Desgorvernado e abandonado

JUNTE-SE A NÓS, COMO ?

Mais um leitor manifesta-se em carta contra a campanha patrocinada pela Associação Comercial do Pará contra a realização do plebiscito que autoriza a criação do Estado do Carajás.



Por Emivaldo Cardoso Reis


Prezados Senhores,

A campanha “JUNTE-SE A NÓS, NA DEFESA DO PARÁ!” Encampada pela Associação Comercial do Pará, quer induzir de forma negativa às pessoas menos esclarecidas a cerca da divisão territorial deste imenso estado. Penso na minha ignorância e pouco conhecimento que a existência desta campanha visa único e exclusivamente o pensamento de um grupo de empresários preocupados na arrecadação da sua associação. Pois creio que se conhecessem de perto os problemas e o abandono dos povos que habitam essas regiões tão distantes do centro de decisão do atual “ESTADO DO PARÁ”, jamais teriam a coragem de lançar tal campanha.

É muito fácil bradar com todas as forças de seus pulmões, que este movimento separatista que já vem gritando há muito tempo por socorro em defesa dessa população abandonada, esteja alicerçado em: “satisfação de egos e realização de projetos pessoais”, pois não vivendo e sem conhecer a realidade de municípios que vivem o completo abandono por parte do “GOVERNO DO ESTADO”, sem sentir e perceber a presença do poder público em todas as áreas como: SEGURANÇA, SAÚDE, EDUCAÇÃO, SANEAMENTO, INFRA-ESTRUTURA e todos os serviços públicos imagináveis para que o cidadão tenha na sua essência o exercício pleno da cidadania.

São, necessários senhores, que antes de fazerem diversas acusações, tais como acusar dois senadores da república: “de não saberem nada da nossa vida e não terem o menor compromisso com a nossa história... chegam a ser arrogantes com o povo paraense”. Não entendo a afirmação... Será que defender uma população que vive em completo estado de abandono, é ser desrespeitoso com esse povo? Será que não conhecer a história do Pará, é desrespeitar sua população? Será que ser solidário e ter uma visão mais humanista e menos embasada em interesses pessoais e classistas, é desrespeitar alguém? Será que mesmo não sendo representantes do “ESTADO DO PARÁ”, Esses senadores não poderiam estar preocupados com o bem estar de uma população que vive em completo estado de abandono? Heim? Não estou aqui pra defender a intenção dos parlamentares. Mas para dizer senhores da Associação Comercial do Pará: vossas senhorias precisam conhecer de perto a realidade deste povo “PARAENSE”, que residem na distante Vila de Cruzeiro do Sul, que não vem a ser um município no quase vizinho estado do Acre, ou na Vila de Brejo do Meio ou até mesmo quem sabe nos municípios de Vitória do Xingu ou Anapú, situados nas brenhas da Transamazônica. Talvez vossas senhorias nunca tenham nem ouvido falar dessas localidades, mas se conhecessem a realidade em que vivem essas populações, vossas senhorias, jamais! Jamais! Teriam a coragem de tentar impedir, que tivéssemos a oportunidade de decidir se queremos ou não continuar sendo “DESGOVERNADOS E ABANDONADOS” por políticos que muito pouco se preocupam com a população menos favorecidas dessas regiões tão distantes do centro de decisão do “ESTADO DO PARÁ”. Reflitam e procurem conhecer de fato a nossa realidade, para assim, de fato, poderem nos ajudar a desenvolver como região ou como unidade da federação. Melhorando a qualidade de um povo que vive e sofre no seu dia a dia as mazelas do abandono das autoridades constituídas para protegê-las e ampará-las. Não nos tirem o direito de decidir o que queremos de fato para o nosso povo!

Essa gente talentosa

Recebí esses lindos versos de meu amigo o economista Roberto Castro e publico-o para a apreciação de meus dois leitores.

Caro Val,

Diante de sua vertigem, ao ver os amigos mortos, como todos nós brasileiros, fiquei paralisado e sem ação.

Passo-lhe ás mãos uns versos de indignação que escrevi em 1985, há exatos 22 anos.Pouca coisa mudou. Apenas mudaram as promessas e as conversas fiadas dos que comandam o país.

ESTADO DE EMERGÊNCIA

Por Beto Castro

Vivi na cidade grande,
Em vez de parques e jardins,
Vi a fumaça ardendo nos olhos,
Vi a fuligem escurecendo fachadas,
Vi os rios poluídos em agonia,
Vi a sujeira espalhada nas calçadas.

Vivi na cidade grande,
Em vez de ruas e avenidas,
Vi barracos de papelão e lata,
Vi favelas soterradas,
Vi cortiços e malocas,
Vi palafitas penduradas.

Vivi na cidade grande,
Em vez de creches e orfanatos,
Vi a infância dormindo na praça,
Vi o futuro do Brasil cheirando cola,
Vi a traficante de crianças,
Vi a imagem de Deus sem escola.

Vivi na cidade grande,
Em vez de policiais e guardas,
Vi facínoras assaltando bancos,
Vi a chacina do injusto justiceiro,
Vi reféns desesperados,
Vi magnatas resgatados por dinheiro.


Vivi na cidade grande,
Em vez de homens e mulheres felizes,
Vi o fanático atirando ácido,
Vi o falso suicida,
Vi o matador em série,
Vi o estuprador homicida.

Vivi na cidade grande,
Em vez de clínicas e hospitais,
Vi os doentes nos corredores,
Vi a morte sem assistência,
Vi o médico papa-defuntos,
Vi o golpe da previdência.

Vivi na cidade grande,
Em vez de ônibus e metrôs,
Vi o trânsito caótico,
Vi o puxador nas garagens,
Vi veículos destroçados,
Vi jovens esmagados nas ferragens.

Vivi na cidade grande,
Em vez de ordem e progresso,
Vi celas de quatro com vinte,
Vi mendigos almoçando no lixo,
Vi sem tetos sob as marquises,
Vi a contravenção do jogo do bicho.

Vivi na cidade grande,
Em vez de sossego e segurança,
Vi a construção de presídios,
Vi os bandidos em liberdade,
Vi lares cercados de grades,
Vi o paraíso da impunidade.



Vivi na cidade grande,
Em vez de igrejas e conventos,
Vi mulheres vendendo o corpo,
Vi o jovem trocando de sexo,
Vi a aids terminal,
Vi a repressão sem nexo.


Vivi na cidade grande,
Em vez de fóruns e tribunais,
Vi a omissão das autoridades,
Vi a lentidão da justiça,
Vi a cumplicidade da lei,
Vi a queixa do padre na missa.
Você também viu tudo isso?
E o que fez afinal?
Fugiu ou sentiu-se mal?
Ah! Já sei! Aprendeu a dissimular?
Não? Então, ficou em cima do muro?
Deixa pra lá,
Pelo menos temos algo em comum,
Vivemos no país do futuro.


Diante da sua dor e revolta, acrescentaria mais duas estrofes:
Vivi na cidade grande,
Em vez de aviões seguros,
Vi o apagão aéreo,
Vi a tragédia anunciada,
Vi famílias cremadas vivas,
Vi a providência postergada.

Vivi na cidade grande,
Em vez de segurança e proteção,
Vi o jornalista, no portão, assassinado,
Vi a esperança morta por bala perdida,
Vi corações dilacerados,
Vi o Blog de luto indignado.

Luto



ESTE BLOG ESTÁ DE LUTO EM PROTESTO PELA MORTE PREMATURA DE DOIS
AMIGOS: DIEGO E LAUANDE


O MARTÍRIO NOS CHOCA E REVOLTA. TEMOS QUE MELHOR ESCOLHER NOSSOS POLÍTICOS QUE SÃO INDIRETAMENTE RESPONSÁVEIS POR CHEGARMOS A ESTE ESTADO DE COISAS.

NOSSO PAÍS ESTÁ DOENTE.

O CIDADÃO ESTÁ REFÉM



NÃO PODEMOS NOS CONFORMAR. HÁ UMA ESPERANÇA NESSE MAR DE INIQÜIDADES: A ESPERANÇA DE QUE DIEGO E LAUANDE NÃO PASSARAM ENTRE NÓS A TOA.


FAÇAMOS AGORA! ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.


AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA...

Estou de luto

Estou duplamente de luto

Hoje é a missa de 7.o dia do filho de meu colega de Gabinete. Um jovem chamado Diego que não resistiu ao ferimento de bala perdida na saída de uma festa na AABB, aqui em Brasília, há exatos sete dias. Nos deixou aos 18 anos, vítima da infâmia e violência humana.

Diego era Secretário Parlamentar, tinha acabado de comprar o seu 1.o veículo e começava a dar os primeiros passos em sua vida como homem independente. Era uma garoto de ouro, muito sério e responsável: um anjo.

Não há dôr que possa superar a de um pai e de uma mãe ao se verem na situação de perder um filho tão jovem e de maneira tão brusca.

Acabo de ler que o sociólogo, professor universitário, blogueiro e um apaixonado pela política, Eduardo Lauande, não resistiu ao ferimento de um projétil a que foi vítima, em um assalto ao sair com sua esposa, na porta de sua casa.

