Nota do Deputado Giovanni Queiroz em apoio incondicional aos aposentados e pensionistas

O blog publica nota à imprensa do deputado federal Givoanni Queiroz (PDT-PA) de apoio incondicional aos pleitos dos aposentados e pensionistas do Brasil.

Brasília (DF), 21 de agosto de 2009.

Nós do PDT, pela história que temos desde sua origem com Getúlio Vargas e posteriormente com Leonel Brizola, seremos sempre fiéis aos nossos dogmas partidários que é a defesa intransigente dos nossos trabalhadores; sejam eles da ativa ou aposentados.

Eu, por convicção, estou na mesma linha de meu partido, ou seja, apoiamos os pleitos sugeridos pelos aposentados e pensionistas do Brasil.

Giovanni Queiroz

Deputado Federal

PDT-PA

O protagonismo do ambientalismo espataculoso preocupa-se com o ser humano apenas a longo prazo

Redefinição dos limites de Jamanxim

Há pouco mais de três anos, o governo federal criou um bloco de áreas protegidas de 2,8 milhões de hectares no eixo da BR-163 (que cruza Pará e Mato Grosso de norte a sul) com o propósito de barrar o avanço do desmatamento, tendo em vista benefícios à biodiversidade e à coerência do Brasil em fóruns internacionais, quando diz que está comprometido com redução de emissões de gases oriundos de queimadas. Mas a saúde da floresta indica que a opção do país ainda é outra.

Dos 1,3 milhões de hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, cerca de 12% já foram desmatados, algo como 150 mil hectares. Segundo informações das equipes de fiscalização, praticamente metade do que foi convertido não deu lugar a produções agropecuárias. As terras estão simplesmente abandonadas.

Foi nesse cenário, no meio da Floresta, no Pará, chamados pelo Governo Federal para “integrar, para não entregar” que uma leva de migrantes brasileiros se estabeleceram há mais de 30 anos para construir suas vidas e agora veem-se na condição de réles criminosos. Destruidores do meio ambiente. Perigosos elementos infiltrados para destruir a mata e suas riquezas.

Num texto assinado por Andreia Fanzeres, para o site ambientalista O Eco coloca o problema sem nenhum pudor da motivação que move seus patrocinadores.

É leitura obrigatória para quem quer pesar os dois lados da questão. Ressaltando-se que a maioria dos leitores sequer imaginam o que é viver na mata, construir algo para sua família, conseguir sobreviver nessa região inóspita e ter suas vidas arruinadas por uma política ambiental que se lixa para o povo.

O governo Lula está colocando o país para trás. Vale tudo pelas alianças. Perdeu-se o PT, perde-se o presidente e seu doidivanas Minc.

Globonews: Destaques do Jornal das Dez - 20/08/2009

Nada cifrado com Jader e tucanos

Por Lauro Jardim, na Veja Online.

Jader e os tucanos

O PSDB paraense está conversando com Jader Barbalho. Discutem uma aliança em 2010.

Ainda não acabou

De Marina Mello, do site TERRA:

O senador José Nery (PSOL-PA) protocolou nesta quinta-feira na Secretaria Geral da Mesa um recurso a Plenário referente ao arquivamento de cinco representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que foram engavetadas ontem no Conselho de Ética.

No texto do recurso, que conta com a assinatura de outros dez senadores,Nery argumenta que as representações devem ser desarquivadas pois tratam de fatos que merecem investigação, entre eles, a questão de edição de atos secretos.

Junto a Nery assinam o recurso os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) Renato Casagrande (PSB-ES), Cristovam Buarque (PDT-DF), Marina Silva (sem partido-AC), Pedro Simon (PMDB-RS), Demóstenes Torres (DEM-GO) , Jefferson Praia (PDT-AM), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Flavio Arns (PT-PR) e Kátia Abreu (DEM-TO).

Embora a base aliada já tenha argumentado que, após arquivamento de recurso no Conselho não cabe mais nenhum outro procedimento, segundo as regras do colegiado, Nery e outros senadores explicam que o regimento interno da Casa estabelece que, para todas as comissões, pode se apresentar recurso ao Plenário.

"O Código de Ética, sendo o Conselho órgão auxiliar do Plenário, é regra norteada pelo regimento interno do Senado, seja por analogia ou observância direta (...) cabível, portanto, o exercício da competência do Plenário, retirando-se assim o caráter terminativo da decisão do Conselho de Ética", diz o recurso. Caberá à mesa diretora decidir se o texto será ou não encaminhado ao Plenário.

Leia mais em Senadores recorrem de arquivamento de 5 ações contra Sarney

Senador renuncia amanhã da liderança do PT no Senado

Para preservar sua honradez política, o discurso do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) de renúncia à liderança do PT no Senado vai ser realizado apenas às 10h desta sexta-feira. O senador pretendia anunciar às 15h desta quinta-feira, em plenário, sua saída da função. Porém, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador adiou o discurso.

Entretanto, apesar da conversa com Lula, a decisão de Mercadante é "irreversível', de acordo com a assessoria de imprensa do senador.

Presidente deve relativar sua posição amanhã.

Veja a Galeria de Dissidentes do PT

Bete Mendes
A atriz fez parte da primeira bancada federal do PT, eleita em 1982. Foi expulsa do partido por ter votado em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1985. O PT havia proibido os membros de participarem da eleição.

Gilson Menezes
Primeiro prefeito petista do Brasil, eleito em 1982 para administrar Diadema (SP), o ex-líder da primeira greve de metalúrgicos após o AI-5 deixou o partido depois de sair da Prefeitura devido a disputas políticas locais. Voltou a ser prefeito de Diadema pelo PSB (1997 a 2000) e hoje é vice-prefeito da cidade pelo PSC.

Luiza Erundina
Deputada federal pelo PSB paulista, foi prefeita de São Paulo entre 1989 e 1992. Saiu do partido em 1997, depois de perder nova eleição para a prefeitura. A crise teve início em 1993, quando assumiu o Ministério da Administração do governo Itamar Franco sem consultar a legenda.

Vítor Buaiz
Primeiro governador eleito pelo partido a deixar o PT, em 1997, depois de comprar briga com o funcionalismo público por causa da reforma administrativa. Ainda governador do Espírito Santo filiado ao PT, chegou a defender a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ingressou no PV.

Heloísa Helena
Ex-senadora por Alagoas, foi expulsa do PT em dezembro de 2003, junto com os deputados federais Luciana Genro (RS), João Fontes (SE) e João Batista, o Babá (PA), depois de ter votado sistematicamente contra a orientação do governo. A gota d’água foi o voto contra a Reforma da Previdência. O grupo fundou o PSol.

Fernando Gabeira
Candidato pelo PT ao governo do Rio em 1986, saiu do partido para ser candidato a presidente da República, pelo PV, em 1989. Voltou ao PT, se elegendo deputado federal em 2002, e acabou deixando o PT novamente em 2003, criticando a política do governo Lula para o meio ambiente.

Cristovam Buarque
Senador pelo PDT do Distrito Federal, deixou o PT em outubro de 2005 para ser candidato pelo PDT à Presidência da República. Foi ministro da Educação no primeiro mandato de Lula, e começou a se desentender com o governo depois de ter sido demitido do ministério por telefone durante viagem oficial a Portugal.

Soninha Francine
Vereadora de São Paulo, eleita pelo PT em 2004, deixou o partido em 2007 para se candidatar à prefeitura de São Paulo, no ano seguinte, pelo PPS. Na carta de desfiliação, se disse desiludida com o partido depois das primeiras crises do governo Lula.

Fonte: CB.

Senador Mercadante não pára de diminuir

A defesa de Sarney começa a sangrar componentes históricos do PT nacional. O senador Aloísio Mercadante (PT-SP) é líder do seu partido no Senado Federal perde confiança dos pares e do Planalto, vê piorar a relação já desgastada com os caciques do PMDB e, para completar, tem de engolir a ameaça de mais uma deserção de senador do PT, protagonizada pelo senador Flavio Arns (RS), quadro importante do partido no Sul do país e interlocutor privilegiado dos movimentos sociais da Igreja Católica.

Mercadante: “Eu respeitarei a posição daqueles que têm que seguir a disciplina partidária”.

Mercadante é um dos 54 semadores que poderão se reeleger ou disputar outros cargos. O de Síndicos, por exemplo.

Marina Silva também.

É nessa enrascada que os petistas estão se metendo.

Mensagem aos aposentados e pensionistas

Vale a pena ver a convocação do Tomineiro Indgnado, do blog Maresias.

Aposentados e pensionista deste meu Brasil.

Seguidores deste modesto Blog.

Quero convidar a todos para uma grande cruzada em nome da moral, da ética,em favor da aprovação das emendas que tramitam no Congresso Federal e tratam sobre o fator previdenciário, bem como o reajuste das aposentadorias e pensões.

Senhores. Aqui não interessa o partido político, nem quem é o autor, os interessados somos nós, se não brigarmos pelos nossos direitos ninguém o fará. Por favor, postem comentários, façam criticas, se declarem, me ajudem a fazer pressão. Este blog, apesar de humilde, tem olheiro no congresso nacional, e tenho certeza de o teu comentário VAI SER OUVIDO. Vamos lá gente, vamos brigar pelo que é nosso por direito.

Conto com todos voces.

Mário Couto pede a demissão do ministro da Previdência

[Foto: senador Mário Couto ]

Ag.Senado

"Tire esse ministro Pimentel do cargo, pois esse ministro é mau, incompetente e irresponsável". Esse recado, dirigido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi transmitido da tribuna do Plenário pelo senador Mário Couto (PSDB-PA). Além da demissão do ministro da Previdência, José Pimentel, ele cobrou a votação, pela Câmara dos Deputados, dos projetos que acabam com o fator previdenciário no cálculo da aposentadoria e reajustam os benefícios da Previdência.

