Parsifal Pontes: Um intelectual de força e fôlego

Advogado forjado no DNA das Barrancas do Rio Tocantins. Cabôclo formado na Escola da Clarividência da Vida - a mais nobre e fundamental Universidade criada pelo Arquiteto do Universo. É essa pequena visão que tenho do grande Deputado Estadual Parsifal Pontes - ícone do PMDB sulparaense.

Pontes fala com argumentos possantes, fruto de sua pena treinada no mergulho do pensamento lógico - o que nos faz um só corpo, uma só mente, dentre várias variantes da complexidade carajaense -, um artigo saboroso escrito em parágrafos de três sentenças. E como essas sentenças são a marca de ferro impingidas num povo que não quer mais ser subjugado. Deixo meus dois leitores com Parsifal Pontes: A Lamparina do moderno pensamento sulparaense. Leiam.

Pesos e medidas

* Por Parsifal Pontes (O original está aqui)

A discussão emancipacionista que está em evidência no Pará, tem propiciado constatações surpreendentes.

Pessoas que supostamente teriam condições para discutir o assunto com equilíbrio e sabedoria, limitam suas opiniões ao achincalhe.

De onde se deveria esperar achincalhes constatam-se um equilíbrio e uma delicadeza gratificante: o respeito mútuo é imprescindível ao bom termo de qualquer contenda.

No Pará inteiro, a ladainha é a mesma: a ausência do Estado é assunto de 10 em cada 9 oradores.

Alguns acusam o governo, a maioria, porém, acusa o Estado mesmo, excluindo dele a pessoa do governante.

O Pará não tem conseguido usar adequadamente os recursos que recebe, em benefício da população.

Se for verdadeiro o fato de que o problema não está no administrador, devemos então concluir que a causa desta situação está na arquitetura do Estado.

Outra conclusão seria mais radical: o Pará seria inviável, estaria falido e deveria fechar as portas.

Não acreditamos na inviabilidade do ser humano. A sua capacidade de gerar riquezas nas condições mais adversas é notória.

Dizer que um estado ou município a ser criado é inviável é duvidar da tenacidade da espécie humana.

Em pouquíssimo tempo o homo sapiens saiu das cavernas e chegou à lua: o ser humano é um vencedor.

As riquezas no Pará estão tendo resolutividade econômico-financeira. Ocorre que a população não está sendo beneficiada com isto.

Má vontade dos gestores? Não. Há impraticabilidade administrativa, que tem como causa o inadequado aproveitamento geopolítico do território.

Não é inteligente acreditar que se pode governar o Pará a partir exclusivamente de Belém.

É estrábica a visão colonialista que têm alguns grupos da capital em relação ao Sul e Oeste do Pará.

Algumas argumentações daqueles que se colocam de encontro à divisão do Pará, são de uma numerologia capciosa: dois bilhões de reais para implantar um novo estado, perda de 350 bilhões para o Pará, pois este é o valor estimado das reservas minerais.

A capciosidade está na falácia de ter como fundamento a idéia de que as regiões emancipáveis são um grande deserto onde se vai ter que construir tudo em 24 horas, inclusive os suntuosos palácios para abrigar os três poderes.

Povos precisam de governo e não de palácios de governos. A estrutura física que pode abrigar uma administração já existe nestes locais.

O argumento de que o Pará perderá suas reservas minerais para um futuro Estado de Carajás, é um sofisma: o Pará não tem reservas minerais.

O subsolo é patrimônio da União, e, no caso de Carajás, a União o entregou à Companhia Vale do Rio Doce, que explora, conotativa e pejorativamente, as tais riquezas minerais: o Pará só vê o trem passar e o navio zarpar.

Além do mais, discussões de retificações geopolíticas, devem-se dar sob óticas de desenvolvimento regional e não de negociações divorciais.

Caso se estabelecesse a lógica da compensação pelo que não é propriedade do estado, colocando-se na cesta o bem, só porque ele está no território, teríamos que colocar preço nos rios e nas florestas das áreas emancipáveis, o que seria um absurdo.

A lógica, portanto, que alguns estão querendo construir, peca pela falta de senso.

Mais sensato seria admitir a inviabilidade político administrativa do território paraense da forma como ele está inserido no mapa e discutir, a partir desta constatação, a melhor forma de retificar-lhe o território.


