própria Vanda Américo não esperava o público que compareceu, muito superior ao de anos anteriores. Faltou comida e cerveja suficientes para tanta gente.

Outro senão é que no intervalo entre uma banda e outra deveria rolar um bom DJ. Vanda acatou a sugestão na hora e no próximo ano não haverá intervalos.






















Muita gente foi responsável pelo maior público já registrado desde a realização da 1.a edição há treze anos

Quatro bandas se apresentaram e, a que mais me agradou foi a Making Off. Vanda Américo, do grupo Só da Terra, também teve de intervir ao microfone solicitando que um grupo de pessoas parasse de subir nas cadeiras e mesas.

- Era muita energia!

















Markus Mutran (E), Vanda Américo, eu e Lúcia Pinheiro

















Minha filha, Leitícia Botelho Pereira (E) e Vanda Américo (D)

















Meu cunhado, Paulo Pinheiro (E), aposentado da Justiça Federal, from Belém e sua irmã Lúcia Pinheiro

















Bala, ex-integrante da Banda Stress, sucesso total do heavy metal nacional na década de 80 e eu.
Esquecí de perguntar em qual das quatro bandas que se apresentaram ele tocou

















Bala e Markus Mutran após o show do primeiro

















A caráter minha linda cunhada, Moca Leite Pereira, Bala e Markus Mutran

















Uma policial da briosa PM, meu amigo de longa data, major Furtado, Markus Mutran e eu. A PM garantiu a segurança de toda a praia. Não houve nenhuma ocorrência fora da rotina. Parabéns ao povo de Marabá e aos turistas

















Nos intervalos das filmagens, dançei um pouco para desenferrujar

















Adelaide Pinheiro e eu. Ah se todos tivessem, uma sogra maravilhosa, uma segunda mãe, como tenho

















Muitos preferem ir para o tablado para dançar em solo firme e abandonam, momentâneamente suas mesas






















A tradicional empresa Mansur, de Belém, foi a responsável pelo palco, som e iluminação. Impecável

















As amigas Lucia Helena Pinheiro, Receita Federal do Brasil em Brasília e Lilian Pereira, Chefa da Agência do INSS de Marabá























Desde a travessia, tudo foi só alegria

















Minhas amigas de Marabá


















Gente bonita prá todo lado

















Mônika, Lúcia, eu e o médico e capitão Walter, grande amigo. Dia claro e ninguém arredava o pé

A fina flôr do empresariado e políticos de toda a região do Carajás, turistas de outros estados e até estrangeiros se divertiram até o dia raiar.

















Do lado de fora da Arena a galera não deixa espaço na areia da praia. Uns ligados na festa, lá dentro, outros faturando alto com o comércio de bebidas, comidas e transportes

Meu grupo só arredou o pé às 8h30 da manhã.

Por várias razões achei a festa memorável.

Estava em família e reencontrei velhos amigos, queridos amigos e amigas.

Será muito difícil não comparecer ao Maraluar 2008.

P.S.: Gostaria de registrar o apreço e cortezia de Vanda Américo com nosso grupo.

Brilhante carta sobre uma tragédia anunciada

Meu amigo de longa data Fred Guerreiro, prestes a formar-se advogado, enviou carta ao jornal O Liberal que a publicou.

Em seu arrazoado brilhante, Fred emoldura a indignação que se abate naqueles que tem um mínimo de vergonha na cara de cobrar uma solução para o desastre que se abateu, há mais de 11 meses, sobre a aviação comercial brasileira.

Elegante, Fred cita esse humilde espaço. Leiam. Vale a pena.







Edição:Ano LXI nº 31.821 Belém, Quinta, 26/07/2007






A catástrofe do vôo 3054

Chegamos à apoteose aérea. A tragédia do vôo 3054 da TAM era algo mais do que previsível de acontecer. A cidade de São Paulo fez de Congonhas sua fagocitose e agora sofre os efeitos de sua indigestão alimentar. Pior que isso: centenas de vidas foi o preço pago para se chegar à conclusão cabal das leis da física, de que velocidade e espaço são grandezas diretamente proporcionais. Ou seja, aviões a jato precisam de espaço, de preferência com exagerada área plana extra para um pouso seguro em eventualidades.

Fazia anos que a tragédia de Congonhas vinha sendo anunciada como um trailer de filme de terror prestes a ganhar o cartaz de atração principal. Em 1996, a peça teatral governamental sobre o aeroporto ganhou seus ares de longa metragem e anunciou sua avant première, com um acidente da mesma empresa, no qual morreram 99 pessoas, incluindo aquelas que estavam em solo. Anos se passaram e vários foram os vôos que tiveram problemas naquela cabeceira de pista. Era um sinal. Um mau sinal. Da mesma forma, Airton Senna precisou morrer para que redesenhassem Ímola. Cumbica precisou de centenas de corpos carbonizados para chamar a atenção, um preço muitíssimo alto a ser pago pela falta de investimentos no setor. Há meses, o amigo Val André já havia cantado essa bola em seu blog ('Pelos Corredores do Planalto'): 'O caos nos aeroportos é apenas a ponta do iceberg'.

O inaceitável desastre, assim como a combinação de fatores intrínsecos que levam a um acidente aéreo, é também reflexo dos fatores extrínsecos, da falta de planejamento e investimentos do governo para o setor. No jogo do empurra-empurra, o passageiro não passa de um dente da engrenagem da ganância das companhias aéreas e da irresponsável política pública de infra-estrutura de transporte aéreo.

Nos próximos meses, as autoridades e a Imprensa se empenharão em eleger culpados para a tragédia e crucificá-los. Prevê-se com antecedência que serão os pilotos, os controladores de vôo, o avião, a água da chuva, uma ave noturna, Paladinos e Lepores, alguma rádio pirata ou, quem sabe, algum passageiro de Alah. Jamais será a absurda falta de investimentos governamentais e as ruins condições de trabalho dos profissionais da área. Corroborando a tese, o acidente do vôo 1907 da GOL foi o mais patético exemplo da desorientação por que passa o sistema de controle de vôo brasileiro. Talvez um walkie-talkie fosse mais eficiente.

No paradigma do 'relaxa e goza', quem deveria estar sendo resgatado dos escombros zomba da própria sorte de ter um avião particular. Aos passageiros, sobram a apreensão na hora do embarque e a tensão em voz trêmula no 'boa viagem!'

Frederico Maia Guerreiro dos Reis
fredguerreiro@oi.com.br Conjunto Médici I - Rua Irituia
Belém

Atrasos na ida e na volta

Fotos: Val-André Mutran, by Nokia

A IDA
Embarquei na última sexta-feira, 20 para alguns dias de descanço em Marabá, minha terra natal.
Embarquei não, tentei embarcar.














Chegamos as 20h00 para o check-in no vôo da Gol que deveria sair de Brasília às 9h30. Confusão, aborrecimento e um monumental atraso é o que me esperava na longa noite.

















Às 3h40 da manhã, o saguão já estava tomado por policiais da tropa de choque da Polícia Militar de Brasília, que posicionou-se para evitar que passageiros com os nervos à flôr da pele quebrassem tudo por alí, dentre eles eu e minha Lúcia.

