Plenário lota e Paim ganha apoio à nova previdência

Dilke Fonseca – da Equipe do Hoje em Dia

Diante de um plenário lotado por aposentados e pensionistas, o senador Paulo Paim (PT/RS) ganhou mais aliados na luta pela melhoria dos benefícios do segmento, em audiência na Assembleia Legislativa. Recebeu até pedidos para que seja candidato a presidente em 2010.

O movimento suprapartidário e intersindical, como definiu Paim, que defende o fim do fator previdenciário e igualdade de condições salariais com os servidores da ativa, recebeu o apoio dos deputados federais Júlio Delgado (PSB) e Antônio Roberto (PV), dos deputados que compõem a Comissão de Trabalho, de Previdência e da Ação Social da Assembleia, como Célio Moreira (PSDB), responsável pelo requerimento de convocação da reunião, e do senador Eduardo Azeredo (PSDB). “O fator previdenciário foi criado pelo PSDB em momento de crise. Agora, podemos e devemos acabar com o fator previdenciário”, defendeu ele sob os aplausos dos presentes.

Criado pelo Decreto 3048, de 1999, o fator previdenciário é um índice que pode reduzir em mais de 30% o valor dos benefícios no momento de sua concessão. O Governo estima que, desde a implantação do fator previdenciário, a Previdência economizou ma-is de R$ 15 bilhões. O cálculo é baseado no tempo de contribuição, na idade do segurado e na sua expectativa de vida. Assim, quanto menor a idade da aposentadoria, maior o redutor e, consequentemente, mais baixo o valor do benefício. O presidente da Federação dos Aposentados de Minas, Robson Souza Bitenco-urt, disse que a situação precisa mudar. “O trabalhador contribui a vida toda com dez salários mínimos e, próximo de sua aposentadoria, vê o rendimento cair para dois, três salários mínimos”. O Brasil tem hoje 25 milhões de aposentados; Minas, 3 milhões ligados ao Regime Geral da Previdência.

Projetos que beneficiam os aposentados estão prontos para serem votados na Câmara dos Deputados. Entre eles, o Projeto de Lei nº 01/07, que inclui emenda que estende a todos os aposentados o reajuste dado ao salário mínimo, e o veto à emenda ao Projeto de Lei 18/06, que propõe reajuste de 16,75% para aposentados. Paim disse que espera que a Câmara dos Deputados também aprove os projetos a exemplo do Senado. “O Senado já aprovou por unanimidade todos estes temas. Lá, nós aprovamos o fim do fator por unanimidade. Aprovamos o reajuste integral conforme o crescimento do PIB, que é dado ao salário mínimo a todos os aposentados”, destacou o senador. Ainda não há previsão de votação dos projetos pela Câmara.

A lavanderia Universal

Edir Macedo e mais 9 são réus em processo por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro; defesa diz que igreja é perseguida

Dados do Coaf apontam que as transferências atípicas e os depósitos bancários em espécie da igreja somaram R$ 8 bilhões de 2001 a 2008

A Justiça recebeu ontem denúncia do Ministério Público de São Paulo e abriu ação criminal contra Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

A denúncia, aceita pelo juiz Glaucio Roberto Brittes, da 9ª Vara Criminal de São Paulo, resulta da mais ampla apuração sobre a movimentação financeira da igreja já feita em seus 32 anos de existência. Veja mais>>

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Doações originaram patrimônio, diz acusação
A denúncia feita pelo Ministério Público de São Paulo levantou o patrimônio construído pela Igreja Universal em seus 32 anos de existência.
Ele seria composto por 23 emissoras de TV e 42 emissoras de rádio, quatro firmas de participações, uma agência de turismo, uma imobiliária, uma empresa de seguro de saúde, duas gráficas, uma gravadora, uma produtora de vídeos, uma construtora, uma fábrica de móveis e duas financeiras. Leia mais>>

Réus atuaram em outras empresas ligadas ao grupo
Além de Edir Macedo, líder da Igreja Universal e dono da TV Record, há outros nove réus no processo criminal aberto na 9ª Vara Criminal em São Paulo por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Todos, segundo o Ministério Público, contribuíram de forma decisiva para a lavagem de dinheiro dos fiéis da Universal ao "exerceram funções de comando em empresas ligadas ao grupo criminoso, em especial nas empresas Unimetro Empreendimentos S/A e Cremo Empreendimentos S/A". Leia mais>>

Receita fiscalizou e aprovou contas de empresas, diz defesa
As empresas apontadas pelo Ministério Público como fachada para a movimentação do dinheiro pago por fiéis como dízimo já foram fiscalizadas pela Receita Federal e tiveram suas contas aprovadas.
É o que afirma Arthur Lavigne, advogado dos dez líderes da Igreja Universal do Reino de Deus que foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
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Por quê demitiram Lina Vieira?

Versões para a dispensa

Divergências

Incompetência
Segundo a versão propagada pelos opositores da ex-secretária na Receita e vazada pelo Palácio do Planalto, Lina teria sido demitida porque o presidente Lula estaria insatisfeito com seu trabalho. Ele exigiria dela mais criatividade para combater a redução da arrecadação causada pela crise internacional. Lula também estaria preocupado com o volume de recursos obtidos pela fiscalização, que teria diminuído 11% no primeiro semestre
Grandes contribuintes

A ex-secretária insinuou que teria sido demitida justamente por ter aumentado a eficiência da fiscalização sobre os grandes contribuintes, tirando o foco dos trabalhadores e das pequenas empresas. A ênfase seria sobre bancos. Segundo Lina, insatisfeitas com o aperto na investigação de suas contas, algumas das maiores companhias do país fizeram pressão política pela sua queda. Fontes da Receita, porém, afirmam que o apurado com esse segmento caiu 37% no semestre

Petrobras
Técnicos ligados à ex-secretária dão a entender que ela foi defenestrada por ter mandado fiscalizar uma operação contábil feita pela Petrobras para pagar menos impostos. Ao ter abandonado o regime de caixa e adotado o de competência, a estatal deixou de recolher R$ 2,14 bilhões. Para os técnicos da Receita, a legislação em vigor não permitiria a mudança. Mantega defende a legalidade da ação da empresa. O silêncio de Lina teria inflado a polêmica, que resultou na criação de uma CPI

Sarney
O Planalto estaria contrariado com uma fiscalização da Receita contra a família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Lina teria sido convocada para uma conversa com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que teria pedido para que os fiscais “agilizassem” a apuração nas contas de Fernando Sarney, filho do senador, e suas empresas em decorrência da operação Boi Barrica da Polícia Federal. Lina interpretou o recado como um pedido para encerrar os trabalhos, mas o ignorou

O que ela já disse desde que deixou a Receita
“Ele não apresentou um motivo. Só disse que precisava substituir o comando da Receita” (sobre as razões de Mantega para tirá-lo do cargo)

“Não sei. É preciso perguntar ao ministro. Ele é que pode dizer” (sobre se sua demissão foi política)

“Descontentamos muitos porque tiramos o foco dos velhinhos, dos assalariados e nos concentramos nas grandes empresas” (sobre as polêmicas que criou)

“Não falo em nomes de contribuintes por causa do sigilo fiscal. Todas as grandes empresas passaram a ter um olhar mais atento do Fisco” (sobre se sua saída está relacionada ao caso Petrobras)

“Trata-se de uma opção do governo” (sobre a queda na arrecadação provocada pelo corte de impostos para incentivar o crescimento da economia)
“Se for convocada, irei” (sobre seu possível depoimento na CPI da Petrobras)
“Fui embora e não dei nenhum retorno” (sobre sua reunião com Dilma Rousseff)

Dilma desmente ex-secretária da Receita Federal


Correio Brasiliense


Dilma negou ter pedido para encerrar investigação contra Fernando Sarney
A qualquer custo, a oposição pretende levar ao Senado a ex-secretária de Receita Federal Lina Maria Vieira de olho na ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo em 2010. Os adversários do Planalto querem que Lina confirme as declarações que deu à Folha de S. Paulo no domingo. A ex-número 1 da Receita disse que a ministra da Casa Civil perguntou-lhe, durante encontro que teriam tido a sós em dezembro passado, se ela podia “agilizar” uma investigação contra as empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Lina afirmou ter entendido a mensagem do pedido da seguinte forma: encerrar a investigação contra um dos filhos de Sarney.

Desde o mês passado, os adversários do Planalto queriam levá-la ao Senado. Têm em mãos um requerimento pronto na CPI da Petrobras para chamá-la em função de suposta manobra contábil feita pela Petrobras que teria resultado numa compensação fiscal de R$ 4,3 bilhões em favor da estatal. Lina teria contestado esse artifício e, sem apoio no governo, acabou demitida da Receita. Mesmo com o novo caso envolvendo a família Sarney, os oposicionistas estão cientes de que serão derrotados na CPI em eventual votação. Terão que se contentar em ouvir hoje o depoimento do secretário interino da Receita, Otacílio Dantas Cartaxo.

Dessa forma, a aposta da oposição está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, presidida pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A estratégia tem sido articulada nos últimos dois dias pelos tucanos e democratas da Casa. O senador Álvaro Dias afirmou que, “por ora”, não vê motivos para convocar a ministra da Casa Civil antes da ex-titular da Receita Federal. “Se ela (Lina Vieira) confirmar essa interferência, vamos ter que convocá-la”, afirmou o senador, que considerou “grave” a denúncia.

A estratégia é a mesma adotada pela oposição no ano passado, quando uma manobra do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), presidente da Comissão de Infraestrutura, convocou Dilma para explicar o dossiê de gastos de Fernando Henrique Cardoso. O tiro, no entanto, saiu pela culatra. No dia do depoimento, o líder do Democratas, Agripino Maia (DEM-RN), usou uma declaração de que a ministra teria mentido muito durante a ditadura para questioná-la se mentia também à comissão. “Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador”, respondeu Dilma, desarmando a oposição.

A ministra da Casa Civil negou, mais uma vez ontem, ter sequer se encontrado com Lina Vieira a sós. O presidente Lula disse que a matéria é fantasia. “Quem construiu essa fantasia, essa história, em algum momento vai ter que dizer que foi ledo engano”, declarou em Quito, no Equador.

Aposenstados e pensionistas: Governo vai propor engavetamento de dois projetos

O Governo Federal espera convenser hoje, os representantes dos aposentados e pensionistas para que sejam engavetadas dois dos três projeto em tramitação no Congresso Nacional de interesse da categoria.

