O ensaio desmoralizado

No Blog do Hiroshi Bogea

Respondendo à "Veja"

Comentário ao post As razões são várias, assinado pelo jornalista Edmilson Sanchez, de Imperatriz, é um artigo abordando razões históricas, econômicas e sociais para a criação do estado do Maranhão do Sul, em resposta às críticas do jornalista da revista “Veja”, Roberto Pompeu de Toledo. Edmilson é consultor e pesquisador, autor de livros nas áreas de Administração, Comunicação e Desenvolvimento. A seguir.

Quando o assunto é redivisão territorial do Brasil, as pessoas que são contra sacam logo do bolso dois únicos argumentos: 1) vai aumentar a roubalheira, a corrupção; e 2) o País não tem dinheiro para pagar a sua parte da conta (construção, instalações, equipamentos e manutenção de órgãos governamentais e remuneração de servidores).

Sou defensor da redivisão, mas não é isso o que me leva a concluir o quanto esses argumentos são frágeis, ou, no mínimo, apressados. Em relação à corrupção e roubalheira em novos estados, vale lembrar que elas têm a idade do ser humano -- que sempre quer mais, mesmo quando se encontra no Paraíso. Se o volume de roubalheira e corrupção, calculado em reais ou em dólares, fosse vinculado à redução das endodivisões (redivisão dos Estados), São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília sequer existiriam, ou tornariam ao estado de natureza. Neste país se rouba do povo desde sua descoberta -- basta citar os quase R$ 700 bilhões em corrupção e desperdício levantados em reportagens do jornal “O Dia” (RJ) em 2002.

Quanto à inexistência de recursos para implantação dos novos estados, diga-se que grande parte do dinheiro que a União investiria (é isso mesmo: investimento, não gasto) retornaria aos cofres do Tesouro Nacional. São altos os impostos incidentes sobre os materiais de construção (perto de 40% no cimento, na tinta e no vaso sanitário e 37% no tijolo). E mais impostos sobre os móveis, as instalações e até o material de expediente e, em especial, sobre a folha de pagamento dos funcionários. Em uma casa popular de R$ 45 mil os impostos “comem” R$ 22.275,00. Some-se a isso o custo do consumo, os tributos embutidos nos preços dos bens, produtos e serviços pagos com a massa salarial e outros ganhos -- impostos que vão de 18% na carne e no feijão, 40,5% no açúcar, a até 56% na cerveja e 83% no litro de cachaça.

Portanto, vale repetir, se o Governo Federal investir R$ 1,9 bilhão em cada novo estado, ele teria esse valor de volta logo logo, e com “juros”, pois a nova dinâmica econômica que se desenvolveria na nova unidade federativa aumentaria o bolo dos impostos para os cofres públicos, sem falar nos ganhos indiretos, que viriam com a redução de gastos em assistência social, saúde, bolsas-issos e vales-aquilo, já que grande parte da população ficaria ao abrigo de atividades produtivas (assalariados, autônomos, empresários e empreendedores, além de parte no Serviço Público).

Economistas, sociólogos e outros pesquisadores e estudiosos têm um campo desafiador nesse assunto: o quanto retorna, para a União, do dinheiro investido na instalação de um novo Estado. O economista Roberto Limeira (raro caso de razão e paixão na pesquisa e estudos sobre o tema) mostra por A + B, ou melhor, com todos os números: menos de dois e meio por cento (R$ 12 bilhões) do meio trilhão de reais do Programa de Aceleração do Crescimento (o PAC, do Governo Federal), aplicados na criação de seis estados (Araguaia, Carajás, Gurguéia, Maranhão do Sul, São Francisco e Tapajós), gerariam nessa área (incluindo-se o estado do Tocantins) um milhão de empregos e riqueza (PIB) de R$ 60 bilhões (atualmente, já são gerados R$ 40 bilhões). Somente com os impostos e divisas de exportação, em apenas dois anos a União teria o retorno de todo o investimento feito, sem falar nos ganhos sociais, políticos, de auto-estima, de consolidação do território nacional e a repercussão econômica e social nos demais estados, sobretudo os do Sul-Sudeste, que venderiam mais para os novos “irmãos” e “desinchariam” parte de sua população, com a volta de muitos brasileiros para suas origens nortistas e nordestinas.

Geopoliticamente, dividir não é fragmentar, mas consolidar. Se a sede de dinheiro e poder, se os sem-moral e os sem-vergonha da política se aproveitam do sonho da redivisão territorial para cometer seus crimes, onde está a culpa: no sonho ou no vagabundo político que sordidamente se assenhoreia dele? Ora!... Contra a corrupção (e outros crimes) devem agir Justiça, Polícia, Ministério Público... e a cidadania vigilante. Se essas estruturas não são eficazes a ponto de prender esses políticos bandidos, reaver o dinheiro e conter a sangria desatada que vitima o povo, então é bom diagnosticar as razões da ineficácia, receitar o remédio e controlar sua administração (sem trocadilho).

Dividir mais para administrar melhor tem sido tendência e realidade no mundo inteiro. Só os que não se dedicam um pouco mais ao estudo, acompanhamento e análise podem se assentar em bases tão pouco sólidas quanto as alegações de falta de dinheiro e excesso de corrupção como fatores inibidores da redivisão territorial.

Nem o nosso planeta agüentou ser uma terra só. Saiu da condição de Pangéia, dividiu-se em dois supercontinentes e, no momento, são seis continentes. Até o começo do século 20 existiam pouco mais de 70 países. Agora, são quase duzentos. O que a Geologia começou, a Geografia confirmou: dividir faz bem - e a Religião e a Filosofia ratificam. Divisão não é o mesmo que apropriação, corrupção. A redivisão territorial é a mais rápida e mais segura forma de promoção do desenvolvimento, de inclusão social. Com roubos e tudo.

A França, país quase do tamanho da Bahia, tem hoje 96 estados (départements), mais quatro além-mar e mais de 36 mil municípios (comunas). Quase 16 vezes maior do que o território francês, o Brasil existe com seus 26 estados e um distrito federal e menos de 5.700 municípios. Os Estados Unidos, com apenas 9% a mais de área que o Brasil, têm 51 unidades federativas e cerca de 30 mil cidades. A Alemanha, com 356 mil km2 (apenas 7% a mais que o Maranhão), tem 16 estados e mais de 12 mil cidades. A Espanha, com 505 mil km2 (bem menor que Minas Gerais), tem 50 estados (províncias) e oito mil cidades, total este semelhante ao da Itália, país com 301 mil km2, bem menor do que o Goiás.

Do “A” do Afeganistão ao “Z” do Zimbábue, a correlação entre área territorial e quantidade de estados (ou similares) encontra no Brasil o país de mais injusto desequilíbrio, especialmente quando a isso se juntam as desigualdades socioeconômicas.

A revista "Veja", que trouxe em 15/08/2007 um texto do paulista e paulistano Roberto Pompeu de Toledo (“O Maranhão do Sul na Wikipédia”), talvez não abrigue réplicas em igual espaço -- é a força da “ditadura” e do monólogo dos veículos de comunicação bem sucedidos, que impõem, quase sem reserva, o poder de sua mensagem para o resto do país e para leitores nos quatro cantos do mundo, ouvindo quase nada a população, mesmo quando o assunto tem importância vital sobre o presente e futuro dela.

O articulista Toledo talvez não saiba que a luta pela redivisão do lado sul do Maranhão tem mais de 180 anos. Que nossas riquezas naturais e culturais, a capacidade desbravadora e empreendedora de brasileiros de todo o país e de estrangeiros de todos os continentes fizeram progredir esta região e ainda vão transformá-la em referência de desenvolvimento. É o “estado de espírito” enriquecido com o “espírito de estado”.

Além de estarem incorretas as referências do artigo do sr. Toledo, elas pecam ao afirmar que o Estado do Maranhão do Sul, quando criado, “irá para a rabeira [sic]”. Não irá. Como também não foram o Tocantins e o Mato Grosso do Sul. Pois saiba que a parte sul do Maranhão tem riquezas naturais, geografia estratégica e outras vantagens comparativas e competitivas. O que falta - e disso o Brasil é cheio - é decisão política para promover o desenvolvimento regional com envolvimento do capital humano intelectual e social aqui formado ou que para aqui se transferiu.

Falar de pólos agrograneleiros e agroenergéticos, recursos minerais e florestais, pecuária e indústria, comércio e agricultura, infra-estruturas etc. é necessário, mas, aqui, seria cansativo. Talvez em outra oportunidade.

