Reajuste para aposentados pode valer até 2011

Previdência
Governo e centrais sindicais avançaram em um acordo que garante aumento real nos próximos dois anos para os aposentados que recebem acima de um salário mínimo. O cálculo deve incorporar o reajuste da inflação a partir do Índice Na­­­cional de Preços ao Consumidor (INPC), mais 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país nos anos de 2008 (para o cálculo de 2010) e 2009 (para 2011). No ano que vem, o valor chegaria a cerca de 6,15% (3,6% do INPC mais 2,55% do PIB). Desde 1992, o reajuste das aposentadorias superiores ao mínimo tem ficado restrito à inflação do período.

A principal novidade apresentada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical foi a vinculação dos rea­­­justes para os próximos dois anos. Também foi sugerida a formação de uma equipe para debater o tema até 2023.

A reunião definitiva sobre o tema está marcada para hoje, às 18 horas, em Brasília. “Apare­­­ceram novas sugestões que me parecem legítimas. Estamos perto de um acordo histórico”, disse o líder do governo na Câ­­­mara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS).

A negociação sobre o reajuste envolve três projetos de interesse da categoria no Congresso Nacional. A emenda ao Projeto de Lei (PL) 01/07 dá aos aposentados o mesmo sistema de reajuste aplicado para o salário mínimo. O PL 3.299/08 acaba com o fator previdenciário. E o PL 4.434/08 altera o índice de correção das aposentadorias de maneira que em cinco anos o aposentado passe a receber o mesmo número de salários mínimos que ganhava quando se aposentou.

A intenção inicial do governo era a redação de um texto substitutivo para os três projetos. Ontem, porém, os representantes do governo aceitaram o pedido da Confederação Bra­­­sileira de Aposentados e Pen­­­sionistas (Cobap) e retiraram o PL 4.434/08 da negociação. Eles também aceitaram es­­­tudar duas novas reivindicações dos líderes sindicais sobre mudanças no fator previdenciário.

A primeira é a inclusão do tempo em que o trabalhador utilizou o seguro-desemprego no cálculo para requerer a aposentadoria. A contribuição se­­­­ria mantida durante o período do benefício. “É uma ideia opor­­­tuna e criativa. Em média, isso significaria dois anos a me-­­­ nos de contribuição”, declarou o deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), que é autor de uma proposta alternativa ao PL 3.299/08 e participa das negociações.

As centrais sindicais querem proteger os trabalhadores que sejam demitidos até dois anos antes de completar o tempo devido para a aposentadoria. A proposta é que as empresas sejam obrigadas a continuar pagando as contribuições durante os meses que faltam para a concessão do benefício.

Fonte: Gazeta do Povo.

Reajuste para aposentados não tem proposta concreta

BRASÍLIA, (AE) - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, relatou ontem que o governo não fez uma proposta concreta de reajuste real a ser concedido às aposentadorias e pensões do INSS superiores ao salário mínimo. Ele contou, no entanto, que foi feita uma sondagem sobre a hipótese de se vincular o reajuste ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, sem especificar quanto do PIB poderia ser repassado aos beneficiários. "Foi perguntado se poderia ser uma parcela do PIB e nós dissemos que aceitaríamos", afirmou o presidente da CUT.

Segundo ele, no entanto, não houve uma definição sobre isso e nem qual seria essa parcela. Há quatro anos, essa é a política que tem servido de base para o reajuste do salário mínimo. A fórmula de reajuste considera a inflação acumulada no ano anterior pelo INPC e o crescimento do PIB de dois anos anteriores. No caso do salário mínimo, é repassado o PIB cheio e não uma parcela.

Estendido a 2011
As centrais sindicais e as entidades de aposentados reivindicaram que o reajuste real que vier a ser concedido para 2010 seja também estendido a 2011. "Isso seria uma sinalização importante de que se quer implantar uma política permanente de recuperação das aposentadorias", comentou Artur Henrique. Os sindicalistas querem ainda a criação de uma comissão permanente para implantação dessa política de longo prazo. O assunto voltará a ser debatido hoje, às 18h, em nova reunião entre governo, centrais e aposentados no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória do governo.

Fonte: Jornal da Cidade.

Aposentados: resultado do PIB define reajuste

A tendência é de que o ganho real seja de 50% do crescimento do PIB e que a regra seja aplicada em 2010 e em 2011

Brasília O governo sinalizou ontem que poderá atrelar o aumento real para as aposentadorias acima do salário mínimo a uma parcela da variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. Segundo relatos de sindicalistas envolvidos na negociação, a tendência é que o ganho real seja equivalente a 50% do crescimento do PIB, e a regra, que precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional, seja aplicada em 2010 e em 2011.

Um acordo entre governo, centrais sindicais e aposentados deverá ser fechado hoje. Se a proposta se confirmar, além de corrigir os benefícios pela variação da inflação, o governo garantirá aumento real de 2,55% às aposentadorias em 2010. Como haverá ainda a reposição da inflação, o reajuste total ficaria próximo de 6%.

A regra de reajuste é similar à já aplicada hoje ao salário mínimo. A diferença é que, no caso do piso salarial, a variação do PIB de dois anos antes é aplicada integralmente, ou seja, além da inflação, o mínimo tem aumento de 100% do PIB.

Ontem, governo e sindicalistas não chegaram a um consenso, mesmo depois de quase seis horas de negociação. Representantes dos trabalhadores e dos aposentados trouxeram novas propostas, e o governo pediu mais tempo. Os sindicalistas informaram aos ministros que comandam as negociações José Pimentel (Previdência) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) que não aceitam a imposição do governo para que sejam retirados quatro projetos de interesse dos aposentados em discussão no Congresso.

Na semana passada, o governo avisou que só chegaria a um acordo se, de antemão, os sindicalistas abrissem mão dos projetos. Com a negativa das centrais sindicais, o governo voltou atrás e aceitou manter uma das propostas no Legislativo: o projeto que vincula o benefício previdenciário ao número de salários mínimos na época da concessão. Esse acerto, no entanto, depende de um compromisso dos líderes dos partidos de não votar a medida no ano que vem, quando haverá eleição presidencial. Na reunião de ontem, trabalhadores e aposentados também foram enfáticos ao defender um aumento real para os benefícios acima do salário mínimo não apenas em 2010.

Valorização
"Queremos uma política de valorização das aposentadorias, assim como existe o projeto para o salário mínimo. Tem de ser em 2010 e em 2011", declarou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical. "Poderá ser um percentual do PIB. É uma proposta que foi colocada por nós e pelo governo. Pode ser 50%, 70%´´, declarou o presidente da CUT, Artur Henrique. O acordo deverá ser fechado em torno de 50% do PIB de dois anos antes.

Fonte: Diário do Nordeste.

Governo sugere vincular reajuste de inativo e PIB

BRASÍLIA – O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, relatou ontem que o governo não fez uma proposta concreta de reajuste real a ser concedido às aposentadorias e pensões do INSS superiores ao salário mínimo. Ele contou, no entanto, que foi feita uma sondagem sobre a hipótese de se vincular o reajuste ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País, sem especificar quanto do PIB poderia ser repassado aos beneficiários. “Foi perguntado se poderia ser uma parcela do PIB e nós dissemos que aceitaríamos”, afirmou o presidente da CUT.
Segundo ele, no entanto, não houve uma definição sobre isso e nem qual seria essa parcela. Há quatro anos, essa é a política que tem servido de base para o reajuste do salário mínimo.

A fórmula de reajuste considera a inflação acumulada no ano anterior pelo INPC e o crescimento do PIB de dois anos anteriores.

No caso do salário mínimo, é repassado o PIB cheio e não uma parcela.

As centrais sindicais e as entidades de aposentados reivindicaram que o reajuste real que vier a ser concedido para 2010 seja também estendido a 2011. “Isso seria uma sinalização importante de que se quer implantar uma política permanente de recuperação das aposentadorias”, comentou Artur Henrique.

Os sindicalistas querem ainda a criação de uma comissão permanente para implantação dessa política de longo prazo.

O assunto voltará a ser debatido hoje, às 18h, em nova reunião entre governo, centrais e aposentados no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória do governo.

Fonte: Jornal do Comércio.

Variação do PIB pode definir aumento de aposentadoria

O governo federal prometeu responder hoje à proposta dos sindicalistas de atrelar o aumento real para as aposentadorias acima do salário mínimo a uma parcela da variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Conforme os sindicalistas, há possibilidade de o reajuste incluir um ganho de 50% do crescimento do PIB. Se a proposta se confirmar, além de corrigir os benefícios pela variação da inflação, ficaria garantido aumento real de 2,55% às aposentadorias em 2010. Com a reposição da inflação, o total ficaria em cerca de 6%.

Além disso, está em estudo aplicar a mesma regra para 2011, como parte de uma política de recuperação do poder aquisitivo dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Regra semelhante já é aplicada ao salário mínimo. No caso do piso salarial, a variação do PIB de dois anos antes é aplicada integralmente.

Na reunião de ontem foram seis horas de negociação, sem o governo sugerir um índice de reajuste. Os sindicalistas informaram aos ministros que comandam as negociações – José Pimentel e Luiz Dulci – que não aceitam a imposição de retirar quatro projetos de interesse dos aposentados em discussão no Congresso.

Na semana passada, o governo avisou que só chegaria a um acordo se os sindicalistas, previamente, abrissem mão dos projetos. Com a negativa das centrais sindicais, o governo aceitou manter uma das propostas no Legislativo: o projeto que vincula o benefício previdenciário ao número de salários mínimos na época da concessão.

Esse acerto, no entanto, depende de um compromisso dos líderes dos partidos de não votar a medida no próximo ano, quando haverá eleição presidencial. Conforme o presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas, Warley Gonçalles, o debate sobre esse item foi jogado para 2011.

Fonte: Zero Hora.

Impasse adia reajuste real para aposentados, que insistem em 9%

Mais uma vez terminaram em impasse as tentativas de negociação entre Governo e representantes das centrais sindicais sobre a concessão de reajuste real para aposentados e pensionistas que ganham mais de um salário mínimo. Uma nova reunião foi marcada para hoje, em Brasília, entre os ministros Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e José Pimentel, da Previdência Social, e representantes sindicais, aposentados e lideranças parlamentares. Ontem, durante cinco horas, as partes envolvidas avançaram pouco em direção a um acordo.

Na pauta da reunião com os ministros Dulci e Pimentel, estão o reajuste para os aposentados em 2010 e a retomada das negociações sobre projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional relacionados à aposentadoria. Na reunião de ontem, sindicalistas pediram que o tempo em que o trabalhador estiver desempregado, recebendo seguro-desemprego, seja contado para futura aposentadoria. O Governo acenou com proposta de reajuste de 6,5% – equivalente a 50% do crescimento do PIB mais a reposição da inflação do período.

