Vítima de leucemia. Morreu em SP o deputado "Meu nome é Enéas"

A bandeira nacional estará amanhã, aqui em Brasília, a meio mastro em luto pela morte do deputado federal Enéas Carneiro, fundador do Prona, perdendo a luta para uma fulminante leucemia que enfrentou corajosamente. Nos deixou aos 69 anos e foi duas vezes candidato a Presidência da República.

O presidente da Câmara dos Deputados, seguindo o protocolo, decretou, como o presidente Lula, luto oficial de um dia.

Amanhã, a Câmara terá sessão as 14h00 e será apenas em homenagem ao extinto e, de acordo com o Regimento Interno, será encerrada após as homenagens em memória do deputado. Um grande patriota, que eu era fã de carteirinha por uma série de razões que prefiro não aprofundar neste momento.

A instalação da CPI do Apagão Aéreo só iniciará os trabalhos na terça-feira, 7.

Na foto de meu amigo Dida Sampaio/AE, esse já era um Enéas na luta pela vida.

O Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA). Presidido pelo deputado federal Enéas Ferreira Carneiro, entrou para a história.

Polêmico, barbudo, careca, baixinho, médico, altamente preparado e uma das mais interessantes figuras humanas que este poster teve o privilégio de conhecer - tomando vários cafezinhos com o inesquecível dono do bordão: "Meu nome é Enéas" um dos mais espetaculares lances de marketing político de todos os tempos da história política nacional, fará falta e entra na história como o deputado federal mais votado de todos os tempos.

Fique em paz Enéas. Deus te abençoe.

Isso é Flamengo: Campeão!

Campeão Carioca de 2007Isso é que é Time. Os resto é treino

Falta agora a Libertadores. Tá difícil, mas, alvi-negro é alvi-negro!

Governo do Pará: Reforma e luxo para duas pessoas

Cortezia do G1 para os paraenses.

Pará pagará reforma de casa de governadora

Licitação avaliou obra em R$ 148,5 mil; mas Ana Júlia (PT) determinou redução.
Aluguel, também custeado pelo estado, é de R$ 60 mil por ano.
Mais aqui>>

Nota: As duas pessoas a que me refiro são: a própria governadora e sua filha. Serviçais não contam.

Militantes do MST radicalizam no Sul do Pará

Um grupo que seria dissidente do MST ocupou a PA-150 entre Eldorado do Carajás e Parauapebas, ato contínuo incendiou dois caminhões, um pertencente ao Grupo Frigorífico Bertim e outro da Casa Goiás, cujo proprietário, anos atrás, foi preso acusado do assassinato dos sindicalistas Doutor e Fusquinha.

A governadora Ana Júlia Carepa (PT) convocou o Gabinete de Crise e determinou que não compactuará com ação criminosa de quem quer que seja.

Acionou o Gabinete Militar e determinou a imediata prisão do grupo.

Ordenou ainda que a PM desencadei uma operação "pente fino" e prenda qualquer elemento armado na região, seja sem-terra, seja fazendeiro.

Nota do blog: Nota 10 para a governadora.

Poesia da madrugada fria

Uma lembrança de Verão

Val-André Mutran (5/05/2007)


Se um dia pudesse voltar no tempo...
Ouviria que seja por encanto o sussurrar do vento. Leria muito mais Pablo e Spinoza à fórmulas de Kent.

Se um dia me fosse permitido olhar o tempo...
Repararia o corpo perfeito dos bem acabados ateus que não reparam santos, pois, movem-se como Deus.

Se um dia me fosse concedido ouvir o tempo...
Calaria, circunspecto Callas após o Ato final.

Assobiaria besteiras para espantar a sina.

Se alguma vez conhecesse o encanto...

Confraria um trato: o de adiar a fome, aviltar a vontade, esquecer a dor, levitar no agora; encantar-me com a noite: perder-me de amor pelo dia.

Se apesar de tudo e só peço haja não me for permitido...

Que a morte venha tântrica, semântica, pois é tempo de trabalho
Muitos me esperam
Poucos me verão...
...No Inverno.

Roseana inelegível

Choro sem parar até agora com a notícia abaixo que arrelia a competentíssima senadora que alavancou para o Maranhão os melhores índices jamais vistos de desenvolvimento pessoal.

Acompanha-me um povo em luto constrito.

Foto: José Cruz/ABr






















Roseana inelegível

Veja Online

O procurador-regional eleitoral do Maranhão, Juraci Guimarães Júnior, encaminhou à Justiça Eleitoral do estado uma representação pedindo que seja declarada a inelegibilidade da senadora Roseana Sarney por um período de três anos. Acatou denúncia de abuso de poder econômico por parte do candidato a governador do PSDB nas eleições do ano passado, Anderson Lago Filho. Roseana doou 168 700 reais para que candidatos da coligação "União Democrática Independente" (PSL/PTC/PC do B) imprimissem seu nome e foto em seus materiais de campanha. Os três partidos haviam decidido não lançar candidato a governador. O MPE entendeu a manobra como compra de apoio político.

CPI em revista

Se você não anda de avião, não conhece ninguém que anda, nunca voôu, tem mêdo de fazê-lo, só anda a pé, não tem bicicleta e não conhece ninguém que mora no sul do Pará onde o Hospital de Alta Complexidade é uma merda de baixa complexidade e o avião faz a diferença entre ter uma chance de viver ou morrer. Então...vá correndo navegar em outra página pois, essa notícia não irá afetar a sua vida em nada, exceto se um avião cair sob sua cabeça no próximo apagão aéreo.

Com a palavra suas excelências e o embate que não dará em nada!

Assistirei ao vivo o deputado Wlad, Vic e Zenaldo, do Pará, contribuir para o temperão de mais essa pizza ou será que eles vão brigar? Será?!

Eis a composição da CPI
:

GOVERNISTAS


PT

Titulares: Marco Maia (RS) - relator da comissão -, André Vargas (PR), Carlos Zaratini (SP) e Pepe Vargas (RS)
Suplentes: Cândido Vacarezza (SP), Edson Santos (RJ), Eduardo Valverde (RO) e Nelson Pelegrino (BA)

PMDB
Titulares: Marcelo Castro (PI) - presidente da comissão -, Eduardo Cunha (RJ), Leonardo Quintão (MG) e Vladimir Costa (PA) Suplentes: Fátima Pelaes (PMDB-AP) e Rocha Loures (PMDB-PR)

PR
Titular: José Carlos Araújo(BA)
Suplente: Léo Alcântara (CE)

PP
Titulares: Nelson Meurer (PR) e Beto Mansur (SP)
Suplentes: Luiz Fernando (MG) e Sander Júnior (GO)

PTB
Titular: Paes Landim (PI)
Suplente: Pedro Fernandes (MA)

PDT
Titular: Wolney Queiroz (PE)
Suplente: Sérgio Brito (BA)

PV
Titular: Fernando Gabeira (RJ)
Suplente: Fábio Ramalho (MG)

PSB
Titular: Dr. Ubiali (SP)

PCdoB
Titular: Osmar Júnior (PI)

PSC
Suplente: Filipe Pereira (RJ)

PTC
Suplente: Carlos William (MG)

OPOSICIONISTAS

PSDB
Titulares: Gustavo Fruet (PR), Vanderlei Macris (SP) e Zenaldo Coutinho (PA)
Suplentes: Carlos Sampaio (SP), Otávio Leite (RJ) e Rodrigo de Castro (MG)

DEM (ex-PFL)
Titulares: Solange Amaral (RJ), Vic Pires Franco (PA) e Vitor Penido(MG)
Suplentes: Davi Alcolumbre (AP), Efraim Filho (PB) e Silvinho Peccioli (SP)

PPS
Titular: Geraldo Thadeu (MG)
Suplente: Arnaldo Jardim (SP)

PSOL
Titular: Luciana Genro (RS)
Suplente: Ivan Valente (SP)

Vitrine viva e o Lula

O presidente com cara de leão de Chácara, Hugo Chavez e o neo-Czar da Bolívia, Evo Moralez, fazem escola ao viajar pelo mundo. Um garbosamente vestido como ex-Comandante e o outro trajando os elegantérrimos pulôveres dos cocaleiros de seu país.

Agora Lula, o new-socialist latino, aderindo a tchurma. Quer viajar com um grande colar pendurado onde for. Leia post abaixo.

Portanto, caro(a)s amigo(a)s. Lula aceita presentes para compor o colar.

Sugestões do blog:.

Uma pepita de ouro de Serra Pelada ou dos garimpos do Tapajós;
Uma pepita de ferro da Serra dos Carajás ou uma de manganês da Serra do Navio no Amapá (se ele achar uma);
Um grão de soja do Mato Grosso ou de algodão de Balsas do Maranhão;
Uma garrafa de areia em miniatura das dunas do Rio Grande do Norte;
Um chaveiro em miniatura de cuia de chimarrão do Rio Grande do Sul...

...Enfim. Deêm sua sugestão, o colar é grande.

Sem prévia. Rodrigo Maia lança Valéria para a Prefeitura

Notícia reproduzida neste blog do jornal Gazeta Mercantil aqui passou absolutamente desapercebida.

Quem leu a notícia achou, assim como eu e estranhou a, digamos, extemporânea declaração do presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), de que a ex-governadora Valéria Pires Franco já seria a candidata a Prefeitura de Belém em 2008, mesmo sem a realização de Convenção em prazo regulamentado por lei.

Pessoal precipitado esse do DEM, heim!?

A verdade dói

Quando este poster critica a baixa representatividade política em sua região de origem, o Norte, e luta para ver criado mais dois Estados a partir do Pará, é bombardeado com todo o tipo de críticas.

São centenas de argumentos para a criação das novas unidades federativas multiplicando por três o atual "poder de fogo" da região.

O Plano de Aceleração do Crescimento é um bom exemplo disso. Enquanto a governadora do Pará percorre o Pará para viabilizar o seu PAC, que lá é chamado de PTP - Planejamento Territorial Participativo. São Paulo garante, só do Ministério das Cidades, em bloco com as Prefeituras, R$ 5 bi.

Dá prá comparar?

