PDT do Pará envia nota à imprensa sobre sua propaganda institucional

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PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA-PDT

DIRETÓRIO ESTADUAL DO PARÁ
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Brasília (DF), 04 de junho de 2009.

N O T A    À    I M P R E N S A

A respeito de notas publicadas em alguns jornais e blog’s do Pará, a Executiva do Partido Democrático Trabalhista (PDT), vem a público esclarecer os seguintes pontos:

1. A posição do partido expressa através das inserções institucionais da legenda no horário eleitoral gratuito decorrem de posição política da maioria dos membros da Executiva Estadual do PDT;

2. Não se trata, portanto, de defender os interesses de uma classe e sim, a defesa intransigente de todo o povo paraense;

3. O PDT, fiel ao seu programa partidário, não será omisso frente aos diversos problemas sofridos pelo povo do Pará.

Atenciosamente,

Deputado Federal Giovanni Queiroz

Presidente Estadual do PDT/PA
________________________________________________________

Rua Aristides Lobo, 906 – Reduto –CEP.: 66053-020 – BELÉM/PA.

TELEFAX (091) 3222-8517 e 8108.4203 - SITE: www.pdt-pa.org.br

Estado do Carajás na mídia

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Aprovado plebiscito sobre criação de novo Estado

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal aprovou ontem o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 52/07) que estabelece a realização de plebiscito sobre a criação do Estado de Carajás, a partir do desmembramento do Estado do Pará. Mais aqui>>

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O projeto que autoriza o plebiscito para consulta popular sobre a criação do Estado do Carajás alcançou importante vitória nesta quarta-feira (3) no Senado, em Brasília, com aprovação unânime na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Com isso, o Projeto de Decreto Legislativo (PDS) nº 52, de 2007, está liberado para votação em plenário, onde conta com boa chance de aprovação ainda neste semestre. O resultado de ontem saiu depois de forte lobby de deputados, 22 prefeitos e 52 vereadores da região que foram ao Congresso. CADERNO 1 ­ PÁGINA 5. Mais aqui>>

Arnaldo Faria de Sá critica governo pela demora da votação das matérias de interesse dos aposentados

O deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) disse hoje na Tribuna da Cãmara dos Deputados que a Casa “está diante de um momento extremamente importante porque estamos naquela chamada janela. Estamos com a pauta destrancada porque não há mais nenhuma medida provisória sem ser apreciada pela Casa. Portanto, quero conclamar os Srs. Líderes para que possamos colocar em votação o PLP nº 1, aquele que trata do salário mínimo extensivo aos aposentados e pensionistas.”, cobrou.

Segundo o deputado petebista já havia a possibilidade de que, abrindo uma janela, pudesse ser votado esse projeto, que é extremamente importante. E na segunda-feira passada, quando os senhores aposentados e pensionistas estiveram aqui no plenário da Câmara dos Deputados e nas galerias, nós nos comprometemos em, quando ocorrer uma janela, colocar esse projeto em pauta sem o compromisso de votação, porém, isso não ocorreu.

Faria de Sá voltou a insistir ao apelar aos seus pares: “queremos lutar também para que o projeto que trata do fator previdenciário e que está na Comissão de Finanças possa ser votado o mais rapidamente possível para acabarmos de vez com esse fator previdenciário, que prejudica muito quem vai entrar na aposentadoria, sendo de 30% a 40% o prejuízo para o homem e, se for mulher, o prejuízo é maior ainda, chegando a 50%.”

O projeto trata da recuperação das perdas de aposentados e pensionistas, o Projeto de Lei nº 4.434, que já foi votado na Comissão de Seguridade, em que fui Relator, e está agora na Comissão de Finanças e Tributação.
Esses projetos já foram votados pelo Senado e estão prontos para serem votados nas Comissões e um deles pelo Plenário.

Sem dúvida nenhuma, a grande expectativa de todos os aposentados e pensionistas é que esta Casa dêa resposta que todos esperam. Que cada Deputado e cada Deputada possa cumprir com seu compromisso de votar a favor do interesse dos aposentados e pensionistas.

Quero também lamentar que, na Comissão de Constituição e Justiça, está sendo votada a admissibilidade da PEC do Calote, aquela que, sem dúvida nenhuma, irá prejudicar muitos precatórios. E aqueles que não querem que isso aconteça têm de ficar espertos e atentos para impedir que essa admissibilidade possa ser votada, lembrando que no Senado foi aprovada em apenas um dia, justamente no dia 1º de abril, o que explica a razão, finalizou o parlamentar.

Em seguida, Arnaldo Arnaldo Faria de Sá encaminhou o partido, ao achar que não podemos encerrar a discussão, até porque esta é uma matéria extremamente importante e, acima de tudo, quando retirarmos a educação das presilhas do DRU certamente estaremos favorecendo a educação. A Deputada Maria do Rosário já mostrou na tribuna que teremos o ingresso a mais de 4 bilhões para a educação este ano, cerca de 7 milhões ano que vem e a partir de 2011, quando estará encerrada a interferência da DRU na educação, cerca de 11 milhões e 500 mil.

Portanto, Sr. Presidente, achamos extremamente importante esta oportunidade. E uma coisa que me assalta é ver que está havendo clara obstrução à votação. Nós reclamamos tanto para termos uma janela. Quando temos uma janela, queremos fechá-la. Éum contrassenso. Não estou entendendo o que está acontecendo nesta Casa. É o samba do crioulo doido.

Lutamos desesperadamente para termos uma janela. Nós a temos agora, porque nenhuma medida provisória trava a pauta, e podemos votar importantes matérias, e sente-se claramente o claro jogo de obstrução.
Sr. Presidente, acho que temos de lutar no sentido de aprovar matérias extremamente importantes. Se queremos recuperar a imagem desta Casa, queremos valorizar o Congresso Nacional, em particular a Câmara dos Deputados, temos de votar. Votar é aquilo que nos une, votar é aquilo que determina a nossa condição de Parlamentar. Pode haver divergência, discordância, mas temos de ir para o voto. E a partir daí, esse assunto éextremamente importante, porque ele vai permitir que a Educação saia das amarras da DRU. E ao sair das amarras do DRU, haverá ganho neste ano, ganho maior no ano que vem, e a partir de 2011 grande ganho para a Educação. Este País precisa de dinheiro para a Educação, sem dúvida alguma.

E há a oportunidade de votar. Vamos votar agora. Se algum Parlamentar está em casa, no restaurante, jogando bola, que retorne ao plenário da Casa. É aqui que se desenvolve a atividade Parlamentar. Vamos votar, Sr. Presidente! É por isso que sou contra o encerramento. Queremos continuar a discussão. Esta discussão é salutar, positiva, saudável.

Ainda hoje tive oportunidade de ler o livro do Plenarinho, que aqui foi distribuído, mostrando a importância das crianças para a atividade parlamentar.

Certamente, se dermos esse dinheiro da DRU de volta para a educação, teremos oportunidade muito grande de melhorar a nossa condição educacional, que, lamentavelmente, é deficiente, porque faltam recursos, falta dinheiro.

É verdade que os governos, este inclusive e os anteriores, tiraram dinheiro da educação quando criaram a Desvinculação das Receitas da União.Mas, nesta PEC da Senadora Ideli Salvatti, temos a oportunidade de devolver aquilo que tiramos da educação: um pouco este ano, um pouco mais no ano que vem e bastante mais a partir de 2012, e a partir daíde forma permanente e definitiva, deixando o dinheiro na educação.

Esse é o ponto de partida, é o caminho para daqui a pouco acabarmos de vez com a DRU, com todas as parcelas que sofrem interferência abusiva e excessiva por parte da DRU. Educação pode ser o ponto de partida para acabarmos de vez com a Desvinculação das Receitas da União.

Isso começa pela educação. Tenho certeza, Sr. Presidência, de que se estamos propaladamente defendendo a educação, precisamos também ter a chamada educação parlamentar. E a educação parlamentar nos diz que, quando abrimos a janela, temos a oportunidade de votar. Mas não se vota esse por causa daquilo, não se vota aquele porque não concorda, esse não vota porque não gosta, aquele não vota porque não estáa fim. Vamos acabar não votando nada, deixando a pauta travada e votando apenas medida provisória; ou então ficaremos naquela oportunidade que V.Exa. sabiamente produziu de nas sessões extraordinárias votarmos os projetos de resolução, projetos de lei que não têm vinculação com medida provisória, as propostas de emenda constitucional.

Agora que podemos votar não queremos votar.
Por isso, Sr. Presidente, sou contra este requerimento de encerramento de discussão. Quero votar. Estou aqui para votar.

Eu estou esperando desde o início desta sessão extraordinária a oportunidade de votar e claramente está demonstrada qual é a intenção: jogar para diante, impedir a votação. E eu não posso concordar com isso, não posso admitir, não posso aceitar,porque estou aqui e quero votar. Aqueles que não estão, que venham para cá ou que assumam a responsabilidade pecuniária por não estarem aqui no momento da votação. Até porque é fácil culpar a Mesa por esta ou por aquela posição. Mas a Mesa sozinha não é culpada. Culpado é o conjunto de todos nós Parlamentares que neste momento já devia ser o número 1 para votar. E tenho certeza de que vamos votar.
Sou contra o encerramento da discussão, Sr. Presidente.

CCJ aprova realização do plebiscito

Estado de Carajás

COMISSÕES / Constituição e Justiça

A pauta de aprovações da CCJ aprovou o projeto de decreto legislativo (PDL 52/07) estabelecendo a realização de plebiscito sobre a criação do estado do Carajás, a ser constituído a partir do desmembramento do estado do Pará. A proposta foi apresentada pelo senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e recebeu parecer pela aprovação, com emendas, do senador Valter Pereira (PMDB-MS). Flexa Ribeiro se disse favorável à autorização para que a população paraense seja ouvida sobre essa mudança territorial.

Ao final da reunião, a comissão votou quatro requerimentos (RQS), todos relatados pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O primeiro deles, o RQS 165/09, de autoria do senador Mário Couto (PSDB-PA), recebeu parecer pela aprovação e pedia voto de congratulações ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, por cobrar ação mais enérgica da Justiça e do Ministério Público na punição a invasores de terras. Os demais (RQS 560/06, 1254/05 e 114/07) receberam voto pela prejudicialidade por já terem perdido sua finalidade ao serem apreciados.