Proporá, ainda, a manutenção do veto presidencial em relação à proposta de rejuste das aposentadorias no mesmo nível da correção anual do salário mínimo.

Negociações

Os segurados do INSS acompanham a tramitação no Congresso Nacional de três projetos de lei de interesse da categoria. São eles:

PL 3.299/08 — a proposta extingue o fator previdenciário, mecanismo criado no governo FHC para incentivar o adiamento da aposentadoria a partir da redução do benefício.

PL 01/07 — o documento apresenta uma política de valorização do salário mínimo até 2023. Uma emenda do Senado permite o mesmo reajuste a todos os beneficiários da Previdência Social.

PL 4.434/08 — recompõe as perdas de benefícios dos aposentados e trata do índice de correção previdenciária. A proposta precisa ser aprovada em duas comissões da Câmara antes de seguir para sanção do presidente.
Com o reajuste oferecido pelo governo, a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) abre mão dos dois primeiros projetos, mas pretende continuar a discussão sobre a proposta que trata da recomposição das perdas.

Aposentados querem mais avanços

Reajuste não alivia pressão

Previdência social

Mesmo com a previsão de aumento nos benefícios, aposentados descartam intenção do governo de engavetar outros projetos de interesse da categoria
O aposentado José Carlos Vieira, 54 anos, já participou de diversas manifestações cobrando o reajuste de benefícios previdenciários. Junto a outros 600 aposentados, o ex-funcionário da Casa da Moeda interrompeu, há três meses, uma sessão da Câmara dos Deputados para pressionar os parlamentares a votar projetos de interesse da categoria. “Temos que fazer protestos quando deveríamos estar descansando”, lamenta Vieira. E nem o reajuste que vem sendo negociado com o governo Lula, previsto para entrar em vigor em janeiro de 2010, deve aliviar a pressão exercida por Vieira e seus companheiros. A intenção, agora, é manter o debate sobre propostas em tramitação no Congresso.

Amanhã, o governo tem encontro marcado com centrais sindicais e representantes de aposentados e pensionistas para definir o percentual do reajuste que vai beneficiar cerca de 8 milhões de brasileiros. No entanto, o governo espera que a categoria abra mão de quatro propostas — três projetos de lei e um veto presidencial — que ainda aguardam decisão dos parlamentares (veja quadro). “O governo quer colocar na mesa todos os projetos. Nós não aceitamos incluir na negociação o PL 4.434/08. Esse pode ficar para discussão em 2011”, afirma Antônio Santo Graff, diretor da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Copab).

Graff se refere à proposta que recompõe as perdas de benefícios dos aposentados e trata do índice de correção previdenciária. O texto precisa ser aprovado pelas comissões de Finanças e Tributação e Constituição e Justiça, ambas da Câmara dos Deputados, antes de seguir para sanção presidencial. Diante do desgaste que o tema pode gerar durante as disputas eleitorais, a intenção é adiar o debate para o mandato do próximo presidente da República.

Piso
Em pelo menos um ponto as partes concordam: será o primeiro reajuste real, desde a Constituição de 1988, dado a aposentados e pensionistas que recebem acima do piso salarial — daí o desejo da categoria em manter o debate aceso. “O governo federal considera que existem condições objetivas para conceder algum tipo de ganho real também para os benefícios superiores ao salário mínimo”, afirmou, ontem, a Secretaria-Geral da Presidência, por meio de nota. Mas isso não quer dizer que as negociações de amanhã serão tranquilas.

“Numa rodada, as coisas podem sair em paz ou com alguns arranhões”, pondera José Carlos Vieira. Aposentado desde 1996, ele acredita que o debate não se encerra durante essas negociações. “Estamos conseguindo ser vistos pelo governo”, avalia.

O número
8 milhões de aposentados que serão beneficiados com o reajuste

MST reclama de barriga cheia

Apesar de vir a Brasília reivindicar o descontingenciamento de recursos alocados no Incra, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) não pode reclamar. Dados do Portal da Transparência noticiados pelo Correio há menos de um mês apontam crescimento de quase 20% no volume de repasses federais para instituições ligadas aos sem-terra. De janeiro a junho, as transferências somaram R$ 4,76 milhões, contra R$ 3,99 milhões no mesmo período de 2008. A maior parte foi por meio de convênios com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Embora fundado há 25 anos, o MST não existe juridicamente nem nos registros da Receita Federal. Por isso, não pode receber recursos da União. O fato de participar de invasões de terras também impede o acesso a verbas. Com isso, entidades comandadas por pessoas ligadas ao movimento se proliferaram desde o início do governo Lula. De 2003 até junho, cerca de 40 delas receberam mais de R$ 150 milhões.

Fonte: Correio Braziliense.

Crise política põe em risco votação de reforma eleitoral

SENADO PARALISADO

Falta de consenso em torno de Sarney já ameaça novas regras para 2010
Principal aposta do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), para os trabalhos legislativos do Congresso este ano, a aprovação da minirreforma eleitoral corre o risco de não vigorar em 2010 por força da crise no Senado.

A turbulência política no parlamento, que envolve a discussão em torno do afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), paralisou as votações na Casa e ameaça o calendário para a aprovação dessas regras.
O vice-líder do governo, Gim Argello (PTB-DF), reconhece que a crise, aliada às investigações da CPI da Petrobras, pode comprometer a reforma. Na semana passada, o parlamentar afirmou que esse assunto já é polêmico e que existem pontos em que aliados e oposição ainda não chegaram a um consenso. A reforma está sendo avaliada com cuidado.

– O problema é que temos até o fim do mês para aprová-la, e há o risco de as novas regras não passarem a valer em 2010 – afirma Argello.

Caso os senadores façam qualquer alteração no texto aprovado pela Câmara, a matéria ainda retorna para nova apreciação pelos deputados.

Líderes do DEM, PSDB e PDT já afirmaram que, com o impasse criado com a permanência de Sarney no comando do Senado, dificilmente se vota alguma coisa. Na semana passada, nada foi apreciado pelo plenário. Foram registradas discussões acaloradas sobre o arquivamento das representações e denúncias contra Sarney pelo presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), e a ofensiva do PMDB contra o líder tucano, Arthur Virgílio (AM).

Outra iniciativa dos partidos e parlamentares que defendem o afastamento de Sarney e as investigações de denúncias contra ele pelo conselho será a apresentação de recursos para que a decisão de arquivamento seja votada pelo colegiado e, se for o caso, pelo plenário do Senado, com voto aberto.

Nesse quadro, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) tem afirmado que enquanto José Sarney estiver “sentado na cadeira de presidente” não há qualquer condição de se votar nada na Casa.

O projeto de reforma altera regras em vigor, como a inclusão do uso geral da internet nas campanhas eleitorais e a previsão do voto impresso a partir das eleições de 2014.

O que os deputados aprovaram

DOAÇÕES OCULTAS
Se o Senado fizer alterações, o projeto retornará para a Câmara
- Continuarão permitidas as doações para campanhas via partidos políticos nas quais se perde o vínculo entre doador e beneficiado
- Doações de entidades esportivas ficam proibidas, enquanto as de cooperativas privadas serão permitidas. Doação de bens próprios passa a ser permitida, até R$ 50 mil

PROPAGANDA DE RUA
- Será vedado o aluguel de muros para publicidade

PROPAGANDA IMPRESSA
- Candidato poderá veicular até 10 propagandas num mesmo veículo na campanha, estampando o preço pago pelo anúncio

NORMAS DE VOTAÇÃO
- Fica proibido o porte de telefone celular e máquinas fotográficas dentro da cabine de votação
- O eleitor deverá apresentar título de eleitor e documento com foto
- Será permitido o voto em trânsito para presidente em todo o país

PRÉ-CAMPANHA
- Serão permitidas aos candidatos participação em programas de TV e rádio, realização de encontros em ambiente fechado e prévias partidárias antes mesmo do início oficial da campanha

PARTICIPAÇÃO EM INAUGURAÇÕES
- Será proibida para todos os candidatos no período de três meses que antecede a eleição

PROPAGANDA DE TV
- O nome de candidatos a vice ou a suplente deve aparecer com maior destaque, em tamanho não inferior a 10% do nome do titular

PUNIÇÕES E FISCALIZAÇÕES
- Partidos que apresentarem problemas na prestação de contas das campanhas apenas terão suspensão dos repasses do Fundo Partidário de forma considerada “proporcional ou razoável”

DÍVIDAS DE CAMPANHA
- Acaba a inelegibilidade de candidatos que terminarem a campanha com dívidas

JUDICIÁRIO
- Apenas as resoluções editadas pela Justiça Eleitoral até 5 de março do ano eleitoral terão validade no pleito subsequente
- Os processos de cassação de mandato passarão a ganhar prioridade de parte da Justiça. Além disso, terão prazo máximo para sua conclusão fixado em até um ano depois do pleito

Boca no trombone: Artigo de Jackson Lago

Pernas curtas

A oligarquia reinstalada no governo estadual tem insistido nas afirmações de que meu governo deixou o Estado "financeiramente quebrado" e promoveu uma "irresponsabilidade fiscal inédita no País". Nada mais falso.

Mesmo assumindo após um mês de minha deposição por um golpe judicial, o atual secretário de Planejamento deve saber que deixei 383 milhões de reais nos cofres do Estado. Mais que isso, a administração da senhora Roseana Sarney Murad encontrou um Estado com suas contas religiosamente pagas.

Pagamento de pessoal? Em dia. Dívida pública? Mesmo sem ter aumentado em um centavo essa dívida (toda ela contraída pelas administrações da oligarquia, em especial pela hoje governante), entendo que o compromisso é do Estado e, por isso, honrei esses pagamentos. Pagamento de precatórios? Todos absolutamente em dia. Empreiteiros e fornecedores? Não há qualquer reclamação nesse sentido, pois obras realizadas e serviços prestados devidamente atestados foram pagos. Transferências constitucionais aos municípios? Todas feitas. E, ainda mais, meu governo fez transferências voluntárias com a maioria dos municípios, através de convênios em diversas áreas, recursos estes que foram subtraídos às municipalidades pela administração dos que hoje me acusam.