Dá sim: lá o planejamento já estava feito porque o governo tem técnicos experientes e tem comando de articulação com as Prefeituras. E olhem que o governo do Pará é assim, assim com o presidente. Leiam.

SP eleva valor de obras do PAC para R$ 5 bilhões
Márcio Fortes, ministro das Cidades: projetos serão anunciados em junho
Valor - 27.04.2007
Samantha Maia

O Ministério das Cidades já tem em mãos um conjunto consolidado de projetos prioritários para habitação e saneamento do Estado de São Paulo que poderão receber recursos do orçamento da União previstos no Plano de Aceleração de Crescimento (PAC). Em reunião na cidade de São Paulo com as secretarias estaduais de Saneamento e Energia e de Habitação, e com prefeituras das regiões metropolitanas (RMs) da Baixada Santista e de Campinas, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, disse que os projetos apresentados são consistentes e estão em fase de elaboração adiantada.

Segundo o secretário de Habitação de São Paulo, Lair Krähenbühl, ao todo os projetos das duas RMs mais os da região metropolitana de São Paulo somam R$ 5 bilhões, acima do previsto inicialmente - entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões - quando a ministra Dilma Rousseff recebeu a equipe do governador paulista José Serra, em Brasília, há pouco mais de dez dias. Em muitos dos projetos, o Estado propõe contrapartida de até 50%, como no caso da recuperação das represas de Guarapiranga e Billings.

Além de São Paulo, já foi fechada a carteira de projetos de Minas Gerais, e a próxima etapa será finalizar com o Rio de Janeiro, em reunião a ser realizada quinta-feira da semana que vem. "O objetivo dessas reuniões é ver quais são as prioridades de cada área e evitar que haja duplicação de pedidos, para que os recursos sejam divididos de maneira racional, com uma ação ordenada entre Estados e municípios. Mas estamos fazendo um mosaico em termo nacional", diz o ministro.

A expectativa, segundo Fortes, é que até meados do mês de junho todos os Estados tenham sido ouvidos para que então o governo federal possa anunciar quais serão os projetos atendidos. "Os grandes valores já poderão ser definidos." Regiões com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), maior número de pessoas atendidas, e que tenham grandes déficits habitacionais devem ser as primeiras a ser contempladas. Os próximos Estados a receberem a visita do ministro são Bahia, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul, sem cronograma definido até o momento. Em Pernambuco, por exemplo, o Fortes informou que uma das área a serem priorizadas com algum projeto é a de Suape, onde há expansão de investimento industrial. "É preciso ter uma ação preventiva para evitar que os grandes investimentos da indústria no local tragam problemas de favelização", diz.

Segundo Fortes, o trabalho conjunto das três esferas de governo tem que se manter mesmo depois da definição dos projetos. "Será preciso pensar em licença ambiental, questões fundiárias, licitação e toda a papelada que tem que ser apresentada à Caixa para obtenção da verba, e todos têm que atuar juntos." A preocupação do ministro é que essas obras não corram o risco de mesmo com a verba disponibilizada não serem iniciadas.

A recuperação da favela de Heliópolis, na capital de São Paulo, faz parte do pacote de prioridades, além de um conjunto de ações na Baixada Santista. "A prefeitura vai urbanizar áreas de favela e palafitas com recursos do PAC e a Sabesp vai fazer o saneamento", diz Krähenbühl, da Habitação.

João Paulo Tavares Papa, prefeito de Santos e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista, saiu da reunião com grandes expectativas. "Não houve divergências neste encontro, e a prefeitura tem feito um mutirão a fim de se preparar para receber esses recursos, investindo em regularização fundiária e na conclusão dos projetos executivos", diz ele.

O prefeito de Guarujá acredita que as chances de receber recursos são grandes por haver projetos que também são do interesse do governo federal. "Temos um projeto chamado Favela Porto Cidades, de urbanização e desocupação de áreas de habitação precária próximas à região portuária que é essencial para permitir a expansão do porto de Santos."

As semelhanças de Ana Júlia e Yeda Crusius

Aparentemente só o fato de ambas serem governadoras. Mas, não é só isso. De partidos antagônicos, as duas sentem na pele o que é ter que conviver com o aparelhamento políticos de governos anteriores que queriam se perpetuar no poder. Até o relacionamento da gaúcha com o seu vice é idêntico ao da paraense com o seu natural sucessor. O resultado disto não poderia ser diferente. É crise prá todo lado, mas, com uma exceção: Yeda com pouco mais de cento e poucos dias de governo tem o que mostrar, enquanto sua colega, se arrasta no terreno do imobilismo administrativo e só consegue mostrar a face mais exuberante do Pê Tê: planejar, planejar, planejar...plenária prá cá, plenária prá lá...e nada de mudanças!

Crises atormentam governo da tucana Yeda Crusius

Caio Cigana
Gazeta Mercantil
4/5/2007

Além de problemas financeiros, o governo gaúcho enfrenta disputas políticas internas. Não bastasse a dificuldade financeira atravessada pelo estado, o governo Yeda Crusius (PSDB) enfrenta duas crises que envolvem o vice-governador Paulo Feijó (Democratas), o Banrisul e a área ambiental. No caso do vice, Feijó levantou uma série de suspeitas contra a gestão do presidente do Banrisul, Fernando Lemos. No episódio envolvendo o setor de meio ambiente, as pressões vêm de empresas de celulose que têm programados investimentos de R$ 8 bilhões e criticam as restrições impostas ao plantio de eucaliptos. Como conseqüência, pediu demissão ontem o presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Irineu Schneider, e a secretária estadual do Meio Ambiente, Vera Callegaro, balançou no cargo.
Em rota de colisão com Yeda e com o presidente do Banrisul desde a época da campanha, Feijó tem dito que a gestão de Lemos "não resiste a uma auditoria". Semana passada, na Assembléia Legislativa, Feijó citou uma série de casos que segundo ele teriam indícios de irregularidades. Entre eles, a contratação sem licitação de uma consultoria por R$ 40 milhões, a liberação para uma empresa de uma sucessão de empréstimos sem que os primeiros fossem pagos, relações suspeitas com outros bancos e possíveis irregularidades na área de publicidade.
Em resposta, o Palácio Piratini divulgou uma nota afirmando que Feijó levantou suspeitas sem comprovações, atitude que foi taxada de "irresponsável, leviana e inaceitável". Para o governo, o comportamento de Feijó foi "desequilibrado". Ontem, no novo capítulo da crise, Lemos convocou uma coletiva para rebater as acusações. Sobre a questão da consultoria, Lemos assegurou que no caso foi possível dispensar a licitação. "O Tribunal de Contas (do Estado) já examinou esta questão. Os contratos são lícitos e legais", defendeu-se Lemos. Sobre os empréstimos, disse que foram feitos antes de sua gestão. "O que fiz foi executar as garantias para receber o que era devido", assegurou. Na questão publicitária, a insinuação era de que o desenvolvimento do logotipo do banco teria custado R$ 20 milhões. Conforme Lemos, o custo foi de R$ 7,1 mil.Além da crise em si, o momento também é considerado delicado já que o Banrisul prepara uma emissão de ações para aumentar o capital da instituição e o caso poderia afetar o valor dos papéis.
O governo gaúcho pretende captar até R$ 2 bilhões no mercado, sendo que a maior parte poderia entrar no caixa para ajudar a amenizar a crise financeira do estado, que há dois meses paga os salários com atraso.
Na questão ambiental, Aracruz, Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Stora Enso fazem pressão contra o estudo de zoneamento do estado que define as áreas onde podem ser plantados eucaliptos no estado. O zoneamento é considerado muito restritivo pelos grupos. Cada empresa tem planos de construir fábricas de celulose no estado, com investimentos que somam R$ 8 bilhões. As empresas ameaçam desistir das fábricas caso o zoneamento não seja revisto. VCP e Stora Enso, principalmente, adquiriram grandes extensões de terra em regiões apontadas pelo zoneamento como sensíveis ao plantio de eucaliptos. Além disso, os técnicos da Fepam são acusados de morosidade na concessão de licenças ambientais para o plantio. No outro lado da trincheira, a oposição entende que o problema foi criado porque o governo atual e o anterior anunciaram facilidades que não existiam.



A lista negra do PMDB

Helena Chagas

JB

As negociações do segundo escalão continuam, mas o Palácio do Planalto já avisou ao PMDB que alguns dos nomes indicados na lista do partido não vão emplacar. Por exemplo: o ex-prefeito Luiz Paulo Conde, uma indicação da bancada do Rio, dificilmente será nomeado para a presidência de Furnas, assim como o ex-governador Moreira Franco também não deverá comandar a BR Distribuidora. O ex-senador Luiz Otávio, ligado à bancada do Senado, e o ex-deputado José Priante, sobrinho do deputado Jader Barbalho e indicado para o Ibama, também não deverão ser nomeados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conversou diretamente com os peemedebistas sobre os nomes vetados, mas fez chegar à cúpula do partido o recado de que o governo aceita negociar outros nomes, de preferência de perfil mais técnico, para esses cargos.

O PMDB, por sua vez, resolveu endurecer o jogo nos bastidores. Ontem o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves, recusou-se mais uma vez a abrir mão da presidência da CPI do Apagão Aéreo na Casa para seu partido. E não aceitou também ficar com a relatoria. A bancada peemedebista sabe que a presidência é o posto mais importante de uma CPI no começo dos trabalhos, já que cabe a seu titular submeter os requerimentos a votos, marcar sessões, marcar depoimentos, etc. Com esse poder nas mãos, o partido terá mais condições de pressionar o Planalto por suas nomeações. A indicação do próprio Henrique Alves para a direção do DNOCS, por exemplo, já foi aceita.

O nome de Conde esbarrou em três obstáculos. Primeiro, a resistência do Planalto em aceitar uma indicação da bancada que até ontem era comandada pelo ex-governador Anthony Garotinho para um cargo estratégico como a presidência de Furnas. Segundo, a desaprovação da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que trabalha para indicar um técnico. Por último, o velho desentendimento interno do PMDB. A bancada do partido no Senado - leia-se José Sarney e Renan Calheiros -, que apadrinhou a permanência de Silas Rondeau nas Minas e Energia, acha que deve indicar também todos os cargos de segundo escalão subordinados à pasta, como é o caso de Furnas. Os senadores estariam com um outro nome no bolso do colete - e ninguém se surpreenderá se esse nome for do agrado de Dilma.

