Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte V: Cubanos no DF não crêem em mudanças
O casal veio ao país a trabalho, a convite da Federação Amazonense de Natação. Quando eles decidiram continuar no Brasil, os três filhos foram impedidos de sair de Cuba por dois anos. Para ele, a grande mudança na ilha ocorrerá quando houver liberdade de expressão, de ir e vir e o pluripartidarismo. "Com a renúncia, a pressão internacional pode acelerar essas mudanças. Mas ainda não dá para festejar", acredita Ileana. O médico Carlos Rafael Jorge Jiminez, de 58 anos, concorda. "Não vai acontecer nada por enquanto. Enquanto não tiver liberdade, eu não volto."
O gerente de projetos Julio de La Guardia, 34, acredita que Fidel continuará a influenciar nas decisões políticas. "Não estou vendo muita diferença com a saída dele. A situação do país só vai mudar quando Fidel morrer", disse. Ainda assim, o gerente é menos duro quando o assunto é o fim do castrismo. "Acho que o irmão de Fidel (Raúl Castro) poderá mudar algumas coisas. Ele é menos utópico que Fidel."
Para o empresário e refugiado político Rennier Lopez, de 28 anos, a saída do ditador é uma oportunidade para novos dirigentes — mesmo que aliados de Fidel — participarem mais das decisões do país. "O Judiciário tem de ser independente. Pelo menos 60 presos políticos têm de ser libertados e o governo tem de reconhecer outros partidos políticos. Isso iria me entusiasmar", defende Lopez que, em Cuba, foi expulso da faculdade e do emprego porque era de um grupo dissidente do governo.
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Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte IV: Brasileiras relatam clima na ilha
A publicitária goiana Claudia Melissa Neves dos Santos, de 28 anos, tinha um objetivo: conhecer a Cuba de Fidel antes que ele morresse e tudo mudasse. Depois de 17 dias na ilha e de muitas conversas com cubanos, ela retornou ao Brasil na sexta-feira passada. "Vejo que a situação na ilha não vai sofrer alterações. Fidel abriu mão do governo para garantir a continuidade do regime e evitar que um louco tome o poder a qualquer custo", opinou. Claudia fez questão de perguntar o que os moradores da ilha pensavam sobre o ex-presidente. Segundo ela, muitos ficaram assustados com a pergunta, falaram bem sobre o socialismo, mas admitiam que queriam ter mais dinheiro e liberdade. "No entanto, as pessoas não estão insatisfeitas, não querem pular no mar para chegar aos Estados Unidos", completou.
Pela manhã de ontem, a catarinense Juliana Secchi, de 22 anos, caminhou pelos becos de Havana com o jornal Granma às mãos. Falou com várias pessoas, não observou comemoração ou pesar e presenciou o tema da renúncia em grupos pequenos de cubanos. "Até as 11h muitas pessoas não sabiam da notícia. Aquelas com quem falei acreditam que tudo continuará como está, pois a Revolução vai muito além de Fidel", afirmou. (RC)
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Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte III: Tristeza em Cuba, alegria em Miami
O técnico em informática Brandys Roberto Cabrera Graverán nasceu em 1959, quando Fidel Castro e Camilo Cienfuegos forçaram a fuga do ditador Fulgêncio Batista e decretaram o início da Revolução Cubana. Talvez por isso esse morador de Havana de 49 anos demonstre serenidade ao falar do afastamento do Comandante. "Nós recebemos a notícia com naturalidade e senso comum", afirmou ao Correio. Na opinião dele, os últimos 50 anos têm sido de mudanças na ilha caribenha. "Fidel cometeu erros e acertos, mas sempre contava com o apoio da maioria da população", acrescentou. Ao ser questionado se o ex-presidente era um ditador, esse cidadão cubano adota a cautela. "Penso que Fidel é um homem de seu tempo, de uma grande visão revolucionária, um líder que cometeu erros que não destoaram de seus princípios", comentou. Para Graverán, o maior erro de Cuba foi ter copiado o sistema socialista europeu.
Em Sanctí Spiritus, cidade situada na região central da ilha, Oscar Alfonso Sosa também encarava a renúncia de Fidel com tranqüilidade. Aos 40 anos, o repórter do jornal Escambray Digital considerou "muito sábia" a decisão do político e lembrou que Cuba "marcha" bem. "Agora vamos desfrutar de sábias reflexões, de uma conferência magistral de sabedoria política", comemorou. Sosa ressaltou que Fidel não opina sozinho sobre os rumos da ilha, mas faz parte de um conjunto de "companheiros" responsáveis pelas decisões nacionais. "Não creio que ninguém se submeta a prescindir de tanta sabedoria e experiência", alertou. O jornalista acredita ser muito prematuro falar em fim da era Fidel e também rejeita a pecha de ditador para o ex-chefe de Estado. "Não creio que alguém que tenha dedicado sua vida à frente de um país e pelo bem-estar dos cidadãos seja um ditador", justificou-se, admitindo que a história enalteceu poucos personagens como Fidel.
Omar López Montenegro, de 53 anos, contou à reportagem ter provado os dissabores da ditadura castrista. "Fui preso pela última vez em 19 de abril de 1992 e sofri torturas na Via Marista, quartel-general do exército de Cuba", disse o fundador do Movimento Pró-Direitos Humanos em Cuba, há 16 anos exilado em Miami (Estados Unidos). "Levei tapas, fiquei em uma cela sem janelas, me privaram de sol, banho e sono. Os interrogatórios ocorriam a qualquer hora. Quando saí de lá, estava com atrofia muscular e não conseguia caminhar por 20 metros", lembrou. Para o ativista da Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA), a renúncia de Fidel encerra um "capítulo obscuro" na história de Cuba, um "reinado de terror" de quase 50 anos.
De acordo com Montenegro, a saída do presidente cubano representa uma oportunidade histórica para o início de uma guinada pela democracia no país. Ele sustenta que o momento é ideal para a oposição interna promover sua agenda política, sem medo de perseguição. O exilado comentou que a pobreza é a primeira base da discriminação econômica produzida pelo regime. "As pessoas que trabalham não têm permissão para obter bens, não podem pagar com pesos cubanos. Como a marginalização era determinada pela vontade do governo de Fidel, o povo estava condenado à miséria", opinou.
Comemoração
Parte dos 750 mil cubanos saiu às ruas de Miami para uma comemoração tímida. No fim de semana passado, milhares fincaram no gramado de um parque da cidade cerca de 100 mil cruzes brancas, um monumento ao êxodo de Cuba. O químico José Miguel Hernández, de 53 anos, fugiu da ilha em 1993, graças a uma argentina-sueca. O governo sueco condedeu-lhe asilo político e, 11 meses depois, ele pôde retirar as filhas e a mulher da ilha. Em 2003, trocou a Europa pela Flórida. "Estão fazendo um show por causa da renúncia de Fidel, que já não tinha poder. Algumas pessoas estão nas ruas, com cartazes, e os meios de comunicação dão mais atenção ao fato do que às eleições presidenciais nos Estados Unidos", observou.
Hernández duvida que a notícia represente uma abertura política. "Os regimes totalitários têm um sistema muito compacto de proteção", disse. O químico exilado lembrará de Fidel como um títere, um homem que distorceu as leis do marxismo, empobreceu a população, desenvolveu um sistema stalinista de repressão, copiou as teorias mais funestas do governo totalitário e destruiu a cultura cubana. "Cuba vai necessitar de muitos anos para levar seu povo pelos caminhos da tolerância e da democracia", concluiu.
Quando esta guerra acabar, começará para mim uma guerra muito maior e mais longa: a guerra que vou lançar com eles. Me dou conta de que esse vai ser meu destino verdadeiro
5 de junho de 1958, de uma carta escrita em Sierra Maestra
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Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte II: Carta emociona Oscar Niemeyer
Aos 100 anos, comunista desde a juventude, Niemeyer disse que Fidel Castro é um grande líder e continuará "orientando o povo cubano". "Ele foi generoso em me citar. Concordo com a frase. O ser humano é tão insignificante. É preciso ser coerente até o final da vida", observou.
Niemeyer nunca foi a Cuba. Morre de medo de avião. Mas o próprio Fidel já visitou o escritório do arquiteto na Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Numa dessas visitas, pediu que Niemeyer fizesse uma escultura para ficar em Havana. Niemeyer fez. Depois, pediu o projeto de uma praça para colocar a escultura. Ele fez. Por último, pediu que desenhasse um teatro para a praça. Niemeyer fez de novo. Tudo de graça.
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Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte I: Fidel sai de cena
A renúncia de Fidel Castro chegou ontem como o despertar de um sono leve. Cidadãos cubanos na ilha ou no exílio, lideranças mundiais e observadores em vários países já esperavam, mas não deixaram de se surpreender com o anúncio melancólico — feito em carta publicada no jornal Granma e no tablóide Juventud Rebelde, ambos órgãos oficiais do regime. Ao abrir mão do discurso público ou de declaração televisionada em rede nacional, o líder da Revolução Cubana comprovou as suspeitas de que seu estado de saúde sofre degradação acelerada. O último sinal emitido pelo próprio Fidel, de 81 anos, foi na recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fontes do Planalto confirmaram ao Correio que a viagem de Lula a Havana, há mais de um mês, teve como objetivo "o último encontro com Fidel ainda presidente", entrevendo a renúncia como certa. Frágil, apesar de lúcido, o mandatário cubano confidenciou ao colega brasileiro que "estava pronto para assumir seu lugar na história". No texto de ontem (leia na página 21), escrito de próprio punho, o ditador formalizou a decisão: "Não aspirarei nem aceitarei — repito —, não aspirarei nem aceitarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e comandante-em-chefe".