CCJ aprova por unanimidade plebiscito para a criação do Estado do Carajás

Detalhes amanhã para não prejudicar a vendagem dos jornais.

O último adeus a Walter Bandeira: A Voz

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O corpo do cantor, ator, compositor e locutor Walter Bandeira  está sendo velado no Tetro Waldemar Henrique – palco de memoráveis apresentações do artista.

Bandeira llutava há meses contra um câncer no pulmão e seu quadro se agravou na semana passada sendo internado no Hospital Porto Dias, vindo a falecer no início desta tarde.

Este blogger trabalhou ao lado de Walter Bandeira durante dois anos na Casa de Espetáculos “La Cage”, onde jamais cansou de ouvir aquela que foi a melhor voz da música moderna paraense, que agora cala-se após 40 anos de carreira.

O enterro acontecerá a partir das 10 horas desta quarta-feira, 3 , no cemitério Santa Izabel.

Fique na luz querido amigo.

Pressão surte resultado e plebiscito do Carajás será examinado amanhã na CCJ do Senado

Texto e Fotos: Val-André Mutran

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Os corredores do senado foram obstruídos hoje por deputados federais, estadual, prefeitos e vereadores interessados na criação do Estado do Carajás. Após rápida reunião na sala da presidência da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, a comitiva com representantes de quase todos os 39 Municípios que comporão o mais novo estado do país, visitaram gabinetes de alguns senadores – preferencialmente – os que são membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal.Imagem 213

A articulação da mobilização partiu do deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) autor do Projeto do Decreto Legislativo Nº 159-B, de 1992, que tramita na Câmara que autoriza a realização do plebiscito para a criação do Estado do Carajás, com o apoio dos deputados Asdrubal Bentes (PMDB-PA), Bel Mesquita (PMDB-PA), Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA), Zequinha Marinho (PMDB-PA) e da deputada estadual Tetê (PSDB-PA).

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"A receptividade foi excelente e acho que a nossa luta está sendo bem recebida pelos senadores que conhecem nossos problemas", disse o prefeito de Marabá, Maurino Magalhães que liderou a maior comitiva vinda do sul/sudeste do Pará, Estado que terá sua área revista caso o Projeto de Decreto Legislativo seja aprovado na Câmara e Senado e, posteriormente a realização de um plebiscito popular, a população paraense vote "sim" à criação do Estado do Carajás.

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"Sou contra que integridade territorial do Pará seja revista, mas, estou sensibilizado com a ausência do Estado na região e, como democrata, apóio a realização do plebiscito", disse o senador José Nery (PSol-PA), parlamentar que logo ao assumir seu mandato como suplente era radicalmente contra a própria autorização plebiscitária.

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Posição diametralmente diferente assumiu publicamente diante da comitiva o senador Delcídio Amaral (PT-MS). "Sou um soldado nesta luta. Contem comigo!", arrancando aplausos efusivos dos presentes.

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Um dos mais influentes parlamentares do Congresso Nacional, Amaral morou na região do Carajás em 1981. Uma de suas filhas nasceu em Tucuruí e o senador sulmatogrossense já residiu em Marabá, saindo de lá para a Diretoria de Operações da Eletronorte e de lá para a vitoriosa carreira política.

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Outro senador consultado pela comitiva Pró-Carajás foi o senador Jayme Campos (DEM-MT). "Sou testemunha de quanto o Estado do Mato Grosso cresceu e melhorou as condições de vida para seus habitantes após a criação do nosso estado irmão: Mato Grosso do Sul", garantiu o senador.

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O senador presidente da CCJ no senado, Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que caso o relator da matéria senador Valter Pereira (PMDB-MS) pedisse a reversão de pauta a matéria seria votada amanhã (3/06) na sessão da comissão.

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Vitória para inclusão na pauta

A comitiva dirigiu-se em seguida e localizou o senador Valter Pereira no Plenário do Senado. O relatório do Projeto de Decreto Legislativo (PDS) nº 52, de 2007, de autoria do Senador Leomar Quintanilha que tem o objetivo de convocar plebiscito visando à criação do Estado do Carajás, apresentado pelo senador Valter Pereira, já se encontrava desde o dia 8 de maio na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal pronto para votação e o pedido da comitiva de inversão de pauta foi aceito para satisfação de todas as comitivas vinda do sul do Pará.
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“Amanhã seria interessante que todos os moradores do sul e sudeste do Pará pudessem enviar um e-mail para cada senador membro da CCJ pedindo solicitando que vote a favor do PDS nº 52, de 2007”, convocou Giovanni Queiroz (PDT-PA).
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Confira os membros da CCJ no Senado:

Titulares

Marina Silva (PT) Aloizio Mercadante (PT) Eduardo Suplicy (PT) Antonio Carlos Valadares (PSB) Ideli Salvatti (PT) Expedito Júnior (PR) Pedro Simon (PMDB)Almeida Lima (PMDB) Gilvam Borges (PMDB) Francisco Dornelles (PP) Valter Pereira (PMDB) Wellington Salgado de Oliveira (PMDB) Kátia Abreu (DEM)Demóstenes Torres (DEM) Jayme Campos (DEM) Marco Maciel (DEM) Antonio Carlos Júnior (DEM) Alvaro Dias (PSDB) Sérgio Guerra (PSDB) Lúcia Vânia (PSDB) Tasso Jereissati (PSDB) Romeu Tuma (PTB) Osmar Dias (PSDB)

Suplentes

Renato Casagrande (PSB) Augusto Botelho (PT) Marcelo Crivella (PRB) Inácio Arruda (PC DO B) César Borges (PR) Serys Slhessarenko (PT) Romero Jucá (PMDB) Leomar Quintanilha (PMDB) Geraldo Mesquita Junior (PMDB) Lobão Filho (PMDB) Valdir Raupp (PMDB) Neuto de Conto (PMDB) Efraim Morais (DEM)Adelmir Santana (DEM) Raimundo Colombo (DEM) José Agripino (DEM) Eliseu Resende (DEM) Eduardo Azeredo (PSDB)(26) Marconi Perillo (PSDB)
Arthur Virgílio (PSDB) Flexa Ribeiro (PSDB) Gim Argello (PMDB) Patrícia Saboya (PDT)

Prefeitos e vereadores visitam senadores para votação do PDS que autoriza plebiscito do Estado do Carajás

ESTADO DO CARAJÁS

Foto: J. Sobrinho

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O prefeito Maurino Magalhães de Lima (PR) e 12 dos 13 vereadores iniciam hoje (2) em Brasília (DF) uma verdadeira peregrinação pelos gabinetes dos senadores, na tentativa de convencê-los a aprovar o projeto de plebiscito, para a criação do Estado do Carajás. O projeto será votado nesta quinta-feira na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania) do Senado. Se aprovado, será levado a votação em plenário. Outros vinte prefeitos e dezenas de vereadores de vários municípios da região do Carajás estarão de 2 a 4/06 nos gabinetes dos senadores no Senado Federal.

Ontem (1º), oito dos vereadores e Maurino embarcaram para a capital federal. Hoje outros quatro seguem ao encontro do grupo: Ronaldo Yara (PTB), Ismaelka Queiroz (PTB), Antônio da Ótica (PR) e Antônia Carvalho (PT). Só o vereador Ronaldo da 33, devido a compromisso agendado anteriormente em Belém, não vai a Brasília.

Empolgados, os vereadores e o prefeito Maurino acreditam que desta vez existe um clima favorável a aprovação do plebiscito, que vem esbarrando na pressão política de parte da bancada paraense na Câmara e Senado, além de outras lideranças políticas, que são contrárias a divisão do Pará. Maurino Magalhães aposta no voto de senadores de outros Estados, como do Espírito Santo, Tocantins e Amazonas, que são favoráveis a criação de novas unidades da federação, para aprovação do plebiscito.

O prefeito lembra que Projeto de Decreto Legislativo nº 52, de 2007, tem como primeiro signatário o senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Outro a favor do projeto é o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que foi relator da matéria agora relatada pelo senador Valter Pereira (PMDB-MS) já apresentado semana passada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

“Vamos de gabinete em gabinete pedir o voto dos senadores. Sei que os do Pará ainda são contra, mas, quem sabe, a gente não os faz mudar de idéia”, espera Maurino, que já tem o voto garantido dos senadores do Espírito Santo, de onde ele é natural.

Ainda segundo o gestor, esta vez o movimento está mais forte. Tanto que a Câmara Municipal em peso está indo acompanhar a votação e pedir o voto dos senadores, assim também como outras lideranças políticas da região estão fazendo lobby na capital federal em prol do projeto. “Com fé em Deus, vamos conseguir essa vitória, que é muito importante para todos nós do sul e sudeste do Pará, que há muito almejamos ver essa região independente”, diz o prefeito.

Se ainda não der dessa vez, Magalhães diz que o terreno já fica mais preparado para a próxima votação. “Estamos subindo um degrau de cada vez e tenho certeza que vamos chegar ao último andar, que é a criação do Estado do Carajás”, acredita.

A vereadora Irismar Sampaio (PR) também está confiante que, ainda este ano o projeto será aprovado no Senado e Câmara dos Deputados. “Esse é um momento importante na luta para a nossa emancipação e fico orgulhosa de poder participar dessa corrente em prol da aprovação do plebiscito”, destaca Sampaio.

Há muito participando de movimentos Pró-Carajás, a vereadora Vanda Américo (PV) conclama todos a se unirem nessa luta. “Todos precisam fazer a sua parte. Peça a seu amigo, colega e parente que abrace essa causa. Vamos mandar e-mails aos deputados e senadores, pedindo que aprove a realização desse plebiscito”, conclama a vereadora, que ainda lembra da vitória obtida ano passado, com aprovação da matéria na CJR (Comissão de Constituição e Justiça e Redação) do Senado.

Com Ascom/PMM.

Subcomissão fará seminário sobre projetos das sedes da Copa 2014

Foto: Gilberto Nascimento

Rômulo Gouveia diz que a comissão também quer informações sobre os investimentos que vão permanecer no pós-Copa.

A Subcomissão permanente para acompanhamento, fiscalização e controle dos recursos públicos federais destinados à Copa de 2014 deve realizar ainda neste mês um seminário no Rio de Janeiro para avaliar os projetos das 12 cidades-sede.

A Fifa divulgou ontem as cidades-sede da Copa de 2014. Serão: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Ficaram de fora Belém, Campo Grande, Goiânia, Florianópolis e Rio Branco, que também eram candidatas.

