As ONGs e as ‘Jóias da família’

por Nilder Costa

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28/jun/07 (AER) – Está causando ondas de choque a decisão da agência americana de inteligência (CIA) de disponibilizar na internet centenas de documentos secretos da agência. Os documentos incluem a série conhecida como ‘Jóias da Família’ que detalha alguns dos piores abusos e atividades ilegais cometidos pela agência entre os anos 50 e 70. Um dos aspectos mais bombásticos das ‘Jóias’ é a revelação que a CIA utilizou – e certamente ainda utiliza – outras entidades do governo americano para realizar as suas operações de inteligência e contra-inteligência. Dentre essas destaca-se a USAID, que deveria se envergonhar – e não se orgulhar - de apresentar-se como a "primeira organização de assistência estrangeira livre de funções políticas e militares". [1]

Mesmo considerando-se que a USAID prestou e presta relevante ajuda humanitária, o fato de ser utilizada como fachada para operações ‘políticas e militares’, projeções de poder ou defesa de interesses do governo americano coloca sob suspeição todo e qualquer projeto por ela patrocinado.

Alguns desses projetos, é verdade, dispensam a confirmação tornada ‘oficial’ do envolvimento da agência em operações como as acima descritas. Esse é o caso, por exemplo, do programa ‘Iniciativa para a Conservação da Bacia Amazônica’ (ABCI, em sua sigla inglesa), que vem sendo implantada pela agência a alguns anos. O programa inclui o estabelecimento de ‘consórcios’ de ONGs para desenvolver cinco subprogramas. Em maio passado, este Alerta publicou o memorando ‘USAID planeja a ocupação da Amazônia’, de autoria do jornalista Lorenzo Carrasco, denunciando que o ABCI foi concebido e orientado para a ocupação efetiva de áreas críticas da Amazônia, onde a presença soberana dos Estados nacionais que compartilham a região é precária.

O memorando teve grande repercussão e provavelmente influiu para a dura resposta do governo brasileiro que, por intermédio do Itamaraty, exigiu que a Usaid suspendesse o programa no Brasil. Essa aberta ingerência do governo americano na Amazônia brasileira sob o disfarce de uma suposta ‘proteção ambiental’ foi motivo de intensas discussões nos meios castrenses, como o secretário de Política, Estratégia e Relações Internacionais do Ministério da Defesa, general Maynard Santa Rosa, ao afirmar que ‘algumas ONGs, muito facilmente e de maneira barata, são utilizadas como instrumentos de captação de informações por organismos de inteligência estrangeiros, atuam na espionagem. Sabe-se disso porque os serviços secretos do Reino Unido e dos Estados Unidos têm trabalhado na área. Temos informações seguras sobre isso’. [2]

Um evidente desdobramento dessa preocupação foi a realização do seminário "Forças Armadas na defesa da Amazônia", realizado entre os dias 18 a 22 passados sob o patrocínio da Fundação Alexandre Gusmão (Itamaraty). Entre os conferencistas, o General-de-Brigada Eduardo Dias Villas Bôas (Cmt EsAO), o Contra-Almirante Guilherme Mattos de Abreu (Cmt 2ª Div Esqd) e o Cel Av Carlos Augusto Oliveira. Nos informa o veterano jornalista Mauro Santayana sobre o seminário:[3]

Os vários depoimentos conduziram à conclusão dramática: faltam-nos aviões em números suficientes; não há veículo de combate nos milhões de quilômetros de rio e na imensidão das selvas; para patrulhar outros milhões de quilômetros, no mar territorial, só temos dois submarinos, e a munição de que dispomos só da para três ou quatro dias de disparos. Não há como adestrar os recrutas para a luta contra um possível inimigo, porque não temos como alimentá-los devidamente. Só podemos contar com a extensão territorial e o patriotismo das Forças Armadas e dos cidadãos brasileiros, para organizar e exercer a resistência, se a isso formos levados...

È fácil – e tem sido freqüente – a tática de desqualificar as advertências de setores da opinião pública, entre eles as de alguns jornalistas, ao tachá-las de manifestações de paranóia. Assim têm agido os ingênuos, desde que os gregos presentearam os troianos com um imenso cavalo de madeira, recheado de soldados.

Temos que realizar todos os esforços e nos submeter aos sacrifícios necessários, a fim por em prática um plano nacional de ocupação da Amazônia pelos brasileiros, e fortalecer a capacidade militar de defesa do território. Para isso, é necessário seguir o exemplo de nacionalidade econômico da China, da Índia e da Rússia.



Por dentro da ABCI
Uma análise, mesmo superficial, da montagem da ABCI mostra como o governo americano constrói uma rede de ONGs altamente especializadas para satisfazer interesses políticos e estratégicos dos EUA. Agências como a Usaid funcionam como um ‘buffer’ entre as ONGs e o Departamento de Estado que pode, assim, alegar desconhecimento sobre atividades que influenciam diretamente os assuntos internos de um determinado país.

No caso da ABCI, a USAID contratou o International Resources Group (IRG) para montar e gerenciar todo o programa. O IRG, fundado em 1978 e baseado em Washington, tem mais de 600 contratos com o governo americano em 90 países para gerenciar complexos projetos ambientais, energéticos e de reconstrução. Em 2003, por exemplo, a USAID contratou o IRG para atuar na reconstrução do Iraque. Por sua vez, o IRG sub-contratou a Crown Agents, conhecida empresa formada por ex-agentes de inteligência e contra-inteligência do antigo Império Britânico. De fato, os dirigentes do IRG possuem fortes vínculos com a estrutura do governo americano. Seu presidente, Philip Palmedo, é um ex-dirigente de alto escalão do Departamento de Energia; David Joslyn, vice-presidente, foi diretor do programa ‘Alimentos para a Paz’ da USAID; Doug Clark, vice-presidente corporativo, trabalhou na USAID por 27 anos; Benjamin Farrah, outro vice-presidente, é um es-funcionário do Departamento de Defesa dos EUA.

O ‘homem-chave’ do IRG para a ABCI é o biólogo americano Dr. Anthony Anderson, que liderou a equipe de avaliação da Usaid para o projeto cujo conceito básico foi estabelecido no documento ‘Conservação da Biodiversidade na Bacia Amazônica: Contexto e Oportunidades para a USAID’. Dr. Anderson, ex-pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi, possui 33 anos de experiência profissional na região amazônica e já trabalhou para a Fundação Ford, para o Banco Mundial e para o WWF. Além disso, Dr. Anderson aparece como um dos membros fundadores do Instituto Socioambiental, o ISA, junto com o atual secretário-executivo e ‘homem forte’ do Ministério do Meio Ambienta, João Paulo Capobianco.

Atualmente, Dr. Anderson é o Diretor do Secretariado da ABCI como funcionário do IRG.


A Usaid e a criação do Serviço Florestal Brasileiro
Considerada como um primeiro passo para a internacionalização da Amazônia, a criação do polêmico Serviço Florestal Brasileiro (SFB) teve ingerência direta da Usaid. Em agosto de 2004, o jornal O Globo revelou que técnicos do Ministério do Meio Ambiente viajaram meio mundo para pesquisar experiências semelhantes. Pelo menos um dessas viagens, feita à Austrália entre março e abril de 2004, foi organizada e patrocinada pela Usaid com dinheiro do Serviço Florestal Americano (USDA/FS). Relatório da viagem obtido pelo jornal aponta que quatro funcionários do governo brasileiro foram a New South Wales e que pelo menos dois tiveram as despesas custeadas pelos órgãos americanos, entre eles Tasso Azevedo, então diretor do Programa Nacional de Florestas e atual presidente do SFB. Também participaram da visita técnica representantes de ONGs que atuam na Amazônia. [4]

Na ocasião, até mesmo algumas ONGs ambientalistas criticaram o esquema de concessão de florestas à iniciativa privada que viam como um risco de o governo perder o controle sobre as áreas repassadas às empresas. ‘Estaríamos abrindo as portas para grandes grupos estrangeiros que devastaram matas da Indonésia e de países da África e depois saíram’, disse o ambientalista Flávio Garcia, do Movimento em Defesa da Amazônia.

Recorde-se que, em abril passado, Azevedo foi acusado de fazer proselitismo internacional colocando à venda boa parte da Floresta Amazônica. Azevedo é partidário da corrente internacional que impulsiona a perigosa idéia que a 'conservação' da Floresta Amazônica é tarefa de várias nações. Coerentemente, na 7ª Sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF), realizada em abril passado em Nova York, Azevedo propôs que os países desenvolvidos ajudem o Brasil a preservar a Amazônia sugerindo que eles paguem uma espécie de estipêndio aos moradores da região para manter a floresta de pé. Sem surpresas, o acordo internacional proposto pelo representante brasileiro foi aprovado no Fórum e vai para a apreciação da Assembléia Geral da ONU. [5]


O Instituto Chico Mendes e a 'nova geometria' ambientalista
Como já analisado anteriormente por este Alerta, a ditatorial divisão do Ibama com a criação do Instituto Chico Mendes deve vista como uma espécie de adequação à nova geometria de 'governança mundial' que o Establishment anglo-americano tenta desenhar e onde fatores como o 'aquecimento global', 'proteção ambiental' e 'direitos humanos' aparecem como os principais ordenadores dos relacionamentos entre os países. Nesse esquema, a soberania das nações seria 'relativizada' e vai para o vinagre. [6]

Carente de recursos, o Instituto prosseguirá criando novas e imensas reservas ambientais sem pessoal e meios para um adequado gerenciamento e fiscalização das mesmas, como já ocorre atualmente. Em tal quadro, as portas estão abertas ao aporte de generosos recursos externos para que esse gerenciamento e fiscalização sejam ‘terceirizados’ a representantes de ONGs.