Mauro Couto revelou que deixou de participar das reuniões que estão sendo realizadas entre o governo, a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), parlamentares, centrais e confederações por não conseguir aguentar mais "as mentiras" do governo federal. Ele disse ter se sentido tratado como um palhaço e garantiu que as negociações pioraram quando o próprio ministro Pimentel assumiu a palavra pelo governo, em substituição ao deputado petista Henrique Fontana.

- Eu não acredito mais nesse governo. Ele para mim não é sério, falta com a verdade. Chega de nos enganar, de nos fazer de palhaços. Faltaram com a verdade e a mentira é característica desse governo. Está aí a ministra Dilma, agora, provando e mostrando que a mentira nesse governo é normal, é natural, se faz com tranquilidade - afirmou Mário Couto.

Segundo o senador, o próprio presidente da República está deixando de cumprir a palavra empenhada durante a campanha eleitoral. Mário Couto disse que Lula, ao pedir o voto dos aposentados, garantiu que, se eleito, acabaria com o fator previdenciário. Ele advertiu que os próprios "companheiros" do PT cobrarão do presidente, quando ele deixar o poder, o porquê de ele não ter resolvido a situação dos aposentados.

Em aparte, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) sugeriu a Mário Couto que não perca tempo reclamando ou procurando pressionar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ou o ministro José Pimentel.

- O responsável se chama Lula: se ele quisesse corrigir essas injustiças contra os aposentados já teria feito há muito tempo - afirmou.

Fonte: Agência Senado.

Ética, Que é ética?

Ética engavetada

Editorial Zero Hora

O Conselho de Ética do Senado, numa sessão que alguns parlamentares qualificaram de constrangedora para o Congresso, marcando um momento histórico negativo para a instituição, arquivou ontem as 11 denúncias ou representações contra o presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP) e a representação contra o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). O episódio representou o desfecho de uma polêmica que há três meses divide o Senado Federal e escandaliza a opinião pública. O escandaloso do que aconteceu ontem é que, por maioria de votos, os parlamentares consideraram inconsistentes as denúncias e as representações, por mais que essas iniciativas tivessem como elementos desencadeantes fatos de inegável gravidade, como a sociedade se fartou de conhecer. Mas há algo ainda mais incongruente na atitude do Conselho de Ética: a decisão de engavetar os procedimentos foi adotada por seu presidente e referendada, sem discussão, pela maioria dos conselheiros. Numa casa política, a ausência de debate é algo injustificável, que só se explica por injunções políticas inconfessáveis. A própria retaliação ocorrida, a da representação contra o senador Arthur Virgílio, nas circunstâncias em que ocorreu, enquadra-se num contexto de vale-tudo, mesmo que isso provoque rebaixamento do nível das instituições.

Sabe-se que esse episódio e os demais escândalos que chegaram à opinião pública neste ano ganharam especial delicadeza política por colocarem em risco uma arquitetura eleitoral com vistas à sucessão presidencial no ano que vem. Por isso, o próprio presidente da República estendeu a mão ao senador Sarney e ao PMDB, sabendo que com isso estaria conquistando pontos junto a potenciais aliados de 2010. Em função disso, mesmo com o desgaste que tal fato poderia gerar junto aos cidadãos do país, chegou mesmo a afirmar que Sarney não poderia ser considerado um “homem comum” e que deveria ser julgado também por sua biografia. Estas defesas ocorreram mesmo que as evidências estivessem identificando numerosas irregularidades ou ilegalidades que manchariam qualquer biografia.

O epílogo, ontem ocorrido, não ajuda nem o Congresso a reconquistar seu prestígio e sua credibilidade, nem os acusados a limparem suas fichas no tribunal da opinião pública. Ao contrário, no momento em que o Senado precisaria mostrar uma capacidade de renovação e uma posição definida frente a questões de ética pública, a deprimente sessão de ontem maculou ainda mais a imagem de uma instituição que já teve Rui Barbosa, Pinheiro Machado, João Mangabeira e Nereu Ramos entre seus integrantes. A imagem de um Senado eticamente depauperado é a pior herança que os atuais senadores, com as exceções de praxe, estão legando ao país. Neste início de século 21, quando o Brasil tem chances de conquistar lugares mais expressivos no conjunto das nações, tal condição só será obtida se estiver sustentada em poderes fortes, éticos e independentes.

Após Marina, Flávio Arns prepara saída do PT

Flávio Arns diz que PT 'rasgou a página da ética'

Ag. Senado


Ao felicitar a postura e a coerência do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), o senador Flávio Arns (PT-PR) disse estar envergonhado por ser filiado ao Partido dos Trabalhadores. O senador disse que o PT "rasgou a página fundamental de sua constituição, que é a ética", ao votar a favor do arquivamento, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal, das denúncias apresentadas contra o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP).

- O PT tem de buscar outra bandeira, porque a ética deixou de existir, foi jogada no lixo - afirmou o parlamentar, criticando particularmente a nota divulgada pelo presidente do partido, Ricardo Berzoini, "recomendando que ética fosse jogada no lixo".

Para Flávio Arns, seu partido "deu as costas para a social, para o povo, para seus princípios".

- Eu me envergonho de estar no PT, com esse direcionamento que o partido está fazendo. Quero dizer isso de maneira muito clara para todos os meus eleitores. Houve um equívoco. Quando entrei no partido, achava que bandeiras eram pra valer, não eram de mentira - afirmou o senador, acrescentando que as bandeiras que hoje movem o PT "são bandeiras eleitorais, bandeiras visando a eleição do ano que vem".

Flávio Arns afirmou que Arthur Virgílio, seja como deputado ou como senador, "tem honrado o mandato que o povo lhe confiou". Mas disse não poder dizer o mesmo de seus companheiros de partido que votaram a favor do arquivamento das denúncias contra Sarney. Ele lembrou que esses senadores assinaram um documento pedindo que as denúncias fossem investigadas, mas acabaram por tomar outra posição.

- Peço [a esses senadores] que prestem conta a seus eleitores para dizer por que se posicionaram de uma maneira em um documento discutido por todos e divulgado por escrito e votaram de outra maneira no Conselho de Ética - afirmou Flávio Arns, perguntando como se pode confiar em pessoas que tomam um posicionamento em um documento e depois tomam outro na prática.

Logo depois de falar durante a reunião do conselho, Arns deu entrevista à imprensa em que admitiu estar pensando em deixar o partido. Ele disse, no entanto, que espera fazer isso com o reconhecimento da Justiça, uma vez que, a seu ver, o PT teria se afastado de seus princípios.

Bel Mesquita presidirá CPI de crianças desaparecidas

BEL MESQUITACPIBrasília (18/08/2009) – A deputada Bel Mesquita (PA) foi eleita, nesta terça-feira, presidente da CPI que deverá investigar o desaparecimento de crianças e adolescentes no país.

De acordo com a parlamentar, a comissão deverá concentrar esforços na identificação das causas e os responsáveis pelo sumiço de menores no período entre 2005 e 2007.

Bel destacou que a CPI deverá ouvir representantes do Ministério Público, dos Conselhos Tutelares e de outros órgãos responsáveis pelo atendimento desses casos. “O importante é desenvolver instrumentos que proteja a criança não permita a proliferação de novos casos de desaparecimento”, afirmou.

Atualmente cerca de 50 mil crianças desaparecem por ano no Brasil, desse número aproximadamente 10% permanecem sem paradeiro definido. A CPI deverá contribuir para minimizar os efeitos desses números. “É fundamental que a CPI consiga identificar os principais locais nos quais essas crianças possam estar, para que elas também consigam voltar para casa”, esclareceu.

Na avaliação da peemedebista, a expectativa é que a comissão tenha condições de apontar os caminhos pelos quais o Poder Legislativo possa desenvolver projetos que impeçam o aumento dos índices de desaparecimentos.

A CPI criada hoje deverá nortear as ações de outras áreas do Executivo, incluindo as iniciativas feitas nos estados. “Nossa meta é entender quem está por trás desses desaparecimentos, qual a motivação para podermos estudar um meio de evitar tudo isso. Certamente, ao longo do trabalho surgirão propostas do Legislativo para o Executivo para resolver a questão”, ressaltou.

Na próxima terça-feira (25), os parlamentares se reunirão, às 14h30, para eleger os demais integrantes da Mesa da Comissão. Durante a reunião, será debatido ainda o cronograma de trabalho a ser adotado pelo novo colegiado. O plenário não foi definido.

Fonte:ASCOM/Gabinete da Deputada.

Marina confirma saída de PT

Conforme o figurino Plenário do Conselho arquiva denúncias contra Sarney e Virgílio

O Conselho de Ética rejeitou nesta quarta-feira (19) seis denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A oposição pretende recorrer ao plenário, mas os governistas argumentam que este recurso não está previsto no regimento.

Ainda nesta tarde, o Conselho decidirá sobre outras cinco representações feitas por partidos políticos contra Sarney e outra representação feita pelo PMDB contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

As denúncias foram votadas em grupo. O arquivamento contou com o apoio dos senadores do PT, considerados como fiel da balança no Conselho de Ética. Leia mais em: Plenário do Conselho de Ética arquiva seis denúncias contra Sarney

Pizza com tempero petista para absolver Sarney e Virgílio

Berzoini diz que petistas arquivarão as denúncias contra o presidente do Senado

Paulo Duque dará um voto de desempate em favor de Sarney, de quem é colega de partido, se o embate entre governo e oposição ficar empatado
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), está a um passo de se tornar um dos maiores beneficiários da demonstração de apoio do PMDB à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante o depoimento da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, ontem, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Se for seguida a recomendação do presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), os petistas vão votar hoje a favor de Sarney no Conselho de Ética da Casa.

