Aprovação de destaques forçará adequação de preços

Elton Bomfim














Os destaques aprovados hoje na reunião da Comissão Mista de Orçamento de autoria do deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) resguardará os interesses do Estado brasileiro.

"Enquanto o Dnit não enviar para esta Casa, por força da Lei da LDO as informações técnicas (nada mais que sua obrigação) que justifique os extravagantes metros quadrados e quilômetros quadrados previstos em prédios e estradas, apresentarei destaques para a sua supressão integral dos recursos", declarou, contundente Giovanni Queiroz.

Dos R$ 264 milhões para o trecho sul do Rodoanel em São PAulo, Giovanni propôs o corte de R$ 224 milhões.
Foi aprovado ainda o corte integral dos recursos para a construção do novo prédio do TRF1 (R$15 milhões), reforma do TSE (80 milhões) e Conselho Federal de Justiça (R$ 15 milhões).

O deputado Giovanni Queiroz emplacou um corte total de R$ 335 milhões, de modo a que esses recursos sejam melhor aplicados em setores com mais urgentes necessidades em todo o país como: Saúde, Educação, Saneamento e Segurança Pública.

Orçamento: Pronto para o corte

Relator inclui emenda com obras polêmicas

A construção de um novo edifício e a reforma de um prédio para a Câmara dos Deputados são os novos pontos de discórdia que envolvem a elaboração do Orçamento deste ano. Analisando o parecer do relator-geral do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), que reservou R$ 81 milhões para obras de reforma, ampliação e construção previstas para atender aos deputados, integrantes da comissão identificaram que o valor do metro quadrado que serviu de base para a definição das emendas que vão atender a duas obras foi 375% superior à média dos preços praticados no mercado do Distrito Federal.

A principal reclamação diz respeito à emenda de R$ 27 milhões prometida para a construção do anexos IV-B e a de R$ 22 milhões para o anexo V. Para as duas obras, até 2011, Pimentel pretende reservar R$ 216 milhões. Levando em consideração o montante previsto nas emendas e a área construída prevista, o custo unitário do metro quadrado seria de R$ 2.969,37 para o anexo V e de R$ 2.648,68 para o anexo IV. Deputados e senadores argumentam que pelo Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e índices de Construção Civil (Sinapi), o metro quadrado no Distrito Federal, próximo à Esplanada dos Ministérios, está entre R$ 624,70 e R$ 680,81.

- Diante da economia que fizemos para recompor os recursos da CPMF e dos cortes que sofremos nas emendas é preciso repensar se esses valores estão corretos e se as obras são realmente necessárias - questiona o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), que pretende apresentar destaque retirando as emendas do texto do relator. (JB)

Curió perde Prefeitura

O prefeito Sebastião Curió Rodrigues de Moura, de Curionópolis, deve deixar a gestão do município a partir desta sexta-feira (29), data prevista para publicação da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que rejeitou recurso da sua cassação.

O relator, ministro Carlos Eduardo Caputo Bastos, negou na terça-feira (26) seguimento ao Agravo de Instrumento AG 7.515 que questionava decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de 2006.

Mais no Correio do Tocantins.
A bela e o guerrilheiro
Erica Andrade
Em 2005, em uma entrevista à página do Partido Democrático Trabalhista (PDT) na internet, Maria Teresa Goulart (*belíssima), mulher do ex-presidente João Goulart, contou uma história interessante. Ela não citou precisamente a data, provavelmente foi em 1961. Ernesto Che Guevara, que então era ministro da Economia de Cuba, esteve em Brasília para receber uma homenagem do presidente Jânio Quadros no Palácio do Planalto. O líder revolucionário foi condecorado com a Grã-Cruz do Cruzeiro.

Ao saber da visita, Maria Teresa decidiu ir até o palácio e tirar uma fotografia com o líder, famoso também pela beleza e simpatia. Mas Jango, que era vice-presidente na ocasião, recomendara à esposa que a foto não fosse feita. Ela ignorou o pedido e partiu para a empreitada. Maria Teresa aproveitou que Jango estava em uma audiência, chamou o fotógrafo oficial e pediu a Che Guevara para tirar a foto.

Maria Teresa descreveu a situação: "Aí tirei uma foto assim – ele sentado, eu atrás dele assim, com as mãos sobre os ombros dele. Depois fiz um pôster e o Jango quase teve um ataque porque botei o pôster na entrada do meu quarto". A primeira dama contou ainda que Jango reclamava, enciumado: "Mas para que isso? Toda vez que entro no quarto tem esta fotografia, tem este homem aqui… Você não tem juízo?".

Em 1964, Jango era presidente. Assumiu com o país em um clima tenso, após a renúncia de Jânio Quadros. Naquele ano, o pôster que motivou o ciúme de Jango passou a decorar uma das paredes da residência oficial do Torto. Após o golpe, Maria Teresa e os filhos partiram às pressas para o Sul do país, levando apenas malas com roupas. A foto ficou para trás, assim como outros objetos pessoais e documentos. Segundo Maria Teresa, nada foi devolvido. Há três anos, iniciei uma busca, até agora sem sucesso, do negativo ou da foto que registrou um momento ímpar da história nacional: o encontro singelo entre o guerrilheiro e a mais bela mulher que chegou ao posto de primeira-dama no Brasil.

* Nota do editor

Novas regras para os Call Centers

Limitação do tempo de espera de atendimento telefônico, criação de instrumentos que possibilitem o acompanhamento da demanda feita à empresa e suspensão imediata de serviços não solicitados foram algumas das propostas apresentadas ontem pelo governo federal para disciplinar os call centers das companhias de telecomunicações, serviços financeiros e empresas aéreas. A previsão é de que o ministro da Justiça, Tarso Genro, anuncie em junho a novas regras de funcionamento desse serviço. "A idéia é saber que tipo de incidência o estado pode ter sobre elas (empresas) para que tenham mais respeito ao consumidor", afirmou Genro.

Ontem, o Ministério da Justiça deu início a uma série de audiências públicas para debater a regulamentação do atendimento telefônico. Os primeiros que opinaram foram os órgãos de defesa do consumidor, que se posicionaram favoravelmente à adoção de medidas claras. Ainda serão ouvidas as agências reguladoras e os fornecedores. Inicialmente, as regras serão implementadas pelos segmentos mais reclamados nos Procons, caso de telecomunicações (empresas de telefonia fixa, móvel, internet e TV a cabo), serviços bancários (bancos e administradoras de cartão de crédito) e companhias aéreas.

Além disso, não poderá ser exigido do consumidor apresentação antecipada de documentos. No caso de descumprimento, assim como prevê o Código de Defesa do Consumidor (CDC), as companhias serão penalizadas. O presidente do Procon-DF, Peniel Pacheco, disse que as regras são importantes para garantir o relacionamento direto entre os clientes e as empresas. "O Procon está se tornando o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) das empresas. Isso precisa mudar", disse Pacheco.
Fonte: CB

Giovanni aprova na CMO destaque suprimindo superfaturamento de obra do Rodoanel em São Paulo

Os integrantes da Comissão Mista de Orçamento discutem neste momento 30 destaques , ao relatório geral do Orçamento, todos foram apresentados pelo deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) e receberam parecer pela rejeição.

Está sendo votado uma a um os destaques.

O relator, deputado José Pimentel (PT-CE), anunciou que vai apresentar um adendo quando o texto for votado pelo Plenário do Congresso incluindo os DVS que não foram apresentados a tempo.

Acaba de ser aprovado um destaque suprimindo R$ 260 milhões para o trecho sul do Rodoanel de São Paulo.

"Não podemos aprovar uma dotação orçamentária neste valôr. Equivale a autorizar que seja construído um quilômetro desta obra ao custo de R$ 40 milhões", alertou Queiroz.

Mediante os argumentos do deputado paraense, não houve como rejeitar o destaque.

Os R$ 260 milhões serão remanejados para outras necessidades do Orçamento.

A sessão foi suspensa por dez minutos pelo presidente da Comissão, senador José Maranhão para que os deputados que se sentiram prejudicados com os destaques apresentados pelo deputado Giovanni possam apresentar argumentos que convençam o deputado que as emendas não estão superfaturadas.

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Cadê a madeira? O gato comeu

Cerca de 5 mil m³ de toras escondidos a 30km do centro de Tailândia foram retirados antes de ação de policiais federais e fiscais do Ibama

Os fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não encontraram nem rastro de uma imensa carga de madeira que estava escondida além da margem esquerda do Rio Moju, a cerca de 30km do centro de Tailândia, no Pará, onde está sendo realizada a maior operação de repressão ao desmatamento da Amazônia. Quando o helicóptero do Ibama sobrevoou a área, os agentes perceberam que nada mais havia no local. Na semana passada, as autoridades do governo avaliaram que madeireiros tinham escondido no local pelo menos 5 mil m³, carga que encheria 250 caminhões.

A operação frustrada de apreensão da madeira perto do Rio Moju foi mais uma trapalhada do Ibama, que na operação Arco de Fogo tem atuado com muito amadorismo, na opinião de alguns policiais federais que participam da ação. Na segunda-feira, ao se dirigir à primeira madeireira que seria fiscalizada, os agentes do Ibama passaram pela DK Madeiras — o alvo planejado com semanas de antecedência — e foram bater na Madeireira Segredo, cerca de 500m à frente. Descoberto o erro, recuaram até a DK, na rodovia PA-150. Cada erro desses dá um grande trabalho à Polícia Federal e à Força Nacional de Segurança, que acompanham os agentes do Ibama. São obrigados a parar o trânsito, a manobrar seus carros e a guardar as armas.

Lançamento dos bons

Brasília ganha hoje, às 19h, mais uma biblioteca: a Salomão Malina, no edifício Venâncio III, no Conic. Ali, ficará reunido o acervo pessoal do carioca Salomão Malina, o último secretário-geral do PCB antes de o partido virar PPS. Junto com a inauguração, o cientista político Gildo Marçal Brandão lançará o livro Linhagens do Pensamento Político Brasileiro que faz uma releitura da obra de intelectuais como Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freire, Caio Prado Jr, Joaquim Nabuco, Alberto Torres, entre outros.