Além dos nomes que constam da lista "oficial" de indicações, entregue pela cúpula do PMDB ao ministro Walfrido dos Mares Guia semana passada, os peemedebistas estão atirando em todas as direções. Ex-senadores como Amir Lando e Ney Suassuna, agora sem mandato, têm sido vistos com frequência no Senado e em reuniões do partido defendendo suas indicações. O ex-embaixador do Brasil em Portugal, Paes de Andrade, por sua vez, está sendo indicado para uma das vice-presidências do Banco do Brasil. Mas não está sendo fácil. Quase todos esses cargos já estão ocupados, sobretudo por petistas. E o Planalto está apostando na "lei da inércia política", segundo a qual é muito mais complicado desalojar alguém para fazer nova nomeação do que preencher um cargo vago em início de governo.

Inadimplência cria problemas para Pê Tê

Notícia do Estadão dá conta que "Para cortar gastos, PT demite 13 em São Paulo".
É a ponta do iceberg - digo, caixa-preta do diretório paulista que tem dívida de R$ 1,1 milhão e não consegue pagar salários em dia de seus funcionários.

A dívida declarada de R$ 1,1 milhão do Diretório do PT de São Paulo vai seguir os passos do que foi adotado pela cúpula nacional do partido e pôr em prática programa de ajuste fiscal para cortar gastos e aumentar arrecadação. Sem conseguir pagar salários em dia, a seção paulista do PT já demitiu 13 funcionários desde o final de 2006. A última leva foi na semana passada.

Em abril, o tesoureiro nacional do PT, Paulo Ferreira, fez diagnóstico assustador: 4,2 mil filiados com cargos no governo federal não pagam o dízimo ao partido. Dos R$ 50 milhões devidos pelo Diretório Nacional na praça, cerca de R$ 30 milhões correspondem à falta de pagamento das mensalidades." (Estado)

A tampa e a panela


Foto: Laycer Tomaz


Com 16 votos entre os 24 titulares da CPI do Apagão Aéreo, o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) foi eleito presidente da comissão. Para a relatoria, ele designou o deputado Marco Maia (PT-RS). Castro (D) e Maia (E) defendem que o primeiro item das investigações seja o acidente da Gol, que iniciou a crise aérea.


Ag. Câmara

Mais um do Pê Tê quer censurar a imprensa


Era só o que faltava


PT quer normas para a cobertura das eleições

Ilimar Franco
O Globo
3/5/2007

Na Câmara, deputado defende controle da imprensa e espaços semelhantes no noticiário para todos os candidatos

Primeiro foram o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), e o assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia. Agora foi o deputado Carlos Zaratini (PT-SP) quem ocupou a tribuna da Câmara para defender a adoção de regras para reduzir a influência da imprensa nas eleições. O discurso não é novo no partido, onde parcela considerável dos militantes trata a imprensa como inimigo. A novidade é que os petistas falam da elaboração de um conjunto de normas para determinar como deve ser a cobertura das eleições pela mídia.

Os dirigentes do PT afirmam que, depois das recentes eleições presidenciais, não podem mais ficar indiferentes ao papel e à influência da mídia.

- É preciso reduzir o poder de manipulação da mídia. A cobertura das candidaturas deve ser equilibrada, como ocorre hoje na televisão. É bom para o país e para a democracia que o noticiário seja equilibrado na imprensa nacional e, sobretudo, na regional - disse Zaratini.

O petista argumentou que, no caso das coberturas regionais, muitos veículos de comunicação pertencem a grupos políticos, como na Bahia e no Maranhão, e que essa realidade impede que os eleitores tenham informação qualificada dos programas e dos candidatos.

- No Maranhão, por exemplo, há dois jornais, que parecem descrever mundos diferentes. Um deles é pró-Sarney e o outro é contra o Sarney. Ambos ignoram o adversário e só fazem notícia positiva de seu grupo.

A crítica à imprensa faz parte da cultura política petista. Em novembro, o Movimento PT, tendência do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), divulgou uma avaliação das eleições presidenciais que afirma: "Derrotada, a grande mídia, a direita liberal conservadora e as elites econômicas jogam, literalmente, a favor da perspectiva monetarista (...) Nos momentos mais difíceis destas eleições, a população mais humilde é que foi às ruas defender Lula e formar opinião contrária àqueles que se julgavam porta-vozes da opinião pública, especialmente a grande imprensa".

- É a nossa opinião. A linha pitbull da mídia foi derrotada. Não é uma crítica a ser generalizada, mas esperamos que todos tenham uma visão mais equilibrada agora - diz a vice-presidente do PT, deputada Maria do Rosário (RS), da corrente Movimento PT.

Petistas defendem poder de veto da Justiça Eleitoral

Os petistas querem fazer esse debate com a reforma política, mas dizem não ter qualquer proposta objetiva sobre como seria essa regulamentação. Há quem defenda dar mais poderes à Justiça Eleitoral, que poderia passar a ter poder de veto e de pautar as redações da imprensa país afora. Outra idéia é fazer com que a mídia dê o mesmo espaço para todos os candidatos, independentemente de suas votações.

Zaratini nega que a intenção seja censurar os veículos:

- Não queremos impedir que a imprensa se posicione nos editoriais. Queremos equilíbrio na cobertura. Não dá para um candidato ser tratado como diabo e o outro como santo. Os espaços deveriam ser semelhantes, como na TV. Isso deveria valer principalmente para as rádios, que são concessões públicas.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, afirmou que a posição dos petistas não é a do governo Lula.

Priante preterido de novo

Lula ignora Requião e nomeia Forte na Funasa

O presidente Lula ignorou as pressões do governador do Paraná, Roberto Requião, e nomeou Danilo Forte para a presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O ato de nomeação, aguardado há semanas, saiu hoje. Ele foi indicado pelo deputado e ex-ministro Eunício Oliveira (CE) e referendado pelo líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Requião tentou vetar Forte porque descobriu suas ligações familiares com dois inimigos no Paraná: Valéria, mulher do novo presidente da Funasa, é sobrinha dos senadores Álvaro e Osmar Dias (PDT-PR). A confirmação de Forte representa também uma derrota para os senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarmey (AP), que apoiavam a indicação do deputado Jader Barbalho (PA): seu sobrinho, o ex-deputado José Priante.

CPI do Apagão Aéreo será instalada amanhã

Foto: Luiz Alves
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anunciou que a CPI do Apagão Aéreo será instalada às 15 horas desta quinta-feira. Os partidos têm até a meia-noite de hoje para indicar seus representantes. Do total de 24 vagas de titulares (16 para os governistas e 8 para a oposição), nove já foram definidas.

Fonte: Ag. Câmara

Insusténtável a permanência de Paulo Medina como ministro

Paulo Medina pode pedir o afastamento hoje do STJ

Carolina Brígido e Alan Gripp
O Globo
2/5/2007

Funcionários de bingos do Rio protestam na orla de Copacabana contra o fechamento das casas de jogos

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina, pode pedir afastamento hoje da corte. Investigado pela Polícia Federal pela suspeita de venda de liminares, e agora flagrado em uma escuta antecipando um voto, como revelou ontem O GLOBO, Medina tem dito a pessoas próximas que sua situação é insustentável. Mas mesmo que se afaste do STJ, o ministro poderá responder a sindicância interna. O tribunal decide até sexta-feira se abre ou não a investigação. Ontem à noite, Medina se reuniu com seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro. O ministro tem dito que a divulgação de denúncias contra ele não lhe dá outra alternativa a não ser deixar o tribunal.

- Ele está muito chateado. Não quer constranger ainda mais os outros ministros do tribunal - disse o advogado.

O destino de Medina parece selado. Se a corte especial do STJ confirmar abertura de sindicância para apurar supostos crimes cometidos pelo ministro, o colegiado deve afastá-lo temporariamente das atividades.

O advogado de Medina minimizou a revelação, feita pelo GLOBO, de que ele antecipou à parte interessada voto que daria no dia seguinte, em sessão do STJ. Medina era relator de pedido de habeas corpus feito pelo diretor do Minas Tênis Clube, Fernando Furtado Ferreira, acusado de usar documento falso. Em conversa com o advogado Paulo Eduardo Almeida de Mello, ligado a Ferreira, Medina garantiu que daria voto favorável, o que ocorreu. Os demais ministros seguiram o voto.

- Não há orientação ilegal, não há exploração de prestígio. Nesse contexto de hoje, tudo pega uma dimensão enorme - disse Castro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o envio ao STJ de cópia do inquérito que conduz sobre a Operação Hurricane (furacão, em inglês). Com os documentos, o presidente da corte, ministro Raphael de Barros Monteiro, decidirá o futuro de Medina.

No Dia do Trabalho, vestidos de preto, 150 funcionários de bingos do Rio protestam na orla de Copacabana contra o fechamento das casas de jogo. As operações de repressão aos bingos já ameaçariam o emprego de seis mil pessoas. Eles reclamaram da falta de regulamentação do setor com cartazes.

Manifesto contra o autoritarismo

Recebí e publico Manifesto do Coletivo de Trabalhadores da Área de Comunicação Filiados e/ou Simpatizantes do PT contra perseguição política na CCS.