“Eu defendo que o PT vote pelo arquivamento por conta de uma questão fundamental: a oposição transformou esse assunto em luta política. Quer fazer com o Sarney o que fez com Renan Calheiros há dois anos. Não verificamos ânimo para uma investigação séria. Maior prova disso foi a sessão da CCJ(1). Muito longe de trabalhar pelo esclarecimento, estava se tentando o tempo todo colar a versão de que a ministra Dilma mentiu. Eles querem levar esse lengalenga até o ano que vem”, disse Berzoini à imprensa.

A declaração do presidente petista era tudo o que o PMDB adoraria ouvir do líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP). Mas o senador, desautorizado por Berzoini na defesa da abertura de investigação no Conselho de Ética do Senado, e pressionado a indicar Romero Jucá (PMDB-RR) e Roberto Cavalcanti (PRB-PB) como titulares no colegiado, preferiu colocar o cargo à disposição.

“Eu me recuso a fazer esse tipo de coisa. Se for para fazer, que seja por outro líder”, afirmou Mercadante, via assessores.

Missão
Jucá e Cavalcanti foram os nomes que aceitaram a missão de votar em favor de Sarney, dentro do bloco de apoio ao governo, e se apresentaram para o conselho no lugar de Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e João Ribeiro (PR-TO), que renunciaram ao colegiado. Os atuais suplentes são todos do PT: a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (SC), além de Delcídio Amaral (MS), Eduardo Suplicy (SP) e Augusto Botelho (RR). Ideli e Delcídio têm como “plano A” se ausentarem do plenário na reunião de hoje. Nesse caso, Suplicy e Botelho votariam pelo desarquivamento das representações, reforçando a oposição, que tem fechados seus cinco votos e conta ainda com o do PDT. Os dois petistas desequilibrariam para 8 a 7, em favor da oposição, já que o presidente, Paulo Duque (PMDB-RJ), não vota.

Ciente desse problema, Berzoini conversou com Ideli na hora do almoço, assim que terminou o depoimento de Lina na CCJ do Senado. Falou ainda com Delcídio. Nos bastidores, até os senadores do partido reclamam da condução de Mercadante. Eles consideram egoísmo e exposição gratuita dos colegas de bancada a resistência a indicar senadores de outros partidos. Acusam-no de querer apenas fazer bonito perante os eleitores de São Paulo. Para muitos senadores, se Sarney pode ser o maior beneficiário do depoimento de Lina, Mercadante é hoje um perdedor. Ou o cargo ou o discurso perante o eleitorado paulista. Ontem à tarde, um peemedebista reclamava que o líder do PT é muito de seguir o que deseja a mídia. E, agora, na hora de nadar contra a corrente, pediu para sair.

1- Revide
Em resposta à manobra da oposição que resultou no depoimento da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a bancada governista rejeitou ontem, numa tacada só, uma leva de requerimentos polêmicos apresentados na CPI da Petrobras. Com a decisão, foram arquivados os pedidos de nova convocação da ex-chefe do Fisco e de informações sobre a prestação de contas da Fundação Sarney.

Fonte: Correio Braziliense.

Aposentadorias: Centrais pronto para a guerra
























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Caso Sarney: arquivar ou investigar

Conselho de Ética do Senado decide recursos a arquivamento de denúncias

Paulo Duque arquivou 13 denúncias, sendo 11 contra Sarney.
Partidos recorreram contra 12 arquivamentos, menos o de Renan.

O Conselho de Ética do Senado decide nesta quarta-feira (19) sobre recursos protocolados por partidos contra o arquivamento de 11 acusações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e um contra o arquivamento de representação contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (PSDB-AM).

Há quase duas semanas, o presidente do conselho, Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou as acusações contra Sarney e uma denúncia contra o líder do PMDB, Renan Calheiros. Na semana seguinte, ele mandou engavetar uma representação contra Virgílio, feita pelo PMDB.

A oposição recorreu do arquivamento das acusações contra Sarney, e o PMDB protocolou recurso contra o encerramento da representação contra o líder do PSDB. O PSOL chegou a cogitar recurso contra o arquivamento da denúncia contra Renan Calheiros, mas decidiu concentrar esforços nas acusações contra o presidente do Senado.

Mais aqui.

Merenda de qualidade para os estudantes de Marabá

Marabá ganha alimentação escolar

Mais de 50 mil alunos das escolas públicas municipais ganharam um reforço em sua alimentação desde a última segunda-feira, dia 17. O prefeito Maurino Magalhães (PR) lançou a aguardada refeição escolar, que passa a contemplar milhares de crianças de baixa renda, muitas das quais têm no alimento servido na escola a principal refeição.

A Empresa Brasileira de Alimentação Escolar Ltda. começou a fornecer a refeição para 85 escolas da zona urbana e a cerimônia de lançamento aconteceu na escola Irmã Theodora, no bairro Liberdade, centro de um dos núcleos mais carentes de Marabá.

Logo no início da cerimônia, o prefeito e colocaram luvas nas mãos para servir, simbolicamente, os estudantes da escola Irmã Theodora. No cardápio do primeiro dia, eles foram surpreendidos com arroz, frango, cenoura, farofa e uma maçã como sobremesa.

De lá, todos seguiram para o ginásio da escola, onde as autoridades discursaram e reconheceram a importância do projeto do prefeito Maurino em se preocupar com a qualidade da alimentação dos estudantes.

Em seu discurso, o prefeito Maurino Magalhães disse que a refeição passa a estimular o aluno a ir à escola, assim como permanecer em sala de aula, diminuindo a evasão. “Queremos diminuir o número de crianças nas ruas e melhorar o aprendizado escolar, elevando o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do município. A Educação Infantil terá almoço e café da manhã. A criança bem nutrida adoece menos e aprende mais”.

Ao agradecer o apoio dos políticos presentes ao lançamento da refeição escolar, Maurino reconheceu as dificuldades que teve de enfrentar para dar seguimento a seu projeto, que começou durante a campanha eleitoral. “Todo mundo era contra, mas fui conversar com o povo, e foi com eles que encontrei forças para implantar a refeição escolar”, revelou.

Neste primeiro momento, a refeição será servida apenas nas escolas da zona urbana. A zona rural será beneficiada numa segunda etapa, que ainda não tem data definida. “Na zona urbana o problema maior é a falta de alimento para muitos alunos. Já na área rural, a maior dificuldade, geralmente, é a distância entre as comunidades e as escolas. Por isso, esses alunos também precisam se alimentar bem, para suportar as longas caminhadas que, às vezes, chegam até a 20 quilômetros”, lembrou Maurino, que morou na zona rural.

O secretário de Educação Ney Calandrini, pediu apoio de todos os profissionais da educação para que o novo modelo de refeição nas escolas dê certo. Ele avaliou que o programa de refeição nas escolas é um marco importante na história educacional do município, que vai ajudar no combate a evasão escolar e a fome. Além disso, ressaltou, representa uma forma de combate à desnutrição, pois a alimentação é balanceada com frutas, verduras, legumes e carnes, formando um cardápio balanceado.

Gustavo Guerra, vice-presidente da EB Alimentação Escolar Ltda. foi sucinto em suas palavras, mas prometeu que a equipe que vai gerir a refeição para os estudantes da rede municipal irá se empenhar ao máximo para oferecer o melhor a cada dia. “Vamos fazer valer a pena esse serviço para a comunidade”, destacou.

Prefeito Maurino se emociona ao falar do projeto inovador

Secretário Ney: “Queremos apoio ao novo modelo de refeição”

A nova refeição atrai alunos nas escolas municipais da zona urbana

Con informações da ASCOM/PMM

PEC concede vencimento integral para aposentados por invalidez

Foto: J. Batista

Valadares diz que alguns aposentados ficam na dependência de parentes.

Tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição 345/09, do deputado Valadares Filho (PSB-SE), que concede aposentadoria integral para os servidores públicos que se aposentarem por invalidez permanente decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável.

Atualmente, a Constituição já assegura aposentadoria integral para esses casos. Mas, de acordo, o autor da medida, em alguns estados servidores que apresentam tais condições estão sendo aposentados com salário proporcional ao tempo de contribuição.

Valadares Filho ressalta que, para funcionários com pouco tempo de serviço, o impacto da aposentadoria é drástico. "Além do trauma físico e psicológico experimentado, o Estado os obriga a viver na condição de dependentes de parentes ou amigos", afirma.

Tramitação
A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto àadmissibilidade. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.

Saiba mais sobre a tramitação de PECs

Íntegra da proposta:
- PEC-345/2009

Temer promete apoio para votar proposta de reajuste aos aposentados

Terminou a reunião do presidente Michel Temer com representantes dos aposentados e pensionistas. Segundo o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Martins Gonçalles, Temer confirmou que, se não houver acordo entre o governo e as centrais sindicais e a Cobap, ele colocará em votação no Plenário o PL 1/07, que concede aos aposentados que ganham acima do mínimo, o mesmo reajuste que é aplicado ao salário mínimo.

A reunião foi acompanhada pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e o senador Paulo Paim (PT-RS), autor da emenda que incluiu nessa proposta a possibilidade de reajuste salarial para os aposentados que recebem acima de um salário mínimo.

Na próxima segunda-feira o governo deverá apresentar uma proposta para a Cobap e as centrais sindicais sobre o reajuste dos aposentados e o fim do fator previdenciário, outra reivindicação da Cobap. O fim do fator previdenciário (PL 3299/08) tramita na Câmara, na Comissão de Finanças e Tributação, onde o relator é o deputado Pepe Vargas (PT-RS).