O presidente da subcomissão, deputado Rômulo Gouveia (PSDB-PB), afirma que o objetivo é evitar aumento de gastos, como ocorreu durante os Jogos Panamericanos de 2007. "Vai ter muito investimento em infraestrutura, como transporte, e várias outras obras. E esta vai ser a base de um maior acompanhamento." Gouveia acrescentou que os parlamentares também querem informações sobre a utilidade no pós-Copa dos serviços e construções que serão utilizados no evento. "Para não ficar abandonado, como alguns investimentos do Pan."

Alguns projetos apresentados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terão de ser modificados, mas a Fifa tem informado que o estádio do Morumbi, em São Paulo, terá que ser completamente reformulado ou substituído por outro a ser construído.

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara criou em março essa subcomissão. A Comissão de Turismo e Desporto também tem uma subcomissão com o objetivo de verificar a aplicação de recursos públicos na Copa.

O Bolsa-Mídia de Lula

FERNANDO DE BARROS E SILVA

SÃO PAULO - O jornalista Fernando Rodrigues deu uma grande contribuição ao conhecimento da máquina de propaganda do lulismo. A reportagem que publicou ontem na Folha mostra como, na atual gestão, o Planalto adotou uma política radical e sistemática de pulverização da verba publicitária destinada a promover o governo.
Em 2003, a Presidência anunciava em 499 veículos; em 2009, foram 2.597 os contemplados -um aumento de 961%. Discriminada por tipo de mídia, essa explosão capilarizada da propaganda oficial irrigou primeiro as rádios (270 em 2003, 2.597 em 2008), depois os jornais (de 179 para 1.273) e a seguir o que é catalogado como "outras mídias", entre elas a internet, com 1.046 beneficiadas em 2008.
O que isso quer dizer? A língua oficial chama de regionalização da publicidade estatal e a vende como sinal de "democratização". Na prática, significa que o governo promove um arrastão e vai comprando a mídia de segundo e terceiro escalões como nunca antes neste país.
Exagero? Eis o que diz Ricardo Barros (PP-PR), vice-líder do governo e membro da Frente Parlamentar de Mídia Regional: "Cerca de 50% das rádios e dos jornais do interior pertencem ao comunicador. O dono faz o jornal ou o programa de rádio. Se recebe dinheiro, passa a ter mais simpatia e faz uma comunicação mais adequada ao governo. Há uma reciprocidade".
Enquanto, na superfície, Lula trata de fazer a sua guerra retórica contra a "imprensa burguesa", que lhe dá azia, no subsolo do poder a engrenagem montada pelo ministro Franklin Martins se encarrega de alimentar a rede chapa-branca na base de verbas publicitárias. É o Bolsa-Mídia do governo Lula.
Essa mídia de cabresto que se consolidou no segundo mandato ajuda a entender e a difundir a popularidade do presidente. E talvez explique, no novo mundo virtual, o governismo subalterno de certos blogs que o lulismo pariu por aí.

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Lula, certeza única

FERNANDO RODRIGUES

BRASÍLIA - Quando a popularidade de Lula caiu cinco pontos percentuais, há dois meses, frequentou os céus de Brasília a hipótese do "ponto de inflexão" para o petista. Pela análise propagada, legítima, estaria em curso a inexorável trajetória crepuscular na taxa de aprovação de todo o presidente rumo ao fim do seu mandato.
A julgar pela pesquisa Datafolha publicada ontem, a inflexão, se é que houve, foi só um soluço. Por ora, está abortada. A popularidade de Lula segue como uma das únicas certezas sobre o cenário sucessório de 2010. Há dúvidas sobre quem serão os candidatos do PT e do PSDB e se a tese do terceiro mandato tem ainda alguma chance remota de prosperar. Mas inexistem pontos de interrogação sobre o poder de influência do atual presidente no processo de escolha do próximo ocupante do Planalto.
Certeza em política, manda a prudência, é algo a ser tomado com muito cuidado ou desdém. Um fator extra campo, para emprestar uma metáfora futebolística ao gosto de Lula, poderia muito bem ceifar a popularidade presidencial. Mas é necessário reconhecer que a gordura acumulada pelo petista confere a ele resistência para atravessar um eventual deserto. O momento, como se sabe, era outro, mas não custa recordar que nesta mesma época, em 2001, Fernando Henrique Cardoso tinha 19% de "ótimo" e "bom" no Datafolha. Lula está com 69%.
A resiliência inaudita do petista não surge por geração espontânea. Tampouco é fruto apenas da capacidade de comunicação do ex-sindicalista. Tudo é resultado de uma complexa estratégia de marketing. O governo brasileiro pré-PT sempre foi o maior anunciante do país. Agora, sob Lula, elevou essa condição ao paroxismo. Chega sozinho a 5.297 veículos de mídia impressa e eletrônica. O sabão em pó Omo ou políticos de oposição, por enquanto, não são páreo para Lula.

Fonte: Folha de S. Paulo.

A capital do futebol

COPA DE 2014


Confirmada ontem como uma das sedes do Mundial, Brasília entra agora na fase de obras, com um projeto de R$ 3 bilhões, para ter o direito de sediar a partida de abertura da competição
DISTRITO FEDERAL
População: 2.557.614 habitantes
Estádio Nacional de Brasília Capacidade: 71mil pessoas
Situação: construído em 1974, será ampliado, com previsão de entrega para 2012

Nassau — A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou ontem, sem surpresas, as 12 cidades brasileiras que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014. Como antecipado desde ontem, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte (Sudeste); Porto Alegre e Curitiba (Sul); Brasília e Cuiabá (Centro-Oeste); Salvador, Recife, Fortaleza e Natal (Nordeste) e Manaus (Norte) eram apontadas como favoritas entre as 17 candidatas. Originalmente, deveriam ser apenas 10 sedes, mas foi atendido pedido do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e do governo brasileiro. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu os agradecimentos do presidente da Fifa, Joseph Blatter, pelo apoio à organização do Mundial.
“Ter 10 sedes era a proposta da Fifa, mas a intervenção de Teixeira e o interesse do país nos fizeram chegar a 12”, admitiu Blatter durante o anúncio, em congresso da entidade em Nassau, nas Bahamas. O presidente de honra da Fifa, João Havelange, que ficou no comando de 1974 a 1998, esteve presente.
O secretário-geral, Jerome Valcke, disse que a escolha obedeceu critérios técnicos, com base nas visitas feitas por técnicos da entidade no começo do ano, além dos projetos entregues pelas cidades. Blatter admitiu, depois, que a escolha mais difícil foi a da Amazônia — Manaus foi escolhida em detrimento de Belém e Rio Branco. Florianópolis, Goiânia e Campo Grande também ficaram de fora.
Ricardo Teixeira aproveitou o evento para mandar um recado às cidades escolhidas. “O trabalho começa agora, e é preciso estar à altura desse grande privilégio.”
Brasília

O projeto da capital da República prevê mais de R$ 3 bilhões de investimento em obras. Os três principais projetos já estão com estudos técnicos concluídos e em fase preparatória da contratação — reforma do Estádio Mané Garrincha (R$ 600 milhões), que passará a se chamar Estádio Nacional; ampliação do aeroporto (R$ 500 milhões), licitada pelo governo federal, e o sistema VLT (veículo leve sobre trilhos), estimado em R$ 1 bilhão.

Com capacidade atual para 42 mil pessoas, o Mané Garrincha acomodará 71 mil pessoas, o que o habilitaria a receber os jogos de abertura ou de encerramento — Brasília briga com São Paulo pelo jogo inaugural, mas Belo Horizonte também tem chances. As obras devem começar em setembro, e a inauguração está prevista para dezembro de 2012. O estádio terá cobertura em estrutura metálica e membrana tensionada entre os cabos de aço da estrutura principal. A pista de atletismo será rebaixada em quatro metros para permitir perfeita visibilidade do campo nas arquibancadas superior e intermediária. A área da geral será demolida e em seu lugar será construída uma arquibancada inferior, mais próxima ao campo e com o dobro da capacidade atual.

O projeto prevê ainda três subsolos, com estacionamentos privativos, além de quatro vestiários para jogadores, dois para árbitros, dois para gandulas, uma central médica, uma sala de exames antidoping e áreas de apoio.
Até a Copa, deve estar concluído o novo sistema viário da cidade. Com a integração entre ônibus, metrô e VLT, poderão ser transportados 120 mil passageiros ao dia. Licitado em maio de 2008, o projeto teve as obras iniciadas em março deste ano e deve custar cerca de R$ 2 bilhões até a conclusão, em 2010. Com a ampliação, o aeroporto também terá a capacidade aumentada de 12 mil para 19 mil passageiros ao ano.

CNA divulga nota repudiando declarações do minitro Carlos Minc

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CNA EXIGE RESPEITO AO PRODUTOR RURAL

Por cultivar a convivência respeitosa com os poderes da República, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vem a público pedir a atenção da sociedade para os seguintes pontos:

1) rompendo os limites da civilidade, desrespeitando as regras elementares da convivência democrática e assumindo os riscos de responder por suas afirmações difamatórias, o ministro Carlos Minc tentou desqualificar os produtores rurais do Brasil;

2) em um momento de dificuldades econômicas como este, em que o País sabe que pode contar com os produtores rurais, é profundamente lamentável que um integrante do governo desrespeite gratuitamente quem produz e luta contra a crise que está corroendo o emprego e a vida das pessoas;

3) a construção de um Brasil ecologicamente responsável está sendo buscada pelo consenso. Ofensas e palavrões são intoleráveis. A sociedade brasileira não merece ser submetida a tais constrangimentos. O Presidente da República, que tem em sua história passagem marcante pelo sistema sindical, certamente saberá avaliar e tomar as medidas cabíveis para conservar o ambiente democrático e republicano;

4) a CNA levará à Comissão de Ética do governo federal denúncia pública contra Carlos Minc por considerar que seu ato é inaceitável. Um funcionário público, que usa o posto que lhe foi confiado pelo Presidente da República para desconstruir toda e qualquer ponte em direção ao diálogo com a classe produtiva, deve responder pelos seus atos em todas as instâncias;

5) a CNA e os produtores rurais do Brasil manifestam sua admiração, seu respeito e sua solidariedade aos parlamentares que representam a agropecuária no Congresso Nacional e que também foram agredidos publicamente;

6) os produtores rurais reafirmam ao País o compromisso com a preservação ambiental e com a manutenção da produção de alimentos. Lembram ainda que nas democracias, presidentes da República, ministros e demais autoridades, debatem e buscam o consenso sobre os assuntos de interesse da sociedade. O que não se admite, e não se pode admitir, é que o ministro do Meio Ambiente tente camuflar a solerte intenção de estabelecer o confronto no setor rural brasileiro, mostrando-se desqualificado para o cargo que ocupa.