Diante do índice proposto, a expectativa é que as centrais sindicais podem vir a assinar um acordo. Através da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), os aposentados pedem um aumento com o mesmo percentual dado ao salário mínimo, o que chegaria a 9%. O Governo, por sua vez, diz que “a Constituição proíbe qualquer vinculação de reajuste ao salário mínimo, exceto o piso previdenciário”.

Para o presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas (Fap-MG), Robson Bittencourt, que acompanha as negociações em Brasília junto com o representante da Cobap, Warley Gonçalles, uma outra reunião agendada para hoje com o senador Paulo Paim (PT-RS) pode manter em tramitação, no Congresso Nacional, propostas de autoria do senador que mexem com o caixa da Previdência em troca de um reajuste real para aposentados e pensionistas válido para 2010.

“As entidades dos trabalhadores e dos aposentados estão reticentes entre ceder ou não à pressão do Governo para um acordo”, avalia Bittencourt. “Se não houver acordo, ao menos um dos quatro projetos deverá ir a votação na Câmara Federal sem aval do Planalto”.

Do lado governista, a exigência é pelo engavetamento das quatro propostas do senador Paim que tratam sobre reajuste do benefício, em especial a que determina que reajustes das aposentadorias devem ser equivalentes aos do salário mínimo.

Fonte: Hoje em Dia.

Aposentados podem ter reajuste de 50% do PIB

O governo sinalizou ontem que poderá atrelar o aumento real para as aposentadorias acima do salário mínimo a uma parcela da variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Segundo relatos de sindicalistas envolvidos na negociação, a tendência é que o ganho real seja equivalente a 50% do crescimento do PIB, e a regra, que precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional, seja aplicada em 2010 e em 2011.

Um acordo entre governo, centrais sindicais e aposentados deverá ser fechado hoje. Se a proposta se confirmar, além de corrigir os benefícios pela variação da inflação, o governo garantirá aumento real de 2,55% às aposentadorias em 2010. Como haverá ainda a reposição da inflação, o reajuste total ficaria próximo de 6%.

A regra de reajuste é similar à já aplicada hoje ao salário mínimo. A diferença é que, no caso do piso salarial, a variação do PIB de dois anos antes é aplicada integralmente, ou seja, além da inflação, o mínimo tem aumento de 100% do PIB. Ontem, governo e sindicalistas não chegaram a um consenso, mesmo depois de quase seis horas de negociação. Representantes dos trabalhadores e dos aposentados trouxeram novas propostas, e o governo pediu mais tempo.

Os sindicalistas informaram aos ministros que comandam as negociações - José Pimentel (Previdência) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) - que não aceitam a imposição do governo para que sejam retirados quatro projetos de interesse dos aposentados em discussão no Congresso Nacional.

Na semana passada, o governo avisou que só chegaria a um acordo se, de antemão, os sindicalistas abrissem mão dos projetos. Com a negativa das centrais sindicais, o governo voltou atrás e aceitou manter uma das propostas no Legislativo: o projeto que vincula o benefício previdenciário ao número de salários mínimos na época da concessão. Esse acerto, no entanto, depende de um compromisso dos líderes dos partidos de não votar a medida no ano que vem, quando haverá eleição presidencial.

Fonte: Valor.

Centrais pedem aumento real atrelado a PIB

Governo marca nova reunião para decidir reajuste para aposentados do INSS

Na rodada de negociações sobre as aposentadorias do INSS com valor acima do salário mínimo, centrais sindicais e representantes dos aposentados pediram ontem ao governo que seja apresentado um reajuste real (acima da inflação) para 2010 e 2011. O índice seria correspondente a um percentual da variação do PIB no período.

A estratégia é adotar uma fórmula parecida com a aplicada no salário mínimo, reajustado anualmente pela variação da inflação mais o PIB (integral) de dois anos anteriores. Uma nova reunião foi marcada para hoje.

Segundo sindicalistas presentes à reunião, uma das propostas seria conceder reajuste prevendo a inflação, medida pelo INPC, mais metade do PIB deste ano, totalizando cerca de 6,5%, ou ganho real de quase 3%. O reajuste real de 2011 seria baseado no PIB de 2009. Há algumas semanas, o GLOBO revelou que o limite é um reajuste de 7%, o que significaria ganho real de 3%. Mas técnicos defendem ganho real menor, entre 1% e 2%.

Em troca da concessão do reajuste com ganho real, as centrais desistiriam de aprovar no Congresso três projetos em seu texto original: fim do fator previdenciário; concessão do mesmo reajuste dado ao mínimo para todas as aposentadorias e a derrubada do veto de 2006 em que o reajuste do mínimo era concedido para todas as aposentadorias.

Em contrapartida, o governo cedeu, e as centrais continuarão brigando pela aprovação do projeto 4434, de 2008, que trata da recomposição dos benefícios previdenciários.

Aprovado, o projeto custaria cerca de R$ 76 bilhões ao INSS.

O governo deverá tentar barrar a tramitação da proposta.

Fonte: O Globo.

O Globo defende em editorial a permanência do "Fator Previdenciário"

Fora de questão

O Globo

O fator previdenciário contribuiu significativamente não só para melhorar as contas do INSS, mas também para equilibrar o tempo médio de contribuições dos segurados com o de recebimento de benefícios. Matematicamente, o fator foi concebido para ser neutro. Ou seja, se o segurado optar por se aposentar antes de uma determinada idade, e como a expectativa média de vida dos brasileiros só vem aumentando, isso é compensado pelo fator.

Dessa forma, o fator vem desestimulando aposentadorias precoces.

E para os que receberão benefícios abaixo do teto do INSS contribuir por mais alguns anos poderá levá-los a ter um valor de aposentadoria mais alto, pois nesse caso o fator compensa a possível redução do tempo em que o segurado e/ou pensionista permanecerá entre os beneficiários, sempre de acordo com a expectativa de vida da população estimada pelo IBGE.

Trata-se, então, de um critério justo, que não impede as aposentadorias precoces, mas recompensa aqueles que optam por contribuir por mais tempo. Foi a alternativa técnica encontrada — uma espécie de ovo de Colombo — em razão de não ter sido estabelecida na reforma da previdência uma idade mínima para os segurados do INSS se aposentarem por tempo de contribuição. Trata-se inclusive de um aperfeiçoamento da regra que existia antes, da aposentadoria proporcional.

Como o fator recompensa agora aqueles que contribuem por mais tempo, muita gente que se precipitou ao entrar com pedido de aposentadoria (que, pela legislação atual, é irreversível), com receio de ser prejudicada por causa da reforma, hoje torce para que o Congresso aprove alguma mudança na lei que permita o arrependimento, uma volta atrás.

Substituir o fator previdenciário por qualquer outra fórmula, como governo e sindicatos negociam, deveria estar fora de questão.

Trabalhar não é desonra e nem demérito. A filosofia que inspirou a criação da previdência no mundo todo não pode ser esquecida: aqueles que têm capacidade de trabalhar se solidarizam com os que a perderam, por motivo de saúde ou idade avançada.

A experiência demonstra que toda vez que o governo, com raízes sindicais, se reúne com sindicatos alguma conta é transferida para os contribuintes. É o risco que se corre no momento, sendo que da pauta dessas reuniões também consta um aumento real (acima da inflação) para todos os aposentados — mais uma despesa de fins eleitoreiros.

Aposentadorias podem ser corrigidas de acordo com o aumento do PIB

Aposentadoria pode ter aumento pelo PIB


Governo sinaliza conceder reajuste real a benefícios acima do mínimo igual à metade da variação do PIB de dois anos antes

Acordo entre governo e aposentados pode sair hoje, valendo para 2010 e 2011; se houver acerto, aumento real será de 2,55% em 2010

O governo sinalizou ontem que poderá atrelar o aumento real para as aposentadorias acima do salário mínimo a uma parcela da variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes.

Segundo relatos de sindicalistas envolvidos na negociação, a tendência é que o ganho real seja equivalente a 50% do crescimento do PIB, e a regra, que precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional, seja aplicada em 2010 e em 2011.

Um acordo entre governo, centrais sindicais e aposentados deverá ser fechado hoje. Se a proposta se confirmar, além de corrigir os benefícios pela variação da inflação, o governo garantirá aumento real de 2,55% às aposentadorias em 2010. Como haverá ainda a reposição da inflação, o reajuste total ficaria próximo de 6%.

A regra de reajuste é similar à já aplicada hoje ao salário mínimo. A diferença é que, no caso do piso salarial, a variação do PIB de dois anos antes é aplicada integralmente, ou seja, além da inflação, o mínimo tem aumento de 100% do PIB.

Ontem, governo e sindicalistas não chegaram a um consenso, mesmo depois de quase seis horas de negociação. Representantes dos trabalhadores e dos aposentados trouxeram novas propostas, e o governo pediu mais tempo.

Os sindicalistas informaram aos ministros que comandam as negociações -José Pimentel (Previdência) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência)- que não aceitam a imposição do governo para que sejam retirados quatro projetos de interesse dos aposentados em discussão no Congresso.

Na semana passada, o governo avisou que só chegaria a um acordo se, de antemão, os sindicalistas abrissem mão dos projetos. Com a negativa das centrais sindicais, o governo voltou atrás e aceitou manter uma das propostas no Legislativo: o projeto que vincula o benefício previdenciário ao número de salários mínimos na época da concessão.

Esse acerto, no entanto, depende de um compromisso dos líderes dos partidos de não votar a medida no ano que vem, quando haverá eleição presidencial.

Política de valorização
Na reunião de ontem, trabalhadores e aposentados também foram enfáticos ao defender um aumento real para os benefícios acima do salário mínimo não apenas em 2010.

"Queremos uma política de valorização das aposentadorias, assim como existe o projeto para o salário mínimo. Tem de ser em 2010 e em 2011", declarou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical.

"Poderá ser um percentual do PIB. É uma proposta que foi colocada por nós e pelo governo. Pode ser 50%, 70%", declarou o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique. A Folha apurou que o acordo deverá ser fechado em torno de 50% do PIB de dois anos antes.

Fator 85/95
No acordo, também deverá ser incluído o chamado Fator 85/95, que será uma alternativa para o atual fator previdenciário. A nova fórmula permitirá que o trabalhador se aposente quando a soma de sua idade com o tempo de contribuição for igual a 85 anos, para mulheres, e 95 anos, para homens.

A regra do Fator 85/95 seria um alternativa ao fator previdenciário, mecanismo criado no governo Fernando Henrique Cardoso para desestimular as aposentadorias pelo tempo mínimo de contribuição (30 anos para mulheres e 35 anos para os homens). Assim, quanto maior a idade e o tempo de contribuição do trabalhador, maior o valor do benefício.

As centrais também querem que o governo passe a considerar o período em que o trabalhador recebe o seguro-desemprego como contagem de tempo de contribuição para a concessão da aposentadoria.

Fonte: Folha de S. Paulo.