A ‘Pax Verde’
Como se percebe, a iniciativa da USAID ocorre nesse contexto de intenções ostensivas de interferência direta na Amazônia, que configura uma autêntica estratégia de guerra irregular, ou "guerra de quarta geração" (G4G), contra a soberania nacional do Brasil e seus vizinhos amazônicos.

O conceito de G4G, que vem sendo discutido entre certos círculos militares e estratégicos da América do Norte e da Europa, se refere a campanhas em que um Estado nacional se defronta com oponentes não-estatais, como organizações terroristas e/ou criminosas - ou, no caso brasileiro, ONGs contrárias ao desenvolvimento nacional. Assim sendo, não é exagero considerar que estão em curso na Amazônia ações de "quarta geração", nas quais os territórios não são conquistados no sentido militar clássico, mas têm neutralizado o seu pleno desenvolvimento socioeconômico e conseqüente povoamento, para, em uma fase posterior, serem eventualmente declarados como territórios sem "soberania efetiva". Estaríamos, portanto, às voltas com uma doutrina estratégica exógena, cuja denominação não poderia ser outra senão "Pax Verde".

Notas:
[1]Arquivo revela que CIA quis usar mafiosos para matar Fidel, Folha de São Paulo, 26/06/07
[2]Itamaraty pára ‘rolo compressor’ da USAID na Amazônia, Alerta Científico e Ambiental, 28/05/07
[3]A Soberania sobre a Amazônia, Jornal do Braisl, 24/06/07
[4]EUA pagaram viagem de funcionários, O Globo, 01/08/04
[5]SFB põe a Amazônia à venda no exterior, Alerta Científico e Ambiental, 26/04/07
[6]A USAID e a 'governança mundial' da Amazônia, Alerta Científico e Ambiental, 10/05/07


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A cana e o funesto ambientalismo geopolítico

Leiam excelente artigo de Nilder Costa sobre etanol e geopolítica


5/jul/07 (AER) – O presidente Lula aproveitou a Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, que se realiza em Bruxelas, para defender o etanol brasileiro das críticas costumeiras sobre degradação ambiental, trabalho 'escravo' e outras usualmente destiladas por ONGs e entidades governamentais européias que as apóiam, às vezes, com recursos financeiros e outros.

Por uma estanha coincidência, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura ) emitiram, simultaneamente, relatórios e declarações centradas em riscos ambientais e de segurança alimentar no plantio de cana-de-açúcar. Uma das afirmações foi que o aumento da produção de etanol e biodiesel em países como o Brasil acarretaria um aumento de 10 a 20% no preço internacional de alimentos prejudicando diretamente os países mais pobres da África e da Ásia. Para diplomatas brasileiros que acompanham o presidente Lula na Europa, tais divulgações foram propositais.

Oportunamente, o governo brasileiro anunciou a elaboração de uma certificação própria para garantir a procedência e a qualidade do etanol brasileiro. O problema, apontado por um dirigente de uma das maiores usinas do setor no Brasil, é que o efeito pode ser o inverso do esperado por excesso de critérios nas certificações: "Não somos contra a certificação. Mas o perigo é que a União Européia faça exigências absurdas para tentar mascarar práticas de protecionismo também nesta área", disse ele. [1]

A artilharia européia foi disparada por Peter Mandelson, comissário da UE para o Comércio, para quem "a Europa tem que agir para evitar que um boom de biocombustíveis ameace destruir florestas tropicais para produzi-lo" e que "a União Européia (UE) não pode permitir que a mudança para os biocombustíveis se transforme em um estouro ambientalmente insustentável no mundo em desenvolvimento...Os europeus não pagarão um prêmio pelos biocombustíveis se o álcool que abastecerá seus carros for produzido de maneira insustentável devido a sistemáticas queimadas após a colheita ou à custa das florestas tropicais". Realmente comovedor.

No Brasil, o ministro da Agricultura Reinhold Stephanes declarou que o governo brasileiro pretende impor restrições ambientais para o plantio de cana-de-açúcar que poderiam afetar inclusive áreas onde o produto já está presente hoje, leia-se, 'Amazônia'.

"Queremos evitar o discurso contrário ao desenvolvimento do etanol como energia limpa. Temos muitos adversários no mundo que não têm interesse (nesse desenvolvimento) e muito menos que isso aconteça no Brasil", afirmou o ministro, acrescentando que "Agricultores que recebem subsídio nos EUA ou na Alemanha evidentemente vão dizer que o Brasil está derrubando a floresta amazônica para plantar cana, e nós queremos mostrar que não estamos fazendo isso." [2]

É louvável a iniciativa do governo em criar essa certificação própria (desde que o aparato ambientalista fique fora do processo), mas seria inaceitável que venha, eventualmente, a ceder à imposições externas de proibir o plantio de cana na 'Amazônia'. Explica-se as aspas: uma das principais peças da propaganda enganosa da rede de ONGs e seus apoiadores é confundir a opinião pública mundial que a Amazônia Legal equivale ao bioma de mesmo nome. Assim, qualquer pé de cana plantado em Mato Grosso, por exemplo, é imediatamente arrolado como 'predador' da floresta Amazônica.

Mas, qual seria o problema se existem condições de solo e clima favoráveis ao cultivo de cana no Pará? Entende-se que empresas prefiram, por questões de marketing, propagandear a consumidores europeus elitistas que seus produtos não vêm da 'Amazônia' (por mais equivocado que isso seja), mas o mesmo não se pode admitir do governo brasileiro. Uma vez estabelecido o precedente, qualquer outro produto da região sofreria enormes pressões para entrar na 'lista negra', fortalecendo o funesto ambientalismo geopolítico.

Notas:
[1]'Foi coincidência a divulgação de relatórios negativos?, O Estado de São Paulo, 06/06/07
[2]Plantio de cana pode sofrer restrições ambientais, Agência Estado, 05/07/07

Do Alerta em Rede

Aquecimento global em rediscussão no Brasil


11/jul/07 (AER) – Por oportuno, reproduzimos abaixo nota publicada na última edição da Resenha Estratégica:

Assim como vem ocorrendo em outros países, aos poucos, o alegado "consenso científico" sobre o aquecimento global antropogênico vem sendo objeto de um questionamento cada vez mais visível no Brasil, inclusive entre órgãos públicos e universidades, nos quais o enfoque "aquecimentista" costuma ser dominante. Membros do conselho editorial desta Resenha participaram de três eventos recentes, que sinalizam essa tendência.

Em 27 de junho, promovido pela Agência Nacional de Águas (ANA), realizou-se em Brasília o seminário "Recursos Hídricos no Contexto das Mudanças Climáticas". O evento, que contou em sua abertura com a presença da ministra do Meio Ambiente Marina Silva, foi desenvolvido em três mesas-redondas: questão científica, políticas públicas e o papel da comunicação social. O aspecto mais marcante do seminário foi o contraditório. Diferentemente do que vem ocorrendo de forma avassaladora na mídia em geral e em eventos similares, a versão "oficial" do aquecimento global como sendo resultante da ação humana foi contestada com competência e argumentos que causaram impacto em uma platéia visivelmente atenta e, até certo ponto, surpreendida.

Por isso mesmo, o ponto alto do seminário foi o painel científico, com as presenças de dois dos principais paladinos do aquecimento antropogênico no País, Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Pedro Dias da Silva (Universidade de São Paulo), ambos integrantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), e Luiz Carlos Molion, um dos decanos da Climatologia no Brasil, aposentado do INPE e atualmente professor da Universidade Federal de Alagoas.

Previsivelmente, os dois primeiros apresentaram as conclusões do quarto relatório do IPCC, não deixando margem a dúvidas sobre a causa antropogênica do aquecimento global, bem como as suas catastróficas conseqüências para a Humanidade, caso não sejam adotados draconianos cortes no consumo de combustíveis fósseis nas próximas décadas.
Por sua vez, Molion, que é um dos mais antigos e severos críticos do catastrofismo climático, no Brasil e no exterior, contestou não apenas as conclusões do relatório, mas a metodologia empregada na sua elaboração, fundamentada em modelos matemáticos que estão muito longe de representar as complexas e interconectadas variáveis reais que condicionam as mudanças climáticas. Igualmente, ele ressaltou que o IPCC é uma entidade formada por cientistas, mas é também "intergovernamental", o que implica em fortes ingerências políticas na sua dinâmica de trabalho e conclusões. A última transparência de sua apresentação trazia o sugestivo título: "Conspiração?"

Nosso colega Nilder Costa, editor do Alerta Científico e Ambiental, participou da mesa-redonda sobre comunicação social, na companhia do ex-deputado "verde" Fabio Feldmann, atual secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas, o gerente do WWF Brasil, Samuel Barreto, e a gerente de Conteúdo do Canal Futura, Deborah Garcia. Na oportunidade, ele ressaltou que o tema do seminário unia os dois temas mais emblemáticos das distorções que envolvem a percepção e as discussões dos problemas ambientais - recursos hídricos e aquecimento global. "Um envolve os principais problemas ambientais reais e de saúde pública da maioria dos países em desenvolvimento, como o Brasil, mas não recebe nem a décima parte da atenção e da publicidade do outro, que foi elevado à condição de uma emergência global que, supostamente, justificaria toda sorte de restrições ao desenvolvimento, especialmente quanto aos usos da energia", enfatizou (o texto-guia da apresentação encontra-se no sítio do Movimento de Solidariedade Ibero-americana).

No mesmo dia, Geraldo Luís Lino proferiu uma palestra sobre "Mitos e realidade do aquecimento global", na semana acadêmica do Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria (RS). O evento contou com a participação de quase 300 pessoas, entre estudantes e professores (inclusive um de Climatologia), que proporcionaram duas horas e meia de discussões, entre palestra e debates, com muitas perguntas inteligentes e oportunas, que denotavam atenção e interesse real pelo assunto.