Minha administração, no entanto, não se preocupou somente com o equilíbrio orçamentário e fiscal. À frente do governo, procurei diminuir a imensa dívida social para com nosso povo, que vem de séculos, mas que foi extremamente agravada pelos 40 anos de poder do grupo oligárquico

Cito algumas iniciativas que estavam modificando a face do Maranhão. Meu governo construiu 160 novas escolas e reformou 310. Nelas foram instalados 291 laboratórios de Matemática, 120 de Ciências, 794 de Informática, além de 355 bibliotecas. Em dois anos e três meses, em parceria com o governo federal, tiramos do analfabetismo 50 mil jovens, adultos e idosos.

A Saúde teve um extraordinário avanço em sua descentralização com a inauguração do Socorrão de Presidente Dutra, com cem leitos e atendimento a uma população de mais de 330 mil pessoas. Transferi recursos para a construção dos Socorrões regionais de Imperatriz e de Pinheiro, recursos estes que foram garfados pela administração de minha ilegítima sucessora. Quatro centros de reabilitação física, destinados a portadores de necessidade especial ou pessoas com recomendação de fazerem fisioterapia foram inaugurados em Imperatriz, Caxias, Bacabal e Grajaú.

Na área de infraestrutura, meu governo trabalhou em parceria com os municípios, delegando a eles até mesmo obras de competência estadual, na visão de que a fiscalização e o controle social são exercidos com mais eficácia quando se trabalha dessa forma, além de termos obras mais baratas. Dessa forma, foi possível fazer mais de mil quilômetros de estradas estaduais asfaltadas, recuperar quase 6 mil quilômetros de estradas vicinais e pavimentar 1.300 quilômetros de vias urbanas.

A Baixada Maranhense recebeu asfalto e sinalização em sua principal via de acesso, a MA-014, que com 166 quilômetros de extensão beneficia municípios como Vitória do Mearim, Viana, São Bento e Pinheiro, facilitando ainda o acesso a dezenas de outros municípios. A MA-262 tirou do isolamento toda a região de Matões e Parnarama. Enquanto a MA-209, entre Nova Bacabeira e Turiaçu, atendeu uma reivindicação mais que secular. A ponte da Liberdade, que liga o Maranhão com o Norte do Tocantins, consolida o papel de Imperatriz como centro econômico, administrativo e cultural de toda uma imensa região dos dois Estados.

Poderia me estender aqui, citando outras realizações nas áreas já citadas e em outras a que não me referi. Mas, o espaço que disponho não me permite. Mas, essas poucas linhas são o bastante para mostrar a falta de compromisso com a verdade daqueles que atiram pedras em meu governo. Apesar do monopólio que eles exercem sobre os meios de comunicação, a população pode, agora, fazer comparação entre dois diferentes estilos de governar. E, comparando, pode escolher entre eles.

Para Ciro Gomes, Marina Silva “implode” candidatura de Dilma Roussef

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) considera hoje o risco de derrota do governo nas eleições presidenciais de 2010 "muito maior" do que a possibilidade de vitória. Como sinal da fragilidade da estratégia do Palácio do Planalto, cita o potencial de estrago de uma possível candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) à Presidência da República. Se aceitar o convite do PV e entrar na disputa, Marina, na opinião de Ciro, "implode" a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Leia a entrevista na íntegra aqui.

Semana crucial para prefeitos e estados

JB Online

BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados começa mais uma semana com a pauta de votações trancada pelas medidas provisórias 462 e 464. A primeira garante o repasse de R$ 1 bilhão ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para compensar as perdas neste ano em relação ao ano passado, em função da crise econômico-financeira e a consequente queda na arrecadação dos tributos federais, que compõem o FPM.

A outra MP, a 464, que também tranca a pauta, libera R$ 1,95 bilhão a estados e municípios destinados a incentivar as exportações. Essa MP também autoriza a liberação de R$ 4 bilhões do orçamento federal a fundos garantidores destinados a micro, pequenas e médias empresas e microempreendedores individuais, visando à ampliação da oferta de crédito a esses segmentos.

Também consta da pauta de votação, em sessões extraordinárias, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que eleva de 70 para 75 anos a idade para a aposentadoria compulsória no serviço público. A PEC, do Senado, prevê a aposentadoria aos 75 anos para cargos como os de ministros do Supremo Tribunal Federal, de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Mesmo com a pauta trancada pelas MPs, outras matérias poderão ser incluídas na pauta de votações das sessões extraordinárias por acordo de líderes partidários com o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP).

Debate
Amanhã, a partir das 10h, a Câmara vai realizar Comissão Geral no plenário para debater a questão da influenza A (H1N1) – gripe suína. Para a discussão foram convidados o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, todos os secretários estaduais de Saúde, além de especialistas no setor. A idéia é fazer um diagnóstico da situação no país, conhecer as medidas que estão sendo tomadas e debater novas iniciativas para enfrentar a doença. (Com Agência Brasil)

Multi francesa é responsável pelo atraso das obras em Tucuruí

Arbitragem contratada por Eletronorte pode gerar perda de R$ 150 milhões

O Globo

Recurso foi pedido pela Alstom, multada pela estatal por atraso em Tucuruí
BRASÍLIA. Na contramão de pareceres técnicos, a diretoria da Eletronorte decidiu contratar uma comissão externa de arbitragem para julgar a validade de uma multa de R$ 25,8 milhões aplicada contra a Alstom, líder do consórcio encarregado da construção da usina de Tucuruí, no Pará. Recurso inédito na história de hidrelétricas no país, essa arbitragem foi pedida pela Alstom no fim do mês passado, quando a área técnica da Eletronorte resolveu descontar o valor da multa dos repasses que faz à empresa francesa desde o início das obras. A operação é considerada de alto risco para os cofres públicos. A derrota da estatal pode significar a perda de aproximadamente R$ 150 milhões, valor das multas acumuladas pela Alstom ao longo da construção de Tucuruí, que ainda não foram pagas.

Nos próximos dias, o Tribunal de Contas da União (TCU) requisitará informações à estatal.

Em acórdãos editados nos dois últimos anos, o tribunal endossou as multas lavradas pela área técnica contra a Alstom.

Ou seja, mesmo com o aval do TCU, a Eletronorte titubeia na execução da multa.

— Esse é um assunto muito sério. Pode abrir um precedente extremamente prejudicial aos cofres públicos. Vou pedir esclarecimentos à Eletronorte.
É preciso saber se essa arbitragem externa é mesmo oportuna — disse Marinus Marsico, procurador do Ministério Público junto ao TCU.

Se caso for à Justiça, pode se arrastar por anos, diz estatal A Alstom já foi investigada na Suíça, por suspeita de pagar propinas na licitação do metrô de São Paulo.

A multa de R$ 25,8 milhões foi aplicada por fiscais da própria Eletronorte pela demora da Alstom em entregar a máquina 21, uma turbina e um gerador, da segunda etapa da construção de Tucuruí. O auto de infração foi lavrado há mais de dois anos e, desde então, a Alstom recorreu várias vezes em âmbito administrativo.

No fim de junho, após esgotadas todas as possibilidades de contestação na esfera interna, a área técnica decidiu executar a multa e glosou parte do pagamento da Alstom.

Dirigentes da empresa passaram, então, a fazer pressão política para escapar da cobrança.

Numa deliberação considerada surpreendente, a diretoria da Eletronorte resolveu acolher o pedido da Alstom de jogar a decisão final sobre a multa para um árbitro externo.

Mais aqui.

Escavações para achar ossadas da guerrilha do Araguaia

Começam escavações para achar mortos na guerrilha do Araguaia

Recolhimento das ossadas deve durar dois meses; exames de identificação saem até o final deste ano ou início de 2010

Dez pontos serão escavados, mas chances de encontrar restos em cada um diferem em função das alterações do solo nos últimos 40 anos


Começa hoje a fase final das buscas das ossadas dos mortos na guerrilha do Araguaia (1972-1975), uma das questões insepultas da ditadura militar (1964-1985) que mais mobilizam historiadores, jornalistas, grupos de defesa dos direitos humanos, familiares de desaparecidos e militares.

Após meses de identificação de locais onde possam estar enterrados os restos mortais dos desaparecidos, agora começam os trabalhos de escavação, que serão feitos em dez pontos.

Dificilmente serão encontradas todas as ossadas, mas eventuais achados serão importantes para a história da guerrilha. Até hoje, os restos de apenas dois guerrilheiros foram identificados: o de Maria Lúcia Petit e o de Bergson Gurjão Farias, reconhecido no mês passado.

A partir de hoje serão vasculhados o Dnit (antigo DNER) e a região do Tabocão, onde um mateiro que guiou os militares na época apontou onde estariam duas ossadas.

Todas as escavações devem durar dois meses. A diferença nas chances de achar ossadas é muito diferente entre as dez localidades, definidas nas duas fases anteriores da missão.

Enquanto em algumas há indicações precisas de onde os corpos foram enterrados e a terra é a mesma há 40 anos, em outros a floresta virou pasto, o trator passou ou as coordenadas são bem menos pontuais.

Será usado um GPR (radar de penetração do solo) para detectar onde há vestígios de alteração do solo e existência de objetos embaixo -o equipamento não detecta se é osso ou não. O que for encontrado será enviado ao IML (Instituto Médico Legal) do Distrito Federal, onde serão feitas análises e exames, inclusive de DNA.

Isso pode demorar semanas ou meses, dependendo do estado do que for encontrado. É provável que só no final do ano ou início de 2010 haja informações conclusivas sobre possíveis identidades dos mortos.

Estima-se que 60 militantes de extrema esquerda, que decidiram montar um foco guerrilheiro armado no Araguaia para derrubar a ditadura, tenham morrido. Segundo um dos líderes da repressão, Sebastião Rodrigues de Moura, o Major Curió, ao menos 41 foram executados após serem rendidos.

As atuais buscas foram determinadas pela Justiça depois que fracassaram todos os recursos do governo. Foi montada uma comissão de cerca de 30 pessoas, liderada pelo Ministério da Defesa e com apoio logístico do Exército.

Os integrantes da comissão argumentam que essa é a maior e mais bem equipada missão de busca realizada até agora -houve ao menos uma dezena de missões anteriores.

Fonte: Folha de S. Paulo.

Crise no Senado: Quem, eu?

Senadores refutam acusações de processos

Outro lado

Os senadores ouvidos pela Folha negam as acusações levantadas em processos ou investigações judiciais.