Erenice deve ganhar vaga no STM

O Globo

BRASÍLIA. Depois de perder a indicação para o Tribunal de Contas da União (TCU) para o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, a secretáriaexecutiva da Casa Civil, Erenice Guerra, poderá ficar com uma vaga no Superior Tribunal Militar. O presidente Lula deverá indicar Erenice, braço direito de Dilma Rousseff, para o lugar do ministro Flávio Bierrenbach, que fará 70 anos no dia 25 de outubro.

Advogada, Erenice é filiada ao PT desde 1981. Erenice Guerra é hoje a principal assessora de Dilma. Responsável pela administração da Casa Civil, ela substitui oficialmente a ministra.

Além dela, outros dois nomes são cogitados no meio jurídico: o de Reginaldo de Sá, assessor da vice-presidência da República, e Ronald Christian Alves Bicca, presidente da Associação Nacional dos Procuradores Estaduais (Anape).
A vaga é de ministro civil e depende exclusivamente da vontade de Lula.

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Erenice Guerra é a mesma que anteriormente envolveu-se com o tal “Banco de Dados” que reunia informações escolhidas a dedo para constranger o governo FHC quando estourou o escândalo dos gastos dos cartões corporativos do Executivo.
Gastos, diga-se, que permanecem numa caixa preta.

Ela também esteve várias vezes entre novembro e dezembro na Sede do Ministério da Fazenda, entre novembro e dezembro onde, tenta-se provar, foi a intermediária entre a ex-Secretária da Receita Federal do Brasil, Lina Vieira e a Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

Para Osmar Dias Dilma é inviável eleitoralmente

Osmar receia o insustentável peso de Dilma Rousseff


O senador Osmar Dias colocou as barbas de molho depois de analisar a última pesquisa do Datafolha sobre a sucessão presidencial. Servir de escada e palanque para a ministra Dilma Rousseff não vai ser tarefa fácil.

Apesar de andar de braço dado com Lula para cima e para baixo, usando a máquina oficial de uma forma como nunca se viu antes na história deste país, a ministra estagnou nos 16% das intenções de voto.

A ministra Dilma vai ser uma companhia difícil. Além de passar uma imagem de rispidez, antipatia e prepotência, algo que o eleitor abomina, já vem com uma folha corrida daquelas.

Dilma é acusada de ter usado a máquina pública para forjar um dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a ex-primeira dama Ruth Cardoso.

A ministra está envolvida num nebuloso episódio de falsificação do próprio currículo acadêmico, onde fez constar um mestrado e um doutorado inexistentes.

No último episódio grave em que se envolveu, Dilma é acusada pela ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, de tê-la pressionado para aliviar a barra de José Sarney, alvo de uma devassa fiscal por parte da Receita.

O resumo da ópera é que Osmar pode se associar a uma candidatura dura de carregar que vai passar mais tempo se explicando do que fazendo campanha.

Osmar tirou dos números do Datafolha três conclusões preocupantes. A primeira delas é que Lula, por mais popular que seja, não demonstra capacidade de transferir votos e prestígio para Dilma.

A segunda é uma ilação preocupante. Se Lula não transfere votos para Dilma, que é do PT e notoriamente a candidata do coração do presidente, é mais ou menos evidente que Lula não transferirá votos para Osmar, que não é do PT e não identificado, nem pelos petistas, com o PT.

A terceira conclusão é uma inferência ainda mais preocupante. Se Lula não transfere votos para Dilma e, muito menos, para Osmar, não poderá tirar votos do candidato do PDT? A questão é relevante.

O Paraná sempre foi o Estado que mais rejeita o PT, Lula foi derrotado aqui por Serra em 2002 e por Alckmin em 2008. Será que a associação com o PT não será o beijo da morte para Osmar?

A questão está longe de ser acadêmica ou ociosa. Afinal, o cenário mais provável da eleição de 2010 aponta para um confronto entre o senador Osmar Dias e o prefeito Beto Richa.

MST - Incra: aos amigos “tudo”

Empresa de integrante do MST levou R$ 5 mi do Incra

O Estado de S. Paulo

Inocar, em Itaberá (SP), é citado em inquérito da PF sobre repasses suspeitos de verbas

ITAPERÁ - Ao volante de um trator velho, com a cabeça protegida por um chapéu de palha, o assentado Sebastião Batista de Carvalho trabalha duro em seu lote na Agrovila 5 do Assentamento Pirituba, em Itaberá, no sudoeste do Estado de São Paulo. Não parece, mas, desde o final do ano passado, o lavrador e integrante do Movimento dos Sem-Terra (MST) é também o presidente de uma próspera empresa de levantamento topográfico e georreferenciamento com sede em Itapeva, cidade da região.

O Instituto de Orientação Comunitária e Assistência Rural (Inocar), empresa de Carvalho, recebeu quase R$ 5 milhões do governo federal nos últimos três anos para fazer o levantamento de propriedades rurais com até 80 hectares.
O Inocar está no centro de um inquérito aberto pela Polícia Federal para investigar repasses do governo federal a ONGs controladas pelo MST. As investigações estão a cargo da Delegacia de Sorocaba. A PF requisitou os contratos e pediu que sejam analisados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Os delegados que cuidam do caso aguardam o parecer do tribunal para dar sequência à apuração. De acordo com a denúncia, a entidade foi criada na década de 90 para fomentar a agricultura orgânica em assentamentos da região de Itapeva e, depois de alguns meses, tornou-se inativa. Em 2006, quando o governo decidiu aplicar a lei federal 10.267 de 2001, que obriga o georreferenciamento dos imóveis para registro em cartório, a antiga associação de pequenos agricultores foi transformada numa empresa. É que a medição dos imóveis com até quatro módulos fiscais - na região, cada módulo tem 20 hectares - seria paga com recursos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Meses depois de ser criada, sem ter ainda profissional com registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e um mínimo de experiência na área, o Inocar assinou contrato de R$ 4, 4 milhões com o Incra para fazer o georreferenciamento de 600 imóveis em Itapeva. A assinatura ocorreu em 20 de julho de 2006, mas apenas no mês seguinte o Inocar obteve o registro de pessoa jurídica na Receita Federal.

Em 2007, com o serviço apenas iniciado, a empresa conseguiu do Incra um aditamento no valor de R$ 187 mil para a "atualização do plano de trabalho". Em janeiro deste ano, o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) registrou o pagamento da última parcela, no valor de R$ 1,7 milhão, mas o serviço não ficou pronto.

O engenheiro agrônomo Guilherme Gandara Martins, responsável técnico contratado pelo Inocar, conta que ainda faltam 250 propriedades - mais de 40% a serem georreferenciadas. "Destas, temos 50 praticamente prontas para serem entregues ao Incra", diz ele.

DESCONHECIMENTO
Mesmo sem ter concluído o trabalho em Itapeva, a empresa iniciou o levantamento em dois municípios vizinhos: Itaberá e Taquarivaí. Abordado pela reportagem, Carvalho pouco soube dizer sobre a empresa que o apresenta como seu presidente. "Pergunte aos meninos lá", respondeu, referindo-se aos funcionários da sede, em Itapeva.

Ele desconhecia os valores do contrato e quanto do serviço tinha sido executado. Sobre sua condição de presidente, disse não se lembrar de ter assumido o posto. "Não lembro nem o que comi ontem na janta", ironizou. Garantiu, porém, que o Inocar não tem fins lucrativos.

O ex-presidente do instituto, Ismael Rodrigues de Souza, foi ouvido pela PF e negou que a empresa tenha vínculo com a organização dos sem-terra. A família de Souza é assentada na Agrovila 4 do assentamento Pirituba. Seu lote, vizinho ao do coordenador estadual do MST, Delweck Matheus, é tocado pelo irmão, Ezequiel, dono de um supermercado e de uma distribuidora de gás.

Os estatutos do Inocar foram feitos pelo contador Dirceu Ferreira, cujo escritório dá assessoria a empresas sociais. Ferreira, que criou a maior parte das empresas e cooperativas ligadas ao MST, contou que foi procurado por lideranças do movimento. O agrimensor Waldirley Ferreira, também ouvido no inquérito, confirmou a ligação entre o Inocar e o MST. Ele acha que pode ter havido superfaturamento.

"O serviço está saindo a R$ 7,6 mil por imóvel, quando o preço previsto em nossa tabela (do Crea) para a média das áreas seria de R$ 4,4 mil", diz ele. Em 2006, o coordenador Matheus participou de um seminário sobre o programa de georreferenciamento no assentamento Pirituba, ao lado do então presidente do Inocar e do superintendente regional do Incra, Raimundo Pires da Silva, conforme foi registrado na época pelo site do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

De acordo com a vereadora Áurea Aparecida Rosa (PTB), nos primeiros meses de existência, o Inocar funcionou no escritório do Incra de Itapeva, onde trabalha a mulher do dirigente do MST. Atualmente, mantém uma sede na cidade e uma filial em São Paulo. Procurado pela reportagem, Matheus, do MST, não deu retorno.

LINHAS DE CRÉDITO
O georreferenciamento dos imóveis rurais garante informações precisas sobre a situação de cada área - e serve de base para a emissão do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural, facilitando dessa maneira a obtenção do título da terra e o acesso a linhas de crédito.

O outro lado

Dirigente nega vínculo com sem-terra
ITAPERÁ - O superintendente do Incra em São Paulo, Raimundo Pires da Silva, negou que o Instituto de Orientação Comunitária e Assistência Rural (Inocar) tenha vínculo com o MST. O fato de a empresa, contratada para prestar serviços de georreferenciamento em Itapeva, ter integrantes do movimento na diretoria, segundo Silva, não caracteriza nenhum vínculo.