MANIFESTO

Primeiro de maio de 2007. Escolhemos o Dia do Trabalhador para denunciar ao povo do Pará uma história de assédio moral e desrespeito aos profissionais da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) do Governo do Estado. Tão logo a nova direção assumiu a CCS, no dia 11 de abril, teve inicio uma política com comportamentos dignos de um regime ditatorial que incluíam ameaças veladas e que deram ao ambiente de trabalho um clima de terror. Nos primeiros dias da gestão da nova coordenação, os novos assessores se encarregaram de propagar que todos seriam demitidos. “Nove dias passados, enfim teve a primeira reunião com os profissionais lotados na CCS. Durante o encontro, os profissionais foram informados que todos que quisessem participar do ‘Novo Projeto de Comunicação’ do governo Ana Júlia Carepa deveriam enviar novamente seus currículos, desconsiderando o processo de seleção anterior balizado no caráter técnico e no perfil dos profissionais que queriam contribuir também com a construção de uma Comunicação voltada para os interesses sociais. Além de reconhecida experiência no mercado de trabalho, a maioria dos profissionais da CCS também tem respeitada história em movimentos políticos e sociais.“Mas esses fatos foram ignorados e foi levada adiante uma administração, baseada em atos de perseguição política. Desde esta reunião, até o momento, 21 trabalhadores já foram informados de sua exoneração, dos quais 13 são jornalistas. Também há promessas de novas exonerações até junho próximo. E ainda mais grave, a nova coordenação tem propagado que as demissões na CCS se davam por critérios técnicos e profissionais, maculando a imagem de pessoas que sempre ajudaram a construir a história do PT. Brincou com a honra e a dignidade de trabalhadores.“A sociedade precisa saber que a mudança no comando da Coordenadoria de Comunicação Social do governo do Pará está longe de ser mais um ato administrativo. As provas falam por si. Enquanto trabalhadores eram qualificados de falta de 'perfil técnico', a nova equipe da CCS causou prejuízo aos cofres públicos ao editar uma revista sobre os 113 dias do governo Ana Júlia Carepa cheia de erros jurídicos e técnicos.“A humilhação que os exonerados passaram não será apagada da memória. Neste Dia do Trabalhador fica o registro para que a história julgue os fatos. Esse registro é de indignação contra um comportamento que passa por cima de princípios que sempre nortearam o discurso que conduziu o Partido dos Trabalhadores à presidência da República e ao governo do Pará.“A condução da política de Comunicação no Estado, para ser democrática, participativa e popular, deve primar pelo respeito ao trabalhador e à sociedade.
Coletivo de Trabalhadores da Área de Comunicação Filiados e/ou Simpatizantes do PT

Ninguém dá conta...

...Os números das maquininhas de jogar são um espanto

Blig do Tão

Deu na coluna do Carlos Brickmann, no 'Diário do Grande ABC':

" Não estranhe o barulho das operações Hurricane e Têmis Não estranhe o alto nível social de alguns acusados de corrupção. Os números do jogo são espantosamente grandes: sempre há o suficiente para comprar gente importante, daquela que não se vende por qualquer ninharia, mas não desprezaria um bom preço.

Só no centro expandido de São Paulo (entre as avenidas marginais) há, segundo boas estimativas, uns 200 mil caça-níqueis, entre botequins e bingos.

Gente que acompanha o assunto calcula a propina média de R$ 200,00 semanais por máquina. Se estes números forem precisos, teremos, apenas na capital de São Paulo, R$ 400 milhões semanais de propina.

Mas imaginemos que os números estejam grosseiramente superestimados.

Calculemos um desconto de 80%. Serão aí R$ 80 milhões por semana, ou algo entre R$ 320 e R$ 400 milhões por mês.

É por isso, caro leitor, que é tão difícil legalizar o jogo neste país.

É muita gente envolvida, é muito dinheiro, é muita oportunidade de corrupção. Tudo isto que hoje se escoa na ladroeira poderia ser transformado em impostos; toda essa bandalheira de máquinas que só recebem e nunca pagam poderia ser bem regulamentada, com a definição de porcentagens destinadas aos ganhadores. Dá para fazer?

Dá: em Nevada, EUA, que já foi o paraíso da Máfia, hoje só pode operar no jogo quem não tiver jamais cometido qualquer ilegalidade.

Em tempo: este colunista não gosta de jogo. Não joga baralho, não joga na Mega-Sena. Também não gosta de calor, mas o calor continua existindo."

Pitaco do blogueiro: nós não somos tão radicais, às vezes topamos um pokerzinho

Marina Silva em audiência pública

Todos os detalhes no blog do deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) aqui>>

Folha de S. Paulo de luto

OCTAVIO FRIAS DE OLIVEIRA MORRE AOS 94 ANOS EM SP!

Cesar Maia

Ficam dívidas que nenhum de nós vai poder pagar. Dívida pela terceira revolução de nossa mídia impressa. Dívida pela defesa da liberdade sem adjetivos. Dívida com a garantia de todos os espaços para o exercício da pluralidade -ideológica e intelectual. E a tristeza dos que tiveram a oportunidade de conviver tantas vezes com ele.

Praga nacional

É nacional a desenvoltura de quadrilhas especializadas no surrupio de verbas municipais. Esse "negócio", milionário e rentável seria, segundo as investigações policiais avançam para esclarecer o desaparecimento dos irmãos do deputado estadual peemedebista Alessandro Novelino, uma das especialidades de Chico Ferreira & Cia.

Leiam como está a "praga" no cenário nacional.

QUADRILHAS REGIONAIS

Lúcio Vaz
Correio Braziliense
30/4/2007

Auditoria do TCU revela que grupos locais se organizam em municípios para fraudar contratos e desviar recursos repassados por ministérios, quase sempre para atender a emendas de parlamentares ao Orçamento

O esquema montado pela máfia dos sanguessugas para fraudar a compra de ambulâncias com recursos do Orçamento da União não foi um fato isolado. Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 21 municípios, distribuídos por 15 estados, revela a existência de quadrilhas locais ou regionais organizadas para fraudar contratos e desviar dinheiro público. Também são apontadas falhas no planejamento das obras, na celebração dos convênios, na sua execução e na fiscalização dos repasses pelos órgãos do governo. A maior parte das obras foi financiada com recursos de emendas de parlamentares ao Orçamento.

Os convênios foram assinados com 10 ministérios — Saúde, Educação, Cidades, Agricultura, Integração Nacional, Desenvolvimento Agrário, Esporte, Turismo, Cultura e Justiça — num custo total de R$ 15,3 milhões. Dinheiro investido em unidades móveis e equipamentos de saúde, casas populares, quadras esportivas, barragens, recuperação de estradas vicinais, pavimentação de ruas, perfuração de poços, capacitação de professores. Foram apontadas irregularidades em mais da metade dos 21 municípios, muitas delas graves.

O relatório dos auditores ressaltou a descoberta de fraudes de licitações mediante conluio de empresas, utilização de firmas fantasmas, uso de notas fiscais frias e “calçadas” (com valor diferente na primeira via), falsos boletins de medições para justificar pagamentos indevidos, superfaturamento e a identificação de teias de relações de empresas que fraudam licitações em diversos municípios do mesmo estado. “As constatações ultrapassam os limites de simples irregularidades administrativas e constituem autênticos crimes contra a administração pública”, diz o relatório.

As falhas ocorrem desde a fase de celebração dos convênios. A falta de planejamento e de estudos de viabilidade provocam a existência de obras que não servem às comunidades, segundo relatam os auditores. Inaugura-se a obra, mas ela não funciona. São escolas sem professores; postos de saúde sem remédios nem médicos; máquinas, equipamentos e aparelhos que não funcionam por falta de manutenção ou de pessoal qualificado para operação; estradas e pontes que ligam nada a lugar nenhum; esgoto sanitário onde não há banheiros; barragens onde não existem rios.

Emendas
Para o TCU, somente quando a celebração de convênios tiver como parâmetro programa ou política pública definida, com objetivos claros a serem atingidos, é que essa realidade será modificada. “De maneira geral, não há critérios técnicos determinantes para a concessão de transferência voluntária a um determinado município ou entidade. Essa concessão não obedece a um plano de governo que tenha os objetivos de minorar necessidades, diminuir carências e estimular setores. As transferências acontecem aleatoriamente, normalmente para atender emendas parlamentares inscritas no Orçamento da União”, diz o relatório.

A falta de análises detalhadas do custo do objeto proposto pode causar tanto o superfaturamento — que possibilita a ocorrência de fraudes e desvio de recursos — quanto o subfaturamento — que implica inexecução, execução parcial do objeto ou utilização dos recursos em finalidade diversa —, situações que causam prejuízo ao erário e à população.

Falhas do governo
O relatório também aponta falhas dos órgãos do governo federal. A não observância, pelos órgãos concedentes, das exigências legais para a celebração de convênios é uma constante. Documentos não são exigidos, certidões não são apresentadas, outras têm validade vencida, pareceres técnicos ou jurídicos apresentam conteúdo inconsistente, a regularidade fiscal e cadastral dos convenentes não são pesquisadas. A inobservância desses requisitos legais também possibilita a ocorrência de fraudes e desvio de dinheiro público.

O relatório do ministro Benjamin Zymler, feito com base no trabalho dos auditores e aprovado pelo plenário do TCU no dia 18 deste mês, manifesta “desapontamento” e “indignação” com o quadro apurado: “O resultado dos trabalhos aponta falhas estruturais que maculam todo o processo de transferência, carreando recursos para órgãos e entidades cujas necessidades mostram-se questionáveis. Falhas, fraudes e desvios comprometem a programação e orientação dos parcos recursos federais destinados às ações de saúde, educação, infra-estrutura. A gestão desses recursos revelou-se um nicho profícuo para perpetração de inúmeras irregularidades”. Ele diz que os atuais mecanismos oficiais de fiscalização não são eficazes para alterar o quadro de irregularidades e defende a implementação e difusão de mecanismos de controle social.

O tribunal também apontou falhas na fiscalização da execução dos convênios. Mesmo quando realizada, a fiscalização busca, quase que exclusivamente, a aferição de aspectos legais e de execução financeiras, em detrimento da avaliação da utilidade e do alcance dos objetivos sociais da transferência voluntária. Assim, a avaliação da construção do posto de saúde sobrepõe-se ao fato de não haver médicos para atendimento; a construção da escola é mais importante do que o fato de não haver professores; a aquisição do ônibus é mais relevante do que o fato de o veículo não trafegar por falta de peças.

Elegível ou inelegível?

Será?