Mais um fracasso na negociação entre governo e aposentados

Governo e aposentados fracassaram ontem, mais uma vez, na tentativa de acordo sobre o reajuste a ser concedido aos beneficiários do INSS que ganham acima de um salário mínimo. Nova reunião será realizada hoje em Brasília

Após mais uma reunião para definir o reajuste a ser concedido, em 2010, a 8 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham mais de um salário mínimo, o governo recuou da decisão de apresentar um único substitutivo para quatro projetos de interesse da categoria em tramitação no Congresso. O impasse no último encontro, há duas semanas, ocorreu devido à resistência das centrais sindicais em abrir mão da proposta que recompõe as perdas de benefícios e trata do índice de correção previdenciária (PL 4.434/08).

De acordo com esse texto, a aposentadoria deve corresponder ao mesmo número de salários mínimos da data em que o benefício foi dado pela primeira vez. Assim, se no primeiro ano o benefício era equivalente a seis salários mínimos, a proporção deverá ser a mesma nos anos seguintes. As negociações com os aposentados são lideradas pelos ministros José Pimentel (Previdência Social) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência). O governo, agora, aceita manter esse projeto em tramitação no Congresso e promete conversar com os líderes partidários para voltar a discutir a medida depois das eleições presidenciais.

Isso não quer dizer, entretanto, que o Palácio do Planalto apoia o conteúdo da proposta. “O governo deixa muito claro que esse projeto não tem como ser absorvido, porque são R$ 76 bilhões de impacto nas contas da Previdência anualmente”, afirmou o deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), relator de um outro projeto, que trata do fator previdenciário. A proposta retirada do substitutivo precisa ser aprovada por duas comissões da Câmara antes de seguir para sanção presidencial. As centrais sindicais e os representantes dos aposentados apresentaram ontem novas reivindicações.

A categoria pede uma política de valorização da aposentadoria não só para o próximo ano, mas também para 2011. Nós precisamos ter uma política permanente de valorização da aposentadoria. Se for só em 2010, o aumento real de 3%, 2%, não é bom, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. Além disso, há um debate para que o tempo de recebimento do seguro-desemprego também seja computado no cálculo da aposentadoria. O argumento é de que o período em que alguém permanece sem emprego, ao longo de sua vida produtiva, é muito grande e, por isso, trabalhadores têm a aposentadoria por tempo de contribuição prejudicada. Henrique destacou ainda a necessidade de uma comissão permanente para discutir propostas para a valorização do benefício.

Uma das alternativas sugeridas ontem foi a de estabelecer um reajuste com base num percentual do Produto Interno Bruto (PIB), também considerado para o cálculo do reajuste anual do salário mínimo. Para o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT), as reivindicações são “razoáveis e justas”. “A expectativa de começar uma recuperação das aposentadorias de quem ganha mais do que um salário mínimo, acima da inflação, será atingida.” Hoje à tarde, uma nova reunião será feita no intuito de se firmar um acordo.

Temas espinhosos
Governo e aposentados aceitaram a elaboração de um substitutivo para três medidas de interesse da categoria em tramitação no Congresso. São elas:

*PL 3.299/08
extingue o fator previdenciário, criado no governo FHC para incentivar o adiamento da aposentadoria a partir da redução do benefício

*PL 01/07
cria uma política de valorização do salário mínimo até 2023. Uma emenda do Senado permite o mesmo reajuste a todos os beneficiários da Previdência Social.

*Veto presidencial a projeto que estendeu a aposentados e pensionistas o reajuste de 16,67% concedido ao salário mínimo em 2006.

Fonte: Correio Braziliense.

Ana Julia vai a SP vender carne de área sem desmatamento

Ana Julia, não é Serra: ala vai para a jugular do Dantas

Ana Julia, não é Serra: ela vai para a jugular do Dantas

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), viajou a São Paulo para participar de uma solenidade da Associação Brasileira de Supermercados, na qual defendeu a venda de carne produzida por pecuaristas paraenses. O principal argumento dela é que o Pará é o único estado da Amazônia em que toda a carne produzida provém de criações de gado que respeitam as normas ambientais.

Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, a governadora explicou o acordo que ocorreu no Pará para adaptar à produção pecuária à sustentabilidadade. “Ocorreram inúmeras reuniões entre produtores, trabalhadores, associações empresariais, o governo estadual e o Ministério Público Federal”, disse. Desses encontros foi formalizado um Termo de Ajuste de Conduta, do Ministério Público Federal, que envolve toda a cadeia produtiva da carne, além do governo paraense.

O cumprimento do Termo, segundo Ana Júlia, dá garantia de que o produto tenha qualidade sanitária internacional – livre da febre aftosa – e de que também não utilize pastagens de áreas desmatadas. “Isso permitiu que transformássemos o limão em uma limonada. Uma situação de quase conflito acabou se tornando um diferencial competitivo”, afirmou a governadora.

Em tempo: na camada geológica imediatamente inferior à decisão da corajosa governadora do Pará, está o passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas. As terras de Daniel Dantas no Pará são terras aforadas, ou seja, terras que pertencem ao Estado do Pará. Enquanto Daniel Dantas e seu fiel escudeiro Carlinhos Rodenburg não regularizarem as terras do Pará, não poderão vender carne, inclusive, porque desmatam a área. Como desmatam a área foram advertidos pela governadora e Carlinhos Rodenburg teve com ela uma audiência, a pedido de José Eduardo Greenhalg, o “Gomes” da Satiagraha. Segundo reportagem de Leandro Fortes, da Carta Capital, Ana Júlia não sabia que Greenhalgh ia tratar desse assunto nem que ia levar Rodenburg na bagagem.

Em tempo 2: por causa da então senadora Ana Júlia e da Senadora Ideli Salvati, na CPI do assim chamado mensalão, foi possível a procuradora Anamara Osório conseguir abrir o disco rígido do banco Opportunity . Como se sabe, a ministra Ellen Gracie, do STF, não deixava abrir o disco rígido com o interessante argumento de que Daniel Dantas não é Daniel Dantas, mas Daniel Dantas. Por causa disso, a governadora Ana Júlia Carepa tem merecido do PiG (*) uma cobertura parcial e furiosa. O PiG considera Daniel Dantas “brilhante” – clique aqui para ver o vídeo em que o Farol de Alexandria chama Dantas de brilhante.

Produção de aço laminado no PA terá escoamento através de obras do PAC

A governadora Ana Júlia Carepa também abordou na entrevista a construção de uma nova usina siderúrgica em seu estado. Ele contou a Paulo Henrique Amorim que o investimento total será de R$ 5 bilhões na usina, que deverá produzir aços laminados. “Agregar valor ao minério é um sonho do povo paraense, porque nós não queremos mais ser apenas exportadores de matéria-prima, ou matéria semi-elaborada”, pontuou a governadora.

Segundo Ana Júlia, o aço será produzido em Marabá, no interior do estado. De lá, o escoamento, por via fluvial, será possível graças às obras de infra-estrutura do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), que o governo federal mantém na região: eclusa de Tucuruí, Hidrovia Araguaia-Tocantins e os portos de Marabá e Vila do Conde.

A governadora ressaltou que o a construção da siderúrgica é um empreendimento da Vale, que visa utilizar o abundante minério de ferro paraense em aço. “Nós vamos ver o que vai ser o Pará de antes e o Pará de depois da siderúrgica”, disse Ana Júlia, ao ressaltar a expectativa de crescimento econômico que o projeto vai gerar.

Ouça a íntegra da entrevista com a governadora do Pará, Ana Julia Carepa

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Fonte: Conversa Afiada.

Marabá presente na 1ª CONSEG

Foto: SECOM/PMM

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Antonio Araújo e Markus Mutran estarão representando o município na Etapa nacional da 1ª CONSEG

Inicia na tarde de hoje, 24, o extenso calendário de seminários e oficinas, que antecedem a Etapa Nacional da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), que ocorre entre os dias 27 e 30 de agosto, cuja cerimônia de abertura, que contará com a presença do presidente Luis Inácio Lula da Silva e ministros, será no Centro de Convenções Ulysses Guimarães - Setor de Divulgação Cultural (SDC) Eixo Monumental, em Brasília – DF, onde o município de Marabá estará representado pelos servidores Antonio Araújo (DMTU) e Markus Mutran (SECOM).

A Etapa Nacional é a conclusão de um processo iniciado em abril, onde, primeiramente, os municípios brasileiros foram convocados a exercer seu papel discutindo e opinando sobre o aperfeiçoamento da segurança pública do país, promovendo, para isso, suas conferências locais a partir de orientações contidas no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), lançado em agosto de 2007 pelo governo federal.

O programa instrui os municípios a identificar e desenvolver estratégias preventivas que combinem, a partir de diagnósticos locais, a atuação das guardas municipais com ações sociais e urbanas, cujos resultados foram, em seguida, rediscutidos nas etapas estaduais, ocorridas durante junho e julho.

No Pará apenas quatro municípios, incluindo Belém, realizaram suas etapas locais. Marabá foi um deles, tendo inclusive sido apontado como realizador de uma das mais bem organizadas e produtivas conferências, segundo avaliação da representante da Comissão Organizadora Estadual – COE, designada para acompanhar o evento, delegada Leomar Maués (Polícia Civil/PA).

Da mesma forma o município participou da Etapa Estadual ocorrida na capital durante os dias 17 e 19 de junho, com delegação formada por seis servidores municipais, onde não apenas defendeu e aprovou vários dos princípios e diretrizes produzidos na Preparatória Municipal, mas conseguiu o que a princípio parecia improvável: a partir de mobilização junto a representantes de outros municípios, elegeu como delegado o diretor do Departamento Municipal de Transporte Urbano – DMTU, Cel. Antônio Araújo, que irá acompanhado pelo assessor de comunicação, Markus Mutran, representando o município na Conferência Nacional.

Segundo Araújo, “considerando o fato de que os nossos princípios, e diretrizes já são apontados, tanto na etapa municipal quanto na estadual como oportunos, responsáveis e consistentes, vamos à Brasília com chances muito grandes aprová-los e assim, Políticas Públicas para a segurança nacional nascerão a partir de esforços empreendidos durante o governo Maurino Magalhães. Isso será grandioso”, previu.