O perigo é a outra

A CPI das ONGs é hoje o maior foco de tensão no Congresso e promete muito mais estragos do que a CPI dos Cartões. E, mais do que nunca, o PT precisará do PMDB para evitar que o tema se transforme em mais um ponto de desgaste para o governo, especialmente depois que auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) apontaram que, dos R$ 15 bilhões repassados a essas organizações entre 1999 e 2006, R$ 10 bilhões não foram fiscalizados. Mas sempre o desgaste é maior para quem está no governo.

Orçamento empaca; oposição vai obstruir votação

A birra da oposição e até de setores da base de apoio do governo para que o acordo que preservaria as emendas individuais de maneira suprapartidária colocou a Comissão Mista de Orçamento em péde guerra.

PArlamentares se rebelaram contra acordo firmado no Senado na noite de terça-feira e conseguiram manter R$ 534 milhões num anexo chamado de metas e prioridades. A lista de emendas beneficiadas com esse bônus foi feita pelos próprios deputados e senadores, privilegiando um pequeno grupo de parlamentares.


Depois que a manobra veio à tona, senadores tentaram, por meio de um acordo, repartir o montante de forma mais franciscana e o PSDB apresentando um requerimento para excluir o anexo da proposta orçamentária. De nada adiantou e a oposição ameaça agora dificultar a aprovação do Orçamento no Congresso.


Na noite de ontem, os integrantes da Comissão rejeitaram a proposta apresentada pelos tucanos Vanderlei Macris e Cícero Lucena. Ignoraram ainda as ameaças feitas pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, que chegou a defender a retirada dos senadores da Comissão.


Ontem, Virgílio anunciou obstrução dos trabalhos. Os tucanos reclamavam que mais de meio bilhão de reais foram distribuídos para obras que não constavam na proposta original elaborada pelo governo.


Embate
Previsto para ser apreciado pelo Congresso na próxima semana, o embate entre base e oposição pode ser sinônimo de mais disputas fora da Comissão. O PSDB ameaça obstruir a última etapa do processo orçamentário. O vice-líder do governo e integrante da Comissão de Orçamento, deputado Gilmar Machado, já se prepara para evitar eventuais obstáculos no plenário principal. Mas ele próprio teme que não apenas a oposição como integrantes da base que se sentem excluídos dos benefícios reajam contra na hora em que todos são convocados para votar o Orçamento.


A briga começou com a decisão de distribuir o bônus de R$ 534 milhões, beneficiando um pequeno grupo de parlamentares que conseguiram usar o anexo para reservar recursos a emendas específicas. A disputa ganhou força na noite de terça. A líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), convocou uma reunião com líderes do Senado e o relator José Pimentel, que admitiu retirar recursos aplicados nas ações do anexo de metas.


A reação dos deputados veio na manhã de ontem, com críticas e reclamações durante a sessão da Comissão. “A tendência é manter, mesmo porque como vamos distribuir novamente R$ 534 milhões? A Comissão já aprovou o anexo”, explicou Cládio Vignatti (PT-SC), que tentou retirar o anexo do Orçamento mas acabou cedendo aos apelos dos colegas de Comissão Mista.


Decisão
O relator Pimentel disse que o anexo foi fruto de decisão do relator da LDO de 2008, deputado João Leão (PL-BA). O governo não enviou o anexo com o projeto sob a alegação de que o rol de ações deve ser colhido do Plano Plurianual (PPA), relatado por Vignatti que, na ocasião, ainda não havia concluído o texto final da proposta orçamentária.

Assim, a Comissão acatou o entendimento do relator de que o Congresso deveria criar o anexo, já que sua existência faz parte de previsão constitucional.


O problema foi a forma como esses recursos foram distribuídos. Algumas bancadas se reuniram para combinar a melhor maneira de aplicá-los. A Comissão aprovou o direcionamento de 95% dos recursos para ações de bancada e 5% para projetos que entraram no anexo por indicação individual de parlamentares. “O relator acata o que a comissão decide”, disse Pimentel, desviando-se dos ataques da oposição.


BÔNUS

R$ 534 milhões
é o montante alocado no anexo chamado de metas e prioridades, adicionado pela Comissão Mista de Orçamento e que vai beneficiar emendas assinadas por apenas

96
parlamentares

(Com Correio Braziliense)

Cultural Care oferece programa Au Pair de curta duração

Oportunidade interessante é oferecida pela multinacional de origem sueca Cultural Care que oferece uma opção exclusiva para jovens que desejam participar do programa de intercâmbio Au Pair por um período de quatro meses. Para participar do Summer Au Pair, como é conhecido este programa de curta duração, deve-se entregar toda a documentação até o dia 28 de março.



O pacote está sendo oferecido pelo preço promocional de US$ 750, sendo US$ 250 reembolsáveis ao final do programa, e inclui passagens aéreas, traslados, seguro saúde, treinamento em Nova York, hospedagem, alimentação, e um salário semanal de US$ 176.85.



Para participar, deve-se ter entre 19 e 26 anos, segundo grau completo, inglês avançado, carteira de habilitação há um ano, e no mínimo 500 horas de experiência com crianças.



A Cultural Care é líder brasileira na comercialização do programa Au Pair, tendo enviado mais de 3.500 jovens em três anos.



Mais informações podem ser obtidas no site www.culturalcare.com.



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Tel.: (11) 3862.8319/ 3862.5745

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Cartões corporativos é campeão de audiência no You Tube



Por essa e outras que o You Tube foi bloqueado na Câmara dos Deputados num episódio explícito de censura.

Ministro do Trabalho e Emprego rebate acusações de irregularidades

























Foto: Marcello Casal Jr/ABr
Às vésperas de anúncio do novo salário mínimo e bombardeado pela imprensa do eixo Rio-São Paulo, o ministro do Trabalho e Emprego Carlos Luppi acaba de apresentar uma lista com todos os convênios do ministério e provou que não há qualquer irregularidade em nenhum dos convênios celebrados.

Após suspeitas de irregularidades, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou hoje a suspensão de quatro convênios fechados entre a sua pasta e entidades ligadas ao PDT. Lupi negou as irregularidades e disse que os convênios foram suspensos por problemas técnicos.

Foram suspensos os convênios fechados com a DataBrasil, Grupo Mulher Maravilha, Assistência São Vicente de Paula e Fundação São João Del Rey.

Lupi disse que os recursos destinados a essas entidades por meio dos convênios foram bloqueados e voltarão aos cofres públicos.

Segundo reportagem da Folha, pelo menos 12 convênios assinados pelo Ministério do Trabalho autorizaram a destinação de R$ 50 milhões a entidades e pessoas ligadas a filiados do PDT. Outros R$ 14,7 milhões teriam sido repassados a duas entidades (DataBrasil e Inesp) parceiras da Força Sindical, presidida pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP) --que preside o PDT em São Paulo.


Para tentar provar que os convênios não beneficiam o PDT, Lupi apresentou uma planilha com números que mostram acordos que beneficiariam entidades ligadas a outros partidos. No total, o ministro afirmou que são destinados R$ 408.826.454,24 milhões --dos quais PSDB, PT, PMDB, DEM, PP e PDT seriam os principais beneficiados.


Na última segunda-feira, a Comissão de Ética Pública decidiu cobrar de Lupi explicações sobre as denúncias envolvendo o Ministério do Trabalho e os convênios. O ministro disse que vai responder a todas as dúvidas da comissão e levará o documento --com as respostas- pessoalmente ao presidente do órgão, Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF.


Lupi afirmou que é vítima de "perseguição política". "Não tenho preocupação alguma com a ética porque nasci na ética. Sou vítima de perseguição política. Julgo ser vítima de uma campanha para me difamar e destruir uma imagem [pública] construída há 30 anos. Estou profundamente magoado", afirmou Lupi.

Lupi anunciou hoje a criação de um grupo de trabalho para investigar 'in loco' as atividades das entidades que firmarem convênios com sua pasta e também de um portal denominado "Transparência Total".

Luppi falou para mais de vinte veículos de comunicação nacional.

Senadora tucana escolhida para presidir CPI dos Cartões

A senadora Marisa Serrano (MS), vice-presidente do PSDB, é o nome escolhido pelo partido para presidir a CPI mista dos Cartões Corporativos.

Luppi convoca coletiva de imprensa

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Luppi concede entrevista coletiva à imprensa neste momento no auditório do ministério em Brasília.

PSDB terá presidência da CPI dos Cartões Corporativos

Falta definir o nome.

Lula convoca PMDB para reunião secreta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai reunir hoje à tarde, no Palácio do Planalto, toda a cúpula do PMDB, os líderes no Congresso e os quatro ministros do partido (Agricultura, Integração Regional, Comunicações e Minas e Energia). José Gomes Temporão, da Saúde, e Nelson Jobim, da Defesa, também participarão da audiência, embora dirigentes do PMDB não os considerem integrantes da cúpula. O motivo oficial da convocação não foi revelado pelo Planalto.

No entanto, a reunião acontece justamente a uma crise entre governo e oposição no Senado, em torno do comando da CPI Mista dos Cartões Corporativos. O PMDB está no centro dessa crise, porque pelas regras regimentais é à legenda que cabe a presidência da CPI, reivindicada pela oposição (DEM e PSDB). Mas o impasse foi agravado, porque o PT, setores do Planalto e o próprio presidente Lula resistem a partilhar o comando do inquérito com os seus adversários no Congresso.

Embora o ministro das Relações Institucionais, Múcio Monteiro, tenha dito ontem, no Rio, que o governo concluiria hoje as negociações de uma dezena de cargos no setor elétrico, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que a definição será só amanhã. Lobão obteve do presidente Lula a delegação para resolver a questão, mas depende ainda de um julgamento do Tribunal de Contas da União (TCU), que examina um recurso contra o ex-presidente da Eletronorte, José Antonio Munir Lopes, indicado para presidir a Eletrobrás.

A segunda pendência da lista de indicações do PMDB é a presidência da Eletronorte, para a qual o deputado Jader Barbalho (PA) indicou Lívio Rodrigues de Assis. Investigação preliminar da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontou a existência de processos contra Assis na Justiça Federal e na Fazenda Nacional. Segundo o ministro Lobão, no entanto, o afilhado de Barbalho já deu ao governo todas as explicações e disse que depende disso para fechar as indicações. "Não estou pedindo para liberar a indicação de quem quer que seja. Peço apenas para que digam sim ou não. Se ele estiver habilitado, as nomeações podem sair amanhã", explicou o ministro. Informações da Agencia Estado - Christiane Samarco

PDT em Rede Nacional

Nesta quinta-feira 28/02/2008, às 20h30min, será exibido o programa nacional do PDT, em cadeia nacional de televisão.