Em 6 de julho, Lino e Lorenzo Carrasco participaram de um seminário interno da Companhia Paranaense de Energia (COPEL) sobre Mudanças Climáticas, no qual discorreram sobre as motivações políticas da campanha "aquecimentista" e as evidências científicas sobre as causas naturais do fenômeno. Na ocasião, a tarefa de ambos foi facilitada pela brilhante exposição anterior do Dr. Francisco Mendonça, professor de Climatologia da Universidade Federal do Paraná, autor de um celebrado livro-texto sobre os climas brasileiros e igualmente crítico do alarmismo ambiental em geral.

Na medida em que a enormidade dos custos socioeconômicos da adoção da agenda "aquecimentista" começa a ser percebida em toda parte, essas e outras discussões do gênero, em vários fóruns do País, proporcionam uma bem-vinda lufada de ar fresco e racionalidade para o encaminhamento de questões cruciais para a retomada de um processo de desenvolvimento compartilhado e realmente sustentável, tanto no Brasil como no resto do mundo.

Mudança Climática: Alinhando o que está solto

Desmatamento e soberania

Julho 16,2007 por Nilder Costa


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9/jul/07 (AER) – O Itamaraty acaba de nomear Sérgio Serra como embaixador do Brasil para Mudanças Climáticas. Em entrevista concedida à Folha de São Paulo, Serra comenta que a tradicional linha diplomática do Itamaraty em não vincular florestas e clima está mudando. [1]

Segundo Serra, vem sendo quebrada, ao longo dos últimos dois anos, um dos principais suportes a essa linha de atuação, a não aceitação de metas compulsórias para a redução de desmatamento pois elas implicam, necessariamente, em perda de soberania sobre porções do território nacional.

Entretanto, o mais preocupante foi o jeitinho encontrado para acomodar as resistências internas às pressões feitas por países industrializados e o aparato ambientalista para que o Brasil dê a sua 'cota de sacrifício' para aplacar o quimérico aquecimento global causado por emissões de CO2: aceitar-se-iam metas internas de desmatamento, mas sujeitas a fiscalizações internacionais ('accountability').

Trata-se de um perigoso sofisma uma vez que, como a gravidez, não existe meia soberania.


Notas:
[1] ENTREVISTA: SÉRGIO SERRA, Folha de São Paulo, 08/07/07

Redecker pressentiu o perigo que todos correm


















Do Blog A Nova Corja

Do deputado federal e líder da minoria na Câmara, Júlio Redecker (PSDB-RS), 51 anos, casado e pais de três filhos, morto no acidente de ontem, sobre o acidente com o avião da Gol que matou 154 pessoas em setembro do ano passado:
"Passados seis meses daquela tragédia, a sociedade ainda aguarda por respostas do governo, que insiste em não ver fato determinado para a instalação de uma CPI. Agora, cabe a esta Casa agir para que possamos voltar a voar com segurança, para que mais famílias não sofram a mesma dor e para que negócios e empregos possam ser retomados." (Rosane de Oliveira, Zero Hora, 18/07/07)

Porque Jânio Quadros condecorou Che Guevara

FUNDO DO BAÚ

Blog do Chico Dias

A história vai do jeito que me foi contada por um ex-deputado do grupo janista. Que, por sua vez, a ouviu do ex-ministro Saulo Ramos, seu amigo, num momento de descontração e reminiscências.

Jânio acabava de assumir a Presidência da República e almoçava no Alvorada com José Aparecido, Carlos Castelo Branco e Saulo Ramos, seus assessores mais próximos. No meio do almoço seu ajudante-de-ordens veio lhe dizer que havia um importante telefonema dos Estados Unidos. O presidente vai até seu gabinete, demora alguns minutos e volta com uma expressão mais enigmática do que a de sempre. Diante da curiosidade indisfarçável dos três assessores, resolve abrir o jogo:

-Era o presidente Kenedy e queria me pedir um favor. Acho que vou atendê-lo.
O telefonema foi resumido assim. Kenedy explicou a Jânio que estava tentando aprovar no Congresso americano um projeto chamado Aliança Para o Progresso, mas que estava encontrando uma resistência muito grande.

Por isso pedia ao presidente brasileiro que condecorasse Che Guevara, que se encontrava em Punta Del Este, no Uruguai, acompanhando a reunião da OEA, junto com Raul e Fidel Castro, antes de seu regresso a Havana. A condecoração seria um argumento definitivo para mostrar aos americanos o perigo de uma cubanização da miserável América Latina, a partir do Brasil. Perigo que só poderia ser afastado com a ajuda econômica milionária dos Estados Unidos. Como contrapartida, se a proposta colasse, quem primeiro receberia uma generosa ajuda, seria o Brasil.

O pedido foi atendido, Kenedy conseguiu sensibilizar o Congresso, aprovando a Aliança Para Progresso. E o governo brasileiro recebeu uma enxurrada de dólares e tonelada de leite em pó, de péssimo gosto, por sinal.

Mas até hoje o chamado grande público acha que a inexplicável condecoração de Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul, a mais alta honraria nacional, foi fruto de uma decisão, digamos, etílica, do ex-presidente Jânio. Que nunca foi de esquerda.

Associação Comercial de Santarém defende criação de novo Estado

Recebo e publico nota da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES).

A Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), defendeu nesta sexta-feira, 13, em matéria publicada no jornal O Liberal, a criação do Estado do Tapajós. A entidade enviou nota à redação do jornal na quinta-feira, contraponto matéria publicada no mesmo dia e que informava que a Associação Comercial do Pará (ACP) está fazendo uma mobilização contra a divisão territorial do Estado.

Na matéria desta sexta-feira, o presidente da ACES, Olavo das Neves, faz uma defesa contundente do novo Estado e apresenta dados que comprovam que a divisão territorial, ao contrário de causar prejuízos ao Pará, vai melhorar a vida dos moradores de todas as regiões. Embasado em números e estudos técnicos, o empresário defende que a população das regiões historicamente abandonadas seja ouvida em plebiscito.

Na defesa que fez da criação de novos Estados, Olavo diz que esta é uma excelente estratégia de fortalecimento político, econômico e social de toda a região Amazônica. "É uma luta histórica contra o abandono e a pobreza", diz Olavo, informando que a mobilização da classe empresarial da região Oeste do Pará caminha no sentido inverso da ACP, lutando justamente pela criação de um novo Estado.

LEIA A ÍNTEGRA DA MATÉRIA DIVULGADA PELO JORNAL O LIBERAL:

"Associação Comercial de Santarém defende a criação de novos estados

A Associação Comercial e Empresarial de Santarém (Aces) declarou ontem, por meio de nota oficial, que tem um posicionamento diferente da Associação Comercial do Pará (ACP) sobre a divisão territorial do Estado. A classe empresarial de Santarém e da região Oeste do Estado, segundo a Aces, defende a criação do Estado do Tapajós e avalia que a criação de novos Estados não prejudica o Pará, já que é uma "excelente estratégia de fortalecimento político, econômico e social de toda a região Amazônica".

A ACP anunciou esta semana que está articulando um movimento de mobilização contra a divisão, mas os empresários de Santarém garantem que não vão aderir à campanha. Para o presidente da Aces, Olavo das Neves, a mobilização da classe empresarial da região caminha no sentido inverso, na luta pela criação de um novo Estado. "É uma luta histórica contra o abandono e a pobreza", diz.

"Quando a ACP afirma que não é de interesse do Pará a divisão e o desmembramento de seu território, está excluindo mais uma vez o pensamento das populações das regiões que hoje defendem a emancipação política. Respeitamos o posicionamento da ACP, mas o Pará não é só Belém ou a região metropolitana. Temos milhões de pessoas nesta região que gostariam de ser ouvidas", afirma ele, para quem o plebiscito é a forma mais democrática para que se saiba realmente o os paraenses querem.

A Aces também discorda da afirmação de que a divisão do Pará vai causar prejuízos ao Estado que remanescer. Segundo a associação, há estudos que demonstram o contrário. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo federal, com a divisão a população que ficaria no novo Pará teria mantidos - e até melhorados - os índices de qualidade de vida. O estudo, reforça a nota, mostra que o Pará manteria a maior população e os melhores índices econômicos e sociais, como renda per capita, menor desigualdade, maior percentual de domicílios com acesso a água e energia e menor taxa de mortalidade infantil.

"As desigualdades sociais e econômicas entre as regiões são gritantes, o que por si só já justifica um rearranjo do território estadual", argumenta Olavo das Neves. A região que continuaria sendo o Pará tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,72, enquanto em outras regiões o IDH não passa de 0,7 (Tapajós e Carajás). "São séculos de tentativas frustradas de administrar um território maior do que muitos países", avaliam os empresários santarenos. "É chegada a hora de estas regiões terem o direito de decidir por um caminho diferente da exclusão e miséria social", finalizam."


Segue link para a matéria publicada no site de O Liberal:

http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=250&codigo=271109

Paulo Leandro Leal
Assessoria de Comunicação e Imprensa

Artigo defende fim do foro especial de julgamento no STF e STJ

No artigo “Democratização”, publicado hoje na seção Opinião da página do DIAP, o vice-presidente para a Interiorização da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entidade filiada ao DIAP, Mozart Valadares Pires, defende o fim do foro privilegiado de julgamento no STF e no STJ e que o Judiciário priorize os processos relativos à corrupção.

Também postamos na seção o artigo “Acorrentados” do deputado e vice-presidente do Parlamento do Mercosul, Dr. Rosinha (PT/PR). No texto, o parlamentar analisa o aumento da violência entre os jovens, discorre sobre suas conseqüências e apresenta as causas camufladas dessa triste realidade. Vela a pena ler! (Alysson Alves)

Acidente ou assassinato?