O advogado do senador Fernando Collor (PTB-AL), Fernando Neves, disse que a ação penal sobre dívida tributária está trancada e os débitos estão sendo parcelados. Sobre o processo em que Collor é réu, entre outros crimes, por corrupção, diz que é denúncia feita quando ele era presidente da República (1990-1992) e que o resultado será favorável.

O senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) disse que ele "apenas é arrolado, junto com outras 63 pessoas" no inquérito no STF. "Confio na Justiça do meu país e estou absolutamente seguro da minha inocência em relação aos fatos que estão sendo apurados no inquérito."

A defesa do senador Expedito Júnior (PR-RO), cassado pelo TSE, sustentou que as provas não são suficientes e que os depoimentos prestados são controversos e devem ser reavaliados. Acusa ainda as testemunhas de receberem de Acir Gurgacz -segundo colocado nas eleições e que deve assumir a vaga- gratificação mensal em retribuição ao depoimento.

A assessoria de Gim Argello (PTB-DF) disse que a defesa foi apresentada, que ele não acredita que será denunciado e que não há nenhuma ação penal, apenas o inquérito.

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) não respondeu à Folha. Em outras ocasiões, ele disse que é incorreto o uso da palavra mensalão e que o que houve foi prestação incompleta de contas eleitorais.

O senador João Ribeiro (PR-TO) diz, sobre os processos por peculato e formação de quadrilha, que são assuntos antigos e ainda não teve a oportunidade de provar sua inocência.

Sobre a acusação de uso de trabalho escravo, diz que nada foi provado e que no TRT da 18ª Região (Pará), a representação foi transformada em "irregularidade trabalhista" e a multa, reduzida para R$ 70 mil. "Estou novamente recorrendo da decisão porque também considero injusta a multa aplicada."

A defesa de Roberto Cavalcanti (PRB-PB) sempre sustentou que seu cliente não pode ser responsabilizado pelos crimes apontados e que não há provas contra ele.

O senador Marconi Perillo (PSDB-GO) disse ser inocente e atribuiu as ações a rivais políticos. Afirmou que foi acusado de usar aeronave do governo durante a campanha, mas que tem notas provando que alugou aviões para os trechos.
Em outro caso, disse que seu nome foi usado indevidamente por um prefeito, sem nenhuma participação sua. Em inquérito sobre contrato irregular de agência de publicidade, disse que não era o responsável pelo gasto -que, mesmo assim, era legal, segundo ele.

A assessoria do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) culpou um problema técnico. "A questão central da acusação contra o senador Epitácio Cafeteira é um erro formal comum a quase todos os candidatos das eleições de 2006: ausência de individualização dos gastos com a propaganda eleitoral gratuita da TV", disse.

Romero Jucá (PMDB-RR), por meio da assessoria, atribuiu o fato de os casos ainda estarem no STF à morosidade da Justiça. Disse que o inquérito por corrupção eleitoral foi arquivado pelo TSE. No de desvio de verbas, afirmou ser testemunha. O Supremo avalia se recebe a denúncia.

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) disse, pela assessoria, que "o único inquérito que existe fui eu que solicitei". Ele pediu que fosse investigado no auge das denúncias que o levaram a renunciar à Presidência do Senado, em 2007.

A assessoria da senadora Katia Abreu (DEM-TO) disse que, em junho de 2006, a Justiça Federal do Tocantins julgou totalmente improcedente a ação da Procuradoria sobre crimes ambientais, "reconhecendo a insubsistência de responsabilidade no caso e a ausência de danos". O que existe hoje é um recurso do Ministério Público, contestado pela senadora.

Arquivamento
No caso de Rosalba Ciarlini (DEM-RN), o relator do processo no STF propôs arquivamento do caso, que espera votação dos ministros. "Fiz de boa-fé, para gerar empregos", disse, sobre obra no estacionamento de supermercado, quando era prefeita de Mossoró.

O advogado de Valdir Raupp (PMDB-RO), José de Almeida Jr., disse que "todos os processos são porque ele perdeu a eleição em 1998, e a oposição partiu para cima da gente". Uma das duas ações penais já teve parecer favorável ao arquivamento. No caso dos três inquéritos, diz que as denúncias não devem ser acatadas; em um deles, existem cinco votos a favor de abertura de ação.

A assessoria do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) não respondeu à Folha. Quando o inquérito contra ele foi aberto, em 2007, ele afirmou que participava de um programa de refinanciamento de dívidas com o governo, mas que em determinado momento a sua adesão foi cancelada. Disse que nunca deixou de declarar e que iria se defender judicialmente.

A assessoria de Mauro Fecury (PMDB-AM) disse que ele doou o imóvel que levou à ação por danos ao patrimônio, para que fosse restaurada. Sobre o INSS, diz que houve acordo e a dívida está sendo paga.

O senador Mário Couto Filho (PSDB-PA) diz, por meio de sua assessoria, que "não houve dolo [intenção]" tanto no caso da ação penal quanto no do inquérito, ambos por desobediência a ordens para que um outdoor e uma pintura de muro que faziam propaganda fossem retirados. Afirma que houve acordo de doações de medicamentos.

Adversários
A senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) disse, via assessoria, que teve decisões favoráveis no Tribunal de Justiça de Sergipe e atribuiu os processos no TRE a adversários. O mesmo argumento de João Vicente Claudino (PTB/ PI).

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmou, pela assessoria, que não pode dar declarações sobre inquérito em segredo de Justiça, mas que sua defesa é "consistente".

O senador Jayme Campos (DEM-MT) disse que um dos casos trata de uma permuta de terras que não contou nem sequer com a assinatura, quando era governador, e que houve exploração política.

Sobre o inquérito que tratava de licitação, disse que foi para compra de equipamentos para uma região que passava por um surto de malária e que a entrega caberia ao governo que o sucedeu. "Todo homem público está sujeito às injustiças e às armadilhas malévolas dos adversários", disse.

Não responderam à Folha os senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Cícero Lucena (PSDB-PB), Lobão Filho (PMDB-MA) e Inácio Arruda (PC do B-CE).

Frases
Confio na Justiça do meu país e estou absolutamente seguro da minha inocência em relação aos fatos que estão sendo apurados no inquérito
LEOMAR QUINTANILHA (PMDB-TO)
senador

Todos os processos são porque ele [senador Valdir Raupp] perdeu a eleição em 1998, e a oposição partiu para cima da gente
JOSÉ DE ALMEIDA JR.
advogado de Valdir Raupp (PMDB-RO)

30% dos senadores estão respondendo processos

Folha de S. Paulo

27 dos 81 membros do Senado têm ocorrências em diferentes esferas; eles negam acusações

Denúncias vão de supostos crimes eleitorais, como a compra de votos, até uso de trabalho escravo ou danos ao patrimônio histórico

Um terço dos senadores é alvo de inquéritos, ações penais no STF (Supremo Tribunal Federal) ou acusações de irregularidades eleitorais ou cíveis.

Levantamento feito pela Folha nos dados de diversos tribunais do país aponta que 27 dos 81 senadores do Brasil enfrentam algum caso na Justiça.

O cálculo não leva em conta litígios de natureza particular ou movidos apenas por adversários políticos.

A revelação ocorre num momento em que o Senado enfrenta uma das piores crises de sua história, na esteira de uma série de denúncias contra seu presidente, o senador José Sarney (PMDB-AP).

Dos 27 senadores com ocorrências na Justiça, 10 são da oposição e 17 da base aliada. O partido com maior número de senadores citados na Justiça é o PMDB, 8 de uma bancada de 19 congressistas (42%).

Do total de senadores com ocorrências na Justiça, cinco são suplentes que assumiram o cargo com a saída do titular.

Esse é o caso de Roberto Cavalcanti (PRB-PB), que assumiu a vaga de José Maranhão (PMDB), empossado governador da Paraíba, após a cassação do tucano Cássio Cunha Lima.

Cavalcanti respondia na Paraíba por corrupção ativa e uso de documento falso. O caso está agora no STF, onde há outro inquérito por corrupção.

Membro da chamada "tropa de choque" governista e de Sarney, Gim Argello (PTB-DF), que assumiu após renúncia do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), é alvo de inquérito por apropriação indébita, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O caso está sob segredo de Justiça.

Outro aliado de Sarney, Wellington Salgado (PMDB-MG), que assumiu a vaga de Hélio Costa, é alvo de inquérito sob acusação de crime contra a ordem tributária e apropriação indébita previdenciária.

Vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO) responde a dois inquéritos no STF que tratam de irregularidade em licitação pública e crime contra a administração.

A Procuradoria Geral da República fez parecer pelo recebimento de denúncia contra João Ribeiro (PR-TO) em inquérito que trata de uso de trabalhador em condição análoga a escravidão. O STF ainda não decidiu. Outro inquérito, que envolve o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), trata de contrabando ou descaminho.

Líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR) tem dois inquéritos no STF. Um deles trata de captação ilícita de votos e corrupção eleitoral; outro, de desvio de verbas públicas.

Valdir Raupp (PMDB-RO) tem duas ações penais, sob acusação de gestão fraudulenta de instituição financeira e crime contra a administração pública. A Procuradoria Geral da República deu parecer pelo arquivamento no primeiro caso e fez denúncia no segundo. Ambos aguardam decisão. Raupp tem mais três inquéritos.

O senador Expedito Júnior (PR-RO) teve a cassação confirmada pelo TSE em junho, sob acusação de abuso de poder econômico e compra de votos. Ele permanece no Senado.

Alvos na Justiça, alguns senadores ocupam a presidência ou a vice-presidência de importantes comissões do Senado. Em alguns casos, a área de atuação tem relação com as acusações imputadas a eles.

Wellington Salgado, vice-presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, é alvo de dois inquéritos por crime contra a ordem tributária e apropriação indébita previdenciária.

O senador Lobão Filho (PMDB-MA), vice-presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, é réu no STF sob acusação de crime contra as telecomunicações.

Cícero Lucena (PSDB-PB), vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, é réu em ação penal, acusado de desvio de verba pública e fraudes em licitações.

Processo contra o presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura, Fernando Collor (PTB-AL), trata de falsidade ideológica, peculato, tráfico de influência e corrupção ativa.

O tucano Eduardo Azeredo (MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, foi denunciado pela Procuradoria Geral da República por envolvimento no mensalão mineiro, suposto esquema de desvio de verba ocorrido em 1998.