Apenas 106 fazendas poderão exportar para a União Européia

Técnicos da União Européia liberaram hoje as importações de carne de 106 fazendas brasileiras. Os relatórios das auditorias enviados pelas autoridades brasileiras garantem que elas cumprem os requisitos para a importação do produto. Com a nova lista aprovada, o Brasil poderá voltar a exportar à UE carne in natura produzida nessas fazendas. A decisão, no entanto, não altera o rumo da missão européia que está no Brasil para inspecionar o controle sanitário das fazendas.

Se não é intervenção é o que?

Em apoio ao Superintendente Regional do Trabalho do Pará, Fernando Coimbra, o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) indagou:
- Se não é intervenção no Pará o que o governo federal está fazendo no Pará. O que é então?

Queiroz lembrou o caso dos ataques de bandos criminosos no Rio de Janeiro em que o governo estadual fluminense recusou ajuda da força nacional de segurança. Recusou porque é prerrogativa do Estado recusar, senão é intervenção branca, comparou.

O deputado não soube informar se a ação da Força Nacional foi requisitada pela governadora Ana Júlia Carepa. "Se não foi é intervenção. Aliás, esse governo está acostumado a intervir de forma policialesca sempre que acontece algum fato de repercussão internacional, como o assassinato da irmã Dorothy. Mas, política efetiva para resolver os problemas da região, tudo está no papel e trancado dentro de uma gavêta".

Onde estão os Distritos Florestais Sustentáveis, as ações de regularização fundiárias, o investimento em infra-estrutura para os projetos de assentamento, a garantia de preço mínimo da safra, a liberação de planos de manejo sustentável, a titulação de propriedades, o asfaltamento da Transamazônica, as eclusas de Tucuruí, a hidrovia Araguaia-Tocantins, a compensação mineral justa no setor social das empresas que atuam na região, Cadê? Pergunta o deputado?

Na avaliação do parlamentar, o superintendente fez uma defesa à presenvação dos empregos formais . "São 3 mil empregos formais que serão fulminados com essa ação. É sempre assim: o governo federal está sempre ausente e, quando se faz presente é com força policial, prendendo, desempregando e engessando o setor produtivo na Amazônia, por falta de um projeto de desenvolvimento sustentável que não existe", criticou.

PT vai presidir três comissões da Câmara

O líder do PT, deputado Maurício Rands (PE), informou há pouco que o seu partido vai presidir três comissões da Câmara: Finanças e Tributação; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

O anúncio foi feito após reunião dos partidos que compunham o bloco PMDB, PT, PP, PR, PTB, PSC, PTC e PTdoB. Segundo Rands, o PMDB presidirá quatro comissões, uma a mais do que o inicialmente divulgado. Serão destinadas ao PMDB as comissões de Defesa do Consumidor; de Constituição e Justiça e de Cidadania; Educação e Cultura; e Desenvolvimento Urbano. Já o PTB indicará o presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

O deputado afirmou que a Comissão de Legislação Participativa deverá ficar com o PSC. Ele disse, no entanto, que ainda pode haver troca de comissões entre partidos, inclusive entre os blocos. (Com Ag. Câmara)

PSDB presidirá duas comissões; DEM ficará com três

O líder do PSDB, deputado José Aníbal (SP), informou há pouco que o seu partido vai presidir duas comissões permanentes da Câmara: a de Turismo e Desporto; e a de Viação e Transportes. A definição ocorreu durante reunião dos partidos que formavam o bloco PSDB, DEM e PPS.

Na reunião, também foi decidido que o DEM presidirá três comissões: Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Fiscalização Financeira e Controle; e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Já o PPS ficará com a presidência da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Critério de escolha
Aníbal afirmou que o PSDB discordou do critério utilizado para distribuição das comissões, que foi o da proporcionalidade dos blocos no início da atual legislatura. O deputado disse que a intenção do partido era fazer valer o acordo firmado no ano passado para a eleição da Mesa Diretora, no qual o PSDB era o quarto na ordem de escolha. Ele afirmou, no entanto, que o PT considerou esse acordo válido apenas para aquela ocasião. (Com AG. Câmara)

Deputados movimentam-se e definem trabalho em novas comissões

O Regimento Interno assegura a todo deputado o direito de participar de pelo menos uma comissão permanente, mesmo estando sem partido, o parlamentar filiado a um partido sem direito a funcionamento parlamentar poderá participar de uma comissão permanente, mas sem direito de escolha. Ou seja, ficará com as vagas que sobrarem nas comissões menos disputadas, depois da distribuição proporcional entre os partidos.

Já os partidos menores, chamados "nanicos" (com menos de 5 deputados) já têm seu funcionamento parlamentar restrito. Por exemplo: não têm direito a líder e participam de comissões temporárias na forma de rodízio.

Em reuniões desde a terça-feira, 27, os partidos conversam internamente e depois em bloco - se form o caso - para o acolhimento de cada um de seus membros na Comissões.

Bloquinho define pesidências em Comissões Permanenetes na Câmara dos Deputados

O blquinho formado por PSB, PDT e PCdoB decidiu há pouco a sua distribuição de presidências de comissões permanentes da Câmara. O PSB presidirá duas comissões: da Amazônia (Janete Capiberibe, AP) e de Relações Exteriores (Marcondes Gadelha, PB). Já o PDT deverá presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (Pompeo de Mattos, RS).

O líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PE), disse que poderá haver, ainda nesta tarde, a troca da Comissão de Direitos Humanos pela de Defesa do Consumidor, que está com o PMDB. As eleições para as mesas das comissões serão realizadas amanhã.

Fortalecimento do bloco
Renildo Calheiros disse que o seu partido decidiu não reivindicar a presidência de nenhuma comissão para fortalecer o bloco. Ele lembrou que há um acordo de alternância entre PSB e PCdoB na Comissão da Amazônia e que o PSB tem uma bancada maior (30 deputados, contra 13 do PCdoB).

No início da legislatura, o bloco era formado por PSB, PDT, PCdoB, PMN e PAN. Atualmente, não existe mais o PAN e foi incluído o PRB. (AG. Câmara)

Permanece o impasse sobre o Orçamento

Na semana decisiva para a Comissão Mista de Orçamento tentar avançar na votação da proposta orçamentária de 2008, há dificuldades impostas por parlamentares da própria base do governo.

O texto poderá ser votado diretamente pelo Plenário ameaçou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. "Se não votar, [o projeto] será trazido para o Plenário. Há um espaço de mediação, mas todos sabem que esse espaço não é infinito", disse.

O jogo sujo de Hillary


O Pará não pode ser o bode expiatório do desmatamento

A governadora do Pará, Ana Julia Carepa (PT), diz que seu estado não pode pagar sozinho o preço do combate ao desmatamento no Pará, que chega, segundo ela, a R$ 2 bilhões ao ano, o equivalente a 7% do PIB estadual. Carepa pretende pedir ajuda ao governo federal e espera se reunir com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para apresentar a ela quanto custa proteger a floresta. Segundo a governadora, só em ações de fiscalização e retirada de madeira, iguais a que está ocorrendo em Tailândia, são gastos R$ 50 milhões por ano. “Não queremos destruir a economia do estado. Por isso, alguém tem que pagar a conta”, diz.

Outra preocupação do governo paraense é a criação de alternativas econômicas para a população das cidades que hoje vivem da extração da madeira. Carepa diz que pretende levar a esses municípios ações sociais de capacitação profissional, incentivo à agricultura familiar e cursos de formação de fiscais ambientais. A idéia é apresentar às pessoas uma alternativa à ilegalidade.

Carepa sabe que a estratégia é fundamental para que o combate ao desmatamento seja bem sucedido. Dependente do trabalho da extração, a população pode ser facilmente manipulada. “A reação das pessoas em Tailândia (terça-feira passada) foi incentivada por madeireiros inescrupulosos. Foi distribuída cachaça na cidade. Tratou-se de uma tentativa de intimidar o Estado, mas não vamos nos deixar intimidar. É questão de honra”, avisa. (Correio Braziliense)

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'Não é justo que só nós paguemos'

Governadora do Pará diz que conta do combate ao desmatamento ilegal precisa ser dividida

A senhora pretende pedir ajuda do governo federal no combate ao desmatamento?

ANA JULIA CAREPA: Terei reunião com a ministra Marina (Silva) para apresentar o custo do combate ao desmatamento, porque a atividade madeireira ilegal representa R$2 bilhões ao ano, 7% do PIB do Pará. A conta não é pequena. O Brasil precisa conhecer o tamanho da conta. Temos que fazer valer a floresta em pé mais do que vale a floresta derrubada. Propostas de incentivo fiscal federal, o ICMS verde, precisam ser levadas a sério com urgência. A conta não pode ficar só com o povo do Pará porque o benefício é para o Brasil e o mundo. Não é justo que só nós paguemos a conta.

Quanto custa?

ANA JULIA: Só as ações de fiscalização e retirada de madeira, iguais a esta que estamos fazendo em Tailândia, são uns R$50 milhões por ano. Além disso, há custo para a economia. Não posso perder R$2 bilhões (o orçamento do estado para 2008 é de R$9 bilhões). Não queremos destruir a economia do estado. Sou a governadora. Imagine se quero destruir a economia do meu estado! Alguém tem que pagar a conta. Assim como o Brasil cobra do mundo (na questão da emissão de gases), o país tem que entender que é preciso ajudar a pagar a conta do combate ao desmatamento ilegal.

A senhora vai pedir ajuda da Força Nacional de Segurança?

ANA JULIA: Todo mundo sabe que o governo federal está preparando uma ação. Se necessário, vamos pedir ajuda. Há quatro meses solicitei ao ministro Tarso Genro que estudasse a possibilidade de a Força Nacional ajudar a combater o desmatamento ilegal. Ele disse que iria estudar. Por enquanto, avaliamos que este reforço que virá nas operações do governo federal é suficiente.

Como atenuar o impacto para a população?