Munidos de relatórios com a sistematização das etapas anteriores, fotos, boletins e diversas outras anotações, os representantes do município embarcam as 15h de hoje para Brasília, onde estarão participando da Etapa Nacional da 1ª Conseg, conforme o cronograma abaixo:

Segunda-feira 24/08

19h – Seminário temático - Auditório Alvorada - Ala Oeste

Terça-feira 25/08

10h – Oficina de capacitação - Auditório Alvorada - Ala Oeste

14h às 18h – Treinamento de facilitadores

Quarta-feira 26/08

14h – Fórum Preparatório - Auditório Máster- Ala Norte

Quinta-feira 27/08

10h - Início do credenciamento

Entrada Ala Norte

11h  às 13h - Capacitação com Facilitadores das Rodas de Negócios

Auditório Alvorada - Ala Oeste

14h às 16h - Capacitação com Expositores

Auditório Alvorada - Ala Oeste

16h - Fim do credenciamento

17h - Cerimônia de Abertura da etapa nacional com a presença do presidente Luis Inácio Lula da Silva - Auditório Máster- Ala Norte

19h30 - Abertura da Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania - Ala Sul

20h30 - Coquetel de Abertura

Ala Sul

Sexta-feira 28/08

8h às 12h - Credenciamento

Entrada Ala Norte

8h30 - Abertura dos trabalhos

Auditório Máster- Ala Norte

9h - Abertura Mostra de Desenhos, Mostra Fotográfica do Sistema Penitenciário, Feira de Produtos Artesanais (diariamente)

Ala Sul

9h às 17h - Oficina de blog (diariamente)

Auditório Buriti- Ala Oeste

10h às 18h - Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania (diariamente)

Ala Sul

10h30 - Painel de Contextualização

Auditório Máster- Ala Norte

12h às 12h30 - Visita Guiada na Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania

Ala Sul

13h30 às 14h - Visita Guiada na Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania

Ala Sul

14h - Grupos de Trabalho

Salas 1 a 27 - Ala Oeste

Salas 28 a 40 - Ala Norte

14h às 18h - Oficina de Gestão de Conhecimento para Expositores da Feira

Auditório Alvorada - Ala Oeste 

20h - Atividades Culturais

Mostra de Vídeo

Auditório Planalto

Teatro na 1ª Conseg

Auditório Águas Claras

Desfile de Alta Costura - Projeto Costurando a Liberdade (experiência de mulheres que cumprem penas alternativas)

Ala Sul - Palco

21h - Festival de Música do Sistema Penitenciário (Festipen)

Auditório Águas Claras

Sábado - 29/08

8h30 - Grupos de Trabalho

Salas 1 a 27 - Ala Oeste

Salas 28 a 40 - Ala Norte

9h às 17h - Oficina de blog

Auditório Buriti- Ala Oeste

9h - Mostra de Desenhos

       Mostra Fotográfica do Sistema Penitenciário

       Feira de Produtos Artesanais

       Ala Sul

10h às 21h - Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania

Ala Sul

11h às 12h - Apresentação do projeto Papo de Responsa

Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania

Ala Sul

12h - Momento Interativo

Etapa 1

Hall de Entrada do Auditório Máster

12h às 12h30 - Visita Guiada na Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania - Ala Sul

13h30 às 14h -  Visita Guiada na Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania - Ala Sul

15h - Grupos de Trabalho

Salas 1 a 27 - Ala Oeste

Salas 28 a 40 - Ala Norte

18h - 18h30 -  Visita Guiada na Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania - Ala Sul

19h às 19h30 -  Visita Guiada na Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania - Ala Sul

18h30 às 20h - Painel: A contribuição das Agências das Nações Unidas e de Cooperação Internacional na área da segurança pública

Auditório Alvorada  - Ala Oeste

19h às 19h30 - Visita Guiada na Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania

Ala Sul

20h - Atividades Culturais

Mostra de Cinema

Bate-papo com o diretor da série

"Segurança nota 10"

Auditório Planalto

Teatro na 1ª Conseg

Auditório Águas Claras

Domingo 30/08

9h - Orientações em Plenária

Auditório Máster

9h às 17h - Oficina de blog

Auditório Buriti

9h - Mostra de Desenhos

       Mostra Fotográfica do Sistema Penitenciário

       Feira de Produtos Artesanais

       Ala Sul

10h às 14h - Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania - Ala Sul

10h30 às 12h30 -  Momento Interativo

Etapa 2 - Hall de Entrada do Auditório Máster

14h - Plenária Final - Auditório Máster

14h às 14h30 - Encerramento da Feira

Anúncio do resultado da escolha popular

Palco da Feira - Ala Sul

18h30- Cerimônia de encerramento da Conseg

Auditório Máster - Ala Norte.

Fonte: SECOM/PMM

Paim promete ir "às últimas consequências" por aposentados

Governo, centrais sindicais e entidades que representam os aposentados voltam a se reunir nesta segunda-feira em Brasília para tentar um acordo.

Coletiva do senador Paulo Paim com José Luiz Azanbuja - Arivaldo Chaves

Coletiva do senador Paulo Paim com José Luiz Azanbuja
Foto:Arivaldo Chaves

Caio Cigana, Especial

Autor de quatro propostas em favor do aposentados que ganham mais de um salário mínimo, o senador Paulo Paim (PT) disse na tarde deste sábado em Porto Alegre que não pensa em deixar a sigla em função da disputa com o governo em torno do tema, mas não abre mão de suas convicções por pressão partidária ou solidariedade ao Palácio do Planalto.

— Vou levar às últimas consequências esta luta. Espero que o partido entenda isto — disse o senador, pedindo para a sua posição não ser interpretada como uma ameaça ao PT.

Governo, centrais sindicais e entidades que representam os aposentados voltam a se reunir nesta segunda-feira em Brasília para tentar um acordo. No último encontro, o governo pediu que os aposentados abrissem mão dos quatro projetos do senador Paim para, em um segundo momento, apresentar uma proposta de reajuste acima da inflação para os benefícios em 2010. A posição do governo foi rechaçada. Segundo Paim, deputados que representam o governo com quem conversou na sexta-feira se comprometeram a tentar convencer os ministros envolvidos na negociação a apresentarem uma proposta concreta na reunião desta segunda-feira. Caso persista o impasse, os projetos podem ser votados na Câmara, onde Paim diz ter certeza da vitória.

— Se a Câmara aprovar e o Lula vetar, será um desastre para a campanha presidencial — alerta.

Os projetos de Paim recuperam perdas passadas das aposentadorias, vinculam o reajuste dos benefícios ao salário mínimo e extinguem o chamado fator previdenciário.

Líder do PDT na Câmara dos Deputados reafirma apoio aos aposentados e pensionistas

Em entrevista ao Jornal da Câmara, o líder do PDT na Câmara dos Deputados, deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT-MS) disse que mesmo na base do governo, o PDT não vai abrir mão de questões históricas, dentre elas, o apoio aos aposentados e pensionistas.

Perguntado sobre como o PDT vai enfrentar o governo na questão do reajuste do salário mínimo para os aposentados? O parlamentar foi taxativo:

”O reajuste do salário mínimo para os aposentados é uma questão histórica do PDT e da qual não abriremos mão. E, se preciso for, iremos sim para o enfrentamento, porque considero inceitável a intransigência do governo com os aposentados. Assim, se não houver uma outra proposta concreta de reajuste, vamos trabalhar para que o Projeto de Lei 1/07, que restabelece a correção das aposentadorias de acordo com o aumento do salário mínimo, seja votado em Plenário.”

A sombra que assombra o campo

Por Ibiapaba Netto, Isto É Dinheiro

A discussão ambiental não pode colocar a agropecuária contra o meio ambiente
Nem bem o nome da senadora acreana Marina Silva surgiu no noticiário como virtual candidata à Presidência da República, no campo brasileiro brotaram as primeiras repercussões. Durante anos, a ex-ministra do Meio Ambiente foi vista por produtores rurais como uma espécie de inimigo número 1 do agronegócio.

Suas posições, por vezes, soaram sistematicamente contrárias a todo tipo de evolução tecnológica ou modelo de desenvolvimento empresarial, como se a boa agricultura fosse apenas aquela feita por pequenos produtores familiares. Por isso, a virtual presidenciável cunhou importantes e influentes desafetos, como a poderosa bancada ruralista no Congresso Nacional. Ao longo de sua permanência no Ministério do Meio Ambiente, a ecologista sofreu duras derrotas. Além de não conseguir evitar a aprovação de sementes transgênicas no Brasil, perdeu praticamente todas as disputas com o excolega da Esplanada dos Ministérios, Reinhold Stephanes, titular do Ministério da Agricultura.

Mas, por outro lado, conseguiu trazer o debate ambiental para um nível mais alto. Respeitada internacionalmente, conferiu certa credibilidade às políticas nacionais principalmente no que tange à Amazônia. E agora tem a possibilidade, em sua aspiração presidencial, de concluir parte do que deixou para trás: integrar o agronegócio e o meio ambiente num modelo único e sustentável. Para isso, no entanto, Marina Silva não poderá cair na tentação de trazer o foco para uma luta entre "inimigos contra amigos da natureza", conforme aconteceu durante sua gestão na pasta ambiental. Isso apenas endureceria as disputas no âmbito ideológico, quando a saída para essa complexa equação está no entendimento das diferentes forças que devem ser complementares e não concorrentes.

Não há, por outro lado, como dissociar o desmatamento da falta de renda em algumas regiões do País. Manter uma floresta em pé custa dinheiro, principalmente em grandes áreas com ação de madeireiros ilegais. É preciso mão de obra, vigilância constante e em muitos casos até certos tipos de manejo na floresta, o que é dispendioso. "Quem não tem renda não preserva", costuma dizer o secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, João Sampaio.

Por essa razão, é preciso ter um pouco de cuidado quando se olha para alguns números desse setor. Afinal, na última década, cerca de 30% do saldo da balança comercial veio do mundo rural. Mas o dinheiro não brotou, simplesmente, do chão. Em alguns Estados da federação como Mato Grosso, a inadimplência entre os agricultores chega a 25%. Isso num setor altamente dependente de crédito, seja para a compra de insumos, seja para viabilizar o plantio e o seu comércio.

Munida dessas informações, é possível que a virtual candidata Marina Silva se convença de que a melhor forma de promover a preservação é justamente apoiando o desenvolvimento e a renda no campo. Tal caminho passa obrigatoriamente por uma revisão nas políticas de subvenção de juros e, principalmente, com ferramentas (verdadeiramente) eficientes para a formação de estoques, garantindo a renda e não só subsistência dos agricultores. Não é possível prever se a senadora se transformará em presidente da República.

Mas, se essa for a sua verdadeira pretensão, não poderá incorrer no mesmo erro, segundo ela, cometido pelo presidente Lula. Ao se desligar do Partido dos Trabalhadores, na semana passada, Marina comparou a sua situação à peça Rei Lear, de Shakespeare. Na obra, o rei dá preferência à filha ambiciosa em detrimento da caçula, que apenas desejava o carinho de seu progenitor.

A metáfora, dirigida ao presidente Lula e à ministra Dilma Rousseff, mostrou todo o seu descontentamento em relação ao atual governo. Mas, se quiser realmente "chegar lá", não poderá se esquecer que terá, a exemplo de Lula e do Rei Lear, muitos "filhos para cuidar", e a agricultura profissional está entre eles.

