Novas do meu amigo Sidnei Liberal

1. A revista Veja vai à justiça e questiona ato protegido por seu próprio conceito de liberdade de imprensa. O princípio da pimenta nos olhos dos outros.

2. “Pra que serve o Senado? Pra nada”. Esse é o título do artigo que venho tentando escrever há algum tempo. Cada vez que tento voltar ao assunto, vem à minha mente a figura de Incitatus.

3. Na Venezuela descobriu-se que não existe o chamado 4º poder. Lá a mídia já não é mais poder. O mundo precisa aprender que a mídia é uma concessão de Estado para atender ao principio do direito do cidadão à informação, à cultura, ao entretenimento.

4. A "Teoria Kamel" posta em prática: "testando hipóteses"... Que a Associated Press chama, com propriedade, de lorotas. Velha prática golpista da Globo. Agora contra a Bolívia.

5. O Che, pelos 40 anos da sua morte, foi matéria de capa da última Veja. O que esperar de Veja? Melhor as palavras do poeta Pablo Milanês: “Não porque caístes/ Tua luz é menos alta./ Um cavalo de fogo/ Sustenta a tua escultura guerrilheira...”

1. Veja e FHC: vínculos sorrateiros. A revista Veja, perdeu em primeira instância a ação indenizatória por danos morais movida contra o professor Emir Sader e a Carta Maior. Em março de 2006, referindo-se à resenha do livro “A arte da política: a História que vivi”, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, feita pelo Redator-chefe de Veja, Mário Sabino, o professor Emir Sader fez severas restrições ao livro, que traz calorosa defesa de todo o ideário conservador, com críticas sempre ácidas de qualquer pensamento à esquerda no espectro brasileiro, latino-americano e mundial. O autor da resenha se sentiu ofendido em sua honra.

Na justificativa, seus advogados destacaram a seguinte passagem do artigo como particularmente ofensiva: “Se você quiser saber dos vínculos sorrateiros de Veja com o ex-presidente, que deram – na única resenha na imprensa – capa do seu livro, apresentado por um escriba de plantão (...)”. O artigo, além de usar a palavra “sorrateira”, considerava a resenha “parcial” e “mentirosa”. Também considerada ofensiva a expressão “escriba de plantão”, que o situaria o redator de Veja como um “jornalista menor”. Em sua sentença, o juiz acolheu a tese da defesa, de “improcedência da ação”, não reconhecendo intenção de ofensa no artigo do professor.

Leia íntegra do texto do jornalista Flávio Aguiar(*) para Carta Maior.

2. Um ovo na boca do senador nada filósofo. A Veja poderia investigar uma porção de políticos e ver que muitos deles cometeram os mesmos pecados de Renan. ...(menos o) de ser da base aliada de Lula e presidir uma casa importante como o Senado... Lançou um factódide com o Freud Godoy, não deu em nada. Tentou criar uma crise com o Vavá, não deu em nada, e ainda inventará o Vevé, o Vivi, a Vovó e o Vuvú... Quando os canibais brancos estavam com a faca e o queijo na mão, Renan usou a tática de morrer atirando e disse que abriria o bico contra os seus imaculados colegas. E aí? Aí que melou o voto e deixou a mídia a lamber os garfos.

O blog do Lelê Teles(*) fala, ainda, do dia em que a mídia esteve ao lado de Fidel Castro.

3. “Não se preocupem. Não queremos controlar o mundo. Só queremos um pedaço dele”(Rupert Murdoch, dono do império midiático News Corporation, presente em 133 países). “Sim, eu uso o poder, mas eu sempre faço isso patrioticamente” (Roberto Marinho, ex-proprietário do maior conglomerado midiático do Brasil). A mídia hegemônica vive um paradoxo. Ela nunca foi tão poderosa no mundo e no Brasil, em decorrência dos avanços tecnológicos, do intenso processo de concentração e monopolização nas últimas décadas e da criminosa desregulamentação do mercado que a deixou livre de qualquer controle público.

Atualmente, ela exerce uma brutal ditadura, manipulando informações e deturpando comportamentos. Na crise de hegemonia dos partidos, a mídia hegemônica confirma uma tese do revolucionário Antonio Gramsci e transforma-se num verdadeiro “partido do capital”. Por outro lado, ela nunca esteve tão vulnerável e sofreu tantos questionamentos da sociedade. No mundo todo, cresce a resistência ao enorme poder manipulador da mídia, expresso nas mentiras ditadas pela CNN e Fox para justificar a invasão dos EUA no Iraque, ou na sua ação golpista na Venezuela ou na cobertura imparcial dos processos eleitorais.

Leia inteiro teor do didático artigo de Altamiro Borges publicado no Portal Vermelho(*)

4. Tentativa de golpe também contra a Evo Morales. "O Globo, um dos maiores jornais do Brasil, deu credibilidade à lorota mais assustadora do ano. Citou uma autoridade estadual anônima de Santa Cruz dizendo que uma milícia anti-Morales, de 12 mil homens, estava escondida na floresta, esperando o momento certo. O repórter do jornal nunca viu a milícia e não apareceu nenhuma prova para confirmar a fofoca", escreveu um repórter da Associated Press (AP). A reportagem foi distribuída no mundo inteiro no último domingo (30/09) e reproduzida por veículos conceituados como a MSNBC (aqui).

Leia aqui(*) matéria da redação do Comunique-se que tenta tirar a bronca da Globo.

5. Che, além da imagem, nos 40 anos de sua morte Mas como definir o humanismo de Che diante de alguém que, ao mesmo tempo, defende a “morte impiedosa do opressor”? Essa aparente contradição é feita reiteradas vezes principalmente por políticos ligados à direita que, em geral, vêem sentido em ditaduras alinhadas a sua postura política mas tratam do revolucionário como “terrorista”. Löwy não vê tal contradição já que, para o humanismo revolucionário, a guerra empreendida pelo povo é a única resposta necessária e a única possível dos oprimidos contra os opressores que patrocinam a violência institucionalizada.

“Na atual conjuntura latino-americana, a luta armada só interessa aos fabricantes de armas e à extrema direita. No entanto, como princípio, defendido por Santo Tomás de Aquino e o papa Paulo VI na encíclica Populorum Progresio, ela é legítima, desde que não reste ao povo outro recurso para demover o tirano senão a legítima defesa das armas. Essa é uma interpretação humanista da tradição judaico-cristã, incorporada pelo marxismo”, entende Frei Betto. Um olhar além do mito de Che Guevara, nos 40 anos de sua morte. A violência extrutural, a revolucionária e a reacionária. A capa da edição 55 da revista Fórum e dez páginas discutem o tema.

Leia mais aqui(*). Na edição impressa da revista Fórum, a matéria completa de Glauco Faria.

(*) Clicando em Boletim HSLiberal você terá acesso a todos os links das fontes envolvidas nesta postagem.

BRINDE: BELO DISCURSO DE CHE GUEVARA NA ONU EM 1964. JUSTA HOMENAGEM PELOS 40 ANOS DE SUA MORTE.


* Sidnei Liberal é médico, intelectual, membro atuante do Diretório Nacional do PC do B e casado com a extraordinária fotógrafa paraense e líder política Leila Jinkings.

Deputados que permanecem com a corda no pescoço

APÓS A DECISÃO DO SUPREMO, VEJA ABAIXO OS

DEPUTADOS SUJEITOS A PERDA DO MANDATO

Parlamentar

Quando (*)

Manoel Salviano

(**)

Paulo Rubem Santiago

03/10/2007 (**)

Carlos Souza

27/9/2007

Clodovil Hernandes

25/9/2007

Sérgio Brito

24/09/2007

Davi Alves Silva Júnior

21/9/2007

Dr. Paulo César

12/09/2007

Gervásio Silva

21/8/2007

Geraldo Resende

7/8/2007

Takayama

11/7/2007 (***)

Cleber Verde

5/7/2007

Marcos Antonio

4/7/2007 (***)

Silas Câmara

3/7/2007 (***)

Damião Feliciano

28/6/2007

Jackson Barreto

2/5/2007

Jusmari Oliveira

2/4/2007 (****)

(*) Data em que o parlamentar informou a entrada no partido à Câmara dos Deputados.

(**) Mudança ainda não foi oficializada no site da Câmara dos Deputados.

(***) Data da entrada no último partido.