Quem é contra a redivisão talvez deseje que o Brasil volte a ser um conjunto de capitanias. Talvez a paulista e paulistana “Veja” e o paulista e paulistano Toledo não se opusessem ao retorno de São Paulo ao território do Rio de Janeiro, a cujo governo “ficou sujeito, tanto administrativamente como no Judiciário”, como anotou Ildefonso Escobar. Ou, alternativamente, São Paulo reintegre-se ao território da Bahia, de cujo governo “ficou dependente” também. Talvez os paranaenses não se importem se seu estado voltar a pertencer a São Paulo. Talvez os paulistas não se incomodem (afinal, tudo é Brasil) de devolver ou buscar consideráveis glebas dos territórios de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Talvez a capital Curitiba e o estado de Santa Catarina voltem correndo para se reincorporar ao estado paulista. Talvez o Rio de Janeiro queira de volta a São Paulo que por algumas vezes lhe tiraram, em um puxa-encolhe que, como sanfona, resfolegou, veio e voltou do século 16 ao século 18.

O Maranhão do Sul será uma realidade - não por força de “jogadas” de enfraquecimento político que nunca existiram. O Maranhão do Sul, mais dias menos dias, virá - não por birra inútil ou vontade fútil. Não. Ele acontecerá como parte do debate nacional e da tendência e prática internacional de dividir mais (o território) para dividir melhor (seus recursos entre os cidadãos). Nestes momentos -- e também nos demais --, a corrupção não deve ser entendida como regra, mas como anomalia. Ela é um desvio do caráter humano, não uma característica da gestão da coisa pública, da Ciência Administrativa.

Em sonho, em lutas, em riquezas materiais, em potencialidades de toda ordem, o Maranhão do Sul é grande. É maior do que a ignorância daqueles que, por falta de interesse ou oportunidade, ainda não sabem do que estão falando.
Ou escrevendo.

E no sétimo dia...

Blog Brasil Novo

Nasce o embrião da Assembléia Legislativa do Estado de Carajás.

Outro exemplo de criatividade das Câmaras Municipais de Carajás para os movimentos de criação de novos Estados em todo o País.´

Publicado no Blog do Waldyr Silva em 21/08/2007


Vereadores presidentes dos 38 municípios das regiões sul e sudeste do Pará se reúnem no próximo dia 30 do corrente, no horário das 8 às 18 horas, na sala de videoconferência do Centro Universitário de Parauapebas (Ceup), para discutir, entre outros temas, sobre a criação do Estado de Carajás.À frente do encontro, os vereadores Agnaldo Ávila de Brito e Miguel Gomes Filho (Miguelito), respectivamente presidentes das câmaras municipais de Parauapebas e Marabá.

É com alegria redobrada que o Blog Brasil Novo publica essa notícia sensacional que anuncia novos tempos para a Amazônia e para o Brasil.

Espera-se muitas deliberações para o futuro do novo Estado.

Congratulações aos Presidentes das Câmaras de Vereadores dos 38 municípios de Carajás.

Nasce o poder legislativo do novo Estado de Carajás.

Nota do blog: E la nave vá.

Com lenço e documentos

A célebre frase acima, imortalizada pela música de Caetano Veloso, é a associação de imagem mais bem acabada que me ocorre para referendar o nível de alienação e despreparo em que se encontra a oposição de meia dúzia de Deputados Estaduais que começam a acusar o que chamam de "golpe" dos "esquartejadores" do doce far niente de suas vidas repletas de regalias e mordomias à nossas custas. Às custas do povo que só lhes interessa na hora em que lhes é conveniente votos que lhes garantem mais um mandato, uma barganha, um cargo para os apaniguados: poder.


Sugiro que reúnam os seus lenços para chorar e os documentos para o debate. Vem aí plebiscito senhores. E não adianta cantarolar pelos cantos a outra parte da música como consolo:

Eu vou...Porque não! Porque não!!

Divisão do Estado cria polêmica na Assembléia

O Liberal (jornal porta-voz dos exploradores)

A possibilidade de dividir o Pará repercutiu ontem na Assembléia Legislativa do Estado. Os deputados argumentaram sobre os prós e os contras que o movimento separatista pode trazer não só para o Pará, mas também para os futuros estados do Tapajós e Carajás, caso o Estado-Mãe venha a ser desmembrado.

A polêmica veio para o plenário, assim que o deputado Joaquim Passarinho (PTB) subiu à tribuna para justificar às recentes declarações, publicadas na edição de domingo de OLiberal, de que os 'líderes do movimento separatista não são paraenses, não torcem por Remo e Paysandu e nem são devotos de Nossa Senhora de Nazaré'. O deputado justificou que ao falar isso, não quis desmerecer nenhuma crença ou preferência futebolística, mas que a associação foi feita apenas à título de força de expressão. Ele também ressaltou que o mais importante nesta discussão toda é que se faça um amplo debate sobre o assunto, ouvindo e fazendo estudos técnicos sobre a viabilidade das propostas, não apenas para dividir o Estado, mas também sobre a importância de mantê-lo unido.

'Não que isso nunca vá acontecer lá na frente, mas é preciso fazer com o que Estado-Mãe, que é o Pará, não seja penalizado com a divisão. Todos estes mapas que estão sendo feitos até agora, foram planejados pelos separatistas. Por que não redesenhar este mapa?', questionou.

Passarinho recebeu críticas do deputado Martinho Carmona, representante da bancada evangélica e também de outros parlamentares das regiões sul e oeste do Pará. Mas, o mais incisivo foi o deputado João Salame (PPS). Ele classificou o discurso de Passarinho como deselegante e infeliz. Segundo ele, a argumentação de que o movimento separatista é liderado somente por pessoas que não são genuinamente paraenses, 'reproduz a ótica da elite mais parasita e conservadora de Belém, daquelas que não tiram o traseiro da cadeira sequer para ganhar dinheiro no sul do Pará. Isso é coisa de quem observa o Estado a partir da ótica de Belém', disse.

Salame afirmou também que se fosse feito realmente uma consulta pública à população, o resultado apontaria para a divisão do Estado. 'O Japão não tem minério, não tem terras agricultáveis, não tem riquezas naturais, enfim, e é um dos países mais rico do mundo. Para o Pará se desenvolver, precisa apostar em tecnologia', argumentou.

Gabriel Guerreiro também entrou no debate e defendeu o aprofundamento dos estudos de viabilidade técnica, econômica e social sobre a questão. Ao propor isso, o parlamentar relembrou que desde o século XIX, os argumentos favoráveis e contrários se repetem ao longo da história, e que as divisões nunca foram realmente embasadas em estudos consolidados.

Vale implode setor guseiro em Marabá

Pressionada por contratos de gestão responsável e por clientes que exigem origem limpa de seus produtos, sub-produtos e os que são gerados pelo cluster da cadeia de produção. A Companhia Vale do Rio Doce informou às siderurgicas do Pólo Carajás, que estão suspensos o fornecimento de minério usado na producão de ferro gusa.

É grande a fila de produtores à porta do Escritório da Companhia em Belém e já há empresários se dirigindo a sede da empresa no Rio de Janeiro para tentar reverter o "pepino".

A decisão tem o efeito de uma "bomba" na economia do Carajás.

Desenha-se no "ar" uma interminável batalha jurídica de grandes proporções. Aguardem!

Democratas puxam o tapete e Zenaldo Coutinho não é mais líder


DEM manobra e derruba tucano de liderança
Ilimar Franco e Isabel Braga

Destituição de Zenaldo Coutinho surpreende PSDB

Foto: Wilson Dias/ABr
















BRASÍLIA. O líder do DEM na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), destituiu do cargo de líder da Minoria o tucano Zenaldo Coutinho (PA), autor de uma emenda que criou um dos vagões do "trem da alegria", que esteve para ser votado na Câmara, e colocou um correligionário na função: André de Paula (DEM-PE). A atitude pegou de surpresa os tucanos. O líder Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) demonstrou o desconforto na reunião dos líderes partidários com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP):

- Estou sendo informado dessa decisão agora.

O líder do Democratas não deu atenção à reclamação do aliado de oposição e justificou a nomeação do novo líder: disse que o regimento da Câmara prevê que o líder da Minoria será do partido de oposição que tiver a maior bancada. Como o DEM tem 60 deputados e o PSDB, 57, Onyx solicitou a nomeação de um novo líder e foi atendido por Chinaglia.

- Fiz de acordo com o regimento. A vida é como um bumerangue: tudo o que vem, volta - rebateu Onyx.

O cargo vinha sendo ocupado desde o início da legislatura pelo deputado Julio Redecker (PSDB-RS), morto no acidente do avião da TAM em Congonhas. O mal-estar é mais um reflexo do estremecimento das relações entre os dois partidos, evidente na votação da reforma política, na qual o PSDB foi contra o texto e o DEM se uniu ao PT a favor do voto em lista e do financiamento público, teses derrotadas com ajuda tucana. Na CPMF, o PSDB apóia a prorrogação, enquanto o DEM quer a extinção do imposto.