Datado de 18 de fevereiro, às 17h30 (hora local), o texto foi escrito para ficar na posteridade. Na prática, Fidel renunciou ao poder que já havia delegado interinamente ao irmão Raúl (76 anos), 18 meses antes, após ser internado às pressas por causa de uma grave hemorragia no intestino. Sua última viagem ao estrangeiro foi em julho de 2006, quando participou da Cúpula do Mercosul em Córdoba (Argentina). Em 26 de julho, visitou as províncias de Bayamo e Holguín, no leste de Cuba, para as comemorações pelo 53º aniversário do assalto ao Quartel Moncada, que marcou o início da Revolução Cubana. A intensa agenda teria provocado uma "crise intestinal aguda", segundo fontes oficiais. Mas a presença de um cirurgião oncologista em Havana meses depois alimentou as especulações de que Fidel teria câncer de cólon.
O fato é que ele nunca mais foi visto em público, apenas em fotos, gravações oficiais e publicando artigos sobre várias questões internacionais. "Meu desejo sempre foi cumprir minhas tarefas até o meu último suspiro. No entanto, seria uma traição à minha consciência assumir uma responsabilidade que exige mobilidade e dedicação que não estou em condições físicas de cumprir", explicou no texto. Ao fim de sua mensagem, o líder cubano se refere ao processo político, e diz que conta "com a autoridade e a experiência para garantir plenamente a sua substituição".
Saúde sob sigilo
A renúncia abre caminho, de fato, para que Raúl implemente reformas no país. Mas o plano de transição segue calcado no sigilo absoluto sobre a saúde de Fidel e em lentas mudanças administrativas. Até agora, todos os passos são dados para impedir qualquer vácuo de poder. Apesar de garantir, na carta, que não participará da reunião da Assembléia Nacional para escolher os 31 membros do Conselho de Estado (Poder Executivo), neste domingo, Fidel deve continuar como membro do Parlamento. A nova Assembléia Nacional, eleita no final de janeiro, tem até 45 dias para escolher o chefe do governo do país.
Desde 1976, Fidel vinha sendo eleito e ratificado em todas as eleições, que se realizam a cada cinco anos. Em mensagens que escreveu em dezembro, o ditador afirmou que não se apega ao poder, não obstrui as novas gerações e expressou constante apoio a Raúl. O irmão caçula desperta esperanças de mudanças econômicas que melhorem o cotidiano dos cubanos, e analistas dizem que a transferência formal do cargo lhe daria força para implementar tais reformas. Fidel assumiu o poder em Cuba em 1959, e transformou o país em um Estado comunista.
Durante os 49 anos no poder, ele apoiou movimentos armados de perfil comunista em toda a América Latina, inclusive no Brasil, na Ásia e na África. Mas todas as tentativas de exportar sua revolução fracassaram. Conseguiu resistir a 10 governos norte-americanos e seguidas tentativas de golpe planejadas pela Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA). A ação mais famosa foi a invasão frustrada da Baía dos Porcos, em 1961. Naquele ano, Fidel optou pelo socialismo, se alinhando com a extinta União Soviética (URSS). Os EUA embargaram a economia de Cuba, e a inteligência americana planejou matá-lo.
Fidel sempre foi alvo do amor incondicional de partidários mundo afora, mas também do ódio irrepreensível dos críticos, especialmente pelo cerceamento das liberdades civis e a execução sumária de opositores e desertores do regime. Agora, sem a imunidade que seu cargo lhe outorgava, pode até enfrentar a Justiça. O advogado Manuel Ollé, presidente da Associação Pró-Direitos Humanos da Espanha — que atua na acusação popular aberta na Audiência Nacional de Madri contra as ditaduras do Chile e Argentina —, comparou a situação do cubano à do chileno Augusto Pinochet. Segundo ele, Fidel poderá ser processado por crimes contra a humanidade, torturas e terrorismo.
Condenem-me, não importa, a história me absolverá
Fidel Castro, em outubro de 1953, durante julgamento depois do frustrado ataque ao Quartel de Moncada
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Em nota Fenaj repudia Universal
Jornalistas repudiam intimidação da Universal
A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos do país filiados à FENAJ repudiam, com veemência, a atitude da direção da Igreja Universal do Reino de Deus, que desencadeia campanha de intimidação contra jornalistas no exercício da profissão.
Também apelam aos Tribunais e ao Superior Tribunal de Justiça no sentido de alertá-los para ações que se multiplicam a fim de inibir o trabalho de jornalistas em todo o país. O acesso e a divulgação da informação garantem o sistema democrático, são direitos do cidadão, e o cerceamento de ambos constitui violação dos direitos humanos.
A TV Record, controlada pela Universal, chegou ao extremo, inadmissível, de estampar no domingo, em cadeia nacional, a foto da jornalista Elvira Lobato, autora de uma matéria sobre a evolução patrimonial da Igreja, publicada na Folha de S.Paulo. Por esse motivo, Elvira responde a dezenas de ações propostas por fiéis e bispos em vários estados brasileiros.
Trata-se de uma clara incitação à intolerância e do uso de um meio de comunicação social de modo frontalmente contrário aos princípios democráticos, ao debate civilizado e construtivo entre posições divergentes.
O fato de expor a imagem da profissional em rede nacional de televisão, apontando-a como vilã no relacionamento com os fiéis, transfere para a Igreja a responsabilidade pela garantia da integridade moral e física da jornalista.
A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos exigem que os responsáveis pela Igreja Universal intervenham para impedir qualquer tipo de manifestação de intolerância contra a jornalista.
O episódio nos remete à perseguição religiosa, absurda e violenta, praticada por extremistas contra o escritor Salman Rushdie, autor de Versos Satânicos, e as charges de Maomé publicadas no jornal dinamarquês Jyllands-Posten.
O jornalista Bruno Thys do jornal carioca Extra também é processado pela Universal em cinco cidades do Estado do Rio de Janeiro. O repórter Valmar Hupsel Filho, na capital baiana, já responde a pelo menos 36 ações ajuizadas em vários estados do Brasil, nenhuma delas em Salvador, sede do jornal A Tarde, onde trabalha.
Há evidência de que essas ações, com termos idênticos, estão sendo elaboradas de forma centralizada, distribuídas e depois impetradas em locais distantes, para dificultar e prejudicar a defesa, além de aumentar o custo com as viagens dos jornalistas ou seus representantes.
Encaminhados à Justiça com o nítido objetivo de intimidar jornalistas, em particular, e a imprensa, em geral, esses processos intranqüilizam e desestabilizam emocionalmente a vida dos profissionais e de seus familiares. Ao mesmo tempo, atentam claramente contra os princípios básicos da liberdade de expressão e manifestação do pensamento.
Em um ambiente democrático e laico, é preciso compreender e aceitar posições antagônicas e, mais ainda, absorver as críticas contundentes, sem estimular reações de revanche ou mesmo de pura perseguição.
Este episódio repete, com suas consideráveis diferenças, outras situações em que os meios de comunicação exorbitaram os fins para os quais foram criados. A Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia e demais Sindicatos sustentam que a imprensa não pode se confundir com partidos políticos, crenças religiosas ou visões particulares de mundo.
Brasília, 20 de fevereiro de 2008.
Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas
Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Diretoria Sindicato dos Jornalistas da Bahia
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Tensão no Pará
Cerca de 10 mil pessoas da região de Tailândia, no sul do estado, se postaram à frente de serrarias para impedir a remoção de 15 mil metros cúbicos de madeira ilegal. PF decide adiar operação na Amazônia
A reação de madeireiros do município de Tailândia, no sul do Pará, à remoção de 15 mil metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente e confiscada na semana passada levou ontem a Polícia Federal a adiar o lançamento da Operação Arco do Fogo, que seria desencadeada amanhã em 11 regiões da Amazônia Legal. A ação foi concebida para combater o desmatamento e a extração ilegal de madeira. No final da tarde, o setor de inteligência da PF detectou um movimento iniciado pela manhã pelos proprietários de serrarias da região, que poderia ter reflexos sociais, como a ameaça de demissão de 15 mil trabalhadores em madeireiras da região de Tailândia.
Além disso, uma torre de telefonia celular foi derrubada e parte de uma estrada bloqueada pelos manifestantes. A intenção do movimento é pressionar os governos paraense e federal a terminar as ações contra o desmatamento, que começaram na semana passada com a apreensão da madeira ilegal — a quantidade daria para encher cerca de 500 caminhões.
"Estamos postergando a operação, mas ela irá acontecer", garantiu o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, que foi informado dos acontecimentos por um grupo de inteligência policial que já está atuando em vários estados da Amazônia. Segundo ele, os recursos estão garantidos e serão repassados no momento que a ação for desencadeada. Serão movimentados cerca de 800 homens, entre integrantes da própria instituição, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional de Segurança Pública. O governo pretende fechar parte da Amazônia, principalmente onde foram detectados os principais focos de desmatamento, como no Pará.