Lauande tinha 41 anos e, como Diego, tinham toda uma vida pela frente.

Ambos foram supliciados pela incompetência de nossas autoridades.

Não podemos ficar calados. Chega! Basta!! Temos que reagir pois, podemos ser a próxima vítima!!!

Este blog decreta luto por todo o dia de hoje. Boa noite.

Entrevista desgastou a imagem já arranhada da governadora do Pará

Uma lástima a entrevista da governadora Ana Júlia Carepa (PT-PA) ao Portal G1 da Globo. Não apresentou projetos porque não os têm. Limitou-se a picuinhas e achar que o Estado tem que pagar suas despesas pessoais.

A afirmação é um sacrilégio para um militante petista de qualquer canto do Brasil.

Até as 22h00 de hoje, quando lí todos os comentários de leitores sobre a entrevista, menos de 1% apoiou a governadora: um desastre para a sua já péssima e desgastada imagem. Sugere que "enrola" seus eleitores e não tem capacidade administrativa. Sugere ainda que simplesmente não existe assessoria, que teria, a obrigação de lhe proteger de uma saia justa como essa.

Na outra reportagem (ambas você pode ler no post abaixo ou aqui>>), o G1 perguntou como se dá o pagamento de despesas pessoais de governadores e governadoras. Nenhum dos quatro consultados, inclusive duas governadoras, têm suas despesas pessoais pagas pelo Estado - leia-se contibuinte.

Veja como é nos outros estados consultados pela reportagem:

O G1 consultou outros quatro governadores. Todos informaram que o estado paga moradia, mas não gastos pessoais, como os de beleza.

A governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Faria (PSB) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que seus gastos pessoais não são custeados pelo estado.

Yeda Crusius (PSDB), governadora do Rio Grande do Sul, também paga suas próprias despesas particulares, segundo Paulo Fona, porta-voz do governo estadual.

O governador de Rondônia, Ivo Cassol (PPS), respondeu por meio de sua assessoria de imprensa que, "mesmo tendo direito a verba de representação para despesas pessoais", ele próprio paga por seus serviços particulares. "Ele é um dos homens mais ricos do estado e tem posses para isso."

A assessoria de imprensa de Luiz Henrique (PMDB), governador de Santa Catarina, também informou que ele paga as próprias despesas pessoais.

Comentário do blog: Como ainda estamos distantes das eleições municipais, o efeito danoso dessa entrevista pode ser diluído, porém, tenham certeza, ela será utilizada pela oposição, que ganhou um presentão da governadora

Ana Júlia Carepa "abre o jogo" no G1

Reproduzo na íntegra a entrevista da Governadora do Pará Ana Júlia Carepa concedida ao Portal G1 da Globo.

O Portal vem fazendo a alguns meses entrevistas exclusivas com todos os governadores do Brasil.

Carepa dá uma aula de como é bom ser poderoso, ela que foi eleita sob a égide "da mudança". Diz com a maior cara de pau que o Estado tem que lhe pagar as mordomias esquecendo-se que quem alimenta o Estado são os impostos do contribuinte. Afirma que é legal a mordomia a que tem direito como chefa do Estado do Pará, inclusive não cita que resolveu dá uma "esticadinha" de jatinho fretado, pago com dinheiro do contrinbuinte, de Brasília até Belo Horizonte para a formatura de um de seus filhos. O mesmo jato, que pertence a um Grupo de Comunicação paraense e que seu partido tanto criticava como "mordomia e desperdício de dinheiro público" do governo anterior. Leiam a entrevista na íntegra abaixo.

Salário não dá para pagar tudo, diz Ana Júlia

Governadora do Pará diz ter direito a que estado pague por serviços prestados a ela.
'Imagine se eu for com o meu salário comprar tudo? Tô ferrada', afirmou.
MARIANA OLIVEIRA Do G1, em São Paulo

Foto: Editoria de Arte

Após ter nomeado “por erro administrativo” a cabeleireira como assessora, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), afirmou que suas necessidades pessoais continuarão a ser pagas pelo estado, uma vez que, segundo ela, é direito de todo chefe do Executivo.

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De acordo com a governadora, seu salário não seria suficiente se tivesse de pagar por todos os serviços dos quais necessita.

“Quem pagava o barbeiro do ex-governador? Quem pagava a cabeleireira da ex-vice-governadora? A diferença é que nós queremos fazer de forma transparente. Fizemos consulta ao Tribunal de Contas do Estado, e a lei diz que o estado é responsável por serviços de caráter pessoal do chefe do Executivo. Meu médico quem trata é o estado, meu tratamento, a casa onde moro... É natural. E todos os chefes de Executivo do Brasil têm. Eu tenho de governar o estado adequadamente preparada. Imagine se eu for, com o meu salário, comprar tudo?”, diz a petista, que ganha salário bruto de cerca de R$ 12 mil.

[O G1 consultou o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para saber se a governadora pode pagar os serviços pessoais, como os de beleza, com dinheiro público. A assessoria de imprensa informou que o governo fez uma consulta sobre o tema, mas que ainda não há decisão final. Leia a reportagem.]

Ao comentar as acusações feitas pela oposição de que cometia nepotismo em seu governo por empregar um irmão e um ex-marido, a governadora destacou que grande parte das críticas são decorrência de que ela é “mulher e de esquerda”.

“Eu considero isso (acusação de nepotismo) uma tentativa de queimação, preconceito. Uma visão preconceituosa, machista, porque eu sou mulher e de esquerda. Senão todo mundo ia achar normal”, afirmou.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista, a 12ª da série dos governadores ao G1 (confira as anteriores).

Foto: André Porto
(Foto: André Porto / G1)

Saúde

G1 - A sra. se machucou durante a campanha eleitoral e ainda está mancando. Como está a recuperação?
Ana Júlia -
Não está sendo muito fácil essa recuperação. Fiz exames, radiografia, não foi muito bom o resultado. Talvez eu tenha de fazer uma nova intervenção cirúrgica. Esse problema já tem dez meses e meio. Mas antes de decidir sobre a nova cirurgia, vou fazer vários exames para saber se tenho alguma infecção, enfim.

G1 - Isso prejudica as questões da administração?
Ana Júlia -
Não, quem se prejudica sou eu, minha saúde. Mas eu vou cuidar dela... Eu tenho que cuidar da perna, fazer fisioterapia. O que é uma coisa chata é que às vezes as pessoas não entendem que não tenho tempo de receber as pessoas, tenho duas horas de fisioterapia por dia.

Alianças

G1 - Na campanha eleitoral a sra. recebeu o apoio do deputado Jader Barbalho. Essa aliança foi muito criticada pela oposição...
Ana Júlia -
Bom, alianças políticas se fazem com partidos políticos, e o PT fez aliança com PSB, PC do B, PMN e PRB. No 2º turno, o PMDB decidiu nos apoiar. O mesmo PMDB que dois anos antes fazia parte do governo do PSDB e PFL, que apoiou a eleição do sucessor, do Almir Gabriel, e apoiou o ex-governador Simão Jatene. O PSDB criticou esse mesmo PMDB. Então, eu acho que quem criticou não tem moral para criticar nada.

G1 - Mas a sra. sempre criticou Jader Barbalho...
Ana Júlia -
Ele foi o deputado federal mais votado do Pará, entendeu? Ele é que resolveu nos apoiar, não fui eu que fui apóiá-lo. É uma grande diferença. Fiz críticas realmente a ele e faria de novo na mesma situação. Mas ele é presidente de um partido político que nos apoiou.

Foto: André Porto
G1
(Foto: André Porto / G1)
Cabeleireira

G1 - Uma questão que provocou polêmica foi a nomeação de uma cabeleireira e de uma esteticista para o seu governo. O que aconteceu?
Ana Júlia -
Não gerou polêmica. Foi um erro administrativo, reconhecido, corrigido, um equívoco. Foram nomeadas por orientação da Casa Militar. Havíamos solicitado que fossem exoneradas, demorou três semanas, mas elas não receberam um centavo. A forma de contratação foi equivocada.

G1 - E esses serviços continuarão sendo prestados?
Ana Júlia -
Continuarão, como eram para os outros governantes. Quem pagava o barbeiro do ex-governador? Quem pagava a cabeleireira da ex-vice-governadora? A diferença é que nós queremos fazer de forma transparente. Elas recebem por serviço prestado. Fizemos consulta ao Tribunal de Contas do Estado, e a lei diz que o estado é responsável por serviços de caráter pessoal do chefe do Executivo. Meu médico quem paga é o estado, meu tratamento, a casa onde moro... É natural, absolutamente natural. E todos os chefes de Executivo do Brasil têm. Eu tenho de governar o estado, tenho de estar bem, adequadamente preparada. Imagine se eu for com o meu salário comprar tudo? Tô ferrada. Mas isso para nós já passou...

G1 - A sra. também é questionada por nepotismo...
Ana Júlia -
Pronto, está aqui [a governadora mostra então um documento enviado a ela pela Procuradoria Geral de Justiça, que afirma que ela não pratica nepotismo em seu governo]. A melhor resposta. Essa é a melhor forma de provar que a oposição mente, calunia... Essa é uma carta do Ministério Público me elogiando, dizendo que tenho postura democrática, esclareci caso controverso. ... Era um irmão que ocupava cargo no terceiro escalão, diga-se de passagem. Ele (o documento) está dizendo que não pratico nepotismo.