Nota do Blog: A vida é um bumerangue, inclusive, viu Deputado.

O PAC e o Carajás

É uma agressão substimar a inteligência da população do Sul e Sudeste do Pará creditando aos recursos destinados ao PAC a desaceleração do sentimento que move a criação do Estado do Carajás.

Vejamos:

1- Não há tempo hábil sequer para o presidente Lula ou a governadora Ana Júlia Carepa verem em seus mandatos a conclusão das Eclusas de Tucuruí;
2- Não há um indício sequer que os recursos para as obras da BR-163 saiam dos escaninhos das boas intenções;
3- As obras da BR-230 (Transamazônica) são uma ilusão de ótica;
4- A conclusão das obras da PA-279 só serão realidade se a CVRD abrir a carteira;
5- A PA-150, PA-222 e a BR-168 continuarão sendo maquiadas para uma película de horror e morte;
6- Os Hospitais Regionais de Marabá e Redenção continuarão contribuindo para valorizar o atendimento em Araguaína, no Tocantins;
7- A regularização Fundiária é o maior atestado de incompetência, descaso e irresponsabilidade desse Governo;
8- A situação de completo desprezo e retórica tornará a relação dos Governos Municipais do Carajás com o Governo de total descrédito;
9- A Segurança Pública na região é uma vergonha;
10- Centenas de quilômetros de vicinais abandanodas à própria sorte. Pontes arruinadas no inverno e nunca recuperadas;
11- Projetos de Assentamento que nunca serão auto-suficientes;
12- O tempo de maturação para algumas ds políticas de mudança que o Governo propala é tudo conversa para se ganhar tempo, de modo que o boi possa dormir;
13- O anunciado Distrito Florestal Sustentável do Carajás não avança.

Resumo: Não há dinheiro, não se busca alternativa real e imediata para enfrentar a situação que beira o desespero de quem lá reside e, ainda assim, há intermináveis plenárias, consultas, reuniões de cúpula, viagens à Brasília e planos cada vez mais mirabolantes de gente que vive em outro mundo: Belém, que também vive momentos de decadência como nunca se viu em sua história.

Senhores e senhoras, façam-me o favor e comecem a mostrar serviço: trabalhem. Chega de papo-furado que ninguém agüenta mais.

Debate

Nota do Repórter 70, O Liberal

Debate

O Conselho Regional de Desenvolvimento prepara um amplo debate sobre a proposta de divisão territorial do Estado.

Nota do Blog: É só marcar a data.

Zé Geraldo é contra a criação do Carajás






Petista rejeita debate sobre separatismo

Na ACP
Deputado Zé Geraldo diz que não há clima para se falar em divisão do Pará

Em palestra na sede da Associação Comercial do Pará (ACP), ontem à noite, o deputado federal Zé Geraldo (PT) afirmou a um grupo de empresários que não é o momento para estabelecer ou acirrar o debate e nem consolidar qualquer discurso sobre a divisão terrritorial do Pará. 'Não é estratégico, não há clima para consolidar a divisão territorial do Estado como está proposto. Ainda não há compreensão suficiente sobre o assunto e nem consenso tanto pelos que defendem a divisão e pelos que são contra', declarou.

Em sua análise sobre a conjuntura política e econômia que o Brasil vive, especialmente o Pará, contemplado com a segunda maior soma de recursos para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o deputado disse que não há nada que o faça pensar na possibilidade de retalhar o Estado. 'As grandes obras de integração, como os portos, a pavimentação das estradas, as eclusas, a política de integração regional do governo do Pará, com presença nos 143 municípios, a decisão política de integrar definitivamente a Amazônia ao restante do Brasil tornam muito difícil essa pretensão, que até poderá ocorrer, mas em um futuro distante ', afirmou.

AÇÕES

As ponderações de Zé Geraldo deixaram satisfeitos os integrantes da ACP, que sempre se manifestaram contra a divisão territorial do Pará. O empresário Lutfala Bitar, que também compõe o Conselho Regional de Desenvolvimento, ressaltou a presença do primeiro parlamentar ligado aos governos estadual e federal para falar e defender a mesma posição da Associação Comercial do Pará. Ele também acredita que as obras do PAC beneficiaram o Estado de forma extraordinária e irão ajudar a manter o Pará unido. 'Mas é fundamental também que o governo do Estado realize e mantenha ações e gestão nos municípios do interior para desestimular ainda mais o desejo separatista', disse o empresário. Como exmplos, ele citou a integração que está sendo feita pela Secretaria de Cultura, levando para o interior políticas e projetos que só aconteciam em Belém, como a Feira Pan-Amazônica do Livro e o Festival de Ópera. 'A grande questão são as reclamações por um certo abandono dos municípios. Por isso, a ACP está cobrando do governo uma aceleração para contemplar mais rapidamente o interior', destacou. Ele lembrou que a ACP respeita posição contrária de outras associações, mas espera que elas mudem suas decisões.

Para o presidente da ACP, Altair Vieira, defensor da manutenção territorial do Pará, os argumentos do deputado Zé Geraldo serviram para somar conhecimentos e esclarecer ainda mais sobre a posição da ACP. 'Todos os argumentos reforçam o entendimento de que estamos certos, e com os recursos do PAC o Estado vai desenvolver regiões carentes que precisam de investimentos', destacou.

Comentário do Blog: Esperamos até hoje o posicionamento do Deputado Zé Geraldo. Agora o temos. Obrigado deputado! Tem uma pequena fila de seus eleitores esperando-o para cumprimentá-lo em seu breve retorno ao Carajás. De onde o senhor teve quantos votos mesmo?

– Só faltou o senhor esclarecer uma coisa Deputado: Que é contra o Plebiscito!

Divulgando o Site do Carajás

Foi ao "ar" hoje no programa Canal 7 Notícias da TV Eldorado - SBT, a entrevista que concedí ao apresentador Markus Mutran sobre os detalhes do plano de Comunicação do Comitê Pró-Criação do Estado do Carajás.

O poster agradece as manifestações do Fred Silveira e dos vereadores Ferreirinha e Maurino Magalhães, entre outros, que, ligaram elogiando o programa.

















Para conhecer o Site acesse: www.estadodocarajas.com.br



Odair Corrêa quebra o silêncio

Calado desde que foi duramente criticado pela turma que é contra a criação do Estado do Tapajós ao participar de uma Sessão Extraordinária na Assembléia Legislativa de outro Estado. O Vice-Governador do Pará, Odair Corrêa quebrou o silêncio e concedeu entrevista ao jornal O Impacto, de Santarém.

O blog enviou insistentemente um pedido de entrevista ao político, porém, sua competente assessoria sequer respondeu a solicitação. São quatro perguntas que não estão na pauta do jornal O Impacto, daí o poster desconfiar que o vice-governador do Pará não deve ter gostado do tom dos questionamentos. Porém, o blog vai continuar insistindo na entrevista. Enquanto isso. Leiam abaixo o que Corrêa tem a dizer.

Odair Corrêa: "Os amazonenses são mais articulados"

Pela Assessoria da Vice-Governadoria

Odair Corrêa, nosso vice-governador, coordenou por 22 anos o comitê Pró-Estado do Tapajós. Na condição de segunda autoridade estadual, participou como convidado de uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Amazonas, na sexta-feira, 10, proposta pelo deputado Sinésio Campos (PT) para debater o projeto do novo Estado. Odair defendeu o plebiscito, proposto pelo deputado *Zé Lima (PA) e já aprovado no Senado em novembro de 2000. O projeto agora está na cabeça da fila na Câmara.

Repórter: Sua participação na audiência pública no Amazonas é uma traição ao seu juramento de defender a Constituição do Pará?

Odair Corrêa: Absolutamente não. A governadora Ana Júlia e eu fomos eleitos para fazer a diferença, pela manifestação livre e soberana da população paraense. Então, agora, não podemos obstar que esse mesmo eleitorado se manifeste, conforme prevê a Constituição Federal em seu artigo 18, sobre a criação de novos entes federativos.

Repórter: Mas o senhor não é vice-Governador do Pará?

Odair Corrêa: Por outro lado, a minha história fala por mim e não posso renegá-la. Durante 22 anos estive à frente do Comitê Pró-Estado do Tapajós. Agora, na condição de vice-Governador, é claro, não posso sair por aí pregando a divisão do Estado do Pará. Mas posso defender, como tenho defendido e defenderei sempre, o direito da população se manifestar plebiscitariamente acerca deste assunto.