PDT fecha questão pelo fim do Fator Previdenciário

O PDT comunicou ao Palácio do Planalto que votará fechado pelo fim do fator previdenciário e pela equiparação da recomposição das aposentadorias vinculada ao reajuste do salário mínimo. O líder pedetista Dagoberto Nogueira (MS) também avisa que o partido só apoiará a regulamentação da exploração do pré-sal se o texto do Executivo garantir o monopólio da Petrobras.

O personalismo cara de pau dos Sarney

Deu na Veja

Maranhão

Os vultos maranhenses

O Ministério da Cultura acaba de indeferir por unanimidade um pedido de enquadramento na Lei Rouanet de dois inusitados projetos: um documentário e um livro de arte destinados a contar "a história de filhos ilustres e vultos notáveis do Maranhão". Fernando, Zequinha e Roseana Sarney, entre outros, seriam (ou serão, se os produtores resolverem tocar o projeto sem ajuda de renúncia fiscal) as estrelas das duas obras. O MinC vetou a captação dos 900 000 reais pedidos. Segundo o parecer, os projetos "carecem de relevância cultural e têm chance de ferir o princípio da impessoalidade". É bom ficar de olho: logo, logo o pedido será feito de novo, com um padrinho mais forte. Eles são assim.

Aqui se faz, aqui se paga

'Lula não fará seu sucessor", diz o dono do IBOPE

Carlos Augusto Montenegro é um dos mais experientes analistas do cenário político nacional. Presidente do Ibope, empresa que virou sinônimo de pesquisa de opinião pública no Brasil, ele acompanhou com lupa todas as eleições realizadas no país desde a volta à democracia, em 1985.

Agora, faltando pouco mais de um ano para a sucessão presidencial, Montenegro faz uma análise que o consagrará se acertar. Se errar? Bem, dará às pessoas o direito de igualarem seu ofício às brumas da especulação.

Em entrevista ao editor Alexandre Oltramari, Montenegro aposta que o governo, apesar da imensa popularidade do presidente Lula, não conseguirá fazer o sucessor – no caso, a ministra Dilma Rousseff. Também afirma que o PT está em processo de decomposição.

O que os acontecimentos da semana passada revelaram sobre o PT?

Que o partido deu um passo a mais na direção de seu fim. O PT passou vinte anos dizendo que era sério, que era ético, que trabalhava pelo Brasil de uma maneira diferente dos outros partidos. O mensalão minou todo o apelo que o PT havia acumulado em sua história. Ali acabou o diferencial. Ali acabou o charme. Todas as suas lideranças foram destruí-das. Estrelas como José Dirceu, Luiz Gushiken e Antonio Palocci se apagaram. Eu não diria que o partido está extinto, mas está caminhando para isso.

Mas por trás do apoio ao PMDB e ao senador Sarney não está exatamente um projeto de poder do PT?

É um projeto de poder do presidente Lula. O desempenho eleitoral do PT depois do mensalão foi um vexame. Em 2006, com exceção da Bahia, o partido só venceu em estados inexpressivos. Nas eleições municipais de 2008, entre as 100 maiores cidades, perdeu em quase todas. Lula sempre foi contra a reeleição e só resolveu disputá-la para tentar salvar o PT. Sua reeleição foi um plebiscito para decidir se deveria continuar governando mais quatro anos ou não. Mas tudo indica que agora ele não fará o sucessor justamente por causa da mesmice na qual o PT mergulhou.

Ao contrário do que muita gente acredita, o senhor aposta que Lula, mesmo com toda a popularidade, não conseguirá eleger o sucessor.

Uma coisa é ele participar diretamente de uma eleição. Outra, bem diferente, é tentar transferir popularidade a alguém. Sem o surgimento de novas lideranças no PT e com a derrocada de seus principais quadros, o presidente se empenhou em criar um candidato, que é a Dilma Rousseff. Mas isso ocorreu de maneira muito artificial. Ela nunca disputou uma eleição, não tem carisma, jogo de cintura nem simpatia. Aliás, carisma não se ensina. É intransferível. "Mãe do PAC", convenhamos, não é sequer uma boa sacada. As pessoas não entendem o que isso significa. Era melhor ter chamado a Dilma de "filha do Lula".

Porém já existem pesquisas que colocam Dilma Rousseff na casa dos 20% das intenções de voto.

A Dilma, em qualquer situação, teria 1% dos votos. Com o apoio de Lula, seu índice sobe para esse patamar já demonstrado pelas pesquisas, entre 15% e 20%. Esse talvez seja o teto dela. A transferência de votos ocorre apenas no eleitorado mais humilde. Mas isso não vai decidir a eleição. Foi-se o tempo em que um líder muito popular elegia um poste. Isso acontecia quando não havia reeleição. Os eleitores achavam que quatro anos era pouco e queriam mais. Aí votavam em quem o governante bem avaliado indicava, esperando mais quatro anos de sucesso.

Diante do quadro político que se desenha, quais são então as possibilidades dos candidatos anunciados até o momento?

Faltando um ano para as eleições, o governador de São Paulo, José Serra, lidera as pesquisas. Ele tem cerca de 40% das intenções de voto. Em 1998, também faltando um ano para a eleição, o líder de então, Fernando Henrique Cardoso, ganhou. Em 2002, também um ano antes, Lula liderava – e venceu. O mesmo aconteceu em 2006. Isso, claro, não é uma regra, mas certamente uma tendência. Um candidato que foi deputado constituinte, senador, ministro duas vezes, prefeito da maior cidade do país e governador do maior colégio eleitoral é naturalmente favorito. Ele pode cair? Pode. Mas pode subir também.

A entrada em cena de Marina Silva, que deixou o PT para disputar a eleição presidencial pelo PV, altera o quadro sucessório?

A Marina é a pessoa cuja história pessoal mais se assemelha à do Lula. É humilde, foi agricultora, trabalhou como empregada doméstica, tem carisma, história política e já enfrentou as urnas. Além disso, já estava preocupada com o meio ambiente muito antes de o tema entrar na agenda política. Ela dificilmente ganha a eleição, mas tem força para mudar o cenário político. Ser mulher, carismática e petista histórica é sem dúvida mais um golpe na candidatura de Dilma.

Na hora de votar, o eleitor leva em consideração o perfil ético do candidato?

Uma pesquisa do Ibope constatou que 70% dos entrevistados admitem já ter cometido algum tipo de prática antiética e 75 % deles afirmaram que cometeriam algum tipo de corrupção política caso tivessem oportunidade. Isso, obviamente, acaba criando um certo grau de tolerância com o que se faz de errado. Talvez esteja aí uma explicação para o fato de alguns políticos do PT e outros personagens muito conhecidos ainda não terem sido definitivamente sepultados.

Fonte: Veja.

Articulação nacional para resolver o impasse ente governo e aposentados

As proposições de apoio ganham força neste final de semana em todo o Brasil, com atenção redobrada em Brasília (DF) para a reunião agendada para amanhã na Capital Federal entre o Grupo de Trabalho Extraparlamentar e o Governo para definir o futuro da política aos aposentados e pensionistas do Brasil.

Enquanto isso, foi sugerido a formação de uma Frente em Defesa de Aposentados e Pensionistas em Caxias do Sul, no Rio Grande.


A Câmara de Caxias do Sul aprovou requerimento de Pedro Incerti que requisita a formação de esforços dos parlamentares daquele município em defesa dos interesses da categoria.

A criação de tal frente teria que ganhar o país.

Incerti: “São perdas de 15 anos”

A Câmara aprovou requerimento de autoria do Vereador Pedro Incerti (PDT) que pede a criação de uma Frente Parlamentar em defesa dos aposentados e pensionistas da Previdência Social, com duração até 31 de dezembro de 2009.

O Vereador destaca que os aposentados estão enfrentando dificuldades devido ao valor dos benefícios, mesmo diante da Constituição que determina a irredutibilidade do valor do benefício previdenciário. Incerti salienta ainda, que as práticas do Governo Federal são injustas, especialmente em relação ao tratamento dispensado aos segurados que esperam até de madrugada por atendimento, ou para agendar seus pedidos.

Prejuízo
Incerti lembra que “o prejuízo é grande, são perdas de 15 anos. No decorrer dos anos vai ter que existir um mecanismo de reposição, terá que ter um acompanhamento constante.” Segundo o pedetista, outro problema é o crédito consignado que, criado pelo Governo Federal, beneficia bancos e cria dificuldades diante dos juros abusivos praticados por financeiras.

Regulamentação
A Frente Parlamentar servirá, também, para acompanhar os projetos de autoria do Senador caxiense Paulo Paim (PT), defensor da extinção do fator previdenciário. A Frente não será de acordo com o critério de proporcionalidade das bancadas, mas respeitará o interesse dos vereadores em participar. Como não há previsão de Frente no regimento interno, haverá a regulamentação por meio de um projeto de resolução.

Fator Previdenciário motiva discussão
O tema levantado por Incerti que afirmou que “nossos aposentados estão perdendo o poder aquisitivo. Deve haver um compromisso do governo federal no sentido de repor as perdas salariais dos aposentados”, motivou debate na Câmara.

Crime
O comunista do Brasil, Assis Mello, destacou a luta das centrais sindicais e da mobilização que tratou do assunto. Assis alerta que o governo está tentando negociar o fator previdenciário em troca da redução da jornada de trabalho. “Precisamos ficar vigilantes e continuar a luta. Precisamos acabar com o fator previdenciário. Isso é uma tentativa de vender gato por lebre. Sou daqueles que quer uma sociedade que avance e vá para frente. O fator previdenciário hoje é um crime em cima dos trabalhadores”.

Irresponsáveis
Ana Corso (PT) acredita que as pessoas não podem ser irresponsáveis e deixar essa situação que sacrifica o governo, que está fazendo um grande esforço. “O fator previdenciário vai acabar e vai ser usado para aumentar as aposentadorias, vai ter ganho real. O nosso governo foi o que mais beneficiou os aposentados, destacou. Rodrigo Beltrão (PT) afirmou que não há perda dos direitos. “Não está em debate nenhuma possibilidade de perda de direitos” disse.

Avanço
Marcos Daneluz (PT) acusa que tem muitos aposentados mal informados achando que com a derrubada do fator previdenciário irá resolver uma série de problemas históricos. “Não acredito que o governo Lula fosse negar se tivesse possibilidade de aumento dos aposentados. A proposta que está sendo montada representa um grande avanço.”

Saudade
Mauro Pereira (PMDB) disse que a “'bola' está nos pés do Deputado Pepe Vargas/PT. O que esta Casa espera é que ele faça de tudo para melhorar a vida dos aposentados”. O Presidente da Câmara, Édio Elói Frizzo(PSB) ressaltou que tem saudades do tempo de luta do PT, que não tinha por hábito empurrar suas responsabilidades. “Reconhecemos que esse governo fez grandes coisas para esse país, mas no fator previdenciário, a base do governo Lula está capitulando e negando seu discurso”.