Datasul

Ilmo Sr Deputado Federal.
Envio esta ao senhor e a todos os seus colegas de Casa com pesar no coração e inquietude no espírito. Conterrâneo que sou de muitas vítimas do acidente ocorrido na data de ontem, tive a infelicidade de descobrir, entre as quase 200 vidas ceifadas, nomes conhecidos e queridos.
Como cidadão brasileiro e interessado pelo tema da aviação, acompanho todos os dias, pasmado, as presepadas do nosso Poder Executivo na condução do que começou sendo chamado de "Crise do Setor Aéreo" e hoje se resume a uma estapafurdeante pulverização de responsabilidades e estabelecimento de cortinas de fumaça para que se oculte o óbvio ululante: a arrecadação advinda da atividade aeroportuária de nosso país não é revertida em investimentos de infra-estrutura, necessários para que as aeronaves que nós utilizamos não sejam transformadas, a despeito do desejo da sociedade civil, em esquifes voadores.
A presente tem dois objetivos muito simples e, dentro de um mínimo de boa vontade do Ilmo Senhor Deputado, facílimos de serem compreendidos e atendidos. O primeiro é uma demanda para que o Ilmo Senhor Deputado apresente moção exigindo a prestação de contas sobre a arrecadação das tarifas de embarque cobradas de todo cidadão em nossos aeroportos.
A segunda, mais importante, é um apelo. Eu apélo ao Ilmo Senhor Deputado que não decepcione este cidadão, e todos os com quem ele mantém contato diário e constante, enquanto fiscaliza e divulga os trabalhos da nossa Casa em relação aos absurdos que, diariamente, o Poder Executivo comete em relação ao Setor Aéreo brasileiro, infelizmente acobertado e protegido por alguns setores do próprio Legislativo.
Na convicção de estar trabalhando para construir um país do qual meus filhos não se envergonhem de chamar de Pátria, subscrevo-me com protestos da mais alta estima.

Cassiano Ricardo Schwingel
Gerente Corporativo de Serviços
Datasul S.A.
cassiano.schwingel@datasul.com.br
Tel./Fax: ++ 55 47 2101.7497
Celular: ++ 55 47 9923.9617
www.datasul.com.br

Nota do blog: Os deputados federais e senadores começaram a receber correspondências como a publicada acima. O país está indignado com nossas autoridades.

Infraero não será investigada sobre responsabilidades do acidente da TAM

O ministro da Justiça Tarso Genro pode falar o que bem entender. Mas, se o titular desse blog fosse parente de uma das vítimas, a primeira ação que moveria seria exatamente contra o governo ao qual pertence, o "insuperável" Pê Tê.

Inquérito da PF é medida preventiva, diz ministro


Segundo Tarso Genro, determinação do presidente não revela suspeita.

Infraero não será investigada, afirmou.

MIRELLA D'ELIA Do G1, em Brasília

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quarta-feira (18) que a determinação do presidente Lula para que a Polícia Federal (PF) abra inquérito para investigar as obras na pista do Aeroporto de Congonhas é uma medida preventiva e não revela nenhuma suspeita ou acusação.

"Isto não é um juízo antecipado do assunto. Não é uma acusação a nenhum ente público. Mas é uma precaução do presidente para que todos os setores que podem ser investigados sejam investigados para que tudo seja absolutamente esclarecido", disse Tarso Genro, em entrevista do Ministério da Justiça.

O ministro classificou o acidente com o avião da TAM no Aeroporto de Congonhas como um "assunto de extrema gravidade e dramaticidade".

Infraero – Segundo Tarso Genro, o inquérito da Polícia Federal vai verificar se a pista de Congonhas foi entregue em "condições técnicas adequadas de uso", negando que a investigação da PF tenha sido determinada por causa de suspeitas sobre a Infraero.

"Trata-se de um inquérito da Polícia Federal porque houve mortes e não um inquérito no interior da Infraero. Esse inquérito vai verificar se a pista foi entregue de maneira adequada", explicou.

Veja aqui a simulação do acidente





Veja a simulação do acidente com o Airbus-380 da TAM.

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Retroescavedeiras retiram escombros no local do acidente em Congonhas





São Paulo - Bombeiros tentam conter fogo no depósito da TAM, onde ocorreu o acidente com o avião da companhia (vôo JJ3054). Aeronave explodiu após tentar pousar sem sucesso no aeroporto de Congonhas Foto: Milton Mansilha/Agência LUZ/ABr















Marli Moreira

Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Manoel Antonio Araújo, informou há pouco que a caixa preta do avião Airbus A-320 da TAM foi encontrada à 1h20 de hoje (18) e entregue às autoridades aeronáuticas. Cerca de 100 homens trabalham na busca das vítimas. Ainda há fumaça saindo do prédio. Neste momento, retroescavadeiras retiram escombros a fim de abrir caminho para os bombeiros continuarem as buscas.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que a Avenida Washington Luiz, no sentido centro-bairros está bloqueada a dois quilômetros do local do acidente. Segundo a CET, há previsão de liberar a via às 8h.

Do local onde estão os jornalistas, a impressão que se tem é de que sobrou apenas parte da asa esquerda do avião. Pela localização dos destroços, parece que o avião chegou a bater em parte de um posto de gasolina localizado bem próximo ao prédio da TAM Express, que também foi atingido.
De acordo com boletim divulgado no site do governo do estado, três das 14 pessoas socorridas em hospitais da região sul da cidade de São Paulo morreram. Ainda há a confirmação de que, até agora, 26 corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) central, perto do Hospital das Clínicas. Os bombeiros afirmam que já retiraram 39 corpos dos escombros.

O Airbus 320, que transportava cerca de 180 passageiros e tripulantes, decolou de Porto Alegre às 17h16, com destino a Congonhas, sem escala. Havia previsão de pousar às 18h50. A TAM disponibilizou uma linha telefônica gratuita para familiares dos passageiros e tripulantes: 0800 117900. A linha faz parte do Programa de Assistência às Vítimas e Familiares da empresa.

A falta de aderência da pista é a causa mais provável do acidente. A opinião é do presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA), Anderson Correia. "Esse aeroporto, como todos sabem, tem uma certa limitação, tanto no tamanho quanto na qualidade da pista”, afirma.

A pista em que ocorreu o acidente havia sido liberada após reforma há pouco mais de duas semanas. A liberação ocorreu antes que estivessem prontas as obras para aumentar a aderência do asfalto com os pneus de aviões. Essa parte da reforma estava sendo feita durante a madrugada e só ficaria pronta em setembro. O especialista em aviação civil e comercial Valtécio Alencar considera "crítica" a liberação da pista antes da conclusão da obra.

Anderson Correia defende que Congonhas seja fechado para aviões de grande porte. Segundo ele, o aeroporto não tem condições mínimas de segurança para esse tipo de vôo. A redução das linhas que passam por Congonhas estava em estudo pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O inquérito sobre o acidente com o vôo 3054 da TAM será instaurado nesta quarta-feira (18), segundo o procurador-geral de Justiça do Estado, Rodrigo Pinho. A Aeronáutica abriu investigações, logo após o acidente, conduzidas pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).

Durante o pouso, o avião da TAM atravessou a pista, passou pelo final do aeroporto e colidiu com um terminal de cargas da TAM, do outro lado da avenida Washington Luis, em frente a Congonhas. Parentes de vítimas reclamam do atraso da empresa na divulgação de informações.

Deputado gaúcho a bordo




Foto: Fabio Pozzebom/ABr






















Fernanda Guzzo e Sandro Lima

Líder da minoria Júlio Redecker viajaria para os Estados Unidos com o presidente da Câmara

O deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), líder da Minoria no Congresso Nacional, estava no avião da TAM que se acidentou ontem no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria do parlamentar. Ele tinha viajado à capital paulista para se encontrar com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Os dois embarcariam juntos ontem mesmo para os Estados Unidos, onde tinham agenda de encontros com autoridades do Congresso americano, entre elas a presidente da Câmara, Nancy Pelosi. Chinaglia cancelou a viagem oficial logo após receber a notícia do acidente.

Segundo informações da Câmara dos Deputados, Chinaglia preferiu ficar no Brasil para acompanhar de perto o caso, inclusive a divulgação dos nomes de vítimas. Um dos assessores de Redecker informou ao Correio que a mulher e uma das filhas do deputado esperavam por ele no Aeroporto de Congonhas. Redecker, 51 anos, recém-completados no dia 12 de julho, está no seu quarto mandato na Câmara dos Deputados.

Ligado ao setor produtivo gaúcho, o parlamentar teve uma infância simples no Rio Grande do Sul. Nascido na pequena cidade de Taquari, foi ainda muito jovem para Porto Alegre. Começou na política no movimento estudantil. Foi filiado à Arena e permaneceu na sigla por 30 anos e depois passou por vários partidos. Em 2003, entrou para o PSDB.

No último mandato, teve o desafio de ser o sub-relator da CPI das sanguessugas. Participou também da CPI do Mensalão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou consternado ao saber da presença de Redecker na aeronave, segundo informação do ministro Franklin Martins (Comunicação Social).

Ontem à noite, a liderança do PSDB no Senado divulgou nota sobre o acidente no Aeroporto de Congonhas. Na mensagem, assinada pelo senador Arthur Virgílio (AM), o partido presta solidariedade às famílias das vítimas e pede rigorosa apuração das causas do acidente. “Há meses que o PSDB denuncia os problemas sobejamente conhecidos que afetam o tráfego aéreo e os principais aeroportos do país e reclamando providências das autoridades”, diz a nota.