Ameaças
"Tivemos que deixar Tailândia só com a roupa do corpo", contou ontem, à Agência Globo, a fiscal da Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema) Deuza Aquino, que ficou em cárcere privado por duas horas, com outros quatro colegas, dentro da serraria Tailaminas Plac Ltda., pertencente a Flávio Sufredini, onde foram apreendidos 822 metros cúbicos de madeira em tora. Os fiscais somente foram resgatados após a chegada do batalhão de choque da Polícia Militar e levados sob escolta policial para o município de Goianésia.
Os madeireiros ameaçavam tocar fogo nos caminhões enviados ao município de Tailândia pelo governo do Pará para transportar a madeira até a capital do estado. Insufladas por empresários, cerca de 10 mil pessoas impediram o transporte da madeira, ocupando as portarias das serrarias do município e fazendo ameaças aos fiscais que comandavam a operação de retirada das toras cortadas ilegalmente, segundo constataram o Ibama e a Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema) na primeira etapa da operação Guardiões da Amazônia — ação do governo paraense que antecederia a deflagração do movimento da PF.
Populares chegaram a tocar fogo em pneus jogados sobre uma das pontes da rodovia PA-150, que corta Tailândia ao meio, para impedir que 15 caminhões contratados pelo governo do estado transportassem as toras de madeira apreendidas que estão guardadas nos pátios das próprias madeireiras.
Também foram fechados todos os acessos aos pátios das madeireiras Taiplac, Primavera e G.M Sufredini Industrial, as que sofreram as maiores baixas na operação Guardiões da Amazônia. Na madeireira Taiplac, os fiscais do Ibama encontraram mais de 5 mil metros cúbicos de toras armazenadas, todas cortadas ilegalmente.
Em operações anteriores, o Ibama apreendia a madeira, mas a deixava nos pátios das serrarias, com o próprio madeireiro como fiel depositário. Na maioria das vezes, a madeira era extraviada e muitas vezes retirada de forma legal graças a liminares obtidas na Justiça. (Correio Braziliense)
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Ana Júlia vai enfrentar madeireiros
Reagindo à pressão dos madeireiros da região de Tailândia, no sul do Pará, a governadora do estado, Ana Júlia Carepa, endureceu o discurso e afirmou que não recuará na decisão de retirar das empresas a madeira extraída ilegalmente e apreendida na quarta-feira da semana passada. “Não cederemos às pressões dos madeireiros. O compromisso do nosso governo é com todo o estado do Pará e não com aqueles que usam nosso solo apenas para extrair riqueza e depois abandoná-lo”, atacou Ana Júlia.
No último dia 13, uma megaoperação conjunta do governo do Pará e do Instituto Nacional dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resultou na apreensão de 10 mil metros cúbicos de madeira ilegal. Os madeireiros bloquearam a rodovia PA-150 com o objetivo de impedir a saída da madeira. Localizado a 240km da capital, Belém, o município de Tailândia é apontado como uma das 10 cidades mais violentas do Brasil e reúne grande número de serrarias e fornos para a produção de carvão.
Para tentar conter os ânimos e liberar a rodovia PA-150 em Tailândia, o comando da Polícia Militar destacou para o município uma guarnição aquartelada no município de Goianésia e, até o fechamento desta edição, ainda aguardava instruções da governadora para, se necessário, enviar um batalhão de choque da capital.
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Análise de vetos do Executivo examina registro de jornalistas
Projeto que define regras para a imprensa é um dos 13 vetos em votação hoje. Ainda restam 885 na pauta, alguns há mais de dez anos
O Congresso pretende analisar hoje o veto presidencial ao projeto que transfere do Ministério do Trabalho à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) a atribuição de conceder registro profissional aos jornalistas. A proposta, do ex-senador Carlos Bezerra (PMDB-MT), foi aprovada pelos parlamentares em 1999, mas vetada no mesmo ano pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
No veto, cuja mensagem foi enviada ao Senado em 20 de julho de 99, FHC argumenta que o projeto é inconstitucional. Ontem, os líderes partidários no Senado concordaram em incluí-lo na pauta de13 vetos selecionados entre 885 para serem votados hoje. Todos se concentram no governo de FHC e no do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Embora haja um acordo para manter as decisões presidenciais, nenhum senador explicou por que o projeto sobre jornalistas será apreciado. É, inclusive, o primeiro item da cédula de votação, que será secreta e contará com a participação dos senadores e deputados. Para um veto ser derrubado, é necessária a maioria absoluta de cada Casa. Ou seja, 257 deputados e 41 senadores.
A assessoria do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), informou que ele escolheu as propostas "menos polêmicas" e que todas foram aceitas pelos líderes. "A sinalização que temos é para manter todos os vetos", afirmou a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC). "Vou votar no sentido de manter o veto", disse o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que era o ministro do Trabalho na época do veto de FHC.
Uma sessão do Congresso foi convocada para hoje, a partir de 11h, somente para analisar vetos. O objetivo é limpar a enxurrada de decisões desse tipo que descansam no parlamento. Além do projeto relacionado ao exercício do jornalismo, o Congresso pretende apreciar temas ligados ao sistema nacional de habitação, código penal, atribuições das Forças Armadas, entre outras coisas.
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Executiva elege amanhã novo líder do PDT na Câmara
O deputado Miro Teixeira (RJ) pode ser reeleito.
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Relator corta R$ 13 bi do OGU
O relator-geral do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), fez cortes de R$ 12,4 bilhões no parecer final do Orçamento para compensar as perdas de arrecadação com o fim da CPMF. O relatório, que já foi distribuído à imprensa, será apresentado em instantes, em entrevista coletiva no plenário 2. Do total dos cortes, R$ 3,56 bilhões serão em despesas com pessoal; R$ 6,84 bilhões em custeio e R$ 2 bilhões em investimentos.
O Executivo, que detém 91% do Orçamento, será responsável pelo maior esforço na redução das despesas, com corte de R$ 11,35 bilhões. Os cortes atingem R$ 310 milhões do orçamento do Legislativo; R$ 740 milhões do Judiciário e R$ 70 milhões do Ministério Público. Na semana passada, o relator havia anunciado um corte de R$ 12,26 bilhões, ou seja, houve um aumento na previsão de quase R$ 150 milhões.
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Reforma Tributária na pauta
Amanhã, o ministro da Fazendo, Guido Mantega apresenta a proposta ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse esperar que o Governo consiga aprovar parte da reforma. Ele reconheceu, entretanto, que não será uma tarefa fácil.
Em ano eleitoral é pouco provável que o Governo consiga mobilizar sua base em Brasília para votar uma matéria tão polêmica; não só por sua complexidade, mas, sobretudo, deputados e senadores não ficarão em Brasília para debater essa matéria com a disputa eleitoral municipal a pleno vapor.
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Paulo Amorim selecionado em Madri


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Miro recorre ao STF para revogar Lei de Imprensa
O Brasil se redemocratizou, revogou a Lei de Segurança Nacional, derrubou a Lei de Greve, mas ainda convive com a Lei de Imprensa na condição de um dos únicos países do mundo a impor restrições à liberdade de expressão, contrariando recomendação da ONU em prol da criação de leis que facilitem às sociedades o acesso à informação.
Cansado de tentar acabar com a lei via Congresso, o deputado Miro Teixeira entrará hoje no Supremo Tribunal Federal, em nome do PDT, com um pedido de revogação, alegando que a legislação, em vigor há mais de 40 anos, fere a Constituição de 1988 em diversos artigos que asseguram a liberdade de imprensa e de expressão e o direito à informação.
"É uma vergonha que o Brasil ainda conviva com algo que é produto de um Estado autoritário, instrumento violento de restrição das liberdades civis em geral e da liberdade de comunicação em particular."
A realidade política mudou, o processo de aperfeiçoamento das comunicações se acelerou, mas o Brasil ficou na contramão do mundo e da realidade atual.
O Congresso avaliza a situação. Há anos os parlamentares não só arrumam justificativas para mantê-la como, de quando em vez, aparece alguém querendo impor ainda mais restrições.
A razão, na opinião de Miro, primeiro ministro das Comunicações do governo Luiz Inácio da Silva, é uma só: "Interessa às autoridades."
O deputado, na condição de advogado do PDT, apresenta uma "argüição de descumprimento de preceito fundamental" da Constituição porque não pode entrar com ação de inconstitucionalidade contra leis anteriores à Carta e a Lei de Imprensa foi editada em 1967, nos primórdios da fase mais dura do regime militar.
Ele preparou uma alentada petição de 50 páginas, onde cita juristas e votos já proferidos na Justiça sobre a caducidade da Lei de Imprensa frente à Constituição, invoca a Declaração Universal dos Direitos Humanos e demonstra como a legislação se mostra "imprestável" até mesmo para a resolução de conflitos decorrentes de agressão a outros direitos fundamentais.
A proteção a crimes contra a honra já está contemplada no Código Penal, sendo que a Lei de Imprensa prevê penas mais severas aos jornalistas que as previstas para o restante dos cidadãos.
Quanto às indenizações por danos morais, tampouco têm sido acolhidas na proporção das "tarifas" previstas pela Lei de Imprensa.
Miro Teixeira registra como preceito constitucional agredido pela Lei de Imprensa a figura da "exceção da verdade". Por esse instrumento, quem for processado por determinadas autoridades públicas, entre elas o presidente da República, não pode produzir provas de que disse a verdade. Pode, no máximo, se retratar ou se defender.