* Parsifal Pontes é advogado, ambientalista e deputado estadual pelo PMDB paraense. Um dos entusiastas da criação do Estado do Carajás, emancipando o Sul/Sudeste do Pará, do julgo de 200 anos de exploração.

Congresso pode não começar trabalhos na data marcada

Quem alerta é o jornalista Carlos Chagas em sua Coluna na Tribuna da Imprensa.

Como chegar a Brasília

Marcada para quarta-feira, a reabertura dos trabalhos do Congresso corre o risco de não acontecer. Fora alguns bissextos integrantes da CPI do Apagão Aéreo, a imensa maioria dos 513 deputados permanece fora de Brasília. A bancada de Goiás dispõe da opção de vir de carro. Os demais, só de avião. Alguns felizardos possuem jatinhos ou amigos do peito proprietários de jatinhos, mas a massa não conseguia, até ontem, sequer comprar passagem. Quanto mais ter certeza de que embarcará nos aeroportos de origem, na hora prevista.

Os paulistas, então, lamentam ter sido a capital transplantada para o Planalto Central. Continuasse no Rio e ainda seria possível viajar de navio, partindo de Santos. Quanto aos senadores, a mesma coisa. Os amigos de Renan Calheiros poderão pleitear carona no avião da FAB a que tem direito o presidente do Senado, mas como chegar a Maceió?

Eis um tema jamais considerado pelo Congresso, mas extremamente necessário e capaz de alimentar os debates: que tal a aprovação de uma lei ou emenda constitucional determinando a aplicação em ferrovias de todos os recursos desviados pelo governo para o pagamento dos juros das dívidas externa e pública? Mesmo assim, a adoção de proposta tão necessária exigirá que venham todos a Brasília, cidade há décadas sem ouvir o apito de um trem...

Nota do Blog: O ilustre jornalista Carlos Chagas deve ter se referido a trem de passageiros, visto que o de cargas funciona a pleno vapôr aqui.

Uma parada para a brisa na Morena do Amazonas






















Nilson Chaves fez um pit stop e curtiu um pouquinho a brisa do Macapá Verão, de passagem, indo para o Afuá - a Veneza Marajoara, que se agita para o Festival do Camarão. Recebeu tratamento vip, como sempre, do amigo Calos Lobato,
informa o Repiquete no Meio do Mundo.

O cantor, compositor, poeta e arranjador paraense é a maior expressão da autêntica Música Popular Amazônica. Sofisticadíssima e, infelizmente pouco conhecida aqui em Brasília, onde o Pará e de resto a Amazônia é conhecida pela Banda Calypso e pelo Boi Garantido e Caprichoso.

Uma dica aos leitores: Assistí as gravações da participação de Nilson Chaves e Banda no projeto Câmara das Artes, realizadas nos estúdios da TV Câmara em parceria com o SESC-DF.

Nilson lançou o imperdível "Maniva" - a base da feijoada paraense: a maniçoba, título de seu último trabalho, o qual comprei duas cópias autografadas para minha esposa e para mim, é claro! É uma obra de arte de genialidade em arranjos, letras e melodias. Sensacional!!!

O blog Coluna Açaí com Música destaca:

NILSON CHAVES E MANIÇOBA DA BOA

Fonte da Foto: Outros Brasis

Após longa expectativa e oito meses de gravação, enfim chegou às lojas, e aos corações dos fãs, o CD "MANIVA", o 14o da carreira do cantor e compositor Nilson Chaves, um dos principais expoentes da música brasileira:.
O CD, através do prestigio e amizades do cantor, teve participações de artistas consagrados de outros Estados, como: Zeca Baleiro (co-produtor do CD), Chico Cezar, Flávio Venturini, e paraenses (ou quase) não menos notórios, entre eles: Edmar Rocha Jr., Vital Lima, Celso Viáfora...

RETAGUARDA PAPA-CHIBÉ
Os músicos que deram "corpo" ao Cd "Maniva", gravado em Belém, são paraenses, entre eles: Davi Amorim na Guitarra e violão, Edvaldo Cavalcante Anaice na batera, Esdras de Souza nos metais (instrumentos sopro), Edigar Mattos nos teclados, Adelbert Carneiro no contra baixo, arranjos e direção musical, Mapyu e Trio Manari na percussão.
Não podemos esquecer as participações dos paulistas: Tuco Marcondes e Toninho Ferragutti.