Brasília, 28 de maio de 2009

Senadora Kátia Abreu

Presidente

Multa do Ibama fica 9 meses na gaveta após infrator ajudar Minc

Infração de R$ 3 mi contra frigorífico que comprou 'bois piratas' entra no sistema do órgão após denúncia

Rodrigo Rangel, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) segurou por quase nove meses a aplicação de uma multa de R$ 3 milhões ao Grupo Bertin S/A, uma das maiores redes de frigoríficos do País. Além da negligência administrativa, o engavetamento da multa, aplicada em 27 de julho do ano passado, ganha importância política porque o Grupo Bertin participou de uma operação ambiental de "sucesso" desencadeada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a quem o Ibama está subordinado.

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Frigorífico nega irregularidades

Em agosto do ano passado, o Bertin arrematou em leilão os 3.100 "bois do Minc", como ficou conhecido o gado criado em área desmatada irregularmente que o ministro, em uma operação midiática, apreendera no Pará em junho de 2008. A negociação da manada estava a ponto de "micar", pela falta de frigoríficos interessados na compra. Naquele momento, os bois foram arrematados pelo Bertin, a empresa que tinha o auto de infração no valor de R$ 3 milhões literalmente estacionado em uma gaveta da gerência do Ibama em Marabá (PA).
Normalmente, os autos de infração não demoram a virar processos administrativos de cobrança nos sistemas eletrônicos do Ibama. Tão logo retornam das missões de campo, os fiscais entregam na base das operações seus blocos de multa e os autos lavrados passam a integrar o Sicafi, como é conhecido o Sistema de Cadastro, Arrecadação e Fiscalização do órgão. Quando muito, a inclusão das multas no sistema leva um mês.
É a combinação da marcha lenta do processo de cobrança com a prontidão do Bertin de salvar a Operação Boi Pirata que chama a atenção. A operação foi deflagrada, segundo o ministro, para "pôr fim à moleza" dos ruralistas e combater o desmatamento para fazer pasto e alimentar os "rebanhos piratas". Já a multa à empresa foi aplicada durante fiscalização de rotina do Ibama. Os fiscais encontraram numa das unidades do frigorífico, em Santana do Araguaia (PA), um estoque equivalente a 10 mil metros cúbicos de lenha nativa. Segundo o auto de infração (nº 489.842), o Bertin não tinha documentos que pudessem certificar a origem da madeira.
"GAVETA"
O caso aumenta a pressão sobre o ministro. Minc tem trombado com colegas de Esplanada por divergências em torno de questões ambientais. Em entrevista ao Estado anteontem, chegou a criticar a "casa da mãe joana" que seria o governo Lula.
O auto de infração só foi lançado no sistema no dia 23 de abril, quase nove meses depois da aplicação da multa. Isso aconteceu quando já circulava nos gabinetes de Brasília a denúncia de que a multa teria sido "negociada". Minc foi um dos primeiros a serem comunicados da suspeita, que também corria no Congresso.
Quem levou a notícia ao ministro foi o deputado Luciano Pizzatto (DEM-PR). Dono de madeireira, Pizzatto é ferrenho opositor da gestão de Minc. No fim de março, ele recebeu de funcionários do Ibama um relato sobre o caso Bertin. Só depois desses fatos é que a multa acabou sendo localizada.
O Ibama nega o acerto com o grupo. Encarregado de cuidar do assunto, o diretor de Proteção Ambiental do órgão, Luciano Evaristo, afirmou que a multa demorou a ser processada porque o auto de infração foi "esquecido" no armário de uma funcionária terceirizada do escritório do Ibama em Marabá.
"Aqui ninguém negocia nada", disse Evaristo. "O auto foi encaminhado para Marabá, onde deveria ser protocolado, mas foi recebido por uma funcionária terceirizada que jogou na gaveta e saiu de férias." Ele deu o nome da funcionária Cleonice Aires Pereira. Procurada pelo Estado, por telefone, Cleonice negou.
Quando o Bertin topou comprar os "bois piratas" o ministro já havia gastado R$ 1 milhão para manter o rebanho apreendido e até admitia fazer um churrasco para as famílias inscritas no Fome Zero. Três leilões foram realizados, a pedido de Minc, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Fracassaram por falta de interessados. Auxiliares do ministro chegaram a falar em boicote dos pecuaristas.
Foi só no quarto leilão, realizado um mês após a multa aplicada ao frigorífico, que Minc conseguiu vender o gado. Ainda assim, por preço abaixo do pretendido. Inicialmente, o ministro pensava em arrecadar R$ 3,1 milhões. No quarto leilão, o Bertin arrematou os bois em lance único, pagando R$ 1,2 milhão por 3.046 cabeças.
Ainda no período em que estava "perdido", o auto de infração passou pela sede do Ibama, em Brasília. Evaristo diz que o documento fez essa viagem até a capital porque, logo após a autuação, os fiscais seguiram para Barra do Garças (MT), que era a base da operação.
De Barra do Garças, disse ele, o papel teria de ser remetido para a gerência do Ibama em Marabá. "Passou por Brasília porque o malote foi enviado para cá. É assim que funciona." O "erro", admite Evaristo, só foi descoberto após a chegada ao Ibama da "denúncia" sobre a suposta negociação.

Mais Sertanejo Festival começa amanhã em Goiânia

O Mais Sertanejo Festival tem abertura oficial nesta segunda-feira, 01 de junho, na Pousada Serras de Goyas, no Setor Bueno. O concurso esta em sua terceira edição e recebe artistas de todo o país que buscam se promover na capital da música sertaneja. Para dar o ponta-pé inicial ao evento, a organização trará este ano workshops que tem o objetivo de melhorar a qualidade da música sertaneja, por meio das palestras que devem profissionalizar os inscritos e também os interessados nos temas discutidos.
O evento contará com diversas autoridades e personalidades. Nos dias 02 e 03 haverão os workshops que abordarão desde “Empreendedorismo no mercado cultural” até “A música sertaneja e o mercado atual”. A entrada é gratuita e os interessados devem reservar sua presença por meio do telefone 62 3247-5653 ou pelo e-mail maiscomunicacao@grupomedrado.com.br .
O Mais Sertanejo Festival é realizado pela Mais Entretenimento, em parceria com a Revista ShowNews e Universo Produções Artísticas. Prevendo mais de 200 inscrições de todo o país, a festa se consolida como referencia no meio musical sertanejo. Em menos de uma semana após o início das inscrições, mais de 50 artistas, entre bandas, cantores solo e duplas, já estão confirmadas na festa.
O grande vencedor terá apresentação garantida em grandes shows com presença de duplas com carreiras consolidadas e também em grandes casas de música sertaneja. Além disso, ganhará divulgação em TV’s, rádios, jornais e revistas. Ainda poderá contar com gravações num dos melhores estúdios de Goiás do segmento sertanejo, clipe, site, contrato de produção e assessoramento, book de fotos, dentre outros.
As eliminatórias acontecerão em três cidades diferentes: Águas Claras no Distrito Federal e Anápolis e Goiânia em Goiás. Delas, apenas trinta e duas se apresentarão nas semifinais. A grande final acontecerá no dia 04 de julho em Goiânia.
PROGRAMAÇÃO
01 de junho de 2009.
Abertura Oficial
Horário: 19h.
Confraternização
Horário: 21h
02 de junho de 2009.
Tema: “Empreendedorismo no mercado cultural”.
Expositor: Marcelo Albuquerque – Café Cancun / Guia CurtaMais.
Horário: 18h00.
Tema: Publicidade web 2.0.
Expositor: Túlio Galli – 4A Soluções Tecnológicas.
Horário: 19h15.
Tema: “Direcionamento artístico de carreira musical”.
Expositor: Luciano Sassinhora – Rádio Positiva Sertaneja 98,9 FM e Sassinhora Produções.
Horário: 20h30.
Coffee Break
Horário: 21h45
03 de junho de 2009.
Tema: “Produção de vídeo para o meio artístico”.
Expositor: Daniel Fortuna – 3D Produções.
Horário: 18h00.
Tema: “Captação de patrocínio”.
Expositor: Sandro Baraúna – BP Banco de Patrocínio.
Horário: 19h15.
Tema: “A Música Sertaneja e o Mercado Atual”.
Expositor: Rogério Bicalho – Rogério Bicalho Estúdio Musical.
Horário: 20h30.
Coffee Break
Horário: 21h45
Local: Pousada Serras de Goyaz (Av.T-3, Setor Bueno).
SERVIÇO
FESTIVAL DE CONTEÚDO

Data: De 01 a 03 de junho de 2009.
Onde: Pousada Serras Goyas – Av. T-3, Setor Bueno.
Informações: 62 3247-5653 / 9998-3623 / 83*37283

Leitor faz análise sobre situação dos aposentados e pensionistas do Brasil

O blog recebe e publica texto enviado pelo leitor Sérgio Carlos Bizarro Monteiro, o qual faz considerações sobre a situação dos aposentados e pensionistas do país.

Prezados Amigos do BLOG DOS CORREDORES DO PLANALTO:

Salve!

Venho pedir-lhe a especial atenção, se possível, venha poder dar ao dramas dos aposentados que em parte relato a seguir abaixo:

Os Aposentados estão sendo injustiçados faz muito tempo, por causa de interpretações errôneas do Governo, com relação a Superavits e Déficits da Previdência Social.

Eu não concordo com esse reaciocínio porque sendo Economista já estudei a composição de Receitas e Despesas que compõem o Caixa da Previdência Social e tenham a certeza de que não são os Aposentados que conduzem a Previdência ao Déficit.

Muitos membros que compõem o Gongresso Federal defendem equivocadamente idéia que a Previdência dá prejuízos. Há também inúmeros projetos encaminhados por Deputados e Senadores que visam a correção de problemas e distroções desse Setor, mas que, injustificadamente ficam retidos à espera de concordância e votação.