Isso - aqui o deputado cita Aliomar Baleeiro - "faz do presidente e de outros funcionários graúdos umas criaturas divinas e intocáveis, acima do bem e do mal, cujos crimes e fatos desabonadores, embora verdadeiros, não podem ser denunciados ou comentados".
Recorre também à lição de Nelson Hungria, que serve à perfeição para outras questões em pauta: "Nos países não empolgados pelo autoritarismo estatal, o exercício dos cargos públicos, criados para servir ao interesse coletivo, não pode deixar de ficar exposto à censura pública, à sindicância do cidadão em geral."
Por incrível que pareça nos dias de hoje, a Lei de Imprensa permite a apreensão e destruição de impressos, o que obviamente se configura censura prévia. Mesmo quando determinada pela Justiça, cujas decisões não estão livres do vício do arbítrio.
A anacrônica legislação também prevê penalidades para a "subversão da ordem política e social" a notícias ou publicações assim subjetivamente consideradas. Hoje juiz algum, em sã consciência, aplicaria esse dispositivo. Mas ele está lá, como assombração, podendo ser usado por eventuais insanos e inconscientes no tocante ao direito primeiro, não da imprensa, mero instrumento, mas do cidadão.
Por fim, no arremate da petição, Miro Teixeira diz que pode gerar estranheza um partido político recorrer à Justiça e não ao Congresso para revogar uma legislação.
Alega, porém, a dificuldade de resto exposta no fracasso das inúmeras tentativas de pôr o assunto na pauta do Legislativo e vai buscar a explicação em O Príncipe, de Maquiavel.
"Não há coisa mais difícil nem de êxito mais duvidoso, nem mais perigosa, do que o estabelecimento de novas leis. O novo legislador terá por inimigos todos aqueles a quem as antigas leis beneficiavam, e terá tímidos defensores nos que forem beneficiados pelo novo estado das coisas." - Dora Kramer (O Estado de S. Paulo)
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Vale quer siderúrgica no Pará
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Ato para cobrar as reformas
Representantes de cinco partidos da esquerda brasileira se unirão num ato político, às 15h desta quarta-feira (20), por reformas democráticas no Brasil. O evento, que acontecerá no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, reivindicará a necessidade de reformas política, tributária, educacional, agrária e urbana.
O ato reunirá lideranças do PSB, PDT, PCdoB, PRB e PT. A ação tem o objetivo de construir uma unidade política em torno dos temas da grande política no País. A proposta é sistematizar e colocar cada um dos principais setores de ação governamental como prioridade na agenda política.
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Confira as regras para as eleições brasileiras de 2008
Pleito de 2008
Veja regras para os candidatos nas eleições municipais
Os preparativos para as eleições municipais, que acontecem no dia 5 de outubro deste ano, já começaram. Quem planejava concorrer ao pleito e ainda não é filiado a partido político já está fora desta disputa. A Lei das Eleições (9.504/97) determina que os candidatos estejam filiados e comprovem domicílio há pelo menos um ano antes do pleito.
De acordo com o calendário eleitoral, o próximo compromisso dos partidos é publicar, até o dia 8 de abril, no Diário Oficial da União, as normas para a escolha e substituição de candidatos e para a formação de coligações, caso estas regras não estejam previstas em seu estatuto.
Para lançar seus candidatos, as legendas também têm de cumprir outras determinações da legislação eleitoral.
Convenção
Para concorrer, o candidato a qualquer cargo tem de ser escolhido em convenção do partido. Nessa reunião, que pode ser feita entre 10 e 30 de junho, as legendas também decidem sobre as coligações com outros partidos. A ata tem de ser redigida em livro aberto e rubricada pelo juiz eleitoral. Os detalhes sobre a convenção são disciplinados no estatuto de cada agremiação.
De acordo com a Lei das Eleições, os partidos podem usar gratuitamente prédios públicos para realizar o evento.
Candidaturas
Segundo o artigo 10 da Lei das Eleições, a quantidade de candidatos à Câmara Municipal a ser registrada pelo partido pode chegar a até 150%, ou seja, uma vez e meia, do número de lugares a preencher. Já a coligação, independentemente de quantas legendas estão juntas, pode lançar candidatos até o dobro do número de cadeiras em disputa.
Ainda de acordo com esse artigo, nas eleições proporcionais (vereadores), os partidos têm de reservar o mínimo de 30% e o máximo de 70% das candidaturas de cada sexo (parágrafo 3º, artigo 10).
Registro
Após a escolha em convenção, o partido pede à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos. Nas eleições municipais, os registros, tanto do prefeito quanto do vereador, são apresentados no cartório eleitoral do município pelo qual vão concorrer. O prazo final é 5 de julho.
Caso o partido não apresente a candidatura neste prazo, o próprio candidato pode requisitá-la até o dia 7 de julho, também no cartório eleitoral.
A Constituição Federal determina que o candidato a prefeito deva ter, pelo menos, 21 anos. Já os vereadores devem ter, no mínimo, 18 anos. Todos devem ter a nacionalidade brasileira e estar no pleno exercício dos direitos políticos. Não há exigência de escolaridade, mas os analfabetos não podem concorrer a cargo eletivo.
Os vereadores, assim como os prefeitos que estão exercendo o primeiro mandato, não precisam sair do cargo para tentar a reeleição. Caso o prefeito queira concorrer a uma vaga de vereador, tem de renunciar ao mandato até seis meses antes do pleito, ou seja, até 5 de abril.
Até o dia 5 de março, o Tribunal Superior Eleitoral vai aprovar Resolução com as demais regras sobre a escolha e o registro de candidatos nas eleições municipais.
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Procurados vivos ou mortos
e Ayman al-Zawahiri (D)
Paga-se recompensa de 27 milhões de dólares para o primeiro e 25 milhões de dólares para o segundo.
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Líbano: uma tragédia sem fim
Antes de Osama Bin Laden, havia Imad Mughniyah. Durante duas décadas, até que seu nome fosse eclipsado pelo ataque às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, o libanês Mughniyah esteve no topo da lista dos mais procurados do governo americano e, obviamente, também na relação israelense dos marcados para morrer. Na terça-feira passada, ele foi morto por uma explosão que destruiu seu Mitsubishi Pajero num bairro nobre de Damasco, a capital da Síria. Só então sua figura corpulenta e grisalha se tornou pública, em fotos divulgadas pelo Hezbollah, do qual era oficialmente vice-secretário-geral. Antes só eram conhecidas fotos pouco nítidas tiradas dele na juventude. A obscuridade reflete o mundo de sombras em que o terrorista perambulava desde a guerra civil libanesa. Sua face não era conhecida, mas sua mão esteve nos atentados mais sangrentos, como a destruição do prédio de uma associação beneficente judaica que matou 85 pessoas em Buenos Aires em 1994. Há dois anos, a Argentina decretou sua prisão pelo crime. A contribuição mais duradora de Mughniyah para os anais das atrocidades modernas foi a introdução do atentado suicida no Oriente Médio.Mais aqui (para assinantes)>>
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Na viagem apenas o essencial
Brasil e a democracia do comando e controle. A ditadura que não acabou... Mais PT impossível.
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Da série: imagem documento
Comício histórico de Jango na Central do Brasil (Rio de Janeiro) 1964, estopim para o golpe militar e deposição do presidente.
O Regime Militar de 1964 no Brasil se iniciou imediatamente após o Golpe Militar de 1964. Para mostrar à opinião pública mundial que o início do movimento era lícito, este foi definido como um “movimento legalista”, uma “revolução democrática”. Para tal, a explicação dada pelo general Olímpio Mourão Filho, era que o golpe seguiu os trâmites legais. A afirmativa era que Jango estava abusando do poder e deveria ser substituído de acordo com a Lei.
Tal extrato histórico mergulhou o país nas trevas da ditadura militar.
O sepultamento definitivo da ditadura
Em 8 de maio de 1985, o congresso nacional aprovou emenda constitucional que acabava com os últimos vestígios da ditadura. Algumas das medidas aprovadas:
Por 458 votos na câmara e 62 no senado foi aprovada a eleição direta para presidente (mas em dois turnos); Com apenas 32 votos contra na câmara e 2 no senado, foi aprovado o direito ao voto para os analfabetos; Os partidos comunistas deixaram de ser proibidos; Os prefeitos de capitais, estâncias hidrominerais e municípios considerados de segurança nacional voltavam a ser eleitos diretamente; O Distrito Federal passou a ser representado no Congresso Nacional por três senadores e oito deputados federais.
Acabou com a fidelidade partidária; Finalmente em 28 de junho, Sarney enviou a emenda constitucional que convocava a Assembléia Nacional constituinte, que foi aprovada em 22 de novembro (Emenda Constitucional 26). Na verdade, por uma convenciência política, a Constituinte seria composta pelos mesmos deputados legisladores.
Eleita em 15 de novembro de 1986 e empossada em 1 de fevereiro de 1987, a constituinte funcionou até 5 de outubro de 1988 quando foi promulgada a Constituição.
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Se você for candidato, ouça
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Lero-lero não!
Ana Júlia Carepa inaugurou hoje numa festança entusiasmada, o trecho de 148 km da PA-279, no trecho estratégico a partir do município de Xinguara, em direção à São Félix do Xingu.
Na ilharga da Bancadinha (cinco federais e dois estaduais), Ana Júlia Carepa sinalizou que a prosa é uma em Belém, e outra no centro nervoso do Carajás.