G1 - A sra. tem também um ex-marido e um ex-cunhado como secretários no governo. São pessoas técnicas, capacitadas para os cargos?
Ana Júlia -
Além de técnicos e capacitados, são militantes políticos. Alguém que é militante, que é capacitado, competente, preparado e que ajudou a construir esse projeto político, essa pessoa tem de ser discriminada porque há 10 anos foi casada comigo? Por quê? E tem mais: isso não é considerado nepotismo. O Ministério Público nem considera isso nepotismo.

G1 - Mas houve questionamento no caso do seu irmão, não?
Ana Júlia -
É, mas um cargo no terceiro escalão... Bom, eles (oposição) falaram de ex-marido... Enfim... Eles queriam que eu colocasse quem, um militante do PSDB? Não, né? Meu irmão nem estava lá pela minha recomendação. Ele sabia que eu era contra ele participar do governo. Mas o secretário de Saúde, que conhece ele, sabe que ele é bom médico, o convidou para cuidar da área de urgência e emergência. E ele estava fazendo um maravilhoso trabalho. Quem se prejudica é o estado. Mas ele achou melhor sair e eu também. Mas dizer que é nepotismo? Eu considero isso mais uma vez uma tentativa de queimação, preconceito, uma visão preconceituosa, machista, porque eu sou mulher e de esquerda. Porque senão todo mundo ia achar normal.

G1 - A sra. mora numa casa alugada, embora exista uma residência oficial. A sra. teve de reformar a residência oficial?
Ana Júlia -
Não foi reformada. Ela (a residência oficial) precisaria de muita reforma. E eu, como governadora, tenho direito de morar onde eu quiser, e o estado tem de garantir condições para que eu more. Eu não tenho casa. Eu pagava aluguel até dois meses atrás. Tive que vender um apartamento em 2005 para cumprir compromissos passados. O estado paga uma casa num condomínio, não tem nada de anormal.

G1 - Mas, e o valor do aluguel?
Ana Júlia -
R$ 5 mil? Uma casa de R$ 5 mil. Barato. Absolutamente compatível.

G1 - E a Granja Icuí (residência oficial)?
Ana Júlia -
Estamos discutindo se vale a pena reformar para ser residência oficial. É muito distante, não fica na capital. Tá muito deteriorada, chove dentro, alaga, a água volta pelo vaso sanitário. Nós estamos pensando em aproveitar essa área, que tem uma grande área verde, fazer um grande espaço público para a juventude, para idosos. Vamos colocar para a sociedade.

Foto: André Porto
G1
(Foto: André Porto / G1)
Administração

G1 - A sra. criou 700 novos cargos...
Ana Júlia -
Na verdade, criamos secretarias novas e extinguimos outras. Como criamos serviços novos e serviços que dão assistência às regiões do estado, é natural. O estado do Pará tem 1,248 milhão de km², cabem duas Espanhas, o segundo maior estado do país. Uma das coisas que tem incentivado a separação do estado do Pará, é a ausência da presença do Estado. Estamos atendendo as regiões. Mas extinguimos outros (cargos). Não criamos mais cargos do que já existiam. Eu por exemplo estou fazendo concursos públicos para substituir temporários. Só na educação, já chamei 1,2 mil concursados para substituir temporários. Temos 7 mil temporários só na educação. Vou ter de fazer outro concurso. Sem contar outras áreas...

G1 - A oposição diz que seu governo ainda não começou. Que a senhora inaugurou hospitais construídos na gestão anterior...
Ana Júlia -
Hospital pronto é aquele que atende o povo. Eu te digo uma coisa: construir um hospital é a parte mais fácil. O mais difícil é botar para funcionar e foi isso que nós fizemos. Além disso, nós gastamos mais de R$ 17 milhões com a conclusão dos hospitais. É fácil inaugurar e fechar as portas depois. Nós estamos fazendo funcionar.


G1 - O Ministério Público investiga o convênio do estado com Aero Clube no valor de mais de R$ 2 milhões. Parece que não houve licitação...
Ana Júlia -
A informação que tenho é que o Aero Clube pediu para o contrato ser cancelado, não foi repassado nenhum centavo para eles. Mas acho que era positivo para o estado. Treinamento de pilotos no próprio estado, não precisa ir para São Paulo. Lá treinaria numa região diferente da que ele vai voar, eu vou pagar diária, passagem... O Aero Clube desfez o contrato. E ainda falaram na questão de (o Aero Clube) ser administrado por um ex-namorado. Mais uma forma de preconceito porque eu sou mulher. Questionam porque o presidente do Aero Clube teve um relacionamento comigo.

G1 - O que a sra considera os melhores projetos de seu governo nesses seis meses?
Ana Júlia -
Nós saneamos as contas do estado. Tínhamos R$ 289 milhões de déficit. Conseguimos, não contratando assessores, fazendo renegociação e economia. Ainda assim conseguimos anunciar R$ 750 milhões de investimentos. Fizemos renascer o Idesp (Instituto Estadual de Pesquisas Econômicas e Sociais), que eles extinguiram quando acharam que conhecer os índices não interessava mais. O governo precisa muito saber, conhecer para implantar políticas públicas. Isso é um marco forte. Criamos um projeto chamado Bolsa-Trabalho (benefício de R$ 80), que vai atender 20 mil jovens de 18 a 29 anos no segundo semestre. Serão 50 mil jovens até o final do ano que vem. E isso relacionando com capacitação. Não queremos só dar o peixe, mas também ensinar a pescar.

[O deputado Zé Megale (PSDB), líder da oposição na Assembléia do Pará, no entanto, questiona o déficit citado por Ana Júlia. Segundo ele, trata-se de um crédito da receita gerada em dezembro e que pode ficar para ser pago em janeiro. Ele afirmou ainda que a gestão do ex-governador Simão Jatene (PSDB) teve as contas aprovadas tanto pelo Tribunal de Contas do Estado quanto pela base de sustentação do governo.]

Foto: André Porto
G1
(Foto: André Porto / G1)
PAC

G1 - Que repercussão terá o PAC no Pará?
Ana Júlia -
Temos obras de infra-estrutura que vão auxiliar na logística, como reformas na BR-163 que possibilitarão novo corredor de escoamento de produtos. Na área de saneamento e habitação será R$ 1 bilhão, metade para o estado e metade para os municípios. O Pará foi muito bem contemplado com o PAC. Acho que minha presença teve peso importante. Levei muitos pedidos... O presidente Lula até brincou com isso, disse: ‘Cadê a Ana Júlia? Deve estar me esperando no gabinete com uma lista de pedidos’.

G1 - A sra. já foi senadora. Qual avaliação faz da crise pela qual passa o Senado com as acusações contra o presidente Renan Calheiros e a renúncia do senador Joaquim Roriz?
Ana Júlia -
Prefiro dizer que o Senado vai resolver isso, tem capacidade para resolver seus problemas analisando com isenção cada caso.

G1 - Mas isso não prejudica os trabalhos?
Ana Júlia -
Eu não vejo prejuízos. O povo quer que a política pública chegue nele. Claro que é negativo, mas não atinge as políticas do país.


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Canal Livre recebe Marco Aurélio Garcia

Não deixe de assistír o que o assessor especial de Lula terá a dizer sobre o seu ato após o JN flagrá-lo fazendo "gestos obcenos" após a divulgação de que o A-380 da TAM estava do o reverso direito da turbina desativado.













O Canal Livre recebe Marco Aurélio Garcia. Dom., 23h


A crise aérea, a mudança no Ministério da Defesa. Os personagens da crise.
O comportamento dos homens do governo no episódio mais trágico da história da aviação brasileira - o acidente da TAM.

O Canal Livre deste domingo recebe um deles: Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência.

O Canal Livre vai ao ar domingo, logo após o Futebol Compacto. Não perca!

Fernando Rodrigues analisa as chances de Jobim debelar a crise aérea

O jornalista Fernando Rodrigues da Folha de S. Paulo (para assinantes aqui>>) analisa a agenda mínima que o novo Ministro da Defesa, Nelson Jobim terá à frente do cargo para debelar - o que não acredito - ou mesmo administrar a crise aérea que já matou mais de 350 pessoas num período de quase 11 meses e que ofende usuários do sistema em filas intermináveis, adiamentos e cancelamentos de vôos, overbooking, desrespeito por parte de companhias aéreas safadas, sucateamento de equipamentos do controle de tráfego aéreo e pistas de aeroportos que mais pararecem um queijo suíço; ocasionando bilionários prejuízos aos usuários domésticos, turistas internacionais e caos nas empresas que precisam cumprir compromissos em outros Estados. Leiam o que diz Rodrigues.

FERNANDO RODRIGUES

O tempo de Jobim

BRASÍLIA
- Começou a produzir efeitos políticos a nomeação de Nelson Jobim para o Ministério da Defesa. As TVs mostraram ontem o ministro ao lado do governador de São Paulo, José Serra, e do prefeito paulistano, Gilberto Kassab. Em resumo, um lulista, um tucano e um democrata (ex-pefelista). Não apenas juntos, mas em harmonia. Lula poderia brincar repetindo a frase do comercial de cartão de crédito, pois a imagem da trinca "não tem preço" na política.