Incompetência
Numa outra carta, de cunho pessoal, Virgílio acusou o governo de Lula de “incompetência geral, corrupção e insinceridade” no trato da crise aérea brasileira. E pediu que o presidente Lula “pise no chão da realidade”. Virgílio se disse “ferido’ com a notícia do acidente que envolveu o líder da minoria. “O presidente Lula precisa agir e não falar, ou o seu período se marcará pelo sofrimento e pela dor de tantos brasileiros que poderiam estar vivos, lutando, sofrendo, sorrindo e construindo um Brasil mais justo.”

O DEM também divulgou nota lamentando o acidente. “Os Democratas, com muito pesar, transmitem às famílias das vítimas do acidente com um avião da TAM, ocorrido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a sua solidariedade na dor e na revolta. Junto com outros passageiros estava o deputado federal Júlio Redecker, do PSDB do RS, político que honrava sua família, seu Estado, o Congresso Nacional e os muitos amigos”, afirma a nota. O deputado federal Rodrigo Maia (RJ) comunicou, por meio do documento, que o partido discutirá no momento oportuno as causas da tragédia.

Ação contra a carne brasileira é política




Luciano Pires

AGRONEGÓCIO

Carne para exportação: irlandeses e escoceses tentam retirar produto brasileiro da Europa

Diante de mais um gesto protecionista dos países ricos, o governo brasileiro reagiu ontem duramente contra o Comitê de Agricultura do Parlamento Europeu que, na segunda-feira, propôs o embargo total e imediato da carne produzida no Brasil. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, descartou qualquer restrição aos cortes exportados à União Européia e garantiu que a indústria nacional não terá prejuízos. Segundo Stephanes, o país cumpre todas as exigências internacionais.

Influenciados por produtores irlandeses e também da Escócia, os parlamentares questionaram os níveis de segurança do rebanho brasileiro, especialmente no que se refere às condições de o país rastrear os animais e controlar focos de febre aftosa. Um relatório extra-oficial chegou a ser apresentado. “É uma ação política. Não sabemos quando e se houve visita desta missão”, afirmou Reinhold Stephanes. De acordo com o ministro, a visita estrangeira — se ocorreu — foi clandestina e não pode ser considerada isenta.

O Brasil é dono do maior rebanho comercial do mundo, com cerca de 200 milhões de cabeças de gado. Em 2006, foram exportados US$ 2,2 bilhões para a União Européia, principal importador. A carne nacional é consumida em mais de 150 países. A Comissão Européia, instância executiva da UE, não endossou as suspeitas levantadas pelos parlamentares. Uma missão técnica virá ao Brasil no fim do ano em um procedimento de rotina.

A comissão acompanha de perto ações brasileiras de fortalecimento ao combate das principais doenças que atacam bois. Além disso, cobra melhorias na legislação que trata de febre aftosa, exige maior rigor no controle da movimentação de animais entre áreas com e sem a manifestação da doença, e cobra uma certificação internacional à prova de falsificações, além de análises laboratoriais confiáveis.

O Brasil, conforme o Ministério da Agricultura, está muito próximo de concluir todas as modificações. A implantação do Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e de Bubalinos (SISBOV) é uma das ações prioritárias. O sistema monitora toda a cadeia produtiva da carne bovina e está em reformulação. Atualmente, há 5 milhões de cabeças de gado cadastradas. A previsão é alcançar 50 milhões até dezembro. “Temos a melhor carne do mundo. Não acho correto levantarem questões que não existem. Eles (importadores) querem que sejamos eficientes e, com certeza, seremos”, afirmou o ministro Stephanes.

Cana
Preocupado com o avanço da cana-de-açúcar sobre pastagens e áreas de grãos, o Ministério da Agricultura está elaborando um mapa com uma série restrições ao cultivo da planta em regiões consideradas sensíveis. A decisão do governo é impedir que as usinas de etanol se instalem na Amazônia e no Pantanal. “Esse mapa estará pronto dentro de um ano”, disse o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

As empresas do setor sucroalcooleiro e os próprios empresários também terão de respeitar regras socioambientais se quiserem continuar atuando. Por pressão internacional, o Brasil decidiu criar um selo de qualidade que vai abranger desde a lavoura até a industrialização e comercialização do álcool combustível. As empresas já constituídas terão de se adaptar às novas normas. Com isso, o governo pretende eliminar práticas condenáveis como a exploração de mão-de-obra barata e o desrespeito ao meio ambiente. “É uma decisão de governo, não apenas do Ministério da Agricultura”, reforçou Stephanes.

Piloto pousou além do ponto e tentou arremeter




Geralda Doca

Autoridades suspeitam de falha humana. Comissão especial terá 90 dias para apontar as causas do acidente

BRASÍLIA. O acidente com o Airbus 320 da TAM pode ter sido causado por falha humana. Segundo fontes do governo federal, com base em depoimento de testemunhas, as investigações preliminares indicam que o piloto foi além do chamado ponto de toque na pista, não conseguiu parar e tentou arremeter, quando o avião já estava no chão. A aeronave, segundo essa fonte, bateu com a cauda no chão.

Segundo relatos enviados à Infraero, o piloto do avião tentou falar com a torre, mas os controladores não entenderam. E, quando a torre tentou um novo contato, o avião já estava se chocando no prédio da TAM Express próximo ao Aeroporto de Congonhas.

Equipes do Seripa já começaram a investigação

Equipes do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa ) já começaram a coletar dados no Aeroporto de Congonhas para determinar as causas da tragédia. A comissão especial de investigação terá um prazo inicial de 90 dias para apresentar um relatório sobre as possíveis causas do desastre. O prazo pode ser renovado por quanto tempo os investigadores considerarem necessário para apontar as falhas que levaram ao acidente e indicar medidas preventivas para evitar a repetição da tragédia.

O local do acidente deverá ser isolado, logo depois da retirada das vítimas. A partir daí, o objetivo prioritário da investigação será localizar a caixa-preta do avião. A partir de diálogos e ruídos registrados na máquina, os militares poderão descobrir se houve falhas mecânicas ou se o acidente foi provocado por falha humana, como suspeitam oficiais da Aeronáutica.

A investigação das causas deste acidente deve ser mais curta e simples que a apuração da queda do Boeing da Gol Linhas Aéreas, em setembro do ano passado, no Parque Nacional do Xingu, no Norte do Mato Grosso. O avião da Gol caiu numa área de mata densa e afastada de grandes centros urbanos. Os destroços do Boeing se espalharam por um raio de aproximadamente 700 metros da floresta.

Ontem, poucos minutos depois do acidente, sargentos e praças reforçaram a segurança na entrada do edifício do Comando da Aeronáutica, na Esplanada dos Ministérios. Funcionários do Comando se reuniam a portas fechadas nos andares superiores do edifício. Oficiais da Divisão de Comunicação Social da Aeronáutica orientaram os jornalistas a buscar maiores informações com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Mas, na sede do órgão, a poucos metros do Aeroporto Internacional de Brasília, funcionários informavam que só o Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, subordinado ao comando da Força, estaria autorizado a comentar o caso. Procurada novamente pelo GLOBO, a Aeronáutica disse que só daria mais informações sobre o caso hoje.

A partir dos dados da caixa-preta, os investigadores da Aeronáutica poderão reconstituir todos os dados do avião. Será possível determinar velocidade no pouso, momento em que freios foram acionados, retomada de potência nas turbinas em caso de tentativa de arremetida do avião.

O representante da Airbus no Brasil, Mario Sampaio, informou que a empresa enviou ontem mesmo uma equipe técnica ao Brasil para ajudar nas investigações sobre a causa do acidente.

COLABORARAM: Bernardo Mello Franco e Jailton de Carvalho

Lula e o peso de 350 mortos

O governo Lula, do bolsa-família tembém é o governo da omissão que resultou na morte de mais de 354 brasileiros em desastres aéreos por absoluta incompetência de seu governo.

MPF quer anular concessão de TV de Jader Barbalho

Última Instância

O Ministério Público Federal no Distrito Federal propôs nesta segunda-feira (16/7) ação civil pública, com pedido de liminar, para anular a transferência de concessão de outorga entre as emissoras de TV Rede Brasil Amazônia de Televisão e Sistema Clube do Pará de Comunicação, ambas do deputado federal Jader Barbalho (PMDB/PA). Segundo o MPF, a concessão da RBA deveria ter sido extinta e um novo processo licitatório realizado.

O MPF afirma que, de acordo com a Constituição, os atos de concessão e renovação de outorga para exploração de serviços de radiodifusão devem ser aprovados pelo poder Executivo e pelo Congresso Nacional.

Mas, no caso da RBA, a apreciação do pedido de renovação de concessão pelo Congresso foi impedida por uma manobra política do governo, que solicitou a devolução de 225 processos que tramitavam na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados ao Ministério das Comunicações, em junho do ano passado.

Segundo o procurador da República Rômulo Moreira Conrado, o pedido de renovação de concessão da RBA seria negado na Comissão de Ciência e Tecnologia porque a emissora estava em débito com o fisco federal. Com a devolução do processo ao Ministério das Comunicações, contudo, a emissora aderiu temporariamente ao regime de parcelamento de dívidas do governo federal e teve a concessão de outorga transferida ao Sistema Clube do Pará, cujos sócios são exatamente os mesmos da RBA.

Para o procurador, a transação violou os princípios da legalidade, da moralidade e da impessoalidade, uma vez que “o Sistema Clube do Pará de Comunicação foi aquinhoado, em razão de favorecimento político, com uma concessão de serviço público sem ter participado de qualquer processo licitatório, concessão essa que deveria ter sido extinta”.

Na ação, ele pede a anulação do ato que resultou na transferência da concessão da Rede Brasil Amazônia de Televisão em benefício do Sistema Clube do Pará de Comunicação, bem como a não-renovação da outorga em benefício da RBA e a realização de um novo processo licitatório para a concessão.