Tutti Qui - O Liberal

Grande parte dos tucanos da terra acha que só há um nome no partido para disputar a prefeitura de Belém: Simão Jatene. Por isso, o ex-governador está sendo pressionado a aceitar sua indicação. Ocorre que o nome de Jatene é o único que pode aglutinar todos os partidos que sobraram da União pelo Pará. Com sua candidatura, ele perde o poder de negociação.

Outras variantes jogam na especulação da nota.

Simples razão: transitando e não julgado.

Relações perigosas

A esposa do deputado estadual Alessandro Novelino (PMDB-PA) é uma jovem advogada e ex-promotora pública estadual, salvo engano. Segundo notícias veiculadas na imprensa paraense sobre o desaparecimento dos empresários irmãos do parlamentar pemedebista desde a última quarta-feira, 25, teria sido a própria advogada que teria telefonado ao principal acusado como responsável pelo desaparecimentos dos irmãos Novelino cobrando informações sobre o paradeiro dos cunhados.

Minhas fontes na capital paraoara dão conta que há intensa movimentação de bastidores para abafar o quanto for possível o desdobramento desse caso: a mais bem acabada relação delinqüente entre interesses pessoais, jogo de poder político e agiotagem desbragada.

Em tempo. O deputado estadual Alessandro Novelino foi expulso do palanque na última campanha eleitoral no Pará, pelo então candidato ao terceiro mandato executivo paraense, o ex-governador Almir Gabriel (PSDB) ao ouvir de corpo presente o apoio proferido pelo aliado à candidatura a deputado federal do radialista Wladimir Costa (PMDB). Logo após a derrota de Almir para a candidata petista Ana Júlia Carepa, Novelino transferiu-se de mala e cuia as hostes do PMDB.

Feira

Para as pouco inteligentes notas que lí sobre como ou o quê a revista Veja publicaria hoje (27/04), comento.

- Fica cada vez mais evidente o distanciamento de avaliação do certo ou do errado, talvez motivado pelo feitiço que acomete a empatia política da militância envolvida. Esse fenômeno que cega e que acaba, de uma maneira ou outra, pagando tanta simpatia. Ou, no marabanês claro: gosto do político (a) fulano (a) por isso ou por aquilo!!! Ele me deu isso ou aquilo. É a velha história cheia de teia de aranha: alguém disposto a dar a esmola para miseráveis que gostariam por sobrevivência de recebê-la.

É como sair todo dia mais cedo para comprar um pão quentinho na padaria e furar a fila. Porque afinal tenho que cumprir, meu Deus, a principal lei deste país: a Lei do Gerson.

O fato é que na avaliação de político(a)s com longo curso ouvidos por esse blog aqui no setor. As duas matérias publicadas por Veja tiveram um efeito devastador nas duas reputações envolvidas e ponto.

Não sou ombsdmen de ninguém. Muito pelo contrário. Afinal do lado do primeiro esmerilhou-se o poder econômico da santidade da falta de precisão de informação e acompanhamento político isento dos fatos emanado como a cantinela de Goebbels e seu postulado da reptetição da mentira suportado pelo aparato concediso pelo governo e seu modêlo nojento de exploração de veículos de comunicação social à espença e mando dos servidores de el Rei da hora. Poupe-me. Poupe-nos.

Já no caso da segunda personagem, concordo apenas numa coisa após apenas ouvir sem abrir ou dá um pio sobre o que escutei de meus interlocutores: A incopetência de comunicação por inação efetiva do governo é e está patente.

Ficou claríssimo a falta de senso de oportunidade no ato seguinte à redução do imposto de consumidores de energia de baixa renda. Esse sim, em minha opinião, o mais relevante e abrangente ato de governo de mudança nesses quase 120 dias de gestão. Diga-se, um ato corajoso de mudança. Ao incluir econômica, social e políticamente alinhado com as promessas de palanque que permitiram o sucesso nas urnas.

- E, por outro lado, mas no mesmo sentido, Veja escalou um repórter ruim e que não merece nem citação de tão abestado que é, por desconhecimento do terreno onde trançou pernas ao requentar fatos sabidamente irrelevantes sob o ponto de vista prático.

-Fica apenas uma relevante ressalva: A governadora vai ou não acatar a recomendação do promotor e mandar prá casa o seus parentes?

-Um de seus principais ex-assessores, o prefeito Darci Lermen, do município de Paraupebas, mandou todos os deles (parentes e aderentes) para casa, muito antes do prazo estipulado pelo fiscal da lei, para casa. O prazo. Só para o leitor tomar ciência foi de 60 dias sob pena de investigação e conseqüênte abertura de procedimento judicial para ceifar o desvio ético.

-Parabéns Darci. É a prova que o aluno pode superar a mestra.

A merda, portanto, é matéria rica para todo e qualquer jornalismo investigativo pois, e por mais que cheire muito mal, está muito distante desse tipo de olfato praticado pelo rapaz que assinou a matéria de Veja.

A merda tá muito mais perto, porém, muito mais distante do que a semanal ou daqueles que a contrataram numa suposta cortina de fumaça - se foi assim que deu a suposta armação - como querem fazer crer os gregos. Pois, na avaliação dos troianos, para atingir o honestíssimo campeão de votos do Pará e sua mais nova associada no metier político, o que se tem mesmo a fazer é apenas e tão somente esperar.

Irmãos de deputado paraense estão desaparecidos

Plantão ORM
Polícia segue buscas por irmãos desaparecidos
26/04/2007 - 22h10m

Seguem as buscas pelos dois irmãos do deputado estadual Alessandro Novelino, que estão desaparecidos desde a noite de quarta-feira (25). Várias equipes da Polícia Civil e da DRCO (Divisão de Repressão do Crime Organizado) estão nas matas da localidade de Murinim, em Benfica.

A ação da polícia na região já dura quase cinco horas. O delegado Gilvandro Furtado concentra as buscas na localidade, pois foi em um sítio próximo que o carro em que estavam Uraquitan, 39 anos, e Ubiraci Novelino, de 37 anos, foi encontrado.

De acordo com o delegado, as buscas são difíceis por conta da escuridão. O objetivo é justamente encontrar pistas do paradeiro dos dois.
'Ainda não podemos informar muita coisa. Estamos procurando pistas, que possam indicar se estamos procurando por corpos ou um local onde eles estejam. Não há como afirmar nada por enquanto', disse.

Mais>>

Atualizada as 6h35

O carro dos Novelino foi encontrado totalmente depenado na Chácara de um radialista - que foi preso em flagrante - nas cercanias de Belém.

Os irmão do deputado estadual Alessandro Novelino (PMDB) continuam desaparecidos.

Leia>>

Como adulto

Senadores aprovaram a PEC que diminui a maioridade penal de 18 para 16 anos, em alguns casos.

Aprovada redução da maioridade penal

Ag. Senado

A CCJ aprovou a redução da maioridade penal para 16 anos, nos casos de crimes graves, quando comprovado que o menor tinha consciência do ato ilícito praticado.

Convite para Exposição

Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo convida para o projeto Virada Cultural 2007

Vila Buarque terá mostra de imagens no dia 5 de maio

Vila Buarque, bairro da capital paulista, será palco de uma mostra internacional de fotografia. O evento Noite do Ano, que faz parte de um dos mais tradicionais festivais de fotografia do mundo, o "Rencontres Internationales de la Photographie d´Arles", sai pela primeira vez da França e vem ao Brasil para participar da Virada Cultural 2007.
Como aconteceu em suas duas edições anteriores, a 3ª Virada Cultural de São Paulo concentrará uma grande parte de suas atrações na região central da cidade.

Na Vila Buarque, um dos eventos a serem realizados será a Noite do Ano, atividade que faz parte do tradicional festival de fotografia Reencontres Internationales de la Photographie, realizado na cidade de Arles, na França, e que estréia nesta ocasião no Brasil.

Onze telões serão distribuídos pelas imediações da Vila Buarque, nos quais serão projetados pequenos filmes com 40 minutos de duração que expõem centenas de fotografias de agências internacionais, como Reuters e AFP, além de editoriais de moda produzidos por revistas, acervos de galerias de arte e de instituições brasileiras. A idéia é possibilitar ao público um passeio noturno ao ar livre pela região, orientando-os através de um mapa que mostrará a programação do evento.

A mostra, composta por 10 filmes brasileiros e 28 europeus, está sendo promovida por Alain Arnaudet, que criou o evento em 2005 na França, junto com o SESC Consolação e o Consulado Geral da França, e conta ainda com a parceria de diversas instituições instaladas na Vila Buarque, como a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), que pela primeira vez participa da Virada Cultural paulista.

Além de receber um dos telões da mostra em sua unidade localizada na Rua General Jardim, 522 - no seu tradicional Casarão - a FESPSP preparou também para a 3ª Virada Cultural uma programação própria, que vai das 18h00 do dia 05 até o mesmo horário do dia seguinte, e contará com apresentações de teatro, coral, shows de música, sarau de poesia, projeção de filmes, dentre outras ações.