Clã Sarney censura jornal concorrente

Clã Sarney proíbe jornal do MA de divulgar dados

Roberto Almeida, de O Estado de S. Paulo

O juiz Nemias Nunes Carvalho, da 2ª Vara Cível de São Luís, no Maranhão, obrigou o Jornal Pequeno, notório opositor do sarneysismo no Estado, a retirar de seu site reportagem publicada dia 8 de março deste ano com dados da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, envolvendo Fernando Sarney, filho do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP).

A liminar concedida pelo magistrado, no dia 17 de julho, tem teor semelhante à que censurou o Estado no último dia 30. Caso o Jornal Pequeno não respeite a decisão, tomará multa de R$ 3 mil por dia em favor de Fernando Sarney. "Nós já recorremos da medida. Assim como no caso do Estadão, consideramos um atentado à liberdade de imprensa, que o Jornal Pequeno já sofre há muito tempo", afirmou Oswaldo Viviani, editor do diário.

O Jornal Pequeno tem 57 anos, 44 deles dedicados a combater o sarneysismo no Maranhão, diz Viviani. A briga começou, segundo o editor, ainda em 1968, quando Sarney decidiu processar o fundador do jornal, José Ribamar Bogéa, por publicar textos supostamente ofensivos à sua atuação política. O caso chegou em 1970 ao Supremo Tribunal Federal, que por fim absolveu Bogéa.

"A gente entende e se solidariza com o Estado, porque está sentido na pele esses métodos faz tempo", alertou Viviani. "É uma repressão e uma espécie de coação judicial, que sobreviveu bravamente durante todos os esses anos."

No ano passado, conta o editor, o diretor do jornal, Lourival Bogéa, foi condenado a pagar indenização por danos morais a José Sarney no valor de R$ 50 mil. O caso teve como princípio uma série de reportagens e cartas de leitores com críticas ao atual presidente do Senado.

A família Sarney detém o controle dos principais meios de comunicação do Maranhão, como a TV Mirante, afiliada da Rede Globo, e o jornal O Estado do Maranhão, concorrente direto do Jornal Pequeno.

O clima continua pesado no Senado

Simon compara momento do Senado ao ''inferno'' e pede saída de Sarney e Critovam Buarque (PDT-DF) deve apresentar nova representação contra o presidente da Casa

Cristovam também defendeu afastamento e diz que presidente da Casa pode ser alvo de nova representação

Foi negativo o efeito colateral provocado no plenário do Senado pelo discurso do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), afirmando que sofre uma "campanha nazista" para se afastar do cargo. Parlamentares voltaram a defender o afastamento do peemedebista, o acusaram de temer as investigações e compararam o Senado ao "inferno".

"Eu diria que nós estamos vivendo momento em que esta Casa é pior do que o inferno. Sem morrermos estamos vivendo o inferno aqui, no Senado, pelo deboche, pela ridicularização", disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Da tribuna, Simon pediu a saída de Sarney da presidência e defendeu que o Conselho de Ética investigue todas as acusações contra o colega, inclusive as relações com a empreiteira Holdenn, ex-Aracati, proprietária de dois apartamentos usados pelo clã Sarney, em São Paulo, como o Estado revelou no domingo.

"Por que não permitir que o Conselho de Ética faça o levantamento? O normal de um Estado democrata seria que esses assuntos fossem investigados", afirmou. "Eu acho que o senhor (Sarney) deve renunciar, porque se não renunciar, eu não sei o que vai acontecer. Dias muito negros, horas muito difíceis, dramáticas, nós vamos viver", ressaltou Simon.

O parlamentar gaúcho defendeu o Estado dos ataques desferidos por Sarney contra o jornal . "O Estado de S. Paulo é um patrimônio deste país", frisou. "Eu não posso aceitar silenciosamente as agressões feitas ao jornal. Estou aqui para me lembrar do velho Estadão, na época da ditadura, do arbítrio, da violência. Claro que o presidente Sarney não se lembra dessa época, pois estava lá do lado do governo", disse Simon, que citou a censura imposta no dia 30 de julho pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proibindo o Estado de publicar informações sobre a investigação da Polícia Federal contra Fernando Sarney, filho do presidente do Senado: "Aí vem o ilustre desembargador, amigo pessoal do presidente, e veta".

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também pediu que Sarney deixe a presidência do Senado. "Eu não sou aquele que está aqui jogando pedra, dizendo que o senador José Sarney tem culpa de tudo isso. Mas eu acho que é uma obrigação nós investigarmos", disse o pedetista. "É triste saber o que significa ser senador hoje em dia na opinião brasileira; é triste ouvir as piadas que contam hoje", afirmou.

O senador estuda a apresentação de outra representação conta José Sarney no Conselho de Ética.

Com o Estado de S. Paulo.

Segundo Cristovam, uma nova representação no Conselho de Ética poderá ser feita em cima dos indícios da ligação do Sarney com as empreiteiras que compraram os apartamentos de uso da família do presidente do Senado. "Nós não temos outra saída a não ser apresentar mais uma representação e continuar esse sofrimento contínuo que estamos vivendo há tantos meses", disse Cristovam. "Houve uma denúncia em relação a um personagem e a obrigação da gente é investigar. E a obrigação dele (Sarney) seria pedir a investigação para limpar o nome dele", ressaltou.

Ontem, em plenário, Sarney criticou as declarações do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Demóstenes Torres (DEM-GO), pedindo a investigação sobre as suas relações com empreiteiras. "Cabe na cabeça de alguém por uma notícia de jornal instaurar uma investigação?", indagou.

Demóstenes não estava em Brasília ontem. Procurado, manteve o pedido de investigação. "Não é nada pessoal. Até votei nele para presidente do Senado. Mas continuo achando que é melhor investigar e tomar providências", disse o senador goiano. A defesa de Sarney em plenário coube a Papaléo Paes (PSDB-AP). Ele criticou a postura dos senadores de pedirem investigação em cima de "notícia de jornal". Sarney não assistiu de perto às cobranças e deixou o plenário cercado por seguranças.

"Não devo explicações", diz Sarney

Senador ataca ''Estado'' e diz que não deve explicações

Presidente do Senado faz discurso indignado, mas não esclarece a relação de sua família com empreiteira

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), acusou ontem o Estado de estar empenhado em uma "campanha sistemática" e de adotar "uma prática nazista" contra ele ao informar, na edição de domingo, que uma empreiteira pagou por dois imóveis usados pela família em São Paulo. Apesar da indignação, nem o senador nem o filho, o deputado Zequinha Sarney (PV-MA), explicaram ontem a relação da família com a empreiteira Aracati/Holdenn Construções e quem comprou os apartamentos 22 e 32 do Solar de Vila América, em um prédio na Alameda Franca (Jardins).

Em um discurso de 14 minutos, Sarney disse que o Estado deixou de ser um jornal respeitado e passou a ser "um tabloide londrino, daqueles que buscam escândalos para vender".

Com base no artigo 5º da Constituição, que garante o direito à privacidade, o senador disse que nem ele nem os colegas senadores devem explicações "sobre compra de qualquer coisa que usem na vida". Foi a quarta vez, desde que estourou a crise dos atos secretos, que Sarney usou a tribuna do Senado para se defender e rebater suspeitas e acusações - como o desvio de recursos públicos pela Fundação Sarney, que funciona em São Luís e recebeu R$ 1,3 milhão da Petrobrás.

"É uma irresponsabilidade de tamanha grandeza, que eu não posso acreditar que um jornal publique isto: ?Empreiteira pagou dois imóveis para a família Sarney em SP?, sem ter aqui nenhuma referência, nenhuma prova a esse respeito", afirmou o presidente do Senado, tendo as edições de domingo e de ontem à mão. "Uma afirmação dessa natureza! E ele (Estado) vem se empenhando numa campanha sistemática contra mim, ou adotando uma prática nazista, que era aquela que eles adotavam de acabar com as pessoas, denegrir a sua honra, a sua dignidade até, com os judeus, levá-los à câmara de gás." Se disse "triste" porque o jornal, "depois de uma decadência financeira" teria "terceirizado" sua administração, a redação e "também a sua consciência e a sua respeitabilidade".

Sarney interrompeu os ataques em um momento apenas. "Eu quero fazer uma ressalva: ainda hoje O Estado de S. Paulo mantém uma sequência no que ele foi. É o nome do dr. Ruy Mesquita, que é o símbolo da continuidade, da lembrança do que foi, no passado, O Estado de S. Paulo."

No discurso, mostrou irritação com a reportagem de ontem, em que os senadores pediram explicações sobre a relação da empreiteira com a família e até admitiram a possibilidade de abrir investigação. Em tom de ameaça, disse saber "das agruras do passado e do presente" de Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, e que outro tucano, Álvaro Dias (PR), não tem de dar explicações sobre "as suas economias". A revista Época informou recentemente que o senador paranaense omitiu da Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 5,3 milhões.

Sarney afirmou que os senadores "foram muito apressados". Citou nominalmente Guerra, Demóstenes Torres (DEM-GO) e Valter Pereira (PMDB-MS). Todos eles deram declarações ao Estado, cobrando a apuração da denúncia.

Assessores de Sarney revelaram que ele decidiu fazer o discurso ontem pela manhã, depois de ler as declarações de seus colegas. Considerou a reportagem do Estado de domingo a "gota d""água" de todo o processo de denúncias que vêm sendo publicadas contra ele. Mas ficou particularmente indignado com a reação de alguns colegas, que pediram a investigação sobre os dois imóveis.

Aliados de Sarney afirmaram que ele não os consultou sobre o discurso. "Não sabia que ele ia fazer discurso. Pensei que só fosse presidir a sessão", disse Papaléo Paes (PSDB-AP). Senadores da tropa de choque do presidente do Senado também garantem que não foram avisados.