Com a legislação na mão, procurei a supervisora da Gol, pois, tinha uma reunião agendada no sábado às 8h00 com lideranças políticas do Comitê Pró-Carajás.

Valéria se chama o nome da tal supervisora que me tratou mal desde o início de minhas argüições.

Falei à mal educada senhora que após 4 horas de atraso a Gol tinha a obrigação de pagar aos seus passageiros daquele vôo pelo menos um lanche.

Claro que tinha dinheiro para tal, mas, fui conferir se em Brasília, no luxuoso Aeroproto JK, a coisa funcionava sem uma carteirada.

-Não funcionou.

Dirigi-me ao sub-solo onde está localizado o escritório da ANAC. Preenchi um formulário que me foi entregue pelo sargento Rodrigues.

Acompanhei o oficial da ANAC ao piso superior (embarque) e assistí a notificação de R$ 30 mil contra a Gol.

Isso pelo menos aliviou um pouco minha ira. Só sosseguei quando a Gol me pagou um lanche na Praça de Alimentação. O vôo partiu de Brasília às 4h45 da manhã e chegou às 6h17 em Marabá.

A VOLTA
Fui embarcar ontem de volta para Brasília e desta vez com bagagem grande, pois meu filho, Val-André voltaria conosco.

Tinha ainda o mais novo membro da casa, Apollo, um pit bull de três meses, neto de campões importados dos Estados Unidos pelo meu primo Bené Mutran. Um cachorro de revista e belíssimo, com lindos olhos azuis claríssimos.





















Check-in as 6h00 sendo que o vôo da Gol só decolou de Marabá para Brasília às 10h20!

Chegamos somente às 12h36.

Uma vergonha a malha da aviação brasileira.

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Atualização

Quando acordei, agora a pouco, o Ministro da Defesa Waldir Pires tinha caído.

O blog pensa que tem que cair é toda a cúpula responsável pelo setor aéreo nacional.

Pausa para rever os amigos...

...a família, comer tucunaré frito na hora com os pés dentro d'água no rio Tocantins, uma cerveja gelada e um bom papo.

Comer como um rei no Galego's e na casa de meu pai.

Dançar até o dia raiar no Maraluar.

Não assistir TV, não ouvir rádio, não acessar a internet. Enfim, descançar e curtir cinco dias de folga da pauleira que é Brasília. Afinal, acho que mereço.

Volto amanhã para a Capital da República e retomo a atualização normal do blog.

Muitas novidades e até lá.

Votem na nova enquete aí ao lado

O quê Lula deve fazer para resolver o "apagão aéreo"?

Resultado da Enquete

Renan e Roriz. Os "Reis do Gado" vão dançar no curral?

Mais quando! É tempo de quadrilha
24,24% (8 votos)
É tudo ataque da oposição
3,03% (1 voto)
O Lula não deixa
21,21% (7 votos)
Vão pro Céu
3,03% (1 voto)
Vão pro Inferno
48,48% (16 votos)

O eleitores querem que essa escória vá pro inferno!

Maragusa será a diferença no DIM em produção de ferro gusa

MARAGUSA - Siderúrgica começa a produzir 400 toneladas/dia neste sábado em Marabá

Do Site Marabá Notícias


O Distrito Industrial de Marabá (DIM) ganha mais uma siderúrgica a partir deste sábado (21), quando será inaugurada a Maragusa, empresa do grupo Leolar, cujo alto forno já começa a ser operado no ato da cerimônia inaugural, marcado para as 16 horas. A capacidade total de produção é de 400 toneladas/dia, o equivalente a 12 mil toneladas/mês.

Durante um ano e sete meses, o empresário Leonildo Borges Rocha, diretor-presidente do grupo, investiu R$ 35 milhões. Hoje a empresa mantém 280 trabalhadores e vai empregar, a partir de amanhã, mais 150 para atuar na produção, gerando 430 postos de trabalho diretos, segundo informou Zeferino Abreu Neto, o Zé Fera, diretor-administrativo da Maragusa.

Ainda de acordo com ele, entre os primeiros 60 a 90 dias, a média de produção será entre 9 mil e 10 mil toneladas de ferro gusa. É o que o executivo chama de período de adaptação, depois do qual a empresa passa a operar com capacidade total.

No que diz respeito à legalidade do carvão vegetal usado na produção do gusa, que é a grande dor de cabeça da maioria das guseiras de Marabá, Zé Fera diz que a Maragusa já pulou essa etapa antes mesmo de começar a construir sua estrutura física.

É que a empresa marabaense fechou contrato com a Cikel, empresa de Belém, com selo verde, que vai fornecer carvão vegetal de origem legal comprovada até 2015.

Mas o executivo deixa claro que a intenção da Maragusa é de se tornar sustentável num curto espaço de tempo. Para tanto, segundo Zé Fera, a empresa mantém um projeto de reflorestamento de 30 mil hectares distribuídos em municípios da região sul do Estado. “Nosso interesse é reflorestar dentro do Pará”, declara.

Este ano devem ser reflorestados 2,5 mil hectares e, a partir de 2008, a Maragusa pretende reflorestar entre 3 mil a 5 mil hectares/ano.

Nota do Blog: Na foto que abre essa reportagem, o meu cumpadre Zé Fera, padrinho de minha esposa no Rotary Internacional.

Por quê se tornou inadiável a criação dos Estados de Carajás e Tapajós?

Enviado pelo economista Roberto Castro, habitué do blog e publicado originalmente no blog do Hiroshi Bogea.

1 - Olhem para o mapa do Brasil com bastante atenção.














2 – Vejam a área dos Estados do Amazonas, Pará e Mato Grosso com 3.721.790 Km2 ou 43,7% do território nacional.

3 – Agora, olhem para uma das regiões mais pobres e mais secas do Brasil, o nordeste oriental (RN-PB-PE-AL-SE) com apenas 257.227 km2 ou 3,02% do país.

4 – Esses cinco Estados do nordeste, têm, juntos 750 municípios contra 344 da primeira região, portanto, são muito mais organizados.

5- Em termos de qualidade de vida e riqueza têm: PIB/Anual muito superior (R$ 78,04 bilhões), População maior (19.769.874 habitantes), mais veículos (2.058.060), mais telefones fixos e celulares (2.661.800 e 4.265.201 respectivamente), o triplo de Universidades Federais (9), 3,7 vezes mais Alunos Universitários (631.035 alunos no curso superior), uma representação política no congresso nacional muito superior a nossa (15 senadores e 62 deputados federais) além de cinco governadores. Com apenas 3,02% do Brasil, eles nos superam em tudo, até em estradas pavimentadas, o que é um verdadeiro descalabro, mesmo sendo paupérrimos em relação ao sul e sudeste. Dados do censo de 2000 do IBGE.

6- Isso significa que os nordestinos são mais ricos porque possuem mais veículos e produzem um PIB que é quase o dobro do nosso, se comunicam melhor, conseguem mais recursos no Congresso, se educam melhor por terem o triplo das nossas universidades federais gratuitas, além de um futuro muito melhor porque têm quase quatro vezes mais alunos no curso superior.

Dados completos abaixo, para uma reflexão mais profunda dos nossos governantes e políticos.