Informações sobre a participação da FESPSP na Virada Cultural e na Noite do Ano podem ser obtidas nos telefones 11-3123 7800 (ramais 834 e 810) ou 11-3872 4057 (ramal 249).
Programações:

FESPSP na Virada Cultural
(Local: Rua General Jardim, 522 - Vila Buarque)

Sábado, 5 de maio
18:00 - Espetáculo do Projeto FESPSP de Teatro (Direção: Celso Solha)
19:00 - Atividades do Centro Acadêmico Florestan Fernandes
19:30 - Início da projeção de filmes da mostra 'Noite do Ano'

Domingo, 6 de maio
00:00 - Soul, Jazz e Hip-Hop underground com o DJ S1W
03:00 - Apresentações (dança, música e afins)
10:00 - Sarau de Poesia com o projeto Leiturativa
13:00 - Projeção do Cineclube Darcy Ribeiro
14:00 - Monólogo "Insanus S/A" de Toni D´Agostinho
16:00 - Leitura dramática da "Mandrágora" de Maquiavel (Teatro do Espelho)
17:30 - Apresentação do Coral FESPSP


Noite do Ano 2007
(Data: 05/04/2006 / Horário: entre 19h30 e 03h00)

TELA DE PROJEÇÃO 1
Local: Fundação Escola de Sociologia e Política (Rua General Jardim, 522)

Folha de São Paulo (Brasil)
La Provence (França)
Agence VU' (França)VU' à Paris / Denis Darzacq, Gilles Favier, JH Engström, Michael Ackerman, Claudine Doury, Philip Blenkinsop, Anders Petersen, Rip Hopkins, Lars Tunbjörk
La Combustion des rêves / Olivier Pin-Fat Ya ba
Liberté, égalité, fraternité / Alain Bizos

TELA DE PROJEÇÃO 2
Local: Biblioteca Municipal Monteiro Lobato / Praça Rotary (Rua General Jardim, 485)

· Contrasto (Itália)
Portraits in Prisons / Luigi Gariglio
Paths of Faith / Tommaso Bonaventura
Trans-Siberian Window / Theo Volpatti
· Magnum Photos (França)
Requiem in Samba / Alex Majoli
Hôtel Afrique / Stuart Franklin
Coming Soon / Trent Parke
In the Open Sea / Jim Goldberg
Eye (Itália)

TELA DE PROJEÇÃO 3
Local: Praça Rotary

· Libération (França)
Paris / Rip Hopkins
Idole / Turkmenistan Sylvie Françoise
Rumeur / Laurent Troudé
Double / Cannes 2006 Olivier Roller
Rock / Montelimar Thomas Mailaender
· Cosmos (França)
Haute Mer, Hautes Terres / Thierry Secretan
Les Oubliés / Bruno Stevens
Entre ciel et mer / Agnès Dherbeys
Africaine / Pascal Maitre
· Reuters (Inglaterra)
Nouveau Siècle
Revista Veja (Brasil)


TELA DE PROJEÇÃO 4
Local: Praça Rotary

· TRIP (Brasil)
Felicidade
· Revista FS (Brasil)
3 anos
· Masterclass World Press Photo 2005 (Holanda)
Alfredo d'Amato, Rena Effendi, Daniel Silva Yoshisato, Oded Balilty, Mauricio Lima, Philippe Dudouit, Lorena Ros, Samantha Appleton, Anna Kari, Ashley Gilbertson, Lana Slesic, Alberto Giuliani
· Festival Of Light
Bratislava, Slovakia - Le Mois de la photo
Montréal, Québec - Le Mois de la photo
Houston, Texas - Le Mois de la photo
· Sipa press (França)
Corée du Nord: Pays Secret / Frederic Stevens
Nouvelle-Orléans: désolation et résurrection / Charlie Varley
Moyen-Orient: croyances exacerbées / Alfred, Ayad, Tawil, Assaf, Assal
France: CPE ne passera pas

TELA DE PROJEÇÃO 5
Local: Praça Rotary

Pinacoteca do Estado[Brasil] Adenor Gondim / Itayle Ogun - Uma miragem - Quando o ferro encontra a água
AFP - Agence France-Presse[França] 100 photos de football
La Nature dans tous ses états
Elle [França] Magazine Elle 2005-2006
· Festival de LianGzhou (China)
Lü Hou Min, Cui You Wen, Jiang Jian, Miao Jiaxin, Zhuang Xueben, Tan Weishan, Wei Lai, Ma Liang, Zeng Han, Yan Shi, Wu Jialin, Christopher Taylor


TELA DE PROJEÇÃO 6
Local: Rua Dr. Vilanova (entre as ruas Maria Antônia e Major Sertório)

· Agência Estado[Brasil]
· 20 minutes[França]
Route nationale 7 / Temps Machine, Cédric Martigny, Patrice Normand
Jeunes à la campagne / Collectif Lieu-dit, Tomas Caplain
Cité internationale universitaire de Paris - A Day in a Life. / Temps Machine, Yannick Labrousse
· Senac - SP [Brasil]
Alunos do Curso de Bacharelado em Fotografia / Curadoria João Kulcsár
· WIP [França] Étudiants de l'École Nationale Supérieure de la Photographie d'Arles


TELA DE PROJEÇÃO 7
Local: Rua Dr. Vilanova (entre as ruas Maria Antônia e Major Sertório)

· Tendance Floue [França]
La Cicatrice / Patrick Tournebouf
FTM - MTF / Flore-Aël Surun
Entre 2 mondes / Denis Bourges
Temps d'images / Arte & Tendance Floue
· CIA de Foto [Brasil]
911

TELA DE PROJEÇÃO 8
Local: Rua Dr. Vilanova (entre as ruas Maria Antônia e Major Sertório)

· Galeria Vermelho [Brasil]
Cris Bierrenbach
· FNAC Brasil [Brasil]
João Wainer / Marginália
· Ostkreuz [Alemanha]
Neueinstellung photographers / Linn Schrôder, Harald Hauswald, Wolfgang Bellwinkel, Sibylle Bergemann, Werner Mahler, Annette Hausschild, Michael Trippel, Thomas Meyer, Ute Mahler, Julian Röder

TELA DE PROJEÇÃO 9
Local: Rua Dr. Vilanova (entre as ruas Maria Antônia e Major Sertório)

· New York Times [Estados Unidos]
Commissioned in 2005-2006
· Grazia Neri [Itália]
Throught the Window / Giorgio Barrera
Melting Point /Jeff Jacobson
The Ground Beneath Your Feet / Lorenzo Castore
Magic Life, quelque part au Proche-Orient, part III / Olivier Thébaud
Anfield / Liverpool Nathalie Dessermes
Radiance / Hisashi Muramaya
Milan-Istanbul / Filippo Romano
· Tangophoto
Magic Life, quelque part au Proche-Orient, part III / Olivier Thébaud
Anfield / Liverpool Nathalie Dessermes
Radiance / Hisashi Muramaya
Milan-Istanbul / Filippo Romano


TELA DE PROJEÇÃO 10
Local: Centro Universitário Mariantônia - Rua Maria Antônia, 294

· Le Monde 2 [França]
2005-2006, Images choisies
Voyage à travers
· Kuma Eyes [Japão]
Sparkle Plant / Satoshi Tsukada
Cîmes / Mika Takagi
Misery ou le syndrôme du poignet tailladé / Natsumi Onuma
Tokyo Metropolis / Kensuke Ishikawa
Souvenirs, désillusions et images latentes / Eri Kakiama

TELA DE PROJEÇÃO 11
Local: Centro Universitário Mariantônia - Rua Maria Antônia, 294

· Géo [França]
Barcelone / Juan Manuel Castro Pietro (Agence VU')
Tokyo / Grégoire Korganow (Rapho)
· Corbis France [Estados Unidos/França]
Corbis pour EDF / Philippe Eranian
· Corbis Outline [Estados Unidos/França]
Cannes / Patrick Swirc
Trinidad, Tobago / Ludovic Carème
Sortie de match / Denis Rouvre
17 D.C. / Antoine Le Grand
· Editing [França]
Femmes en terres d'Islam / Marie Dirigny
Histoires naturelles / Jean-Marie Huron
Inde / Didier Goupy
Qhapac Ñan, le chemin de l'Inca / Patrick Bard
D'une rue à l'autre / Eric Dexheimer
Le Yémen / Xavier Lambours
FESPSP: 74 anos de tradição, pioneirismo e inovação
A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) foi criada em 27 de maio de 1933, em um momento de intensa agitação político-cultural da elite paulista, debruçada sobre um projeto de modernização para a intelectualidade, o empresariado e a sociedade brasileira em geral. Como instituição acadêmica brasileira, abriu caminhos na promoção do ensino, da pesquisa e da divulgação de trabalhos no âmbito das ciências sociais. Na época, para suprir a necessidade da formação de quadros técnicos e capacitados na aplicação das investigações sociais, principalmente urbanas, inspirou-se nos estudos da Universidade de Chicago, o mais influente centro da sociologia norte-americana desde a I Guerra até meados dos anos 50, de onde trouxe muitos de seus primeiros docentes.

Noite do Ano (Nuit de l'Année)

A "Nuit de l'Année" é um evento cultural que promove uma mostra de fotos internacionais que desde 2005 integra o "Rencontres Internationales de la Photographie d´Arles", realizado na França. Um dos festivais mais tradicionais da fotografia mundo, o evento sai pela primeira vez da França e vem ao Brasil especialmente para a Virada Cultural de 2007. A Nuit de l'Année consiste em uma noite de passeio visual ao ar livre, com telas de projeção instaladas em um bairro da cidade, incitando os visitantes a perderem-se em um labirinto de ruas. A obra fotográfica apresentada é, em sua maioria, resultante da recente produção de agências, museus, festivais, galerias, revistas, jornais e coletivos artísticos internacionais que expõem o que há de mais atual e relevante no cenário mundial.


Rencontres Internationales de la Photographie d´Arles

Um dos mais antigos e prestigiosos festivais de fotografia do mundo, o Rencontres Internationales de la Photographie d'Arles foi criado em 1969 pelo fotógrafo Lucien Clergue. Todos os grandes fotógrafos contemporâneos da história desta arte já tiveram suas obras expostas em Arles ao menos uma vez. O francês Henri Cartier Bresson, o tcheco/apátrida Josef Koudelka, o inglês Martin Parr, o japonês Heikoh Hosoe são alguns dos nomes famosos que foram ou são ´habitués´ de Arles. A fotografia brasileira também está presente com nomes como Sebastião Salgado, Miguel Rio Branco, Rosangela Rennó, Mario Cravo Neto, Arthur Omar, entre outros.
A 38ª edição do Rencontres Internationales de la Photographies d´Arles será na semana de 3 a 8 de julho de 2007. Mais informações no site http://www.rencontres-arles.com/

Imperdível. Eu vou.

STF aprova abertura da CPI do "Apagão Aéreo"

Matemáticamente, por 9 x 0 votos, está aprovado pelo Supremo Tribunal Federal o direito das minorias na Câmara dos Deputados de abrir os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar as causas do chamado "Apagão Aéreo".

Deputado Vic Pires pede informações sobre RBA

O deputado federal Vic Pires Franco (DEM-PA) acaba de pedir ao ministro das Comunicações Hélio Costa, que participa de audiência pública neste momento, assista ao vivo as informações denunciadas pela revista Veja sobre a sinecura concedida ao Grupo de Comunicação RBA que pertence ao colega Jader Barbalho (PMDB-PA) e sócios (todos parentes de 1º grau).