ANA JULIA: Não queremos causar impacto econômico. Vamos entrar lá com ações sociais, com mecanismos como a criação de fiscais ambientais que poderão receber até R$250, fazer cursos de capacitação profissional e incentivar a agricultura familiar. Não queremos custo para a população, mas sabemos que deve haver uma transição.

Como será esta transição?

ANA JULIA:A transição é para pessoas que querem vir para a legalidade. Tem uma uma parte que quer isso e outra que não quer. As que não querem se legalizar não vão sobreviver. Estamos dando chance para quem quer vir para a legalidade.

É suficiente para aliviar o impacto de perder R$2 bilhões?

ANA JULIA: Precisamos valorizar as atividades legais, fazer com que tenham valor econômico no mundo todo. Precisa haver outra atividade econômica, senão as pessoas vão fazer o que é mais fácil. Existe o instinto de sobrevivência. A maioria das pessoas são trabalhadores que querem viver com dignidade.

Os madeireiros criticam a demora na liberação dos planos de manejo da floresta.

ANA JULIA: A partir de segunda-feira, entram mais funcionários. Estamos avaliando os projetos de forma criteriosa. Mas mesmo com este mutirão não há como (aliviar a situação em curto prazo). Esbarramos na questão fundiária, pois boa parte das terras é pública, e só no final do ano poderemos fazer licitações para a exploração delas.

A senhora esperava a reação da população em Tailândia?

ANA JULIA: Esta reação foi incentivada pelos madeireiros inescrupulosos. Foi distribuída cachaça em Tailândia. Foi uma tentativa de intimidar o Estado, mas não vamos nos deixar intimidar. É questão de honra. Vou tirar aquela madeira nem que demore 20, 30, 50 dias. (O Globo)

Flamengo derrota Botafogo de virada e é Bi-campeão da Taça Guanabara








Para ficar com a taça, rubro-negros derrotaram de virada os alvinegros rompendo o equilíbrio que marca a história recente dos confrontos. Nos últimos cinco jogos, só deu empate.

Não há gás para atender a demanda

Despacho das agências de notícias dão conta que Brasil, Bolívia e Argentina não chegam a acordo sobre gás.

Elementar: não houve acordo proque não há gás para atender a demanda.

Saia justa da propaganda fácil

Cada vez mais bombado, o blog do jornalista e publicitário Hiroshi Bogea deixa roendo unhas a militância do Pê Tê em Marabá.

Ex-superintendente da SR-27 do Incra. Bernadete ten Caten foi eleita com uma votação que a credenciou para vôos de águia. A amável deputada está colecionando um portfólio respeitável na Justiça. Nada recomendável, diga-se.

Junta-se à coleção, uma condenação em primeira instância, e agora mais uma ação, desta feita por crime eleitoral.

Sem querer querendo, a deputada, repleta de boas intenções, armou uma armadilha que a governadora cairia como patinha se não fosse a providencial interferência de um assessor.

Ver detalhes no blog do Hiroshi.

A propaganda fácil atingiu outro estrelado deputado de Marabá.

Revelação da necessária renovação política de quadros afeitos à pecanomizades extravagâncias da carne, do desejo incontrolável e da volúpia desmedida pelo poder. JS capitulou e soltou uma série de out-doors para promoção pessoal extemporânea e isso é crime.

João Salame (PPS) não conteve-se e seguiu na mesma linha da propaganda pessoal antecipadade sua colega Bernadete , aproveitando-se da data de seu aniversário. Sempre um aniversário atravessa o decoro dos parlamentares de matizes as mais diversas. Impressionante.

JS não precisa disso. É um deputado da melhor qualidade. Portador do melhor preparo entre seus pares e forjado nas lutas contra o império da má imprensa. Será? Fica a questão.

Sou aluno de João Salame. Tenho-o como um jornalista acima da média, mas, assim não dá.

Pelo visto faltou avaliação de danos ao cair de maneira, mesmo que brejeira, no maior dos pecados que hoje cercam os poderosos: a falta de uma boa assessoria.

Assessor de verdade. Que diz na lata: não publique por isso e por aquilo!

Espero e torço que esses deslizes amadores não perdurem. É vital uma bancada expressiva, atuante e compromotida com a região para o baldrame do Carajás. Seja a bancada constituída pelo partido que for. Essa decisão é sobretudo, soberana do povo que vai às urnas.

Marabá e região forjam com muito suor e luta o sonho da criação do Estado. Não há espaço para vale-votos.

Acredito que Bernadete e seu principal aliado politico, deputado federal Zé Geraldo não tenham qualquer compromisso com a criação do novo Estado. É uma questão do quintal do Pê Tê. E a retórica da deputada está jogada na descrença facilmente revelada.
Quanto ao seu parceiro na empreitada. As urnas dirão.

Fora disso, o deputado estadual João Salame é reconhecido como um dos ícones na defesa e trabalhador incansável para a criação do novo Estado, como homem de visão de longo alcance que tem e sempre demonstrou.

- Deputado João Salame. Deputada Bernadete ten Caten. O espaço está aberto para o debate.

O fenômeno de Harvard

Prá dar risada. Pensar um pouco e mandar a corja prá roça com cangalha no costado.

Transposição da AlOPRA, seus derivativos e muita cara-de-pau de um autêntico cabra de pêia.

Republicando
Após retornar do cursinho de seis meses em Harvard – à moda Ciro Gomes de se mostrar --, Geraldo Alckmin deve voltar tentando evitar o sotaque bostoniano que acabou fazendo algum sucesso nos meios políticos do Brasil graças as proezas e malabarismos do professor harvardiano Mangabeira Unger, uma mistura de mestre de Direito, politicólogo e financista disfarçado.

Como se sabe, Mr. Mangabeira acaba de dar um salto mortal triplo, sem rede de proteção, tentando passar de empregado do Daniel Dantas a ministro do governo Lula. Espatifou-se antes de assumir. Ou melhor, antes de subir.

Por falar em Harvard, uma das maiores frustrações das pessoas inteligentes brasileiras é não poder freqüentar essa tradicional instituição.

Não que exista algum obstáculo, digamos, preconceituoso que impeça as pessoas inteligentes brasileiras de chegarem lá.

É apenas uma questão de distância.

Harvard, mesmo fiel aos princípios aristocráticos da velha Boston, sempre abriu suas portas para pessoas inteligentes do mundo todo.

É famosa em Harvard a história de Caleb Cheeshahteaumuck, um
pele-vermelha que entrou para a universidade em 1660 (sim, 1660) e bacharelou-se em 1665.

Quando voltou para sua tribo, Caleb impressionou as jovens índias não só pelo seu sotaque marcadamente bostoniano como pelas suas gravatas e os paletós de veludo verde, tão comuns na época entre os garotões de Harvard.

Caleb colocou na sua tenda um cartaz com um dos 'slogans' da universidade: “Nós produzimos os melhores frutos da Nova Inglaterra”.

Durante anos Caleb funcionou como formulador de projetos políticos alternativos para a tribo.

Essas reminiscências sobre o velho e bom Caleb sempre nos vêm à memória a propósito do interesse das pessoas inteligentes do Brasil pela tradicional escola.

Lembro-me, como se tivesse acontecido ontem, da reunião das mais proeminentes cabeças do antigo MDB com o então recém-chegado de Harvard, o professor, jurista e sociólogo Roberto Mangabeira Unger, um dos responsáveis pela popularização da universidade nos meios políticos tupiniquins.

As eminências do velho MDB convidaram Mr. Unger para que ele ajudasse o partido.

O velho MDB necesitava urgente de encontrar propostas objetivas para o exercício de uma oposição mais eficaz pois estava sentindo que era chegado o momento da transição do regime autoritário para um regime semi-autoritário.

Quando eu cruzei com o professor Mangabeira nos saguões do Hotel Nacional, percebi logo que ali estava um dos melhores frutos da Nova Inglaterra.

O professor não usava paletó de veludo verde (devia ter caído de moda em Harvard), mas o sotaque era impecável.

Isso sem falar na pasta de couro que o professor arrastava pelo saguão. Devia pesar uns 20 ou 30 quilos. “É o peso da sabedoria de Harvard”, conjecturei.

À noite, ainda meio vergado pelo peso da pasta e dos seus profundos conhecimentos, o professor Mangabeira apareceu na casa do senador Roberto Saturnino para uma palestra a um seleto lote de oposicionistas das mais variadas tendências.

O auditório estava ávido para ouvir o que de mais moderno existe em matéria de projeto político alternativo (as teses do índio Caleb também haviam caído de moda, creio).

E, convenhamos, o professor, como acontecia com Caleb, foi um sucesso.

Segundo ele, o MDB, naquele momento crucial da sua existência, teria três possibilidades:

1) continuar sendo o mesmo MDB velho de guerra que a gente conhecia fazia tempo;

2) o MDB podia reciclar-se, tentando aproximar-se intimamente da classe trabalhadora;

3) o MDB podia acabar.

Quando alguém do auditório perguntou qual das três hipóteses ele
achava a mais indicada, o professor foi de uma objetividade digna dos melhores homens que passaram por Harvard: “I came to hear”, disse.

Muitos não captaram, no primeiro momento, toda a sabedoria embutida nessa assertiva.

Até que um dos senadores emedebistas presentes – parece que foi o senador Leite Chaves – venceu a timidez que a figura imponente do professor impunha aos ouvintes e traduziu para que os demais compreendessem: “Ele está dizendo que veio para ouvir”.

Houve um instante de perplexidade, até que espocassem palmas discretas, palmas de jogo de tênis no Country Club.

Naquele final de semana, a frase do professor Mangabeira correu de boca em boca nos gabinetes emedebistas do Congresso.

As melhores cabeças do partido explicavam para as piores cabeças o significado da expressão “eu vim para ouvir”.

Como Caleb Cheeshahteaumuck, Mangabeira Unger impressionara
vivamente o auditório.

Muitos emedebistas não hesitavam mesmo em definir a noitada na casa do senador Saturnino como o momento mais importante vivido pelas oposições brasileiras nos últimos anos.

De fato, não se podia esperar menos de uma aproximação Harvard-MDB. Nem se poderia duvidar da capacidade profissional do professor.

Afinal Mangabeira Unger, entre tantos títulos, tinha um realmente insuperável: ele era o único 'brazilianist' brasileiro.