Hoje, para completar, Jobim permanece em São Paulo. Deve almoçar com Serra. A relação entre ambos é mais do que cordial. Para atestar o grau de distensão basta imaginar qual seria o cenário hoje se o ministro da Defesa nomeado tivesse sido mesmo Paulo Bernardo, o petista e atual titular do Planejamento -como se cogitou antes da aceitação de Jobim. Com Paulo Bernardo certamente não haveria o almoço de hoje nem a imagem amistosa de ontem.

Nenhum desses movimentos, por óbvio, resolve a crise aérea. Mas calmaria política e civilidade nas relações entre as diversas esferas de poder são o passo número um para a viabilização de algum tipo de solução. Pode não ser suficiente, é verdade. Só que sem esse pré-requisito nada daria certo.

Para azar de Lula, entretanto, nem só de política é possível viver. As ações práticas terão de ser empreendidas a partir da próxima semana. E há obstáculos à frente. A troca de dirigentes da Infraero (a estatal dos aeroportos) e da Anac (a agência reguladora do setor) é desejável. Melhor ainda seria haver peças de reposição disponíveis e de melhor qualidade. Não há.
Tudo somado, o tempo de Jobim é curto. Terá de exercitar seu comando sem muita margem de manobra. Em alguns dias começará a ser fortemente cobrado -até porque capital político é um dos mais evanescentes da natureza.

frodriguesbsb@uol.com.br

Livro de reclamação agora é obrigatório nas empresas

O Portal do Governo Federal informa que o Conselho de Ministros aprovou o alargamento do universo dos estabelecimentos sujeitos à obrigação disponibilizarem o livro de reclamações, reforçando o direito dos consumidores a reclamar, com o objectivo de melhorar a qualidade do serviço prestado e o exercício da cidadania. Assim, todos os fornecedores de bens ou prestadores de serviços que possuam um estabelecimento físico, fixo ou permanente, contacto directo com o público e fornecimento de um bem ou prestação de um serviço, são obrigados a ter livro de reclamações. Passam, nomeadamente, a ter obrigação de possuir livro de reclamações os estabelecimentos de reparação de bens pessoais e domésticos, notariais privados, de promoção imobiliária, de ocupação ou de actividades de tempos livres e de clínica veterinária.



Mas os empresário safados podem ficar tranqüilos, essa decisão é do Governo Federal de Portugal.

DETALHES - ROBERTO CARLOS

A suprema. A melhor de todas.

Notem o domínio que o artista tem de sua obra nessa interpretação extraordinária.

Procurem notar o silêncio que o Rei estabelece, como que a nos apunhalar de emoção.

É a obra-prima superior daqueles que já conhecem o amor, vivem, viveram o amor ou buscam-no.

Pavarotti in tocante Caruso

Cantada na trilha sonora do filme O Poderoso Chefão por Lucio Dalla, mas, prefiro esta.

Jacques Brel - Ne Me Quitte Pas

Sangue, suor e emoção.

Gosto muito da versão cantada por um grande intéprete, meu conterrâneo do Pará, chamado Walter Bandeira.

Mercedes Sosa - Gracias a la Vida (7 / 13)

Precisa dizer algo?

Billy Paul || Your Song (Live)

Essa é a primeira das cinco melhores músicas de todos os tempos segundo o gosto deste poster.

Ouça, relembre ou conheça-a.

Só se for na Lua

Diana Krall - Fly me to the moon

Mas como somos frágeis!


Fragile - Sting. Um tributo à fragilidade.

Uma indagação que pertuba minha alma: Cadê os músicos brasileiros que não promovem uma campanha em prol das vítimas do apagão aéreo?

Será que é porque os grandes vivem passando o chapéu para pegar uma graninha em cum padrio com o Gil da Cultura?

Paizinho sem vergonha e insensível esse nosso.

Por quê as bandas alternativas não se organizam e realizam um projeto nesse sentido?

Porque não há articulação e política cultural sem a ajudinha do papai e das tetas do Estado.

-É, deve ser?!

Merda!!

Há uma saída para a crise de representação parlamentar

O blog Política e Políticos no Paraná foi uma das ferramentas adotadas pelo Núcleo de Pesquisa "Curitiba pensa o Paraná", para divulgação de parte dos projetos de pesquisa realizadas no Centro Universitário Curitiba, criado em 2003. O blog disponibiliza aos interessados em Ciências Políticas, uma pequena parcela da produção desenvolvida no âmbito de seu foco: a Ciência Política.

Conforme os próprios editores responsáveis pelo blog deixam claro, sua finalidade é a de "apresentar análises e sugerir temas para melhor compreensão de temas políticos e da política paranaense", o que, naturalmente, extrapola os limites territoriais daquele Estado. O FEED do blog é: http://politicaparana.blogspot.com/atom.xml.

Não conheço projeto semelhante em outra parte, de modo que fiquei muito entusiasmado com a iniciativa e estarei "mexendo o palito no tacacá" sugerindo algo como "Marabá pensa o Pará" a quem interessar possa. Que tal?

A conversa não é fiada, e penso que já está mais do que na hora de setores da elite paraense encastelados na capital Belém, mudem velhas práticas, notadamente aquelas que insistem na preservação de um modêlo de desenvolvimento cujo sustentáculo é a alta capacidade de um pequeno grupo social agregar a maior fatia do PIB estadual, manipulando e financiando benesses dos entes políticos a cada ciclo eleitoral.

No meu entendimento essa prática não passa de golpe rasteiro, corrupção ativa e alimentação de um ciclo pernicioso que tem reflexos em todo o conjunto da sociedade.

O blog que recomendo aos iniciados na política, divulga os esforços internacionais para que o papel dos parlamentos sejam pilares para a reconstrução da confiança do Estado e não o contrário.

Não deixem de ler e conhecer o artigo abaixo.

Está claro que hoje, em muitos países do mundo, as instituições públicas, Parlamentos entre elas, enfrentam uma crise de legitimidade. Muitos perderam a confiança nestas instituições que são percebidas como ineficazes e inaptas a responder às suas necessidades. A Organização das Nações Unidas realizaram um encontro de cúpula em Viena, de 26 a 29 de junho, para se debruçar sobre as deficiências da governança pública. O 7.o Fórum Mundial reuniu altos representantes de diversos governos e Parlamentos, assim como da sociedade civil, para debater essas questões e propor medidas para melhorar a governança pelo mundo.

A (UIP) União Interparlamentar, organização internacional de parlamentos e de Estados soberanos, convocou, a propósito, um fórum de deputados nessa ocasião para que pudessem refletir sobre o papel específico atribuído aos Parlamentos, garantidores de uma governança mais transparente e mais responsável, tanto a nível nacional quanto internacional.

A reunião foi viabilizada pelo convite do Parlamento austríaco e atraiu a participação de mais de cem deputados de 31 países. Os debates versaram sobre o papel que a transparência e a responsabilidade podem desempenhar no restabelecimento da confiança das instituições do Estado. De acordo com as propostas da Sra. Barbara Prammer, Presidente da Câmara Baixa do Parlamento austríaco, os governos devem ganhar a confiança da nação reforçando a participação popular no processo de elaboração das políticas, assegurando a promoção da coesão entre comunidades e praticando uma governança transparente, responsável e realista.

Os participantes à reunião de Viena refletiram sobre os meios pelos quais os Parlamentos podem responsabilizar o Poder Executivo e destacaram que Parlamentos fortes, independentes, dotados de recursos suficientes e poderes reais são um pilar indispensável e incontornável da democracia. Observaram que os Parlamentos devem ser exemplos inatacáveis de integridade se desejam promover a integridade dos governantes. Quanto a isso, numerosos oradores intervieram para recomendar a adoção de códigos de conduta ética para deputados.

A vontade dos Parlamentos de estender o seu controle a todos os setores da atividade nacional surgiu de debates exaustivos consagrados ao direito de observação parlamentar sobre o setor da segurança. Assim, a Sra. Margaret Mensah-Williams, Vice-Presidente do Comitê executivo da UIP (União Interparlamentar), que presidia o Fórum, afirmou que nenhum setor da vida de uma nação poderia, legitimamente, subtrair-se ao direito de fiscalizar e investigar o Parlamento. Se é verdadeiro que a segurança nacional é um domínio de exame relativamente novo para os Parlamentos, e que a aproximação a ele pode ser marcada por dificuldades e opacidade, os participantes destacaram que o setor da segurança deveria estar a serviço de toda a nação e que, para isso, é necessário submetê-lo a um controle exercido por civis. Os Parlamentos devem, por conseguinte, ter o direito de examinar a estrutura, as políticas e o funcionamento de qualquer serviço de segurança. Este direito de fiscalização parlamentar deve se realizar também sobre as contratações públicas e sobre o emprego de forças militares no estrangeiro. Os participantes também condenaram com vivacidade a ingerência dos militares na vida política das nações.