Valdemar Costa Neto e Paulo Rocha na berlinda

Conselho de Ética deve livrar hoje Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Paulo Rocha (PT-PA) da cassação.

Colegiado deve arquivar pedido de reabertura de processos contra acusados de envolvimento em escândalos na última legislatura. Leia >>

Fonte: Congresso em Foco

Nem mel, nem cabaça

Lembram da disputa entre Pará e Maranhão para a localização de uma mega usina de produção de chapas de aço?

O Pará perdeu a rinha, mas, a Vale, pelo visto, ainda vai roer um caroço de Tucumã no Maranhão.

MARANHÃO NÃO QUER USINA DE AÇO EM SÃO LUÍS

César Felício, Vera Saavedra Durão e Francisco Góes

Valor Econômico

25/4/2007

O governo do Maranhão está disposto a vetar a construção de um pólo siderúrgico da Vale do Rio Doce, em sociedade com a chinesa Baosteel, no Estado, se a empresa não abrir negociações sobre o local onde o empreendimento será instalado. A Vale quer construir a siderúrgica na ilha de São Luís, onde conta com terminais para o desembarque do carvão e a ferrovia para a chegada do minério de ferro. O governo estadual quer a instalação do pólo na foz do rio Mearim, município de Bacabeira, a 50 quilômetros de distância.

A Baosteel e a Vale confirmaram ontem que retomaram conversações com o governo maranhense para reativar o projeto de construção da siderúrgica, o qual enfrentou diversas dificuldades nos últimos três anos, apta a produzir até 7,5 milhões de toneladas em duas etapas. O investimento total é de US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões
"Qualquer governo pode impedir a instalação de qualquer empreendimento em seu Estado, negando licenças ambientais. O terreno pretendido na ilha pertence ao governo. Mas não somos de briga. Queremos negociar para que impere o bom senso", disse o secretário da Casa Civil do governador Jackson Lago (PDT), seu primo Aderson Lago. Segundo Aderson, "na ilha os custos ambientais e sociais são grandes, em razão da poluição que o uso do carvão irá gerar, da enorme quantidade de água que irá consumir e da necessidade de deslocamento de cerca de 14 mil pessoas".

As objeções no Estado à instalação da siderúrgica em São Luís são antigas. Conflitos com outras empresas, como a Alcoa, fizeram com que se organizasse uma rede de movimentos sociais envolvendo população que vive da agricultura e pesca de subsistência em áreas de risco. O problema levou a Vale e o governo chinês a manterem contato com o governador Jackson Lago ainda antes de sua posse, em janeiro. O atual governador esteve na China, visitando as instalações da Baosteel.

Na ocasião, Lago insistiu para que o projeto da siderúrgica fosse revisto e deslocado para a foz do rio Mearim. A Vale insistiu nas vantagens logísticas de São Luís. "Não houve outros contatos desde então. Tomamos conhecimento do novo interesse da Vale pela imprensa e estamos surpresos. A Vale não nos procurou e aguardamos que ela o faça nos próximos dias", afirmou Aderson. O recado a ser dado pelo governador, segundo Aderson, será o mesmo. "Vamos mais uma vez demonstrar a inconveniência da instalação de uma siderúrgica na ilha de São Luís".
Aderson Lago afirmou que o deslocamento do projeto da usina da ilha para o continente dificilmente inviabilizaria o projeto. "Há um projeto de outro grupo empresarial para uma siderúrgica lá, o que é um sinal que há calado suficiente para fazer o desembarque de carvão. A Vale já tem um ramal ferroviário que passa por Bacabeira", disse, referindo-se ao empreendimento da Companhia Siderúrgica do Mearim. Em fevereiro, executivos deste empreendimento estiveram com Jackson Lago para apresentar o projeto da usina.
A Baosteel enviou representantes ao país para retomar negociações com o governo do Maranhão. Xi Zhiing, integrante da equipe da estatal chinesa que cuida do projeto, esteve na semana passada em São Luís, em reuniões com membros do governo para averiguar qual sua em relação ao projeto. "Agora, a execução do empreendimento está nas mãos do governo do Maranhão", disse Xi ao Valor.

A Baosteel, segundo ele, ainda aguarda uma clara definição do governo maranhense, que teria de garantir a viabilidade da posse do terreno onde seria erguida a usina e toda a infra-estrutura que cerca o investimento. Um dos pontos cruciais para o projeto sair do papel é a cessão do terreno que fica na ilha de São Luís e pertence ao Estado.

Fonte do governo maranhense disse que neste semestre será discutido o novo zoneamento urbano de São Luís, a partir do qual se definirá o tipo de uso do terreno pretendido por Baosteel e Vale. O interlocutor afirmou que a orientação do governador Jackson Lago (PDT) é ampliar o leque de alternativas em relação ao local da usina. A Vale ja refutou, em outra época, a hipótese de ser em Bacabeira.

Xi não precisou se será possível chegar a um acordo ainda este ano. "Estamos esperando por respostas. Nós viemos trabalhando no projeto, envolvendo estudos de viabilidade, mas não temos o terreno. E precisamos dele para desenvolver o projeto, do qual nunca desistimos."
Ele disse que a equipe responsável pelo projeto ainda não reavaliou a nova ordem de investimento. Terá de considerar a inflação e a apreciação do real e da moeda chinesa. Em 2005, o investimento que inicialmente estava orçado em US$ 1,5 bilhão foi revisto para US$ 2,4 bilhões com gastos adicionais com impostos. Os chineses se recusaram a pagar a conta. Hoje, nas estimativas da Vale o projeto fica entre US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões.
O executivo confirmou que o foco das negociações da Baosteel se restringe só ao Maranhão. Por enquanto não há tratativas com outro Estado como alternativa a São Luís. Xi não vê hipótese de a negociação não dar certo. "Estamos otimistas." Apesar das expectativas favoráveis, constatou em sua estadia em São Luís que nada mudou em relação à situação de dois anos atrás, quando se acentuou o impasse entre os investidores e movimentos sociais e ambientalistas contra a instalação da usina na ilha. "Não vimos muitas mudanças; por isso fomos conversar com o governo para dizer se eles são favoráveis ao nosso projeto", afirmou o executivo, que no fim de semana volta para a China.

O diretor executivo de ferrosos da Vale, José Carlos Martins, confirmou o reinício dos entendimentos e reafirmou que a Vale será minoritária no projeto. Martins, que está na China, considerou importante abrir a nova frente de negociação com o governo estadual. Ele destacou que o local preferido da Baosteel para a siderúrgica é mesmo São Luís. E lamentou que há algum tempo atrás o projeto tenha sido "enterrado" por questões relativas ao terreno e meio ambiente.

Em 2002, foi assinado o protocolo de intenções de investimento na siderúrgica. Foi o primeiro passo na execução do projeto, que tinha também a Arcelor como sócia.

Já estou na fila - A second life

Quem sabe lá as coisas sejam melhores?

Grupo acha planeta extra-solar habitável

Mundo localizado a 20,4 anos-luz de distância pode abrigar vida. Cientistas estimam que ele seja só um pouco maior que a Terra.

Salvador Nogueira 9 (G1)

A busca finalmente terminou -- ou, nas palavras dos próprios cientistas, ela acaba de ficar mais interessante. Um grupo europeu de pesquisadores acaba de descobrir um planeta fora do Sistema Solar que é muito parecido com a Terra, com potenciais condições para abrigar vida.

Ele é um dos três planetas conhecidos que orbitam uma estrela chamada Gliese 581c. Trata-se de uma estrela das mais comuns, de uma classe conhecida como anã vermelha -- menor e mais fria que o Sol. O planeta mais interno é provavelmente um gigante gasoso, com tamanho similar ao de Netuno, e completa uma órbita em torno da estrela a cada 5,4 dias terrestres. Ele foi descoberto dois anos atrás.

As novidades são os outros dois planetas, apresentados num artigo científico submetido ao periódico "Astronomy and Astrophysics" (que estava embargado até as 20h desta terça-feira). O mais externo completa uma volta a cada 84 dias e tem cerca de oito vezes a massa terrestre. Mas interessante mesmo é o planeta do meio. Ele possui "apenas" cinco vezes a massa da Terra (é o menor já detectado) e tem um ano que dura míseros 13 dias.

Embora ele esteja muito mais próximo de Gliese 581 do que a Terra do Sol, como sua estrela é muito menos brilhante, sua órbita cai na chamada Zona de Habitabilidade. É a região em que um planeta não fica nem muito quente, nem muito frio, e pode abrigar água em estado líquido -- principal característica essencial à vida.

O grupo liderado por Michel Mayor, do Observatório de Genebra, na Suíça, estima que a temperatura média nesse mundo fique entre 0 e 40 graus Celsius -- não muito diferente da Terra, cuja temperatura média é de 15 graus. Mais aqui>>

Divisão territorial

Redivisão territorial do Pará divide opinião de deputados

Por Raimundo Sena

Fotos: Ozéas Santos
A Assembléia Legislativa do Pará (Alepa) debateu na manhã desta segunda-feira (23) a redivisão territorial do Estado, numa sessão especial requerida pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS). A sessão teve a participação do vice-governador, Oldair Correia, dos deputados federais Giovani Queiroz (PDT), Zenaldo Coutinho (PSDB), Asdrúbal Bentes (PMDB), Zequinha Marinho (PMDB) e Zé Geraldo (PT) e de 21 deputados estaduais, além do secretário executivo da Associação dos Municípios da Calha Norte, do Movimento (Amucan), Antônio de Figueiredo Neto, do coordenador do Movimento pelo Plebiscito de Criação do Estado do Tapajós, Edwaldo Bernardo, e do presidente da Sociedade de Preservação dos Recursos Naturais da Amazônia (Sopren), Camilo Viana, e de dezenas de lideranças políticas das regiões oeste e sul do Pará.