Agora, o tempo passou, tudo mudou, caimos na mais deslavada democracia e Mangabeira Unger acabaria sendo convidado por Lula para o cargo de ministro da nova Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, com o sugestivo nome de SEALOPRA.

No entanto, parece que o presidente, depois do convite, quando pôs a cabeça no travesseiro pensou melhor.

Antes de embarcar para a India (com conexões),onde deve permanecer nove longos dias, mandou um recado via ministro Mares Guia para que Mangabeira recusasse o convite.

O presidente pode ser até generoso com alguns amigos. Dizem que quem pediu por Mr. Mangabeira Unger foi o vice-presidente José Alencar, a quem Lula sempre foi muito grato.

Agora, botar para dentro do governo um personagem que goza do respeito e admiração (além de polpuda remuneração) do controvertido banqueiro sem banco Daniel Dantas era como alimentar uma cobra venenosa dentro do quarto de dormir.

Se o problema é não melindrar Harvard e o harvardianos, o melhor é convidar logo para o cargo o Geraldo Alckmin.

Além de estar desempregado, pelo menos combina com a infeliz sigla escolhida para designar a nova secretaria: SEALOPRA.

Nem um centavo do Pará para o Memorial da Guerrilha do Araguaia

O governo do Pará, não demonstrou nenhum interessse no projeto de construção do Memorial da Guerrilha do Araguaia.

O Pê Tê paraense, sinalisa que não tem nada com isso.

Guerrilha? Araguaia? Tocantins? Afinal o que diabos é isso? Deve pensar algum dos doutos dirigentes que ora comandam os desígnios dos paraenses, que preferem, claro, insistir de maneira histriônica e dramática que o "goveno da mudança" não reconhece como processo lícito a criação do Estado do Carajás - parte do palco dos acontecimentos da guerilha e movimento natural criado após sentir o gôsto amargo da mão pesada dos milicos.

Belém nem sabe o que é isso. No entanto, os belemenses recrutados para a guerra sabem muito bem o que se passou.
Os belemenses, salvo raras e cada vez mais raras exceções não sabem nem o que é Carajás, Tapajós, Araguia, Tocantins ou Amazonas. Dirá Guerrilha.

Mudou quase nada de lá prá cá.

Continua a região como terra segregada.

Não se retorna nem um terço da arrecadação de 40 municípios que veêm como salvação de seus destinos a separação, e fica tudo por isso mesmo.

Pilantras de todos os matizes chegam a pé, de ônibus, de barco, de trem, de carro próprio, de avião, e lá percebem que o negócio que vale a pena é ser dar bem e as leis que danem-se.

A região é campeã para cima e para baixo em quesitos de arrepiar os mais recônditos pêlos.

O Memorial do Araguaia, no município de Xambioá (TO), projeto oferecido aos mandatários do "governo da mudança", está mais próximo de se tornar realidade no outro lado do Araguaia, no Tocantins. Afinal, o Pará não tem nada a ver com isso.

Já foi publicado, no Diário Oficial da União, a aprovação do projeto pelo Ministério da Cultura, no valor de R$ 2.194.164,25. Os dirigentes do Instituto de Apoio aos Povos do Araguaia (IAPA) comemoram a aprovação.

Além do atrativo de uma região belíssima. Há na área, inscrições ruprestes de civilizações que a milhares de anos desapareceram como por encanto, assim como apareceram.

Nas margensa direita e esquerda do Araguaia, na plotagem onde se deu o conflito armado, há sítios arqueológicos e vestígio da existência de uma civilização avançadíssima e cultora de naves espacias, baste olhar os registros nas pedras, por hora, ainda preservadas.

Houve dificuldades para a captação de recursos pela Lei Rouanet. Até agora não saiu um centavo do governo Lula, o inpirador de plantão do "governo da mudança".

A Lei Rouanet permite que os projetos aprovados pelo Ministério da Cultura recebam patrocínios e doações de pessoas, que poderão abater os benefícios concedidos no Imposto de Renda devido.

O presidente da entidade, Micheas Gomes de Ameida, Zezinho do Araguaia; e a tesoureira, Neuza Rodrigues Lins, primeira camponesa anistiada naquela região, comemoram a aprovação do projeto, mas sabem que ainda tem muita luta pela frente.

Eles são representantes da comunidade que lutam desde 2001 pela construção do memorial. A data coincide com o início das exumações dos guerrilheiros mortos pelos militares na época do regime militar, quando desenvolveram uma resistência armada à ditadura na região do rio Araguaia.

História da guerrilha


O Memorial do Araguaia, que pretende se transformar no cartão postal da cidade, tem por objetivo resgatar o acontecimento histórico brasileiro da Guerrilha do Araguaia, com um espaço adequado para a guarda do acervo histórico, tornando possível o acesso de estudantes, professores, pesquisadores e comunidade em geral a documentos que contam a história da Guerrilha.

O obelisco é de autoria de Oscar Niemeyer e o projeto arquitetônico é de Osvaldo Iamauti.

O projeto inclui também a construção de equipamentos para o desenvolvimento de atividades culturais e educativas para comunidade de Xambioá e cidades vizinhas, mostrando as riquezas da região. ''Será um centro cultural vivo, onde a população vai trabalhar a arte, cultura, ciência e tecnologia'', explica Zezinho, acrescentando que ''Xambioá significa, na língua indígena, pássaro preto veloz''. Segundo ele, existe uma curiosidade grande das pessoas com relação ao nome do município.

As obras, que estavam previstas para início de julho há dois anos atrás e conclusão em fevereiro de 2007, não poderam ser iniciada por falta de recursos. Zezinho garante que ''assim que o dinheiro estiver na conta do Instituto, o cronograma do projeto será cumprido''.

Para manutenção e funcionamento do Memorial, o Instituto pretende assinar convênios com as três esferas do poder público - município, estado e União (o governo do Pará está na pauta, mas nunca demonstrou qualquer interesse de apoio. Ana Júlia, na certa, nunca ouviu falar disso! Será?). O dirigente do IAPA lembra ainda que o memorial terá recursos próprios, advindo dos equipamentos culturais como cinema, teatro, venda de livros etc.

Ajuda no exterior


Para garantir os recursos para construção do Memorial, os integrantes do IAPA, que têm uma história de cinco anos de luta pela construção da obra, estão dispostos a buscar ajuda no exterior. ''Já temos em vistas contatos com o governo italiano, diz Zezinho, considerando a participação do italiano Gian Carlo Castiglia, o Joca, que participou da guerrilha e foi morto pelos militares na região. O italiano faz parte dos heróis da Guerrilha do Araguaia, que será homenageados pelo memorial.

Outro contato previsto é com o governo japonês, que, segundo Zezinho, tem concessão de exploração de minério da Serra de Carajás, região da guerrilha. Leia-se Mitsui, uma das acionistas da Vale. A concessão pelo prazo de 30 anos foi feita no governo José Sarney, na gestão de Shigeaki Ueki como Ministro das Minas e Energia.

Cinco anos de luta

'Quando foram iniciadas as exumações dos corpos dos guerrilheiros mortos no Araguaia, em 2001, a comunidade iniciou uma discussão sobre o desejo de construir um símbolo à vida que eles levavam antes dos militares chegarem na região', conta Zezinho. Ele lembra que foi realizada uma audiência pública na Câmara dos Vereadores de Xambioá, quando foi aprovada a construção do Memorial do Araguaia, que engloba todos os desejos da comunidade da região.

A partir de então, foi criada comissão para formar a entidade jurídica que levaria adiante a idéia. Em janeiro de 2004, foi instituído o IAPA. Antes disso, porém, a comissão encaminhou ao Presidente Lula, por meio do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), no dia 17 de janeiro de 2003, o pedido de construção do Memorial.

Nesses sete anos, Zezinho -- um dos sobreviventes da guerilha --, destaca que, em meio as questões burocráticas e políticas, a comunidade, por meio da comissão, conseguiu evitar a inundação de 14 municípios, inluindo Xambioá, para construção de uma hidrelétrica na região.

Em seguida, conseguiram a promessa de doação do terreno, pelo prefeito da cidade, Júnior Leite, em 2001. Zezinho lembra que, na época da morte do João Amazonas, as cinzas do líder comunista foram espalhadas nesse local.

No entanto, o memorial não pode ser construído no terreno doado pelo prefeito por que está em litígio. Para não perder o espaço privilegiado, na entrada da cidade, o povo reuniu-se, escolheu outro terreno e o IAPA comprou com recursos particulares do próprio dirigente da entidade.

E o Pará ó! Tá nem aí.

Nós já sabíamos. Cadê Gian Carlo Castiglia?

Há em Brasília e em outros Estados do Brasil um grupo de jornalistas que conhecem com profundidade a história, até então escamoteada pelas autoridades, sobre os acontecimentos da Guerrilha do Araguaia.

O que diferencia-nos de outros grupos é a discrição que a matéria requer.

Essa história publicada abaixo pelo repórter Alan Rodrigues, da IstoÉ, não tem qualquer novidade.

O grupo em questão, sabe dessas informações há anos.

O governo não lhes provém qualquer sinal de boa vontade para esclarecer o assunto, pautado há décadas na Comissão de Direitos Humandos da OEA e da ONU.

A safadeza é de tal monta que a minista Chefa da Cada Civil, torturada nos anos de chumbo, ajoêlha-se ao mandarinato off-line da Caserna, sob a justificativa do manto da Lei de Anistia.

Covardia pura.

O presidente nem se fala.

O Brasil não quer resgatar o seu passado.

Os dirigentes do Brasil acovardam-se ao lembrar da mão pesada de militares de facções ultranacionalistas bancadas pela Cia americana no ópio da luta contra o comunismo.

Argentina, Chile e Uruguai abrem os livros e passam a limpo o pantanoso passado recente dessa tragédia.
Foto: Paulo Amorim/AE












O Brasil brinca de Amarelinha. E premia a impunidade dos algozes de seus insepúlcros cidadãos. Um deles de dupla nacionalidade, Gian Carlo Castigliao, o Joca, cidadão italiano, que pensamos ser este aqui, ao lado, em soberba foto de Paulo Amorim.
Afinal, quem usava ceroulas em 72 no Bico do Papaguaio?