Repórter: Por que o movimento é tão forte?

Odair Corrêa: As populações das regiões que pleiteiam a emancipação foram historicamente desconsideradas pelos sucessivos governos do Estado. Eis porque elas desenvolveram esse sentimento separatista. A Governadora prometeu descentralizar o governo que estamos apenas iniciando. Se fizermos isso, acredito que diminuirá o ímpeto emancipacionista. Do contrário, esse sentimento se acirrará mais ainda.

Repórter: Afinal, por que foi realizada essa audiência pública no Amazonas para debater um assunto do Pará?

Odair Corrêa: Nos últimos anos, mais de meio milhão de paraenses da região Oeste e Baixo Amazonas migraram para o Amazonas. Isso aumenta o desemprego e a pressão sobre os serviços públicos do Amazonas. Então, é justo que eles tenham interesse na questão.

Repórter: O assunto tem boa acolhida lá?

Odair Corrêa: Os amazonenses têm se mostrado mais articulados politicamente que nós, paraenses. Eles estão percebendo que a criação de um Estado vai fortalecer politicamente a região. Vamos ter mais um Governador, mais três senadores, mais 10 ou 12 deputados, além de 90 mil empregos. Nosso poder de pressão será maior.

Repórter: Plebiscito em todo o Pará ou só nas regiões diretamente interessadas?

Odair Corrêa: Quais são as regiões diretamente interessadas? O Estado-mãe e a área emancipada? Só um ou só outro? E o entorno, não pode ter interesse? Acho que essa questão deve ser dirimida pelas autoridades competentes. A praxe é que sejam ouvidas as populações tanto da área emancipada quanto a remanescente do território anterior. Seja como for, o que não se pode é impedir que essas populações se manifestem acerca da questão.

Repórter: O senhor é candidato à Prefeitura de Santarém em 2008?

Odair Corrêa: Em hipótese alguma. Não sou candidato a nenhum cargo até 2010. Mas é claro que, como político forjado no município de Santarém, tentarei influenciar o máximo possível no pleito. Vou aguardar o momento apropriado para anunciar de quem será o meu apoio. Por certo, será do candidato que a base aliada da governadora Ana Júlia vier a apoiar.

Repórter: O senhor gostaria de ser Governador do Estado do Tapajós?

Odair Corrêa: Não é este o maior objetivo da minha vida pública. No momento, sou vice-Governador do Pará. Como presidente do Programa Banco do Cidadão, tenho liberado microcréditos em mais 60 municípios, muitos dos quais governados por prefeitos que foram nossos adversários eleitorais. O povo não pode ser penalizado pelo fato de o Prefeito não ser do mesmo grupo político do Governador. Então, quero dizer que se o Estado do Tapajós vier a ser criado, o futuro decidirá.

* Correção do Blog: O projeto é de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)

O mestre da malandragem novamente em ação

Collor pede licença e primo assume sua vaga

Maria Lima
O Globo
21/8/2007

Senador sai em plena crise com o presidente da Casa; Euclides Mello, seu suplente, disputará as eleições de 2008

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que em 1992 perdeu o mandato de presidente da República em votação secreta do Senado, não pretende participar da votação que pode cassar, desta vez, o mandato do conterrâneo Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele vai se licenciar a partir do dia 29, dando lugar ao suplente Euclides Mello, seu primo. Ao assumir o mandato, Euclides - o 14º suplente no Senado - tentará ganhar visibilidade política para disputar as eleições municipais no ano que vem.

Oficialmente, Collor diz que se afasta porque a pauta de seu interesse - a proposta de emenda constitucional de sua autoria que institui o parlamentarismo e as sessões da Comissão do Meio Ambiente - está paralisada devido aos problemas com o presidente do Senado e da crise aérea. Com o afastamento, será mais um suplente a decidir o futuro de Renan.

Euclides Mello dá a entender que vota com Renan

Nos quatro meses de afastamento, Collor afirma que dará prioridade a viagens pelos estados para dar palestras sobre propostas de preservação ambiental e defender a emenda do parlamentarismo. Nos bastidores, no entanto, a licença do ex-presidente da República é vista como uma forma de não se envolver no processo de cassação de Renan Calheiros - que já foi um aliado, como líder de seu governo na Câmara. Por outro lado, estaria ajudando a carreira política do primo, que é candidato a prefeito do município alagoano de Marechal Deodoro, em 2008.

Collor está reestruturando o PTB de Alagoas e trabalha pela eleição de Euclides Mello, ex-deputado federal e seu braço direito. Ontem, o próprio Euclides Mello deu a entender que, assumindo o mandato, não vai votar pela cassação de Renan. Segundo ele, Renan é muito importante para Alagoas. Euclides chegou a comparar a situação de Renan com a de Collor quando era presidente.

- O Renan, como presidente do Senado, ajuda muito Alagoas. Seria muito ruim para o estado perdê-lo. Pelo noticiário, a situação dele é muito ruim, mas na época do Collor era a pior possível e, quando foi ver, não era nada daquilo que se noticiava - afirmou.

Nove suplentes herdaram mandato definitivamente

Nos quatro meses de mandato, Euclides disse que vai ajudar a defender os interesses de Alagoas e do município de Marechal Deodoro, lembrando que será o primeiro senador da cidade. Se Collor tirasse licença por um período inferior a 120 dias, o suplente não assumiria a vaga.

Nesta legislatura, já são 13 - serão 14 com Euclides Mello - os suplentes de senadores, que assumem os cargos com os mesmos benefícios dos titulares. Dos 13, apenas quatro estão temporariamente no cargo, pois os titulares poderão voltar a qualquer momento, uma vez que ocupam funções de confiança no governo federal (ministros) ou em governos estaduais. Nove dos atuais suplentes herdaram definitivamente o mandato, pois o titular renunciou para assumir outro cargo eletivo, caso dos governadores Teotônio Vilela (Alagoas), ou Ana Júlia Carepa (Pará). Antonio Carlos Magalhães Junior assumiu a vaga deixada pelo pai, morto em julho.

Como veio ao mundo

Mônica Veloso sobre ensaio nu: 'Fiquei tranqüila'


A jornalista Mônica Veloso, pivô da crise envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), confirmou ao G1 nesta segunda-feira (20) que já fez as fotos para a revista masculina 'Playboy'. As imagens foram feitas na semana passada no Rio de Janeiro.

Mônica disse que, apesar de ter sido uma "situação incomum", ficou tranqüila. "As fotos foram feitas com muito profissionalismo, de maneira com que me sentisse tranqüila. Aos poucos eu fui ficando bem, acho que o resultado ficou positivo." A jornalista disse que ainda não viu o resultado final das fotos.

Mônica Veloso não contou mais detalhes sobre como foi a sessão de fotos para a Playboy. "Não posso contar porque ainda não sentei com o marketing da revista para eles me darem uma orientação de como é o procedimento do lançamento." Ela informou que deve ter um encontro com a direção da Playboy ainda nesta segunda.

Segundo Mônica, ela deve ser capa da edição de setembro. No entanto, a jornalista ainda não sabe qual o dia do lançamento.

Questionada sobre a situação de Renan Calheiros e se ele deveria deixar a presidência do Senado, Mônica Veloso desconversou. "Eu não comento esse assunto."

Mônica tem uma filha de três anos com o senador e denunciou, no fim de maio, que a pensão mensal era paga por um lobista. O Conselho de Ética investiga a origem dos recursos e se Renan tinha renda suficiente para arcar com a pensão. Após a denúncia da jornalista, apareceram outros dois escândalos envolvendo o senador, que responde atualmente a três processos por quebra de decoro parlamentar.

O segundo se refere a acusações de que Renan teria favorecido uma cervejaria e o terceiro, trata da denúncia de que o senador teria adquirido empresas de comunicação por meio de laranjas. Entenda mais sobre o caso Renan Calheiros.

(Foto: Paulo Valadares / Agência Estado)

Carajás

Cris Moreno pautando a discussão

Eu recomendo com louvor o blog da jornalista e professora de Comunicação Social Cris Moreno

Sobre a Divisão do Estado do Pará !

Os Deputados Giovanni Queiroz e Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) foram sondados para um debate na Universidade da Amazônia (Unama), que já está agendando o encontro. Queiroz é autor do projeto que autoriza a realização do plebiscito, Coutinho é contra, e propôs a criação de uma Frente Parlamentar que valorize os Municípios e impeça a criação de novos Estados.

Mais Informações no site.