O Fórum parlamentar foi concluído com um vigoroso clamor para que se amplie a proteção que se deve assegurar aos deputados no exercício das suas funções. A esse respeito, a questão dos privilégios e das imunidades parlamentares foi objeto de longos debates no curso dos quais os intervenientes afirmaram que a imunidade parlamentar não pode ser um privilégio conferido a título individual mas deve ser um sistema coletivo que permita ao Parlamento, enquanto instituição, funcionar sem obstáculos.
Uma advertência foi lançada também aos partidos políticos, que devem tomar mais iniciativas para promover integração, em especial no que diz respeito às relações de igualdade entre homens e mulheres nas instituições públicas. Os partidos também foram instados a adotar procedimentos internos mais democráticos e a aumentar a disciplina partidária para garantir que os deputados possam se expressar e agir de maneira mais independente, a fim de promover a responsabilidade dos governantes.

As opiniões e recomendações formuladas pelos deputados foram transmitidas a todos os participantes do 7.o Fórum mundial "Reinventar a governança do Estado" numa mensagem lida, em nome da UIP, pela Sra. Nino Burjanadze, Presidente do Parlamento da Geórgia.

(Texto originalmente publicado em francês e inglês no Boletim No. 8, 18 de julho de 2007 da Union Interparlementaire – Tradução de Carlos Luiz Strapazzon, Professor de Ciência Política do Centro Universitário Curitiba, Doutorando em Sociologia Política - UFPr, disponivel em www.ipu.org)

Protest day or a day belongs to the hunt the other of the hunter

Blog dos Blogs

The space that separates the shabby of the imbecile is tenuous when we talk about politics and competences.

Post below captured of the Blog dos Blogs by contundência and reflection that can impregnate hearts and minds. Seize and read.

The angry side of the "Fora, Lula!"

Yesterday to the 10h30 posted here an email that I received from Adriana and Giulio, of blog Prose & Political. They cared for other post, posted also here yesterday, to the 7h35, in which I cited the fact of they are announcing, with blog of the Democratic party, a demonstration in São Paulo call from "Outside, Lula!". Said that they sent an email polite to justify the such movement, but that I continued finding golpismo talk in "Fora,Lula!" At this time. In the same way as PFL (today GIVE) and PSDB classified as golpismo the groups of left that talked in "Outside, FHC!" At that time of the privatizations.

But I was alerted by internauta that is signed Marco Antônio Quirim (maqs13@gmail.com), in a comment in one of posts, that Adriana and Giulio were polite just in that email. In your blog, they express, tell, of angrier way. Well, that kind of action is used to deteriorate for angrier attitudes... Explosive until!

Thence because -- as reveleou Helena Wounds in post yesterday's, here, to the 19h56 -- the Plateau Palace is fearful. Actually, everybody gets fearful. That golpismo business does not serve to anybody. See below Adriana's Post and Giulio and check as already they went up a tone:
“Journalist petista and blog crook

The journalist Such Faria, branch director in Brasília of the Newspaper of Brazil, did not like the note of this blog announcing the movement “The great hiss day” in SP (the note follows below). Did not like and it published in its today's column telling that that is golpismo.

Very well, my expensive Such, golpismo is to deceive the people with the purses-alms. Crook is a president who when it needs if put in the role of president invents a stye and not if solidariza with your people that suffers. Blow is to know that the population runs risk with an inefficient aerial and chaotic system, and we shut up, letting more 200 people die. Anyway, that more than golpismo, is murder.
Therefore, crook we, my expensive Such?

GREAT HISS DEMONSTRATION: DAY OF THE OUTSIDE Lula

Saturday, day 4 of August, to the 14:00, in Av. From São Paulo (c/ Pamplona) there will be a demonstration "Outside Lula".

-Carry throat for hiss.
-Isopor planes.
-Any cardboard with sentences anti-comuno-fascist writings.
-Cloths blacks.
-Clothes pretas.
-Xerocar texts for distruibuição.
-Go in couple, trio or group.
-Clown noses.
-Send message of cellular calling the friends who are not facisto-petralha in the day.
-Send email inviting all of those well-known that are not comuno-facisto-petralhista.
-Care for all the newspapers, radios and TV's informing the happening.
-Do what it is possible for this great hiss happen. If do not happen tomorrow it will be worse.

Dia de protesto ou um dia é da caça o outro do caçador

O espaço que separa o roto do imbecil é tênue quando falamos de política e competências.

O post abaixo capturei do Blog dos Blogs pela contundência e reflexão que pode impregnar corações e mentes. Aproveitem e leiam.

















A face raivosa do "Fora,Lula!"

Ontem às 10h30 postei aqui um email que recebi de Adriana e Giulio, do blog Prosa & Política. Tratavam de outro post, também postado aqui ontem, às 7h35, em que citei o fato de eles estarem divulgando, junto com o blog do partido Democratas, uma passeata em São Paulo chamada de "Fora, Lula!". Disse que eles mandaram um email educado para justificar o tal movimento, mas que eu continuava achando golpismo falar em "Fora,Lula!" neste momento. Da mesma forma como o PFL (hoje DEM) e o PSDB classificaram como golpismo os grupos de esquerda que falaram em "Fora, FHC!" na época das privatizações.

Mas fui alertado pelo internauta que se assina Marco Antônio Quirim (maqs13@gmail.com), num comentário em um dos posts, que Adriana e Giulio foram educados apenas naquele email. No seu blog, eles se expressam, digamos, de maneira mais raivosa. Pois é, esse tipo de movimento costuma deteriorar para atitudes mais raivosas... Explosivas até!

Daí porque -- conforme reveleou Helena Chagas no post de ontem, aqui, às 19h56 -- o Palácio do Planalto fica temeroso. Na verdade, todos ficamos temerosos. Esse negócio de golpismo não serve a ninguém. Veja abaixo o post de Adriana e Giulio e confira como já subiram um tom:
Jornalista petista e o blog golpista

O jornalista Tales Faria, diretor da sucursal em Brasília do Jornal do Brasil, não gostou da nota deste blog divulgando o movimento “O dia da grande vaia” em SP (a nota segue abaixo). Não gostou e publicou em sua coluna de hoje dizendo que isso é golpismo.

Pois bem, meu caro Tales, golpismo é enganar o povo com as bolsas-esmolas. Golpista é um presidente que quando precisa se colocar no papel de presidente inventa um terçol e não se solidariza com seu povo que sofre. Golpe é saber que a população corre risco com um sistema aéreo ineficiente e caótico, e se cala, deixando que mais 200 pessoas morram. Aliás, isso mais que golpismo, é assassinato.
Portanto, golpista nós, meu caro Tales?

PASSEATA DA GRANDE VAIA: DIA DO FORA LULA

Sábado, dia 4 de agosto, às 14:00, na Av. Paulista (c/ Pamplona) haverá uma passeata "Fora Lula".


-Levar garganta para vaia.
-Aviões de isopor.
-Qualquer cartolina com frases anti-comuno-fascistas escritas.
-Panos pretos.
-Roupas pretas.
-Xerocar textos para distruibuição.
-Ir em dupla, trio ou grupo.
-Narizes de palhaço.
-Mandar mensagem de celular chamando os amigos que não forem facisto-petralha no dia.
-Mandar email convidando todos aqueles conhecidos que não são comuno-facisto-petralhista.
-Ligar para todos os jornais, rádios e TV's informando o acontecimento.
-Fazer o que for possível para essa grande vaia acontecer. Se não acontecer o amanhã será pior.

The Internet revolution in the Communication vehicles

Below, a very interesting extract of the interview that Roberto Civita, who commands the group April, gave to the editors of "Jornalistas&Cia " Eduardo Ribeiro and Wilson Baroncelli, accompanied of the teacher Carlos Chaparro, of the Communication and Arts School of the University of São Paulo, ECA/USP:

In Blog dos Blogs


"Do not give to anymore be in the media without internet"

P – What editorial and technological areas for April does it consider priority to invest?
RC – Internet.

P – And editorialmente, what niches?

RC – Are going to tell this way: Does not give to anymore be in the media without internet. Does not give anymore to talk about information, communication and entertainment without talking of internet. Internet is the biggest revolution in the communication area since Gutenberg. Point. Or you are there or dies.

P – You already talked times ago that, if you have to start today, would start by the internet, only would not know how to pay the rent. Does today already give to pay the rent? How is the revenue of the digital media?

RC – You Tube is not a traditional vehicle and is an enormous success. Second Life is not a traditional vehicle and is an enormous success. They are several. There are things that were only invented for the internet, that do not have nothing to do with traditional vehicles, and they are going very much well. Difficult is, for the existing vehicles, of the traditional media, find your way in the internet. That is more difficult. What is the biggest invention in the internet? Probably Messenger. I do not have the numbers, but it probably is what it more uses in the internet, people communicating themselves to each other. It is the communication great middle among people in the whole world. Fantastic! So, the inter-activity is the internet essence and she dumb everything. Why? In the good times, there were 20, 30 newspapers and 30 or 50 magazines in the Country, five or six television channels, hundreds of radios and finished! It was that. And who decided what the public was going to see, hear, read and to know they were few people's hundreds. Few, the called gatekeapers. And today, how is? Today, there is million people determining what you are going to read, see, hear. Million. And the control of this passed of us for the public. This is the revolution. And they decide what they want to read, when they want, that appearance want, in the cellular or in laptop, or they print, because they want to read printed... Or – because I do not like this everything, I want to read in my magazine, do not want to bother me seeking a thousand sources, I am crazy – paid to choose for me. It is that that they are doing. So, you have to if adapt. It has to ask: What the readers of Claudia, Playboy, Four Wheels, See or Exam want to know, beyond of that what we publish? And how they want to interact with us? What they want it to tell us? In which they want it to give an opinion? They do not want only to to read you, want to be there, take part. That changes the game. It is another game. And thanks to God there are young that understand that game. For they is normal. They were born with that. They arrive here and they tell: “Oh, that is not problem!” But as to is me, I ask: “How is just that is done, nessas circumstances?”