Nem o senador nem os filhos explicaram quem pagou os apartamentos 22 e 32 da Alameda Franca

TAMANHO
A versão de Sarney

"O prédio na Alameda Franca, modesto, quase saindo na Rebouças, 1531, é um prédio de apartamentos de 85 m²"

Os fatos - De acordo com a escritura, o imóvel tem 135m2 de área construída e 112m2 de área útil

A CONFUSÃO
A versão de Sarney

"Eu comprei o primeiro apartamento ali em 1977, Sr. Presidente, ainda em construção. Para quê? Para ali morarem meus filhos que estudavam, um na Universidade de São Paulo, na Escola Politécnica, e outro na Faculdade Cristã, Católica"

Os fatos - Não é a esse apartamento que a reportagem de domingo, no Estado, se refere. O apartamento 82, como o Estado noticiou, está em nome do filho do senador, Fernando Sarney. O foco da reportagem está nos apartamentos 22 e 32 do mesmo prédio, comprados e registrados por uma empreiteira de propriedade de um amigo da família, a Holdenn Construções, antes denominada Aracati. Essa empresa tem negócios no setor elétrico, área que no governo é dominada pelo clã Sarney

ZEQUINHA SARNEY
A versão de Sarney

"Os meus netos estão estudando em São Paulo. E o meu filho Sarney Filho compra um apartamento no mesmo edifício, porque era mais fácil onde já moravam os seus primos, e declara no seu imposto de renda que está pagando um contrato de compra e venda. Está lá no imposto de renda dele. A escritura não foi passada porque ainda não terminou o seu pagamento, mas já constam no imposto de renda as prestações que ele tem passado"

Os fatos - O filho do senador, deputado Zequinha Sarney (PV-MA), admitiu ser dono informal do imóvel comprado pela empreiteira. Em nota divulgada no domingo, ele insinuou estar comprando o imóvel da empresa. No registro do cartório de imóveis, porém, não há qualquer referência a negociação do apartamento entre a empreiteira e o filho de José Sarney

?O QUE TEM ISSO COM O SENADO??
A versão de Sarney

"Se alguém comprasse algum imóvel, se houvesse algum pagamento de imposto que não tivesse sido feito, se soubesse você denunciaria à Receita Federal! Mas o que tem isso com o Senado?"

Os fatos - A transação envolvendo os apartamentos virou notícia porque os imóveis são utilizados pela família Sarney. Trata-se de operação que envolve pessoas públicas - há interesse público no assunto. Ademais, a empreiteira em nome da qual estão os apartamentos atua num setor do governo sobre o qual a família Sarney exerce influência

DIREITO DE RESPOSTA

A versão de Sarney
"Este país rasga a Constituição, porque nenhum de nós tem mais garantia à privacidade, não temos lei de imprensa, não temos direito de resposta"

Os fatos - Em todas as reportagens do Estado que envolviam seu nome, o senador José Sarney foi procurado. No caso da reportagem sobre os apartamentos, os assessores do senador disseram que ele não se pronunciaria

APARTAMENTO DO FILHO?

A versão de Sarney
"Eu tenho que vir aqui para dizer por que me hospedei no apartamento do meu filho, em São Paulo, e não fui pagar diária de hotel""

Os fatos - O senador disse que se hospedou no apartamento do filho. Ele se hospedou no apartamento 32, que está em nome da Holdenn

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Empreiteiro é "amigo de Sarney"

Em negócio, Frota usou nome do peemedebista

O empresário Rogério Frota de Araújo, 51 anos, apresentou-se como "amigo de Sarney" em outro negócio de uma usina termoelétrica que tentou vender no município de Cachoeiro de Itapemirim (ES). Sua empresa, a Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria Ltda, ex-Aracati, tem como principal ramo de atuação o setor elétrico, sobre o qual o clã Sarney exerce forte influência.

Como revelou o Estado, duas das usinas que a Holdenn conseguiu aprovar no Tocantins foram vendidas logo após a obtenção das autorizações oficiais. Com a parte burocrática resolvida, cada projeto de usina termoelétrica de médio porte, como as da Holdenn, chega a valer no mercado R$ 15 milhões.

Em janeiro de 2008, Frota visitou Cachoeiro do Itapemirim. Estava interessado em instalar uma termoelétrica na cidade. Procurou o então prefeito Roberto Valadão (PMDB), em busca de facilidades para a execução do projeto. "Ele disse que é muito amigo do Sarney. A Prefeitura de Cachoeiro é credenciada pelo governo estadual para emitir licenças ambientais e ele estava interessado em agilizar o processo", conta Valadão.

No Maranhão, onde fixou raízes, Frota filiou-se ao PV, a convite do amigo Zequinha Sarney. E até ensaiou candidatura a prefeito em Imperatriz. É próximo também de Fernando Sarney, filho mais velho do senador.

O histórico empresarial da Holdenn Construções na área de energia chama a atenção. A empresa tem conexões com companhias cujos nomes figuram na investigação da Polícia Federal sobre o conglomerado empresarial dos Sarney. Uma dessas empresas é a Servtec Instalações e Sistemas Integrados, que foi sócia da Holdenn nas transações que levaram à venda das termoelétricas de Rogério Frota no Tocantins.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Sarney mentiu novamente

Ag. Senado
Empreiteira admite ter comprado apartamento usado pelos Sarney

Holdenn diz, em nota, que imóvel foi vendido a deputado, mas contato inicial da negociação foi neto do senador

Quatro horas depois de o senador José Sarney (PMDB-AP) dizer ontem, no plenário, que o Estado havia publicado uma reportagem "irresponsável" e "sem provas" em sua edição de domingo, a empresa Holdenn Construções Assessoria e Consultoria Ltda. admitiu em nota a relação de favores com a família. A reportagem mostrou que a Holdenn negociou e pagou dois apartamentos usados pelo clã Sarney em São Paulo.

Na nota, assinada pelo empresário e amigo da família Rogério Frota de Araújo, a empreiteira admite que comprou o apartamento nº 22 do edifício Solar de Vila América, na Alameda Franca, 1.581, nos Jardins. Diz que depois da compra, o imóvel "foi vendido ao senhor José Sarney Filho, mediante instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda e outras Avenças". O apartamento 22 foi comprado pela empreiteira depois de um contato inicial de José Adriano, neto de Sarney, com o proprietário do imóvel, o economista Felipe Jacques Gauer.

O imóvel foi adquirido em fevereiro de 2006, quando a empresa ainda se chamava Aracati. "Ele (José Adriano) me fez algumas perguntas e disse que uma pessoa dessa empresa, a Aracati, iria me procurar para acertar a compra do apartamento", contou ao Estado Felipe Gauer, o antigo proprietário.

O apartamento de nº 32, diz a nota da empreiteira, foi comprado em dezembro de 2006 e "é de propriedade da Holdenn (...) para uso dos sócios da empresa". O dono do imóvel, o empresário Sidney Wajsbrot, disse ao Estado, também em entrevista publicada na edição de domingo, que antes mesmo de pôr o apartamento à venda foi procurado pelo então zelador do prédio com a informação de que "o senador Sarney estava procurando um apartamento, que já tinha outros dois e queria um terceiro, para um assessor dele". A família utiliza os apartamentos desde que foram comprados pela Holdenn, em 2006. No apartamento 22, mora Gabriel José Cordeiro Sarney, 22 anos, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). Antes dele, morou o irmão, José Adriano, o mesmo que iniciou a negociação concluída pela Holdenn.

O apartamento 32, usado com frequência por assessores da família, já hospedou o próprio senador. Chama atenção, na relação entre a Holdenn e os Sarney, o fato de que nem a empresa nem a família esclarecem as condições da suposta venda do apartamento 22 para Zequinha Sarney.

Limitam-se a informar a existência de um "contrato de promessa de compra e venda" e que o deputado está até hoje pagando o imóvel à Aracati. Não esclarecem valor nem em quantas parcelas a empreiteira teria financiado o apartamento. Também não informam quando se deu o negócio. Na prática, admitem que Zequinha Sarney é dono informal de um imóvel comprado por uma empreiteira com negócios no setor elétrico, área em que sua família exerce forte influência.

Ontem o Estado encaminhou quatro perguntas ao deputado e reiterou o pedido de acesso ao contrato de compra e venda do apartamento. Em nota, ele se negou a fornecer o documento e classificou o Estado como inimigo político da família. "Não me interessa dar detalhes da minha vida pessoal a um adversário político que tenta me envolver numa disputa cujo único objetivo é retirar meu pai da presidência do Senado."

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Editorial – Uma empreiteira no circuito

O Estado de S. Paulo

O que mais chama a atenção nas impropriedades do clã Sarney que não cessam de vir à luz é a despreocupação com as marcas comprometedoras de suas ações. Pessoas comuns, como disse o presidente Lula para delas distinguir a especial figura do senador maranhense, geralmente cuidam de salvar as aparências para encobrir os vestígios de suas malfeitorias. Sabem quando as cometem e sabem que algum risco existe de serem chamadas a prestar contas por isso. As outras, aleitadas na cultura do privilégio, praticam impropriedades, ou coisa pior, com uma desenvoltura que só se explica pelo senso da própria incolumidade. De reincidência em reincidência, acabam perdendo a noção do certo e do errado, transformando a imoralidade em amoralismo.

O que se publicou nos últimos meses sobre a abastada crônica dos desvios de conduta do atual presidente do Senado - e os seus protestos de inocência em relação a cada um deles - se encaixa nessa perspectiva: o nepotismo, os favores aos apaniguados, as lambanças com recursos alheios, a apropriação privada de bens públicos. Em suma, os traços inconfundíveis da política patrimonialista à sombra da qual percorreu uma trajetória de 55 anos que ele hoje invoca para se considerar inimputável. Se tudo é natural, que mal haveria em recorrer a uma empreiteira para comprar "secretamente" imóveis para uso da família? E que mal haveria no fato de essa empreiteira fazer excelentes negócios no setor elétrico? Decerto a presença de apadrinhados de Sarney em postos decisivos do setor não tem nada que ver com isso.