A ação tramita na 1ª Vara da Justiça Federal em Brasília.

Só promessas

O porta-voz da presidência da República acaba de conceder uma breve entrevista coletiva à imprensa em que anunciou à imprensa que o presidente Lula decretou luto oficial de três dias em memória as vítimas do que está se caracterizando o maior desastre da aviação comercial do país e o 11.o do mundo.

Lula e sua equipe procrastinaram durante pouco mais de dez meses soluções convincentes para resolver o problema do caos aéreo no país.

Corrupção, superfaturamento de obras, falta de investimentos, zero de atenção aos relatórios produzidos pelo Comando da Aeronáutica. Sua inacreditável insistência de manter Waldir Pires a frente da pasta da Defesa, insubordinaçào de controladores de vôo...É o conjunto que antecipou mais uma tragédia, num aeroproto que vem a ser o mais movimentado do Brasil. Encravado no meio de uma megalópole, com casas residenciais e comercias em todo o seu entorno. A pista passou a menos de um mês por reformas que custaram R$ 19 milhões à Infraero e não tinha sido concluída a contento. Faltou a construção de ranhuras na pista, que permitiriam melhor tração nas aterrizagens.

Um acidente da mesma natureza, ontem, com uma aeronave menos, porém, sem vítimas, ligou o alerta. Em vão.

Lula disse que daria prazo, dia, e hora para a crise ter uma solução.

- Nada fez.

É o que podemos chamar de uma tragédia anunciada.

Uma pergunta que não se calará? Quem será responsabilizado desta vez?

Quem consolará as famílias das vítimas desse brutal acidente?

"Tem 200 mortos aí", diz coronel dos bombeiros sobre acidente da TAM

DAYANNE MIKEVIS

Folha Online

O coronel do Corpo de Bombeiros Manuel Antonio da Silva Araújo disse na noite desta terça-feira que dificilmente haverá sobreviventes no vôo 3054 da TAM, que derrapou durante o pouso e atingiu o depósito da empresa que fica do lado oposto da avenida Washington Luís. "Tem 200 mortos aí", disse ele ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), no local do acidente. O vôo tinha 176 pessoas a bordo, segundo a TAM.

O avião derrapou quando pousava no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), cruzou a avenida e bateu contra um depósito da TAM Express --empresa de transporte de cargas-- que fica do lado oposto, na avenida Washington Luís (veja como foi). O choque provocou um incêndio de grandes proporções. Antes de bater, o avião atingiu carros na avenida.

De acordo com outro bombeiro no local, o capitão Mauro Lopes, o incêndio já foi controlado, mas ainda há focos localizados. Uma parte do prédio, segundo ele, desabou --o risco de queda total ou de outras partes ainda é avaliado.

O avião, um Airbus A-320, partiu de Porto Alegre com destino a São Paulo às 17h16. A TAM não informou as identidades das pessoas que estavam na aeronave e disse que primeiro informará aos familiares. A TAM ativou seu Programa de Assistência às Vítimas e Familiares e disponibilizou o número 0800 117900.

Por volta das 21h30, 71 carros dos bombeiros ajudavam nas buscas, segundo a assessoria de imprensa da corporação. Os oficiais isolaram a área e pedem que a população colabore, evitando o local e acompanhando as buscas por intermédio dos meios de comunicação. As casas do quarteirão estão sendo isoladas.

Seis pessoas que estavam nas imediações do local do acidente foram socorridas com vida. Três delas estão em estado grave, segundo a Secretaria Municipal de Saúde --elas estavam no prédio da TAM, e não eram passageiros nem tripulantes do vôo 3054. No Alvorada, foram atendidas três pessoas.

Por conta do acidente, a avenida Washington Luís está interditada, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). A lentidão se reflete nas avenidas 23 de Maio e Rubem Berta. A recomendação é para que os motoristas evitem a zona sul da cidade.

176 e sem sobreviventes

O Airbus 380 da TAM que explodiu ao aterrizar no aeroporto de Congonhas (SP) as 19h30, não deixou sobreviventes.

A se confirmar a informação, este acidente é a maior tragédia da aviação comercial da América Latina.

Há dez meses que o caos na aviação civil se estabeleceu sem que o Governo consiga ter a competência de debelá-lo.

175 estavam a bordo do airbus da TAM

Oficialmente três mortos deram entrada no IML em São Paulo, conforme comunicado da Prefeitura, vítimas da queda do avião da TAM, que partiu as 17h30 de Porto Alegre e explodiu no início de noite ao posar no aeroporto de Congonhas.

A TAM acaba de comunicar, em nota, que 175 pessoas estavam a bordo da aeronave.

Um dos passageiros era o deputado federal Júlio Redecker (PSDB-RS) e o ex-presidente do Internacional Futebol Clube.

Testemunhas contam como foi o acidente com o avião da TAM

Explosão foi sentida nos prédios vizinhos.
Morador acha assustador ser vizinho do aeroporto.
Do G1, em São Paulo, com informações da Globo News

Testemunhas do acidente com aeronave da TAM, que derrapou na cabeceira da pista de Congonhas e bateu em um prédio na Avenida Washington nesta terça-feira (17), falaram como foi o momento da explosão.

Segundo Marco César Campos de Oliveira, a explosão foi sentida nos prédios vizinhos. “Ouvi um barulho diferente, muito forte. Vi um clarão e fui até a janela, então vi que o avião tinha batido”, afirmou. “Eu senti a explosão e vi as luzes dos prédios vizinhos.”

Moradora de um prédio próximo ao aeroporto, Deisy Oliveira contou que viu a explosão. “Fui surpreendida por uma bola de fogo em frente a minha janela. O clima é nervoso e tenso, porque ninguém sabe muito bem o que aconteceu. Como o avião atingiu o prédio e um posto de gasolina, não dá para saber exatamente onde aconteceu a explosão.”

Para Adriano Assi, a sensação de insegurança para quem é vizinho ao aeroporto é constante. “É realmente assustador para a gente que mora aqui no bairro. A gente sabe que São Paulo não vive sem o aeroporto, que é importante para cidade e para o país, mas para quem mora aqui perto não é nada bom”, disse.

Tragédia em Congonhas. Avião da Tam derrapa e explode

Passados dez meses da queda de um jato da empresa aérea Gol, vindo de Manaus para Brasília, matando 154 pessoas, desencadeando a mior crise aérea da história da aviação comercial do país; outra tragédia acaba de acontecer no Brasil, desta vez com um Airbus 320, da TAM.

Não se sabe o número de vítimas até o momento. A pista no aeroporto de Congonhas passou recentemetne por reformas. Acredita-se que o serviço não foi de qualidade e quando a aeronave tocou o solo molhado por uma fina garôa que cai em São Paulo, a aeronave "aquaplanou", perdeu o controle, atravessou uma rua e explodiu num Posto de Abastecimento da Shell, invadindo o terminal de cargas da própria TAM.

As primeiras notícias dão conta de várias vítimas no solo que trabalhavam nos prédio atingidos.
















Avião de passageiros da TAM derrapa, atinge depósito e pega fogo na zona sul de SP


Portal UOL

Um avião bateu contra um posto de combustíveis de bandeira Shell e um depósito de cargas da TAM ao tentar pousar em Congonhas. O acidente causou um grande incêndio, e o fogo consome neste momento o prédio, que fica na rua Otávio Tarquino de Souza, perto do aeroporto. De acordo com nota divulgada pela TAM, o vôo JJ 3054 vinha de Porto Alegre trazendo 170 passageiros quando sofreu um acidente no pouso. O avião, um airbus A320, derrapou na pista, que estava escorregadia, saiu da pista do aeroporto, atravessou a avenida Washington Luiz e se chocou contra o depósito.

A assessoria de imprensa da TAM diz ainda que não é possível determinar a extensão dos danos no momento, nem o status de possíveis vítimas.

O aeroporto de Congonhas está fechado para pousos e decolagens desde as 18h45, e os vôos estão sendo redirecionados para Cumbica.

Pelo menos 20 equipes do Corpo de Bombeiros trabalham para controlar o incêndio, e dezesseis ambulâncias estão no local. Segundo informações preliminares, cinco funcionários da TAM estariam presos dentro de um elevador do depósito da companhia aérea.

De acordo com Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a avenida Washington Luis está interditada nos dois sentidos na altura da rua Otávio Tarquino de Souza. A avenida 23 de Maio também está fechada. A interdição causa cerca de cinco quilômetros de congestionamento no local.

Ontem, outro avião derrapou após pousar na recém reformada pista principal do aeroporto, o que causou a suspensão das operações em Congonhas. O avião parou de bico na área de grama.

Leia comunicado da TAM sobre o acidente

Empresa divulga telefone para atender familiares de passageiros do vôo JJ 3054.
Aeronave Airbus A320 envolvida no acidente saiu de Porto Alegre às 17h16.
Do G1,

A TAM divulgou nesta terça-feira (17) um comunicado oficial sobre o acidente no Aeroporto de Congonhas:

"A aeronave da TAM Airbus A320, vôo JJ 3054, que partiu de Porto Alegre, às 17h16, com destino ao aeroporto de Congonhas (SP), sofreu acidente no pouso no aeroporto em São Paulo.

Neste momento não podemos determinar a extensão dos danos ou de possíveis lesões sofridas pelos ocupantes do avião, passageiros e tripulantes. Uma equipe da TAM já está no local e outros técnicos da companhia estão a caminho. A assistência de emergência também está sendo prestada pelo Corpo de Bombeiros, Infraero e outras autoridades aeronáuticas.