Sem dúvida o CD "Maniva" de Nilson Chaves, lançado dia 02 de dezembro passado, foi um dos grandes presentes de Natal, um raro brinde ao término de um ano de lutas e conquistas, e uma feliz saudação ao ano de 2006.
Que bom que começamos com o pé direito essa nova etapa da cultura Amazônica. Parabéns ao Nilson e aos que acreditaram e patrocinaram esse importante projeto. O Pará, mais uma vez, literalmente, está em festa.

Em tempos de "apagão aéreo" o caos permanece em compasso de espera em Macapá

Viví no Amapá três anos (1976-79). Eram tempos de Território Federal, qualidade de vida espetacular, índices do IDH em patamares acima da média nacional.

É lá, na fronteira Norte, que começa o Brasil na ponta do Oiapoque.

Transformado em Estado junto com seus congêneres: Rondônia, Roraima e Acre na promulgação da Constituinte de 1988, os investimentos despencaram em razão dos cortes de recursos através de transferência direta da União que eram o modelo de então.

Cortes que atingiram em cheio a estrutura aeroportuária do novo Estado. Pior, revelaram péssimos políticos na gestão da coisa pública e eleitos através das urnas.

O aeroporto de Macapá em tempos da metade do século passado, sempre foi o principal elo de ligação do que restou do cordão umbilical que liga o antigo Território ao seu Estado-Mãe: O Pará. A outra são os rios e uma interminável rede de balsas que inviabiliza o incremento dos negócios entres os dois Estados, tornando, portanto, o Amapá, um refém do modal aéreo.

Os jornais e blog's de Macapá destacam que: “as obras do aeroporto de Macapá estão paradas porque o TCU constatou irregularidades na construção com suspeita muito forte de desvio de cerca de 50 milhões de reais e mandou suspender os pagamentos para a empresa, a Gautama, declarada inidônea”. Se pegar esses 50 milhões dá para continuar a construção. Já o superintendente da Infraero no Amapá, Júlio Kenzo afirmou que “a Infraero é uma empresa muito séria”. Então a Gautama também é, e todo mundo está levantando “aleive” - falso testemunho, calúnia, no linguajar amazônico - sobre duas empresas seriíssimas, a pública e a privada. Em tempo: a Infraero está sendo apontada como uma das maiores fontes da corrupção nacional e a Gautama é aquilo que todo mundo está vendo todo dia.

Aguardamos todos, se o Paladino empossado ontem resolverá esse imbróglio que cheira muito mal.

Mais: aguardamos todos se o Estado tem o dinheiro destinado e aprovado no Orçamento Geral da União para a conclusão dessas obras que permite a ponte de Macapá com o restante do país.

- Aliás. Cadê o Sarney heim?

Arrisco um palpite: Muito abalado pela morte do amigão ACM, o senador turista deve está em profunda reflexão, pois que será o próximo da lista para mudar de plano.

- E que seja feita a nossa vontade. Basta!

Nelson Jobim: O fraudador

Em duas notas o jornalista Correa Neto previne o que devemos esperar do recem empossado Ministro da Defesa do Brasil:

O perfil técnico
Não tenho motivo para acreditar num ministro que se confessou fraudador da Constituição, mas me agrada uma coisa que ele falou ontem: “para conduzir o processo (da aviação civil) os nomeados devem ter perfil técnico”. Pronto, descobriram a pólvora. Mesmo que seja Nelson Jobim, a torcida é para que resolva o problema, ainda que todos corramos o risco de acabar virando presidente da República, se der certo.
O perfil técnico II
E para que não fique a impressão de que tenho prevenção contra o Nelson Jobim, leiam o que o Hélio Fernandes escreveu na Tribuna da Imprensa sobre a mesma figura. “Há 48 horas se sabia que Nelson Jobim seria o ministro da Defesa. Tomou posse ontem. Quis ser vice de Lula, chefe da Casa Civil, presidente do PMDB. Perdeu tudo, agora saiu do ostracismo.
O que se pode esperar de um homem que fraudou a Constituição na Comissão de Redação? E depois se orgulhou do fato, revelando-o a todo o País? Redundância geral: "Jobim foi convidado e aceitou". Ha! Ha! Ha! O que é que pode fazer? Derrapar, como sempre”.

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Leiam o que escreveu o colunista Hélio Fernandes na Tribuna da Imprensa sobre a decisão do presidente em substituir Waldir Pires por Nelson Jobim.