A Assembléia Nacional Constituinte de 1988 não se limitou a criar o Estado do Tocantins e concluiu pela necessidade de redivisão da Amazônia e da criação de novos Estados. As sugestões da Comissão de Assuntos Territoriais não foram adotadas até hoje mas o tema da redivisão do território nacional continua ocupando as atenções de um grande número de parlamentares.

A área em estudo para a criação do Estado do Carajás, está localizada no Sul/Sudeste do Estado do Pará, abrangendo 38 municípios que totalizam uma área de 284.721 Km² e uma população de 1,3 milhão de habitantes, com uma densidade demográfica de 4,66 Hab/ Km².

O futuro Estado do Carajás inclui a Represa de Tucuruí e a Serra dos Carajás - maior Província Mineral do Planeta - articula-se com outras regiões pelas bacias dos rios Xingu, Araguaia e Tocantins, pela Ferrovia dos Carajás e pelas Rodovias BR-230, BR-158, BR-222 e BR-153.

A economia está baseada na agropecuária - com frigoríficos e mais de 14 milhões de cabeças de bovinos, vários laticínios, setor madeireiro consolidado, exploração de minério de ferro e outros minérios, dez siderúrgicas de ferro gusa e uma aciaria em processo de implantação, além de investimentos intensivos em reflorestamento.

Divisão territorial do Brasil a partir do Pará

A verve da jornalista Cristina Moreno instiga e encanta. Antenada com o processo em curso no Brasil, debalde os segmentos contrários à criação de novos Estados. Cris começa a revelar um arsenal de pontos de vistas prá lá de interessantes.

Cris nos convida para o debate essencial. Leiam.

Vamos pesquisar ?

Por e-mail, o professor Vicente Salles fala sobre a divisão do Pará:

Prezada Cristina

Quanto à divisão do Pará, pergunto-me: Por quê e para quê? Lembro-me de um antigo estudo do IBGE, nos tempos de Getúlio Vargas, talvez 1942 ou 43, que trata exatamente da redivisão do Brasil. É possivel que esse estudo, publicado na antiga Revista Brasileira de Geografia, ainda se encontre no Acervo Vicente Salles no Museu da UFPA. Você poderá obtê-lo, talvez mais facilmente, no próprio IBGE. A proposta daquela época é bem mais interessante, me parece, por que levou em conta interesses sócio-econômicos, mas como sempre não foi precedida de amplo debate, sequer de consulta popular. Ao examiná-la e ler as cartas elaboradas naquela época você talvez se surpreenda com a objetividade da proposta. A Amazônia foi contemplada com cerca de vinte (se me lembro) novas unidades federativas.... As propostas atuais são corporativistas-empresariais, a exemplo da redivisão do Mato Grosso e Goiás. Os donos do poder pretendem contemplar seus morgados, como nos tempos das capitanias. É aconselhável ler alguma coisa a respeito. Raimundo Faoro e outros impertinentes. E tentar descobrir a nossa identidade. Será que existe? Ou vamos nos comportar, ainda e sempre, como colonizados satisfeitos e conformados? Estou cansado para entrar nesse debate. Um abraço do Vicente Salles.

Pois é, professor, mas encontrei na Biblioteca Digital do IBGE, a sua referência. Ela está na RBG 1941 v3 n2. Nas páginas 318 a 370. Confesso que tem ligação com o texto do professor Paraguassú Eléres(Etiquetas:divisão/PA/Blog).

“Divisão Regional do Brasil”, do professor M. S. Guimarães, chefe da Secção de Estudos Geográficos do SGEP. No item - Base para a divisão prática - , está a pergunta:

"Deve-se tomar por base as regiões naturais ou as regiões humanas?." São pesquisas de vários estudiosos renomados. Vale a pena conferir e ter a sua opinião própria também.

Totalmente equivocado


'Os separatistas não são paraenses, não torcem por Remo e Paysandu, não são devotos de Nossa Senhora de Nazaré, porque a cultura deles é outra'.

Deputado estadual Joaquim Passarinho, criador de uma frente parlamentar para estudar as propostas de divisão territorial do Pará.

O blog lamenta profundamente o equívoco do Deputado Joaquim Passarinho. Faz-se necessário a reposição da verdade.

Nós torcemos sim pelo Remo, pelo Paysandu e pela Tuna. Torcemos e investimos no Águia Futebol Clube, agremiação de Marabá. Há outros times de craques na região do Carajás.

Somos devotos de Nossa Senhora de Nazaré, sim senhor Deputado.

Eu e meu pai estudamos no Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré. Meu pai e minha mãe acompanham o Círio de Marabá. Eu acompanho o Círio de Brasília.

Fomos educados e educamos nossos filhos segundo os preceitos cristãos, deputado Passarinho.

Assessorei com muito entusiasmo e orgulho o Deputado Federal Zequinha Marinho. Um servo de Deus que comunga na gloriosa Assembléia de Deus. Um homem de extraordinária humildade e forjado na prática do mais elevado espírito público.

Sou amigo pessoal dos Deputados Asdrubal Bentes e Bel Mesquita, queridos amigos de todas as horas e pessoas dotadas de invulgar inteligência. Asdrubal dispensa comentário: Foi diretor do Paysandu e atualmente é mantenedor como fundador e ex-presidente do Águia Futebol Clube. Passa por graves problemas quando o Paysandu joga contra o Águia, porém, torce pelo Águia.

Dotada de ternura, portadora de lindos olhos azuis, sorriso largo e contagiante. A deputada guerreira Bel Mesquita presidiu quando ainda residia em São Paulo, sua terra natal, a Frente Feminina pela Libertação da Palestina. O senhor sabe o quê é isso Deputado? Eu sei nobre Joaquim Passarinho, pois sou descendente de libaneses.

O senhor é meu convidado para o Círio de Marabá e de Brasília. Será recebido por pessoas maravilhosas em um culto na Assembléia de Deus em Marabá ou numa Mesquita Mulçumana aqui em Brasília. É nosso convidado especial para um jogo do Águia.

O seu colega Wandenkolk Gonçalves é conterrâneo meu. Explico: Marabá pertenceu a Itupiranga - sua terra natal.

Giovanni Queiroz é como se fosse um pai para mim. Sou um homem muito feliz e realizado por ter o privilégio de servir esse grupo.

Anime-se Deputado. Conheça as pessoas. São como o senhor, pessoas da melhor qualidade.

Giovanni Queiroz no programa Direto de Brasília

Baita entrevista! Vejam.

Prosseguem encontros discutindo o Estado do Carajás

Dgeison S. Peixoto

















A Bancada do PDT no Congresso Nacional reuniu-se ontem, em audiência com o presidente Luis Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

Todos os parlamentares tiveram voz. O Deputado Federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) lembrou das caminhadas do presidente há vinte anos pelo Sul do Pará, com chapéu de palha e em cima de caminhões onde realizava seus comícios que inflamavam os simpatizantes do lider sindical.

Giovanni Queiroz conversou com o presidente sobre o Estado do Carajás. Lula lembrou que no Capítulo Amazônia de seu Programa de Governo de 2002, no Capítulo IV, a questão da redivisão geopolítica da Amazônia foi um dos itens de destaque.

Após a audiência, Queiroz revelou que as possibilidades políticas para a aprovação para a realização do plebiscito são favoráveis.

Debates em todo o Pará - Enquanto não se define a data exata para que a matéria entre no Plenário do Senado e da Câmara, cresce a ampliação do debate sobre a criação de novos Estados.

Os Deputados Giovanni Queiroz e Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) foram sondados para um debate na Universidade da Amazônia (Unama), que já está agendando o encontro. Queiroz é autor do projeto que autoriza a realização do plebiscito, Coutinho é contra, e propôs a criação de uma Frente Parlamentar que valorize os Municípios e impeça a criação de novos Estados.
"Será uma ótima oportunidade para a classe estudantil e acadêmica de Belém, assistir os prós e contras de cada parte. Se bem que não acredito em argumentos contrários ao maior projeto de desenvolvimento da Amazônia", destacou Queiroz.

Aproximadamente 800 pessoas entre alunos e professores e sociedade organizada, assistiram o parlamentar em palestra proferida no Campi da Universidade Federal dos Pará, em Rondon do Pará, debatendo com a audiência um novo modelo de desenvolvimento para o Sul/Sudeste do Pará, a partir da criação do Estado do Carajás.

Na próxima terça-feira, 21, o Deputado Giovanni Queiroz participa de uma Conferência na Grande Loja do Pará, que abre discussão de três dias na sede da Loja Maçônica na Av. Almirante Tamandaré - Comércio, em Belém.