P – Doing an association between this vision of the new world with the old, that internet phenomenon – what belongs to diffusion, of a full capacity of diffusion and of interaction –, that does it strengthen or does it weaken the traditional printed media?

RC – The first thing that happens is menace. It have people who tells: “Do I need anymore of the newspaper to have news”. Is not true? But it is a smaller menace for the magazines, because we are not in this business of telling what happened. How much people were to television Tuesday at night, how many they went to the radio, how many they went to the internet to it know what it was happening with that terrible disaster in Congonhas?

A revolução da Internet nos veículos de Comunicação

Abaixo, um trecho bastante interessante da entrevista que Roberto Civita, que comanda o grupo Abril, deu aos editores do "Jornalistas&Cia " Eduardo Ribeiro e Wilson Baroncelli, acompanhados do professor Carlos Chaparro, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, a ECA/USP:

No Blog dos Blogs

"Não dá mais para estar na mídia sem internet"

P – Que áreas editoriais e tecnológicas a Abril considera prioritárias para investir?
RC – Internet.

P – E editorialmente, que nichos?

RC – Vamos dizer assim: não dá mais para estar na mídia sem internet. Não dá mais para falar de informação, comunicação e entretenimento sem falar de internet. Internet é a maior revolução na área de comunicação desde Gutenberg. Ponto. Ou você está lá ou morre.

P – O senhor já falou tempos atrás que, se tivesse que começar hoje, começaria pela internet, só não saberia como pagar o aluguel. Hoje já dá para pagar o aluguel? Como está o faturamento da mídia digital?

RC – You Tube não é um veículo tradicional e é um enorme sucesso. Second Life não é um veículo tradicional e é um enorme sucesso. São vários. Há coisas que foram inventadas só para a internet, que não têm nada a ver com veículos tradicionais, e estão indo muitíssimo bem. Difícil é, para os veículos existentes, da mídia tradicional, encontrarem o seu caminho na internet. Isso é mais difícil. Qual é a maior invenção na internet? Provavelmente o Messenger. Eu não tenho os números, mas provavelmente é o que mais se usa na internet, as pessoas se comunicando entre si. É o grande meio de comunicação entre as pessoas no mundo inteiro. Fantástico! Então, a interatividade é a essência da internet e ela muda tudo. Por quê? Nos bons tempos, havia 20, 30 jornais e 30 ou 50 revistas no País, cinco ou seis canais de televisão, centenas de rádios e acabou! Era isso. E quem decidia o que o público ia ver, ouvir, ler e saber eram poucas centenas de pessoas. Poucas, os chamados gatekeapers. E hoje, como é? Hoje, há milhões de pessoas determinando o que você vai ler, ver, ouvir. Milhões. E o controle disso passou de nós para o público. Esta é a revolução. Sendo que eles decidem o que querem ler, quando querem, de que jeito querem, no celular ou no laptop, ou imprimem, porque querem ler impresso... Ou – porque eu não gosto disso tudo, quero ler na minha revista, não quero me chatear buscando mil fontes, fico louco – pago para escolherem para mim. É isso que eles estão fazendo. Então, você tem que se adaptar. Tem que perguntar: o que os leitores de Claudia, Playboy, Quatro Rodas, Veja ou Exame querem saber, além daquilo que publicamos? E como eles querem interagir conosco? O que querem nos dizer? Em que querem opinar? Eles não querem só ler você, querem estar lá, participar. Isso muda o jogo. É um outro jogo. E graças a Deus há jovens que entendem esse jogo. Para eles é normal. Nasceram com isso. Chegam aqui e dizem: “Ah, isso não é problema!” Mas como para mim é, eu pergunto: “Como é que se faz, nessas circunstâncias?”

P – Fazendo uma associação entre essa visão do mundo novo com o antigo, esse fenômeno da internet – que é de difusão, de uma capacidade plena de difusão e de interação –, isso fortalece ou enfraquece a tradicional mídia impressa?

RC – A primeira coisa que acontece é ameaça. Tem gente que diz: “eu não preciso mais do jornal para ter notícias”. Não é verdade? Mas é uma ameaça menor para as revistas, porque nós não estamos nesse negócio de dizer o que aconteceu. Quanta gente foi para a televisão terça-feira à noite, quantos foram para o rádio, quantos foram para a internet para saber o que estava acontecendo com aquele desastre terrível em Congonhas?

Professor Lauande. A mais nova vítima da violência que domina Belém

É o que destaca o 5.a Emenda aqui>>

Aguardo a proposta já sugerida de uma blogagem coletiva para sensibilizar as autoridades, visto que ninguém agüenta mais tamanha violência contra os homens e mulheres de bem desse país.

Eduardo André Risuenho Lauande é paraense, sociólogo e professor da UFPA, tem 41 anos, é casado e foi baleado na porta de sua casa ao proteger a esposa de um assalto, no final desta manhã.

Mantém na blogosfera o Blog do Lauande, espaço onde trasita entre periquitos, papaguaios e muita sabedoria.

Parsifal Pontes: Um intelectual de força e fôlego

Advogado forjado no DNA das Barrancas do Rio Tocantins. Cabôclo formado na Escola da Clarividência da Vida - a mais nobre e fundamental Universidade criada pelo Arquiteto do Universo. É essa pequena visão que tenho do grande Deputado Estadual Parsifal Pontes - ícone do PMDB sulparaense.

Pontes fala com argumentos possantes, fruto de sua pena treinada no mergulho do pensamento lógico - o que nos faz um só corpo, uma só mente, dentre várias variantes da complexidade carajaense -, um artigo saboroso escrito em parágrafos de três sentenças. E como essas sentenças são a marca de ferro impingidas num povo que não quer mais ser subjugado. Deixo meus dois leitores com Parsifal Pontes: A Lamparina do moderno pensamento sulparaense. Leiam.

Pesos e medidas

* Por Parsifal Pontes (O original está aqui)

A discussão emancipacionista que está em evidência no Pará, tem propiciado constatações surpreendentes.

Pessoas que supostamente teriam condições para discutir o assunto com equilíbrio e sabedoria, limitam suas opiniões ao achincalhe.

De onde se deveria esperar achincalhes constatam-se um equilíbrio e uma delicadeza gratificante: o respeito mútuo é imprescindível ao bom termo de qualquer contenda.

No Pará inteiro, a ladainha é a mesma: a ausência do Estado é assunto de 10 em cada 9 oradores.

Alguns acusam o governo, a maioria, porém, acusa o Estado mesmo, excluindo dele a pessoa do governante.

O Pará não tem conseguido usar adequadamente os recursos que recebe, em benefício da população.

Se for verdadeiro o fato de que o problema não está no administrador, devemos então concluir que a causa desta situação está na arquitetura do Estado.

Outra conclusão seria mais radical: o Pará seria inviável, estaria falido e deveria fechar as portas.

Não acreditamos na inviabilidade do ser humano. A sua capacidade de gerar riquezas nas condições mais adversas é notória.

Dizer que um estado ou município a ser criado é inviável é duvidar da tenacidade da espécie humana.

Em pouquíssimo tempo o homo sapiens saiu das cavernas e chegou à lua: o ser humano é um vencedor.

As riquezas no Pará estão tendo resolutividade econômico-financeira. Ocorre que a população não está sendo beneficiada com isto.

Má vontade dos gestores? Não. Há impraticabilidade administrativa, que tem como causa o inadequado aproveitamento geopolítico do território.

Não é inteligente acreditar que se pode governar o Pará a partir exclusivamente de Belém.

É estrábica a visão colonialista que têm alguns grupos da capital em relação ao Sul e Oeste do Pará.

Algumas argumentações daqueles que se colocam de encontro à divisão do Pará, são de uma numerologia capciosa: dois bilhões de reais para implantar um novo estado, perda de 350 bilhões para o Pará, pois este é o valor estimado das reservas minerais.

A capciosidade está na falácia de ter como fundamento a idéia de que as regiões emancipáveis são um grande deserto onde se vai ter que construir tudo em 24 horas, inclusive os suntuosos palácios para abrigar os três poderes.

Povos precisam de governo e não de palácios de governos. A estrutura física que pode abrigar uma administração já existe nestes locais.

O argumento de que o Pará perderá suas reservas minerais para um futuro Estado de Carajás, é um sofisma: o Pará não tem reservas minerais.

O subsolo é patrimônio da União, e, no caso de Carajás, a União o entregou à Companhia Vale do Rio Doce, que explora, conotativa e pejorativamente, as tais riquezas minerais: o Pará só vê o trem passar e o navio zarpar.