As ossadas estão guardadas para o môfo do IML do Distrito Federal. Num resgate mais para golpe de publicidade do ex-deputado federal, Luis Eduardo Grennhalg, à época presidente da Comissão de Direito Humanos da Câmara dos Deputados, assumindo a vaga como suplente.

Era FHC.

Era Lula e Guerrilha: Vergonha.

A genuína traição

E aí companheiro. Curió mente?

O publicitário careca é conto de fadas?

O major te acusa de traidor. Vai ficar assim?

Tú não sabia de nada?

Pegaram na tua mão para assinar o papel?

Deputado mentiroso é o fim. Covarde é uma vergonha.

Curió ensaia abrir o bico sobre a Guerrilha do Araguaia

Num surto de consciência pesada, no que muitos duvidam. Sebastião Rodrigues de Moura, um mineiro de São Sebastião do Paraíso, resolveu abrir parcialmente o afiado bico.
Apesar de ter muito o que cantar. Desenrola um pouco a língua para a IstoÉ e enrola um ênredo que todos já sabemos, como jornalistas de viés investigativo da área.

Curió está tinindo como novo membro da Assembléia de Deus.

O pássaro foi batizado e recebido com louros e alpiste na Congregação.

A Assembléia, afinal, preconiza leis bíblicas do perdão.

Perfeito?

Não.

O perdão só terá valôr se aflorar do coração. O que parece não ser o caso de Curió, que bateu asas a avoou quando soube por seus caríssimos advogados, que o oficial de justiça da Comarca estava a sua procura para intimá-lo a responder sobre uma bronca de assassinato ocorrido em sua Chácara nas cercanias de Brasília.

O pássaro não jogou conversa fora. Matou um adolescente sem qualquer chance de defesa. Fora treinado pelo Estado para isso?

Com a palavra um outro pássaro que sentou praça no Pará que atende pelo nome de Passarinho. Avoado lá das bandas do Acre.

Coisas distantes das lendas românticas de pescadores embriagados de cachaça.

Há um assédio descarado de jornalistas para tentar granjear a confiança do pássaro. Todos da chamada grande imprensa.

Tenho conhecimento de propostas tão ou mais indecentes como a missão ao pássaro confiada. O que os iguala na lama.

Nossa imprensa vai de mal a pior. Mas, não tem nada não. Haverá uma oferta maior para a troca.

Este homem sabe onde estão os cadáveres do Araguaia

O militar que preparou o ataque final à Guerrilha do PCdoB rompe um silêncio de 35 anos, revela segredos do combate e indica o local de um suposto cemitério clandestino

Por ALAN RODRIGUES - Pará

Aos 73 anos, ele é vaidoso. Não sai de casa antes de fazer sessões de levantamento de peso, se lambuzar de fartas porções de protetor solar 60, mexer e remexer os cabelos tingidos de loiro. Ao chegar ao portão, ele empluma o corpo, despede-se da mulher, uma jovem de 26 anos, e do filho de cinco, dá meia dúzia de ordens, em tom de confidência, e sai para a caminhada com dois seguranças armados.


Sebastião Rodrigues de Moura é mineiro de São Sebastião do Paraíso, mas é popularmente conhecido como “Curió” – um pássaro brigador. Qualquer desinformado que cruze o caminho deste senhor de olhar triste e passos cadenciados pelas ruas da cidade que leva seu próprio nome, Curionópolis, e da qual ele é prefeito pelo terceiro mandato, não saberá jamais que este homem é uma espécie de lenda na Amazônia. Curió virou mito encarnado no codinome “Dr. Luchini”, o mais temido militar brasileiro que se embrenhou na selva amazônica no início dos anos 70 para pôr fim a um movimento de jovens idealistas que buscavam convencer colonos a transformar o País numa pátria socialista. Conhecida como Guerrilha do Araguaia (1972/1975), foi a maior ação militar do País depois da Segunda Guerra Mundial. O combate colocou de um lado quatro mil soldados das forças de segurança contra cerca de 70 insurgentes. Quase todos os guerrilheiros foram mortos – mas apenas um corpo foi encontrado até hoje. A batalha aconteceu às margens dos rios Araguaia e Tocantins, na fronteira dos Estados do Pará e Tocantins, e deixou um rastro de barbárie, sangue e terror.

REVELAÇÕES

“Eu não tenho o direito de levar para a sepultura os dados que tenho e que sei”

Curió virou mito para muitos, justamente porque foi ele e sua tropa que aniquilaram os guerrilheiros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) depois de duas derrotas vexatórias impostas a duas expedições militares em 1972. Ao final da Guerrilha do Araguaia, havia 59 guerrilheiros, dez posseiros e três militares mortos. Dezenas de pessoas foram torturadas. Como os militares protegem como segredo de Estado tudo o que se refere ao Araguaia, a história desse confronto segue repleta de perguntas sem respostas. Onde estão as ossadas dos guerrilheiros? Os corpos foram decapitados? Os cadáveres, incinerados? Eles estão em valas comuns? Um militar chegou a dizer que participou de uma Operação Limpeza, na qual os guerrilheiros mortos foram jogados, um a um, de helicóptero, pela imensidão da Floresta Amazônica. Essa informação é correta? O homem na fotografia ao lado tem as respostas. Curió era major do Centro de Inteligência do Exército (CIE) e foi o autor do mais completo dossiê de arapongagem sobre a guerrilha. Chamado de relatório 01 da Operação Sucuri, ele precedeu o combate que exterminou a guerrilha.

No domingo 10 de fevereiro, embalado por duas latas de Coca Zero, depois de traçar uma galinhada, Curió deu as primeiras pistas para perguntas que se transformaram em mistério. Após 35 anos, sua versão lança a oportunidade de esclarecer os destinos de mortos e desaparecidos da Guerrilha do Araguaia. Outros detalhes irão fazer parte de um documentário e um livro que sairão em breve (promessa, aliás, que já conta 20 anos). “Tenho 73 anos de idade cronológica, 45 de idade física e psicológica e 32 de idade mental”, disse ele à ISTOÉ. “Eu não tenho o direito de levar para a sepultura os dados que tenho e que eu sei.”

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Curió começa sua imersão no passado revelando que, com o cerco dos militares, os guerrilheiros foram empurrados para um recuo no Castanhal dos Ferreira. De lá, eles se dirigiram para a região da Palestina (ver mapa). Neste local, no Natal de 1973, iniciou-se a fase final do combate na qual as forças do governo mataram mais de 20 guerrilheiros antes do Réveillon. “O pessoal dos direitos humanos fica procurando corpos em Xambioá (base militar), mas muitos corpos estão enterrados na Palestina, que na época era uma vila com uma rua de terra”, revela. Contra essa declaração, existe o fato de que sua comprovação custaria caro. Daquela vila, a 286 quilômetros de Belém, nasceu uma cidade que hoje conta com 7.500 habitantes. E para revirar o solo seria preciso demolir casas e esburacar ruas.

O segredo contado por Curió, contudo, ganha força graças a uma revelação feita na semana passada à ISTOÉ pela ex-guerrilheira Criméia Almeida. Segundo ela, foi justamente nessa região que, em 2001, a comissão dos familiares dos mortos e desaparecidos políticos tentou investigar a existência do que seria o cemitério clandestino da Guerrilha do Araguaia. Mas não se conseguiu porque o grupo recebeu ameaças de morte. “Estivemos na região rural dessa cidade, onde moravam alguns guerrilheiros, mas não pudemos pesquisar porque, além de ser muito difícil o acesso, fomos ameaçados pelos moradores”, diz Criméia, uma das poucas sobreviventes e parente de um dos mortos. Há sete anos, a comissão não levou o caso ao Ministério Público por dois motivos: primeiro, foi à Palestina informalmente. Depois, não conseguiu nenhuma evidência – um caso que muda completamente a partir de agora com o depoimento de Curió à ISTOÉ. “O Estado tem de dar uma resposta a isso”, cobra a ex-guerrilheira.

Um fato surpreendente na história contada por Curió e que, de acordo com ele, causa urticária entre seus pares de farda é o reconhecimento que ele faz da bravura de alguns militantes. “Queria ter enterrado a guerrilheira Sônia com honras militares”, conta. “Ela foi a melhor combatente dos comunistas. Aliás, as mulheres eram muito melhores do que os homens”. Sônia era o codinome de Lúcia Maria de Souza, morta pela tropa de Curió com uma saraivada de balas espalhadas pelo corpo. Antes de tombar, Sônia – que estava ferida com um tiro na perna – manteve o seguinte diálogo, segundo revela agora Curió:

– Qual o seu nome?– Guerrilheira não tem nome, tem causa.

Logo em seguida, o corpo de Sônia foi metralhado e abandonado no Igapó do Taboão, como era conhecida a área. “Deixei o corpo dela para trás porque eu estava ferido, ela tinha me acertado com um tiro no braço e atingido o rosto do Lício (comandante da tropa). Tínhamos que buscar socorro”, lembra. Além do corpo de Sônia, que ele admite ter deixado para trás, Curió revela que muitos outros guerrilheiros tiveram seus corpos dilacerados pelos animais da selva. “Muitos dos combates aconteceram à noite. Quando chegávamos de manhã, alguns corpos estavam comidos, às vezes não tinham nem mais cabeça”, conta.

Curió revela que a traição de militantes foi fundamental para acabar com a guerrilha. Ele aponta o dedo para o ex-presidente do PT e deputado federal José Genoino (SP). “Ele traiu seus companheiros. Genoino foi preso como um mensageiro dos guerrilheiros e, sem ninguém encostar nele, contou tudo: quem era quem no comando, revelou sobre os três destacamentos de guerrilheiros (chamados de unidades de combate pelo PCdoB).” E mais: “abriu” os codinomes e as armas que usavam seus 20 companheiros e suas funções, deu detalhes do relacionamento da guerrilha com a população e entregou os depósitos de mantimentos construídos na mata. “Tudo está anotado numa folha de papel. Quero ver ele falar que a letra não é dele”, desafia. Procurado em quatro ocasiões por ISTOÉ, Genoino não respondeu aos recados e telefonemas. Segundo Curió, foram as informações dele que municiaram a Operação Sucuri, a fase do extermínio da guerrilha.