No último sábado, 11 a segunda-feira, 13, Giovanni Queiroz manteve encontros em São Felix do Xingu e em Tucumã, na respectivas Câmaras Municipais; em Ourilândia do Norte, em um Clube de Serviço, comandando uma conferência com os segmentos empresariais, comerciais, eclesiásticas e políticas, esclarecend as razões para a necessidade do projeto de criação do Estado do Carajás.

Segmentos empresariais e políticos dos Municípios de São João do Araguaia, Palestina do Pará e

Na segunda-feira, 13, o deputado participa do encontro com Bispos da CNBB que coordenam a ação executiva da Igreja Católica Apostólica Romana, cujo tema da Campanha da Fraternidade deste ano é a Amazônia.

Os Bispos da Amazônia estão propondo uma refleção conjunta sobre os desafios e alternativas para o real desenvolvimento da Amazônia.

Queiroz apresentou números dos pífios índices sociais que flagelam o povo paraense. Pautou a discussão do Estado do Carajás como ação política essencial, de motivação transformadora. Nesse encontro participaram os Deputados Federais Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA), Paulo Rocha (PT-PA), os estaduais Miriquinho Barbosa e Joaquim Passarinho.

"Foi um ótimo encontro e os bispos da Amazônia são muito preparados, servos de Deus sensíveis. Coloquei que a Prelazia de Marabá, tendo a frente o bispo D. José Foralosso, aderiu no primeiro momento ao Projeto que emancipará a região sul/sudeste do Pará", conclui.

A inadiável necessidade da criação dos Estados do Carajás e do Tapajós

Comentário sobre a criação de novos estado no PA

Roberto C. Limeira de Castro disse...
Os cinco pequenos estados do Nordeste oriental, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe com pouco mais de 250.000 km juntos, têm todos os índices sociais e econômicos superiores ao Pará, que tem quase cinco vezes o território. Aliás, o Pará é maior que o Nordeste Oriental inteiro, incluindo mais a Bahia e o Ceará.
Esses sete estados do leste Nordestino perfazem juntos 970.743 km2 contra 1.247.689 do Pará. Cabem com folga dentro do território paraense e ainda dá para colocar o Maranhão ou o Piauí de lambuja. Esses sete estados têm 123 deputados federais e 21 senadores, conta 17 deputados federais e 3 senadores do Pará.
Por isso, o PIB do Nordeste, em território inferior e com poucas riquezas minerais e florestais e muita seca é de R$ 250 bilhões contra 35 do Pará. Isso porque se trata de uma das regiões mais pobres do Brasil.
O reordenamento territorial do Pará e de toda a Amazônia não devia nem ser discutido, mais feito imediatamente pelo governo federal com apoio intransigente dos governos estaduais. Ou divide e reorganiza ou a região norte viverá para sempre na pobreza e na barbárie, com dois séculos de atraso em relação ao restante do Brasil que não para de crescer.
Taí um tema que deveria ser unanimidade total e irrestrita de todos os Amazônidas. Detalhes completos sobre a criação de novos estados podem ser visto no Blog Brasil Novo http://obrasilnovo.blogspot.com/ com link direto para o Blog do Waldyr Silva e todos os blogs que apoiam a redivisão do Pará.

Os 10 Mandamentos da cidadania

O programa é embasado em 10 mandamentos (já adaptados ao nosso país):

  1. Você acha um absurdo a corrupção da polícia?
    Solução: Nunca suborne nem aceite suborno!
  2. Você acha um absurdo o roubo de carga, até mesmo com assassinatos dos motoristas?
    Solução: Exija a nota fiscal em todas as suas compras!
  3. Você acha um absurdo a desordem causada pelos camelôs?
    Solução: Nunca compre nada deles! A maior parte de suas mercadorias são produtos roubados, falsificados ou sonegados. (Apesar do grande mercado informal que emprega grande parte de nosso país, este mandamento é uma verdade indiscutível).
  4. Você acha um absurdo o poder dos marginais das favelas?
    Solução: Não compre e nem consuma drogas!
  5. Você acha um absurdo o enriquecimento ilícito?
    Solução: Não o admire, repudie-o.
  6. Você acha um absurdo a quantidade de pedintes no sinal ou de flanelinhas nas ruas?
    Solução: Nunca dê nada. Assistência social é obrigação do governo.
  7. Você acha um absurdo que qualquer chuva alague a cidade?
    Solução: Só jogue o lixo no lixo.
  8. Você acha um absurdo haver cambistas para shows e espetáculos?
    Solução: Não compre deles, nem que não assista ao evento.
  9. Você acha um absurdo o trânsito da sua cidade?
    Solução: Nunca feche o cruzamento.
  10. Você está indignado com o desempenho de seus representantes na política?
    Solução: Nunca mais vote neles e espalhe aos seus amigos seu desalento e o nome dos eleitos que o decepcionam.

Estamos passando por uma fase de falta de cidadania e patriotismo, aliás, nunca soubemos o que é cidadania e o patriotismo só aparece de quatro em quatro anos quando o país se embevece por causa de uma maldita bola. Precisamos mudar nosso comportamento para que possamos viver num país onde tenhamos orgulho de dizer: Eu sou brasileiro!

Ficando parado, você não contribui com nada; portanto não pode reclamar. Pratique os pontos com os quais você concordou e tente praticar também os que você não concordou. Vamos todos viver, ou pelo menos tentar viver, com ética.

Ações da CVRD com perdas expressivas

A Companhia Vale do Rio Doce perdeu no butim da especulação mundial R$ 15 bilhões.

Crise na Bolsa: Prejuízos bilionários

Empresas listadas na Bovespa perdem US$ 273,6 bilhões em valor de mercado


Folha de S. Paulo
17/8/2007

Um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que o Brasil não seria afetado pela crise financeira mundial originada nos Estados Unidos, 316 empresas listadas na Bolsa de Valores registraram perdas no seu valor de mercado de US$ 273,6 bilhões, segundo levantamento feito pela consultoria Economática.
O levantamento mostra que, no dia de 19 de julho, pouco antes de surgirem os primeiros problemas no setor imobiliário norte-americano, essas empresas que têm ações negociadas no mercado valiam US$ 1,003 trilhão. Exatamente quatro semanas depois, o valor delas caiu para US$ 729,2 bilhões.
A queda não foi exclusividade do Brasil. Nas sete principais economias da América Latina, a perda chegou a US$ 415,1 bilhões, envolvendo 775 empresas. Nos Estados Unidos, fonte do estresse atual vivido no mercado, 1.204 empresas pesquisadas perderam, em um mês, US$ 1,612 trilhão do seu valor.
O Brasil, por ser o maior mercado na América Latina e também um dos que mais registraram ingressos de capital estrangeiro nos últimos anos, sofre proporcionalmente ao seu tamanho. No México, por exemplo, segundo mercado da região, as 103 empresas pesquisadas valiam US$ 459,5 bilhões, em 19 de julho, menos da metade da Bolsa brasileira. Ontem, as companhias estavam avaliadas em US$ 383,1 bilhões, uma queda de US$ 76,4 bilhões.
"Os investidores estrangeiros têm vencimentos a honrar e, com as perdas registradas, encerram posições em mercados mais líquidos para fazer caixa. Por isso, a Bovespa sofre tanto", avalia Edison Garcia, ex-diretor da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e atualmente superintendente da Amec (Associação de Investidores do Mercado de Capitais).
Ele lembra que, nos últimos dois anos, 70% do dinheiro negociado nas ofertas públicas de ações no Brasil veio do exterior. "Há dois anos, o valor de mercado das empresas brasileiras também era bem menor. Os estrangeiros ajudaram a elevar. Agora, estamos pagando o preço disso", argumenta Luiz Leonardo Cantidiano, ex-presidente da CVM.
Segundo ele, o importante é não permitir que o pavor se instale no mercado. O gerente de operações da corretora Fator, Demetrius Borel Lucindo, diz que pavor foi justamente a palavra do dia, ontem, no mercado financeiro. "Na minha vida profissional tive três momentos de muito pânico: no caso Nahas, na queda das Torres Gêmeas e hoje [ontem]", afirmou, referindo-se ao episódio que desencadeou a quebra da Bolsa do Rio de Janeiro, na década de 80, e ao ataque terrorista ao World Trade Center, nos EUA.

FED interfere e Bolsa de New York abre com pequena alta

Surpreendendo o mercado o Federal Reserve (Banco Central americano) baixou em 0,50% a pressão dos juros no mercado ianque e a taxa de juros caiu para 5,75%, o que acalmou o mercado, porém, não afetando de maneira expressiva a volutividade dos negócios a curto prazo. A Bolsa acabou de abrir com alta de 0,22%.

Foi uma semana de perdas monumentais nas Bolsas internacionais. Ontem, o índice Nikkey despencou e a Bolsa de Tokio fechou em baixa de mais de 5%, afetando seriamente as exportações japonesas de bens duráveis, como automóveis.