Além do mais, discussões de retificações geopolíticas, devem-se dar sob óticas de desenvolvimento regional e não de negociações divorciais.

Caso se estabelecesse a lógica da compensação pelo que não é propriedade do estado, colocando-se na cesta o bem, só porque ele está no território, teríamos que colocar preço nos rios e nas florestas das áreas emancipáveis, o que seria um absurdo.

A lógica, portanto, que alguns estão querendo construir, peca pela falta de senso.

Mais sensato seria admitir a inviabilidade político administrativa do território paraense da forma como ele está inserido no mapa e discutir, a partir desta constatação, a melhor forma de retificar-lhe o território.


* Parsifal Pontes é advogado, ambientalista e deputado estadual pelo PMDB paraense. Um dos entusiastas da criação do Estado do Carajás, emancipando o Sul/Sudeste do Pará, do julgo de 200 anos de exploração.

Congresso pode não começar trabalhos na data marcada

Quem alerta é o jornalista Carlos Chagas em sua Coluna na Tribuna da Imprensa.

Como chegar a Brasília

Marcada para quarta-feira, a reabertura dos trabalhos do Congresso corre o risco de não acontecer. Fora alguns bissextos integrantes da CPI do Apagão Aéreo, a imensa maioria dos 513 deputados permanece fora de Brasília. A bancada de Goiás dispõe da opção de vir de carro. Os demais, só de avião. Alguns felizardos possuem jatinhos ou amigos do peito proprietários de jatinhos, mas a massa não conseguia, até ontem, sequer comprar passagem. Quanto mais ter certeza de que embarcará nos aeroportos de origem, na hora prevista.

Os paulistas, então, lamentam ter sido a capital transplantada para o Planalto Central. Continuasse no Rio e ainda seria possível viajar de navio, partindo de Santos. Quanto aos senadores, a mesma coisa. Os amigos de Renan Calheiros poderão pleitear carona no avião da FAB a que tem direito o presidente do Senado, mas como chegar a Maceió?

Eis um tema jamais considerado pelo Congresso, mas extremamente necessário e capaz de alimentar os debates: que tal a aprovação de uma lei ou emenda constitucional determinando a aplicação em ferrovias de todos os recursos desviados pelo governo para o pagamento dos juros das dívidas externa e pública? Mesmo assim, a adoção de proposta tão necessária exigirá que venham todos a Brasília, cidade há décadas sem ouvir o apito de um trem...

Nota do Blog: O ilustre jornalista Carlos Chagas deve ter se referido a trem de passageiros, visto que o de cargas funciona a pleno vapôr aqui.

Uma parada para a brisa na Morena do Amazonas






















Nilson Chaves fez um pit stop e curtiu um pouquinho a brisa do Macapá Verão, de passagem, indo para o Afuá - a Veneza Marajoara, que se agita para o Festival do Camarão. Recebeu tratamento vip, como sempre, do amigo Calos Lobato,
informa o Repiquete no Meio do Mundo.

O cantor, compositor, poeta e arranjador paraense é a maior expressão da autêntica Música Popular Amazônica. Sofisticadíssima e, infelizmente pouco conhecida aqui em Brasília, onde o Pará e de resto a Amazônia é conhecida pela Banda Calypso e pelo Boi Garantido e Caprichoso.

Uma dica aos leitores: Assistí as gravações da participação de Nilson Chaves e Banda no projeto Câmara das Artes, realizadas nos estúdios da TV Câmara em parceria com o SESC-DF.

Nilson lançou o imperdível "Maniva" - a base da feijoada paraense: a maniçoba, título de seu último trabalho, o qual comprei duas cópias autografadas para minha esposa e para mim, é claro! É uma obra de arte de genialidade em arranjos, letras e melodias. Sensacional!!!

O blog Coluna Açaí com Música destaca:

NILSON CHAVES E MANIÇOBA DA BOA

Fonte da Foto: Outros Brasis

Após longa expectativa e oito meses de gravação, enfim chegou às lojas, e aos corações dos fãs, o CD "MANIVA", o 14o da carreira do cantor e compositor Nilson Chaves, um dos principais expoentes da música brasileira:.
O CD, através do prestigio e amizades do cantor, teve participações de artistas consagrados de outros Estados, como: Zeca Baleiro (co-produtor do CD), Chico Cezar, Flávio Venturini, e paraenses (ou quase) não menos notórios, entre eles: Edmar Rocha Jr., Vital Lima, Celso Viáfora...

RETAGUARDA PAPA-CHIBÉ
Os músicos que deram "corpo" ao Cd "Maniva", gravado em Belém, são paraenses, entre eles: Davi Amorim na Guitarra e violão, Edvaldo Cavalcante Anaice na batera, Esdras de Souza nos metais (instrumentos sopro), Edigar Mattos nos teclados, Adelbert Carneiro no contra baixo, arranjos e direção musical, Mapyu e Trio Manari na percussão.
Não podemos esquecer as participações dos paulistas: Tuco Marcondes e Toninho Ferragutti.

Sem dúvida o CD "Maniva" de Nilson Chaves, lançado dia 02 de dezembro passado, foi um dos grandes presentes de Natal, um raro brinde ao término de um ano de lutas e conquistas, e uma feliz saudação ao ano de 2006.
Que bom que começamos com o pé direito essa nova etapa da cultura Amazônica. Parabéns ao Nilson e aos que acreditaram e patrocinaram esse importante projeto. O Pará, mais uma vez, literalmente, está em festa.

Em tempos de "apagão aéreo" o caos permanece em compasso de espera em Macapá

Viví no Amapá três anos (1976-79). Eram tempos de Território Federal, qualidade de vida espetacular, índices do IDH em patamares acima da média nacional.

É lá, na fronteira Norte, que começa o Brasil na ponta do Oiapoque.

Transformado em Estado junto com seus congêneres: Rondônia, Roraima e Acre na promulgação da Constituinte de 1988, os investimentos despencaram em razão dos cortes de recursos através de transferência direta da União que eram o modelo de então.

Cortes que atingiram em cheio a estrutura aeroportuária do novo Estado. Pior, revelaram péssimos políticos na gestão da coisa pública e eleitos através das urnas.

O aeroporto de Macapá em tempos da metade do século passado, sempre foi o principal elo de ligação do que restou do cordão umbilical que liga o antigo Território ao seu Estado-Mãe: O Pará. A outra são os rios e uma interminável rede de balsas que inviabiliza o incremento dos negócios entres os dois Estados, tornando, portanto, o Amapá, um refém do modal aéreo.

Os jornais e blog's de Macapá destacam que: “as obras do aeroporto de Macapá estão paradas porque o TCU constatou irregularidades na construção com suspeita muito forte de desvio de cerca de 50 milhões de reais e mandou suspender os pagamentos para a empresa, a Gautama, declarada inidônea”. Se pegar esses 50 milhões dá para continuar a construção. Já o superintendente da Infraero no Amapá, Júlio Kenzo afirmou que “a Infraero é uma empresa muito séria”. Então a Gautama também é, e todo mundo está levantando “aleive” - falso testemunho, calúnia, no linguajar amazônico - sobre duas empresas seriíssimas, a pública e a privada. Em tempo: a Infraero está sendo apontada como uma das maiores fontes da corrupção nacional e a Gautama é aquilo que todo mundo está vendo todo dia.

Aguardamos todos, se o Paladino empossado ontem resolverá esse imbróglio que cheira muito mal.

Mais: aguardamos todos se o Estado tem o dinheiro destinado e aprovado no Orçamento Geral da União para a conclusão dessas obras que permite a ponte de Macapá com o restante do país.

- Aliás. Cadê o Sarney heim?

Arrisco um palpite: Muito abalado pela morte do amigão ACM, o senador turista deve está em profunda reflexão, pois que será o próximo da lista para mudar de plano.

- E que seja feita a nossa vontade. Basta!

Nelson Jobim: O fraudador

Em duas notas o jornalista Correa Neto previne o que devemos esperar do recem empossado Ministro da Defesa do Brasil:

O perfil técnico
Não tenho motivo para acreditar num ministro que se confessou fraudador da Constituição, mas me agrada uma coisa que ele falou ontem: “para conduzir o processo (da aviação civil) os nomeados devem ter perfil técnico”. Pronto, descobriram a pólvora. Mesmo que seja Nelson Jobim, a torcida é para que resolva o problema, ainda que todos corramos o risco de acabar virando presidente da República, se der certo.
O perfil técnico II
E para que não fique a impressão de que tenho prevenção contra o Nelson Jobim, leiam o que o Hélio Fernandes escreveu na Tribuna da Imprensa sobre a mesma figura. “Há 48 horas se sabia que Nelson Jobim seria o ministro da Defesa. Tomou posse ontem. Quis ser vice de Lula, chefe da Casa Civil, presidente do PMDB. Perdeu tudo, agora saiu do ostracismo.
O que se pode esperar de um homem que fraudou a Constituição na Comissão de Redação? E depois se orgulhou do fato, revelando-o a todo o País? Redundância geral: "Jobim foi convidado e aceitou". Ha! Ha! Ha! O que é que pode fazer? Derrapar, como sempre”.