VAIDADE Aos 73, casado com Vera Aguiar, 26 anos

Ex-lutador de boxe, filho de barbeiro, Sebastião Curió resolveu vestir farda depois de assistir a um primo ser carregado como herói pelas ruas de sua cidade natal assim que chegou da Segunda Guerra, na qual serviu na Força Expedicionária Brasileira (FEB). Curió agora acredita que seus depoimentos mudarão a história do Araguaia. “Muitas pessoas ficarão surpresas com os documentos que apresentarei mostrando os erros que ocorreram dos dois lados, tanto do Exército quanto dos guerrilheiros”, antecipa. Ele pode não estar blefando. Ao afirmar que possui documentos reveladores sobre a guerrilha, Curió põe em xeque a versão oficial do Alto Comando das Forças Armadas que afirma que toda a papelada foi queimada e que não existe nenhum arquivo sobre o período. “Não duvido que ele tenha esses documentos. Muitos militares privatizaram essas informações”, acredita Nilmário Miranda, ex-secretário nacional dos Direitos Humanos.

Quando imerge nos erros da tropa, que perderam dois combates, Curió admite que os militares só conseguiram sucesso na terceira etapa da guerra, a Operação Sucuri, porque os guerrilheiros tinham um poder de fogo muito aquém do dos militares. Ele avalia que o erro estratégico dos inimigos foi acreditar na vitória no segundo recuo das tropas militares. “Eles conheciam a floresta e a tropa militar colecionava muitos erros, como movimentar 300 homens ao mesmo tempo, roupas inadequadas, combatentes não adestrados e falta de rádios de comunicação. Até homens da guarda palaciana, que nem sabiam o que era selva, estavam lá”, conta Curió. As revelações do ex-militar acontecem depois de a Justiça ter ordenado ao governo a abertura dos arquivos da guerrilha. Como até o momento o Ministério da Defesa insiste em ignorar o despacho legal, aos parentes dos desaparecidos da ditadura militar o depoimento de Curió parece ser a única esperança para se encontrar, finalmente, a verdade.
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O Estado do Pará, minha terra, é receptáculo de incríveis atrações.
No que poderia ser uma ação positiva. Prá lá voam pássaros de mal agouro de toda ordem, inclusive, de plumagem nativa.
Um Passarinho, outro Curió. E a Cotovia? Insiste em não cantar, só dança.
Pobre Pará. Um paraíso rico, punjante, que desperta fortes sensações.
Entregue na mão de caçadores(as) de pesadêlos.

De Juca para Juca







Mestre Juvêncio.
Falando de Juca para Juca, ouça um alento para a porfia do domingão.








A estrela solitária não está só. Só vai perder, entende?
Um alento: não chores por isso. Amanhã será outro dia. Hehehehe.

Nada que é humano dura para sempre

A pertubadora frase resume a mensagem de meu filme predileto.

Tony Scott é irmão do também diretor Ridley Scott (Blade Runner, lembram?), -- aposto minhas fichas como melhor filme (Gangster) para o Oscar desse ano.


Tony dirigiu The Hunger, aqui, no cartaz: Fome de Viver.


Susan Sarandon interpreta Sarah, uma mortal que se envolve em um triângulo amoroso com um casal de vampiros vividos por David Bowie e Catherine Deneuve. Os dois vivem a frenética e desesperada rotina de suas condições, sempre a procura de sangue novo para sobreviver.


O filme conta com um visual aterrorizante e uma trilha sonora que mistura Iggy Pop com Bach e Schubert.


Leitura videoclipesca do vampirismo, uma bela história de amor com fotografia primorosa e cenografia estilizada.


A cena de sexo entre Susan Sarandon e Catherine Deneuve é capaz de despertar zumbis e outros tipos de mortos-vivos. Dizem! Veja o filme e comprove.

E aqui temos Bach, novamente.

Nesta cena, lá pela metade do filme, o espectador já está totalmente perturbado e hipnotizado pelo enrêdo.

Tony dá uma trégua e relaxa o público, colocando Bowie para executar Bach.


O disfarce do vampiro é o de um professor de Cello. Amante de Deneuve -- uma deusa-vampira-egípcia imortal, o filme prosegue em edição de videoclipe -- sensacional.

O filme tem início com frames cortados sem pudor e leva o espectador à uma boate onde o Bauhaus executa Bela Lugosi's Dead

É apenas o início da caça pelo sangue da vida. O casal mira na ruiva que será a fonte da fome de viver do casal.

--Cena alucinante.

Tenho a versão completa de Bela Lugosi's Dead do Bauhaus comprado no Soho, em New York.

Interessados mandem mensagem para valmutran@gmail.com

O notável Bach

Gosto não se discute e o meu está consolidado. Johann Sebastian Bach é o maior de todos os tempos.

O conjunto da obra monumental de Bach (pronuncia-se Bár) é mais conhecido pelas composições para órgão, sentença que não passa de um grande engano de definição de seus detratores.

Músicos avançados prestam-lhe homenagens seguidas à medida que defrontam-se com a maestria por ele proposto na maneira de compor.

Bach virou, literalmente, de ponto à cabeça a lógica de composição de sua época ao estabelecer um sem número de caminhos e possibilidades para uma das mais intrincadas artes técnicas de execução musical: a fuga.

Ao dominar a fuga, demonstrando que o até então arremedo de improvisação podia e deveria ter uma lógica sonora, como depois ficou comprovado, Bach sobrepou-se aos contemporâneos postando-se anos-luz à frente. É moderno até hoje. Arrisco-me que o visionário sempre o será.

Se o leitor gosta de samba e reconhece na Bateria da Escola de Samba Padre Miguel a melhor de todas ao assombrar o mundo há sete anos atrás introduzindo uma virada rítmica caindo para o funk; não fique assustado, isso não é nada além do talento de mestre de Bateria que bebeu em Bach.

O genial contrapontista inspirado. Monstro sagrado que revolucionou o canto coral e desconstruiu o dogma que imperava no início dos anos 1700, em pleno início do século 18, reconstruindo os pilares da forma e método de compor, felizmente tem sua obra praticamente toda gravada.

Segue Bach...

Aqui os amigos (as) poderão ouvir uma aula de fuga (Suite No 3, BWV 1009 in C maior - VI Gigue, para Cello). Ouçam.


Mas o que comove nesse homem que perdeu a mãe aos 9 anos e o pai um ano depois, é a inarredável decisão pela música, que revelou-nos um espírito inspirado e transgressor da ordem de então.

O blog recomenda a audição, digamos, de um tira-gosto nesse sabadão: o (Prelúdio da Suite No 1, BWV 1007 in G maior, para Cello). Uma aula de contraponto.


Aos interessados, basta enviar um e-mail para valmutran@gmail.com que disponibilizarei aos amigos o divino CD "Bach J.S. - 3 suites for cello solo BWV 1007-1009", obra completa, de modo à iniciarmos um resgate à obra do gênio, simplesmente outrora e eternamente conhecido como: Bach.

Boa pauta

A Imprensa paraense tem uma boa pauta amanhã: Carlos Luppi, ministro do Trabalho e Emprego.

Vindo de Manaus, num périplo pela estrutura da Zona Franca. Luppi fez questão de ver in loco, as estruturas que oxigenam a economia do Amazonas e da locomotiva mineral Pará.

Sua presença em Belém, no entanto, atende convite do partido em nome do deputado federal Giovanni Queiroz, presidente da legenda no Pará.

Ministro confirma presença em seminário do PDT em Belém (PA)

"Trabalho e Trabalhismo" é o tema do seminário promovido amanhã, na sede da Câmara Municipal de Belém reunindo a cúpula regional do PDT.

O evento será prestigiado pelo ministro do Trabalho e Emprego Carlos Luppi, Secretário Geral do PDT, Manoel Dias, presidente Regional do PDT, deputado federal Giovanni Queiroz e lideranças trabalhistas de todo o Estado. Confira a programação:


PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO


Local: Câmara Municipal de Belém – Pará
Data: 23 de Fevereiro de 2007
Início: Ás 08h00min horas e encerramento ás 17h00
Tema: Trabalho e Trabalhismo
Realização: Direção Estadual do PDT – PA.
Coordenação Geral: Dep. Federal Giovanni Queiroz.
Convidados de Honra: Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Luppi e Secretário Geral do PDT Manoel Dias

1. Às 08h00 – Credenciamento.

2. Às 09h00 – Abertura Oficial.

3. Às 09h30 – Composição da 1ª Mesa
Bloco de Esquerda na esfera estadual – participação dos presidentes estaduais dos partidos: PDT- PSB- PCdoB- PMN- PHS- PRB.

4. Às 10h30 – Composição da 2ª Mesa Oficial
Lideranças Nacionais e Estaduais participantes do Seminário Estadual.

5. Às 11h00 – Apresentação I - Grupo de Trabalho:
Subtema: “O trabalho como fonte de bens e riquezas”.

6. Às 11h40 – Apresentação II - Grupo de Trabalho:
Subtema: “A distribuição da renda nacional”.

7. Às 12h20 – Apresentação III - Grupo de Trabalho:
Subtema: “A desocupação, o desemprego e a qualificação
profissional”.

8. Às 13h00 – Intervalo para o almoço.

9. Às 14h00 – Apresentação VI - Grupo de Trabalho:
Subtema: “Os direitos inalienáveis dos trabalhadores”.

10. Às 14h40 – Apresentação V - Grupo de Trabalho:
Subtema:“As relações do PDT com os movimentos e as organizações de trabalhadores”.

11. Às 15h20 – Apresentação dos Pré-candidatos a Prefeitos:
Eleições Municipais de 2008.

12. Às 17h00 – Encerramento:
Apresentações de danças folclóricas e capoeiras.


Observação: Todos os temas serão apresentados por palestrantes integrantes de cada grupo respectivo, contando ainda a mesa com a participação de debatedores.

Vale inicia engenharia financeira para comprar Xstrata

A Vale aumentou para US$ 90 bilhões a oferta de compra da mineradora anglo-suíça Xstrata e fechou financiamento de cerca de US$ 50 bilhões com oito bancos para a operação, de acordo com a agência Reuters.

A primeira oferta informal, de US$ 76 bilhões, ou 40 libras por ação, foi rejeitada pelos acionistas da Xstrata.

Segundo uma fonte próxima da operação, a Vale aumentou em 17% a proposta, após a Glencore -maior acionista da Xstrata, com 35%- pedir até 48 libras por ação.