A TAM já ativou seu Programa de Assistência às Vítimas e Familiares e disponibilizou um número de chamadas gratuitas voltado para o atendimento aos familiares dos passageiros e tripulantes deste vôo: 0800 117900.

Qualquer outra informação relevante será comunicada imediatamente pela TAM."

Noite de lua cheia revive cabarés no 13º Maraluar

Jornal Correio do Tocantins

















Maraluar – em julho uma famosa festa no luar na praia do Tucunaré.















Para saber mais da festa clique aqui>>

Neste sábado (21) a praia do Tucunaré será palco para o 13º Maraluar, um baile ao estilo caribenho que reúne milhares de pessoas até o nascer do sol do dia seguinte. Nos últimos dias que antecedem a festa, mais de 100 pessoas trabalham para a realização da festa, entre carpinteiros, braçais, eletricistas e artistas-decoradores de cada espaço da arena que vai dando forma à casa de shows no meio da ilha.

O projeto embrionário do Maraluar começou com o Grupo Só da Terra, que congrega amigos que idealizaram a festa e a promovem até hoje. Este ano, eles demoraram cerca de dois meses para decidir sobre o tema e acabaram optando por reviver o glamour dos cabarés. “O Grupo Só da Terra tem o compromisso de recontar as histórias numa região de migração muito grande”, explica Vanda Américo, uma das coordenadoras da festa. Ela relembra que, assim como se vê na televisão retratar cabarés de época, Marabá também teve a magia dos cabarés e as festas a fantasia, com mulheres belíssimas que gastavam muito dinheiro com laquê, penteados, pinturas, plumas e paetês. Não era a prostituição do calçadão.

A história desse tema não é uma apologia à prostituição, mas uma forma de retratar a cultura dos cabarés”, justifica. Vanda observa que as pessoas iam para os cabarés para conversar, se divertir, discutir políticas, para jogar cartas e jogos de azar. “Tanto é verdade que o cenário lá dentro da arena será composto, principalmente, de jogos de azar, que enfoca a realidade do cabaré”, sustenta.

Segurança - Para garantir a segurança dos convidados, o Grupo Só da Terra mantém, desde a primeira edição do Maraluar, um cadastramento de barqueiros que transportam os participantes para a praia. Antes da festa, todos recebem orientação para que tratem bem o turista, independente da situação.

Cada embarcação é vistoriada antecipadamente pelas autoridades competentes para avaliar a capacidade e condições de trafegabilidade. Todos precisam ter coletes salva-vidas e boa estrutura de iluminação. “A idéia é oferecer uma festa agradável para manter todos os convidados na praia até o amanhecer, para facilitar o transporte de volta, sem atropelos”, enfatiza.

Bandas Com relação ao critério para a escolha das bandas, o Grupo Só da Terra procura valorizar a música regional. Para tanto, mantém contato com promotores de Belém para identificar quem está no auge para poder trazer ao Maraluar. O objetivo central é trazer duas bandas básicas para agradar pessoas dos mais variados gostos e idades. “Temos que ter aquela banda básica com instrumental de sopro que toca tudo, que é a banda do baile.

Temos mais uma banda de Marabá, Swing Moleque, que vai abrir a festa, desde às 22 horas, quando o pessoal estiver atravessando o rio, eles vão estar tocando”, antecipa. Depois do Swing Moleque, a noite será das bandas Zona Rural, Making Off e Maresia, de Belém. “Preferimos este ano contratar mais bandas com o objetivo de segurar os participantes na festa até o amanhecer, pois não queremos atravessar pessoas na madrugada, para evitar congestionamento de barcos no retorno”, esclarece Vanda. (Josélio Lima)

Ministério analisa pedido para abrir sindicância sobre ação recorde de combate ao trabalho escravo no Pará





Marcos Chagas e Isabela Vieira

Repórteres da Agência Brasil

Brasília - O Ministério do Trabalho e Emprego analisa pedido para que abra processo administrativo para apurar eventuais abusos cometidos pelo Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo durante operação no fim do mês passado que encontrou mais de 1,1 mil trabalhadores em condições degradantes na empresa Pará Pastoril Agrícola (Pagrisa), no município de Ulianópolis (PA). O número de trabalhadores resgatados foi recorde.

De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, o ministro Carlos Lupi informou durante uma reunião com parlamentares e representantes da Pagrisa, na quinta-feira passada (12), que vai esperar o resultado do relatório da fiscalização para tomar qualquer medida. O documento deve ficar pronto esta semana e, segundo a assessoria, já tem mais de cinco mil páginas.

Estiveram com Lupi, além do presidente da Pagrisa, Marcos Villela Zancaner, e o presidente da Federação de Indústrias do Pará, José Conrado dos Santos, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e os deputados Giovanni Queiroz (PDT-PA) e Paulo Rocha (PT-PA).

Flexa Ribeiro diz que questiona o fato de a empresa haver sido multada por “trabalho degradante”. “Fiz questão de conhecer a empresa, fui antes do encontro ao local e constatei que em hipótese alguma se configurava trabalho degradante”, diz ele. “O que queremos é definir, e projetos nesse sentido já tramitam no congresso, o que é trabalho degradante.”

O Brasil é signatário de diversas convenções internacionais que condenam o uso de trabalho escravo. Segundo o artigo 149 do Código Penal, é crime "reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto".

“Jamais defenderíamos uma empresa que submetesse seus colaboradores a trabalho degradante”, defende o senador tucano. “No caso da Pagrisa, ela tem 1800 funcionários, transporte de ida e volta, fardamento completo, atendimento clinico e odontológico, plano de saúde com cobertura de 50% para quem quiser optar, alojamento com energia elétrica, água encanada e saneamento, da forma como é exigido pela resolução do Ministério do Trabalho.”

Ainda segundo Flexa Ribeiro, o ministro “tomou um susto” ao saber que acompanhava o grupo móvel uma equipe de jornalistas da agência norte-americana de notícias Reuters. “Isso de imediato foi transmitido para todo o mundo como se a empresa explorasse o trabalho degradante.”

Segundo o senador, uma outra fiscalização conduzida pela Delegacia Regional do Trabalho havia constatado irregularidades localizadas na Pagrisa, as quais já haviam sido sanadas. “Antes da força tarefa do ministério chegar lá pra essa inspeção, a DRT do Pará já havia feito uma fiscalização no início do ano”, conta o senador.

As irregularidades que, segundo ele, já haviam sido sanadas, diziam respeito à alimentação dos trabalhadores e o fornecimento de energia elétrica para os alojamentos.

O presidente da Pagrisa, Marcos Villela Zancaner, disse que espera a abertura de uma sindicância o quanto antes. "A verdade está lá. Não tem como, em tempo recorde, alterarmos as coisas", diz ele, que questiona o fato de o ministério ter divulgado os resultados da fiscalização antes de finalizar os autos de infração e pensa até em "sabotagem". "Nós estávamos produzindo cana na Amazônia Legal quando achavam que isso não era possível", diz ele. "Chegamos até em pensar que a fiscalização pudesse esconder motivos muito maiores, como a concorrência desleal."

Fazem parte do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal.

Conflito na Apyterewa se arrasta sem solução

O conflito pela posse da terra na recem-criada Reserva Apyterewa, em São Felix do Xingu se arrasta sem soluação.

Brancos e índios disputam uma área maior que vários estados brasileiros, riquíssima em mogno e minérios.

Segundo a Associação dos Agricultores da Vila Taboca, no último dia 13 deste julho, os índios Apyterewa, estavam limpando o rio São Sebastião para ter melhor acesso até a ponte, com a intenção de queimá-la.

A ponte, contruída através de uma coleta entre agricultores e fazendeiros, de 85 metros de comprimentos por 5 metros de largura, com corrimão, é o novo alvos dos índios.

Um grupo de agricultores desde a noite do dia 13 faz vigília protegendo a ponte.

No dia seguinte (14/07) foi formado um grupo maior, que solicitou a presença das autoridades locias (policia militar e um vereador), que foram até o rio São Sebastião para ver como estava a situação. Ao chegar ao local foi encontrado cinco pessoas que estavam à beira do rio, em uma balsa com equipamentos de garimpo. Os garimpeiros foram identificados como sendo: José Carlos Alves Ribeiro, Antonio Severino de Lima, Raimundo Pessoas dos Santos, Raimundo da Silva Moreira e Marcela da Silva Lima, filha do piloto da voadeira da aldeia e todos residem em Altamira - PA.

Junto com a Policia militar, foi pergunbtado ao grupo se eles tinham licença e autorização para garimpar no Rio, responderam que ali estavam por ordem do Sr. Benigno Pessoas Marques e do procurador da Republica, Marcos Antonio Delfino de Almeida.

Estavam ali esperando três pessoas que são responsável pela operação de garimpagem, que foram de voadeira até a ponte e abrindo passagem no rio.

São eles: Rodrigo Tavares Amorim, portador do RG n°. 11883309-SSP-MG, Sebastião José Lucena, esse no dia 14/07/07 usou o telefone n°. 94- 3365-7059 e fez uma ligação interurbana e Jairo Morais Pereira, que negaram o envolvimento do Sr. Benigno e outros, comprometendo-os índios Apyterewa, que teriam fechado um acordo com os mesmos, de uma sociedade de 10% do minério retirados do rio para os índios, sendo que este processo de extração de minério contaminariam as águas com mercúrio.

Os cinco garimpeiros informaram que tinham combinado com os índios para se encontar no dia (21/07) e que o grupo seria levado à aldeia, foram trazidos até a delegacia Militar, sob o comando do Sargento do DPM, neste percurso alguns deles com exclusividade a Marcela falaram a língua dos Índios Apyterewa.

Entre eles: um que é deficiente de uma perna foi reconhecido no saqueamento e queima de uma moto junto com os índios.