Não quis fazer uma comparação com os Estados do sul e sudeste, porquanto, cairia em depressão profunda e falta de esperança com relação ao nosso futuro. Apenas para se ter uma idéia, o pequenino Estado do Rio de Janeiro com 43.696 Km2 (1,16% do nosso território) nos supera em todos os indicadores com vantagens assustadoras, com exceção do número de senadores que é igual para cada Estado, e aqui somos 3 Estados, além do número de municípios devido à exigüidade territorial.






Evocando o princípio democrático, de que, todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido, lembramos que uma significativa parte das populações desses três Estados gigantes está pedindo aos três Excelentíssimos Srs. Governadores, Blairo Maggi, Ana Júlia Carepa e Eduardo Braga que apóiem e recomendem a criação dos novos Estados de Araguaia, Tapajós, Carajás, Solimões e Juruá, além dos territórios federais de Marajó e Rio Negro.

Assim, considerando que toda a população das unidades federativas originais, sem exceção, encontra-se com o seu futuro irremediavelmente prejudicado, conforme explicitamos nos dados inequívocos acima, mister se faz que os referidos próceres tenham cinco minutinhos de prosa e tomem a feliz iniciativa de recomendar e trabalhar ativamente, para a criação desses novos Estado, em caráter especial urgente, em virtude da verdade e do bem estar dos seus governados.

Ao contrário, estariam, sem se dar conta, contribuindo para a felicidade e o desenvolvimento de outras regiões e de outros brasileiros, em detrimento de sua gente, em visível contra-senso as suas missões primordiais.

Morre em São Paulo o Deputado Federal Nélio Dias, presidente nacional do PP

Morre o deputado Nélio Dias, presidente nacional do PP
Gilberto Nascimento
Deputado Nélio Dias
Morreu nesta manhã o deputado Nélio Dias (PP-RN), que era presidente nacional do Partido Progressista e vice-líder da legenda na Câmara dos Deputados. O corpo do deputado será enterrado amanhã, às 16 horas, no cemitério Morada da Paz, no município de Parnamirim, próximo a Natal. O velório será realizado no Palácio da Cultura (centro de Natal), local oferecido pela governadora Wilma de Faria. A previsão de chegada do corpo a Natal é 17 horas.

A vaga de Nélio Dias será ocupada pelo primeiro suplente da coligação PP-PMDB-DEM-PTN, Carlos Alberto Sousa Rosado (Betinho Rosado), do DEM, que já exerceu três mandatos de deputado federal, nas legislaturas de 1995-99, 1999-2003 e 2003-07.

Morte encefálica
Ontem, às 16h30, havia sido decretado o estado de morte encefálica do deputado pela equipe de neurocirurgia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital desde 10 de julho.

O deputado tinha câncer no pulmão havia seis anos e se submetia a tratamento radioterápico. Na manhã do dia 10, sofreu ruptura de aneurisma e parada cardíaca durante a penúltima sessão de radioterapia, realizada no mesmo hospital.

Nélio Dias era agropecuarista, tinha 62 anos e estava em seu segundo mandato como deputado federal.

A liderança do PP divulgou a seguinte nota: "O falecimento do nosso amigo e correligionário muito nos entristece. Nélio Dias foi um obstinado na busca do consenso, da harmonia e da paz nas questões partidárias. Como presidente coube-lhe iniciar um processo de reconstrução do Partido Progressista. Foi um homem do bem, um companheiro fiel e incansável. Neste momento difícil, desejamos muita força e fé aos seus familiares. A memória de Nélio Dias será honrada com nosso respeito e seu exemplo guiará nossas ações."

* Notícia atualizada às 11h58

Morre em São Paulo Antonio Carlos Magalhães

Agência Senado
Foto:

Morre Antonio Carlos Magalhães

Morreu às 11h40 desta sexta-feira (20) o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), em São Paulo, devido a uma infecção e a problemas renais e cardíacos. O senador, que tinha 79 anos, estava internado desde 13 de junho no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), em São Paulo. O corpo será levado a Salvador, onde o senador será enterrado.

ACM havia sido hospitalizado em quatro oportunidades neste ano.
O político baiano era diabético e tinha problemas renais e cardíacos.

Uma das principais lideranças da política nacional, o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) morreu nesta sexta (20), aos 79 anos, no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), em São Paulo.

A saúde do político baiano, diabético e com problemas renais e cardíacos, agravou-se em 2007. Debilitado, ACM foi hospitalizado quatro vezes neste ano. Em março, foi internado no Incor com quadro de pneumonia e disfunção renal. Depois, voltou a ser hospitalizado em 17 de abril, 29 de maio e 13 de junho. (G1)

Adesão total do empresariado sulparaense ao Carajás

Enviei ao longo desta semana a logomarca que estamos utilizando para as peças Pró- Criação do Estado do Carajás.

Acredito que seja uma reação espontânea às declarações da Associação Comercial do Pará desta semana, que está articulando um movimento de mobilização contra a criação dos Estados do Carajás e do Tapajós.

Produtores de alimentos, empacotadores de grãos, Lojas de Eltrodomésticos, de Tecidos, Supermercados, Postos de Gasolina...estão utilizando a logo em suas embalagens e fachadas.

Não há ao certo o número exato de assinaturas recolhidas até o momento em apoio ao plebiscito. Fala-se em 40 mil assinaturas em menos de um mês de mobilização.

"Nossa meta será de 500 mil", disse de Redenção, a pouco ao blog, o Deputado Giovanni Queiroz.

Encrenca grossa em Santarém




Segundo denúncia do Jornal O Estado do Tapajós, secretário comete irregularidades e é denunciado.

Leia aqui>>

Mensagem da ACES à ACP

Associação Comercial de Santarém defende criação de novo Estado

A Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), defendeu nesta sexta-feira, 13, em matéria publicada no jornal O Liberal, a criação do Estado do Tapajós. A entidade enviou nota à redação do jornal na quinta-feira, contraponto matéria publicada no mesmo dia e que informava que a Associação Comercial do Pará (ACP) está fazendo uma mobilização contra a divisão territorial do Estado.

Na matéria desta sexta-feira, o presidente da ACES, Olavo das Neves, faz uma defesa contundente do novo Estado e apresenta dados que comprovam que a divisão territorial, ao contrário de causar prejuízos ao Pará, vai melhorar a vida dos moradores de todas as regiões. Embasado em números e estudos técnicos, o empresário defende que a população das regiões historicamente abandonadas seja ouvida em plebiscito.

Na defesa que fez da criação de novos Estados, Olavo diz que esta é uma excelente estratégia de fortalecimento político, econômico e social de toda a região Amazônica. "É uma luta histórica contra o abandono e a pobreza", diz Olavo, informando que a mobilização da classe empresarial da região Oeste do Pará caminha no sentido inverso da ACP, lutando justamente pela criação de um novo Estado.

LEIA A ÍNTEGRA DA MATÉRIA DIVULGADA PELO JORNAL O LIBERAL:

"Associação Comercial de Santarém defende a criação de novos estados"

A Associação Comercial e Empresarial de Santarém (Aces) declarou ontem, por meio de nota oficial, que tem um posicionamento diferente da Associação Comercial do Pará (ACP) sobre a divisão territorial do Estado. A classe empresarial de Santarém e da região Oeste do Estado, segundo a Aces, defende a criação do Estado do Tapajós e avalia que a criação de novos Estados não prejudica o Pará, já que é uma "excelente estratégia de fortalecimento político, econômico e social de toda a região Amazônica".