Teve uma época e todos que entendem da Instituição da Previdência Social sabem, que a Previdência Social do Brasil foi sangrada impiedosamente para favorecer a criação de Brasília, a construção de Itaipú, a ponte Costa e Silva que liga Rio de Janeiro e Niterói e outras obras gigantescas necessárias, é verdade, mas com muito dinheiro da Previdência Social.

O Governo e os Deputados Federais e seus Senadores que compõem os Quadros do Congresso Nacional deveriam estudar uma fórmula para que esse dinheiro que foi tomado da Previdência Social fosse devolvido de forma reajustada, com juros. Pois os benefécios que ora são pagos aos seus contribuintes são parcos porque não houve ninguém de Vontatade Férrea que impedisse esse descalabro. Eu, inclusive sou vítima, como tantos outro milhares de beneficiários, que foram excelentes contribuintes aos cofres da Previdência Social, em virtude de inúmeras Gestões Incopententes. Pois em toda a minha vida fui absorvido na minha folha de pagamento pelo valor máximo e contribui sempre pelo máximo, porém hoje recebo os míseros benefícios de menos de seis salários mínimos.

Como pode uma pessoa viver com esses parcos recursos justamente numa época em que é necessário mais Assistência Médica e Remédios para a sua sobrevivência.

Recomendo que se faça uma campanha para que nossos Legisladores se debrucem num plano que favoreça mais os anseios dos Aposentados, pois quanto mais dinheiro circular no mercado melhor será para a economia num todo. Empresas e Instituições Privadas e Públicas se beneficiarão com isso, inclusive o Governo que recebe em contrapartida os impostos da compras e vendas realizadas na Economia Nacional.
Faço votos que os ilustres homens que compões o Congresso sejam iluminados com luzes claras e límpdidas, e que suas mentes consigam discernir melhor os efeitos danosos que a Previdência Social causa às centenas de milhares de aposentados deste País, com este atual sistema.
Sérgio Carlos Bizarro Monteiro
Fone/Fax: (51) 3779-6785
Celular (51) 8191-5842
E-mail: scbm.monteiro@terra.com.br

Fifa decide que Belém não será uma das 12 subsedes da Copa do Mundo em 2014

Após a divulgação das cidades que sediarão as subsedes da Copa do Mundo de 2014 e conforme o blog havia previsto, a cidade de Belém do Pará perdeu para Manaus (AM) a disputa.

Uma vergonha para o “governo desastre” de Ana Julia Carepa, do Pê Tê. Sem qualquer dúvida, o pior governo da história do meu querido Pará.

Sem surpresas a Fifa anuncia as subsedes da Copa do Mundo de 2014

Thales Calipo
Em Nassau (Bahamas)

O mistério chegou ao fim. Após 19 meses da escolha do Brasil como palco da Copa do Mundo de 2014, a Fifa divulgou, neste domingo, em Nassau, nas Bahamas, o nome das 12 sedes do Mundial. Sem muitas surpresas, foram confirmadas Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

AS SEDES DA COPA-2014

Manaus será a representante da região Norte na Copa do Mundo de 2014

Divulgação

Beira-Rio será estádio usado em Porto Alegre no Mundial e passará por reformas

QUAL O PROJETO MAIS BONITO?

Dessa forma, das 17 candidatas que estavam na disputa, ficaram fora as cidades de Belém (PA), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Goiânia (GO) e Rio Branco (AC).
Passada a euforia e a festa pela confirmação do anúncio, as cidades escolhidas terão um cronograma curto para se adequarem às exigências de uma Copa do Mundo. Todos os estádios que foram indicados, por exemplo, precisarão ser reformados ou ainda totalmente construídos. A expectativa é que as novas arenas estejam prontas até o fim de 2012, possibilitando a utilização na Copa das Confederações, em 2013.
Após o anúncio, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, voltou a reafirmar a necessidade de serem cumpridos os prazos. "As cidades escolhidas terão apenas o começo do trabalho, que exige organização, cumprimento de prazos, respeito aos padrões da Fifa e credibilidade. Tenho convicção que as 12 cidades têm noção de sua responsabilidade", explicou.
O grande objetivo de todas as cidades é atrair o dinheiro da iniciativa privada para viabilizar suas novas arenas e também a ampliação da rede hoteleira. Mesmo com as promessas antes do anúncio, poucas sedes devem conseguir estes investimentos, restando aos governos estaduais a tarefa, em muitos casos, de bancar as praças esportivas.
Por outro lado, o governo federal arcará com as obras de infraestrutura. Para isso, deve ser anunciado nos próximos dias um Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) exclusivamente para a Copa do Mundo de 2014.
Além de deixar todas as cidades em condições de receber o Mundial, o desafio é não repetir o que aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, quando os gastos finais foram muito maiores do que a projeção inicial, obrigando o governo federal a gastar mais dinheiro do que o esperado para salvar o evento.
Ao mesmo tempo, a Fifa garantiu que não deixará as cidades preteridas no processo de seleção sem eventos ligados à Copa do Mundo. "Essas cidades que não foram escolhidas como sede, terão eventos ligados ao evento. Não podemos jogar em todas as cidades, mas faremos o possível para que todas as regiões possam receber atividades da Fifa", destacou Joseph Blatter.

Fonte: Uol.

Missão da FAB salva vidas na Amazônia

Em cinco dias, equipe formada por quatro médicos e um dentista atende 1.200 moradores de regiões remotas

No oitavo mês de gravidez, a dona de casa Maria das Graças de Freitas, de 24 anos, não tinha passado por um simples exame de ultrassom até a chegada de uma missão médica da Força Aérea Brasileira (FAB) a Tapauá, no sudoeste do Amazonas, a 1.127 km de Manaus.


Bastou o uso do equipamento inexistente na cidade para que a ginecologista tenente Fabíola Marques percebesse que o feto apresentava um derrame de coração e poderia morrer a qualquer momento, estendendo o risco à mãe. Um aparato de urgência foi acionado para que a mulher, levada de avião a Manaus, fosse submetida a uma cirurgia com possibilidade de sobrevivência para mãe e filho.

Vítima do descaso do poder público, a população pobre dos confins da Amazônia depende da própria sorte - e de eventuais missões de ajuda como a da FAB - para sobreviver. Há falta de médicos, hospitais e transporte, e ausência total de saneamento básico, como água tratada, coleta de lixo e rede de esgotos. Em Apuí, no sul do Estado, a equipe improvisou uma unidade de terapia intensiva para evitar a morte de um menino de 5 anos que entrava em convulsão numa crise de diabete. A cidade tem um hospital, mas a médica não conseguiu diagnosticar a doença. Na ambulância não havia maca nem suporte para o recipiente com soro. Os médicos pediram ao prefeito para usar no transporte seu veículo oficial: uma picape Mitsubishi, com bancos de couro.
A missão do Correio Aéreo Nacional (CAN) do VII Comando Aéreo Regional (Comar), sediado em Manaus, percorreu quatro municípios do interior amazonense de 25 a 29 de maio. Os quatro oficiais médicos e um dentista atenderam 1.200 pessoas e salvaram ao menos quatro vidas. Desde 2004 as equipes atendem municípios com carências em saúde pública. Esta foi a primeira das nove rotas a serem cumpridas neste ano.

Veja galeria de fotos da operação da FAB

Leia a íntegra da matéria aqui.

Comitê da Fifa já está reunido para divulgar as 12 sedes da Copa de 2014

Projeto brasileiro foi muito elogiado por Michel Platini e Franz Beckenbauer

GLOBOESPORTE.COm Nassau, Bahamas

 
Os integrantes do Comitê Executivo da Fifa já estão reunidos em Nassau, nas Bahamas. O encontro, que teve a sua primeira parte neste sábado, prossegue neste domingo, quando serão anunciadas as sedes dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

Homologadas as cidades, o anúncio das 12 escolhidas será feito durante entrevista coletiva concedida pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e pelo secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke (o anúncio está previsto acontecer às 15h30m, no horário de Brasília.

Na reunião do Comitê Executivo da Fifa deste sábado, Ricardo Teixeira recebeu de vários integrantes da entidade elogios ao projeto brasileiro para 2014.

O presidente da CBF conversou demoradamente com o presidente da Uefa, Michel Platini, que se revelou um admirador do país e do futebol brasileiro. O francês, que foi presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 1998 na França, disse estar certo de que o Brasil está se preparando e em condições de realizar um grande Mundial.

Com Franz Beckenbauer, que foi presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2006 da Alemanha, a conversa também foi longa. O Kaiser, que como Teixeira é membro do Comitê Executivo da Fifa, relatou as experiências vivenciadas para a realização do Mundial em seu país que poderão ser úteis para o processo de preparação no Brasil até 2014.

Ricardo Teixeira recebeu também manifestações de elogio e apoio por parte de Julio Grondona, presidente da Federação Argentina e vice-presidente da Fifa. Com Gondrona, a conversa foi informal e bem-humorada (o presidente da AFA contou vários casos curiosos envolvendo jogos entre a seleção brasileira e a seleção argentina).

Caso Sefer: Exigimos Justiça já!

No 5.a Emenda: Convocação Geral!