Pessoalmente acredito que a governadora, sem polemizar, deu sinais evidentes de maturidade política.
Não apropriou-se da obra iniciada no governo anterior, porém, deu uma acertiva correta ao deixar claro uma coisa fundamental sob o ponto de vista poltíco: que seu mandato é para governar para todo o "meu Estado", sabendo, no fundo de sua alma, que o Carajás é apenas questão de tempo.
Um elemento na política que a língua inglesa enquadra com extraordinário poder de síntese: time on.
Nota 10 é o que o blog aplaude em relação à atitude de Carepa que não caiu numa pegadinha armada pela "companheirona ?" ten Caten, em Marabá, sob a singela (que raça mais descarada) justificativa de "SEU" aniversário!
Faltou só o cara-de-pau do Zé Geraldo no pé do ouvido da governadora dizer:
- Vamo lá. Vamos dançar!
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Qual o seu conceito de segurança?
Luis, Fernando, Márcia, Josélia e Ricardo, foram passear.
Saíram de suas respectivas casas e encontraram-se no Plano Piloto, mais especificamente no Bar Monumental -- um dos mais tradicionais de Brasília --, no início da Asa Sul, próximo demais até do centro do Poder.
Ao ouvir o relato desses amigos, jamais poderia imaginar que, num ponto tradicional da saída do não menos tradicional "Bloco Pacotão", uma sociedade que vai muito além de poetas mortos da incipiente tentativa de agitação da Quadra Momesca em Brasília, pudesse passar tão apertado, como passou, o que seria o derradeiro "grito'" de convocação para o desfile final que haveria logo, logo mais, depois, na descida tão logo se chegasse à pista que dá acesso ao Eixo Monumental, na altura da Catedral de Brasília. E o Pacotão na rota, simplesmente, diferente do tradicionalmente acertado, pegou foi muita porrada da PM.
Da PM não! Do Bope.
As vítimas, em sua maioria, eram foliões do galinho de Brasília (não pernambucanos de Olinda, porém, apaixonados pelo Frêvo) agitando enquanto a hora não atropelasse a animação e a alegria; interrompida por balas de borracha, bombas de efeito moral e distribuição gratuíta de supapos, sprays de pimenta e mostarda, acompanhadas num farto cardápio de bombas de efeito moral e muita porrada com cassetete pelo Bope (lá, como no filme Tropa de Elite, também apareceu um zinho à modo do capitão Guimarães).
É Brasília. A Capital do Brasil.
O governador José Roberto Arruda quer o fígado dos indigitados após ser informado da tertúlia e seus estragos, logo após chegar de uma viagem de trabalho a Washington (USA).
E os brincantes do Pacotão estão conferindo até agora os danos, pontos e perfis arroxeados com a ação de verdadeiros brucutus das cavernas.
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A Vale e a dívida
Se for confirmada a incorporação da mineradora suíça Xstrata pela Vale, nos termos divulgados, não poderá ser ignorado o impacto do negócio sobre a dívida externa.
O projeto inicial, sujeito ainda a voltas e reviravoltas, prevê não apenas o pagamento de cerca de US$ 35 bilhões em ações preferenciais da própria Vale, mas, também, o de uma parcela de aproximadamente US$ 50 bilhões em dinheiro vivo a ser providenciada por empréstimo concedido por um pool de bancos.
Hoje a dívida externa brasileira bruta alcança cerca de US$ 200 bilhões. Como mostra a tabela, o último dado divulgado pelo Banco Central é de dezembro, que aponta um saldo de US$ 197,7 bilhões. Desse total, apenas US$ 70,1 bilhões constituem passivo do setor público, a parcela que o mercado denomina dívida soberana. Os demais US$ 127,6 bilhões são compromissos do setor privado brasileiro (empresas e instituições), incluídas aí as obrigações de curto prazo.
Como as reservas externas alcançam US$ 189 bilhões, a dívida externa brasileira líquida, que inclui o passivo do setor privado, é irrelevante; não é superior a US$ 11 bilhões. Mas, se a Vale brasileira tomar um empréstimo de US$ 50 bilhões, a dívida externa bruta dará um salto de 25%.
Se, por exemplo, a operação viesse a ser fechada pela canadense Inco, incorporada pela Vale em outubro de 2006, a dívida externa brasileira não aumentaria. Mas a Inco não parece ter patrimônio suficiente para assumir um passivo dessas proporções.
A questão não é apenas teórica. As agências de classificação de risco têm argumentado que uma das razões pelas quais ainda não foi conferido o grau de investimento aos títulos de dívida do Brasil é a de que a dívida externa total ainda é maior do que as reservas externas em poder do Banco Central. É um argumento capenga porque a classificação de risco alcança apenas a dívida soberana (dívida pública); não se estende à dívida privada. Em todo o caso, ele vem sendo usado para justificar essas demoras, sob o argumento de que, no Brasil, o monopólio do câmbio deixa as empresas dependentes do Banco Central no suprimento de moeda estrangeira para pagamento de compromissos no exterior. E se a dívida der um salto assim, esse argumento poderia, em princípio, ser usado para justificar novos adiamentos para o reconhecimento do grau de investimento.
Nas últimas semanas, setores nacionalistas vêm criticando a proposta de compra de empresas lá fora por grandes corporações brasileiras. Na base dessas críticas está a idéia de que um país em desenvolvimento como o Brasil não deveria exportar investimentos, especialmente se os recursos provêm de endividamento externo. Deveria, argumentam, aplicá-los no País, onde as necessidades de capital são maiores.
Esse raciocínio está viciado porque não leva em conta dois fatores. O primeiro deles é o de que não fechar negócios assim é deixar a oportunidade para os chineses e fundos soberanos de outros países. O segundo é o de que o investimento no exterior hoje é garantia de entrada futura de lucros e, portanto, de maior capacidade de investimentos, dentro ou fora do País. E aumenta a capacidade de pagamento da dívida externa brasileira.
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Dirigentes do PT usam cartão corporativo
Chega agora ao conhecimento público que dirigentes regionais do PT estão entre os usuários de cartões corporativos do governo federal, incluindo três tesoureiros de diretórios estaduais.
Pelo menos mais sete integrantes de executivas ou diretórios petistas, além de um ex-prefeito e de três candidatos a deputado estadual em 2006, estão entre os encarregados por diversos ministérios de fazer saques e comprarem com os cartões. Um deles, candidato em Alagoas, sacou 41% do total do ano nas três semanas que antecederam a campanha, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo.
Com a revelação de mais esses absurdos, a sensação que se tem é que essa gente não tem limite, critério e até mesmo qualquer decência com o trato da coisa pública. Público pelo visto, para esses personagens, não é o coletivo, é o privado.
Esse dinheiro entesourado com o recolhimento de um conjunto perverso – um dos maiores do mundo – de impostos que o povo brasileiro é obrigado a pagar, é torrado sem qualquer cerimônia para fins particulares ou de interesses puramente partidário.
Até quando? Podia-se perguntar. Até quando Deus quiser deveras, visto que a pizza já está sendo preparada por pizzaiolos experientes numa CPI que sequer foi aberta é que já gera uma disputa de vida ou morte para os nomes a serem ocupados para presidí-la e relatá-la.
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Governo quer repactuar prazos de aumentos dos servidores
Os servidores aguardam ansiosos pela próxima quinta-feira, quando voltam a se reunir com o Ministério do Planejamento para discutir reajustes e plano de cargos e salários. Na semana passada, um encontro com o ministro Paulo Bernardo foi cancelado, o que aumentou a insatisfação dos servidores e motivou um discurso mais duro por parte dos sindicatos. “Tudo o que o governo menos quer agora é uma greve geral. Mas se não tivermos uma posição oficial, pode ser difícil controlar os servidores”, afirma Josemilton Costa, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal. Ele classifica como “estratégia lógica” a decisão do governo de protelar novas contratações para não gerar mais desgaste com o funcionalismo.
Em janeiro, o ministro assegurou que os concursos com edital publicado estavam assegurados. Sendo assim, pelo menos 12.661 vagas em 10 concursos estão a salvo das medidas de contenção de gastos. “Alguns casos de concursos que já foram autorizados ou pactuados com o Ministério Público não temos por onde interromper”, anunciou o ministro no início do ano. O número de concursos autorizados é pequeno — 22,5% — diante da previsão do governo federal de se ocupar mais 56 mil vagas em 2008. De acordo com a estratégia revelada pelo deputado Gilmar Machado, o governo pode até realizar as seleções, mas deve protelar as contratações.
Previsão de gastos
Recursos inicialmente previstos no Orçamento de 2008
Recomposição salarial
Judiciário R$ 221,64 milhões
Ministério Público R$ 104,32 milhões
Executivo R$ 3,7 bilhões
Total R$ 4 bilhões
Concursos
Legislativo R$ 106,83 milhões
Judiciário R$ 647,17 milhões
Ministério Público R$ 111,31 milhões
Executivo R$ 1,03 bilhão
Total R$ 1,89 bilhão
TOTAL GERAL R$ 5,9 BILHÕES
REDUÇÃO
R$ 12,26 bilhões
será o tamanho dos cortes nos Três Poderes
621
emendas coletivas têm reservados
R$ 10,15 bilhões
8.998
emendas individuais foram mantidas, sem cortes
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A dívida da Vale
Para quem duvidada da existência da dívida, basta conferir os dados sobre execução contra a mineradora:
Processo de cobrança nº 950.977/2007 - Valor R$ 460.344.776,08
Inscrição na dívida ativa: nº 171/2008
Execução fiscal nº: 2008.39.00.002067-8 - Justiça Federal - TRF1 – Belém (PA)
Em tempo. A Vale fez um acordo nos autos de cobrança idêntica na semana passada com os municípios mineiros no raio de influência de seus projetos.