(****) No caso da Deputada Jusmari, se não fosse pela falta de diligência de sua defesa (presentação do ofício, pelo qual informa a data da desfiliação partidária), ela não teria que fazer sua defesa no TSE.

De toda sorte, não acredito que o TSE irá declarar a vacância do cargo, pois ela tem prova material que o pedido da desfiliação foi feito antes da publicação da decisão da Consulta do PFL (DEM), 27/2/2007.



Em relação aos outros parlamentares, acredito que muitos não conseguirão provar que houve, de fato, perseguição odioso do partido que abandonou e/ou existência de mudança significativa de orientação programática do partido (de oposição para gorverno).

PROCRASTINAÇÃO:

Há informação de que a Câmara dos Deputados está trabalhando num forma de alterar o regimento interno a fim de criar um “outro tribunal”. Este tribunal, seria uma uma nova instância, com propósito de ampliar mais ainda a ampla defesa dos parlamentares, além daquele, TSE.



Sabedores que a justiça é de uma tamanha lentidão, e não é por acaso que o pronome de tratamento dos doutos é: ESSE LENTÍSSIMO JUIZ. Dessa forma, fica mais fácil de burlar as decisões judiciais.

Somos brasileiros e adeptos à lei de Murphy...

A lei dos mais espertos.

Ou,

Lei de Mencken

"Para cada problema na humanidade existe uma solução simples e clara, e esta será sempre a solução errada"

Enquete

Na sua opinião o que é trabalho escravo? É crime ou um êrro de quem tem fazenda? Há outras perguntas na enquete que você pode votar ai ao lado, na coluna da direita. Ficarei honrado com seu voto.

Os paraenses indecisos perdoados

Zequinha Marinho e Lucio Vale podem dormir em paz hoje.

Desde 76

Quando já era gente e primeiro aluno de minha turma. Meu pai, num certo dia, disse-me que eu não tinha o direito de recusar a comer todo o ôvo, dado minha recusa a comer a gema, separada da clara - que era o que queria -, isso ocorreu num dia logo após ele ter voltado da Europa e presenteando-me com um LP Branco (meu primeiro disco), em que se destacava uma família almoçando em harmonia. Era uma disco do Led Zeppelin (Presence).

Comi a tal coisa amarela e hoje como a gema crua, e adoro. Neste dia passei a ser fã de rock.

Não fica um meu irmão!

A rigor da legislação não fica um, meu irmão, sem uma autuação das regras trabalhistas impostas nesse país.

Não fica tú, não se safa o teu vizinho. Não fica nem mesmo o Palácio do Planalto imune!

O país de faz de conta

Trabalho escravo. Desmatamento. Assassinatos no Campo. Fazenda Bamerindus, Serra Pelada, Macaxeira. Curva do "S".
O quê o leitor pode me dizer que mudou na era FHC ou Lulista no Sul do Pará?
Vamos reler uma matéria?
NEWSWEEK INTERNACIONAL
* O seu próprio pedaço de terra
A doação de terras deveria libertar milhões de camponeses. Mas não foi isso
que aconteceu. O que o mundo - e bilhões de sem-terra pobres - pode
aprender com um sonho que virou pesadelo.
Por: Mac Margolis