A ACP anunciou esta semana que está articulando um movimento de mobilização contra a divisão, mas os empresários de Santarém garantem que não vão aderir à campanha. Para o presidente da Aces, Olavo das Neves, a mobilização da classe empresarial da região caminha no sentido inverso, na luta pela criação de um novo Estado. "É uma luta histórica contra o abandono e a pobreza", diz.

"Quando a ACP afirma que não é de interesse do Pará a divisão e o desmembramento de seu território, está excluindo mais uma vez o pensamento das populações das regiões que hoje defendem a emancipação política. Respeitamos o posicionamento da ACP, mas o Pará não é só Belém ou a região metropolitana. Temos milhões de pessoas nesta região que gostariam de ser ouvidas", afirma ele, para quem o plebiscito é a forma mais democrática para que se saiba realmente o os paraenses querem.

A Aces também discorda da afirmação de que a divisão do Pará vai causar prejuízos ao Estado que remanescer. Segundo a associação, há estudos que demonstram o contrário. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo federal, com a divisão a população que ficaria no novo Pará teria mantidos - e até melhorados - os índices de qualidade de vida. O estudo, reforça a nota, mostra que o Pará manteria a maior população e os melhores índices econômicos e sociais, como renda per capita, menor desigualdade, maior percentual de domicílios com acesso a água e energia e menor taxa de mortalidade infantil.

"As desigualdades sociais e econômicas entre as regiões são gritantes, o que por si só já justifica um rearranjo do território estadual", argumenta Olavo das Neves. A região que continuaria sendo o Pará tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,72, enquanto em outras regiões o IDH não passa de 0,7 (Tapajós e Carajás). "São séculos de tentativas frustradas de administrar um território maior do que muitos países", avaliam os empresários santarenos. "É chegada a hora de estas regiões terem o direito de decidir por um caminho diferente da exclusão e miséria social", finalizam."


Segue link para a matéria publicada no site de O Liberal:

http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=250&codigo=271109


Paulo Leandro Leal
Assessoria de Comunicação e Imprensa

Eu boicoto!















O blog junta-se ao boicote proposto pela Rede Record.

Veja o protesto aqui>>

Lula fala em rede nacional sobre acidente com jato da TAM

Finalmente está previsto para hoje a noite a fala do presidente Lula que vem a público, em rede nacional, lamentar o acidente e dizer o que seu (des)governo fará para equacionar essa vergonha que é o apagão aéreo há quase um ano.

Já vão tarde

São fortes os rumores em Brasília de que o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, teria colocado o cargo à disposição ou pedido demissão. A expectativa é de que o Palácio do Planalto anuncie amanhã medidas de impacto em resposta à crise deflagrada com o acidente aéreo em Congonhas. Chefões da Infraero, Anac e Ministério da Defesa -- no caso, o ministro Waldir Pires -- estão inseguros em seus cargos. Só uma coisa é certa hoje em Brasília: O único com prestígio junto ao presidente Lula no momento é o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito.

Blog dos Blogs

Carta do Deputado Giovanni Queiroz à ACP

A respeito da reunião da ACP e representantes do Governo Estadual sobre a divisão territorial do Pará. O Deputado Federal Giovanni Queiroz (PDT-PA), enviou a seguinte correspondência ao presidente da Associação Comercial do Pará (ACP).

Brasília, 13 de julho de 2007.


À
Associação Comercial do Pará
Belém - Pará

Att.: Altair Vieira

Prezado Presidente,

A respeito de reportagem publicada no jornal O Liberal, Caderno Política, Coluna Por Dentro, Pág. 04, edição de quinta-feira, 12 de julho, próximo passado, com o título: “Associação Comercial começa mobilização contra divisão do Pará”, vimos através desta, trazer ao conhecimento da Associação Comercial do Pará os seguintes esclarecimentos:

Como autor do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 159-B, de 1992, que versa sobre a autorização plebiscitária com o obejtivo de criação do Estado do Carajás, a partir do desmembramento do Estado do Pará, entendo que neste momento, devemos deixar de lado as paixões pessoais e que decorrem de interpretações superficiais das questões maiores do interesse do Estado do Pará.

Na minha ótica, impera o sentimento de que temos desafios inadiáveis a enfrentar, juntos, com o conjunto da sociedade, na busca de mecanismos que possam equalizar a imensa desigualdade social e econômica, fruto da insuficiência e ineficácia das políticas públicas, condenando o Estado a um impertinente modelo de desigualdade. Temos, portanto, a obrigação e dever patriótico de pensar grande e, sobretudo, pensar no Estado do Pará inserido num contexto nacional. Pensar num desenvolvimento maior de todo o Território e de toda a população.

O que propomos nada mais é do que dividirmos a gestão, e ao multiplicarmos nossa influência política, de maneira responsável, inteligente, planejada e estratégica, podermos alavancar muito mais o nosso tão almejado desenvolvimento. Um desenvolvimento em benefício de toda a população do Estado do Pará, no sentido de se garantir uma contribuição muito maior ao país.

Nesse sentido, quero propor a Vossa Senhoria promovermos um grande Simpósio no Estado do Pará, com a discussão do tema: “A divisão territorial”, que entendo ser um dos mais importantes instrumentos de desenvolvimento do País. Colocamo-nos, desde já, à disposição para participar desse debate.

Senhor presidente, a demanda por investimentos no interior de nosso Estado é crescente e inadiável. Outras de nossas grandes preocupações são relacionadas aos projetos de ampliação e implantação em curso por empresas do porte como a Companhia Vale do Rio Doce, Alcoa... dentre outras.

São vários os desafios, daí a nossa proposta de um grande encontro e que convoquemos toda a sociedade para este debate.



Atenciosamente,



GIOVANNI QUEIROZ
Deputado Federal

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Atualizada às 10h26, de 20/07

A resposta da Associação Comercial do Pará ao Deputado Giovanni Queiroz foi a mais previsível possível: fuga do debate. Leiam


Belém, 19 de julho de 2007


Ao
Deputado Giovani Queiroz
Câmara Federal
Brasília, DF


Senhor Deputado,

Acusamos o recebimento de sua Carta datada do dia 18 do corrente, propondo a realização de simpósio para a discussão da divisão territorial do Estado.

V. Exa. abre a sua correspondência sugerindo que “devemos deixar de lado as paixões pessoais e que decorrem de interpretações superficiais das questões maiores do interesse do Estado do Pará”.

V. Exa. comete dois erros de avaliação ou de informação, dois equívocos numa mesma frase.

Nem são “paixões pessoais” os motivos que nos levam a defender a integridade do nosso território, nem decorrem de “interpretações superficiais”.

Não fosse o nosso civilizado espírito democrático e poderíamos receber como insultuosa crítica o reparo equivocado.

A ACP tem opinião formada e fechada contra a divisão do Estado do Pará.
Sempre estamos abertos a debater qualquer tema ou proposta com vista ao desenvolvimento do Pará, mas não a discutir a sua divisão territorial.
Porque não é diminuindo o nosso território que o Pará vai crescer.