Cursinho
“Para fazer o cálculo da aposentadoria através do fator previdenciário precisa fazer um cursinho. Quando é do lado do trabalhador é uma série de complicações, afirmou Pedro Incerti (PDT).

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Comentário do blog: Este espaço não cansará de bater numa única tecla sobre esse assunto:

- Os aposentados e pensionistas não podem esperar por migalhas de ninguem. É ir à luta ou conformar-se com a derrota total.

"A hora é agora. O momento, Já!", é o lema do blog.

Jader x Ana Julia

Uma nota no Holofote, assinada por Felipe Patury (Veja) diz:

PMDB X PT
O deputado Jader Barbalho é candidato ao governo do Pará pelo PMDB. Pois é, depois de ter sido preso e obrigado a renunciar ao Senado há oito anos por causa de denúncias de corrupção, ele quer voltar ao time principal da política.

Comunicada ao Planalto, a decisão de Jader é um obstáculo à candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Isso porque, para apoiá-la, o paraense exige que a governadora petista Ana Júlia Carepa desista da reeleição. Há mais e novas rusgas entre o PT e o PMDB.


Certamente não foi esse o assunto de encontro há duas semanas entre os protagonistas desta história. Ou foi?

Disseminação da corrupção e impunidade, ainda é a regra na América Latina, diz Ipys

“Quanto mais se investiga, mais aparece”

Trabalhos jornalísticos mostram a diversificação e disseminação da corrupção, mas a impunidade ainda é a regra na América Latina

Sylvio Costa, Congresso em Foco

Principal tema dos trabalhos selecionados pelo Ipys, seja para o prêmio, seja para a conferência, a corrupção provou mais uma vez ser um fenômeno amplamente disseminado na América Latina. Impossível citar todas as belas reportagens apresentadas no encontro. Mas que se registre que operações irregulares ou o descaminho de recursos públicos grassam à esquerda e à direita.

Na polícia do Rio ou em programas sociais, em círculos próximos a presidentes ou na zona de fronteira entre Paraguai, Brasil e Argentina (a famosa tríplice fronteira). Na Colômbia de Álvaro Uribe, no Peru de Alan García, no Equador de Rafael Correa, na Venezuela de Chávez, no Brasil de Lula, na Argentina dos Kirchner, no México de Felipe Calderón etc.

“Surpreende a diversificação da corrupção”, observou logo após o término da conferência o jornalista Ricardo Uceda, diretor do Ipys e um dos mais renomados jornalistas peruanos. “Em vários países, há roubo em programas sociais de governos populistas. Vimos aqui como o jornalismo investigativo mostrou a Igreja Católica envolvida em operações ilícitas, trabalhos sobre ONGs corruptas, países em que o próprio presidente foi pego com a mão na massa...”

Para Uceda, os jornalistas estão fazendo a sua parte, “em muitos casos trabalhando à frente do Estado”. O problema, no seu entender, é a impunidade: “Muitas vezes, depois de publicado o fato, o Estado não faz nada”.

Dos casos jornalísticos relatados na conferência, somente um terminou com a punição completa dos envolvidos. Os acusados foram afastados dos seus cargos, condenados pela Justiça (a até 31 anos de prisão), e os fatos divulgados contribuíram para a queda do governo (do socialista Felipe González). O único porém é que isso não aconteceu na América Latina, mas na Espanha (saiba mais sobre o caso Roldán).

Apesar disso, o presidente do Ipys, o escritor e colunista político Mirko Lauer, vê razões para otimismo. Na opinião dele, a avalanche de denúncias sobre mau uso de dinheiro público na América Latina e no Caribe pode ser um sinal de progresso. Um sinal de que a imprensa pode estar trabalhando melhor. “Quanto mais se investiga, mais aparece. Se não aparecia antes, é porque não se investigava”, disse ele durante a conferência.

Mike Reid, da revista The Economist e jurado do prêmio Ipys, deu a impressão de ser menos otimista. “O que está acontecendo em alguns países da América Latina é um retorno da propaganda. Alguns governos na região cinicamente desqualificam qualquer investigação e não estão interessados nos fatos, por isso o jornalismo é mais difícil do que nunca”, analisou.

Ele e outro jurado do prêmio, Geraldo Reyes, defenderam ainda mais investigação jornalística de empresas privadas envolvidas em casos de corrupção.

Eleições 2010: Senadores a espera de uma janela para o troca troca partidário

Com que legenda eu vou?

DENISE ROTHENBURG, FLÁVIA FOREQUE

Insatisfação com perspectivas eleitorais não se limita ao PT. PMDB, PSDB e DEM ensaiam dança das cadeiras

Engana-se quem pensa que os senadores petistas Marina Silva (AC) e Flávio Arns (PR) são os únicos insatisfeitos dentro do Senado e que a troca de legenda está restrita ao Partido dos Trabalhadores por conta da crise no Senado. No PMDB, no PSDB e até no DEM há parlamentares dispostos a trocar de partido nos próximos 45 dias para levar adiante projetos eleitorais sem espaço nas legendas que ocupam.

O senador tucano Mário Couto (PA) é um exemplo. Foi eleito com 1,4 milhão de votos, 51,87% dos votos válidos no estado. Superou até mesmo o número de votos obtidos pelos candidatos ao governo estadual. Só que o presidente do diretório do PSDB do Pará, Flexa Ribeiro, pretende colocar como candidato ao senado o ex-governador Simão Jatene.

Na semana passada, por exemplo, o senador Mão Santa (PMDB-PI) anunciou em alto e bom som na tribuna do Senado que irá deixar o PMDB. “Eles (do diretório estadual) não querem me dar o direito de ser candidato à reeleição. Que o povo não me queira, eu até aceito, mas o partido não tem o direito de querer me tirar da disputa”, reclamou.

No mesmo caminho está o senador Valter Pereira (MS), que assumiu o mandato depois da morte de Ramez Tebet. Ele gostaria de concorrer à reeleição e aguarda há meses uma definição do governador André Puccinelli sobre os candidatos peemedebistas ao Senado. Só que o governador pretende aproveitar as vagas ao Legislativo para atrair apoios, especialmente depois que o ex-ministro José Dirceu passou por lá e trabalhou a candidatura de Zeca do PT ao governo estadual. O deputado Julio Cesar (DEM-PI), também em conflito com o seu partido no estado, deseja buscar outra legenda para concorrer novamente a uma vaga na Câmara Federal.

Todos, no entanto, têm se segurado. A Casa ainda não deu sinal de que pretenda aprovar a janela para trocas partidárias. E, como está cada vez mais próximo o prazo de um ano para filiação partidária com vistas ao pleito de 2010, ninguém quer abrir a porteira agora. O receio dos grandes partidos é que a aprovação de um projeto que permita a alteração do prazo de filiação leve os que hoje mandam na Casa a perder espaço. Por isso, a ideia é manter o prazo de um ano antes da eleição. Sendo assim e diante da morosidade da Justiça em julgar os processos por troca de partido, quem mudar de legenda dificilmente perderá o mandato.

Os insatisfeitos

Flávio Arns (PT – PR)
O senador afirmou estar envergonhado diante do apoio dos petistas ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB – AP). “Me envergonha estar no Partido dos Trabalhadores com o comportamento que está tendo”, afirmou, após arquivamento de denúncias contra o cacique político.

Marina Silva (sem partido – AC)
Militante do PT há 30 anos, a senadora deixou a legenda nesta semana, com o argumento de que ia “em busca do sonho” de lutar pelo desenvolvimento sustentável do meio ambiente. O PV afirmou que a filiação de Marina deve ocorrer ainda neste mês.

Mão Santa (PMDB – PI)
Crítico do governo de seu estado, comandado pelo petista Wellington Dias, Mão Santa afirma não ter mais espaço no partido para disputar uma reeleição ao Senado. Para isso, considera uma possível filiação ao PPS.

Valter Pereira (PMDB – MS)
Segundo o senador, o governador André Puccinelli defendeu que até o fim deste mês haveria um debate sobre a escolha dos candidatos do partido ao Senado. Como a indefinição persiste, Pereira está avaliando uma possível transferência para o PSB, PTB, PSB ou PPS.

Mário Couto (PSDB – PA)
O senador gostaria de concorrer ao  governo do estado, mas o diretório
local apoia Simão Jatene.

Julio Cesar (DEM-PI)
O deputado piauiense está em processo de desgaste com o democratas em seu estado. Isolado, conversa com outros partidos em busca de um plano B para garantir a candidatura.

Frase da Semana

O PT dos seus sonhos não é mais um sonho de PT para seus melhores integrantes. Para o Brasil, pode ser um pesadelo.

Um leitor da Veja.

Lula vai escrever no seu blog?

Lançamento do blog de Lula será no dia 31, diz Franklin Martins



Um político que não lê jornais pois, os mesmos lhe favorecem o aparecimento de urticárias.

Um presidente da República que não tem pudor de dizer que quase não lê.

Um líder que tem como bússola seu instinto, pode escrever num blog?

- Claro que pode. Só que quem escreverá no Blog do Planalto, com data para estréia marcada para o próximo dia 31 de agosto, terá três opções de layout que ficarão à escolha do internauta ao acessar o site. A Secretaria de Imprensa do governo escolheu a data para que coincida com um grande evento do presidente Lula -no dia, ele anunciará o marco regulatório do pré-sal.

O blog entrará no ar com um arquivo de cerca de 200 postagens, todo o material produzido nos últimos meses em viagens, reuniões e eventos do governo. Não está prevista a possibilidade de o internauta postar comentários.

Também estarão disponíveis vídeos, textos, fotos e áudios do dia a dia do presidente. A ideia não é fazer um blog pessoal, mas uma espécie de agência de notícias que, eventualmente, trará curiosidades sobre o presidente, ministros e funcionários do governo. Lula não irá escrever. Foram contratados cinco profissionais para trabalhar no blog.

O pedido para o site partiu de Lula em dezembro do ano passado, quando entrou no ar o blog do governo de transição americano e, depois, o da Casa Branca. Não está prevista a criação de um twitter.

Os meus dois leitores do Pelos Corredores acreditam que Lula colocará letra em seu blog? Afinal, numa rápida olhada nos "investimentos" em publicidade deste Governo - valores nunca dantes visto na história deste país - o que certamente não faltará, serão as "penas de aluguel" de plantão, e são muitas... Vixe Maria! Muitas.

Resposta aqui mesmo o quê você acha. Acesse a caixa de comentários e mande ver. Sem ofensas, ok?

DEM representa contra Gabinete de Segurança da Presidência da República

Os Democratas protocolarão representação na Procuradoria Geral da República denunciando a ridícula postura do Gabinete de Segurança da Presidência da República, para não dizer criminosa, que ao justificar requerimento apresentado pelo deputado federal e líder do partido na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (DEM-GO) solicitando cópias das filmangens no período do suposto encontro entre Lina Vieira – ex-Secretária da Receita Federa e Dilma Roussef, ministra Chefe da Casa Civil e que Lula insiste em emplacar como sua sucessora.