A Vale já teria fechado financiamento com Santander, HSBC, BNP Paribas, Lehman Brothers, Credit Suisse, Citigroup, Calyon e Royal Bank of Scotland. Sete deles entrariam com US$ 6,7 bilhões cada um, e um, com US$ 3 bilhões.

Eles estariam procurando crédito de mais US$ 2,5 bilhões.

Senador Tapioca e Zolhudo se estranham

Wilson Dias/Agência Senado













Dois senadores transformaram ontem o Plenário do Senado num ringue de lavadeiras *

As divergências entre governo e oposição levaram os senadores Gilvam Borges (PMDB-AP), conhecido como zolhudo e Mário Couto (PSDB-PA) -- o senador tapioca -- a trocar empurrões e ofensas ontem no plenário do Senado.

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) entrou no no meio dos dois para evitar a briga. "Olhei para os lados, não vi nenhum homem, fui eu", disse, ao avisar que sua atitude não foi excesso de coragem.

Couto não gostou de o colega peemedebista ter mandado a oposição se calar nas críticas ao governo por causa dos gastos com os cartões corporativos e foi tomar satisfação depois de usar a tribuna.

Com o dedo na cara de Gilvam, disse que a oposição não era irresponsável. Daí para frente, começaram as ofensas: "Vossa Excelência é um safado", acusou o tucano. "Seu vagabundo.

Amanhã a sua máscara vai cair e essa palhaçada vai acabar", respondeu Gilvam.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) também ajudou a apartar a briga quando o clima esquentou e segurou Couto pela cintura.

"Pensa num homem com os olhos vermelhos vindo para cima do outro. Não pode, gente. Bater é quebra de decoro", disse Kátia Abreu.

O embate promete continuar hoje. "Ele tem que entender que ninguém pode calar a boca de ninguém", disse Couto. Gilvam promete novo discurso. "Ele não gosta de mim porque eu uso sandália. Ele está doente, desequilibrado. Amanhã [hoje] vou voltar à tribuna para dizer realmente quem ele é." Informa reportagem da Folha de S. Paulo de hoje.

Alguns senadores analisam se houve quebra de decoro parlamentar.

A baixaria não tem diferença alguma de briga de lavadeiras, * com todo o respeito às lavadeiras.

O governo e a síndrome do meia-sola

Ávido por notícias que desviem a atenção da população do escândalo dos cartões corporativos que bate a porta do gabinete do presidente, o governo ataca agora com o envio de uma proposta de reforma tributária.

Seria ótimo se o governo não fosse vítima da síndrome da meia-sola, a mania de fazer as coisas sempre pela metade e não raro, mal feito.

Fala-se em simplificação na cobrança de impostos, mas nada se fala sobre a redução da carga tributária.

Com uma das maiores cargas tributárias do mundo e com baixo índice de desenvolvimento, o Brasil insiste em penalizar a população com aumentos sistemáticos de impostos. O fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) havia sido uma vitória para todos os brasileiros. Cientes do papel cumprido em relação a esse assunto, parte do Congresso Nacional foi pega de surpresa com o anúncio, no início do ano, do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) paga pelas instituições financeiras.

STF suspende entulhos da Lei de Imprensa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto concedeu liminar (decisão provisória) ao PDT, nesta quinta-feira (21), suspendendo a aplicação de boa parte da Lei 5.250/67 – a Lei de Imprensa. Com isso, processos judiciais e decisões com base em diversos trechos da lei ficam suspensos.

A decisão suspende, por exemplo, as penas de prisão para jornalistas por calúnia, injúria ou difamação. O Código Penal já prevê punição para estes delitos. Outro trecho suspenso é o que prevê censura para “espetáculos e diversões públicas”.

A liminar foi concedida pelo ministro Carlos Ayres Britto em resposta a uma ação do PDT e será válida até o julgamento final da ação, sem data prevista, pelo plenário do STF. “Imprensa e democracia, na vigente ordem constitucional brasileira, são irmãs siamesas. Em nosso país, a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade, porquanto o que quer que seja pode ser dito por quem quer que seja”, ressaltou o ministro.

Segue...

Confira o nível dos vestibulandos na prova de Redação da UFMG

Vejam só o que alguns dos vestibulandos foram capazes de escrever na prova de redação da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo como o tema:

'A TV FORMA, INFORMA OU DEFORMA?'

A seleção foi feita pelo professor José Roberto Mathias e foi enviada pela amiga escritora e jornalista Taís Moraes, já de volta de uma temporada na Bélgica.

'A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo de comunicação'. (pode?)

'A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação'.
(fantástica!)

'A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não...'
(ah, sobrenatural... )

'A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista'
(sem comentários).

'A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças'
(é mesmo?)

'Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco (?) , fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro'
(imbatível; flatulência?)

'A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral'
(que tortura!)

'A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de locomoção'
(genial!)

'A TV é o oxigênio que forma nossas idéias'
(ah, sem ela esse indivíduo não pode viver...)

'...por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar os homens'
(nunca imaginei pilotar uma TV)

'A TV ezerce (puxa!) poder, levando informações diárias e porque não dizer horárias'
(esse é humorista)

'E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso'
(alguém me explica isso?)

'A televisão leva fatos a trilhares de pessoas' (é muita gente isso, hein?)

'A TV acomoda aos teles inspectadores'
(socorro!)

'A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas'
(extraordinário!)

'A televisão pode ser definida como uma faca de trezgumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar' (de onde essa criatura tirou essa faca?)

Giovanni aprova corte para construção de Palácios

Todos os destaques do deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) reduzindo pela metade os recursos que seriam drenados para a construção dos novos "Palácios da Justiça" em via de construção no "Vale dos Tribunais" em plena Capital do Brasil foram aprovados na Comissão de Mista do Orçamento do Congresso Nacional.

O lobby é grande para a recomposição dos recursos, considerados superfaturados e fora fora da realidade de mercado.

É por essas e outras que não sobra dinheiro público para enfrentar a bandidagem com ou sem colarinho deste país, e cada vez mais os ricos ficam mais ricos, enquanto os pobres... Quem se importa?

Segue...

PDT tem novo líder na Câmara dos Deputados

A bancada do PDT acaba de escolher o deputado Vieira da Cunha (RS) como seu novo líder na Câmara dos Deputados. Por acordo da bancada, o deputado Mário Heringer (PDT-MG) será o líder do bloquinho. Cunha substituirá o deputado Miro Teixeira (RJ).

Procurador de Justiça, o novo líder pedetista foi também radialista e está em seu primeiro mandato como deputado federal. Antes, cumpriu quatro mandatos como deputado estadual e dois como vereador de Porto Alegre, sempre pelo PDT - partido ao qual está filiado desde 1981.

Cuba: Especial Correio Braziliense - Parte XII: PERFIL / RAÚL CASTRO - Pragmático, boa-praça e linha-dura

Raúl Castro é um linha-dura. Um comunista empedernido, que organizou e manteve a solidez ideológica revolucionária nas forças armadas de Cuba.

Raúl Castro é um boa-praça, que gosta de jogar conversa fora com os amigos, fumar cigarros fortes (Marlboro, na intimidade, Populares, nas ruas), beber muitos drinques à base de rum e de falar sobre as façanhas dos filhos e netos.

Essas são duas das muitas facetas que o irmão de Fidel apresenta. Ele também é definido como um grande administrador, um chefe que prefere a dura realidade dos fatos e não se deixa engabelar por relatórios otimistas (e falsos) de seus subordinados. A bem da verdade, Cuba, hoje, é em boa parte produto do seu trabalho. Fidel era a ideologia. Raúl transformava em prática o sonho socialista. O paralelo mais próximo seria a dupla chinesa Mao Tse tung e Deng Xiaoping: um mental, outro pragmático.

O carisma de Fidel deixou o irmão na sombra, o que não diminui sua importância histórica. Foi, junto com Cienfuegos e Che Guevara, um dos comandantes da Revolução Cubana. Ele assumiu o controle das forças armadas e se aproximou da União Soviética, para obter armas e instrutores militares. Em pouco mais de um ano, conseguiu rechaçar, em abril de 1961, a invasão da Baía dos Porcos, ataque patrocinado pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) e executado por exilados cubanos treinados e equipados por agentes norte-americanos.

Mísseis cubanos
A invasão marcou uma virada. Até aquele momento, Fidel se recusava a assumir o marxismo-leninismo, defendido, desde o início da revolução, ainda em Sierra Maestra por Raúl e por Guevara. O ataque foi o elo que faltava para forjar uma aliança com o regime soviético. Mais uma vez, o irmão mais novo do líder cubano teve um papel primordial. Coube a ele fechar o acordo que permitiu a Moscou montar bases de mísseis balísticos de alcance médio (IRBM) na ilha.

Em outubro de 1962, aviões de espionagem U-2 fotografaram a instalação desses artefatos, que quebravam a vantagem norte-americana na Guerra Fria. Até então, Washington tinha uma vantagem: os mísseis soviéticos necessitavam de 20 minutos para atingir seus alvos. A força aérea e a marinha dos Estados Unidos, que possuíam armas na Europa, na Turquia e em submarinos nucleares, precisavam de apenas quatro minutos. Com os IRBM em Cuba, o placar da destruição virava a favor de Moscou.

O presidente dos EUA, John F. Kennedy, decretou um bloqueio à ilha e o mundo esteve próximo de uma guerra nuclear. No final, chegou-se a um compromisso: os norte-americanos retiravam seus mísseis da Europa em troca do desmantelamento das bases de IRBM. Também ficou acertado que jamais atacariam Cuba.

Raúl também esteve presente na política africana durante as décadas de 1970 e 1980. Graças a ele, o governo do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) conseguiu se manter no poder, rechaçando, com a ajuda de soldados cubanos, duas frentes de invasão a partir do Congo (pela Frente Nacional de Libertação de Angola, FNLA, de Holden Roberto) e da Namíbia (pela União para a Independência Total de Angola, Unita, de Jonas Savimbi).

Hoje, depois da desintegração da União Soviética, Raúl é o principal defensor de um alinhamento com a República Popular da China, que usa como exemplo das reformas que pretende implementar em seu país. Vários programas entre os dois países estão em curso, inclusive a reestruturação completa das ferrovias, dos portos e dos transportes públicos urbanos.