Na delegacia, o Sr. Rodrigo Tavares e Sebastião José Lucena, orientaram os cinco garimpeiros, para não assinarem o Termo de Declaração, alegando que poderiam ser mortos pelos índios, ficando com todas as responsabilidades o Sr. Rodrigo, que de uma maneira inteligente, assinou o termo da POLICIA MILITAR DO PARA - COMANDO DE POLICIAMENTO REGIONAL 8ª. CIPM - SÃO FÉLIX DO XINGU DPM DO DISTRITO TABOCA.

Estes Garimpeiros, foram hospedados em um hotel com direito a refeição dormida por conta das Associações e levados de volta à beiro do rio São Sebastião o ponto de origem.

Não há semana que não haja o aumento da tensão na área, disse um dos dirigentes da Associação dos Agricultores da Taboca.

A região é povoada com mais de 4 mil brancos e o Governo Federal demarcou, através da Funai, uma área superior a 400 mil hectares para 200 índios.

Várias reuniões em Brasília com a direção das Associações ameaçadas de serem expulsas da região e o alto esclão da Funai, nunca obtiveram por parte das autoridades, a garantia que não serão expulsos da área.

"Só quando tiver derramamento de sague por aqui é que o governo vai tomar uma providência", antecipou o diregente.

Estão fabricando gente que vive como escravo




Evandro Éboli, 17/07/2007

Políticos do Pará protestam e pressionam ministro do Trabalho contra operações que reprimem exploração

BRASÍLIA
. Um grupo de políticos e empresários do Pará está pressionando o Ministério do Trabalho para rever a autuação da empresa Pará Pastoril e Agrícola (Pagrisa), acusada de expor funcionários à condição análoga ao trabalho escravo. A operação do Grupo Móvel de Fiscalização, que há duas semanas libertou 1.108 funcionários da fazenda, foi a maior realizada até hoje pelos auditores. Numa reunião tensa e constrangedora, ocorrida na última quinta-feira, no gabinete do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, parlamentares paraenses acusaram o governo de ter exorbitado na ação.

Na comitiva, estava o deputado Paulo Rocha (PT-PA), um dos autores da proposta de expropriação das terras onde são flagrados casos de trabalho escravo, que tramita na Câmara. Ele é o coordenador da bancada do Pará no Congresso Nacional. A Pagrisa é a maior produtora de açúcar e álcool do estado e fica em Ulianópolis, a 450 quilômetros de Belém.

Presidente da Pagrisa mostra vídeo a Lupi














O presidente da Pagrisa, Marcos Zancaner, e o presidente da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), José Conrado, também participaram do encontro. Zancaner chegou a exibir um vídeo institucional sobre a empresa para Lupi.

Durante o encontro, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o mais exaltado, discutiu com a secretária de Inspeção do Trabalho, Ruth Vilela, coordenadora do Grupo Móvel. Ele a acusou de ser a responsável pela ação dos fiscais na Pagrisa.

- A reunião foi tensa, evidente. Queremos que o ministro apure se houve excesso dos fiscais. Discutimos sim. A secretária defendeu o ponto de vista dela, e sempre negava tudo - disse ontem Flexa Ribeiro.

Os auditores constataram que os colhedores de cana-de-açúcar trabalhavam e viviam em condições degradantes. Os fiscais encontraram diversas irregularidades, como alojamentos superlotados, jornada excessiva de trabalho e falta de água potável. O valor das indenizações a serem pagas aos trabalhadores chega a R$1,8 milhão. A Pagrisa ainda deverá ser multada e pode ser incluída na chamada lista suja do trabalho escravo.

O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), também presente na reunião, fez duros ataques ontem às ações dos fiscais do ministério e também a Ruth Vilela.

- Foi uma ação premeditada. A secretária Ruth é a cascavel do grupo. Aquela ação foi uma palhaçada. Estão fabricando gente que vive como escravo no Brasil. É tudo um exagero - disse

Segundo Flexa Ribeiro e Giovanni Queiroz, o deputado Paulo Rocha, na reunião, disse que, apesar de ser autor da proposta que endurece o combate ao trabalho escravo, estaria havendo exageros na aplicação da atual legislação. O GLOBO procurou ontem Paulo Rocha. Sua assessoria informou que ele estava viajando e que retornaria a Brasília à noite.

Direção da empresa nega qualquer irregularidade

No encontro no gabinete de Lupi, Ruth Vilela teria dito que a reunião teve caráter de "tribunal sumário".

A direção da Pagrisa negou qualquer irregularidade, afirmando que todos os seus 1.600 empregados têm carteira assinada. A empresa informou ainda que os 27 alojamentos têm instalações sanitárias e um refeitório para servir aos trabalhadores.

O Ministério do Trabalho informou, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que Carlos Lupi apenas atendeu a um pedido de audiência dos parlamentares e que se comprometeu a apurar se houve abusos da fiscalização. De acordo com a assessoria, não é comum encontros entre o ministro com empresas autuadas, mas que, diante da repercussão do caso, Lupi decidiu recebê-los. Ruth Vilela, que já havia decidido deixar a secretaria antes desse episódio, preferiu não comentar o assunto.

Escória da WEB atrás das grades

A Justiça Federal do Pará condenou 65 pessoas por crimes cometidos via internet. Os criminosos são integrantes de uma das maiores quadrilhas já descobertas no Brasil especializadas no uso da web para realização de fraudes, lavagem de dinheiro e estelionato.

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Veja abaixo a relação dos condenados e a pena imposta a cada um nos quatro processos sentenciados pelo juiz federal Carlos Henrique Borlido Haddad:

Processo nº 2001.39.01.001193-1
• Adalberto Monteiro Oliveira – 12 anos e 4 meses
• Adriano Duarte Cruz – 13 anos 4 meses
• Antônio Francisco Fernandes de Souza – 21 anos e 9 meses
• Antônio José da Silva Pereira – 13 anos 4 meses
• Antônio Wellington Fontes de França – 10 anos e 7 meses
• Daniel Xavier de Almeida – 12 anos e 2 meses
• Edmilson Fernandes de Souza – 11 anos e 6 meses
• Eurípedes Álvaro de Oliveira Filho – 15 anos
• Fábio Florêncio da Silva – 19 anos e 5 meses
• José Airton Ribeiro Soares – 11 anos e 6 meses
• José Augusto Leite Barros – 13 anos e 4 meses
• Josivaldo Leite Barros – 12 anos e 4 meses
• Orlando Eteovásio Pereira – 13 anos e 4 meses
• Valdir Flausino de Oliveira Júnior – 10 anos e 4 meses
• Valdir José Pereira de Vasconcelos – 9 anos e 10 meses

Processo nº 2002.39.01.000017-8
• Aldair Dalferth – 5 anos e 6 meses
• Antônio Carlos Coelho da Cruz – 7 anos e 4 meses
• Ataíde Evangelista de Araújo – 17 anos e 5 meses
• Cícero Geisel Magalhães Mesquita Pereira – 9 anos e 6 meses
• Domingas de Ramos Sales Silva – 12 anos e 4 meses
• Ébio José Neto – 13 anos e 4 meses
• Enilson Fernando Moreira Bezerra – 11 a nos e 4 meses
• José Helder Fontes de França – 9 e 8
• José Lucivaldo Moraes de Oliveira – 8 anos e 6 meses
• Josenias Barbosa dos Santos – 12 anos e 10 meses
• Marciélia Fontes de França – 12 anos
• Marlon Sanches Pereira – 11 anos e 6 meses
• Maurício Gomes Pina – 12 anos e 4 meses
• Ramoncito Borges Tavares – 11 anos e 6 meses
• Waldemir de Matos Fernandes – 6 anos e 6 meses

Processo nº 2004.39.01.001065-2
• Adalgenice Souza Silva – 2 anos
• Adilenhe de Matos Rodrigues – 2 anos
• Alaor de Castro – 2 anos
• Alberoni de Sá Cruz - 5 anos
• Aline Cristina Sousa Morais – 3 anos
• Antônio José da Silva Pereira – 4 anos
• Antônio Sérgio Langner de Moura - 4 anos
• Cláudio Rezende de Moraes - 4 anos
• Dianelly de Cássia Lobato Pereira - 4 anos
• Diones Barbosa – 4 anos e 9 meses
• Dirceu de Souza Terrão - 4 anos
• Elveni Dalferth - 2 anos
• Fernando Ribeiro Soares – 4 anos e 3 meses
• Francinelma de Andrade Melo - 2 anos
• Francisco Correa Nobre Neto – 7 anos e 6 meses
• Francisco Elesbão Neto – 4 anos
• Hermelindo Menezes de Lana – 7 anos e 4
• Ione da Silva Oliveira – 3 anos e 6 meses
• Jefferson Maciel de Sousa - 8 anos
• Joana Elias dos Santos – 12 anos
• José Raimundo P. Ramalho - 4
• José Ribeiro Soares Filho – 4 anos e 3 meses
• Josué Souza Silva - 4 anos
• Marco Braga dos Santos – 13 anos
• Marcos Antônio Barcelos – 4 anos
• Maria José Duarte da Cruz - 3 anos
• Marta Nílvia Gomes Pina - 3 anos
• Rosimar de Sousa Machado - 2 anos
• Rosimar Teixeira Salgado - 4 anos
• Zilda das Chagas Silva Fernandes - 2 anos

Processo nº 2004.39.01.001260-8
• Abraunienes Faustino – 11 anos
• Enes Faustino - 2 anos e 6 meses
• Frank Ney Martins da Silva - 2 anos
• Jaqueline dos Reis dos Santos - 1 ano e 4 meses
• Valdemir Sousa Oliveira - 1 ano e 4 meses


Já está no "ar" o site do Estado do Carajás



















www.estadodocarajas.com.br

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