O Planalto mais uma vez e com o mesmo cinismo de praxe, diz que não há registro de visitas do fim do ano passado. Alega o documento em reposta a Caiado que as imagens são apagadas a cada 30 dias.

Este blogger detesta gente mentirosa e preguiçosa.

O Gabinete de Segurança diz, ainda, que não há também lista com nomes de autoridades; Demóstenes Torres, senador pelo DEM-GO e presidente da CCJ do Senado afirma que "estão mentindo de novo".

O governo informou ontem que não há imagens, registros de placas de carros nem de autoridades que estiveram no Palácio do Planalto no final do ano passado. Dá para acreditar?

Com isso, segundo nota do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), será impossível provar as afirmações da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira de que participou de encontrou reservado com Dilma Rousseff no final de 2008.

Atitudes desse quilate me enojam nesse Governo.

Férias para Dilma

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vai tirar férias em setembro, após o anúncio do marco regulatório do pré-sal, no próximo dia 31. A pausa, de pelo menos uma semana, faz parte da estratégia do Planalto de blindar a pré-candidata à Presidência da República, alvo de constantes ataques da oposição, segundo reportagem da edição de domingo do jornal "O Estado de São Paulo".

Feito um raio

O "Irrevogável" Mercadante

“Um discurso envergonhado”  define a atitude do senador Aloisio Mercadante de não renunciar à liderança do PT 

A manobra deve custar-lhe caro pois, parte da aguerrida militância do partido, enxergava nele a possibilidade real de sacudir o partido e colocá-lo num caminho de resgate às convicções que levaram seus fundadores na construção de um partido focado num socialismo moderno. A social democracia que o PSDB jamais construirá.

Reproduzo reportagem do Correio Braziliense sobre o enterro político de Mercadante que, em 23 minutos, fez malabarismo de oratória para justificar permanência no cargo de líder da bancada petista no Senado. No fim, pediu desculpas aos militantes que cobraram a saída dele do cargo.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) subiu à tribuna do Senado com uma missão difícil de cumprir. Precisou de 23 minutos para explicar ao eleitorado como, em 24 horas, havia desistido de deixar o cargo de líder da bancada petista na Casa em caráter irrevogável. Fez uma costura complexa para mandar seu recado. Iniciou o pronunciamento dizendo-se desiludido e frustrado, enumerando erros cometidos pelo PT e pelo governo. Disse que era um sacrifício permanecer na liderança e reconheceu que havia perdido interlocução com outras correntes do plenário, como o presidente José Sarney (PMDB-AP). Depois, colocou nas costas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a culpa pela desistência.

Leu uma carta enviada pelo presidente na manhã de ontem, pouco antes de iniciar seu pronunciamento. No documento, Lula pede a Mercadante que permaneça no cargo. “Mais uma vez na minha vida, o presidente Lula me deixa numa situação em que eu não tenho como dizer não. Não tenho. Não tenho, como não tive muitas vezes”, justificou, por fim.

A notícia já era esperada. Antes de Mercadante chegar ao plenário, o senador João Pedro (PT-AM) — que chegou a ser cotado para ficar na vaga do paulista na liderança — havia adiantado em seu Twitter o recado. “O Mercadante fica”, escreveu.

Na prática, a permanência do senador paulista na liderança no PT é uma boa saída tanto para ele quanto para a legenda. Com o apoio do Planalto, Mercadante poderá trabalhar para refazer alianças, e garantir um palanque para 2010. O partido, por sua vez, pacifica os rumores sobre um racha interno. “Eu apoio a posição dele. Foi uma medida acertada. Temos que ter uma unidade em torno da candidatura da Dilma e temos que ter unidade para auxiliar o governo. Recuperamos isso”, avaliou o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Solidariedade
Mas Mercadante mandou recados a membros da legenda. Disse, por exemplo, que era petista antes de o PT existir. Ressaltou sua participação na criação e trajetória do partido e do próprio presidente Lula. Enumerou os pares da bancada que lhe foram solidários. Deixou de fora o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que lhe fez críticas públicas, após desavenças por conta da crise de José Sarney. “Ali, naquele momento da história (na fundação do partido), ninguém foi para o PT para ter um cargo. Não foi fácil chegar aonde nós chegamos. Eu estou desde a primeira hora”, disse. Delcídio se filiou ao PT nas eleições de 2002, e chegou a cogitar uma adesão ao PSDB.

Ao final do pronunciamento, Mercadante pediu desculpas aos militantes que cobravam a sua saída. Mas a resposta veio no mesmo veículo que ele usou para dizer que iria deixar a liderança. A página do senador no Twitter foi o púlpito escolhido pelo eleitorado para debater o recuo do senador. “Suas palavras não me sensibilizaram. Onde está a sua dignidade?”, cobrou um internauta.

Denúncia de Giovanni de superfaturamento paralisa obras de palácio do Judiciário


O deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) denuncia a vergonha de um país o qual uma quantidade assustadora de pessoas passa fome, não tem emprego e é analfabeta, enquanto os senhores magistrados não aceitam trabalhar senão em Palácios luxuosos, construídos com dinheiro público que pagam faturas superfaturadas para empreiteiras que corrompem e nada lhes acontece por razões óbvias.

Foi assim na denúncia que colocou o juiz "Lalau" no xilindró e forçou a renúncia de seu corruptor, o mui honesto, então senador Luis Estevão - empreiteiro de Brasília. Coleguinha desde tenra idade de Fernando Collor de Mello.

Seria tutela da Globo pra cima de Marina?

No Luis Nassif

Padrão Globo de reportagem

Por Henrique

MARINA SILVA CONTESTA O GLOBO

Trecho do aparte da senadora Marina Silva (sem partido-AC) ao discurso do senador Pedro Simon (PMDB-RS):

- A mesma posição eu vou manter aqui em relação ao Presidente Lula, porque não é uma questão de circunstâncias. Hoje, meu querido Senador Simon, tem uma matéria no jornal O Globo que não foi feita por nenhum desses jornalistas que nos acompanham aqui. Foi um correspondente lá do Estado do Pará que colocou na primeira página algo que é inteiramente incoerente com tudo o que eu disse e coloquei na carta que assinei embaixo. A manchete é a de que eu disse que o Governo é insensível para as questões sociais. E pega uma série de frases de uma palestra que dei, em um contexto de uma análise que eu faço da Amazônia, da questão das hidroelétricas, e as coloca ali. Digamos que, quanto às frases pinçadas, mal direcionadas, ainda vá lá. Mas dizer que eu, Marina Silva, disse que o Governo do Presidente Lula é insensível às questões sociais! Eu que já disse, inúmeras vezes, desta tribuna e em todas as manifestações que fiz, que foi a melhor política social que tivemos; que saímos de R$8 bilhões para R$30 bilhões investidos em política social.

Saiba mais em “A Rede Globo e Marina Silva”

PUBLICADO POR ALTINO MACHADO.

A REDE GLOBO E MARINA SILVA
Direto de minhas fontes na imprensa:

Orientações específicas da direção do jornal O Globo para a cobertura da campanha de Marina Silva: mantê-la presa ao tema ambiental, destacar todas as declarações que a contraponham a Lula e a Dilma, apresentá-la como uma candidata idealista, dar destaque a declarações de militantes e aprofundar a ruptura com o PT.

- Acaba de ser criada a “Editoria Marina Silva” - afirma uma fonte.

Já aconteceram duas reuniões informais -na quarta-feira e ontem- das quais os editores saíram dando dicas, o que evidencia tratar-se de um plano que vem de cima.

Querem inflar a candidatura dela, mas marcando-a como alguém fora da realidade. Mais ou menos o mesmo que fizeram com Fernando Gabeira na eleição do Rio. Também fizeram com Carlos Minc, chamando atenção para os coletes dele e esquecendo a questão ambiental.

No caso de Marina Silva, provavelmente vão dar destaque à questão ambiental para evitar levar o debate para o tema do modelo econômico.

No tema ambiental, tem saído várias reportagens nos jornais paulistas elogiando José Serra nessa questão, o que certamente equivale a uma vacina anti-Marina Silva.

A Justiça bloqueou as obras do Rodoanel em São Paulo por conta de irregularidade nos pagamentos, mas existem ações por questões ambientais obstruindo o projeto e os jornais omitem.

A ex-seringueira e ex-ministra do Meio Ambiente hoje já é manchete do Globo: “Marina diz que Lula é insensível a causas sociais”.

A Rede Globo sabe o que está fazendo. É muito fácil marcar Marina Silva como uma mulher idealista e fora da realidade. Basta pinçar umas frases, como costumam fazer as editorias de política, ou entrevistar alguns dos assessores dela, ou mesmo o Fernando Gabeira.

Do blog do Altino
http://altino.blogspot.com/

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A caixa Frui Tree, de 1979 ganha relançamento este ano

Olha só.

Eu sei muito bem o que é se sentir bom em algo que se faz bem.

Nick Drake.

Nick Drake (Five Leaves Left (1969))Five Leaves Left (1969)
Considerado uma obra prima, tem em suas canções a calma que Nick apresentava, momentos suaves de voz e violão extremamente minimalistas e em outras faixas, piano e arranjos de corda. O disco não agradou muito ao Nick, que disse ter achado “exagerado” e “forçado”. Àquela época a revista Melody Maker definiu o disco como “poético e interessante” enquanto o NME disse que “não continha variedade suficiente para ser considerado sequer divertido”, isso aliado ao pouco interesse da gravadora em investir na divulgação, fez com que o disco não tivesse o sucesso que merecia.

Nick Drake - Bryter Layter (1970)Bryter Layter (1970)
Faltando nove meses para concluir o seu curso na Universidade de Cambridge, Nick muda-se de vez para Londres, onde começa a trabalhar mais uma vez com Joe Boyd na produção de seu segundo álbum, Bryter Layter. Lá ele fica de um canto para outro passando boa parte de seu tempo na casa de sua irmã ou dividido entre casa de amigos, dormindo em seus sofás ou até no chão. Joe alugou um espaço para Nick poder ter mais contato com ele, sem precisar ter que ficar adivinhando onde ele se encontrava. Nesse segundo disco, desapontado com a repercussão do primeiro trabalho, aceitou a sugestão de seu produtor de incluir baixo e bateria, o que o fez soar com um toque de jazz. O disco teve contribuição de John Cale da banda Fairport Convention. Em 1999 em suas biografia Cale diz ter usado heroína nesse período, o que faz muitos pensarem que Drake também fez uso da droga. Boyd estava confiante que o disco seria um sucesso, mas quando ele foi lançado vendeu algo em torno de 3.000 cópias. A Melody Maker dessa vez disse que o álbum era um estranho misto de “folk com cocktail jazz”. Logo após esse disco Joe vendeu sua produtora e foi para Los Angeles trabalhar com a Warner Brothers em criação de trilhas sonoras. Nick foi mais fundo em sua depressão, pois dessa vez além de mais um disco que não fez o sucesso esperado ele havia perdido o seu mentor. A depressão foi tão grande que a família conseguiu que Drake fosse ver um psiquiatra no Saint Thomas Hospital em Londres, onde recebeu a prescrição de vários remédios, mas não comentou com seus amigos, pois ficou embaraçado, além que ele sabia o efeito que esses remédios teriam num usuário de maconha.