Pela advogada, jornalista e blogueira Franssinete Florenzano, sob o título Vigília Cívica.
Proponho que todos os blogueiros, sites, portais, jornais e emissoras de rádio e TV se irmanem numa vigília cívica, amplificando o clamor social por Justiça, num veemente apelo ao presidente do Tribunal de Justiça do Pará, Desembargador Rômulo Nunes, e aos Desembargadores membros das Câmaras Criminais Reunidas - Raimunda do Carmo Gomes Noronha, Albanira Lobato Bemerguy, Milton Nobre, Rosa Portugal Gueiros, Therezinha Martins Fonseca, João Maroja, Vânia Valente do Couto Fortes Bitar Cunha, Raimundo Holanda Reis, Brígida Gonçalves dos Santos, Vânia Lúcia Silveira Azevedo da Silva e Maria de Nazaré Gouveia dos Santos, todos pais e avós amorosos e comprometidos com o efetivo cumprimento dos direitos humanos e de cidadania e empenhados no rigoroso combate à pedofilia, para que coloquem o processo 200930049265 em pauta na reunião da próxima segunda-feira, 1º de junho, e cassem o Habeas Corpus concedido a Luiz Afonso Sefer, acusado de estupro e atentado violento ao pudor contra uma criancinha de 9 anos, até os seus 12 anos. A impunidade - ninguém ignora -, servirá como estímulo a tantos outros que, de forma monstruosa, roubam os sonhos e até muitas vezes a vida de tantas criancinhas.
Com a reforma efetivada pela Emenda Constitucional n° 45, o Judiciário tem enorme responsabilidade social a cumprir, até mesmo para resgatar sua imagem, abalada pela morosidade que deixa impunes criminosos monstruosos e permite que apodreçam na cadeia presos sem julgamento nem condenação. Quem paga esse elevado custo social? Vidas destruídas, infâncias roubadas, degradação, exploração e vitimização infanto-juvenil, tráfico de pessoas. Para os desvalidos, o Judiciário tem, historicamente, oferecido lentidão e desamparo. Para os poderosos, ainda persiste a agilidade e o tratamento especial. Essa criança, estuprada sucessivamente ao longo de 4 anos, vítima de atos medonhos, de terror sob formas inimagináveis, já está condenada a ser uma adolescente desajustada social e psicologicamente, uma adulta marcada de forma atroz. Ao invés de estudar, passear e conversar com amigas, ter o colo da família para suas confidências e descobertas, foi uma criança explorada; agora é uma adolescente que, por ter a coragem de denunciar, tem que viver escondida, com medo e tendo sua reputação enxovalhada da forma mais torpe e repugnante pelo seu agressor, que circula lépido e fagueiro usufruindo de seu dinheiro e poder. Onde a Justiça? Onde as garantias fundamentais presentes na nossa Constituição Federal? Onde a Carta dos Direitos Universais do Homem e do Cidadão?
A concretização da cidadania ampla se impõe como tarefa constitucional ao Judiciário, em especial os direitos da criança e do adolescente, das mulheres e dos idosos. Os horrores sofridos por essa pobre criança aconteceram por absoluta ausência do Estado e da garantia de um dos mais basilares princípios, o da dignidade humana, contemplado pela nossa Constituição Federal e na prática ignorado. Clamo aos Céus para que Deus ilumine e abençoe os desembargadores das Câmaras Criminais Reunidas do TJEPA, para que cassem de imediato o HC e façam valer a Justiça, a fim de que, um dia, nossas crianças e adolescentes tenham seus direitos de fato respeitados e não precisem recorrer ao Judiciário para que pelo menos penalize quem as massacrou em seus sonhos, sua dignidade, suas esperanças.

Brasília: Quase 50

Brasília, capital de todos os brasileiros, vive sendo injustiçada. Falam de corrupção, de desmandos, mas não falam de outros assuntos que rodeiam essa cidade singular, planejada, patrimônio cultural da humanidade — título concedido pela Unesco. Cidade de contrastes, de espaços abertos, de integração, de ritmo próprio, de todos os falares e sotaques. Cidade de imigrantes e emigrantes. Cheia de embaixadas e de caldos de cana e por-do-sol decantado em músicas, como a famosa de Djavan e Caetano Veloso, Linha do Equador: “Céu de Brasília , traço do arquiteto, gosto tanto dela assim”. Brasília, por ser a capital federal e abrigar as mais importantes representações de imprensa, políticas, religiosas e diplomáticas, é a base ideal para um veículo de comunicação como o nosso. Entretanto, trabalhar a informação em Brasília requer considerar as especificidades de uma Capital Federal. Com efeito, pela sua característica de principal centro de decisões políticas do País, Brasília é a cidade para onde mais se estendem as vistas, as preocupações e os interesses da Nação. Mesmo nos grandes centros urbanos, nos que têm os maiores parques industriais, maior autonomia e dinamismo econômico, mesmo - ou especialmente – nestes sabe-se das profundas imbricações ( para não falar em dependência) que seus negócios, suas atividades, estabelecem com as decisões geradas, gestadas e geridas a partir da capital política do País. Brasília não é somente o lugar onde as coisas acontecem – é, principalmente o local onde se fazem acontecer as coisas. Para isso, presume-se, a informação adquire, em Brasília, outra qualidade: deixa de ter importância acessória, adjetiva, e torna-se elemento fundamental, substantivo. Vale dizer: a informação, na Capital Federal, não somente auxilia um negócio; ela é o negócio. Desta forma, ausente a informação, desaparecem os próprios negócios: como num passe de mágica, empresas são extintas, instituições são liquidadas, órgãos públicos são fundidos. Decisões são tomadas a todo instante. Uma assinatura e o que existia há anos passa a ser só referência histórica. Por isso, nossa revista abriu o canal e foi ouvir pessoas que têm muito a dizer sobre essa cidade quase cinquentona e que ainda inspira e transpira criação e luz.
Por Isabela Martin

Brasília, nossa terra

Personalidades que vivem Brasília falam de diferentes aspectos
da cidade prestes a completar 50 anos


Duzentos anos de história do Território Brasiliense

Por Deusdedith Junior

Coordenador de História do UniCeub, mestre e doutorando em História, autor do livro “Viagem pela Estrada Real dos Goyazes”

Brasília e o Distrito Federal nasceram juntas há quase 50 anos. É raro viver em um lugar em que a maioria das cidades tem mais ou menos a mesma idade e a mesma origem. Brasília nasceu de fora pra dentro. Vieram aqui construir e habitar a cidade e a região brasileiros dos mais longínquos rincões. Quem construiu Brasília foi gente que veio “de fora”, de outros cantos do Brasil. É correto afirmar o que foi dito acima, mas isso não conta toda a história dessa região.

Este lugar já era habitado antes? E se era, quem e onde morava por aqui? A ideia do “zero absoluto”, do “deserto” no Planalto Central parece suspeita quando insistimos em negar a herança goiana desse lugar. Fizemos do goiano o nosso par opositor da identidade brasiliense, e para reforçar este argumento contamos a história de Brasília, mas não a história de uma região. Em síntese, não temos uma história regional — somente uma história de Brasília —, pois ela revelaria outros 150 anos de história que não gostamos muito de lembrar.

O poeta bem humorado Nicholas Behr já nos lembrava desse esquecimento: “… bem, o sr. já nos mostrou os blocos, as quadras, os gramados, os eixos, os monumentos… será que dava do sr. nos mostrar a cidade propriamente dita!?” E para além da cidade, podemos nos surpreender ao olhar para a longa história que nos conta o mapa do Distrito Federal.

A hidrografia do Distrito Federal teve todos os seus rios batizados antes da construção da grande cidade. E o que encontramos são nomes que se referem à vida rural: Sobradinho — nome de fazenda; São Bartolomeu — homenagem ao descobridor das minas do Goiás; Fazendinha; Valos — demarcadores de fazendas; Açude; Monjolo; Contagem — antigo posto fiscal; Descoberto — relativo à mineração; Gama — nome de uma antiga fazenda. E poderia ser grande a lista, pois grande é a quantidade de cursos d’águas que irrigam o nosso quadrilátero. Compõe-se aí uma história de ocupação intensa — quase todos os rios já eram conhecidos — que se completa com uma sutil malha viária a ligar as fazendas, umas às outras, e estas às vias principais que ligavam o Goiás à Bahia e a Minas Gerais.

Poderíamos imaginar que essa história das fazendas desaparecerá por completo. Mas nos basta passear pelos circuitos do turismo ecológico e rural do Distrito Federal para encontrarmos casas do século XIX, vestígios de cemitérios antigos e outros restos desse passado que até nas áreas intangíveis do Parque Nacional de Brasília se escondem entre as mangueiras (plantas exóticas), prova concreta de que grandes fazendas existiram ali. Deveríamos recuar a nossa história ao século XIX para nos compreendermos melhor.

Mais longe que isso, porém, encontramos os vestígios de mineração do período colonial nas curvas dos rios da região de Taguatinga — mais uma palavra daqueles tempos, em Tupi-Guraní —, Samambaia e Gama — aquela antiga fazenda. Mais distante ainda no tempo, os restos de cerâmica e outros objetos deixados por tribos indígenas que caçavam intensamente nesta região, e ainda as pontas de lança e outros instrumentos de pedra pré-históricos (de até 6 mil anos atrás) que se revelam aos atentos observadores da antiguidade desse lugar.

Não foi uma completa surpresa encontrar entre os documentos goianos guardados no Arquivo Histórico Ultramarino, em Portugal, um relato de viagem escrito por um tropeiro, José da Costa Diogo, em 1734, contendo uma relação dos lugares por onde passou, vindo de Minas Gerais em direção à área de mineração goiana e citando fazendas, rios e outras referências que ainda pertencem ao vocabulário do mapa do Distrito Federal.

Na linguagem do século XVIII, o viajante descreve os lugares por onde passou: “Dos Bezerras a Lagoa Fea; Dahy a Bandeyrinha; Dahy a João da Costa; Dahy ao Monteiro; Dahy ao Sobradinho; Dahy às Três barras; Dahy aos Macacos; Dahy ao Ribeirão da Área; Dahy ao Corumbá que não está povoado; Dahy ao Arrayal da Meyaponte”. Este é o antigo percurso daquela que mais tarde se tornou a Estrada Real de Goiás e que ainda podemos percorrer em um pequeno trecho que contorna no Parque Nacional de Brasília.

Este é, até o momento, o mais antigo relato de uma passagem pela região do Distrito Federal. Uma história de duzentos anos que mesmo longe dos registros oficiais sobrevive aos pedaços, ao lado, por baixo e por cima do concreto armado da grande capital.

Em geral, quando nos referimos à ocupação do território goiano, e isso se estende também ao Distrito Federal, falamos de um vazio demográfico que parece indicar uma ocupação incompleta ou rarefeita. Mais uma vez miramos com olhos de “estrangeiro”. Diferente do litoral, que concentrava um leque de pequenas cidades em torno de um grande centro, ou do Sudeste, principalmente Minas Gerais, que produziu um rosário de vilas que seguiam os veios de ouro, muito próximas umas das outras, o sertão goiano foi plenamente ocupado por uma rede de pequenas vilas distantes umas das outras, mas ligadas por um emaranhado de estradas costuradas às fazendas.
Vale mais uma vez recorrer aos versos do poeta intrigado Nicholas Behr: “mapa na mão/ olho no mapa/ mão no olho/vamos tentar encontrar a cidade”.



Quase 50 - parte 01

Quase 50 - parte 02
Quase 50 - parte 03

Fonte: Revista Fale Brasília!