Lula teve várias oportunidades para substituir Waldir Pires sem desgastá-lo, o que não queria fazer. Podia ter tido a idéia luminosa quando a embaixada do Brasil em Portugal ficou vaga com a saída de Paes de Andrade. Waldir seria grande embaixador, Lula não percebeu. Continuou desprestigiando o amigo, alimentando o caos, Waldir não era chefe ideal, não tinha comando, gosto ou autoridade.

Pressionado fortemente pela opinião pública, seqüestrado pela imobilidade, obrigado a mudar de qualquer maneira, o presidente Lula, anestesiado pelo tempo em que ficou apático e negligente, teve que resolver às pressas. E como um presidente não pode nem deve ser enjaulado pelos fatos, acabou se movimentando, escolhendo um novo ministro da Defesa.

Imprensado e apressado, indicou, nomeou e empossou um dos mais contraditórios, carreiristas e controversos personagens da vida pública brasileira, Nelson Jobim. Este encenou a farsa da não aceitação. Desde os rumores até à concretização, sabia que ia aceitar.

E curiosamente, de passado altamente duvidoso, derrotado e execrado em todos os cargos pelos quais passou e por todos que não conseguiu conquistar, é rigorosamente O HOMEM CERTO PARA O MOMENTO INCERTO.

1 - Traiu a constituinte e a Constituição, "introduzindo" um princípio que não existia nem foi votado.

2 - Deslumbrado pelos holofotes, mais tarde confessaria a fraude.

3 - Mas já estava no Supremo Tribunal Federal, depois de uma passagem pífia e inútil pelo Ministério da Justiça.

4 - Pelo sistema de rodízio chegou a presidente do Supremo, com atuação desgastante, delirante e decadente.

5 - Agiu sempre diferente de um ministro do Supremo, desagradou a todos.

6 - O movimento de magistrados do seu Estado, o Rio Grande do Sul, liderado perante o Supremo pelo grande advogado Ivan Nunes Ferreira, obrigou Nelson Jobim a se aposentar precocemente do Supremo 11 anos antes do obrigatório.

7 - Ficou vagando pelo espaço (aéreo?), derrotado em todas as ambições (e sua vida é cheia de ambições), não conseguiu ser vice de Lula, chefe da Casa Civil, presidente do PMDB, fortemente apoiado e sustentado por Renan Calheiros. Essa é a sua vida. Vejamos o outro lado.

Sem nenhuma contradição, tendo mostrado o herói sem nenhum caráter, a conclusão seguinte: se alguém tem condições para controlar o caos e o apagão aéreo, não há dúvida que é Nelson Jobim. Por tudo o que representa, pelo comando que tem o ex-ministro da Justiça e ministro aposentado do Supremo, pode colocar ordem no espaço. Se o seu comando tiver que chegar à truculência, na certa que o fará sem qualquer constrangimento.

PS - Como digo no título, Jobim é Nelson sem a importância do almirante que derrotou o gênio Napoleão. Jobim é um Nelson que nem de longe se junta a Mandela, que preso durante 27 anos destruiu o apartheid e o preconceito.

PS 2 - Sendo apenas Jobim, disse que não vai "partidarizar", que seu partido não foi consultado. Mas sabe que ele, pessoalmente, se inseriu no mapa geográfico do futuro. Gagarin disse "a Terra é azul". É o sentimento de Jobim, no momento em que volta ao palco. Se obtiver sucesso de crítica e de público, o Brasil ficará satisfeito.

P.S. do Blog: Não esqueçamos que Nelson Jobim foi nomeado para Ministro, chegando a presidência do Supremo Tribunal Federal pelo imperador Fernando Henrique Cardoso.

Diário do Pará censura deputado aliado

A leitora Maria Aparecida de Parauapebas, sobre o post A quem interessa o embate entre Barata e Ana Célia? Faz o seguinte comentário:

Você tem toda a razão. Esta baixaria da Ana e do Barata está acabando com os dois.
Isto pobreza de espirito. Por falar nisto, soube de fonte confiável, quando perguntei porque os artigos do Parsifal Pontes não sairam mais no Diario do Pará, que o Jader Filho mandou nao publicar mais o Parsifal porque ele fez um artigo, otimo por sinal, metendo o pau na Vale do Rio Doce e a Vale é a maior anunciante do Diário.
Isto tambem é baixaria e pobreza de espirito do Jader Filho.