A história chega a ser singela. Em 2006, a família resolveu ter mais dois apartamentos no prédio da Alameda Franca, em São Paulo, onde é dona de um pied-à-terre desde 1979, em nome de Fernando Sarney. Num caso, o proprietário do apartamento 22 foi procurado pelo neto do senador, o economista José Adriano Cordeiro Sarney, filho mais velho do deputado Sarney Filho, o Zequinha. (José Adriano frequentou recentemente o noticiário como sócio da empresa que intermediou R$ 1,2 bilhão em empréstimos consignados junto a 20 instituições bancárias para funcionários do Senado.) Dias depois, entrou em cena Maria Rosane Frota Cabral, irmã e sócia de Rogério Frota na empreiteira Aracati Construções, que hoje se chama Holdenn Construções.

Rogério, um cearense radicado no Maranhão, se tornou amigo próximo de Zequinha. "Por alguma razão, não queriam que o sobrenome Sarney aparecesse", percebeu o vendedor, que passou a escritura no saguão do Aeroporto de Congonhas a um tabelião de Sorocaba.

No segundo caso, dez meses depois, sabendo que outro proprietário pensava em vender o seu apartamento, o 32, o zelador do edifício o abordou. "Ele me disse que o senador Sarney, que já tinha dois apartamentos no prédio, queria um terceiro, para um assessor dele", contou ao Estado. A partir daí, o padrão se repetiu: depois de uma visita do empreiteiro Frota, a sua irmã fechou o negócio e passou a escritura com o mesmo tabelião de Sorocaba. Os dois imóveis foram e continuam registrados em nome da Aracati. Zequinha diz que o dono de fato do 22 é ele e que o declarou à Receita - uma anomalia. Diz também que o 32 "não nos pertence". Não é o que acham os moradores e funcionários do edifício. E o próprio senador se hospedou nele em junho, quando ficou em São Paulo acompanhando a convalescença da filha Roseana depois de uma operação. Mas o que os Sarneys dizem muitas vezes não passa pela prova dos fatos.

Depois que este jornal revelou, em 10 de junho, o escândalo dos atos administrativos secretos no Senado, o titular da Casa afirmou textualmente: "Eu não sei o que é ato secreto." Na sexta-feira passada, o ex-diretor de Recursos Humanos Ralph Siqueira relatou ao Estado que, em fins de maio, falou a Sarney da existência dos atos secretos. "Ele sabia", contou. O senador, portanto, mentiu - como havia mentido ao negar que tivesse poderes decisórios na fundação que leva o seu nome, da qual foram desviados R$ 500 mil de um patrocínio de R$ 1,3 milhão da Petrobrás. Os atentados de Sarney ao decoro parlamentar se acumulam, portanto. Há menos de dois anos, convém lembrar, Renan Calheiros teve de renunciar à presidência da Casa para não ser cassado depois que se descobriu que o lobista de uma empreiteira pagava despesas da mãe de um de seus filhos. "Quantas denúncias mais ele aguenta?", pergunta o senador Demóstenes Torres.

Juiz federal é preso por desacato em Belém

Agência Estado

O juiz da 3ª Vara Federal de Belém, especializada em ações criminais, Rubens Rollo D'Oliveira, foi preso, algemado e levado para uma delegacia de polícia do bairro da Cremação, acusado de desacato contra policiais militares e guardas municipais. Ele teria agredido sua mulher, de quem está se separando, quando caminhava pela praça Batista Campos, no centro da capital paraense, segundo versão apresentada pelos policiais militares.
De acordo com outra versão, o juiz teria procurado ajuda de guardas municipais que faziam ronda pela praça, afirmando ter sido agredido pela mulher.

O delegado Nicolau Neto contou ter ouvido dos policiais que o juiz apresentou uma carteira de motorista ao ser pedida sua identificação de magistrado, alegando que não podia ser preso. A cabo R. Silva e o soldado Coutinho, da 4ª zona de policiamento, disseram ao diretor da Seccional Urbana da Cremação, delegado Marco Antonio Duarte, que o juiz estava bastante exaltado e que os teria ofendido com palavrões. "Ele me chamou de palhaço", contou Coutinho.

Rollo D'Oliveira invocou o direito de ficar calado durante a lavratura do termo de ocorrência, dizendo que só falaria em juízo. Ele foi liberado após duas horas de depoimento dos militares e guardas municipais, queixando-se que as algemas provocaram lesão em um de seus braços. O advogado, Luciel Caxiado, defensor do juiz, informou que haverá representação na Justiça Federal contra os militares por "abuso de autoridade". "O juiz não desacatou os policiais nem agrediu a mulher, ele é que foi agredido por ela", resumiu Caxiado.

A mulher chegou à delegacia da Cremação cobrindo o rosto e não quis se identificar. Encaminhada à Delegacia da Mulher, se negou a fazer representação contra o marido, registrando apenas um boletim de ocorrência por vias de fato e ameaça. A lei Maria da Penha, que pune com prisão caso de agressão física contra mulher, só poderia ser aplicada nesse caso se houvesse representação da vítima.

Desapropiação milionária beneficia Grupo Revemar

Desapropriação no Pará beneficia dois empresários

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha, em Marabá
JOÃO PAULO GONDIM
da Agência Folha

O Estado do Pará planeja gastar R$ 60,1 milhões para desapropriar 26 propriedades de uma área em Marabá (568 km de Belém) onde será construída uma siderúrgica da Vale. Estimativas do governo estadual indicam que, deste custo, 59% (R$ 35,4 milhões) se referem a dois terrenos que ocupam apenas 87,2 hectares (7,6%) dos 1.135 desapropriados.

Eles pertencem a Winston Diamantino, um dos maiores empresários da cidade, e a um de seus funcionários, Gilberto Leite, que, como presidente da Associação Comercial e Industrial do município, participou das negociações para que a Vale levasse a usina a Marabá.

Em 2006, o grupo empresarial de Diamantino doou R$ 38 mil a candidatos a deputado estadual. Desse total, R$ 18 mil foram para a hoje deputada Bernadete ten Caten (PT).

Os valores calculados para as terras de Diamantino e Leite (R$ 23,9 milhões e R$ 11,5 milhões, respectivamente) superam, em alguns casos, em 1.700% os estimados por terras contíguas às deles, pertencentes a outros proprietários, segundo as 16 estimativas a que a reportagem teve acesso.

Exemplo: a indenização de um terreno chamado de lote 06 (85 hectares) está estipulada em R$ 3,8 milhões. Proporcionalmente, isso representa mais de 860% de diferença em relação aos R$ 23,9 milhões pelos 55,3 hectares de terra de Diamantino contíguos a esse lote.

Exemplo 2: Cada um dos 33,2 hectares do dito lote 02 valem, segundo o governo paraense, R$ 30,7 mil. Diferença de mais de 1.000% em relação à área de Leite, da qual é uma continuação, e de cerca de 1.300% em relação à de Diamantino.

A maior disparidade, porém, se dá em relação ao pagamento por terras sem benfeitorias. A diferença entre o valor da "terra nua" no lote 06 e na área de Leite é de 1.700% --R$ 19,8 mil por hectare contra R$ 357,6 mil. Se comparada com à de Diamantino (R$ 278,1 mil por hectare de "terra nua"), a diferença é de mais de 1.300%.

No dia 6 de agosto, três semanas após o primeiro contato da Folha questionando as desigualdades, o governo do Pará disse que iria refazer os laudos. A Procuradoria Geral do Estado, que negocia com os proprietários, nega irregularidades.

A reportagem ouviu cinco dos que foram desapropriados pelo decreto da governadora Ana Júlia Carepa (PT). Nenhum disse que as terras de Diamantino e Leite estão supervalorizadas. Um deles disse que o governo avaliou corretamente só os terrenos dos dois. Para ele, os preços elevados se justificam pela localização das áreas, próxima ao rio Tocantins e à rodovia Transamazônica.

O Ministério Público Estadual pediu ao governo do Pará documentos para esclarecer a desigualdade. Surgiram também ações na Justiça por parte dos que se dizem injustiçados.

Em uma das ações foi concedida liminar para paralisar o processo de desapropriação, mas ela acabou sendo derrubada pelo Tribunal de Justiça.

As ações também contestam o interesse público da desapropriação, visto que quem se beneficiará diretamente com o processo será a mineradora, uma empresa privada.

A Vale afirmou que ainda não foi definido se ela reembolsará o governo pela quantia que vier a ser paga aos desapropriados ou se receberá os 1.135 hectares como doação.

O imbróglio pode atrapalhar a construção da siderúrgica, na qual devem ser gastos aproximadamente R$ 6 bilhões. Reivindicação antiga do Pará, o projeto só chegou ao Estado com a ajuda do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

A expectativa inicial é que a solução para o problema estivesse encaminhada até o dia 25 deste mês, quando Dilma iria a Marabá para a assinatura de um termo de compromisso da construção da usina.

Mas a disputa deve se alongar, já que, por enquanto, poucos proprietários aceitaram os valores do governo. Diamantino é um dos que aceitaram.

Outro lado

Em nota, Maurílio Monteiro, secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, afirmou que, devido às discrepâncias entre os valores das áreas desapropriadas, serão feitas novas avaliações.

Segundo ele, a decisão foi tomada pela governadora Ana Júlia Carepa (PT) há quatro semanas, depois de receber questionamentos de proprietários de terras que teriam sido subavaliadas. A data coincide com o início da apuração da Folha.