Edição de 21 de Janeiro/2002
- Grossa como um caminhão na sua base, a árvore da castanha do pará se eleva pelo equivalente a 10 andares até uma copa opulenta, a senhora da selva amazônica. A árvore leva um século para chegar à maturidade; um homem com uma motosserra leva uma hora para cortá-la. "É uma coisa linda", concorda Acelino Cardoso da Silva, um fazendeiro de 57
anos de idade. "Mas eu tenho seis pessoas com fome lá em casa. Se o madeireiro aparecer, eu vendo". Há seis anos, seu Silva juntou-se a camponeses sem-terra e invadiram uma das propriedades improdutivas existentes no Brasil. Após anos de aflição e incontáveis marchas de protesto, ele ganhou o direito de ficar com 26 hectares. Mas fazer a vida nos assentamentos significou lutar contra doenças, implorar por empréstimos e cultivar uma das terras mais ingratas do planeta. A derrubada em massa da castanheira real é apenas um dos custos embutidos. Existem muitos mais.
A história do seu Silva devia ser uma história de sucesso - parte do que o Presidente Fernando Henrique Cardoso chama de uma "verdadeira revolução pacífica da região rural". Num dos programas de reforma agrária mais ambiciosos que existiu, Brasília parcelou 18 milhões de hectares para 542.000 famílias (quase 2 milhões de pessoas). Desde 1995, o Presidente Fernando Henrique assentou mais pessoas em mais terra do que todos os monarcas, populistas e generais nos 500 anos de história do Brasil. A rápida expansão de assentamentos deu um lar para os sem-terra e restaurou um mínimo de justiça e paz a lugares conhecidos por não ter nenhum dos dois.
Mesmo assim, o Presidente Fernando Henrique tinha planos mais grandiosos.
Os camponeses deveriam se tornar fazendeiros familiares modernos. Semeando a zona rural com suas colheitas e sua coragem, eles deveriam ser transformados em "cidadãos socioeconomicamente plenos", trazendo nova vida para a democracia brasileira. O problema é que eles não se tornaram nada
disso. Milhares de camponeses pobres e fracassados abandonaram seus pedaços de terra, enquanto a maioria dos restantes mal consegue se manter. "O Brasil produziu o maior e o pior programa de reforma agrária do mundo", diz Francisco Graziano, um dos principais assessores do Presidente Fernando Henrique no assunto. E ele não será contestado por Gilmar Mauro, um líder
do faiscante Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST): "O governo só quer amenizar as tensões sociais com as doações de terra. Nós ficamos órfãos".
Meia década e 6,5 bilhões de dólares mais tarde, a grande reforma agrária brasileira é mais uma triste fábula do mundo em desenvolvimento.
Por toda a América Latina, África e Ásia, incontáveis camponeses anseiam pelo seu próprio pedaço de terra. Mas a luta pela terra inflamou especialmente a imaginação da América Latina - dos camponeses desafiadores dos quadros de Diego Rivera aos rebeldes Zapatistas mascarados do México. A posse da terra pode fazer a diferença entre ser um escravo e um cidadão, como argumenta eloqüentemente o economista peruano Hernando de Soto, em seu
clamor por direitos de propriedade para os pobres. E qual a grande nação que não trouxe a democracia primeiro para a sua zona rural? Se existisse um caso para uma reforma radical, seria o do desequilibrado Brasil. Desde os dias coloniais, suas terras vastas têm sido revestidas de privilégio, onde um punhado de barões governavam sobre esparramadas possessões do tamanho de
um país, enquanto milhões de camponeses improvisavam o seu sustento em pequenos pedaços de terra. Na última contagem, em 1996, cerca de 11 por cento de proprietários rurais controlavam 68 por cento da terra arável.
O Presidente Fernando Henrique almejou mudar isso. Os críticos dizem que ele foi forçado a fazer a reforma devido à crescente violência rural e ao aumento de invasões de terras, e agora toma para si o crédito por ter ajudado camponeses que já tinham ajudado a si mesmos. Ganhar um pedaço de terra ainda é uma bênção para os sem-teto, mas uma bênção duvidosa, para ser otimista. Apesar de incontáveis estudos, ninguém pode dizer ao certo como os cerca de 4.200 assentamentos de reforma agrária estão se saindo, quanto produzem ou mesmo quantos novos donos de terra desiludidos estão desistindo de seus pedaços de terra. Os escassos dados existentes não são encorajadores: pesquisas parciais mostram que pelo menos um em cada quatro assentados em todo o país desiste de seu pedaço de terra após dois anos, e em algumas regiões até metade dos assentados desistem.
O verdadeiro milagre da reforma agrária brasileira pode ser quantos
assentados ainda restam. O transporte no interior não é confiável,
eletricidade é um luxo. Doenças como malária e dengue são comuns; somente uma em cada duas famílias já viu um médico. Perto de 95 por cento não têm água potável encanada. E suas finanças não são mais saudáveis que isso. Os assentados brasileiros devem aos bancos e ao governo cerca de 450 milhões de dólares. Menos de 5 por cento dos assentamentos são financeiramente independentes. Para ser justo, muitos assentamentos são estáveis e alguns se tornaram modelos de eficiência, especialmente onde os assentados formaram cooperativas. Um desses é a Fazenda Anoni, um antigo campo de posseiros no sul do Brasil que faz um comércio animado com suas marcas caseiras, como mate, café orgânico e carne de gado de pasto. Mas a Fazenda Anoni é uma das exceções. Embora Brasília aumente muito uma robusta nova classe de empresários rurais, a maioria dos assentados parece mais um bando de necessitados. A grande maioria mal consegue se alimentar. A sua produção coletiva nem é registrada na produção agrícola brasileira, que é de 80 bilhões de dólares. Se não fossem os benefícios do seguro social, que são responsáveis por um quinto da renda rural, muitos mais teriam ido embora.
Aqueles que ainda ficam muitas vezes abusam da terra. No Estado do Pará, lar de Acelino da Silva, os assentados derrubam faixas de floresta para plantar feijão, arroz e milho. Mas após algumas colheitas, o frágil solo amazônico se alquebranta, forçando os fazendeiros a cortar o seu caminho mais fundo na floresta. Pela lei, cada assentado pode derrubar somente três hectares por dia. Mas ninguém respeita a lei. "A nossa maior dor de cabeça é controlar o desmatamento e as queimadas nos assentamentos da reforma agrária," disse Edson Cruz, um inspetor da polícia federal lotado na
autoridade ambiental brasileira, o IBAMA. "As multas nunca são pagas... Nós estamos impotentes." O que é pior para a castanha do pará. As estradas no Pará estão lotadas de caminhões de madeireiras, cheios de contrabando.
As árvores não são as únicas a sofrer na reforma fracassada do Brasil.
Pergunte aos ocupantes de 17 de Abril, um assentamento que leva o nome de um dia de infâmia. Em 17 de abril de 1996, 3.000 invasores marcharam pelos direitos de posse da terra no Pará, leste da floresta amazônica. Eles se depararam com uma barricada policial. Quando o tiroteio terminou, 19 camponeses estavam mortos, muitos com tiros à queima-roupa e um pelas costas. Os policiais envolvidos ainda estão aguardando julgamento. O incidente sangrento e a falha do Brasil em fazer justiça com os culpados desencadeou uma fúria de protestos internacionais. Brasília acelerou a reforma agrária, assentando 74.600 famílias por ano, cinco vezes mais do que nos governos anteriores. Por direito, o 17 de Abril devia ser o centro da nova democracia do Presidente Fernando Henrique. Nada podia estar mais longe da verdade.
O assentamento é uma favela rural, onde porcos patrulham ruas de sujeira flanqueadas por valas de esgoto a céu aberto. Três de cada 10 residentes pegaram dengue. A lepra prevalece. Um médico visita o acampamento a cada três meses, "e ele foge no fim do dia, porque as filas são tão grandes", dizEliene da Silva, uma líder do assentamento (sem parentesco com seu Acelino).
A polícia, por razões óbvias, não é bem vinda, então o 17 de Abril se tornou um covil de ladrões, prostitutas e traficantes de maconha. Os vigilantes mantêm a paz. "Se um bandido assassina alguém, nós levamos ele para a floresta e o matamos", diz o seu Acelino. "Nós temos que tomar conta de nós mesmos." Somente as crianças não parecem ligar. Como pequenos milicianos, eles patrulham descalços na terra, empunhando armas de brinquedo feitas de madeira. Ainda assim, os ocupantes do 17 de Abril - como os assentados em qualquer lugar - falam com orgulho dos frutos do seu trabalho: campos de arroz, treliças pesadas de vinhas de pimenta-do-reino, um lago fervilhando de peixes e uma plantação de 36.000 coqueiros. Através de um empréstimo, a cooperativa comprou o que há de mais moderno em equipamentos agrícolas: uma nova empacotadora de arroz, uma pequena leiteria, um moinho de farinha de mandioca e um viveiro climatizado para as galinhas. Isso foi há um ano atrás. As máquinas ainda estão juntando poeira. "Nós não temos eletricidade", diz Waldomiro Costa pereira, tesoureiro da comunidade.
"Nossos projetos estão suspensos."Falta de luz? "De jeito nenhum," diz Pereira, apontando para o céu, cruzado por grossas linhas de transmissão da hidrelétrica de Tucurui, uma das maiores centrais geradoras da América Latina. Sem um transformador, a corrente de 500 volts é inútil para as casas e lojas abaixo.
O pouco que o povo do 17 de Abril de fato tem, eles devem em grande parte ao MST. O movimento de trabalhadores se tornou uma parte familiar da paisagem brasileira: colunas de homens, mulheres e crianças, marchando em formação ao longo de uma estrada do interior ou reunidos em um grupo raivoso em praça pública. Com suas sandálias e bermudas, levantando bandeiras vermelhas e um
monte de enxadas, eles formam uma legião da ralé, em parte camponês insurgente, em parte Brancaleone. Na verdade, o MST é uma máquina política sofisticada. Seu ícone favorito pode ser Che Guevara, mas a Internet é a sua arma mais poderosa; o site do MST está traduzido para 6 idiomas.
Altamente organizados e disciplinados como soldados, o Movimento se vangloria de ter fileiras por todo o país. Mal se passa uma semana sem que haja notícias de legiões do MST armando seus acampamentos em alguma fazenda, muitas vezes com as bênçãos de clérigos da Igreja Católica. Embora o MST e o governo geralmente se debatam na imprensa, na verdade eles têm um pacto incômodo. Com as legiões de camponeses nas barricadas, o Presidente Fernando Henrique foi capaz de transformar o medo das invasões de terra em apoio para a reforma agrária, uma política que a elite rural brasileira nunca teria engolido.
Hoje em dia há muito mais camponeses em assentamentos do que sem-terra amontoados sob barracas de plástico preto. Mas o MST não cedeu. Eles alegam falar em nome de 4,8 milhões de brasileiros "deserdados", tanto urbanos quanto rurais. Como uma máquina política em moto perpétuo, os militantes procuram incansavelmente por novos recrutas nas favelas da cidade, nos campi universitários, até no exterior entre os brasileiros que imigraram para encontrar trabalho no Paraguai. "Nesses dias, os brasileiros sem-terra são fabricados," afirma Graziano.
Cada vez mais os especialistas discutem que a reforma agrária no estilo antigo, baseada em doações de terras, é uma questão secundária - ou deveria ser. De que adianta mandar mais assentados para campos onde tantos falharam? Eles apontam para a crescente urbanização do país: 82 por cento de brasileiros vivem em áreas urbanas hoje, comparados a menos de 45 por cento em 1960. (Muitos acadêmicos contestam a demografia oficial; de acordo
com suas medições, 30 por cento de brasileiros ainda estão enraizados no interior.) Mas quaisquer que sejam os números, muitos acreditam que existe uma tensão fundamental entre a reforma agrária no Brasil e as demandas da economia emergente de um país. Nas últimas três décadas, o Brasil se tornou uma potência agrícola. A colheita de 2001 de soja, algodão e outras plantações passou de 100 milhões de toneladas e alcançou cerca de 80 bilhões de dólares. A agricultura comercial de larga escala produziu essa bonança, sendo responsável por 61 por cento dos produtos agrícolas brasileiros negociados internacionalmente. A economia já está transbordando de produtores agrícolas em dificuldades. A maioria dos economistas prevêem que os grandes agribusiness vão tirar o trabalho de agricultores de subsistência e de trabalhadores do campo, à medida que continuam a se mecanizarem.
A globalização também está trabalhando implacavelmente contra os pequenos donos de terra. Em um esforço para se integrar à economia da América do Sul, o Brasil derrubou as barreiras aos produtos agrícolas importados. Isso significa que os consumidores estão aproveitando os preços mais baixos dos alimentos, mas os fazendeiros familiares que se encontram em dificuldades estão sendo empurrados ainda mais para trás dos barões da agricultura, que compensam os preços mais baixos vendendo em maiores quantidades. "Nós acrescentamos colheradas de gente à zona rural, enquanto as políticas econômicas as tiram pela enxada," diz Gilmar Mauro do MST.
Não faz muito tempo, os brasileiros mais especuladores previam que os mercados iriam absorver o "excesso" de mão-de-obra, à medida que os antigos trabalhadores agrícolas fluíam para a cidade para construir fábricas, moradias e torres de escritórios. Então veio a crise da dívida externa nos anos 80, a Década Perdida da América Latina, seguida do desemprego provocado pelo capitalismo nos anos 90. O motor do Brasil simplesmente afogou. Os campos do MSG estão cheios de trabalhadores agrícolas, mas também de ex-assentadores de tijolos, mercadores em dificuldades, vendedores de rua e funcionários de supermercados de meio-período.
Um quadro tão horrível sugere que a reforma agrária é mais um socorro à pobreza do que economia saudável. É claro que para os camponeses desesperados qualquer ajuda é bem-vinda. "A pobreza rural é inacreditável e precisamos fazer alguma coisa," afirma Luiz Hafers, que chefia a Sociedade Rural Brasileira, uma associação de plantadores. "A reforma agrária não deve ser medida de acordo com uma medição econômica." Mas usar a terra para pagar uma dívida social pode Ter o seu preço também. Há meio século, o sucesso na agricultura significava possuir uma expansão generosa e muitos filhos com costas fortes para trabalhá-la. Não mais. "O Brasil é uma economia de mercado. Precisamos de um suprimento confiável de alimentos de agricultores eficientes que conhecem agronomia e usam biotecnologia", diz Fernando Homem de Mello, economista agrícola da Universidade de São Paulo.
Se você divide terra produtiva e doa para a reforma agrária, podemos ver um colapso no suprimento de comida".
Os enigmas da agricultura contemporânea não foram perdidos em Brasília. Mas o governo Fernando Henrique não cede. As autoridades apontam para uma grande safra de acadêmicos que afirmam que as fazendas familiares fazem uso muito mais eficiente dos seus parcos créditos agrícolas concedidos pelo governo do que os homens privilegiados em suas ceifadoras com ar-condicionado. Com orientação apropriada e uma mão amiga, insistem os que crêem, essa classe "órfã" de trabalhadores pode não apenas se erguer da miséria, mas se tornar um agente da verdadeira democracia.
Talvez. Ninguém nega que o Brasil tem uma enorme dívida social para com as vítimas da nova economia agrícola, os incontáveis trabalhadores desempregados que precisam de um salário, um teto, treinamento profissional e uma chance para recomeçar. Mas a verdadeira reforma agrária requer muito mais que boas ações e o auxílio-desemprego. Significa almejar a ajuda para os fazendeiros capazes mas em dificuldades, grandes ou pequenos, que ainda têm uma chance de competir no mundo moderno - através de serviços de
extensão rural, créditos agrícolas prudentes, acesso a biotecnologia e
estradas e escolas melhores. Há muita coisa em jogo. Transformar a zona rural pode ainda significar transformar o próprio país. "A ausência de uma classe de pequenos donos de terra inteligentes", declarou uma vez o historiador britânico James Bryce, "é um infortúnio grave para a América Central e a América do Sul". Bryce escreveu isso em 1912. Ele poderia estar escrevendo hoje.