E estamos conversados.
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O Vale dos Tribunais


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Para faraó nenhum botar defeito
Os prédios suntuosos erguidos pelo Judiciário em Brasília, ao custo de R$ 2,1 bilhões, são uma prova de como é possível cortar gastos no poder público
Isabel Clemente e Murilo Ramos
NA MIRA DOS PROMOTORES
Visto assim do alto, o setor de administração Federal Sul, em Brasília, mais parece o céu no chão. Nesse pedaço da capital, à direita da Praça dos Três Poderes, o Judiciário e o Ministério Público Federal vêm erguendo há dez anos um dos mais sofisticados e dispendiosos conjuntos de edifícios públicos do país. Os prédios do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), da Procuradoria-Geral da República e do anexo do Supremo Tribunal Federal (STF) compõem um monumento comparável às Pirâmides de Gizé, erguidas por escravos para sepultar os faraós do antigo Egito. No Vale dos Tribunais foi sepultado mais de R$ 1,3 bilhão de dinheiro oficial, a preços atualizados. Outros R$ 800 milhões serão gastos nas novas sedes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Federal (TRF-1), que ficarão prontas em três anos.
São pirâmides de aço, concreto e vidro que trazem a assinatura de Oscar Niemeyer e exibem números monumentais. Só na estrutura do prédio do STJ, com paredes de meio metro de espessura, foram consumidos 59.000 metros cúbicos de concreto especial, 20% mais do que se usou para erguer o estádio do Morumbi. Quando as novas sedes do TSE e do TRF-1 estiverem prontas, o Vale dos Tribunais terá acumulado mais de 150.000 metros quadrados de vidros especiais. É material suficiente para forrar de espelhos e vidros fumês a nova pista do aeroporto de Brasília, com seus 3,5 quilômetros de extensão e 40 metros de largura.
O concreto usado na sede do STJ daria para construir uma centena de edifícios comuns de dez andares. São 133.000 metros quadrados de área construída para 4.500 servidores. Na média, 30 metros quadrados por servidor. Não é preciso comparar com a taxa da iniciativa privada para constatar que o exagero também é monumental. A estatal Petrobras, maior empresa da América Latina, tem 25 mil empregados em dez edifícios no Rio de Janeiro. Somados, têm uma área construída de 420.000 metros quadrados: média de 16,8 metros quadrados por empregado. No novo TSE, a área por servidor será de 55 metros quadrados por servidor. No TRF-1, será de 80, segundo o cálculo do procurador da República Rômulo Conrado, que ajuizou ação pública para tentar embargar a obra.
Segue...
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Valciney quer maior envolvimento da Amat na criação do Carajás
Valciney também quer mais envolvimento entre os prefeitos que integram a entidade para que as ações sejam não só debatidas, mas também efetivadas, uma vez que as conquistas da associação dependem dessa agregação. E é justamente a reunião de todos os prefeitos uma das dificuldades enfrentadas pela Amat.
"Não é muito fácil reunir os prefeitos em sua totalidade e esse é um ponto importante, pois a Amat funciona como um fórum para debater os problemas da região. Em 2006, por exemplo, nos mobilizamos em Brasília para discutir os repasses de recursos para a região sul/sudeste do Pará", lembra Valciney.
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Mulholland pressionado à deixar o cargo
Comissão pede saída de reitor da UnB
Demétrio Weber
"As universidades estatais foram apropriadas por sua comunidade", diz Cristovam
BRASÍLIA. O presidente da Comissão de Educação da Câmara, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), defendeu ontem que o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, deixe o cargo. Para Vieira, a divulgação de que a universidade gastou R$470 mil com móveis e artigos de luxo, inclusive uma lixeira de R$990, para mobiliar seu apartamento funcional inviabilizou a permanência de Mulholland à frente da instituição:
- Não há mais condição, perante a sociedade brasileira, de que o Timothy continue como reitor da UnB. Houve um abuso. É preocupante ver a autonomia universitária, que se quer cada vez maior, ser usada para estabelecer prioridades que nada tem a ver com a finalidade da instituição. Como reitor, deveria ter dito: "não aceito" (os móveis e artigos de luxo comprados para a residência oficial).
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB quer o afastamento temporário de Mulholland enquanto durar a investigação sobre os gastos. Na próxima quarta-feira, o DCE pretende protocolar representação no Ministério Público Federal pedindo a apuração do caso.
- Não queremos fazer prejulgamento, mas todos os mecanismos de auditoria de contas dentro da universidade passam pela chancela do reitor. Qualquer investigação fica prejudicada com a presença dele - disse o coordenador do DCE, Fábio Felix.
Conselho Universitário é presidido pelo próprio reitor
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que foi ministro da Educação e, de 1985 a 1989, reitor da UnB, classificou o episódio como um desastre. Ele lembrou que, ao assumir a reitoria, providenciou a venda do apartamento funcional da instituição e aplicou o dinheiro no campus. Cristovam disse que Mulholland deve um pedido de desculpas à sociedade, mas considerou prematuro falar em destituição do cargo.
- As universidades estatais foram apropriadas pela sua comunidade. Cada professor, funcionário e estudante acha que é dono, como se a universidade não pertencesse ao país. Houve uma apropriação do patrimônio estatal pelas corporações. O dinheiro deveria ir para os laboratórios de biologia, computação.
Internamente, o Conselho Universitário, que é presidido pelo reitor e reúne diretores de faculdades e estudantes, é a instância com poder para destituí-lo do cargo. Até ontem não havia reunião marcada. As aulas na UnB só começam em março.
O coordenador-geral do DCE cobrou investimentos nos cursos, afirmando que o custeio de nenhum deles em 2007 consumiu mais do que as despesas com o apartamento funcional, uma cobertura num prédio de luxo na Asa Norte, no Plano Piloto:
- Nos laboratórios falta reagente, na biblioteca falta acervo. Mais de 400 pessoas vivem na Casa do Estudante com falta de água, luz e goteiras.
Procurado pelo GLOBO, Mulholland não quis dar entrevista ontem, um dia após anunciar que deixou o apartamento. A reitoria confirma os gastos para mobiliar a cobertura, e sustenta que a despesa foi de R$350 mil. O Ministério Público do Distrito Federal vai acionar o Ministério Publico Federal para cobrar o ressarcimento aos cofres públicos.
Reitor deixa imóvel de luxo Erika Klingl - Da equipe do Correio
InvestigaçãoTimothy Mulholland toma decisão após repercussão sobre gastos com reforma e compra de mobília do apartamento de propriedade da UnB. Não satisfeito, Ministério Público quer devolução de dinheiro
O reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, deixou o luxuoso apartamento da 310 Norte, onde morava havia um ano, e que foi decorado com recursos repassados pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). A decisão de sair da cobertura do prédio da Fundação Universidade de Brasília (FUB) foi tomada após a divulgação das cifras gastas na decoração do imóvel. Ao todo, foram usados, de acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), R$ 470 mil em mobiliário e equipamentos, como uma cafeteira de R$ 499 e R$ 69 mil em cadeiras, poltronas, uma mesa de centro, uma cabeceira de cama e um banco (veja a lista).
O dinheiro para equipar o apartamento veio do Fundo de Apoio Institucional (FAI), abastecido pela Finatec. A resolução nº 001/1998 do Conselho de Administração da UnB, de 30 de dezembro de 1996, determina que 10% de todos os recursos captados pela Fundação devem ir para o FAI. O destino desse dinheiro é sempre definido pelo Conselho da UnB. Em 6 de julho de 2006, o grupo determinou que parte desse valor deveria arcar com todos os gastos de moradia do cargo de reitor, incluindo o condomínio e estrutura do imóvel. Foi a partir daí que se decidiu pela ocupação e compra de mobiliário para a cobertura.
A direção da Finatec faz questão de deixar claro que o recurso usado no apartamento não saiu do orçamento para pesquisa e extensão científica. Também ressalta que a decisão de gastar o dinheiro do Fundo com o apartamento não tem relação com a Fundação. “Os recursos são da UnB. O Conselho Superior da instituição se reúne, delibera sobre as necessidades da instituição, requisita a compra para a Finatec, que cota os valores e, por fim, doa os itens comprados para a universidade”, explicou o advogado Francisco Queiroz Caputo Neto, que representa a Finatec. “No caso do apartamento, como as decisões eram muito subjetivas, a fundação já recebeu a indicação do que comprar e onde comprar.” No pedido havia até a loja e o código do item a ser adquirido. “O dinheiro gasto para o apartamento não é público, veio da Finatec, uma fundação privada. Ao repassar os recursos para a FAI, o destino deles é decidido, aí sim, exclusivamente pela UnB”, completa Caputo Neto.
Carta A decisão do reitor de deixar a cobertura foi anunciada por meio de uma carta pública à comunidade acadêmica. Pelo documento, Timothy informou que decidiu pela imediata desocupação do imóvel e pela destinação do local exclusivamente para atividades de representação da instituição federal de ensino superior. Ou seja, a partir de agora, o apartamento só poderá ser usado em recepções sociais e oficiais. Para o promotor Ricardo Antônio de Souza, da Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social, sair do apartamento não é suficiente. “Nesse caso, deve haver ressarcimento aos cofres públicos”, afirma.