População de Marabá ganha mais cinco infocentros

Da Redação
Agência Pará

"Estou ansioso para começar as aulas no infocentro, porque hoje em dia a informática é essencial para a inserção no mercado de trabalho. Que bom que o NavegaPará chegou até nossa comunidade". A declaração do estudante Francielton Silva, 16 anos, traduz a importância social dos infocentros, que garantem o acesso gratuito à internet, graças à implementação do programa de inclusão digital NavegaPará, pelo governo do Estado.

Francielton é morador do bairro Novo Planalto, onde está localizado o infocentro do Centro Santo Antônio (ligado à Paróquia Sagrada Família), um dos cinco espaços públicos de acesso à internet inaugurados na tarde desta sexta-feira (7), no município de Marabá, sudeste paraense, pela governadora Ana Júlia Carepa.

No infocentro, a governadora conversou, em uma videoconferência, com membros do conselho gestor dos outros três espaços, localizados na Associação dos Moradores da Nova Marabá (AMNM), na Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Marabá (Seasp) e no Banco do Povo. Na ocasião, ela saudou a comunidade do Galpão de Artes de Marabá (GAM), onde esteve em seguida para inaugurar mais um infocentro.

Valorização - "Hoje estamos inaugurando cinco infocentros de uma só vez em Marabá, que já é uma Cidade Digital, na qual podemos acessar a internet gratuitamente na orla e nas praças. Isto me deixa profundamente feliz e orgulhosa, pois é educação, é investimento, é valorização aos cidadãos. Afinal, as políticas públicas do nosso governo são do povo e para o povo, em que garantimos acesso com qualidade e velocidade também à comunidade que mais precisa, além de possibilitarmos a capacitação em informática, preparando-os para enfrentar melhor o mercado de trabalho", frisou Ana Júlia Carepa.

Em sua vigésima agenda de trabalho em Marabá, a governadora disse que entregava "algo novo, que irá beneficiar o povo daqui. Agradeço a todos vocês pelo apoio". Durante a inauguração, Ana Júlia Carepa pediu que "zelem por estas salas de acesso, cuidem delas e aproveitem esta grande oportunidade".

Uma oportunidade que já está presente na vida do escritor João Brasil Monteiro, que aos 83 anos se tornou um dos usuários do infocentro do GAM. Ele utiliza o computador e a internet para aprimorar suas pesquisas e ampliar o leque de conhecimentos. "Como autor de vários livros, acho importantíssimo o acesso ao mundo digitalizado, e deixo o meu muito obrigado à governadora por esta iniciativa", disse ele, que escreveu uma carta de agradecimento ao governo.

Das cerimônias de inauguração participaram ainda o prefeito de Marabá, Maurino Magalhães; o deputado estadual Cássio Andrade; o deputado federal Zé Geraldo; o secretário de Estado de Integração Regional, André Farias; o presidente da Empresa de Processamento de Dados do Pará, Renato Francês; o secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, e o adjunto da Sedect, João Weyl.

Ascom/Prodepa

O Senado é necessário?

Dallari: crise mostra que Senado é desnecessário

Ricardo Galhardo SÃO PAULO

Jurista defende extinção da Casa e adoção de um sistema unicameral, além de reforma do processo eleitoral
ENTREVISTA Dalmo Dallari
Considerado um dos maiores especialistas em Direito Constitucional do país, o jurista Dalmo de Abreu Dallari defende a extinção do Senado e a adoção do sistema unicameral, por meio de um plebiscito. Segundo ele, a crise atual evidencia que o Senado é desnecessário. Em pesquisas para o livro “A Constituição na vida dos povos”, a ser lançado este ano, Dallari descobriu evidências de que o Senado dos EUA, modelo do brasileiro, foi criado para evitar a abolição da escravatura.
O GLOBO: O senhor viu o bateboca entre Tasso Jereissati e Renan Calheiros? DALMO DALLARI: Deprimente.
Em termos de imagem do Brasil como país civilizado é comprometedor.
A chamada Câmara Alta, senadores da República, numa discussão de moleques de rua. O impacto para a democracia é muito negativo. Ainda que não haja muita consciência da importância das instituições, há algum respeito. A partir daí, não haverá mais qualquer respeito.
Qual a solução para a crise? DALLARI: É preciso uma mudança em profundidade em nosso sistema político. Por isso, defendo a adoção do sistema unicameral e também a reforma do sistema eleitoral. Com uma câmara só, alguns estados como São Paulo teriam muito mais parlamentares do que outros.
Por isso temos que tentar um sistema que não leve a um domínio de alguns estados.O GLOBO: O senhor viu o bateboca entre Tasso Jereissati e Renan Calheiros? DALMO DALLARI: Deprimente.
Em termos de imagem do Brasil como país civilizado é comprometedor.
A chamada Câmara Alta, senadores da República, numa discussão de moleques de rua. O impacto para a democracia é muito negativo. Ainda que não haja muita consciência da importância das instituições, há algum respeito. A partir daí, não haverá mais qualquer respeito.
Qual a solução para a crise? DALLARI: É preciso uma mudança em profundidade em nosso sistema político. Por isso, defendo a adoção do sistema unicameral e também a reforma do sistema eleitoral. Com uma câmara só, alguns estados como São Paulo teriam muito mais parlamentares do que outros.
Por isso temos que tentar um sistema que não leve a um domínio de alguns estados.
"Deve ser objeto de um grande debate nacional"
Como fazer essa mudança proposta pelo senhor?
DALLARI: Com um número mínimo de representantes de cada estado, que a gente já tem, mas que pode ser readequado. Precisamos de um processo eleitoral que impeça o desequilíbrio e traga uma representação melhor. O importante é que essa câmara seja democrática e dê preferência ao interesse público.
Legalmente é possível extinguir o Senado?
DALLARI: Entre os princípios fundamentais da Constituição estão o sistema democrático e a separação dos poderes. A organização dos poderes não é princípio fundamental da Constituição.
Deve ser objeto de um grande debate nacional, para que no fim se faça um plebiscito.
Qual sua opinião sobre a aliança entre Lula e Sarney?
DALLARI: Para mim isso ainda não está explicado. No começo do primeiro governo (2003), Lula vinha a São Paulo uma vez por mês para se reunir com intelectuais amigos, que deveriam falar com franqueza. Ele trazia o José Dirceu. Eu era um dos convidados e perguntei sobre o acordo com Sarney, o símbolo de tudo aquilo que sempre combatemos.
O Lula, um homem extremamente inteligente, falou: “Explique aí, Zé Dirceu”. Aí o Zé disse que o Sarney manda no Senado e que, se o governo não se entender com ele, não passa nada no Senado.
Então o governo teve que engolir um sapo e fazer o acordo.
Pode ser que Lula realmente dependa da força do Sarney ou que seja grato porque o Sarney sempre quebrou os galhos dele e do governo.
Mas pode haver razão que a gente desconheça. Qual a verdadeira razão desse ataque ao Sarney? Ninguém sabia que ele era corrupto? Como é a experiência em outros países ?
DALLARI: No livro que estou lançando constatei que há três modelos básicos de constituições: o americano, o francês e o inglês. O modelo inglês está evoluindo no sentido do unicameralismo.
Está em vias de extinção a Câmara dos Lordes. Não há mais lordes hereditários.
Mas a Constituição brasileira é baseada no modelo americano.
DALLARI: Nas pesquisas para o novo livro colhi elementos, cartas e outros documentos, que mostram que a verdadeira razão para a criação do Senado como ele existe hoje no Brasil e que foi calcado no modelo dos EUA foi para evitar a abolição da escravatura.
Analisando documentos da Convenção de Filadélfia de 1787, que criou os EUA, descobri troca de correspondência entre convencionais dizendo que muitos eram senhores de escravos, do Sul dos EUA. O Sul era agrícola e escravocrata, o Norte vivia do comércio, início da industrialização, e não usava mão de obra escrava. Os estados do Norte teriam muitos eleitores, e os do Sul, poucos. Escravos não votavam. Surgiu a ideia de criar uma segunda câmara, revisora, na qual todos os estados teriam representação igual. Durante 80 anos o Senado dos EUA impediu a abolição da escravatura.

Um Conselho de Ética arruinado

Suicídio institucional

Merval Pereira – O Globo

O arquivamento sumário das denúncias e representações contra o presidente do Senado, José Sarney, sem que nem mesmo o Conselho de Ética tenha se reunido, por decisão unilateral do senador sem votos do PMDB do Rio Paulo Duque, e o desaparecimento dos anais do Senado do trecho da fala do senador Renan Calheiros em que ele se dirige com palavrões ao senador tucano Tasso Jereissati são faces da mesma moeda, a truculência política em favor da manutenção da situação atual, a política arcaica tentando impedir a renovação dos costumes

O professor de filosofia da Unicamp Roberto Romano considera que a defesa incondicional da permanência do senador José Sarney na presidência do Senado “é suicida em termos institucionais”. O que ele considera muito grave “é essa prática de legisladores desacreditarem a lei. A lei não pode ser um ídolo imóvel, como dizia Platão, tem que ser uma coisa viva.

Mas você não pode dizer que a lei não vale, ou só vale para alguns”. Que o presidente Lula tenha dito que Sarney não é uma pessoa comum, Roberto Romano acha normal dentro das circunstâncias, “mas que uma classe inteira pense assim é preocupante”.

Especialmente, diz ele, os que não têm voto, como os suplentes de senador Wellington Salgado, que faz parte da “tropa de choque” governista, e Paulo Duque, o presidente do Conselho de Ética que arquivou todas as representações contra Sarney.

“Esses são os piores, a cicatriz do que há de mais doente no Senado”.
Uma dimensão antropológica que Romano gosta de analisar é a dos mitos, e ele adverte que, “quando você ataca um mito, como foi o caso do senador Pedro Simon, você já de antemão tem uma parcela forte da população contra você.

“Aquela demonstração explícita de falta de respeito, de violência, de truculência, de chantagem, cria um clima desfavorável a quem está atacando o mito”.

Para Roberto Romano, “eles estão afundando a legitimidade do Senado e confirmando todos os estereótipos, o que é muito preocupante”.

O ataque aos jornais é desesperado, segundo ele: “Uma hora o Mão Santa (senador do PMDB pelo Piauí) usa jornais para falar da corrupção no Piauí, e no mesmo instante o Paulo Duque arquiva as representações contra Sarney por que são baseadas em jornais. Fica claro que eles estão batendo de frente com a opinião pública por uma causa que não tem tamanha justificativa”.