O estigma

Um repórter do Congresso em Foco perguntou-me se sou mesmo Mutran!?

Disse-lhe que sim. Perguntou-me se tenho parentesco com os Mutran que figuram na "lista suja do trabalho escravo", editada pelos órgão de controle do governo. Respondi que sim.

O repórter não me perguntou mais nada. Muito menos se sou jornalista!

Será que o repórter acha que sou, no seu foco de investigação, algo que pode revelar um conluiu? Será que o repórter acha que faço parte de um grande esquema de dominação pró-escravagista, como sua matéria insiste em sugerir em relação à Pagrisa?

Quem me conhece acha que eu sou escravagista-jornalista-saudosista do Pelourinho ou algo que o valha?

Aguardo o desdobramento da matéria de meu colega.

Há 12 anos já vi essa e outras pautas. Com uma diferença que ele saberá na hora certa.

Curiosidade jornalísta em relação ao coleguinha. Apenas curiosidade.

O fenômeno ainda está vivo

Faltam exatamente quatro dias para as comemorações da morte de um espírito revolucionário.

Che Guevara - o Ernesto - foi executado covardemente na data próxima.

Ouvi ontem duas frases de duas pessoas importantes em minha vida: meu pai e do deputado o qual presto serviço.

Meu pai é filho de comunista, continua comunista e o político ao qual presto serviço, se não o for, confesso que não sei o que se passa comigo.

Meu disse certa vez: A terra é nossa maior riqueza. Em cima dela construimos o que há de mais primordial para a sobrevivência de nossa civilização.

O político o qual presto serviço: Tenho certeza de que quando optei em ser médico, um a coisa me marcou: É a única atividade humana em que eu, como médico, presto serviço diretamente a meu semelhante.

Qual dos meus dois leitores podem dizer-me onde está o ponto de intersecção entre dois segmentos?

Já que um candidatou-se a Prefeito e foi eleito, e o outro foi o introdutor do conceito cooperativo de exploração da terra?

E ambos, sem se conhecer, fundaram o PDT no Sul do Pará? Um ao Sul, outro no sudeste?

O presidente moderará

Com o anúncio da criação da TV Pública Brasileira. Os impostos escorchantes que me são recolhidos na fonte. Com a garantia de que o presidente da República diz que não há mais censura neste país. Sinto-me a vontade para não moderar mais nada neste espaço.

Entendo que posso publicar o que quiser e os leitores falarem o que também o quiserem.

Como só tenho dois leitores, será divertido a construção do livre pensamento.

A pauta mudou! Liberou geral!!

Tá liberado

A moderação deste blog não mais existe.

Reforço da tara que domina o poder

É lamentável.
A realidade é esta.
Acabou o respeito, a paquera é irmã da tara e do prazer à mulher mundana do próximo.
Essa notícia, diminue o Brasil: leia.
Diminue a mulher. Diminue os homens sérios.
Avilta a mães de família honestas. Valoriza às de vida fácil.
Tudo se passa à conveniência de um país doente. Que combate a droga: Mas que se empapuça nas altas horas.
Que pede Educação: E vê seu filho tomando êxtase.
Que fala em moral: Mas que não passam de sedizentes viciados.
É o retrato da República das Bananas.
Viva Calheiros. Ave Mônica. Tilinta o caixa da Abril...e dane-se o povo.
- É o vale tudo por poder, aproximação dêle e dinheiro.
Que Deus nos perdoe.
Vai Lula, segue com a esmola, cpmf, compadrio e asseclas. Eles ao levantar a espada, dirás, atônito: Até tú Brutos!?

Cai nova diretoria da CDP

Não houve tempo de esquentar a cadeira o novo presidente da Companhia das Docas do Pará Luis Fernando Fonseca. Ele e alguns de seus assessores não passaram no crivo do Palácio do Planalto.

O apetite da Vale




Vale avança com ferrovia e usina
Aguinaldo Novo, Gustavo Paul e Mônica Tavares*


INFRA-ESTRUTURA EM FOCO

Companhia leva concessão da Norte-Sul e quer novo parceiro em siderúrgica com chinesa

A Vale do Rio Doce aumentou seu poder de fogo ontem, ao levar a concessão para explorar 720 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul e inaugurar o escritório da Companhia Siderúrgica de Vitória, que construirá com a chinesa Baosteel. O consórcio Vale-Baosteel informou que quer um sócio para o projeto siderúrgico de US$5,5 bilhões, o qual vai injetar no aquecido mercado siderúrgico 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano, a partir de 2012. Já no leilão - em que foi a única participante -, a Vale arrematou o trecho entre Açailândia (MA) e Palmas (TO) pelo preço mínimo de R$1,478 bilhão, metade do qual será desembolsado na assinatura do contrato, prevista para ocorrer em até 60 dias.

Segundo o diretor executivo de Ferrosos da Vale, José Carlos Martins, o BNDES é candidato a parceiro na siderúrgica, mas a exigência da instituição de um percentual de equipamentos nacionais no projeto poderá limitar o investimento. O BNDES não comentou. O nível de nacionalização dos projetos nos quais o BNDES entra como sócio varia de acordo com a operação. Já o percentual de participação em empresas não costuma ultrapassar 30%. Para financiamentos, o índice de nacionalização exigido atinge 60% a 65%.

- Ainda não está definido se será o BNDES. Pode ser um banco de investimento chinês ou outro parceiro. Os chineses querem ficar com até 60%, e a Vale quer 20% - disse Martins.

Para especialista, modelo é errado

Como a maior parte do investimento virá da Baosteel, é provável que boa parcela dos equipamentos seja da China. Até achar um parceiro, a Vale será responsável por 40%. A Vale e a Baosteel negociaram a construção de uma siderúrgica no Brasil há cinco anos, e problemas com o governo do Maranhão levaram as empresas a optarem por Anchieta (ES). O projeto inclui ferrovia, porto e termelétrica.