De acordo com Monteiro, os laudos feitos até aqui levaram em consideração benfeitorias e acessibilidade --ou seja, se as propriedades são "servidas ou não por rodovia federal, com acessibilidade ou não pelo rio Tocantins, [o que as deixaria] mais valorizadas, pois o rio será alvo de uma hidrovia e da construção de um porto público".

Os terrenos que a Folha comparou têm acesso à rodovia, ao rio ou a ambos.

O procurador-geral do Pará, Ibrahim Rocha, condutor das negociações com os desapropriados, afirmou não ter conhecimento técnico suficiente para explicar as disparidades.

Gilberto Leite, um dos proprietários que teve o terreno avaliado com valores acima dos demais, não soube dizer que qualidades sua área teria para justificar as diferenças.

A Folha deixou recados para Winston Diamantino, cuja terra também foi bem avaliada. Até a conclusão desta edição, ele não havia ligado de volta.

Na sexta-feira, a reportagem ligou para a assessoria e para a casa da deputada estadual Bernadete ten Caten (PT), mas não conseguiu localizá-la.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a mineradora Vale afirmou que o processo de desapropriação é responsabilidade do governo do Estado do Pará.

Parlamentares tentarão novo acordo sobre reajuste de aposentados

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O deputado Paulo Pereira da Silva (ao centro) disse que consultará as bases sobre a proposta do governo.

Deputados, sindicalistas e representantes do governo se reuniram nesta quarta-feira, mas ainda não chegaram a um consenso.

Ficou para a terça-feira (18) uma nova tentativa de acordo com o governo em torno do reajuste para os cerca de 8 milhões de aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo. Para oferecer um aumento acima da inflação, o Executivo quer que as centrais sindicais aceitem a retirada de quatro propostas: o fim do fator previdenciário (PL 3299/08); o PL 4434/08, que recupera o número de salários mínimos recebidos na data da concessão da aposentadoria; a emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) ao PL 1/07 que garante, às aposentadorias, os mesmos percentuais de reajuste do mínimo; e o reajuste de 16% às aposentadorias aprovado pelo Congresso e vetado pelo Palácio do Planalto (o veto ainda pode ser derrubado).

A ideia do governo é propor, no lugar dessas matérias, um texto englobando toda a nova política para as aposentadorias maiores que o salário mínimo.

Porém, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse que os representantes dos trabalhadores não tinham, na reunião desta quarta-feira, legitimidade para aceitar de imediato a proposta de retirada dos projetos. Por isso, eles vão "consultar as bases" e voltarão a se reunir com o Executivo na próxima terça.

"Nós até dissemos: não adianta dar hoje 10% de aumento para o aposentado se não for resolvido o problema do fator previdenciário. Precisa ser uma proposta global. Temos dificuldades de dizer que dá para abrir mão de um projeto hoje, porque há condição de fazer andar essas propostas na Câmara. Então, é necessário haver garantia de que as propostas a serem apresentadas pelo governo contemplarão os trabalhadores", ressaltou.

Dificuldades financeiras

O deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto sobre o fim do fator previdenciário, disse que o reajuste de 7% antecipado pela mídia é uma especulação. Ele deu sinais de que, embora acima da inflação, o percentual a ser oferecido poderá não satisfazer os aposentados.

"O governo acha que há condições para dar reajuste superior ao INPC para os aposentados que ganham acima do mínimo. O que foi dito é que essa proposta foi negociada com a área econômica tendo em vista o atual momento de queda de arrecadação, de maior dificuldade financeira para o governo. Mas não foi apresentado o percentual", explicou.

Obstáculos

Pepe Vargas acrescentou que a discussão sobre o fator previdenciário avançou nesta quarta-feira, mas restam dois pontos divergentes. O primeiro é quanto à forma de cálculo do valor da aposentadoria. De um lado, o governo quer que sejam levados em conta 80% dos maiores salários de contribuição; do outro, as centrais sindicais defendem os 60% maiores.

O segundo ponto diz respeito aos aposentados que não atingirem o chamado "fator 85/95" - em que a soma da idade com o tempo de contribuição resulta em 85, para as mulheres; e 95, para os homens. O governo quer, nesses casos, a aplicação do fator previdenciário. Já as centrais sindicais defendem, segundo Pepe Vargas, um redutor mais brando.

Também participaram da reunião de hoje o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS); o ministro da Previdência, José Pimentel; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci; o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas, Warley Martins; e o presidente da CUT, Artur Henrique. O encontro aconteceu na sede provisória do governo, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.

Alckmin lidera pesquisa para governo de São Paulo

Datafolha mostra Ciro com 12% das intenções de voto em SP

Pesquisa aponta liderança do ex-governador Geraldo Alckmin.
Marta fica com 16% a 22%; com Kassab, disputa é acirrada.

Pesquisa publicada nesta segunda-feira (17) pelo jornal “Folha de S. Paulo” mostra que a possível candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo atinge de 12% a 18%, a depender do adversário. Os tucanos Geraldo Alckmin ou José Serra ainda lideram com folga, diz o jornal.

Na disputa paulista, quando o nome do PSDB é o do ex-governador Geraldo Alckmin, Ciro tem 12%, contra 46% do tucano. O desempenho do deputado federal pelo Ceará é pior que o da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que chega a 16% contra Alckmin, que fica com 43% com ela na disputa, diz o jornal.

Segundo a reportagem, o quadro para a eleição ao governo de São Paulo ainda está indefinido, tanto no campo governista quanto na oposição, com vários nomes numa dura disputa de bastidores para conseguir a vaga.

Atual secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Alckmin luta pela indicação do governo com nomes com desempenho mais fraco nas pesquisas -como o secretário estadual da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM)-, mas com apoio nos bastidores.

Na oposição, Ciro é o candidato preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o próprio deputado federal pelo Ceará ainda tenta se viabilizar para a disputa à Presidência. Além disso, parte do PT paulista resiste a essa ideia, especialmente a ala ligada a Marta.

O resultado de Ciro no Estado é mais fraco do que no plano nacional, onde ele tem de 14% a 23% das intenções de voto na disputa pela Presidência, diz o jornal.

No único cenário que permite comparação com pesquisas anteriores, Alckmin perdeu quatro pontos e está com 43% das intenções de voto, mas ainda permanece bem à frente da segunda colocada, Marta, com 16%. Nesse quadro, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) oscila de 9% para 11%.

Sem Alckmin na disputa, tanto Marta quanto Ciro sobem. A petista tem 22% quando o candidato governista é o prefeito Kassab, que fica com 20% -um empate técnico, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Kassab lidera com 22% sem Alckmin e sem Marta, situação em que Ciro tem 18%. O resultado é no limite da margem de erro. Num cenário muito pouco provável, com Ciro no limite para cima e Kassab no limite para baixo, ambos ficariam com 20% das intenções.

Paulo Maluf, nome recorrente na política paulista, varia de 11% a 14%. Seu melhor momento é numa disputa com Ciro e Kassab. A subprefeita da Lapa, Soninha Francine (PPS), que teve 4,2% dos votos na disputa pela prefeitura no ano passado, varia de 4% a 7%.

A ex-prefeita e hoje deputada federal Luiza Erundina, do mesmo PSB de Ciro, tem de 4% a 5%, dependendo dos concorrentes. Paulinho (PDT), Campos Machado (PTB), Ivan Valente (PSOL) e Paulo Skaf (sem partido) não passam de 3% em nenhum dos cenários.

Pesquisa agrada partidários de Serra, Dilma e Ciro

  • Pesquisa Datafolha mostra que 74% são favoráveis ao afastamento de Sarney

  • Serra lidera com vantagem pesquisa sobre eleições de 2010

  • Jovens estão mais conservadores e preocupados com o futuro, diz pesquisa

  • Uma América Latina ultrajada

    Tráfico de drogas.

    Guerrilha.

    Aparelhamento do Estado.

    Zonas de Exceção.

    Políticos safados.

    Políticas inadequadas.

    Líderes populistas.

    Ditaduras disfarçadas.

    Golpe de Estado.

    Péssima qualidade de vida.

    Instituições egoístas.

    Senhores (as) o Inferno é aqui e o nome é América Latina.

    Clique e sigan en vivo la conferencia de periodismo de investigación.

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    "En las zonas pobres buscan jovencitos que creen que no tienen dolientes, y los matan, para presentarlos como guerrilleros".

    Durmam; se puderem.

    Carlos Minc - O Ministro que fala o que não pensa

    Já vai tarde
    A droga de ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) deixa o cargo só em março, para tentar se eleger alguma coisa, no Rio. Com os votos, claro, dos colegas da marcha de apologia ao consumo de maconha. O problema é os dementes se lembrarem da participação dele.

    Ele foi desmascarado aqui. Vejam

    Ciro não é candidato à Presidência

    O Deputado Federal Ciro Gomes (PSB-CE) jura pela fé da mucura que é candidato à presidência da República.

    Ciro mente.

    Já fechou com Lula a candidatura ao Governo de São Paulo.

    Querem apostar?

    Na prensa

    Ciro na berlinda

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convenceu o deputado Ciro Gomes (CE) a transferir o título de eleitor para São Paulo, como também queriam o PT, o PDT e o PCdoB, mas isso não significa que o ex-ministro da Integração Nacional tenha desistido de disputar a Presidência da República. Muito pelo contrário. Na reunião com a cúpula do PSB que antecedeu o encontro com Lula, Ciro disse ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente da legenda, que considera o quadro sucessório embaralhado demais para abrir mão de seu nome na disputa.

    Tô falando.

    Veja como foi a sessão solene em Homenagem à Nossa Senhora de Nazaré 2024, na Câmara dos Deputados

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