O Brasil reflete o nervosismo do mercado, mas, a tendência é de recuperação , acompanhando a tendência de Wall Street. Vamos ver!

CAINDR aprova pedido de agilidade na conclusão das eclusas de Tucuruí

A Assessoria de Comunicação da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional - (CAINDR), esclarece que não foi um deputado paraense e sim uma Deputada, Perpétua Almeida, PCdoB, do Acre, que teve o requerimento de nº191 aprovado, solicitando a indicação ao Ministro dos Transportes, Alfredo Pereira do Nascimento para agilizar a conclusão das eclusas de Tucuruí. Obra interrompoda desde 2002 e que agora integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como parte do Projeto hidrovia Araguaia-Tocantins.

Será que a bancada paraense está dormindo de touca? Ou as eclusas não são mais uma prioridade para a região?

Revendo Marabá

Um imortal em visita

Quando fui informado da visita em Marabá (PA) do meu amigo Salomão Larêdo, logo um filme passou diante de mim. Sem qualquer dúvida um escritor de rara sensibilidade e compromisso com a vida, com a busca do amor, da sabedoria...uma coisa que alguns chamam de felicidade...a felicidade de seu povo - eu na fila - paraense, amazônico.

Volte sempre Mestre! O Araguaia-Tocantins agradecem.

A razão do post é porque vai rolar hoje, nesta sexta feira, 17, no programa Canal 7 Notícias da TV Eldorado - SBT, a entrevista especial com um imortal paraense: Salomão Larêdo concedida ao apresentador Markus Mutran.

Diante das câmaras um advogado, jornalista e escritor. Pós-graduado em língua portuguesa e análise literária pela UFPA, que iniciou suas atividades literárias como aprendiz na redação na “Folha do Norte”, no ano de 1965. Em 1972 lançou sua primeira obra: um livro de poemas intitulado “Cânticos do Amor Amado”, do qual não possui nenhum exemplar, até porque foram impressos apenas 30. Daí em diante sua carreira foi ganhando estrutura. Lançando a cada ano, novos livros e estando sempre presente a projetos ligados à cultura literária, Salomão Larêdo ocupa a cadeira nº 33 na Academia Paraense de Letras.

Em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à cultura, ciência e também a história do nosso município, Larêdo recebeu um Diploma da Casa da Cultura de Marabá. Por entender que uma de suas missões enquanto escritor é trabalhar incansavelmente para ajudar na formação de leitores, criou e mantém o projeto “O Escritor nas Escolas”, realizando palestras em colégios públicos e particulares.

O imortal é a principal atração do Projeto Cultura Pará 2007, da Companhia Vale do Rio Doce protagonizando o evento "Sempre um Papo", que proporciona o contato do público com a literatura paraense através de um descontraído bate papo sobre livros e tradições do nosso povo, num esforço direcionado à valorização da cultura amazônica.

O evento, ocorre em três etapas: Marabá, dia 14, Parauapebas, 15 e Canaã dos Carajás dia 16 de agosto. Larêdo aproveita a atividade ainda para lançar seu mais novo livro: “A Garota que Tentou Bater na Mãe com Uma Vassoura e Ficou Seca Na Hora”.

Giovanni participa de lançamento da Frente de Esquerda

Frente de Esquerda será lançada em Belém

Val-André Mutran

Foto: Ag. Câmara

Brasília - Será lançado amanhã (sexta-feira, 17), no Auditório João Batista, da Assembléia Legislativa do Estado do Pará a Frente Nacional de Esquerda. Composto por partidos de Centro-Esquerda, com viés socialista e trabalhista, reunindo PDT, PSB, PCdoB, PRB, PMN e PHS. A Frente reúnira lideranças do Pará, a exemplo do que ocorre no plano nacional.

"Além da atuação parlamentar no Congresso Nacional de apoio ao Governo Lula, a Frente reproduzirá no Plano Regional o apoio à Governadora Ana Julia Carepa na Assembléia Legislativa", disse o presidente Regional do PDT, Deputado Federal Giovanni Queiroz.

A Frente elaborará, a exemplo do movimento nacional, um projeto regional comum de desenvolvimento e estará aberto a adesão de outros partidos políticos. Será uma agenda propositiva em que serão priorizados, dentre outros temas, a ampliação da democracia, a justiça social e a integração regional", disse Raimundo Pinheiro, Secretário-Geral do Diretório Regional do PDT.

"Num segundo momento, a frente pensa em marchar junto em uma ampla coligação com vistas à eleição de 2008 e, num terceiro momento às eleições de 2010", adiantou o secretário do PDT.

Prestigiando o evento já confirmaram presença o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o Deputado Federal Ciro Gomes (PSB-CE) e o Secretário-Geral Nacional do PDT, Manoel Dias.


Lançada Frente de Esquerda em Brasília

Site do PDT

Brasília, 20/06/07 - O Bloco Parlamentar formado pelo PDT, PSB, PCdoB, PRB, PMN e PHS, integrantes da coalizão de apoio ao Governo Lula, e constituído de 73 deputados federais e nove senadores, decidiu, em ato público, realizado no dia 20/06, transformar-se em Frente de Esquerda e ganhar as ruas com um programa alternativo de desenvolvimento brasileiro.


Ao presidir a solenidade, na sede do PDT, em Brasília, o Ministro Carlos Lupi, presidente nacional do Partido chamou a atenção para o fato de que a nova Frente de Esquerda se forma e se consolida num ano ano não-eleitoral, o que reforça a seriedade do projeto nacional, tão ansiado por Leonel Brizola, Miguel Arraes e João Amazonas.


Ao ato compareceram grande parte das bancadas, os presidentes dos seis partidos da Frente, e outros líderes nacionais como Ciro Gomes, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o ex-presidente da Câmara, Aldo Rebelo, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, e o governador do ceará, Cid Gomes. O governador Eduardo Campos observou que a consolidação da Frente de Esquerda já pode representar um marco na política brasileira, não só em termos de potencial eleitoral mas principalmente de alternativa para um desenvolvimento mais voltado para o Brasil. Já o presidente do PcdoB, Renato Rabelo advertiu que o Brasil não pode continuar na atual estagnação da economia: “Até 1960, exemplificou, a China e a Índia tinham uma economia equivalente à do Brasil, mas hoje o nosso PIB só representa 1/8 do conjunto daqueles dois países”. Por sua vez, a ex-deputado Jandira Feghalli, do PCdoB, afirmou que o antigo Bloco Parlamentar, cujo fracasso chegou a ser previsto por muitos setores que se dizem bem informados, “está feito bolo, quanto mais se bate, mais cresce”.


Todos os oradores fizeram questão de enfatizar o comprometimento da Frente de Esquerda em apoiar e defender o Governo Lula, sobretudo o PAC, Plano de Aceleração do Crescimento. O manifesto da Frente de Esquerda, cuja íntegra segue abaixo, prega “o fortalecimento da soberania do país, a ampliação da democracia, a justiça social e a integração continental”.

LEIA O PROGRAMA COMUM DO BLOCO DE ESQUERDA


O PSB, o PDT, o PCdoB, o PMN, o PRB e o PHS – partidos integrantes da coalizão de apoio ao governo do presidente Lula, formaram um bloco parlamentar na Câmara dos Deputados para uma atuação comum. Defensores de um projeto nacional de desenvolvimento orientado para o fortalecimento da soberania do país, a ampliação da democracia, a justiça social e a integração continental, decidem, para balizar a ação conjunta nos diversos terrenos políticos em que venham atuar, manter o Bloco parlamentar de Esquerda, para o que assumem a defesa do programa mínimo seguinte, aberto a todos os Partidos que queiram do mesmo modo aderir a este programa e integrar o Bloco:

- Apoio ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), pelo seu aperfeiçoamento e plena aplicação das diretrizes e projetos que visam a acelerar o desenvolvimento e a distribuição de renda. Crescimento econômico de, no mínimo, 5% do PIB, por uma taxa anual de investimentos acima de 25%.

- Defesa da autonomia do governo para decidir e definir sobre a política macroeconômica. Ação política para que se efetive o compromisso programático de o governo “aprofundar a redução da taxa de juros, aproximando-a daquela praticada nos países em desenvolvimento.” Banco Central integrado e subordinado ao plano nacional de desenvolvimento. Política permanente de redução do superávit primário de sorte a dotar o Estado de recursos para investimento.