- A vinda da Baosteel coloca o Brasil no cenário mundial siderúrgico, e é importante também porque vamos processar o minério aqui - disse Roger Agnelli, presidente da Vale, que é minoritária na siderúrgica CSA, que a alemã ThyssenKrupp está construindo no Rio.

O presidente da Baosteel, Xu Lejiang, disse que o crescimento da demanda de minério pela China continuará, "mas não tanto como antes":

- O minério brasileiro ajudou a desenvolver nossa economia, mas em 2006 (a produção siderúrgica) já não cresceu tanto como antes.

Com a Norte-Sul, a Vale passa a operar sob concessão 9.720 quilômetros de ferrovias. Desde 1996, tem o direito de explorar 225 quilômetros, de Estreito a Açailândia. Ali, os trilhos cruzam a Estrada de Ferro Carajás, permitindo ligação com o Porto de Itaqui, em São Luís. A Vale também controla a Ferrovia Centro-Atlântica.

- Estamos formando um corredor para exportação de grãos e outros itens - disse o diretor-executivo de Logística, Eduardo Bartolomeu, acrescentando que a Vale aposta ainda na maior demanda por etanol.

Pelo trecho já controlado da Norte-Sul, a Vale transportou 800 mil toneladas de grãos no primeiro semestre. Agora, o volume pode atingir 8,8 milhões de toneladas até 2013.

O leilão foi organizado pela estatal Valec, responsável pelo projeto da ferrovia - lançado há 21 anos, no governo Sarney. A Vale poderá operar o trecho por 30 anos. Dos 720 quilômetros, 362 quilômetros estão construídos. A Valec construirá os 358 quilômetros restantes, que passarão à Vale. Com os recursos do leilão, a Valec também construirá 280 quilômetros entre Uruaçu (GO) e Anápolis (GO).

Para o diretor do Centro de Estudos em Logística da Coppead, da UFRJ, Paulo Fleury, não é correto dizer que a Vale passou a deter um poder econômico exagerado na administração de ferrovias no país:

- O problema não é a Vale, é o modelo de ferrovias. Foi um erro não se pensar em corredores de trilhos que concorrem entre si. O que temos são ferrovias regionais, em que cada trecho é independente.

Fleury disse que nos EUA, onde há 500 empresas ferroviárias, alguns trechos têm competição entre até quatro companhias. Para Agnelli, a Vale não pode ser acusada de monopólio:

- Depois de pronto, é fácil dizer que a Vale é monopolista. Mas só a Vale apareceu no leilão.

O grupo mineiro ARG, que seria associado a chineses, e o Alvorada, com investidores russos, chegaram a mostrar interesse, mas desistiram.

Segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o leilão - a primeira grande licitação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - é a evidência de que o PAC não é uma "operação de marketing". Dilma admitiu que seria desejável ter mais interessados, mas não considera a falta de competição um problema:

- Seria ruim se desse vazio (sem competidor) ou se o preço pago ficasse abaixo do mínimo.

Para o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, em 2009, a expectativa é que haja mais de 700 quilômetros em operação da ferrovia.

- Aí, finalmente, vamos dar finalidade a essa ferrovia.


COLABORARAM Henrique Gomes Batista e Mirelle de França (com agências internacionais)

Mui amigas

ONGs propõem fundo de R$2 bi para a Amazônia

Jailton de Carvalho

Pelo projeto, governo pagaria a proprietários para não desmatar

BRASÍLIA. Nove grandes organizações não-governamentais apresentaram ontem, na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, proposta de criação de fundo de cerca de R$2 bilhões por ano para estimular proprietários rurais a não fazer novos desmatamentos na Floresta Amazônica. O fundo seria formado por doações, recursos do Orçamento da União e pela criação de taxa específica para empresas que atuam na extração e no comércio de madeira. Pela proposta, a criação do fundo seria a base do Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia.

Pela proposta, o governo federal pagaria aos donos de terras até R$150 por ano por hectare não desmatado. O valor corresponde ao que cada proprietário rural da Amazônia fatura anualmente por hectare. Ou seja, o fazendeiro teria o mesmo lucro só com o compromisso de não abrir novas pastagens ou áreas de plantio. As despesas seriam custeadas pelo fundo.

Para ministra, pacto é avanço na política ambiental

As sugestões foram bem recebidas pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e pelo governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, até recentemente o inimigo público número um dos ambientalistas. Segundo a ministra, o pacto sugerido pelos ambientalistas indica um avanço na política de proteção ambiental. Segundo ela, até então as medidas de preservação da floresta estavam centradas na repressão ao desmatamento ilegal. O eixo agora é a criação de incentivos para que proprietários não destruam a floresta.

- É um movimento legítimo e importante, que vai nos ajudar a viabilizar o que a sociedade quer. Ações de força não são suficientes. São necessários mecanismos adicionais - disse Marina.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que o banco ajudará na criação do fundo, que poderá ser abastecido também com recursos internacionais a partir do crédito carbono - recursos que governos de países ricos devem investir para compensar o desmatamento causado pela industrialização.

Para Blairo Maggi, é importante a criação de incentivos financeiros que tornem as florestas intactas mais rentáveis para os proprietários rurais que pastagens ou plantações.

O disco não muda de tão arranhado




Proposta de conservação


Um grupo de nove organizações não governamentais internacionais e brasileiras lançou ontem na Câmara dos Deputados o chamado pacto nacional pela valorização da Floresta Amazônica. A iniciativa tem como objetivo impedir o desmatamento na região até 2015. A proposta prevê um sistema de metas de redução da destruição da floresta a cada ano, com investimento anual de R$ 1 bilhão para compensar estados, municípios e empresas que optem pela suspensão do atual modelo de exploração econômica na região.

Elaborada pelas ONGs Greenpeace, Imazon, WWF, Conservação Internacional, The Nature Conservancy, além das ONGs brasileiras Amigos da Terra, ISA, ICV e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, a proposta prevê a criação de três fundos para receberem doações. O objetivo é financiar alternativas econômicas ao atual modelo de exploração da região.

O fundo seria administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), receberia doações externas de empresas que comprariam créditos de carbono e do Tesouro Nacional. Segundo cálculos dos técnicos do Ministério do Meio Ambiente, quase 90% dos recursos dos fundos viriam do orçamento da União. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, gosta da idéia. (LR)

A descoberta da pólvora




Amazônia tem de ser prioridade

Leonel Rocha - Da equipe do Correio


MEIO AMBIENTE
Mangabeira Unger propõe debate para a definição do modelo de desenvolvimento sustentável da região. Ele defende que a floresta tropical seja transformada em “laboratório de experiências biológicas”

O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, defendeu, ontem, em debate com deputados da Frente Parlamentar Ambientalista, o lançamento de uma campanha para que a Amazônia Legal brasileira seja considerada prioridade máxima na definição de políticas pelo governo federal. A campanha, segundo o ministro, teria que envolver o Congresso Nacional, os partidos políticos e as diversas entidades sociais — ambientalistas ou não — para que a maior floresta tropical do mundo seja explorada de forma sustentável. “A sociedade tem que definir que tipo de paradigma de desenvolvimento tem que ser definido para cada uma das micro-regiões da Amazônia. Assim, construiremos alternativas adequadas para a região”, disse.

Ocupando agora uma pasta que mudou de nome — era Secretaria Especial de Planejamento de Longo Prazo, mas o Senado derrotou a medida provisória que criava o ministério, obrigando ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a editar decreto recriando o órgão com nova denominação — Mangabeira defendeu a realização do zoneamento econômico-estratégico da Amazônia que definiria o como e o quê seria produzido na região. “Nem podemos transformar a Amazônia em um grande parque para o deleite da humanidade, nem transformar a região em um grande Mato Grosso produtor de soja. A alternativa é transformar a região em um laboratório de experiências biológicas e ambientais para encontramos um terceiro caminho”, defendeu o ministro.