Atenciosamente,


Altair Correa Vieira,
Presidente

Carta ao presidente Lula

Não costumo repassar nada de cunho político e nem religioso, mas, a carta é tão lúcida e tão justa, que não resisti.
Estou desolada com a situação do país, e percebo que minha desesperança tornou-se um sentimento comum aos brasileiros que conseguem olhar os fatos com isenção e distanciamento de suas creenças políticas.
Que Deus nos ajude e a este país que tem tudo para dar certo! Angela
Carta ao presidente

Por Teresa Maria Moniz de Aragão

Sr. Presidente,

O Senhor ficou triste com as vaias que levou, pois a minha tristeza é muito maior que a sua, quando vejo que o dinheiro da educação , da saúde, do saneamento básico, da habitação, direitos essenciais dos cidadãos está indo para o bolso dos corruptos.

Eu fico imensamente triste, com esses assassinos do povo brasileiro que ajudam a formar marginais e matam o povo de fome ao lhes negar direitos básicos: educação, alimentação, saúde, moradia, cultura, esporte e o mais importante: dignidade.

Senhor presidente, eu piro de tristeza ao ouvir de fontes seguras que foram gastos R$18 milhões só na Pira do Pan.

Senhor presidente, o senhor pode me prestar contas do que foi gasto no Pan?

Tenho fontes que me dizem que só a pira olímpica custou R$18 milhões... Isso é verdade? Pirei...

O transporte de um cavalo de salto do Rio a São Paulo custa R$400.

Fontes fidedignas me informaram que foi gasto com o transporte dos cavalos do aeroporto até Deodoro R$1 milhão. Adoraria saber que isto é mentira. Quem vai fazer a auditoria do Pan??? Muito tem se falado dos superfaturamentos e as concorrências sem licitação. Gostaria de saber a verdade das contas do PAN... Para onde foi o dinheiro dos meus impostos. Sr.Presidente, o que o senhor acha? É brasileiro que gosta de uma fofoca, ou todo boato tem um fundo de verdade? Dá para providenciar uma auditoriazinha básica nas contas do PAN??

O senhor acabou de criar um ministério, 600 cargos novos de DAS, para fazer o quê? Quem vai pagar essa estrutura toda? Eu e toda a classe média, né? Ai que tristeza...

O senhor não sabe como eu fico frustrada, magoada, e até choro, ao colocar na ponta do lápis todos os impostos altíssimos que eu pago a quantidade de meses que trabalho só para pagar imposto e não vejo retorno. Tanto eu quanto a diarista que trabalha em minha casa pagamos um plano de saúde privado,pois os hospitais do governo não atendem às necessidades da população, não temos segurança, saneamento básico, redes de esgoto suficientes, uma estrutura urbana decente, etc.

Quando a CPMF foi criada, o objetivo era resolver o problema da saúde do Brasil. Quando o ministro Jatene viu que só 2% da CPMF ia para a saúde, sentiu vergonha de ter que compactuar com a sujeirada que é a política brasileira e pediu demissão...Retirou-se da política para guardar sua dignidade. E está aí a CPMF, engordando as contas dos corruptos, está aí o sistema de saúde que conhecemos.

Quem tem o direito de estar mais triste, Sr. Presidente, o senhor que foi apenas vaiado, ou os trabalhadores, os pobres, e a classe média, que padecem com o descaso das autoridades?

E depois, Sr. Presidente, não foi o senhor quem deu dinheiro para fazer o Pan, fomos nós , brasileiros da classe média, que , com nossos impostos financiamos o Pan. Não tenho que me sentir agradecida ao senhor por algo que eu paguei. O senhor esqueceu que eu com meus impostos ajudei a pagar o Aerolula para o senhor vir assistir abertura do Pan? O senhor é quem tinha que se sentir agradecido a mim. A mim e a todos os brasileiros que pagam impostos.

Me entristece sua política assistencialista. Como diz o ditado chinês, o importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar. Com sua política assistencialista, os pequenos empresários têm dificuldades de assinar a carteira de seus empregados que não querem perder a bolsa família. Não é hora de investir na geração de empregos? Numa reforma agrária com agrovilas, cooperativas, escolas técnicas e um planejamento de produção agrária com técnicos especializados? Fico triste quando vejo um sem terra pegar sua terra recém conquistada, e vender na primeira oportunidade.

Fico triste quando vejo um sistema discriminatório de cotas para a universidade. O que é isto? O povo brasileiro não quer favor. Quer educação pública de qualidade. Com um ensino público de alto nível ninguém precisa de cota para entrar na universidade.

Me deixa triste, Sr. Presidente, sua conivência com as manobras políticas para encobrir a roubalheira e a falta de ética que se instaurou no Governo Brasileiro em todos os níveis, desde o mais o mais alto até o mais baixo escalão - Esses assassinos ainda não entenderam que estão matando o país e o povo brasileiro a cada dia.

Escutei de uma pessoa próxima a mim que a maior alegria do Pan foi poder vaiar o Presidente pessoalmente. Não fique triste, Sr. Presidente, o senhor deixou, por alguns momentos, 90 mil brasileiros felizes, dando-lhes a oportunidade de lhe vaiarem pessoalmente. Triste fiquei eu de não poder fazer parte deste coro de insatisfação.

Eu votei no senhor no seu primeiro mandato, e fui traída. A decepção venceu a esperança. E o medo também. O senhor está arrebentando com as finanças do país. Arrebentando com a classe média e com os pobres... Pois rico não paga imposto. Coitado do próximo governo.

Concluindo, se alguns consideram a vaia uma atitude deselegante, ela é, como o senhor mesmo disse, a expressão espontânea da democracia e muito mais deselegante ainda é o desrespeito ao povo brasileiro.

Me diga agora, Sr.Presidente, quem tem o direito de estar mais triste, eu ou o senhor?

Assinado, uma brasileira muito triste, mas muito triste mesmo.

Este texto foi escrito por um leitor do Globo Online. Quer participar também e enviaro seu? Clique aqui

Teresa Maria Moniz de Aragão - tricampeã brasileira da canoagem em águas brancas (1989, 1990, 1991) e medalha de prata no Pan-americano de canoagem modalidade descida (1990).

Congresso em recesso até 31 de julho

Desde o dia 18 de julho, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados estão em recesso parlamentar, que tem a duração de 14 dias. Os trabalhos legislativos serão retomados no dia 1º de agosto. Nesse período, são interrompidos os trabalhos em Plenário e nas comissões.

Nota de Pesar

Foto: ABr





















Nota do Presidente da Câmara dos Deputados


Foi com grande dor que recebi a notícia da perda irreparável do deputado Júlio Redecker, líder da Minoria na Câmara dos Deputados. Foi vítima, como tantos outros, do trágico acidente ocorrido com o avião da TAM na noite de terça-feira no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
É com consternação que expresso, em meu nome e em nome da Câmara dos Deputados, nossos sentimentos e solidariedade a todas as famílias enlutadas.

E é meu dever registrar que o deputado Júlio Redecker – político jovem, ao mesmo tempo combativo, leal e terno – tinha destacada atuação que muito honrou o Congresso Nacional.
Sofreu o acidente trabalhando, ainda no Brasil, pouco antes de embarcarmos em missão oficial, juntamente com o deputado Luiz Sérgio, para Washington, onde visitaríamos o Congresso dos Estados Unidos e cumpriríamos outras agendas.