- Defesa resoluta dos direitos dos trabalhadores, por mais empregos e por uma política permanente de valorização do trabalho e de elevação do salário- mínimo. Ampliação do acesso dos trabalhadores ao sistema previdenciário e fortalecimento da Previdência Social pública. Inclusão no Orçamento Fiscal dos recursos necessários para garantir o equilíbrio e a real transparência dos recursos da previdência.

- Apoio à política externa do governo, centrada na afirmação da presença soberana do Brasil no mundo, no aprofundamento das ralações Sul-Sul, e na integração sul-americana. Defesa do fortalecimento do Mercosul e da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL).

- Apoio ao Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) por uma educação pública, gratuita e de qualidade para todas e todos, com a universalização do acesso, promoção da qualidade e incentivo à permanência, seja na educação infantil, no ensino fundamental, médio, em busca do horário integral, e superior. Por uma campanha nacional efetiva de erradicação do analfabetismo. Implantação em todos os níveis do ensino à distância.

- Defesa da implantação do Sistema Nacional de Esporte e Lazer e consolidação do Sistema Nacional de Cultura.

- Defesa e fortalecimento do SUS para, efetivamente, assegurar o acesso universal às ações e aos serviços do sistema público de saúde. Gestão pública, democrática, com controle social e foco na prevenção.

- Defesa do direito do povo à segurança. Pela plena efetivação do Sistema Único de Segurança Pública com a integração das instituições de segurança pública. Firme atuação do Estado no combate à violência e ao crime, respeito às comunidades carentes, vítimas do banditismo e da truculência policial. Prioridade às ações de inteligência e prevenção do crime.

- Apoio à efetivação da política industrial e de inovação tecnológica. Promoção da pesquisa científica e do desenvolvimento tecnológico, ampliando a capacidade nacional de geração de conhecimento e inovação, tanto do setor público quanto do setor privado. Implantação de política de patentes que proteja o conhecimento e a inovação nacionais.

- Promoção de debate nacional sobre a propriedade de canais, o controle do acesso e do conteúdo dos diversos meios, tendo em vista pôr as novas tecnologias a serviço da democratização dos meios de comunicação de massa. Fortalecimento do sistema público de comunicação, democrático e pluralista, como medida indispensável ao processo de ampliação da democracia brasileira e da participação da cidadania.

- Defesa da soberania nacional, com ênfase sobre a Amazônia, a tríplice fronteira e a costa brasileira. Fortalecimento, modernização e aparelhamento das Forças Armadas e elaboração de um Plano de defesa nacional. Consolidação do Ministério da Defesa.

- Defesa da Federação cuja sobrevivência depende da superação dos atuais e inaceitáveis desníveis regionais.

- Defesa de medidas que possibilitem a capacitação e inserção dos beneficiários dos programas sociais do governo federal no mercado de trabalho.

- Defesa de políticas de desenvolvimento ambientalmente sustentáveis.

- Pela realização de cinco reformas indispensáveis ao projeto nacional. Reforma política que fortaleça e amplie a democracia e a participação, e assegure o pluralismo político. Reforma tributária comprometida com desconcentração da renda, o combate às desigualdades regionais, a desoneração da produção e o emprego formal. Reforma Universitária que democratize o acesso ao ensino superior, com a expansão das universidades públicas e controle social do ensino privado e investimentos massivos e sistemáticos em pesquisa. Reforma urbana com investimentos necessários para garantir o acesso à moradia de qualidade e aos serviços essenciais, em especial, o saneamento básico e transporte público de massa. Reforma agrária ampla, massiva e de qualidade e aplicação de uma política agrícola que promova o desenvolvimento da agricultura nacional.

- Para a realização de tais objetivos o Bloco de Esquerda envidará todos os esforços no sentido de promover campanha popular em prol do desenvolvimento nacional, entendido como crescimento econômico com distribuição de renda e a inclusão no mercado e na cidadania de milhões de brasileiras e brasileiros hoje sem esperança.

A luta conjunta e decidida pela realização progressiva dos pontos acima nomeados, todos eles integrantes ou derivados dos programas de nossos Partidos e dos compromissos assumidos pela campanha que reelegeu o presidente Lula, será a ação principal do Bloco de Esquerda. No momento oportuno em que estará na ordem do dia os entendimentos sobre o próximo pleito de 2008, os Partidos que compõem o Bloco, resguardado suas autonomias na constituição das frentes eleitorais, darão prioridade nesse momento à realização de alianças entre eles.
Finalmente, expressamos a convicção de que o segundo governo Lula tem amplas condições favoráveis, para, alicerçado no apoio e no impulso do povo brasileiro e na ampla coalizão partidária e parlamentar que se formou em seu apoio, resgatar e realizar, com ousadia e coragem política, um a um os compromissos assumidos com a Nação na histórica campanha de 2006. O êxito do segundo governo Lula é decisivo para o presente e para o futuro do Brasil e de seu povo e o Bloco de Esquerda, por nós reafirmado, e atuando nas mais diversas frentes da atuação política, estará empenhado para que isso se realize.

Do boom ao caos

Relatório do Imazon aponta que desmatamento gera "crescimento efêmero" e colapso social

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br

Lançado hoje, estudo analisa indicadores socioeconômicos dos últimos 30 anos e sugere mudança de política para o desenvolvimento da região

Eduardo Paschoal

Muitas políticas econômicas acreditam que o desmatamento exploratório é a saída para a economia amazônica, e que a conservação e o desenvolvimento sustentável são empecilhos para a geração de renda e crescimento econômico. No entanto, além de o desmatamento não trazer um desenvolvimento real, ainda gera vários problemas, como a violência e o colapso econômico. É o que aponta o relatório O Estado da Amazônia - Indicadores, lançado hoje pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

O estudo aborda as principais transformações da região amazônica nos últimos 30 anos, comprovando que a área passa por um desenvolvimento do tipo "boom-colapso", ou seja, há um período curto de desenvolvimento econômico e aumento do IDH da região, ocasionado pelo desmatamento e outras formas exploratórias, seguido de um colapso, resultado da ausência de planejamento e sustentabilidade da expansão, acarretando indicadores sociais "sofríveis".

O relatório se utiliza de dados socioeconômicos (demografia, violência, economia e IDH) para chegar à conclusão de que "a conversão dos recursos naturais não resultou no desenvolvimento econômico e nem em melhores condições de vida para a população".

Desmatamento
Segundo os pesquisadores Danielle Celentano e Adalberto Veríssimo, o desmatamento, a curto prazo, faz com que o IDH aumente, já que os indicadores econômicos (PIB e a quantidade de empregos) crescem, há a geração de renda e a atração de migrantes com melhores níveis educacionais e capital para investimento.

Por outro lado, há custos altos, como a violência rural e o desmatamento expressivo. No longo prazo, na zona onde o desmatamento foi intenso, os indicadores econômicos pioram. "Esse é o pior dos cenários: recursos naturais exauridos e manutenção ou agravamento da pobreza", afirma o relatório.

Não bastassem os índices econômicos, o desmatamento da Amazônia é também a principal fonte das emissões brasileiras de gás carbônico, com mais de 70% do total, com base em dados de 2004.

Tentativas de converter esse quadro estão presentes, mas não são a base principal das políticas governamentais, e precisam "evoluir do caráter piloto e periférico para o pilar central da vida política, econômica e social da região".

Soluções
O relatório sinaliza algumas medidas que podem ser tomadas para conter o desmatamento e frear o ciclo do "boom-colapso" ao qual a área está submetida. No curto prazo, os pesquisadores sugerem a melhoria da infra-estrutura e investimentos nos municípios que já sofreram desmatamentos, para que haja a "recuperação da base produtiva e consolidação da agropecuária e do reflorestamento".

Nos municípios onde há alta pressão, é preciso conciliar a conservação das florestas através da geração de emprego e renda, empregando a população em atividades econômicas que estimulem o manejo florestal em diferentes escalas. Para as áreas florestais, a política sugerida é a adoção de medidas públicas para "fechar o avanço da fronteira como, por exemplo, a criação de Áreas Protegidas".

No longo prazo, o relatório propõe mudanças na base econômica da região. Uma das principais alterações deve ser no valor agregado dos produtos e serviços florestais, para destacar as riquezas da floresta e melhorar a qualidade de vida da população local.

"Para isso, é necessário rediscutir as diretrizes do desenvolvimento da Amazônia e ampliar significativamente os investimentos em Ciência e Tecnologia. Iniciativas para reduzir drasticamente o desmatamento e até mesmo cessá-lo por completo (moratória) devem ser perseguidas no curto prazo. Esse esforço deve reunir não apenas o governo, mas também o setor privado, as organizações sociais e ambientalistas, assim como toda a sociedade brasileira", conclui o relatório.

Confira o relatório O Estado da Amazônia - Indicadores, produzido pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

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