Encarregado do planejamento estratégico de longo prazo, agenda que envolve desde questões de defesa até a definição do modelo de exploração da Amazônia, Mangabeira defendeu um modelo de ocupação da região com baixa densidade demográfica e a melhoria na formação intelectual da população e a oferta de serviços públicos de alto nível. O sonho de Mangabeira é que o país invista na biotecnologia para melhorar a performance de aproveitamento das florestas, além da utilização de energias alternativas para a região. “O Estado tem que ser forte na Amazônia. Não para substituir o mercado. Mas para criar novas alternativas para que as empresas se estabeleçam sem problemas na área”, argumentou. E concluiu: “O problema da Amazônia não é técnico. É institucional, social e político”.

Gestão
Mangabeira alertou para o distanciamento entre o que ele chamou de “fervor ambientalista” e as idéias econômicas consideradas primitivas na região. Ele contou que percebeu um certo “espontaneismo inculto” no Norte que, segundo o ministro, deve ser substituído por uma política que defina o tipo de gestão territorial para as áreas onde ainda há florestas densas. “Precisamos adotar o experimentalismo produtivo com preservação ambiental”, defendeu.

Mangabeira Unger também sugeriu que o Congresso Nacional não defina que tipo de energia deve ser produzida na Amazônia Legal — se energia solar, biocombustível ou hidrelétrica. “O país não deve ter uma posição dogmática por determinado tipo de energia. Vamos experimentar todas as alternativas e, no futuro, definiremos a melhor opção para o país”, ponderou. O presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), gostou das idéias de Mangabeira. Mas ressaltou que o governo deve mudar sua política de ocupação da Amazônia para impedir a concentração demográfica nas grandes cidades.

Nota do Blog: Com que dinheiro cara pálida?

Vim prá confundir não prá explicar

Os maiorais do PT nacional apostam tudo no nome do "novo" produto de seu invento político: Construindo um Novo Brasil, pois é assim que se chama o redivivida sucessor da facção Campo Majoritário, que como o próprio nome diz, dominava as hostes da legenda até as sucessivas desgraças em que os membros que cercam o papa foram pegos com a mão na botija.

A disputa está pesada pelo poderio total. Leiam nota do CB de hoje.

DISPUTA PETISTA

Berzoini supera Garcia

Sai o assessor especial do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, entra o deputado federal Ricardo Berzoini (SP). A briga pelo comando do PT teve mais uma reviravolta. Em uma operação de emergência, normalmente chamada “freio de arrumação” na linguagem partidária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi obrigado a um estratégico recuo e liderou um pacto em torno do nome de Berzoini como candidato à reeleição para a presidência da legenda pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), antigo Campo Majoritário. O nome de Garcia estaria, portanto, definitivamente descartado, por falta de sustentação política da burocracia partidária e da bancada de deputados federais. O freio de arrumação é uma tentativa de unificar a CNB e evitar o crescimento do deputado federal Jilmar Tatto num eventual segundo turno. Tatto será candidato por três correntes e já está em campanha. A Mensagem ao Partido, que provavelmente apoiaria Garcia, agora deve lançar candidatura própria e, num segundo turno, pode se dividir entre Tatto e Berzoini. As eleições são em dezembro.

Se tú não quer eu quero

Impasse na CPI das ONGs

Correio Braziliense

A CPI das ONGs começou pela metade no Senado. Foi escolhido o presidente da comissão, mas o nome do relator ficou para a semana que vem. Motivo: PT e PMDB não se entendem. Os peemedebistas insistem com Valter Pereira (PMDB-MS). O PT não o quer. E sugere Inácio Arruda (PCdoB-CE). O impasse foi criado e a instalação da CPI ontem apenas formalizou o senador Raimundo Colombo (DEM-SC) como presidente da comissão. Trabalho mesmo só na próxima semana, desde que haja solução para o impasse na relatoria.

Nota do blog: Começa muito mal a CPI das ONGs

Enquete sobre trabalho escravo

Na sua opinião o que é trabalho escravo?

Aproveitando a polêmica e que todos têm um conceito pessoal sobre o tema. O blog aproveita que a pauta volta a estampar calorosos debates e quer saber a sua opinião.

Vote na nova enquete do blog na coluna da direita.

O resultado sai daqui a um mês.

Resultado da enquete

Confira o resultado da última enquete do blog:

Por que a polícia está tão desacreditada?

Porque é corrupta 8 (50%)

É mal preparada 1 (6%)

Ganha pouco 1 (6%)

Culpa dos Governos 6 (37%)

PDT recebe filiações

Foto: Amarante















Odair Corrêa, vice-governador do Pará, assina a ficha de filiação no PDT














Deputado federal Paulo Rubens Santiago assina sua ficha entrando no PDT.
















Ex-deputado estadual João de Deus, entra no PDT.

Além da filiação da senadora Patrícia Saboya, do vice-governador do Pará Odair Corrêa e do ex-deputado estadual João de Deus, assinou sua ficha de filiação no final da tarde de hoje na sede nacional do partido o deputado federal Paulo Rubens Santiago (PT-PE).















Cena idêntica repetiu-se em todo o Brasil nos diretórios do PDT recebendo adesões de lideranças políticas qualificadas para que o eleitor tenha opção nas eleições do próximo ano.

“Marcharemos coesos nas próximas eleições e devemos ter um extraordinário crescimento”, prevê o deputado federal Giovanni Queiroz, presidente da legenda no Pará.

Vice-Governador Odair Corrêa filia-se no PDT
















Val-André Mutran (Brasília) – O vice-Governador do Pará, Odair Corrêa, teve sua ficha de filiação abonada nesta manhã, em Brasília, pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Luppi e pelo presidente da agremiação no Pará, deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA), na presença do presidente do Diretório do PDT em Santarém, Osmano Figueiredo. O ex-deputado João de Deus, também filou-se à legenda. A solenidade teve lugar na sede nacional do partido, em seguida, o ministro recebeu em seu Gabinete, as lideranças políticas do Pará em audiência.

Corrêa fazia parte dos quadros do PSB, legenda a qual elegeu-se na chapa vencedora nas últimas eleições majoritárias no Pará encabeçada pelo governadora Ana Júlia Carepa, então senadora pelo Partido dos Trabalhadores.














O vice-governador assume com o PDT o compromisso de implementar o partido em todo o estado, principalmente na região do Tapajós e na Transamazônica.

Segundo o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA), o ex-deputado João de Deus assume a liderança política do PDT na região do Baixo Tocantins.

Melhorias para todo o Estado – No primeiro contato com o ministro do Trabalho e Emprego, já se abre uma porta para o fortalecimento do Banco do Cidadão via Ministério, com recursos do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador.














"Com esta parceria fortaleceremos todos os procedimentos de micro-crédito de trabalho e renda no Estado", disse Corrêa.

A segunda ação a ser priorizada será a formação e qualificação profissional voltadas para os setores produtivos, com a intenção de atender demandas reprimidas, principalmente para atender o setor mineral.

"O PDT se engrandece ao receber o vice-governador e eminentes quadros políticos que o acompanham, a exemplo do ex-deputado João de Deus", elogiou Giovanni Queiroz.

A Norte-Sul é da Vale




Leilão da Norte-Sul já tem vencedor: a Vale do Rio Doce

Renée Pereira


Mineradora foi a única que depositou as garantias exigidas por lei; lance mínimo é de R$ 1,478 bilhão

Sem nenhuma concorrência, a Ferrovia Norte-Sul vai a leilão hoje, em São Paulo, com o nome do vencedor praticamente definido: a Companhia Vale do Rio Doce. A mineradora foi a única que depositou as garantias exigidas por lei e confirmou sua presença no leilão.

Ela só não leva a subconcessão dos 720 quilômetros da estrada de ferro, que ligam Açailândia (MA) a Palmas (TO), se não der o lance mínimo de R$ 1,478 bilhão ou se a transferência da ferrovia para a iniciativa privada for adiada mais uma vez. Em outras três ocasiões, o leilão foi cancelado, uma delas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Além da Vale, as empresas ARG e Alvorada Serviços de Engenharia haviam se pré-qualificado no ano passado para participar da disputa, mas não depositaram as garantias nesta semana. Os chineses, que chegaram cheios de interesse pela ferrovia, passaram longe do processo de qualificação.

Segundo fontes do setor, o empreendimento somente interessava a eles se o traçado da estrada fosse alterado, o que foi descartado pelo governo. Além disso, o que circula no mercado é que o modelo desenhado para a subconcessão não conseguiu empolgar os investidores, pois as exigências são altas demais diante do retorno previsto.