Gostaria de ouvir a confirmação do deputado Parsifal sobre o assunto, mesmo porque, até onde sei, o digno e preparadíssimo parlamentar é uma das mais respeitadas lideranças do PMDB paraense.

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Atualizando

Elegante e cortêz como é de seu feitio. O Deputado Estadual Parsifal Pontes envia ao blog os seguintes esclarecimentos:

Olá Val,

Agradeço-lhe as referências e a reprodução do artigo em seu blog: bondades suas a um caboclo de lamparinas que, como você, apenas conseguiu com que alguém enxergasse a chama do querosene.

Lendo o seu blog vi a nota da leitora de Parauapebas.

Não imagino de quem a leitora pode ter recebido esta informação.

É fato que, ao ver publicado no Diário do Pará o meu artigo Riqueza econômica e pobreza social, o Jader Filho comentou comigo que a Vale do Rio Doce o fez saber que achou o artigo injusto. Foi apenas este o comentário sobre o assunto.

Um grande abraço e disponha do amigo.

Parsifal Pontes

O blog agradece e a atenção do deputado.

A quem interessa o embate entre Barata e Ana Célia?

Augusto Barata (aqui) e Ana Célia Pinheiro (aqui), paraenses, e dois jornalistas de competência comprovada, como diria o primeiro, e inteligência invulgar, como poderia citar a segunda; digladiam-se em seus nobres espaços, há coisa de três meses.

Aproveitei o tempo de meu pequeno recesso para ler tudo, inclusive o triste embate, que, após demorada e necessária distância do let motiv que alimentou o desande do nível até então mantido pelos dois jornalistas, chegar a alguma opinião.

Penso que cheguei a um ponto aceitável sobre a rusga: é uma aula de como não se pode perder o controle de um blog.

Afinal, a quem interessa o embate entre Barata e Ana Célia?

Em várias passagens do imbóglio, ambos rastejam na vala comum do ódio pessoal, das ofenças gratuítas de contendores que agridem aos leitores que nada têm a haver com tal lamentável disputa.

Nessa disputa que ambos alimentam, sujam a ficha de dois brilhantes profissionais. Dois dos melhores e mais competentes jornalistas do Pará.

O primeiro post desse humilde espaço foi divulgar que Augusto Barata estava novamente na blogosfera. Foi um recado ao mestre Juvêncio de Arruda, solitário editor do 5ª Emenda (conheça-o aqui).

Já Ana Célia Pinheiro, minha relação é, digamos, mais próxima. Participei, sob sua coordenação, da campanha derrotada ao governo do Estado, do ex-vice-governador Hildegardo Nunes.

Por uma série de fatores que não vem ao caso, perdemos a campanha. Fomos derrotados por adversários rasteiros e não éticos. Isso me marcou.

Falta aos dois, portanto, ética, para ter paciência e ponto final.

Um blog é um fenômeno que os dois, talvez, ainda não tenham tido tempo, pois, dilaceram suas reputações e deixam deserdados o que interessa aos seus leitores a razão de nossa profissão: a notícia, a opinião de fontes privilegiadas e checadas. Uma pena tudo isso.

P.S. Tardio.: A propósito Ana. Acabei de linká-la no Corredores.

Governo do Pará não divulga preços do Festival de Ópera no Teatro que administra

No post Desinformação, da jornalista paraense Franssinete Florenzano, fiquei sabendo que: Quem correu à bilheteria do TP, deu com a cara na porta. Segundo o guarda, só amanhã começa a venda de ingressos para o Festival de Ópera. Não sabe ao certo o preço e nem se serão aceitos cheques.

Para completar, diz Florenzano: Abre hoje a bilheteria do Theatro da Paz para o Festival de Ópera. A divulgação é sofrível. Nem no site do Governo do Estado tem alguma informação, sequer o preço dos ingressos. Quem quiser que vá para a fila e descubra lá quanto terá que desembolsar.

Nota do blog: Essa é a (Des) Comunicação do governo Pê Tê no Pará. Não convida aliados políticos para inaugurações nos seus redutos, não responde ofícios, não atende telefones para tratar de assuntos do Estado. Uma belezura esse governo da mudança.

Lúcio Flávio Pinto pode dirigir Rede TV em Belém

O convite me foi confirmado pelo dono das concessões da Rede TV em Marabá, Parauapebas e Belém, o empresário da Comunicação Félix Miranda, irmão do prefeito de Marabá Sebastião Miranda.