Que sua família e todas as famílias vítimas dessa tragédia tenham força para suportar o imenso sofrimento da perda de seus entes queridos.

Arlindo Chinaglia
Presidente da Câmara dos Deputados

Não à ACP

Como vocês podem conferir no post abaixo, a Associação Comercial do Pará (ACP) não representa os interesses do empresariado do interior do Estado.

O blog convoca seus leitores para enviarem mensagens de repúdio à direção daquela entidade que deliberadamente conspira contra os interesses legítimos do povo carajaense e tapajônico, históricamente abandonados pelos governos de plantão e empresários encastelados na Capital do Estado, que só pensam em seus próprios interesses se lixando para o povo sofrido das duas regiões que, legitimamente, unem-se em torno de um projeto de libertação, independência e melhores dias para seu povo.

Envie um e-mail e externem sua indignação para o presidente da ACP em nome de seu presidente, senhor Altair Corrêa Vieira na seguinte Caixa Postal Eletrônica: acp@acp.com.br

Entidades repudiam ação da ACP contra redivisão

Paulo Leandro Leal

Da redação

Associações Comerciais de 20 municípios paraenses publicaram nesta quarta-feira, 18, uma nota pública de repúdio contra a Associação Comercial do Pará (ACP), que desencadeou uma campanha contra a redivisão territorial do Pará. Na nota, as entidades lamentam o fato de a ACP tentar passar a impressão de que representa toda a classe empresarial do Pará, quando na verdade, só representa os empresários da capital. O documento diz que a ACP não tem legitimidade para falar por todos os empresários.

Assinam a nota as Associações Comerciais de Santarém, Água Azul do Norte, Alenquer, Altamira, Ananindeua, Canaã dos Carajás, Itaituba, Juruti, Marabá, Monte Alegre, Novo Progresso, Óbidos, Oriximiná, Ourilandia do Norte, Parauapebas, Redenção, Maria, Sapucaia, Tucumã, Xinguara. No documento, estas entidades dizem que o repúdio se dá por a ACP tentar passar a idéia de unidade de toda classe empresarial em torno de seus próprios interesses, quando desencadeia uma campanha contra a redivisão territorial do Estado do Pará.

"A ACP não representa toda a classe empresarial paraense, tanto que cada município do Estado possui a sua própria associação comercial e nenhuma delas possui filiação ou qualquer vínculo com a ACP", diz a nota, acrescentando que a mobilização da ACP entidade não representa os anseios do empresariado do Pará, mas apenas a de um grupo de empresários, especialmente da Capital do Estado.

Segundo as Associações Comerciais, a ACP em nenhum momento as consultou sobre a sua campanha contra a criação de novos estados, e que por este motivo não poderia, de modo algum, falar por todo o empresariado paraense, como vem fazendo. "A manifestação da ACP, portanto, é um ato que não conta com o apoio geral do empresariado paraense, como vem sendo informado, e que não pode ser entendido como o pensamento da classe empresarial do Estado", destacam as entidades na nota de repúdio.

As entidades que subscrevem a nota ainda manifestaram apoio irrestrito ao projeto de criação de novos estados, não só no Pará como em toda a Amazônia. Os presidentes destas entidades entendem que este é um legítimo anseio de populações de regiões que só são lembradas pela classe política em época de eleição e que vivem durante séculos abandonadas pelos poderes centrais. "Regiões que se tornaram meras fornecedoras de matéria-prima bruta e que recebem pouco ou quase nenhum apoio governamental para o seu desenvolvimento", diz o documento.

As associações ainda sustentam que a redivisão territorial é um projeto estratégico de desenvolvimento para um Estado com dimensões continentais que até hoje não conseguiu dar uma resposta administrativa eficiente às regiões mais distantes da capital. "Regiões que sofrem com a falta de infra-estrutura e serviços essenciais básicos, como saúde, educação e até mesmo energia elétrica", destacam, lamentando o fato de a ACP usar apenas argumentos sentimentalistas em sua campanha, sem mostrar que existem estudos técnicos que demonstram a viabilidade da criação de Novos Estados.

Por fim, as entidades deixam claro que a ACP não representa a voz de todo o empresariado paraense, pois a referida entidade não possui legitimidade para isso. "Repudiamos o fato de que, mais uma vez, as entidades empresariais do interior do Pará tenham sido ignoradas, como se o Estado fosse apenas a sua Capital e como se a população do interior não pudesse, ela mesma, se manifestar sobre assunto tão importante para o futuro não só dos paraenses, mas de todos os brasileiros", finaliza a nota.

Fonte: Paulo Leandro Leal

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Charge - Iotti - Jornal Zero Hora

Pasmem! Mais um imposto pode ser criado




Opinião

* Marcos Cintra

O governo cogita propor em seu novo projeto de reforma tributária a criação de dois IVAs: um federal, que unificaria o PIS, Cofins, IPI e a Cide, e outro estadual, que integraria o ISS à base do ICMS. E nesse mesmo projeto, pasmem, pode ser criado um imposto sobre essa mesma base, o IVV — imposto de vendas a varejo.

Um aspecto a ser realçado no projeto do IVA dual, que deve ser encaminhado ao Congresso Nacional a partir de agosto, é que o IVV será criado para compensar os municípios pela perda do ISS, já que a base de serviços seria transferida para a esfera do IVA estadual.

O IVV é um tributo pago no último estágio do processo de fabricação e distribuição de mercadorias, como ocorre nos Estados Unidos. É adicionado na nota fiscal quando o consumidor adquire um bem em estabelecimento varejista. Ou seja, ao efetuar uma compra em uma loja, farmácia ou restaurante, por exemplo, o cliente teria o imposto somado ao preço final, e o comerciante seria o responsável pelo seu recolhimento ao fisco municipal.

A proposta de cobrar um imposto municipal na ponta do consumo foi aventada em 1999 pelo substitutivo à PEC 175/95, apresentado pelo deputado Mussa Demes. Na nova estocada tributária que se ensaia, a proposta do IVV deve ser resgatada, e isso trará prejuízos aos comerciantes e às prefeituras. O IVV alcançaria milhões de pequenos estabelecimentos na cadeia varejista de comércio, impondo-lhes novos custos de administração tributária e subtraindo-lhes capital de giro e pressionado suas margens de lucro.

Se de um lado a proposta em estudo causa apreensão aos varejistas, de outro os prefeitos devem ver no projeto um motivo de preocupação, já que teriam de abrir mão da receita que mais cresceu entre 2002 e 2006 (a arrecadação do ISS aumentou 11,4%) e, como compensação, passariam a cobrar um tributo absurdamente complexo como o IVV. Ou seja, os municípios perderiam a base serviços, em expansão no mundo globalizado e terceirizado da atualidade, e teriam pesados custos de administração e fiscalização de um imposto no qual não têm tradição.

Cabe citar que há estimativas apontando que 30% das prefeituras perderão um terço ou mais das receitas próprias se o ISS for incorporado ao IVA. Na região paulista do Grande ABC, por exemplo, a expectativa dos prefeitos é que as perdas sejam da ordem de R$ 400 milhões.