PCdoB pede abertura de processo contra deputado Bolsonaro

O PCdoB apresentou ontem à Mesa Diretora da Câmara uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). A representação foi feita porque Bolsonaro afixou, em frente ao seu gabinete, um cartaz considerado ofensivo aos integrantes da Guerrilha do Araguaia (1972-1975). O cartaz contém o título "Desaparecidos do Araguaia" e traz a mensagem, na forma de imagens, de que "quem procura osso é cão".
Bolsonaro não está em Brasília e sua assessoria informou que o cartaz está fixado no gabinete há vários anos. A representação será encaminhada à Corregedoria da Câmara para análise.

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Agência Câmara

Minc considera equívoco denúncia da CNA à Comissão de Ética

Na última quarta, ministro chamou os parlamentares da bancada ruralista de vigaristas

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, classificou nesta sexta, dia 29, como um equívoco a intenção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) de denunciá-lo à Comissão de Ética Pública da Presidência da República por causa de suas declarações contra a bancada ruralista.

Na última quarta, dia 27, o ministro chamou os parlamentares do setor de “vigaristas”, ao discursar para agricultores familiares que marchavam em frente ao Congresso Nacional.

Minc diz que entende a situação como uma reação à parceria que o Ministério está construindo com os agricultores familiares.

— Isso é um equívoco. Na verdade, trata-se de uma questão política. Eles estão reagindo porque eu trouxe para o lado da ecologia uma base importante que, por omissão nossa, acabou correndo para o lado do agronegócio, contra o código florestal — afirmou o ministro, depois de participar, no Rio de Janeiro, de uma reunião de trabalho do Comitê Orientador do Fundo Amazônia.

Ele disse que não quer polemizar os fatos e que “desculpa previamente” as declarações dos líderes ruralistas, algumas carregadas de “destempero, truculência e agressividade”.

Segundo o ministro, ele apenas alertou os agricultores familiares contra o canto da sereia dos grandes produtores, que estavam "aterrorizando" os pequenos agricultores para jogá-los contra a legislação ambiental.

— Pode ter havido um ou outro excesso, mas não mencionei ninguém, não desqualifiquei ninguém, não usei palavras de baixo calão. Isso não vai me abater, porque eu sou casca grossa, tenho experiência parlamentar e sei o que quero — declarou o ministro sobre a reação dos líderes ruralistas ao seu discurso para os agricultores familiares.

Ainda durante o evento, o ministro afirmou que sua pasta saiu fortalecida da reunião que teve nesta quinta, dia 28, em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Minc disse que, na ocasião, reclamou da falta de apoio de alguns Ministérios e alegou que a pasta sob seu comando estaria sofrendo problemas de sustentabilidade.

— Essa reunião foi um ponto de inflexão, um marco decisivo. Saí fortalecido em questões fundamentais, com o respaldo do presidente. Quem quiser que vá brigar com ele. Ele me deu força e eu a exercerei — acrescentou Carlos Minc.

AGÊNCIA BRASIL

Agronegócio: comissão da câmara pode convocar Minc para dar explicações

Agência Safras

SAFRAS (29) - O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) protocolou hoje, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados um requerimento convocando o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para esclarecer as suas declarações contra a classe produtora e os parlamentares que defendem a agropecuária no Congresso Nacional. O parlamentar gaúcho deseja que a proposta seja votada na reunião ordinária da próxima quarta-feira (3).

Indignado com as palavras ofensivas de Minc, proferidas durante manifestação de movimentos sociais do campo, em Brasília, na última quarta-feira (27), o parlamentar gaúcho classifica a fala como inaceitável. Na opinião de Heinze, é inadmissível que um ministro de estado ofenda os produtores rurais brasileiros, responsáveis por produzir e exportar alimentos para todo o planeta.

Somos o primeiro e segundo maior exportador mundial de açúcar, soja, suco de laranja, café, tabaco, carne bovina e de frango e o que uma ação desastrosa como essa pode representar lá fora?, indaga.

Heinze ressalta que a balança comercial brasileira só é superavitária graças aos vigaristas apontados pelo ministro Carlos Minc. Os resultados positivos da agricultura nacional foram obtidos num ambiente extremamente competitivo, o que prova a importância do setor para o país. Como pode um ministro não reconhecer isso e desqualificar o trabalho de quem produz alimentos, gera empregos e mantém a economia do Brasil, evidencia.

O deputado acredita que Minc quer imputar um modelo do bem contra o mal, uma guerra entre ambientalistas e produtores e agora incita uma luta de classes ao defender que ambientalistas e pequenos produtores andam lado a lado. Quanta arrogância desse ministro. Coloca os produtores como predadores do meio ambiente, enquanto os ambientalistas, agora enganando e coagindo os pequenos agricultores, estariam salvando o planeta, ressalta. As informações são da assessoria do deputado Heinze.

Crise entre Minc e ministros preocupa Planalto

LEONENCIO NOSSA - Agencia Estado

BRASÍLIA - O mal-estar dentro do governo provocado pelos ataques do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a colegas de Esplanada e ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) passou a preocupar o Planalto, que teme que a crise contamine o anúncio, pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), do 7º balanço parcial das obras, previsto para a próxima quarta-feira.
Anteontem, Minc disse que estava impedido "eticamente" e "moralmente" de conceder licença ambiental para a pavimentação da BR-319 e a construção de hidrelétricas no Rio Araguaia, ações prioritárias do programa de infraestrutura.
Assessores do governo avaliam que o tom das críticas de Minc reacendeu o interesse pela solenidade ao pôr em xeque até mesmo os "bem elaborados" selos de classificação do andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento.
Além de Dilma, participam do anúncio do balanço do PAC os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo. A previsão é de que neste fim de semana o levantamento da situação das obras seja encerrado, com a elaboração de um caderno com informações atualizadas de uma série de ações do governo nas áreas de energia, transportes e infraestrutura social e urbana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Deputado Giovanni Queiroz pede a demissão do ministro Carlos Minc

Plenario  Sessão 29/05/2009  Sex  (Ordinária - CD ) Dep.
Foto: Elton Bomfim
Clique no player abaixo e ouça o pronunciamento.



O deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) defendeu hoje da Tribuna da Câmara dos Deputados a demissão do ministro do Meio Ambiente Carlos Minc. Leia abaixo a íntegra do discurso do deputado.

CÂMARA DOS DEPUTADOS

29/05/2009

O SR. GIOVANNI QUEIROZ (PDT-PA)- Sr. Presidente, Deputado Uldurico Pinto, muito obrigado.
Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna um tanto preocupado. Há aproximadamente 6 meses, numa audiência pública mista da Comissão da Amazônia e da Comissão de Agricultura, lá estava o Ministro Minc. Durante a sua dissertação, Deputado Pedro Wilson, ele se referiu a ruralistas, a produtor rural, comparando-os a ladrão de carro, isso de forma bem peremptória, bem afirmativa, sem margem a nenhuma dúvida.

Na minha interlocução, eu o questionei e pedi que ele respeitasse aquele cidadão de 70 anos que ali estava, que era trabalhador rural, a quem ele estava chamando de ladrão de carro. De mãos calejadas, cara queimada do sol, adentrou a Amazônia na conquista de seu espaço para produzir e educar seus 7 filhos e estava sendo comparado a ladrão de carro.

Quando retomou a palavra, o Ministro pediu desculpas, porque realmente havia sido infeliz. Mas ele tem sido infeliz durante todo o período de sua gestão como Ministro. Não o acompanhei como Deputado Estadual no Rio de Janeiro, mas ele deve ter cometido inúmeras heresias, crises histéricas como esta última que ocorreu anteontem.

Ele está coagido porque quer atravancar o desenvolvimento deste País. Ele não quer que o PAC funcione, não quer que hidrelétricas sejam construídas, não quer que rodovias sejam asfaltadas, não quer que se produza neste País, porque ele acha que tudo tem de ser reflorestado.

E agora trata de forma preocupante o setor produtivo rural, o setor que contribuiu nesses 4 primeiros meses com 42% de tudo o que se exportou deste País, o setor do agronegócio.

O homem que produz neste País foi por ele chamado de vigarista. Eu não diria que isso é papel de um cafajeste, porque logicamente acho que não é bem por aí que devemos caminhar. O papel de um Ministro que tem uma posição como esta não teria qualquer alguma qualificação. Eu sou ruralista, sou produtor rural, não sou vigarista, não sou trapaceio. Repito: não trapaceio, portanto não sou vigarista. Não minto, portanto não sou vigarista; não estou a serviço escuso de quem quer que seja, portanto não sou vigarista. Será que não é vigarista quem nos acusou? Que, numa crise histérica, própria do gênero, às vezes, se exorbita em detrimento do País, do setor que mais produz, que mais contribui para as exportações brasileiras.

Este é o Sr. Carlos Minc, que vai ao Presidente reclamar de outros Ministros, que, segundo ele, estão a atropelá-lo, mas que, na verdade, nada disso estão fazendo, querem apenas que as ações do Estado brasileiro em defesa de seu crescimento e desenvolvimento possam ocorrer. E ele lamentavelmente vem para o confronto, entendendo que como a grande mídia ainda dá à questão ambiental a ênfase que se deve dar, ele se utiliza disso para exatamente atravancar ações do Estado, seja em âmbito federal, seja em âmbito estadual ou municipal, inibindo seu desenvolvimento e atravancando as grandes obras necessárias ao desenvolvimento do País.

Todos somos favoráveis à preservação ambiental; todos nós. Não vejo nenhum Deputado que não esteja de acordo com isso, desde que seja de forma disciplinada, responsável, consequente, capaz de gerar emprego, renda e qualidade de vida ao povo brasileiro.

Mas ele sofre a influência dos europeus,que, agora, depois de desmatarem 98% das suas matas nativas, ou dos Estados Unidos ou Canadá, querem nos inibir de fazer rodovias ou hidrelétricas ou da exploração do nosso minério, porque, segundo eles, estaríamos agredindo o meio ambiente em detrimento do mundo, da humanidade, quando o que queremos apenas é o direito de sobreviver.