Roberto Romano acha que “essa defesa intransigente do Sarney por causa do esquema de campanha da Dilma Rousseff em 2010 é estranha, porque em política não existem espaços vazios que não sejam ocupados, a qualquer momento um fato novo pode aparecer”.

Ele cita o exemplo da possível candidatura da senadora Marina Silva, que “abalou a estratégia inteira, mostrando sua fragilidade”.

O professor de filosofia da Unicamp acha que entramos em um terreno perigoso quando “já há sugestões de se acabar com o Senado”.

Isso traz em seu bojo, diz ele, a sequência lógica de que não precisamos de Congresso. “E nós temos uma longa tradição ética de extrema direita na cultura européia e na brasileira inclusive, o positivismo é uma delas, que desacredita a instituição parlamentar como inútil, que só serve para debater, e com isso vem o elogio da ditadura. E nesse momento, com Chavez no horizonte, com seus Evos Morales, os Correa, nós sabemos em que isso pode redundar”, diz Roberto Romano.

Outro aspecto que o deixa “enojado” é a prática da chantagem.

“Usa um instrumento importante como a representação no Conselho de Ética e o banaliza com a total falta de valores, com tentativa de calar e depois de retaliar”.

Para ele, esse procedimento “não tem nenhuma diferença em termos éticos do sequestro, da ameaça, você está tentando retirar ou o corpo ou a alma do indivíduo de circulação”.

O ex-ministro Marcilio Marques Moreira, na sua experiência como presidente do Conselho de Ética Pública, lembra que “os próprios códigos de ética nos Estados Unidos vêm sendo reforçados desde o primeiro, que foi do presidente Kennedy”.

No Brasil, “talvez por ser uma sociedade mais patrimonialista, que confunde, como diz o Roberto da Matta, a casa com a rua”, a evolução tem sido mais lenta, comenta.

Na experiência que teve, Marcílio diz que nos níveis superiores do governo há uma resistência maior, mas que não é homogênea. “Havia muitos ministros, presidentes de empresas, que eram muito respeitadores das normas, muito rigorosos consigo mesmo”.

Mas o respeito às normas era muito maior, ele admite, nos níveis mais baixos. “A autoridade tem que dar o exemplo.” Já o presidente da Academia Brasileira de Filosofia, João Ricardo Moderno, professor da Uerj, considera que a crise política tem também a origem em uma causa moral: “Temos que infundir valores da cidadania desde a educação de base, reformar a moralidade do país”.

Ele lembra que, desde a crise dos anões do Orçamento, “imaginávamos que esses problemas estariam sendo superados, mas depois tivemos o Collor e também pensávamos que tudo mudaria”.

A reforma da administração pública não aconteceu, e criaram-se “mecanismos mais sofisticados, até mesmo decretos secretos. Uma mentalidade predadora sem paralelos, parece que não tem fim”.

Ele considera que “o povo brasileiro é muito melhor do que sua representação política do ponto de vista moral e ético” e diz que Brasília “é como se fosse uma vida paralela”.

A megalomania, expressa nos prédios suntuosos e nas mordomias de Brasília, “é uma face da mitomania, que se tornou sistêmica”, analisa Moderno, para quem a transferência da capital para Brasília “multiplicou essa cultura no restante do país”. Do ponto de vista moral, diz ele, o que acontece no Senado e em Brasília de maneira geral “é uma fraude, não corresponde ao que é o Brasil”.

Suplentes de senador pra quê?

Questão dos suplentes é um dos problemas da Casa

Estadão

Frágeis, podem ser substituídos a qualquer hora se o titular reassumir, por vontade própria ou do partido

Se valessem no Senado as regras da Câmara, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) não seria presidente do Conselho de Ética e o petista João Pedro (AM) não comandaria a CPI da Petrobrás. Por serem suplentes, eles poderiam ocupar uma vaga, mas não o cargo mais importante desses colegiados.

Ao proibir que assumam cargos na Mesa Diretora, presidência ou vice-presidência de comissões (o que inclui o Conselho de Ética e CPIs), a Câmara evidencia a fragilidade dos suplentes, que podem ser substituídos a qualquer hora se o titular reassumir o mandato, por vontade própria ou por manobra do partido a que pertence. Para evitar esse troca-troca, o artigo 243 do regimento interno da Câmara restringe a atuação dos suplentes.

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PR-BA), elogia a norma, mas ainda acha pouco. Ele apresentou projeto que proíbe suplentes de participarem do conselho. "Se um partido não está satisfeito com o comportamento do conselheiro que é um deputado suplente, convoca de volta o titular do cargo, mesmo que seja por alguns dias. Essa brecha não pode continuar. O mandato do conselheiro tem que ir até o fim. O suplente fica na mão do líder de seu partido."

No Senado - onde os suplentes não têm votos - não há qualquer impedimento à atuação desses parlamentares. Ao contrário. Sem contas a prestar aos eleitores, muitas vezes eles são peças importantes no rolo compressor da maioria. Integrante da tropa de defesa do senador José Sarney (PMDB-AP), Paulo Duque - suplente do suplente do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) - não apenas assumiu o Conselho de Ética como mandou arquivar boa parte das denúncias da oposição contra Sarney.

João Pedro - substituto do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PP) - terá sua atuação avaliada com o início dos trabalhos da CPI, que já deu aos governistas a primeira vitória ao impedir a investigação do convênio firmado entre a Petrobrás e a fundação que leva o nome de José Sarney.

Em 2007, a escolha do petista Sibá Machado (AC), suplente da senadora Marina Silva (PT-AC) - na época ministra do Meio Ambiente - para a presidência do Conselho de Ética da Casa motivou protesto de senadores como Pedro Simon (PMDB-RS). "O senador Sibá, se amanhã resolver tomar alguma atitude que o presidente Lula não goste, a ministra Marina Silva volta e ele não é mais presidente do conselho."

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defende uma mudança no regimento interno do Senado "em um momento mais tranquilo", para impedir que suplentes assumam cargos-chave nas comissões e no conselho. "O Senado fica de joelhos diante do Poder Executivo. João Pedro, como suplente do ministro, está nas mãos do presidente da República. O governador do Rio pode tirar Paulo Duque quando quiser", diz, referindo-se ao fato de Duque ser suplente do secretário-chefe da Casa Civil do Rio de Janeiro, Regis Fichtner, suplente de Cabral. O governador tem mantido distância da crise do Senado. Não comenta o desgaste do PMDB e nem a situação delicada de Sarney.

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Historiador defende fim dos suplentes


Cientista político é a favor da redução de atribuições da Casa

SÃO PAULO. Para o historiador Marco Antonio Villa, a crise no Senado é estrutural e, portanto, não justifica a extinção da Casa.

— É até natural que se pense assim, mas o que vai acontecer quando tivermos uma crise desta proporção na Câmara? A proposta vai ser a mesma? — perguntou.

De acordo com Villa, esse tipo de reação é resultado da frustração gerada pelos resultados da redemocratização brasileira.

— Todo mundo fica muito irritado com o funcionamento dos poderes democráticos.

Ninguém gosta, por exemplo, da morosidade da Justiça. Alguns países têm legislativos com funcionamento melhor, mas isso ocorre há séculos.

Aqui são apenas duas décadas — lembrou ele.

Villa, no entanto, vê um lado positivo na crise: — É extremamente saudável no sentido em que expõe as deficiências.

Villa pede transparência nos dados e atos do Senado Para o historiador, a crise pode levar a reformas estruturais no Senado.

— Na verdade precisamos de uma reforma no funcionamento da Casa e não apenas no regimento. A primeira seria acabar com os suplentes, pois a maior parte dos senadores é muito inexpressiva. A segunda é a adoção da transparência nos dados e atos da Casa — afirmou.

Villa lembrou também que a crise tem consumido todo o tempo do Senado.

— No primeiro semestre não houve uma discussão política sequer e tudo indica que no segundo também não haverá, mas isso não justifica a extinção. Se o Senado simplesmente cumprisse corretamente com suas funções, como a aprovação de ministros de tribunais superiores, teríamos uma revolução no Brasil.

Nos Estados Unidos, a indicação de uma ministra hispânica para a Suprema Corte mobiliza a opinião pública. Aqui é uma festa em homenagem ao indicado — disse ele.

Professor da PUC-Rio e Ph.D. em Ciências Políticas pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), Amaury de Souza também é contra a adoção do sistema unicameral. No entanto, defende a redução das atribuições do Senado como forma de agilizar o processo legislativo.

— Algumas leis ordinárias deveriam tramitar mais brevemente ou o Senado deveria se abster de apreciá-las.

Mas nem o Senado nem a Câmara são melhores do que a população que representam.

Nosso povo é muito despolitizado.

Por isso, a Câmara e o Senado se julgam acima da opinião pública, como já expressaram vários parlamentares que dizem estar “se lixando” para a população — afirmou Souza.

Paralisia do Senado é danoso ao país

Crise leva Senado à paralisia e trava votação de projetos

A semana de intenso tiroteio imobilizou o Senado e evidenciou ainda mais as suas deficiências. Projetos de grande repercussão - divórcio, maioridade penal e cotas raciais - foram escanteados na volta do recesso. "O Senado está completamente anestesiado", alerta José Agripino Maia, líder do DEM.

Votar, porém, não é o único problema. A absolvição de José Sarney (PMDB-AP) não elimina a lista de problemas estruturais, que exigem soluções intrincadas, difíceis. Líderes buscam "choque de ordem", mas têm grandes barreiras à frente, como os suplentes - grupo dos sem-voto que já galgam cargos com poder de enterrar CPIs e representações.

Vem à tona, ainda, a doutrina política da tropa de choque de Sarney. No ideário do grupo há explicação para tudo e disposição de sobra para sustentar o "bateu, levou". "O padrão de ética não está muito bem definido", chegou a dizer Wellington Salgado (PMDB-MG). "A ética que for criada, vou aderir."

O País vive surpresas históricas, no compadrio de figuras que, há cerca de duas décadas, se hostilizavam. O presidente Lula, Sarney e os alagoanos Fernando Collor e Renan Calheiros, por conveniência, gravitaram todos para o mesmo lado.