O IVV é tributo que não se enquadra na tradição tributária brasileira. Num país onde a sonegação destroçou a ética tributária e onde a evasão passou a ser costume socialmente ratificado, como imaginar que o IVV seja adequadamente arrecadado em cada um dos milhões de pontos de venda a varejo? Quem no Brasil já não tomou conhecimento, ou foi agente, de práticas como a negociação do preço de mercadorias com nota e sem nota? Qual o custo para as prefeituras adequarem suas máquinas de fiscalização a esse imposto tão vulnerável à sonegação? Enfim, essas são questões que devem ser colocadas quando se cogita criar um tributo potencialmente suscetível a fraudes.

Esse sistema tributário caminha na contramão de tudo o que a sociedade espera. O contribuinte quer menos tributos, menos burocracia, menos fiscais e menos corrupção. Nada disso será conseguido se o IVV for aprovado. Trata-se de proposta burocrática, convencional e conservadora. Vai prejudicar os municípios e infernizar a vida do comércio varejista e do consumidor final. Com o IVV, cria-se combinação perfeita para gerar novos focos de sonegação, de evasão e de corrupção. O deformado sistema tributário brasileiro ficará ainda mais horripilante.

*Doutor em economia pela Universidade Harvard (EUA), é professor titular e vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas
mcintra@marcoscintra.org

Um Senado de Fuscas ao preço de Ferraris




Opinião

Claudio Weber Abramo

Diretor executivo da Transparência Brasil

Imagine o eventual leitor que adquira um Porsche. Suponha que a assistência técnica passe mais de um mês se esquivando de verificar se o ruído estranho que se ouve no motor é sinal de algo grave. Perante tal comportamento, o leitor possivelmente recorrerá aos órgãos de defesa do consumidor.

Já quando se trata da vida política, o eleitor não conta com tal possibilidade. Não raro, o “produto” que seu voto engendrou se comporta como um Fusca 1955 com motor fundido. É assim, como um ferro-velho, que o Senado Federal vem se comportando no episódio Renan Calheiros. O pior é que estamos pagando preços de Ferrari pelos Fuscas, Gordinis e Simcas que em grande proporção habitam aquela Casa.

Levantamento recente da Transparência Brasil demonstra que o Senado é a Casa legislativa mais cara por membro entre 12 países pesquisados: a manutenção do Senado custa R$ 33,1 milhões por mandato de seus 81 integrantes. Esse dinheiro não vai todo diretamente para cada senador, mas paga uma estrutura que inclui funcionários, gráfica, TV, rádio, jornal e outros serviços basicamente voltados para a autopromoção de senadores.

Isso dá mais do que o dobro do que os Estados Unidos gastam por mandato parlamentar federal. Ao todo, o Senado brasileiro custa quase o dobro do orçamento previsto neste ano para as duas Casas do parlamento britânico, mesmo com todas as diferenças de riqueza entre o Brasil e o Reino Unido.

Embora custe mais caro que todos os parlamentos do Primeiro Mundo, talvez os serviços que as Casas legislativas brasileiras prestam sejam equivalentemente mais substanciais e relevantes. Talvez os R$ 33 milhões que pagamos por mandato senatorial valham a pena e recebamos de volta um desempenho espetacularmente notável. Mas será mesmo?

A demora em investigar as suspeitas que recaem sobre o presidente da Casa, Renan Calheiros, e a renitência que este manifesta ao se manter na Presidência da Casa demonstram que o Senado brasileiro presta aos cidadãos brasileiros uma representação de quinto mundo. Certamente não é por falta de recursos financeiros que o Senado deixa acumular, sem averiguação, indícios de que o seu presidente esteve envolvido em práticas escusas.

O projeto Excelências, da Transparência Brasil (www.excelencias.org.br), registra os históricos de todos os senadores ativos. Nada menos que 29 deles, ou mais de um terço da Casa, enfrenta ocorrências na Justiça ou em tribunais de contas. Onze desses 29 são membros ou suplentes do Conselho de Ética, instância encarregada de encaminhar a averiguação das suspeitas que recaem sobre o sr. Calheiros.

É claro que, com seu orçamento de R$ 3,4 bilhões, a Câmara dos Deputados também é uma das Casas mais caras do mundo. Sede de escândalos de corrupção de grandes proporções, quase um terço de seus membros enfrenta pendências na Justiça ou tribunais de contas. Mas, mesmo assim, a Câmara ainda é a Casa legislativa brasileira que mais coloca à disposição do cidadão informações sobre o seu funcionamento. Acessando-se o seu sítio de internet, obtém-se grande quantidade de informações sobre os deputados, de faltas às sessões plenárias a quanto eles gastam com combustíveis.

Na Casa vizinha, cujo orçamento é muito mais confortável e, portanto, poderia ser muito mais aplicada na prestação de informações, o que se consegue ao consultar a página dedicada a seu presidente é a data de aniversário. Pode-se também ler a manifestação de júbilo do sr. Calheiros com a escolha do Cristo Redentor como uma das sete novas maravilhas do mundo. Contudo, nem em sua página nem em qualquer outro lugar no sítio de internet do Senado se encontrarão dados sobre como ele gasta a verba indenizatória a que seu gabinete tem direito — verba essa que, de acordo com o noticiário, o presidente teria incorporado à renda que declarou ao Fisco.

O comportamento do Senado durante o episódio Calheiros, ao não lidar expeditamente com a questão e ao não pressioná-lo para que se afaste da Presidência até o esclarecimento das acusações, e mais o custo verdadeiramente inaudito da Casa, estimulam uma pergunta simples: para que, afinal, serve o Senado?

O fato é que não há nada que o Senado faça que a Câmara dos Deputados não faça. De que nos serve um Congresso bicameral? Não se trata de questionar a existência do Congresso. Mas será que a representação que nos é ofertada pelos congressistas eleitos, em particular no Senado, está à altura do papel que deles é esperado? Parece no mínimo arriscado responder afirmativamente.

Congresso vai debater acidente




Leandro Mazzini

BRASÍLIA. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), autorizou ontem à tarde o conselho representativo do Congresso, que atua durante o recesso parlamentar, a se reunir para debater o acidente com o avião da TAM, ocorrido na terça-feira em São Paulo.

O pedido foi protocolado no fim da manhã pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE), titular do conselho. Pelo regimento, durante os 15 dias de recesso parlamentar, o conselho, composto por 23 integrantes - sete senadores e 16 deputados - deve ficar de plantão para debater e deliberar sobre assuntos de interesse nacional. É o caso do acidente com o avião da TAM, que resultou na morte de pelo menos 186 pessoas, diz Jungmann.

- Queremos nos reunir com o ministro da Defesa (Waldir Pires) e com o Comando da Aeronáutica para vermos como podemos ajudá-los nesse momento tão difícil para todos - disse Jungmann.

As CPIs do Apagão Aéreo na Câmara e no Senado não funcionarão no recesso, mas seus principais integrantes estão em São Paulo, acompanhando de perto as investigações da Aeronáutica e da Polícia Federal.