Ontem, Timothy não estava mais no imóvel. “Sem qualquer apego pessoal, sensível às preocupações da comunidade universitária e para preservar a instituição, determinei que o imóvel seja reservado — exclusivamente — para atividades de representação da Universidade”, citou o reitor, por meio da carta. A estratégia da reitoria é desvincular a imagem de luxo e desperdício de dinheiro para equipar o apartamento da imagem do reitor e da UnB, que sofre com falta de recursos para pagar contas de consumo e melhorias na casa dos estudantes. A assessoria da instituição ressalta que o valor gasto na montagem do imóvel foi de R$ 350 mil e não R$ 470 mil.
Saída No início da tarde de hoje, representantes dos universitários, dos moradores da Casa dos Estudantes e dos docentes da instituição vão se reunir para redigir um manifesto conjunto de repúdio ao caso. “O reitor tem que se licenciar do cargo”, afirma Fábio Felix, coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB. De acordo com ele, todas as medidas jurídicas, políticas, institucionais e não institucionais estão sendo tomadas para pressionar o afastamento dos envolvidos, inclusive o reitor, e para agilizar o andamento das investigações feitas pelo MPDFT.
“O reitor é presidente do Conselho da UnB, que decidiu pela reforma do apartamento. Para nós, está muito claro o envolvimento dele. O afastamento é fundamental para que as investigações não sejam prejudicadas”, diz Felix. “A reforma do apartamento pode ser até legal, mas é imoral”, completa. Além do DCE, participarão da reunião representantes da Associação dos Docentes da UnB (AdUnB), do Sindicato dos Servidores da Fundação Universidade de Brasília (Sintifub) e da Associação dos Moradores da Casa dos Estudantes.
Fatura
A mobília e os equipamentos do apartamento da reitoria da UnB chamam atenção pela ostentação
Cadeiras, poltronas, mesa de centro, cabeceira da cama e banco - R$ 69.566
Refrigerador, freezer, fogão, lava-louças, adega etc - R$ 31.150
Toldos - R$ 10.400
Dois faqueiros - R$ 3.998
Taças de vinho e copos de uísque - R$ 4.590
Home cinema - R$ 36.603
Tapetes, persianas e colchões - R$ 37.668
Telas artísticas - R$ 21.600
Palha para revestimento, xales de seda, tapetes e almofadas - R$ 20.562
Plantio de 16 vasos com plantas - R$ 7.264
Três lixeiras - R$ 2.738
Instalação de ar-condicionados nos quartos - R$ 11.470
Instalação de luminárias - R$ 9.845
Fonte: Notas fiscais obtidas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
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Dilma veta indicação de Jader Barbalho
A ministra chefe da Casa Civil, vetou a nomeação de Lívio de Assis para a presidência da Eletronorte. Ele é indicado pelo deputado Jader Barbalho, um importante aliado de Lula.
O engenheiro Lívio de Assis Rodrigues, tem problemas com a Fazenda Nacional e é réu em processos envolvendo precatórios. Mas prometeu mostrar certidões negativas e documentos para provar sua inocência.
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Transa bem calculada
Salim e Chafia chegam ao consultório de um terapeuta sexual.
O médico pergunta:- O que posso fazer por vocês?
O Salim responde:- O senior, pur vavor, pode ver nois transando?
O médico olha espantado, mas concorda.
Quando a transa termina, o médico diz:- Não há nada de errado na maneira como vocês fazem sexo. E então, cobra R$ 70,00 pela consulta.
Isto se repete por várias semanas! O casal marca horário, faz sexo sem nenhum problema, paga o médico e deixa o consultório.
Finalmente o médico resolve perguntar: - O que vocês estão tentando descobrir?
E Salim responde:- Nada.
A problema é que ela é casada e Salim não pode ir no casa dela.
Eu também sou casado e ela não pode ir em mi casa.
Na Play Love, um quarto custa R$ 140,00.
Na Fujiama custa R$ 120,00.
Aqui nós transa por R$ 70,00, com acompanhamento médico, tem um atestado, Salim reembolsa R$ 42,00 pela UNIMED e ainda tem uma restituição da IR de R$ 19,20.
Tudo calculado, eu só gasta R$ 8,80.
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Alunos pressionam por saída do reitor da UnB
Desde o último sábado, 8, foi organizado uma onda de protestos na frente do apartamento onde reside o reitor. Mulholland não retornou mais para o apartamento.
Segundo promotores, a Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), ligada à Universidade de Brasília, gastou R$ 470 mil na compra dos móveis do apartamento funcional do reitor, incluindo uma lixeira de R$ 990.
Rafael Ayan, um dos diretores do Diretório Central dos Estudantes, diz que apenas os institutos de química e medicina da UnB receberam mais do que isso em 2007: "Como pode um apartamento custar mais do que a verba direcionada a uma unidade acadêmica?".
Por ora a posição do DCE é que o afastamento de Mulholland seja pedido caso seu nome seja citado em denúncia do Ministério Público Federal, o que ainda não ocorreu.
A assessoria de imprensa da UnB informou que a hipótese de afastamento do reitor está fora de cogitação e que não irá se manifestar sobre a a reunião dos estudantes. O órgão reiterou ainda a posição de que os gastos no apartamento funcional estão dentro da legalidade.
Questionado sobre o caso, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que não cabe ao MEC tomar providências sobre o caso porque as universidades têm autonomia: "Não tenho elementos para avaliar, mas o papel dos órgãos de controle é investigar e o dos dirigentes é apresentar justificativas em sua defesa", disse.
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Itaú: um 2007 inesquecível
É inacreditável a façanha do Itaú, 96,65% de crescimento no lucro.
Isso não existe em nenhum outro país do mundo.
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Discutindo os outros mundos
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De carona
Chama a atenção que 54% desse valor foi sacado na boca do caixa e a coisa mais fácil do mundo se o cara for um pilantra é conseguir uma nota fiscal fajuta para cobrir a despesa.
Se vai ser aberta uma CPI para investigar tais valores, melhor tratarem de se preparar para uma bela pizza napolitana. Na Câmara o governo tem folga. No Senado, nem tanto.
Alguns membros da CPI das ONGs, informa a Folha, apostam na investigação da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), entidade sem fins lucrativos de apoio à Universidade de Brasília (UnB), para entrar no mundo dos cartões de crédito corporativos do governo e, assim, esquentar os trabalhos da comissão.
No sábado o reitor da UnB teve o dissabor de protestos irados dos estudantes que moram nos alojamentos da Universidade. O reitor mandou dizer que não estava.
As faixas desfraldadas pelos manifestantes tinham frases pedindo a destituição de Mulholland do cargo.
E como carona é bom e todo mundo quer, aproveitando que o Ministério Público afirma que a Fundação empregou recursos, inicialmente destinados à pesquisa científica e tecnológica, para reformar o apartamento funcional do reitor da UnB, com a afirmativa dos promotores que investigam o caso confirmando que a instituição teria gasto R$ 470 mil na compra de móveis luxuosos, como uma lata de lixo de R$ 990,00, dentre outros mimos.
A reportagem informa que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) deve apresentar nesta semana requerimentos pedindo informações ao Ministério Público do Distrito Federal e à UnB, e também a convocação do reitor da instituição, Timothy Mulholland, e de funcionários da Finatec.
Em nota, a UnB alega que a decisão de "mobiliar [o apartamento] adequadamente, foi tomada tendo em vista os interesses maiores da Instituição".
Dados do TCU, que já estão em posse da CPI, também mostram que a UnB é a principal fonte de recursos da Finatec. Entre 2002 e 2007 a universidade repassou, de acordo com o tribunal, R$ 23,1 milhões à Fundação -30% de toda a verba recebida pela entidade no período. Ainda segundo informações do TCU, entre as 50 ONGs que mais receberam recursos nos últimos anos, 20 são entidades ligadas ao meio acadêmico, sempre geridas por professores universitários.
Os estudantes estão possessos e a oposição abrindo outro flanco de ataque ao governo.
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Não está tão fácil
Após a repercussão negativa de nomeações anteriores de afilhados políticos dos caciques da política nacional fazerem água por estarem com processos cabeludos em curso, trasitando e não julgados. A Casa Civil baixou uma norma que só aprovará o indicado após levantamento feito pela Abin, que cruza as informações com outros órgãos de controle e o Judiciário.
Ainda segundo a nota o aval da Abin recebe a avaliação de "problemática" nesse caso em particular.
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Abaixa o som
Para alguns, pode ter parecido inusitado: alguém foi à loucura com o ruído desproporcional saído de um equipamento de som e, na briga, deu-se a tragédia. Pois, para mim, o incrível é que não aconteça a três por dois. Em toda parte, a toda hora, pessoas ou comunidades inteiras são agredidas pela boçalidade sonora de uma minoria que já ignora o que seja viver em sociedade. E, se isso não desperta mais instintos assassinos, é porque suas vítimas temem desafiar quem ouve "música" em tal volume. É como viver sob uma ditadura -e, na verdade, vivemos sob a ditadura da amplificação.