Se o convite for aceito são outros quinhentos. O que interessa é que se for aceito, teremos uma revolução na TV paraense por uma simples razão: Os Miranda têm muito dinheiro e inteligência para dar muito, mas muito trabalho para a concorrência.

Maraluar: A melhor festa do Pará

Fotos: Val-André Mutran/Paulo Sérgio Pinheiro/Markus Mutran/Correio do Tocantins

















A melhor festa caribenha de todo o Estado do Pará realiza-se ininterruptamente há 13 anos. Trata-se do Maraluar, que resume um grande encontro na Praia do Tucunaré, reunindo 20 mil pessoas em toda a extensão do balneário e outras 6 mil na festa em sí.

Filmei tudo com meu irmão e após a edição vou publicar aqui.















É construída todos os anos uma arena de mais ou menos 10 mil metros quadrados, toda cercada e decorada, dotada de um grupo gerador capaz de iluminar uma cidade de 10 mil habitantes.
Este ano o tema foi o glamour dos cabarés marabaenses.
















Minha Lúcia Helena Pinheiro (E) e eu, na travessia para a farra.


Algo como 1000 mesas foram vendidas ao preço de R$ 350,00, sendo que uma pequena parcela é distribuída aos veículos de comunicação, autoridades e convidados especiais da líder do Grupo Só da Terra, capitaneado pela vereadora Vanda Américo.


















Nosso grupo atravessando em direção à praia

















Meu irmão (E) Markus Mutran, diretor-geral da TV Eldorado (SBT-Marabá) e meu sobrinho Caio Leite Pereira (D), estudante de música em Belém

Chegamos à festa às 2 da manhã, após jantar de longo curso no Galego's, na Orla do Rio Tocantins, em Marabá.























Minha querida sogra, Maria Adelaide Pinheiro,
from Belém, na travessia rumo ao Maraluar 2007


















Minha cunhada Selma Leite Morbach, pronta prá
desembarcar no Maraluar 2007

















De namorada a tiracolo, Daniel Morbach na travessia

No embarque do barco (foto abaixo) que nos conduziu à Praia, fomos recebidos pela Secretária Municipal de Educação, Kátia Garcia Américo, Vânia Américo, irmãs da organizadora da festa e amigos.
















Quando adentramos à Arena, o agito era total. A própria Vanda Américo não esperava o público que compareceu, muito superior ao de anos anteriores. Faltou comida e cerveja suficientes para tanta gente.

Outro senão é que no intervalo entre uma banda e outra deveria rolar um bom DJ. Vanda acatou a sugestão na hora e no próximo ano não haverá intervalos.






















Muita gente foi responsável pelo maior público já registrado desde a realização da 1.a edição há treze anos

Quatro bandas se apresentaram e, a que mais me agradou foi a Making Off. Vanda Américo, do grupo Só da Terra, também teve de intervir ao microfone solicitando que um grupo de pessoas parasse de subir nas cadeiras e mesas.

- Era muita energia!

















Markus Mutran (E), Vanda Américo, eu e Lúcia Pinheiro

















Minha filha, Leitícia Botelho Pereira (E) e Vanda Américo (D)

















Meu cunhado, Paulo Pinheiro (E), aposentado da Justiça Federal, from Belém e sua irmã Lúcia Pinheiro

















Bala, ex-integrante da Banda Stress, sucesso total do heavy metal nacional na década de 80 e eu.
Esquecí de perguntar em qual das quatro bandas que se apresentaram ele tocou

















Bala e Markus Mutran após o show do primeiro

















A caráter minha linda cunhada, Moca Leite Pereira, Bala e Markus Mutran

















Uma policial da briosa PM, meu amigo de longa data, major Furtado, Markus Mutran e eu. A PM garantiu a segurança de toda a praia. Não houve nenhuma ocorrência fora da rotina. Parabéns ao povo de Marabá e aos turistas

















Nos intervalos das filmagens, dançei um pouco para desenferrujar

















Adelaide Pinheiro e eu. Ah se todos tivessem, uma sogra maravilhosa, uma segunda mãe, como tenho

















Muitos preferem ir para o tablado para dançar em solo firme e abandonam, momentâneamente suas mesas






















A tradicional empresa Mansur, de Belém, foi a responsável pelo palco, som e iluminação. Impecável

















As amigas Lucia Helena Pinheiro, Receita Federal do Brasil em Brasília e Lilian Pereira, Chefa da Agência do INSS de Marabá























Desde a travessia, tudo foi só alegria

















Minhas amigas de Marabá


















Gente bonita prá todo lado

















Mônika, Lúcia, eu e o médico e capitão Walter, grande amigo. Dia claro e ninguém arredava o pé

A fina flôr do empresariado e políticos de toda a região do Carajás, turistas de outros estados e até estrangeiros se divertiram até o dia raiar.

