O vice-governador, Oldair Correia, que já presidiu um movimento pelo Estado do Tapajós, defendeu a nova postura do governo do Estado de regionalizar a administração para atender toda a população, mas criticou o fato de 480 mil paraenses do oeste do Pará terem migrado para o Amazonas em busca de melhores condições de vida. O assunto divide a opinião dos deputados. Para Arnaldo Jordy, “sem uma reordenação do pacto federativo que assegure um diferencial capaz de promover a superação de desigualdades entre as regiões, dividir seria fragmentar o subdesenvolvimento”. Segundo o deputado é preciso superar desigualdades como as que se vê nos investimentos do BNDS que, de R$ 52,3 bilhões investidos no país, em 2006, destinou 60% dos recursos para o Sudeste (R$ 31,414 bilhões) contra apenas R$ 1,318 bilhão destinado ao Norte. Ele criticou a visão maniqueísta com que o assunto é tratado e alertou: “podemos estar mordendo a isca do processo de exclusão e marginalização do Pará”.

Os deputados das regiões sul e oeste do Pará declararam abertamente o seu voto na criação dos novos estados do Tapajós e de Carajás, a exemplo de Alexandre Von (PSDB), Josefina Carmo (PMDB), Júnior Ferrari (PTB), e Carlos Martins (PT). Os deputados Parcifal Pontes (PMDB) e João Salame (PPS) e outros se posicionaram pela criação do Estado de Carajás. O assunto também divide os deputados federais. Zenaldo Coutinho defendeu a integridade do Estado, opinião da qual não comungam Zequinha Marinho, Asdrúbal Bentes e Giovani Queiroz que defenderam a criação do Estado de Carajás.

Divididos quanto à criação dos novos estados, a maioria dos deputados, entretanto, defendem o direito da população de ser consultada sobre o assunto. O deputado Carlos Bordalo (PT) disse que vai apresentar um requerimento à Mesa para que a Assembléia Legislativa se manifeste a favor do plebiscito que foi defendido pela maioria dos presentes. O deputado João Salame criticou o fato de o Estado ter investido centenas de milhões de reais em obras como o Mangal das Garças, Estação das Docas e o Centro de Convenções, todas em Belém, enquanto em Marabá e Santarém, cidades cotadas para capital dos possíveis estados de Carajás e do Tapajós, não houve investimento algum nessa área.

Alepa discute criação de novos Estados

Divisão do Pará em debate

Blog do Jota Parente

A divisão territorial do Pará voltou novamente para a pauta de discussão, ontem, durante uma sessão especial, ocorrida às 9h, no plenário da Assembléia Legislativa do Estado (AL).

Em debate, os projetos que tramitam na Câmara e no Senado Federal que propõem plebiscitos para que a população decida sobre a criação de novos Estados no território paraense.

Atualmente, existem projetos para dividir o Pará em mais três Estados: do Tapajós, Carajás e Território do Marajó.

Autor do requerimento da sessão especial, o deputado Arnaldo Jordy (PPS) disse que a intenção é estabelecer um parâmetro para debate. “Todo início de legislatura esse debate vem à tona. O que é pertinente, já que envolve os interesses dos paraenses”.

Na opinião dele, a divisão aumentaria ainda mais as desigualdades sociais. “Aceitar a divisão agora como está é aceitar a redivisão da pobreza”, afirma, apontando o pouco investimento do governo federal na região Norte para o país.

Já os deputados federais e estaduais da região Sul do Pará defenderam a criação do Estado de Carajás.

Airton Faleiro (PT) disse que não existe uma posição de bancada com relação a essa discussão e que ele é a favor do plebiscito como um ato de democracia.“A questão não é o debate de ser a favor ou contra. O importante é discutir que benefícios ou prejuízos isso vai gerar para os paraenses”. Se depender da companheira de bancada, Regina Barata, a opinião é contrária à partilha geográfica. “O que vemos é que não são os interesses do povo que estão sendo postos e sim interesses políticos”, criticou.

A deputada acha que a ausência do Estado e a falta de políticas públicas prejudicam essas regiões. Porém, ela aceita que o plebiscito é o melhor caminho para entender os interesses da população. Participaram da sessão 21 deputados estaduais e cinco federais. Zenaldo Coutinho (PSDB) disse que a questão é de Estado e não de bancada. “Sou a favor de uma unidade de integração do Estado e não de separação”, afirmou.

O vice-governador Odair Corrêa representou a governadora Ana Júlia na sessão. Defensor histórico do Estado do Tapajós, Odair disse ser a favor do plebiscito como o espaço mais democrático para a questão. “A minha história fala por mim”, completou.

Fábio Nóvoa - Diário do Pará

Convicto

A CERTEZA DO PROCURADOR-GERAL

Fernanda Guzzo
Correio Braziliense
24/4/2007

Antonio Fernando de Souza está convicto do envolvimento de magistrados com a máfia dos jogos ilegais e espera condenação de todos os denunciados. Ernesto Dória foi o último juiz solto


O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, afirmou ontem estar convicto de que os denunciados por ele na investigação da máfia dos jogos ilegais cometeram delitos, inclusive o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina, e que espera a condenação dos investigados. “Acompanhei pessoalmente todas as diligências, li todas as informações que foram obtidas, toda a prova que foi colhida. E a convicção é que as pessoas contra as quais ofereci denúncia realmente cometeram delitos”, disse. “Espero que haja condenação afinal e sejam responsabilizadas.”

Souza denunciou na sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) o ministro Paulo Medina, os desembargadores federais José Eduardo Carreira Alvim e José Ricardo de Siqueira Regueira, ambos do TRF-2ª Região, o desembargador Ernesto da Luz Pinto Dória, do TRT da 15ª Região, e o procurador-regional da República João Sérgio Leal Pereira. Todos os cinco foram acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e prevaricação. Ele chegou a pedir ao relator do inquérito no STF, ministro Cezar Peluso, que decretasse a prisão preventiva dos acusados, inclusive de Medina. Mas o ministro preferiu levar o pedido do procurador para a apreciação de seus colegas em plenário, que deve julgá-lo em maio.

Com a decisão de Peluso de não analisar o pedido, foram soltos três juízes e o procurador Leal no sábado. Apenas Dória ficou preso na Polícia Federal em Brasília por outra acusação, mas o STJ mandou libertá-lo na madrugada de ontem (leia mais abaixo). Segundo o procurador-geral, a soltura dos acusados não vai atrapalhar o rumo das investigações. Mas ele fez um alerta aos acusados: o de que se continuarem atuando em favor da máfia dos jogos ilegais “serão também denunciados por novas condutas pelo Ministério Público”.

Os outros 21 suspeitos presos durante a Operação Hurricane continuam detidos, porque a pedido também do procurador, o inquérito foi desmembrado e parte dele foi remetido à 6ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro. A decisão da primeira instância foi de mantê-los presos.

Licença-médica
Ontem, o ministro Paulo Medina recebeu resposta positiva do presidente do STJ, Raphael de Barros Monteiro Filho, para tirar licença-médica e ficar afastado por 28 dias dos trabalhos do tribunal. Ele fez o pedido na sexta-feira, quando foi examinado por médicos da Corte, que atestaram a necessidade de tratamento de saúde. Segundo o advogado do ministro, Antonio Carlos de Almeida Castro, Medina sofre sérios problemas de saúde há algum tempo e também teria fortes dores nas pernas.

O STJ ainda não decidiu se vai abrir sindicância contra Medina para apurar se houve desvio de conduta do ministro. Antes de decidir sobre isso, o ministro Barros Monteiro solicitou o conteúdo do inquérito com os detalhes das acusações. Mas o relator do caso, Cesar Peluso, preferiu submeter aos outros 10 ministros a questão. Uma possível investigação contra Medina poderá se transformar em processo disciplinar, que teria como punição máxima a aposentadoria compulsória. Medina é acusado de conceder uma liminar para a liberação de 900 máquinas caça- níqueis no Rio de Janeiro e de ter recebido, por intermédio de seu irmão, o advogado Virgílio Medina, R$ 1 milhão como recompensa.

O número
21 acusados no esquema de venda de sentenças para favorecer grupos de jogos ilegais serão transferidos para o Mato Grosso do Sul

Tarso considera uma decisão técnica


O ministro da Justiça, Tarso Genro, evitou ontem fazer qualquer crítica à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, de liberar quatro — três desembargadores e um procurador da República — dos 25 presos pela Operação Hurricane (furacão, em inglês). No início da tarde, depois de uma visita de cortesia à presidente do STF, Ellen Gracie, Tarso disse que a medida foi técnica. “Eventualmente, como cidadão ou como advogado, eu posso ter juízo jurídico sobre isso. Mas do ponto de vista rigorosamente técnico das minhas funções institucionais não há, na minha opinião, nenhum erro técnico nas decisões que foram tomadas até agora”, disse o ministro da Justiça.

Tarso Genro, no entanto, preferiu não responder se considerou a decisão corporativista: “Tenho de responder o que está condicionado às minhas funções. Essa pergunta eu não respondo”, limitou-se a dizer. O ministro também negou que esteja preocupado com o fato de um assessor seu, Zaqueu Teixeira, ter sido citado em conversas gravadas durante a operação da Polícia Federal.


Na própria Corte, a decisão de Peluso foi defendida pelo colega Marco Aurélio Mello. Segundo ele, não houve corporativismo em liberar os magistrados. “A atuação judicante é uma atuação que se faz sem se levar em conta a capa do processo, os envolvidos. O que se considera é o conteúdo do processo”, disse. Marco Aurélio afirmou que a libertação dos presos neste caso não atrapalharia as apurações. “Não podemos presumir o excepcional, o extravagante, o teratológico, o absurdo, que é a interferência indevida, principalmente quando os holofotes estão direcionados a essas pessoas”, alegou.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por sua vez, criticou o tratamento que a Justiça vem dando aos acusados. Isso porque 21 continuam presos, enquanto os magistrados e um procurador conseguiram liberdade por ordem do STF. O processo foi desmembrado por determinação de Peluso e só ficaram no Supremo aqueles que tinham foro privilegiado. Segundo o presidente da OAB, Cezar Britto, “é importante que o STF uniformize a aplicação do foro e aponte qual a forma correta de encarar o foro privilegiado.”

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