Há poucos dias, ocorreu um ato pela Amazônia, Presidente Uldurico Pinto, de que participaram artistas globais, os quais postaram-se no Senado, que parou por um dia inteiro. É importante que se faça isso para acordar o Brasil para a importância da Amazônia no seu contexto. Mas, lamentavelmente, não pensaram em fazer uma manifestação tão grande como essa em defesa do homem da Amazônia, daqueles que habitam a Amazônia, nem em defesa do desenvolvimento da Amazônia, de uma forma inteligente e responsável, para que ela possa contribuir mais para o desenvolvimento do Brasil.

Daí eu estar aqui a questionar a sanidade desse Ministro, que não merece o respeito da Nação, porque não se comporta como homem público com a responsabilidade que tem de gerir os destinos deste País na questão ambiental.

Espero que o Presidente Lula venha a afastá-lo do Ministério. S.Exa tem que ser demitido, se não tiver a coragem de se demitir, porque não merece a confiança do povo brasileiro.

Encerro, agradecendo a V.Exa a benevolência e dizendo aos meus pares que, na verdade, esse Ministro havia-se intrometido na votação da medida provisória que dispõe sobre a regularização fundiária da Amazônia, a qual não saiu daqui da forma pensada pelo Ministro Mangabeira Unger nem pelo Presidente Lula. Ela foi aqui modificada por intervenção do Ministro Minc, que não permitirá que se regularizem terras na Amazônia. O Ministro Minc colocou uma guilhotina no pescoço do pequeno, médio e grande produtores. Aliás, do grande produtor não, porque, para ele, não há regularização fundiária na Amazônia, tendo em vista que, como o limite é1.500 hectares, ele só pode ocupar 20% dessa área.

Ficam aqui o meu protesto e o meu repúdio à ação inconsequente do Ministro Minc com relação àqueles que trabalham pela produção neste País.
Muito obrigado.

A reforma morreu. De novo

Artigo

Por Alon Feuerwerker, no Correio Braziliense

Seria melhor se os políticos se convencessem de que uma reforma política só se tornará viável, pacificamente, se implicar não a restrição de direitos do eleitor, mas sua ampliação

Esta semana assistiu à enésima morte da reforma política. Mas ela ressuscitará qualquer dia, quando o governo de plantão se vir suficientemente forte para trazê-la de novo à ribalta. Pois a lista fechada (elegem-se para o legislativo os “n” primeiros nomes da chapa definida previamente pelo partido) e o financiamento eleitoral exclusivamente público, num ambiente de estrita fidelidade partidária, são o sonho de consumo de qualquer Executivo.

Entre nós, vende-se há tempos a reforma política como panaceia. Cansado dos sucessivos escândalos no Congresso Nacional? E tome falação sobre a reforma. A suposta urgência dela está presente em 11 de cada 10 pronunciamentos de cientistas políticos. Todo mundo a deseja. Todos lamentam as dificuldades para realizá-la. Curiosamente porém, ela só alcança consenso quando mantida no terreno das generalidades e abstrações. Basta aterrissar na vida prática e a coisa emperra, até ciclicamente chegar a lugar nenhum.

Desta vez, PT e PMDB perceberam que se aliar ao PSDB e ao Democratas contra o resto da base governista poderia não ser boa ideia. Está então adiado o projeto de oligopolizar a política brasileira num punhadinho de caciques donos de legendas financiadas com o dinheiro do contribuinte e dispensadas de praticar um mínimo de democracia interna.

Na tentativa anterior, em 2007, a resistência decisiva veio do PSDB. Mas agora os tucanos estavam ombreados ao PT na força-tarefa para montar o rolo compressor. Coisa de quem já se imagina no poder e estuda os meios para exercê-lo em circunstâncias mais confortáveis. Só que apesar do belo reforço a coisa deu errado de novo. Graças também ao fortíssimo potencial de rejeição popular. O episódio lembra, num grau mais restrito (não chegou a haver um amplo debate público), o plebiscito do parlamentarismo em 1993 e o referendo sobre a proibição da venda de armas de fogo, em 2005.

Nos dois casos, como agora, bastou entrar em pauta o debate sobre a retirada de direitos e nem toda a simpatia de formadores de opinião foi suficiente para evitar o naufrágio da proposta. A reforma política fracassou não por querer incluir o financiamento exclusivamente público, mas por embutir o voto indireto para deputado federal. Voto indireto no Brasil é sinônimo de ditadura.

Essa sinonímia talvez seja principal herança político-cultural da luta contra o autoritarismo, uma marca forte e permanente no imaginário coletivo desde pelo menos a luta pelas Diretas Já.

Isso não é coisa que se apague com água e sabão ou com conversas bonitas. No plebiscito do parlamentarismo, a invencível armada de políticos e formadores de opinião foi a pique quando o eleitor se convenceu de que a essência da proposta implicava retirar do cidadão o direito de votar diretamente para escolher o chefe do governo. Sedimentada essa convicção, não houve argumento que desse conta de desfazer o nó.

No referendo do desarmamento foi igual. Os eleitores votaram para defender sua prerrogativa de um dia comprar uma arma. É muito provável que a esmagadora maioria dos que impediram a proibição de comercializar armas nunca compraria uma. Mas preferiram dar um “alto lá” diante da possível amputação do seu direito.

É previsível que um próximo governo — pois este está no finzinho — tente implementar a lista fechada e o financiamento público por meio de um ato de força, ainda que revestido de legitimidade parlamentar. O que mais há no Brasil é gente querendo trocar o povo quando este não está de acordo com o plano de ação. Mas seria melhor se os políticos se convencessem de que uma reforma política só se tornará viável, pacificamente, se implicar não a restrição de direitos do eleitor, mas sua ampliação.

Mas qual é o político que está interessado em ampliar o poder do eleitor sobre ele?

No fio da navalha
Governo e oposição jogam com cuidado o jogo da CPI da Petrobras. Já está claro que a oposição precisa se prevenir contra o carimbo de “antibrasileira”. Mas o governo também tem suas dores de cabeça na operação “nada ou nada”, de matar no nascedouro qualquer possibilidade de investigação real. Nem todo o discurso patriótico da base governista será suficiente para neutralizar fatos, se eles aparecerem. Pois não há maioria nominal em CPI que resista a fatos. Ainda mais com a base governista que aí está.

Investigações sobre a Petrobrás criarão dificuldades para captação de recursos para exploração do pré-sal

Deu no...

The New York Times

As investigações sobre a Petrobras no Congresso brasileiro ameaçam complicar os esforços do governo de aumentar as suas receitas com os recursos dos novos campos de petróleo, afirma reportagem publicada ontem pelo jornal norte-americano The New York Times. Segundo o diário, “as investigações podem se mostrar um constrangimento para o governo de Lula, que quer modificar a legislação de petróleo para extrair uma porcentagem ainda maior de recursos das reservas em águas profundas”. A reportagem afirma ainda que a CPI pode prejudicar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, escolhida por Lula como candidata à sucessão, já que ela é também presidente do conselho da companhia. O jornal diz que Lula, que já afirmou querer usar os recursos adicionais com o petróleo para estabelecer fundos para programas sociais, classificou a CPI de “irresponsável” e “não patriota”. A reportagem comenta ainda que o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que as investigações têm motivação política e que podem afetar a imagem da companhia, mas que não prejudicarão os investimentos da empresa.

Procuradoria Especial da Mulher será instalada dia 2 de junho

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O PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

MICHEL TEMER

Convida para a Cerimônia de Instalação e Posse da Procuradoria Especial da Mulher, a ser realizada no dia 02 de junho de 2009, às 16 horas, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados.

Procuradora: Deputada Nilmar Ruiz

Primeira Procuradora-Adjunta: Deputada Maria Helena

Segunda Procuradora-Adjunta: Deputada Bel Mesquita

Terceira Procuradora-Adjunta: Deputada Emília Fernandes

A deputada paraense Bel Mesquita (PMDB-PA) foi eleita com 80% dos votos da Bancada Feminina na Casa.

O blog deseja sucesso as deputadas pela importante iniciativa.

Morre o defensor dos oprimidos da Terra sem direitos

Ainda chocado e muito triste soube da passagem de um grande amigo que não tive tempo de desfrutar de sua imensa sabedoria, admirar-lhe o espírito combativo e aprender consigo a enorme compaixão e respeito pelos excluídos de nossa sociedade amazônica, sobretudo os pequenos agricultores, ribeirinhos e povos tradicionais da Floresta.

Lindo o texto de até sempre da Adelina Baglia em sua homengem.

Vai e conte as estórias que só tú sabias contar. Fica com Deus Ronaldo Barata.

Deixas saudades em todos os cantos desse nosso gigante Pará.

És a essência da Terra de Direitos, de gente sem direitos.

Sarney pede desculpas por se apropriar irregularmente da verba de moradia do Senado

Fotógrafo: J. Freitas - Agência Senado
















O imortal e político profissional José Sarney (PMDB-AP) que já foi um dos piores presidentes da história da República brasileira foi apanhado pela imprensa que provou que o “dinossauro” político, segundo publicação internacional, ou o último “coroné” da política maranhense, utiliza irregularmente a verba de R$ 3.800,00 a título de indezição de moradia. Veja matéria da Folha de S. Paulo (para assinantes).

Desde fevereiro o presidente do senado mora na casa oficial que lhe é garantida como regalia do cargo. Outra vergonha!

O político tem casa em Brasília há décadas, mas, no melhor estilo: vamos ver se cola… Embolsa sem qualquer constrangimento a grana.

É esse o Senado com o qual temos que conviver.

Enquanto isso o povão que se lasque.

O ministro “Vitória Régia”

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participa de passeata em prol da legalização da maconha, chama a bancada ruralista de "vigarista" e do governo não se ouve reparo algum.

De duas, uma: ou Minc está com carta-branca para pintar e bordar ou é visto como espécime de extravagância rara e, por isso, destinado à preservação.

Dora Kramer, no Estadão

Milton Nobre é o mais novo membro do CNJ

Foto: José Cruz / Agência Senado












Sabatina ontem na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, aprovou o nome do ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, desembargador Milton Nobre como o mais novo membro do Conselho Nacional de Justiça.

Estiveram presentes apoiando a indicação do desembargador paraense, o senador do Paraná Osmar Dias (PDT-PR), deputado federal Giovanni Queiroz, Presidente Regional da legenda no Pará (PDT-PA) e o presidente municipal do PDT em Santarém (PA) e membro do Diretório Nacional do partido advogado Osmando Figueiredo.

Veja como foi a sessão solene em Homenagem à Nossa Senhora de Nazaré 2024, na Câmara dos Deputados

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