O leilão de subconcessão da Norte-Sul está sob o comando da estatal Valec Engenharia, Construções e Ferrovias - responsável pelo projeto da estrada de ferro, lançada há 21 anos, no governo de José Sarney. De acordo com o modelo de subconcessão, o vencedor terá direito de operar o trecho durante 30 anos. Além disso, caberá à empresa ganhadora a conservação, manutenção, monitoramento, melhorias e adequação do trecho ferroviário.

A construção da estrada continuará nas mãos da Valec, que usará o dinheiro da subconcessão nas obras. A empresa já construiu 374 km de ferrovia, entre Açailândia (MA) e Araguaína (TO), trecho que hoje já é operado pela Vale no transporte de soja. A mineradora detém a concessão da Estrada de Ferro Carajás, que faz interligação com a Norte-Sul e chega ao Porto de Itaqui, em São Luís (MA).

Ao contrário do que tem pregado o governo em relação à competição, o presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, disse que a ausência de investidores não causou frustração. 'O importante é ter a participação de uma empresa de grande porte. Agora, poderemos levar adiante um leilão no setor ferroviário que há tantos anos não ocorre no Brasil e poderemos expandir a malha.'

Empolgado com a possibilidade de, enfim, entregar o trecho à iniciativa privada, ele repetiu as justificativas feitas por Sarney no lançamento do projeto: 'Essa ferrovia vai unir as economias do Norte e Nordeste com as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. É a integração do País.' Quando concluída, a Norte-Sul terá 1.980 km entre Belém (PA) e Anápolis (GO).

Globo x Record




O negócio da mídia eletrônica no Brasil movimentará este ano, segundo previsões, algo como R$ 23 bilhões. Dai a disputa das duas redes que não é de hoje.

Disputa entre Record e Globo entra no ar

Paulo Darcie


Emissora de ‘bispo’ acusa rival de tentar barrar canal de notícias, questionando legalidade

Desde a inauguração do canal de notícias Record News, na quinta-feira, a briga entre a Record e a Globo saiu dos bastidores e foi para o ar. Na segunda-feira, o âncora do Jornal da Record, Celso Freitas, leu um editorial acusando as Organizações Globo de tramarem uma “operação covarde e leviana” para impedir a inauguração do novo canal de TV, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador José Serra.

O editorial cita reportagem de Josias de Souza, do jornal Folha de S. Paulo, segundo a qual o vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo, Evandro Guimarães, teria se encontrado com políticos, incluindo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, para “questionar a legalidade da Record News”.

Os ataques à Globo já haviam começado na inauguração do canal, quando o “bispo” e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, atacou o “monopólio da informação” da Rede Globo. “Fomos injustiçados por um grupo de comunicação que mantém o monopólio da informação”, afirmou.

A suspeita que pesa contra a Record é de controlar duas geradoras de TV em São Paulo. A legislação impede que uma mesma pessoa controle dois canais de radiodifusão do mesmo tipo, em uma mesma cidade.

ARARAQUARA

O editorial defendeu o Grupo Record, ao descartar qualquer irregularidade e informar que a geradora do novo canal - cujo nome oficial é Rede Mulher - fica em Araraquara. Além disso, sua assessoria informou que a Record News não pertence a Edir Macedo, como a Record.

Para o diretor da ONG Intervozes, Diogo Moyses, a Record infringiu as regras do setor ao transformar uma retransmissora de sinal, em São Paulo, na geradora. “No editorial, a Record assumiu a irregularidade, dizendo que gera conteúdo para a Record News em São Paulo”, afirma Moyses. “Dizer que o canal é uma simples retransmissora é um absurdo.” Moyses afirma, porém, que a Record não é o único grupo nessa situação. Ele cita a Rede Bandeirantes, que controla a Play TV em São Paulo. A Band, por meio de sua assessoria, afirma que os canais estão dentro da lei.

Em reportagem publicada no portal Observatório do Direito à Comunicação, Moyses diz que um dos proprietários da Rede Mulher, Marcos Antonio Pereira, é vice-presidente da Record, o que também é proibido. “Na prática, Edir Macedo é proprietário da Rede Mulher.”

ATAQUES

A Rede Globo afirmou, em nota, que o editorial da Record defendeu interesses “inconfessáveis” e “é de se esperar que um grupo que lucra pela manipulação da fé religiosa queira também manipular a opinião pública”.

O Ministério das Comunicações não se pronunciou sobre o assunto.

FRASES

Edir Macedo, Dono da Record
“Fomos injustiçados por um grupo que mantém o monopólio da informação”


Rede Globo, Nota
“É de se esperar que um grupo que lucra pela manipulação da fé religiosa queira também manipular a opinião pública, chamando de monopólio a escolha democrática dos brasileiros”

Anistia ampla, geral e restrita

Blog do Josias: À espera de revés no STF, partidos tramam anistia

Folha Online

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta quarta-feira os três mandados de segurança apresentados por partidos de oposição que pedem a devolução dos mandatos dos deputados que trocaram de legenda neste ano.

Receosos de uma sentença, partidos que integram o consórcio governista, maiores beneficiários da infidelidade, tramam aprovar, a toque de caixa, um projeto de lei anistiando os desertores, informa o Blog do Josias.

Segundo o blog, a providência é costurada entre quatro paredes, mas alguns deputados já mencionam a estratégia à luz do dia. Entre eles, Luciano Castro (RR), líder do PR, a legenda que mais inchou na atual legislatura --elegeu 25 deputados e ostenta uma bancada de 42.

No dia 20 de setembro, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, encaminhou parecer ao STF no qual recomenda que a Suprema Corte negue os pedidos do DEM, PSDB e PPS para terem de volta os mandatos dos parlamentares que trocaram de legenda.

Ele afirma no parecer que se o Supremo decidir deferir o pedido feito nos mandados de segurança, que isso seja aplicado a partir da próxima legislatura. "Se houver a concessão dos mandados de segurança, que seu comando seja aplicável apenas à próxima legislatura", afirmou o procurador-geral no documento.

Tem de tudo

“CONGREÇO” - Carimbo era de uso pessoal de servidor

O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, explicou ontem que o carimbo com erro de português utilizado em documentos do Congresso foi comprado por um funcionário da Secretaria de Coordenação Legislativa sem autorização da Casa. “O produto, com erro de grafia, de uso pessoal de um funcionário, foi por ele mandado confeccionar, sem o conhecimento de sua chefia imediata que, ao tomar conhecimento do ocorrido, tratou de adverti-lo”, justificou o diretor. O carimbo grafava o nome do Poder Legislativo como “Congreço Nacional” e foi utilizado no protocolo de documentos distribuídos internamente.

Fonte: Correio Braziliense

"Não sou uma Bebel", diz Mônica Veloso

Mônica nega ser uma Bebel da vida
Alessandra Pereira - Correio Braziliense

QUEBRA DE DECORO

Pivô do escândalo que quase cassou Renan Calheiros é capa da Playboy deste mês. Sem arrependimento, ela afirma que sua trajetória não tem nada a ver com a personagem da novela Paraíso tropical

Mônica sobre o caso com senador: “Eu não tenho nada a comentar”


São Paulo
Depois de ter sido pivô do escândalo envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a jornalista Mônica Veloso deve ganhar projeção nacional ainda maior nos próximos dias. Ela é capa da revista Playboy deste mês e promete lançar, muito provavelmente no dia 15 de novembro, um livro contando histórias dos bastidores das relações políticas e de poder em Brasília.

Sob o título “A mulher que abalou a República”, a jornalista, mãe de uma filha de Renan, aparece nua na Playboy que chegará às bancas terça-feira, com expectativa de bater recordes de vendagem da revista em todo o país. Em entrevista concedida ontem sobre o novo trabalho, Mônica anunciou que fechou contrato com a editora Novo Conceito para publicar em livro a sua visão sobre a dinâmica dos relacionamentos que se estabelecem na capital do país.

O livro está sendo escrito de próprio punho, mas, segundo a jornalista, não trará nomes de políticos nem informações bombásticas sobre algum novo escândalo. “Há uma curiosidade grande em torno de coisas que acontecem lá (Brasília), das relações próximas entre políticos, jornalistas, publicitários, advogados, empresários. Tem uma avenida enorme para explorar. Tem muita história legal, as pessoas vão gostar”, disse Mônica, que é mineira e atualmente vive em Belo Horizonte.