Nick Drake - Pink MoonPink Moon
Ninguém achava que poderia vir um teceiro álbum, mas depois de um tempo de reclusão em seu apartamento onde Nick só saia para um raro show ou comprar drogas ele foi procurar por John Wood, que havia trabalhado com ele e com Joe Boyd nos discos anteriores como engenheiro de som, e mostrou novo material. Wood comenta que Nick parecia mais determinado que nunca a fazer esse trabalho e alguns dias depois deixou um fita cassete na recepção da Island Records, fita que só veio a ser notada depois de alguns dias e encaminhada para a produção. Desse Material veio o Pink Moon, disco melhor comentado pela crítica que seus dois antecessores, mas foi o que menos vendeu. A revista Zigzag publicou artigo assinado por Connor Mcknight: “Nick Drake é um artista que nunca é falso. O álbum faz uma concessão de que a música deve ser escapista. É apenas a visão de um músico sobre a vida naquele momento e você não pode perguntar mais que isso.” Island Records achou que esse seria o disco que traria Drake ao mainstream, mas ele insistia em não fazer concertos, cada vez mais evitava o público. Sempre cantava sem interagir com as pessoas, de cabeça baixa e de olhos fechados. Foi a cada disco deixando mais e mais as apresentações ao vivo e a época do Pink Moon praticamente se recusou a fazer o que seria necessário para a divulgação do álbum. Drake volta para casa em estado psicológico pior que nunca. Fica internado alguns dias em uma clínica e volta para casa. À essa época não tinha dinheiro e só recebia 20 libras da gravadora por semana, tendo que ficar vivendo à custa dos pais. Sua irmã Gabrielle diz que essa foi uma época muito difícil. Quando podia Nick sumia, ia para casa de algum amigo sem avisar e passava alguns dias. O arranjador Robert Kirby descreve suas visitas da seguinte forma: “Ele chegaria e não falaria, senta, escuta uma música, fuma um cigarro, toma uma bebida, dorme ali mesmo à noite e dois ou três dias depois ele não estaria mais lá, teria ido embora. Três meses depois ele estaria de volta”. Pegava emprestado o carro de seus pais e saía dirigindo até a gasolina acabar, depois os ligava e pedia para irem buscá-lo onde estivesse. Passou um tempo péssimo que os amigos disseram ter mudado muito sua aparência. Teve um tempo que não lavava o cabelo e sequer cortava as unhas. Pouco depois sofreu uma crise nervosa que o deixou hospitalizado por 5 semanas.

Nick Drake (Fruit Tree (1979))Fruit Tree (1979)
Em fevereiro de 1974 ele liga para Wood e diz que tinha material para um quarto álbum. Woody o atende e fica impressionado como ele estava em mau estado, tanto que sequer conseguia cantar e tocar o violão ao mesmo tempo. Começaram as gravações de tarde e por volta da meia noite o material que o Nick tinha, 4 canções, estava gravado. Mesmo pequena essa volta fez Nick ter uma melhorada ao ponto de sua mãe ligar depois para lá e dizer: “ Nós estamos absolutamente espantados em pensar que Nick estava feliz porque não houve nenhuma felicidade em sua vida por anos”. Em 25 de Novembro de 1974 Nick foi dormir mais cedo e foi encontrado morto em seu quarto, atravessado na em sua cama e com alguns discos espalhados pelo chão. A autópsia disse que foi excesso de medicação antidepressiva e cogitou-se a possibilidade de acidente, mas sua irmã Gabrielle diz que prefere acreditar que Nick quis por um fim a tudo aquilo.

Foi concluído pela investigação do caso que se tratava de suicídio. Foi lançada uma reedição de uma caixa intitulada Fruit Tree após sete anos fora de catálogo. Esta edição terá apenas 10 mil exemplares no formado de CD e de 2 mil unidades no formato de vinil mais uma livro com 108 páginas onde as pessoas que trabalharam com Nick Drake falam dos discos, além do documentário A Skin Too Few em dvd. O box não sofreu nenhuma remasterização. A obra de Nick Drake é influência para artistas como Jeff Buckley, Elliott Smith e Robert Smith. Nick era fã de Bob Dylan e Phill Ochs e adorava ler William Blake e W.B. Yeats.

O quê os aposentados querem na reunião de segunda-feira, 24/08?

O senador Paulo Paim (PT-RS), perguntou aos aposentados o quê eles querem que se acerte com o governo na próxima segunda-feira, 24, e lançou a seguinte Enquete (ver abaixo), explicando, ainda, como foi a última e fracassada reunião sobre o tema.

Na reunião do dia 12/08 entre Governo, Cobap, Centrais e Confederações, a proposta apresentada foi a seguinte:

1 - As entidades representativas aceitariam que o projeto que recupera os benefícios dos aposentados e pensionistas pelo número de salários mínimos (PL 4434/2008), fosse rejeitado;

2 - Aceitariam a manutenção do veto ao PLV 18/2006 de 16,65%;

3 - A partir da aceitação desses dois pontos, o governo apresentaria uma proposta alternativa ao PL 1/2007 (que concede o mesmo percentual de reajuste dado ao mínimo). A opção do governo seria conceder, em 2010, um percentual de reajuste real para os benefícios acima do salário mínimo;

4 – O governo apresentaria também uma proposta para substituir o Fator Previdenciário (PL 3299/2008) baseada na Fórmula 85/95;

Em razão do adiamento da reunião, a enquete terá seu prazo prorrogado até a próxima segunda-feira (24), data do encontro. Seu voto é fundamental, por isso deixe-o registrado aqui e na página da Cobap (http://cobap.maquinaweb.com.br/capa/default.asp).

Queremos ouvir você. A decisão final será sua.
Por favor, vote e se desejar deixe seu comentário !!

Você concorda com os termos da negociação?

Sim, concordo com os termos dessa negociação.

Não, quero que as propostas sejam votadas com voto aberto em Plenário.


Este blog gostaria de saber a opinião dos aposentados em nova enquete com três perguntas que o leitor (a) pode votar ai ao lado, na Coluna da direita do blog.

Há frases que marcam a história

A lapidar frase, curta, objetiva, precisa resume o que o Governo Lula deixará para a história política brasileira sob o ponto de vista democrático em suas duas administrações.

"O Senado virou um anexo do Planalto", senador Cristovam Buarque (PDT-DF)

A guinada do PT


No Noblat

Para analistas, ética cedeu lugar ao pragmatismo no PT

Sociólogo fundador da legenda diz que partido está a reboque de Lula e atua segundo sua conveniência eleitoral

De Flávio Freire:

De ex-petistas de carteirinha a sociólogos, historiadores e cientistas políticos, o raciocínio recorrente quando analisada a atual crise que atinge o PT é o de que, há tempos, a ética deu lugar à conveniência eleitoral.

Tanto especialistas em análise política como quem já participou da estrutura petista dizem acreditar que as deserções anunciadas nas últimas 48 horas - os senadores Marina Silva (AC) e Flávio Arns (PR) - são apenas os primeiros reflexos da "degradação" do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- O PT está sendo despedaçado pelo presidente Lula, que ficou maior que o partido. E ele é quase uma unanimidade, tanto do lado dos dominados como do dos dominantes. O PT governista ficou a reboque do presidente e caminha de acordo com o que é conveniente - disse um dos fundadores do PT, o sociólogo Francisco de Oliveira, que abandonou a legenda em 2003, primeiro ano do governo petista, por causa de diferenças ideológicas.

Para Oliveira, não se pode levar adiante a justificativa da cúpula do partido de que a defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é tão somente uma forma de impedir que a oposição desestabilize a base do governo.

- Ora, toda oposição se opõe ao governo, em qualquer lugar do mundo. O que não pode é usar essa articulação para justificar o que sempre foi injustificável dentro do PT, que é apoiar o Sarney - disse o sociólogo, que não reconhece como positivo o governo administrado pelo partido que ele mesmo ajudou a fundar.

- Este governo tem façanhas sociais, mas se transformou numa regressão política. Está trazendo de volta um patrimonialismo que já tinha sido superado. Leia mais em O Globo

Entrevista - Flávio Arns - ''O partido mudou''

Ag. Senado
















O senador Flávio Arns (PT-PR) comunicou ontem oficialmente ao líder Aloizio Mercadante (PT-SP) que se desligará do partido. “Queríamos uma coisa simples: esclareça-se, investigue-se. O Senado não pode simplesmente não investigar. Lula, com tanta popularidade, poderia fazer isso com pé nas costas. Pedir justiça e transparência”, disse. Confira os principais trechos da entrevista:

A decisão de sair é irrevogável?
É, vou sair. Pedi para os advogados me ajudarem. Gostaria que houvesse uma decisão judicial porque hoje só se diz que o parlamentar perde o mandato. Só se fala da fidelidade do parlamentar ao partido. E a fidelidade do partido aos seus ideais. Acho que essa discussão deve ser feita. Estou saindo porque o PT mudou completamente.

Como o senhor vê as ações do presidente Lula em defesa de Sarney, a defesa de Henrique Meirelles como candidato em Goiás?

No caso do Sarney, isso desarticula, desautoriza a bancada. A bancada foi eleita e tem que ter um compromisso com a consciência, com o eleitor e com o partido, nessa ordem. A nota do (Ricardo) Berzoini (presidente do PT) não foi discutida, assim como a candidatura de Meirelles, não houve debate.
E Marina Silva? O senhor acha que muitos petistas podem migrar com ela? O senhor vai para o PV?

As bases do PT não concordam com o que vem sendo orientado no Congresso. Não existe sintonia. O PT aceitou que o presidente Lula coordenasse a escolha do candidato. Mas muita gente pode migrar agora. Como ocorreu na saída de Heloísa Helena para o PSol, sem dúvida ocorrerá com a ida de Marina para o PV. Ela é sensata, correta e com credibilidade. Ainda não defini meu destino.
O senhor acha que a crise acabou com o arquivamento das representações contra Sarney?

O problema não é o Sarney. Somos nós mesmos. Vimos um trator vir para cima. Fomos eleitos para aguentar pressões, mas a atitude foi errada, em desacordo com os princípios e o clamor da sociedade. O que queríamos? Que se investigasse. O Lula tem tanta popularidade que poderia fazer isso com um pé nas costas. Ah, mas isso pode interferir no apoio do PMDB ao PT. Mas o partido precisa saber que mais importante que apoios é a sociedade ter instituições boas. É o que eu acredito.

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