Um desastre com várias versões




BRASÍLIA. As causas do maior acidente aéreo da história do país ainda estão envoltas em mistério. Ontem, a TAM, especialistas de segurança de vôo e autoridades do governo desafinaram ao tentar encontrar as razões para a tragédia. A empresa evitou vincular o acidente do vôo JJ 3054, que causou a morte das 186 pessoas a bordo, ao estado da pista principal do Aeroporto de Congonhas, que havia passado por reforma recente mas ainda estava sem as ranhuras transversais.

Chamadas de grooving, as ranhuras são necessárias para o escoamento de água. Sem isso, o piso empoça e causa aquaplanagem, dizem pilotos experientes que operam em Congonhas. Para eles, apesar de reformada, a pista de pouso pode ter dificultado a aterrissagem. Congonhas tem um histórico de incidentes com derrapagem. Não por acaso, na véspera da tragédia, um avião de médio porte foi parar na grama em razão da pista úmida.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, José Gomes de Alencar Sobrinho, deu combustível à polêmica. Disse que a liberação da pista foi prematura e se deu por pressão comercial exercida pelas companhias aéreas por causa do Pan e das férias.

- A drenagem da pista não foi feita e ela é parte do processo de segurança. Houve precipitação - disse.

Na mesma linha da TAM, o superintendente de engenharia da Infraero, Armando Schneider Filho, contrariando especialistas, pilotos e seis casos ocorridos no ano passado, afirmou que a pista não oferece riscos de derrapagem e que foi liberada depois de estudos confiáveis.

Outros especialistas, no entanto, apontaram possível falha humana. O piloto poderia ter descido bem depois da marca de mil pés - 300 metros da cabeceira da pista - e a desaceleração com todos os procedimentos teria sido insuficiente para parar o avião.

Moacyr Duarte, estudioso em controle de emergências da UFRJ, disse que o piloto pode ter tentando retomar o vôo - a expressão usada é arremeter - mas seria tarde. Um vídeo divulgado ontem pela Aeronáutica mostra o momento exato do pouso do avião Airbus A320, da TAM. Pelas imagens, o avião leva pouco mais de três segundos para atravessar a pista do Aeroporto de Congonhas. De acordo com a Aeronáutica, isso indicaria que a aeronave estava com excesso de velocidade. Isso porque o mesmo vídeo mostra que um avião semelhante, que pousou no Aeroporto de Congonhas no dia fatídico, precisou de 11 segundos para atravessar a pista do terminal.

Na tentativa de encontrar as causas para a maior tragédia da aviação brasileira, a Polícia Federal abriu inquérito ontem para investigar as condições em que foram entregues as obras do Aeroporto de Congonhas e quem deu a ordem, na Infraero, liberando a pista inconclusa. O último balanço feito ontem à noite apontava a morte de 192 pessoas, 186 deles ocupantes da aeronave - 162 passageiros, 18 funcionários da companhia e seis tripulantes - e mais seis pessoas em terra. Mas ainda há pessoas desaparecidas.

A caixa-preta do avião foi encaminhada ontem ao National Transportation Safety Board, nos Estados Unidos. Seu conteúdo esclarecerá a falha que originou a tragédia. Por precaução, os procuradores da República paulistas Fernanda Taubemblatte e Márcio Araújo pediram ontem à Justiça Federal a imediata suspensão de pousos e decolagens, até que sejam confirmadas as condições de segurança das duas pistas por uma perícia independente do governo, e até que seja concluída a investigação da Aeronáutica.

Em entrevista no início da noite, o brigadeiro-do-ar Jorge Kersul Filho, que chefia o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informou que as investigações sobre o acidente do vôo 3054 da TAM deverão durar 10 meses. Segundo Kersul, a média mundial para esse tipo de investigação é de 18 meses.



Dor e descaso, sofrimento para quem fica


Jornal do Brasil
19/7/2007

O descaso fez com que a expectativa de informações se transformasse em lenta agonia para quem perdeu parte de sua família no vôo 3054. Apesar de as primeiras imagens do acidente irem com rapidez instantânea ao ar em emissoras de TV, por volta das 19h de terça-feira, os parentes das vítimas tiveram que ouvir por um programa de rádio, à 1h35 de ontem, os nomes de seus mortos.

Eram cerca de 23h50 quando a própria TAM encaminhou, de ônibus, para o Hotel Plaza São Rafael - conhecido como Plazinha - as famílias que tentavam, desesperadas, saber dos atendentes da empresa no Aeroporto Internacional Salgado Filho se quem esperavam estava a bordo do Airbus que não chegou a São Paulo. Mas o silêncio dos funcionários fez aumentar o volume dos gritos no saguão e a dor de quem procurava por notícias.

Apesar de a TAM ter prometido, em nota oficial por volta das 21h de terça-feira, que as informações sobre os passageiros seriam divulgadas primeiro para as famílias, as cerca de 100 pessoas que estavam no hotel escutaram a lista com 160 nomes de vítimas pela voz de um locutor de rádio da capital gaúcha.

Nos corredores, mais silêncio e desencontro de informações. Uma funcionária da companhia ficou 30 minutos e foi embora. Seis pessoas passaram mal e receberam atendimento no local.

Fomos confinados em uma sala e abandonados. Teríamos mais informações em casa - disse Renata Rocha, 33 anos, que esperava notícias do tio. - Estão brincando com nossos sentimentos - desabafou Josmar Gomes, 45, irmão de um passageiro.

Em 1996, à época do acidente com o Fokker 100, a companhia aérea também montou uma central de atendimento às famílias de vítimas, no Golden Flat Hotel, ao lado do Aeroporto de Congonhas. O então presidente da empresa, Rolim Adolfo Amaro, ficou sabendo da queda do Fokker quando se recuperava de uma gripe durante viagem de negócios nos Estados Unidos, e fez questão de comandar pessoalmente o trabalho de apoio aos parentes de passageiros.

Às 2h40, a TAM divulgou uma lista de vôos para embarque dos parentes para São Paulo. Alguns familiares foram para casa buscar documentos dos acidentados. Outros voltaram ao aeroporto, onde permaneceram até as 9h30, quando partiu, sob forte chuva, o primeiro vôo para a capital paulista, com 67 pessoas.

Em entrevista coletiva na tarde de ontem, o presidente da companhia aérea, Marco Antônio Bologna, disse ontem que a empresa não terá problemas para pagar as indenizações às famílias das vítimas do vôo 3504.

Segundo ele, a apólice de seguro da companhia aérea cobre todos os danos, tanto aos 186 passageiros e tripulantes do vôo quanto às cerca de 60 pessoas que estavam no prédio da TAM Express quando o avião se chocou contra o edifício.

De acordo com dados do mercado de seguros, o valor da apólice de responsabilidade civil, para indenizar danos materiais, corporais e morais causados a terceiros é US$ 1,5 bilhão.

Bologna não revelou o nome da seguradora da TAM, citando "razões contratuais". Segundo ele, as mudanças na legislação sobre acidentes aéreos no Brasil devem garantir que a liberação das indenizações seja mais rápida do que na época do acidente com o Fokker 100.

A liberação (do dinheiro) será feita da forma mais rápida possível, incluindo antecipações para gastos urgentes - declarou.

Em relação às indenizações do Fokker 100, Bologna disse que ainda há decisões pendentes na Justiça norte-americana em relação a ações movidas por parentes das vítimas e que todos os ressarcimentos devidos pela TAM já foram pagos.

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