Bastante segura, vestindo calça preta, camisa vermelha e sapato prateado de salto agulha, a jornalista mostrou preparo e tranqüilidade diante de todo tipo de pergunta. Da rotina de exercícios físicos ao futuro profissional, dos planos de fazer televisão à parte do próprio corpo de que mais gosta — a barriga. Mas se negou a falar sobre o peemedebista ou sobre a absolvição do senador: “Não vou falar absolutamente nada (...). Foi uma decisão política do Renan e de seus pares, eu não tenho nada a comentar”.

Pensão
Questionada sobre o pagamento da pensão de sua filha, Mônica respondeu que o repasse é feito normalmente, por meio de transferência bancária, na qual vem registrado “Senado Federal”. “É um direito da minha filha e vem sendo cumprido”, disse a jornalista.

E mostrou surpresa quando ouviu: “Há males que vêm para bem?” A pergunta fazia referência ao fato de que seu envolvimento com Renan acabou resultando em uma filha e em uma projeção jamais trazida por seus 20 anos de profissão. “Minha filha é uma bênção”, disse ela, que negociou dois meses com a Playboy para fazer o ensaio, cujo cachê não foi divulgado.

Mônica rejeitou comparações entre sua trajetória e a de outras mulheres que tiveram romances com políticos (ou se envolveram em CPIs) em Brasília e optaram por ocupar as páginas das revistas masculinas em troca de dinheiro e sucesso instantâneo. “Não sou celebridade. Decidi fazer o trabalho depois de ouvir muitas pessoas amigas. E ficou muito bonito, sou fotogênica.”

A jornalista também não viu identificação alguma entre sua história e o final dado à personagem Bebel, a garota de programa vivida pela atriz Camila Pitanga que, na novela Paraíso tropical, da Rede Globo, terminou como amante de um senador prestando depoimento em uma CPI: “Não acho que minha história tenha absolutamente nada a ver com a personagem. A obra é de ficção, o autor pode ter visto um fato na mídia e feito uma alusão qualquer. Acho engraçado, porque sou uma profissional jornalista, trabalho há 20 anos, 10 deles foram na Globo e o que vivi não tem nada a ver com o perfil da Bebel.”

Mônica disse estar preparada para as críticas e tem consciência de que elas virão. E destacou que haverá gente a apoiá-la e a condená-la. Confessou que o ensaio, feito em uma casa no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, lhe deu mais auto-estima, especialmente pelo fato de o Brasil valorizar demais a juventude: “Me senti muito bem, orgulhosa de ter quase 40 anos e receber o convite. Não me arrependo.”

A jornalista disse não acreditar que posar nua possa prejudicar sua carreira, recebeu e recusou algumas propostas de trabalho e contou que não vai mais trabalhar com marketing político. “Não me sentiria à vontade.” Descrita como “a flor no meio de um mar de lama” em um dos textos da Playboy, Mônica, que tem tatuagem com flores e borboletas no final das costas, diz estar sozinha, demonstra estar preparada para o sucesso e para bem mais do que 15 minutos de fama.

Não sou celebridade. Decidi fazer o trabalho depois de ouvir muitas pessoas amigas. E ficou muito bonito, sou fotogênica


Mônica Veloso, jornalista

Na próxima semana em todas as bancas do Brasil





















Evidente que a curiosidade é alma do negócio quando se fala de vendagem desse tipo de publicação. No entanto, a personagem em questão está "anos luz" em melhor forma que a titular do pedaço - é uma mulher de "catiguria".

Por livre e espontânea pressão

Uma intervenção de Aloizio Mercadante (PT-SP) deixou evidente que o presidente do Senado não disporia do suporte petista. Mercadante insurgiu-se contra a unificação processual. Defendeu que cada um dos três processos que ainda pendem sobre a cabeça de Renan tivesse relatores distintos.

De resto, Mercadante repisou a tese de que os três relatores deveriam realizar um trabalho concomitante, de modo a apresentar ao Conselho de Ética, em 30 dias, relatórios que permitam aos senadores ter uma visão global de todas as acusações que pairam sobre Renan. Eduardo Suplicy (PT-SP) e João Pedro (PT-AM) endossaram o encaminhamento de Mercadante.

Sentindo o cheiro de queimado, Quintanilha optou pelo vexame menor. Para não amargar uma derrota no voto, mudou de posição por espontânea pressão. Manteve a escolha de Almeida Lima, mas disse que ele relatará só um dos processos. Informou que indicará outro relator até amanhã. Ratificou o nome de João Pedro (PT-AM), que já relata um dos processos, o da cervejaria Schincariol. E aquiesceu quanto ao prazo de 30 dias sugerido por Mercadante.


Mais no blog do Josias de Souza aqui>>

Sistema de cotas imperfeito

Himmler para reitor da UnB

Sou em princípio a favor das cotas para determinados segmentos da população no vestibular das universidades federais brasileiras. Preferiria ver cotas para pobres de qualquer cor, mas é preciso reconhecer que os afro-descendentes só têm chance na sociedade brasileira se for para jogar futebol, tocar pagode ou despachar ebós nas esquinas. Então, as cotas para negros já são um avanço.

Só que fica difícil continuar a favor das cotas quando se vê o petismo e a demência moral tomando conta do processo. A UnB, que no ano passado sofreu o maior vexame ao determinar que um irmão gêmeo idêntico teria direito a concorrer pelas cotas e outro não, conseguiu criar um sistema ainda mais inacreditável do que tirar fotos dos candidatos e enviar para comissões avaliarem a negritude. Agora, os aprovados nas vagas reservadas para cotistas terão de se submeter a uma comissão, que decidirá se são negros mesmo.

Heinrich_Himmler.jpg
Hallo, Schwarzchen! Querr conhecerr as chuveirras do campus 'ma fêis?

Pois a NOVA CORJA tem uma sugestão muito mais prática. O Estado poderia fazer análises genealógicas de todos os supostos negros no momento do registro civil. Depois de definida a inequívoca afro-descendência, a criança seria obrigada a usar pelo resto da vida um triângulo com as cores da bandeira da Etiópia costurado nas roupas. Assim, não vai mais existir confusão na hora de definir quem é ou não cotista. A vantagem é que na Argentina, logo ali, existem diversos senhores com um grande know-how nesse sistema de classificação da população. Podemos aproveitar as vantagens oferecidas pelo Mercosul para fazer essa transferência de tecnologia.

Almeida Lima relatará denúncias contra Renan

O Senado prepara-se para mais uma incrível exposição pública que jogará ainda mais sua credibilidade na latrina.

Braço-direito de Renan vai relatar seus processos

O braço-direito de Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador peemedebista Almeida Lima (SE), vai relatar dois processos contra o presidente da Casa. A decisão foi tomada pelo também peemedebista Leomar Quintanilha (TO), presidente do Conselho de Ética.

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A traição dos amazônidas

Em entrevista ao jornalista Ray Cunha, Jorge Bessa confirmou algo que já foi dito pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, autor de mais de uma dezena de livros sobre a Amazônia, e sobre o que eu também já observara: a mentalidade prevalecente do empresariado e dos políticos da Amazônia é tacanha. Isso explica, por si só, o atraso da região, seu viés colonizado, escravocrata, imediatista, atrasado.

Por exemplo: no Pará, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) amontoou no seu gabinete, em apenas seis meses de governo, mais de 700 assessores especiais, entre os quais duas cabeleireiras que a atendiam num salão de beleza. Esse episódio virou escândalo nacional, obrigando Ana Júlia a demiti-las.

Enquanto isso, o Pará, como de resto a Amazônia, é assolado por mortalidade infantil alta, analfabetismo, desemprego, escravidão, prostituição infantil, alto índice de assassinatos no campo e nas maiores cidades, tráfico de drogas e de mulheres, falta de energia elétrica num estado que a exporta, piratas atacando embarcações e quadrilheiros que não são presos.

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Infidelidade partidária, advogados e lexotam

Brasília - O polêmico julgamento pelo Supremo Tribunal Federal da perda de mandatos dos parlamentares infiéis, que trocaram de partido desde as últimas eleições, domina as discussões no Congresso Nacional. Há acordo entre as lideranças dos partidos de oposição e da base aliada em relação à fidelidade partidária, ou seja, que os mandatos parlamentares pertencem aos partidos, mas não há consenso em relação a partir de quando uma lei neste sentido deve prevalecer.

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Fonte: ABC Polítiko

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