O mundo já foi bem mais silencioso. Até os anos 60, a superamplificação de instrumentos ou de caixas de som era coisa restrita aos profissionais. Não estava ao alcance das pessoas comuns. Quem quisesse submeter-se à cacofonia, tinha de ir aonde ela estivesse sendo produzida. Hoje, qualquer porta-malas de Fusca dispara uma massa sonora capaz de ensurdecer quarteirões -e de levar a gestos desesperados.
Quem tem a infelicidade de ser vizinho de bailes funk, igrejas evangélicas ou shows de "música" eletrônica já se perguntou se a vida no inferno será muito pior. Se ele fechar as janelas, a vibração quebrará os vidros. Se deixá-las abertas, sofrerá um estresse provocado por aumento da freqüência do pulso, da pressão sangüínea e da produção de adrenalina. A lei do silêncio já existe. Mas é preciso torná-la um caso de saúde pública.
Em seu artigo semanal para o jornal Folha de S. Paulo, o escritor Ruy Castro aborda uma das pragas modernas, senão, dentre as piores.
Imagine você, leitor, dirigir-se à uma praia com a família, estacionar o seu carro para curtir a brisa e um banho de mar, e um troglodita desses estacionar o seu veículo ao seu lado, abrir as portas e se auto proclamar o direito de despejar no seu tímpano uma música de gosto duvidoso e no maior dos volumes?
É confusão na certa para tipos mais esquentados.
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Bolsa Família pra companheirada
Seriam hoje 11.510 servidores beneficiados com espécie singular de Bolsa Família, sem controles e sem limites, conforme número divulgado pela revista Veja. Enquanto escasseiam recursos para atividades como educação, saúde, segurança, transporte, e o governo se vê obrigado a cortar fundo no Orçamento, a farra prossegue para confirmar que não há nada mais agradável do que gastar dinheiro alheio, especialmente quando vem do contribuinte.
Almir Pazzianotto Pinto - Advogado, foi ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em artigo com o sugestivo título: "A arte de furtar", publicado hoje no jornal Correio Braziliense.
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Biblioteca sem livros
Inaugurada há um ano, a Biblioteca não tem um livro sequer.
Moradores e turistas procuraram o espaço para conhecê-lo, inclusive o poster. Deu com as portas fechadas.
Um morador da Asa Norte, Ezio Flavio Bazzo, não soube como explicar à visitante amiga o mico.
Não era uma visitante qualquer. A amiga de Bazzo ouviu do cicerone que se tratava de uma biblioteca sem livros, sem leitores e que há mais de um ano estava fechada aguardando o término das reflexões de seus gestores? Estudiosa da história do livro e íntima de bibliotecas do porte da Widener, de Harvard, com 90km de prateleiras e 15 milhões de livros, ela explodiu numa gargalhada. Depois, com a indignação de uma bibliólatra, assegurou ao seu interlocutor que manter uma biblioteca vazia e fechada num país ainda semi-alfabetizado não é crime muito diferente do que se cometeu contra a Biblioteca de Alexandria.
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Fezinha sem sair de casa
Experimente aqui.
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Aécio e Ciro juntos em 2010
Seria a estratégia: um tiro, dois coelhos mortos.
O primeiro coelho seria Serra.
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Resolução contra o neo-liberalismo e a favor da ética
Se entendi, os candidatos da próxima eleição desse partido serão contra a agenda neo-liberal?
Mas, o que é agenda neo-liberal?
Seria a queda de impostos? Reforma agrária um mínimo responsável? Desregulamentação do protecionismo de nossa economia...?
Na mesma interminável resolução o PT defende como prioridade a criação de um Código de Ética -- desde que definidas regras claras proibindo abusos.
Taí. Juro que não sabia que o PT até hoje não tinha o seu código de ética.
Deve ser por isso que aconteceu esse mar de lama que acompanha o governo desde 2003 e que nem preciso listar.
Deve sim.
Será que o código de ética dará um pouco de juízo aos pré-candidatos?
Nota do blog: A íntegra da resolução, que ainda está em processo de revisão e inclusão de emendas aprovadas no plenário do DN, deverá ser publicada no Portal do PT nesta segunda-feira (11).
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A farsa: Youtube e Google na TIM
A história não é bem assim. Segue...
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O homem da motosserra tenta suicídio
Abalado com a morte do irmão, Pascoal entrou em depressão após ver o corpo do irmão morto.
Depressão que não o abalou após as atrocidades que cometeu.
Veja no blog do deputado Edvaldo Magalhães (PC do B) o que Hildebrando Pascoal e seu bando faziam com as vítimas. Clique aqui (as imagens são muito fortes, e se você for sensível não clique no link).
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Descontrole e escárnio
Repercutido no blog do Noblat a coluna de Ilimar Franco de O Globo. O pedido de informações soa a uma ofernsa à inteligência do contribuinte brasileiro que paga o descaramento em que se tornou o mau uso desses cartões, que, soube-se agora, ultrapassa 11 mil e tantos bacanas à gastar e se dar muito bem a custa do dinheiro da vacaria.
Cartão - Governo pergunta sobre o que deveria saber
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República mandou para os ministérios um questionário com 13 perguntas sobre o uso do cartão corporativo. Algumas delas:
* Como é definido o montante de suprimento de fundos de cada órgão?
* Quem é o responsável pela gestão dos recursos destinados a pequenas despesas e gastos emergenciais?
* Como é feita a distribuição de recursos aos servidores responsáveis pelas compras e contratações?
* Quais os tipos de despesas permitidas por cada órgão?
* Por que são feitas retiradas em dinheiro?
* Como é feita a prestação de contas? Quem confere? Quem fiscaliza?
* Como é possível saber se a despesa realizada não foi de caráter pessoal?
* Como saber se o gasto foi efetivamente realizado para a finalidade alegada?
* Onde ficam guardados os comprovantes e notas fiscais?
* Por que certos gastos da Presidência da República são sigilosos? Qual o perfil dos funcionários responsáveis pelo pagamento e fiscalização dessas despesas?
* Por que os cartões foram distribuídos a tantos funcionários espalhados por todo o país?
As perguntas dão uma idéia da ignorância do governo em relação do assunto. Ou pelo menos da ignorância da presidência da República. Uma delas, por sinal, é notável: "Por que certos gastos da presidência da República são sigilosos?"
Como é possível que ninguém em torno do presidente saiba responder à maioria das perguntas? Se não sabe é porque a distribuição de cartões, seu uso e o cumprimento rigoroso de suas finalidades estão fora de controle.
Seria razoável supor a existência de regras claramente definidas para a realização de gastos tão elevados - e crescentes. Se as regras existem, a maioria das perguntas perde o sentido. Do contrário, haveria muitas outras a serem feitas.
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Vem aí o Bolsa Geladeira
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Foto de soldado exausto ganha World Press Photo 2008
A imagem, capturada pelo fotógrafo britânico Tim Hetherington, foi tirada em 16 de setembro de 2007. O bunker foi batizado de "Restrepo", depois que um soldado com esse nome foi morto no local por insurgentes, é a grande campeã do prestigioso concurso de fotojornalismo World Press Photo 2008Tim Hetherington havia viajado ao Afeganistão para realizar um trabalho para a revista Vanity Fair.
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Uma ministra descompensada
Envergonhou o Brasil com seu misto de prepotência e ignorância. Ela participa, em Madri, da Feira Internacional de Turismo.
Segundo informa Anelise Infante, da BBC Brasil, ao ser questionada sobre os índices de violência (vocês viram os dados divulgados ontem pelo próprio governo), a ministra afirmou que "o Brasil, ao menos, não tem terrorismo".
Acreditem!
No dia 11 de março de 2004, um atentado da Al Qaeda matou 191 pessoas na capital espanhola e deixou um saldo de 1.830 feridos. Os espanhóis enfrentam ainda as ações do grupo separatista ETA. É a mesma ministra que recomendou aos brasileiros, dada a crise área, o "relaxa e goza".
Ela achou que era pouco. Resolveu avançar no despropósito. Na entrevista coletiva, disse que a Espanha, depois dos atentados, não era um destino mais seguro do que o Brasil. Fez-se um silêncio constrangedor.
Estava inquieta, insaciável: afirmou que, se tivesse medo, não viajaria à Europa - "Aqui tem terrorismo, cataclismos".
Com a frivolidade característica, assegurou que Banânia não "é um país mais violento do que os outros". E completou: "O que acontece no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, vira imediatamente manchete e uma tragédia."
Sabem qual é a taxa de homicídios por 100 mil habitantes na Espanha? 1,2!!! A do Brasil é pelo menos 20 vezes maior; a do Rio, que ela citou, 37 vezes.
Sua disposição para a bobagem parecia compulsiva. Segundo ela, a crise aérea já acabou e "durou apenas quatro meses". Vamos ver: não acabou. E a fase aguda durou mais de um ano.
A ministra estava impossível. Num rasgo de exaltação de nossas belezas naturais, mandou ver: "Os europeus podem criar muitos monumentos, mas lugares de beleza natural como Foz do Iguaçu, ninguém pode inventar". Boa lembrança. Já que ela falou sobre violência, não custa lembrar que Foz lidera o ranking oficial de mortes de jovens no país: 154 por 100 mil.
Na Espanha "do terrorismo" e dos cataclismos, é de 0,7 por 100 mil.
Quando falam que Marta é uma das pré-candidatas do PT à Presidência em 2010, não sei se solto rojões ou começo a rezar.
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