Denúncias, apatia da sociedade e a censura imposta ao Estado, proibido de veicular notícias sobre filho de Sarney, Fernando, podem reacender o autoritarismo, diz a pesquisadora Alzira Alves de Abreu, da FGV. "Esses políticos não estão se dando conta do que estão preparando para o futuro."

Quem dera que todos fossem assim

O blog recebeu por e-mail e publica comentário de um leitor anônimo que resume para onde devemos ir e quando.

Prezados Senhores.

Recebo com muito respeito e alegria as mensagens eletrônicas por intermédio das quais me atualizo sobre as notícias políticas de nosso País.

Sou ainda do tipo de brasileiro que escreve a palavra País com "P" maiúsculo, em virtude do amor que tenho por minha Pátria.

Entretanto, tenho me chocado com os acontecimentos recentes, em especial com a crise institucional que se instalou no Congresso (leia-se Senado), onde verificamos a manutenção do reinado da impunidade...

Mas penso que a culpa é nossa, da sociedade, que não tem tido competência política para eleger representantes que justifiquem a confiança que lhes é dada...

É lamentável...

Penso que nossos "representantes" deveriam repensar sobre a obrigatoriedade de votos em nosso País,pois assim talvez possamos afastar do voto aquele eleitor que se vende, sem pensar nas consequências deste ato insano.

Provavelmente esta mensagem será adicionada a um sem número, que ficarão simplesmente esquecidas, sem gerar qualquer resultado prático.

Tudo bem... isto também é uma característica nossa, e não se pode pretender que haja uma mudança substancial da noite para o dia.

Tomara que alguém (quem sabe um faxineiro, um contínuo???) leia isto...

E, por favor, não me xingue!

Atenciosamente...

Apenas um eleitor...

Eclusas de Tucuruí: alhos não deveriam ser bugalhos

Obra de maus feitos, Tucuruí torra R$ 1,2 bi

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A nova data para a inauguração das eclusas é 2010, já com atraso de três anos pela atualização feita em 2005. A usina é a quarta maior do mundo

LÚCIO FLÁVIO PINTO (*)
lucioflavio@agenciaamazonia.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

BELÉM, PA – A transposição da parede de concreto, com 72 metros de altura, levantada sobre o leito do rio Tocantins, se transformou na esfinge do Pará. A eclusa de Tucuruí se tornou um lugar comum nas conversas sobre o presente e o futuro do Estado. Nem por isso se formou uma fonte de pressão com suficiente força para a conclusão da obra. A repetição embotou os sentidos e bloqueou a compreensão do fato. O que devia ser um dos melhores instrumentos a serviço do desenvolvimento estadual se transmudou em coisa além do controle local, uma espécie de nave espacial. Se é que não se traduz com maior valor simbólico por mais um cavalo de Tróia.

O sistema de transposição da barragem da hidrelétrica de Tucuruí é um exemplo acabado – e amargo – da condição colonial do Pará. Vítimas preferenciais, ao lado de Mato Grosso e Rondônia, da devastação por via rodoviária, os paraenses ansiavam por voltar ao rio, rua e fonte vida até o interior do Estado ser rasgado pelas espinhas de peixe da ocupação humana, desencadeadas pelas estradas de penetração à terra firme.

O Tocantins foi barrado para gerar eletricidade, mas o lago que se formou a montante da represa, hoje com área de mais de três mil quilômetros quadrados, submergiria as pedras e possibilitaria navegação plena numa extensão de mais de 500 quilômetros a partir de Belém, rio acima. Outros aproveitamentos mais a montante permitiriam seguir por via fluvial pelo Tocantins ou através do Araguaia.

Quase 30 anos de construção

Rio é caminho democrático, qualquer um pode acessar e, a partir dele, parar onde quiser, estabelecer as relações – pessoais e de produção – que escolher. Com a trilha desimpedida, as pessoas voltariam para as margens ou nelas encontrariam seu novo sítio. A possibilidade de um transporte mais barato fomentaria as atividades humanas. Ao invés de ser apenas uma plataforma para o lançamento além-mar das riquezas da região, como a ferrovia de Carajás, a hidrovia do Tocantins-Araguaia teria um efeito multiplicador interno que é impossível ao longo dos eixos de exportação.

O já distante dia 9 de setembro de 1981 foi a data oficial de partida da eclusa de Tucuruí. Ela começou com atraso de seis anos em relação às obras da hidrelétrica, que entrou em operação no final de 1984. Hoje, Tucuruí é a quarta maior do mundo e a maior inteiramente dentro do território brasileiro, depois de Itaipu, que é binacional.

A nova data para a inauguração das eclusas é 2010, já com atraso de três anos pela atualização feita em 2005. Quase 30 anos de construção é praticamente um recorde, mas não chega a ser o aspecto mais importante dessa intrigante história.

Pelo projeto básico, as obras civis do sistema de transposição sairiam por 230,6 milhões de reais. Os equipamentos eletromecânicos consumiriam mais R$ 100 milhões. O valor do contrato original, aditado em 1998, com dispensa de licitação, pulou para R$ 367 milhões. O Tribunal de Contas da União, na auditagem que fez em 2005, constatou R$ 118 milhões executados e pagos. Com mais R$ 370 milhões, as obras seriam concluídas em 2007. Não foram. O orçamento ronda atualmente a marca de R$ 1,2 bilhão.

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Lentidão e sumidouro

Alongamento do cronograma, adições, revisões, atualizações e prolongamentos de obras tornam a tarefa difícil quantificar a exata quantidade de dinheiro que já foi enterrada no sistema de transposição, formado por duas eclusas (que permitem a entrada e a saída das embarcações), e 5,5 quilômetros de canal de concreto, com 140 metros de largura.

Mas é fácil reconhecer que a obra se tornou um sumidouro de irregularidades e recursos. Basta consultar a lista de denúncias arquivadas ou em processo no TCU. A lentidão na frente de serviços, com sucessivas paralisações e retomadas, constituiu o cenário favorável a esses maus feitos.

As eclusas de Tucuruí nunca tiveram prioridade nos planos da alta burocracia federal. Para que gastar tanto na obra se não havia carga para ela, com capacidade para 40 milhões de toneladas nas duas direções? O rio podia continuar fechado para sempre, não fora a exigência legal quanto ao restabelecimento da sua navegabilidade e certa pressão feita no final dos anos 70 e no alvorecer da década de 80. A contragosto, Brasília foi liberando pequenas parcelas do grande orçamento, mas fechava a válvula financeira quando podia. Se era para fazer algo para vencer o desnível da barragem, que fosse aos poucos, a perder de vista, ou para inglês ver.

Eletronorte não queria

O projeto básico da hidrelétrica de Tucuruí não previa a transposição da represa. Se dependesse da Eletronorte, as eclusas jamais se teriam materializado. A contragosto, a estatal refez o projeto para transferir as eclusas para a margem esquerda, incorporando então ao reservatório a bacia do rio Caraipé. Mas quem ficou com a tarefa foi a Portobrás. Extinta a empresa federal portuária, as eclusas ficaram órfãs. Como enteadas, foram tratadas pela madrasta de plantão, agora o DNIT, renascido das cinzas do DNER (e até hoje mantido sob essas cinzas).

Nessa via crucis, valores foram multiplicados, as relações foram se tornando promíscuas, a qualidade nem sempre foi observada (assim como a quantidade) e o padrão caiu de nível. Certamente a sociedade pagará muito mais do que devia e receberá menos do que o devido. Mas se a última atualização se confirmar, por bem ou por mal, a navegabilidade do Tocantins em Tucuruí estará restabelecida no próximo ano.

E daí? A demanda surgirá como um maná do céu? A especialização imposta ao Pará, de enclave exportador, sofrerá brusca e milagrosa mutação? As abandonadas e maltratadas vias fluviais terão um resplendor por osmose? Quem administrará as eclusas? Que programas serão criados para aproveitá-las ou ao menos considerá-las? O que haverá nos extremos dela, a montante e a jusante?

São tantas perguntas e tão raras respostas que fica a sensação de que Tucuruí não fica no Pará. E, afinal, fica?

(*) É editor do Jornal Pessoal (onde este texto foi originalmente publicado) e colaborador da Agência Amazônia.

Apesar do Senado. Brasília é linda

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Brasília - Luar captado desde a perspectiva do Memorial JK. A umidade relativa do ar média se manteve em 31% nesta sexta e a temperatura na capital pode chegar a 8°C na madrugada

O falastrão midiático sai em março

Agência Estado
Ministro do Meio-Ambiente deixará o cargo para se candidatar a deputado estadual no Rio

SÃO PAULO - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, deverá deixar o cargo em março de 2010 para se candidatar a deputado estadual pelo PT do Rio de Janeiro, segundo confirmou nesta sexta-feira a assessoria do ministro.

Minc vai tentar o mesmo cargo que concorreu e foi reeleito seis vezes consecutivas. Em 2007, ele foi Secretário de Estado do Ambiente do Rio e em maio de 2008 assumiu o ministério.

Carlos Minc assumiu a pasta do Meio Ambiente em substituição a Marina Silva, que pediu demissão. Minc ocupava, à época, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Rio, desde o início de 2007. Antes de ingressar ao PT, o atual ministro fundou o Partido Verde (PV) junto com Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis.

Um senador amoral

















Este cidadão ai em cima é a representação da amoralidade que permeia o pior senado de todos os tempos: o Senado da Vergonha. Dos atos secretos. Dos esquemas de cocheira. O Senado que não trabalha, enrola. O Senado que não vota, barganha.
Este cidadão ai em cima, é um obscuro deputado estadual da periferia do Rio de Janeiro.
Este cidadão ai em cima, que assumiu como 2. suplente a vaga com a eleição ao Governo do Rio do Senhor Sérgio Cabral é presidente do Conselho de Ética. Seu nome, Paulo Duque. Seu partido, o PMDB.
Este cidadão ai em cima mandou arquivar as 11 representações contra José Sarney.
Este cidadão ai em cima não teve um único voto para estar onde está.
Este cidadão ai em cima foi escolhido a dedo pelo não menos amoral Renan Calheiros (PMDB-AL), o chefão da "tropa de choque".

É a isso que está reduzido o Senado da Vergonha: cidadãos amorais. Senadores inesquecíveis.
Lula e Cabral são os principais responsáveis por essa lambança.
Não esqueçam, Lula e Cabral são os principais responsáveis por essa lambança.