Do lado de fora da Arena a galera não deixa espaço na areia da praia. Uns ligados na festa, lá dentro, outros faturando alto com o comércio de bebidas, comidas e transportes

Meu grupo só arredou o pé às 8h30 da manhã.

Por várias razões achei a festa memorável.

Estava em família e reencontrei velhos amigos, queridos amigos e amigas.

Será muito difícil não comparecer ao Maraluar 2008.

P.S.: Gostaria de registrar o apreço e cortezia de Vanda Américo com nosso grupo.

Brilhante carta sobre uma tragédia anunciada

Meu amigo de longa data Fred Guerreiro, prestes a formar-se advogado, enviou carta ao jornal O Liberal que a publicou.

Em seu arrazoado brilhante, Fred emoldura a indignação que se abate naqueles que tem um mínimo de vergonha na cara de cobrar uma solução para o desastre que se abateu, há mais de 11 meses, sobre a aviação comercial brasileira.

Elegante, Fred cita esse humilde espaço. Leiam. Vale a pena.







Edição:Ano LXI nº 31.821 Belém, Quinta, 26/07/2007






A catástrofe do vôo 3054

Chegamos à apoteose aérea. A tragédia do vôo 3054 da TAM era algo mais do que previsível de acontecer. A cidade de São Paulo fez de Congonhas sua fagocitose e agora sofre os efeitos de sua indigestão alimentar. Pior que isso: centenas de vidas foi o preço pago para se chegar à conclusão cabal das leis da física, de que velocidade e espaço são grandezas diretamente proporcionais. Ou seja, aviões a jato precisam de espaço, de preferência com exagerada área plana extra para um pouso seguro em eventualidades.

Fazia anos que a tragédia de Congonhas vinha sendo anunciada como um trailer de filme de terror prestes a ganhar o cartaz de atração principal. Em 1996, a peça teatral governamental sobre o aeroporto ganhou seus ares de longa metragem e anunciou sua avant première, com um acidente da mesma empresa, no qual morreram 99 pessoas, incluindo aquelas que estavam em solo. Anos se passaram e vários foram os vôos que tiveram problemas naquela cabeceira de pista. Era um sinal. Um mau sinal. Da mesma forma, Airton Senna precisou morrer para que redesenhassem Ímola. Cumbica precisou de centenas de corpos carbonizados para chamar a atenção, um preço muitíssimo alto a ser pago pela falta de investimentos no setor. Há meses, o amigo Val André já havia cantado essa bola em seu blog ('Pelos Corredores do Planalto'): 'O caos nos aeroportos é apenas a ponta do iceberg'.

O inaceitável desastre, assim como a combinação de fatores intrínsecos que levam a um acidente aéreo, é também reflexo dos fatores extrínsecos, da falta de planejamento e investimentos do governo para o setor. No jogo do empurra-empurra, o passageiro não passa de um dente da engrenagem da ganância das companhias aéreas e da irresponsável política pública de infra-estrutura de transporte aéreo.

Nos próximos meses, as autoridades e a Imprensa se empenharão em eleger culpados para a tragédia e crucificá-los. Prevê-se com antecedência que serão os pilotos, os controladores de vôo, o avião, a água da chuva, uma ave noturna, Paladinos e Lepores, alguma rádio pirata ou, quem sabe, algum passageiro de Alah. Jamais será a absurda falta de investimentos governamentais e as ruins condições de trabalho dos profissionais da área. Corroborando a tese, o acidente do vôo 1907 da GOL foi o mais patético exemplo da desorientação por que passa o sistema de controle de vôo brasileiro. Talvez um walkie-talkie fosse mais eficiente.

No paradigma do 'relaxa e goza', quem deveria estar sendo resgatado dos escombros zomba da própria sorte de ter um avião particular. Aos passageiros, sobram a apreensão na hora do embarque e a tensão em voz trêmula no 'boa viagem!'

Frederico Maia Guerreiro dos Reis
fredguerreiro@oi.com.br Conjunto Médici I - Rua Irituia
Belém

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