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Leiam o que escreveu o colunista Hélio Fernandes na Tribuna da Imprensa sobre a decisão do presidente em substituir Waldir Pires por Nelson Jobim.

Lula teve várias oportunidades para substituir Waldir Pires sem desgastá-lo, o que não queria fazer. Podia ter tido a idéia luminosa quando a embaixada do Brasil em Portugal ficou vaga com a saída de Paes de Andrade. Waldir seria grande embaixador, Lula não percebeu. Continuou desprestigiando o amigo, alimentando o caos, Waldir não era chefe ideal, não tinha comando, gosto ou autoridade.

Pressionado fortemente pela opinião pública, seqüestrado pela imobilidade, obrigado a mudar de qualquer maneira, o presidente Lula, anestesiado pelo tempo em que ficou apático e negligente, teve que resolver às pressas. E como um presidente não pode nem deve ser enjaulado pelos fatos, acabou se movimentando, escolhendo um novo ministro da Defesa.

Imprensado e apressado, indicou, nomeou e empossou um dos mais contraditórios, carreiristas e controversos personagens da vida pública brasileira, Nelson Jobim. Este encenou a farsa da não aceitação. Desde os rumores até à concretização, sabia que ia aceitar.

E curiosamente, de passado altamente duvidoso, derrotado e execrado em todos os cargos pelos quais passou e por todos que não conseguiu conquistar, é rigorosamente O HOMEM CERTO PARA O MOMENTO INCERTO.

1 - Traiu a constituinte e a Constituição, "introduzindo" um princípio que não existia nem foi votado.

2 - Deslumbrado pelos holofotes, mais tarde confessaria a fraude.

3 - Mas já estava no Supremo Tribunal Federal, depois de uma passagem pífia e inútil pelo Ministério da Justiça.

4 - Pelo sistema de rodízio chegou a presidente do Supremo, com atuação desgastante, delirante e decadente.

5 - Agiu sempre diferente de um ministro do Supremo, desagradou a todos.

6 - O movimento de magistrados do seu Estado, o Rio Grande do Sul, liderado perante o Supremo pelo grande advogado Ivan Nunes Ferreira, obrigou Nelson Jobim a se aposentar precocemente do Supremo 11 anos antes do obrigatório.

7 - Ficou vagando pelo espaço (aéreo?), derrotado em todas as ambições (e sua vida é cheia de ambições), não conseguiu ser vice de Lula, chefe da Casa Civil, presidente do PMDB, fortemente apoiado e sustentado por Renan Calheiros. Essa é a sua vida. Vejamos o outro lado.

Sem nenhuma contradição, tendo mostrado o herói sem nenhum caráter, a conclusão seguinte: se alguém tem condições para controlar o caos e o apagão aéreo, não há dúvida que é Nelson Jobim. Por tudo o que representa, pelo comando que tem o ex-ministro da Justiça e ministro aposentado do Supremo, pode colocar ordem no espaço. Se o seu comando tiver que chegar à truculência, na certa que o fará sem qualquer constrangimento.

PS - Como digo no título, Jobim é Nelson sem a importância do almirante que derrotou o gênio Napoleão. Jobim é um Nelson que nem de longe se junta a Mandela, que preso durante 27 anos destruiu o apartheid e o preconceito.

PS 2 - Sendo apenas Jobim, disse que não vai "partidarizar", que seu partido não foi consultado. Mas sabe que ele, pessoalmente, se inseriu no mapa geográfico do futuro. Gagarin disse "a Terra é azul". É o sentimento de Jobim, no momento em que volta ao palco. Se obtiver sucesso de crítica e de público, o Brasil ficará satisfeito.

P.S. do Blog: Não esqueçamos que Nelson Jobim foi nomeado para Ministro, chegando a presidência do Supremo Tribunal Federal pelo imperador Fernando Henrique Cardoso.

Diário do Pará censura deputado aliado

A leitora Maria Aparecida de Parauapebas, sobre o post A quem interessa o embate entre Barata e Ana Célia? Faz o seguinte comentário:

Você tem toda a razão. Esta baixaria da Ana e do Barata está acabando com os dois.
Isto pobreza de espirito. Por falar nisto, soube de fonte confiável, quando perguntei porque os artigos do Parsifal Pontes não sairam mais no Diario do Pará, que o Jader Filho mandou nao publicar mais o Parsifal porque ele fez um artigo, otimo por sinal, metendo o pau na Vale do Rio Doce e a Vale é a maior anunciante do Diário.
Isto tambem é baixaria e pobreza de espirito do Jader Filho.

Gostaria de ouvir a confirmação do deputado Parsifal sobre o assunto, mesmo porque, até onde sei, o digno e preparadíssimo parlamentar é uma das mais respeitadas lideranças do PMDB paraense.

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Atualizando

Elegante e cortêz como é de seu feitio. O Deputado Estadual Parsifal Pontes envia ao blog os seguintes esclarecimentos:

Olá Val,

Agradeço-lhe as referências e a reprodução do artigo em seu blog: bondades suas a um caboclo de lamparinas que, como você, apenas conseguiu com que alguém enxergasse a chama do querosene.

Lendo o seu blog vi a nota da leitora de Parauapebas.

Não imagino de quem a leitora pode ter recebido esta informação.

É fato que, ao ver publicado no Diário do Pará o meu artigo Riqueza econômica e pobreza social, o Jader Filho comentou comigo que a Vale do Rio Doce o fez saber que achou o artigo injusto. Foi apenas este o comentário sobre o assunto.

Um grande abraço e disponha do amigo.

Parsifal Pontes

O blog agradece e a atenção do deputado.

A quem interessa o embate entre Barata e Ana Célia?

Augusto Barata (aqui) e Ana Célia Pinheiro (aqui), paraenses, e dois jornalistas de competência comprovada, como diria o primeiro, e inteligência invulgar, como poderia citar a segunda; digladiam-se em seus nobres espaços, há coisa de três meses.

Aproveitei o tempo de meu pequeno recesso para ler tudo, inclusive o triste embate, que, após demorada e necessária distância do let motiv que alimentou o desande do nível até então mantido pelos dois jornalistas, chegar a alguma opinião.

Penso que cheguei a um ponto aceitável sobre a rusga: é uma aula de como não se pode perder o controle de um blog.

Afinal, a quem interessa o embate entre Barata e Ana Célia?

Em várias passagens do imbóglio, ambos rastejam na vala comum do ódio pessoal, das ofenças gratuítas de contendores que agridem aos leitores que nada têm a haver com tal lamentável disputa.

Nessa disputa que ambos alimentam, sujam a ficha de dois brilhantes profissionais. Dois dos melhores e mais competentes jornalistas do Pará.

O primeiro post desse humilde espaço foi divulgar que Augusto Barata estava novamente na blogosfera. Foi um recado ao mestre Juvêncio de Arruda, solitário editor do 5ª Emenda (conheça-o aqui).

Já Ana Célia Pinheiro, minha relação é, digamos, mais próxima. Participei, sob sua coordenação, da campanha derrotada ao governo do Estado, do ex-vice-governador Hildegardo Nunes.

Por uma série de fatores que não vem ao caso, perdemos a campanha. Fomos derrotados por adversários rasteiros e não éticos. Isso me marcou.

Falta aos dois, portanto, ética, para ter paciência e ponto final.

Um blog é um fenômeno que os dois, talvez, ainda não tenham tido tempo, pois, dilaceram suas reputações e deixam deserdados o que interessa aos seus leitores a razão de nossa profissão: a notícia, a opinião de fontes privilegiadas e checadas. Uma pena tudo isso.

P.S. Tardio.: A propósito Ana. Acabei de linká-la no Corredores.

Governo do Pará não divulga preços do Festival de Ópera no Teatro que administra

No post Desinformação, da jornalista paraense Franssinete Florenzano, fiquei sabendo que: Quem correu à bilheteria do TP, deu com a cara na porta. Segundo o guarda, só amanhã começa a venda de ingressos para o Festival de Ópera. Não sabe ao certo o preço e nem se serão aceitos cheques.

Para completar, diz Florenzano: Abre hoje a bilheteria do Theatro da Paz para o Festival de Ópera. A divulgação é sofrível. Nem no site do Governo do Estado tem alguma informação, sequer o preço dos ingressos. Quem quiser que vá para a fila e descubra lá quanto terá que desembolsar.

Nota do blog: Essa é a (Des) Comunicação do governo Pê Tê no Pará. Não convida aliados políticos para inaugurações nos seus redutos, não responde ofícios, não atende telefones para tratar de assuntos do Estado. Uma belezura esse governo da mudança.

Lúcio Flávio Pinto pode dirigir Rede TV em Belém

O convite me foi confirmado pelo dono das concessões da Rede TV em Marabá, Parauapebas e Belém, o empresário da Comunicação Félix Miranda, irmão do prefeito de Marabá Sebastião Miranda.

Se o convite for aceito são outros quinhentos. O que interessa é que se for aceito, teremos uma revolução na TV paraense por uma simples razão: Os Miranda têm muito dinheiro e inteligência para dar muito, mas muito trabalho para a concorrência.

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