Veja o 3.o e último bloco do Programa Expressão sobre o uso da internet nas próximas eleições

No vídeo abaixo você confere o 3.o e último bloco do Programa Expressão da TV Câmara em que deputados e convidados debateram o uso da internet nas eleições.

A matéria seguiu para o Senado Federal e deve ser examinada se o Sarney deixar alguém examinar alguma coisa naquela Casa que se transformou num ringue de Vale Tudo.


Confira o 2.o bloco do Programa Expressão sobre o uso da internet nas próximas eleições

Confira o 2.o bloco do Programa Expressão da TV Câmara em que deputados e convidados debateram o uso da internet nas eleições.


Debate discute com deputados o uso da internet nas eleições

A campanha para a presidência dos Estados Unidos no ano passado chamou a atenção de políticos e marqueteiros, pelo uso de mais um instrumento de conquista do eleitorado: a internet. Por meio de blogs, twitters e outros sites, o candidato Barack Obama surpreendeu e conseguiu muitas doações para sua campanha.

Preocupados com as regras do jogo eleitoral neste novo universo, os deputados aprovaram limites de atuação para a campanha na rede mundial de computadores. Pela proposta aprovada, será possível arrecadar doações para os candidatos por meio de cartão de crédito na internet. As regras para os debates – incluindo os bate-papos na internet) terão que ter a concordância de, pelo menos, dois terços dos candidatos de partidos com representação da Câmara. E foi proibida a utilização de imagens e voz de adversários em suas propagandas eleitorais. O projeto segue agora para o Senado.

Confira o primeiro bloco do Programa Expressão Nacional da Câmara dos Deputados.


Comissão de Direitos Humanos quer ouvir Curió

Direitos Humanos convida major Curió para falar sobre guerrilha

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias decidiu nesta semana convidar o major Sebastião Curió para falar sobre seu arquivo pessoal relativo à Guerrilha do Araguaia. Em 21 de junho último, Curió mostrou documentos desse período ao jornal O Estado de S.Paulo e revelou que, dos 67 integrantes da guerrilha mortos durante o conflito com militares, 41 foram executados quando não ofereciam risco às tropas (estavam presos e desarmados).

Conforme a reportagem, até a abertura do arquivo de Curió, eram conhecidos 25 casos de execução. O jornal revela mais 16, reunidos a partir do confronto do arquivo do major com livros e reportagens. A morte de prisioneiros representou 61% do total de baixas na coluna guerrilheira.

Segundo o jornal, os papéis de Curió esclarecem passo a passo a terceira e decisiva campanha militar contra os comunistas do PC do B - a Operação Marajoara, vencida pelas Forças Armadas, de outubro de 1973 a janeiro de 1975.

A audiência pública foi proposta pelo deputado Domingos Dutra (PT-MA) e não tem data marcada.

O péssimo exemplo de Hugo Chávez

Jornalistas são perseguidos, uma das principais emissoras de TV, a RCTV, teve a concessão cassada de maneira autoritária, 34 rádios acabam de ser silenciadas e a outra estação de televisão que não segue a cartilha bolivariana, a Globovisión, foi atacada por um grupo armado do partido chavista UPV. Diante desta nova onda de cerceamento da liberdade de expressão, várias entidades internacionais — Sociedade Interamericana de Imprensa, SIP, Associação Internacional de Radiodifusão, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA — condenaram mais esta investida do governo autocrata de Chávez contra a democracia.

Excerto do texto do editorial de O globo de hoje que você pode ler na íntegra aqui.

Desoneração de CD e DVD será votada em Plenário

Proposta de emenda à Constituição visa a combater a pirataria. Medida ainda será votada no Plenário da Câmara

Na presença de vários cantores, empresários e diretores de gravadora, deputados da Comissão Especial aprovaram ontem a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que isenta a atividade de uma série de tributos e tem o objetivo principal de reduzir os efeitos da pirataria sobre a venda de DVDs e CDs. Conhecida como PEC da Música, a proposta foi aprovada na comissão especial, mas com voto contrário da bancada do Amazonas, que teme, com o texto, prejuízos para empresas da Zona Franca de Manaus que comercializam esses produtos. O projeto segue agora para votação em plenário.

Mais aqui.

Advogado do Estadão recorre contra censura imposta por Fernando Sarney

Jornal recorre de decisão de desembargador

O advogado do Grupo Estado Manoel Alceu Affonso Ferreira recorreu ontem ao próprio Tribunal de Justiça do Distrito Federal contra decisão liminar do desembargador Dácio Vieira, que proibiu o jornal "O Estado de S. Paulo" de publicar informações referentes a Fernando Sarney, investigado na Operação Boi Barrica, da Polícia Federal. Ele é filho de José Sarney (PMDB-AP).
O recurso pede a nulidade da decisão de Vieira. O jornal também pede que o desembargador se declare suspeito.

O pedido foi encaminhado diretamente a Vieira. Se ele negar, poderá ser analisado por outros desembargadores. Dácio Vieira ocupava um cargo de confiança na gráfica do Senado antes de ser nomeado para o TJ-DF. Sua indicação para o tribunal teve apoio de José Sarney.

O lobby de Manaus é o responsável pelo preço exorbitante dos Cd´s

Indústria da música faz sua grande aposta em Brasília

Braulio Lorentz e Ricardo Schott, Jornal do Brasil

RIO - Na tarde de ontem, o diretor e ex-presidente da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) Carlos de Andrade não teve muito tempo livre. Gastou bastante sola de sapato e toda sua lábia indo de gabinete a gabinete para falar com deputados sobre a PEC da música. Prevista para ser votada hoje na Comissão Especial da Câmara dos Deputados (CESP dos Fonogramas), a proposta de emenda à Constituição tem por objetivo aumentar o incentivo fiscal à música e diminuir o preço final de discos.

Após a votação, ela ainda deve passar por dois turnos de votação na Câmara (sendo que dois terços dos deputados precisam votar a favor nos dois turnos), antes de seguir para o Senado. A lei é de autoria do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), com a finalidade de reduzir taxas como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de CDs, DVDs e outros suportes.

“É um sopro de vida”
– Temos votos, mas eles têm que estar presentes – explica Andrade, um pouco esbaforido. – A imunidade tributária para a música é um sopro de vida para a indústria, que tem sido bombardeada por todos os lados e que hoje não tem nem mais força no território nacional.

Para o diretor da ABMI, não há mais onde se vender discos, devido às dificuldades pelas quais o mercado vem passando.

– A loja de disco e o vendedor de disco não existem mais. A possibilidade de termos a imunidade tributária os coloca em igualdade de condições com a indústria editorial – compara o diretor.

A única oposição já estabelecida, garante, é a bancada de deputados do estado do Amazonas.

– Manaus é visceralmente contrária a qualquer movimento que proporcione isenção de tributos que não seja Manaus – justifica Andrade.

O Amazonas é beneficiado com a redução de impostos. Os deputados temem a perda de empresas para outras praças. Otávio Leite, no entanto, argumenta que a Zona Franca não vai ser prejudicada: o benefício da isenção do IPI continua exclusivo. Os outros estados podem contar com isenção apenas do ICMS e do Imposto sobre Serviços (ISS). Para completar, a produção da Zona Franca de Manaus não depende estritamente dos CDs e DVDs.

Artistas como Zezé Di Camargo & Luciano, Roberto Carlos, Sandra de Sá, Fagner, Leoni, Frejat e Francis Hime, gravadoras como Som Livre, Sony, EMI, Warner e Universal, além da Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD), aprovam a PEC da Música.

Quem confirmou presença na votação de amanhã é o cantor e compositor carioca Jorge Vercillo, que define o pleito como “um momento definitivo”.

– Só queremos os mesmos tratamentos para a indústria do disco que temos na indústria do livro – reivindica Vercillo. – É um contrassenso não termos isso, até por ser uma indústria que demanda uma estrutura muito maior. E tem o fato de que precisamos enxergar personagens importantes para a indústria, como os artistas gráficos, as pessoas que realizam trabalhos mais burocráticos. Eles são prejudicados pelos preços do disco, que têm raízes nos altos impostos.

O cantor, porém, viu sua carreira decolar numa época em que já se falava da crise deste modelo.

– Todo brasileiro tem imunidade a uma coisa chamada crise – opina Vercillo. – Quando comecei minha carreira, já ouvia toda hora essa desculpa de que não podia gravar porque não tinha dinheiro para fazer meu disco, e fui à luta. E é dentro do caos que nascem os melhores movimentos musicais. Também não podemos deixar de olhar as mutações do mercado.

E seria a proposta de emenda à Constituição, de fato, a melhor solução para o problema?

– Um CD oficial mais barato vai dar uma grande força para o mercado – analisa o cantor. – Mas não quer dizer que as pessoas vão deixar de baixar música na internet. Para os downloads, o ideal seria ter um valor viável para que se baixasse música.

Para Vercillo, não há motivos para o artista ficar pedindo ao público para não comprar discos piratas.

– O CD está caro, então como as pessoas não vão comprar? – indaga. – Isso é utopia. O ideal seria que as gravadoras tivessem seus próprios pontos de venda.

A cara do "Senado da Vergonha"


















Brasília - Senadores acompanham o pronunciamento do presidente do Senado, José Sarney, no plenário da Casa Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Ba-fa-fá no ninho tucano: MPF entra com ação para cassar Yeda Crucius

MPF entra com ação contra Yeda e pede perda do cargo de governadora do RS. Processo resulta de operação que apurou desvios no Detran do RS. PSDB reitera apoio à governadora e diz que vai aguardar defesa.

Do G1:

O Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Sul entrou com uma ação civil de improbidade administrativa nesta quarta-feira (5) contra a governadora do estado, Yeda Crusius (PSDB), e outras oito pessoas. A ação é resultado da Operação Rodin, que investigou desvios no Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

O MPF pediu a perda dos cargos das pessoas citadas, suspensão dos direitos políticos por até dez anos, pagamento de multa, proibição de contratar com o poder público por dez anos e ressarcimento integral do dano, calculado em R$ 44 milhões.

Os procuradores concederam entrevista coletiva para falar sobre o processo, mas não deram detalhes sobre o suposto envolvimento da governadora no caso alegando sigilo.

Leia mais em MPF entra com ação contra Yeda e pede perda do cargo de governadora do RS

Veja como foi a sessão solene em Homenagem à Nossa Senhora de Nazaré 2024, na Câmara dos Deputados

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